Superior Tribunal de Justiça
RECURSO ESPECIAL Nº 1.219.915 - MG (2010/0194046-1)RELATORA : MINISTRA ELIANA CALMON
RECORRENTE : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS
RECORRIDO : EDUARDO HENRIQUE MARQUES FERREIRA
ADVOGADO : PAULO SÉRGIO RABELLO
EMENTA
ADMINISTRATIVO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. IMPROBIDADE
ADMINISTRATIVA. ATENTADO VIOLENTO AO PUDOR. PROFESSOR MUNICIPAL. ALUNAS MENORES. VIOLAÇÃO DO ART. 535 DO CPC NÃO CARACTERIZADA. VIOLAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. ART. 11 DA LEI 8.429/1992. ENQUADRAMENTO. INDEPENDÊNCIA DAS ESFERAS. ELEMENTO SUBJETIVO. DOLO GENÉRICO.
1. Não ocorre ofensa ao art. 535, II, do CPC, se o Tribunal de origem decide, fundamentadamente, as questões essenciais ao julgamento da lide.
2. O ilícito previsto no art. 11 da Lei 8.249/1992 dispensa a prova de dano, segundo a jurisprudência do STJ.
3. Não se enquadra como ofensa aos princípios da administração pública (art. 11 da LIA) a mera irregularidade, não revestida do elemento subjetivo convincente (dolo genérico).
4. É possível a responsabilização do agente público, no âmbito do art. 11 da Lei 8.429/1992, ainda que este responda pelos mesmos fatos nas demais searas, em consideração à autonomia da responsabilidade jurídica por atos de improbidade administrativa em relação as demais esferas. Precedentes envolvendo assédio sexual e moral.
5. A repugnante prática de atentado violento ao pudor, praticado por professor municipal, em sala de aula, contra crianças de 6 (seis) e 7 (sete) anos de idade, não são apenas crimes, mas também se enquadram em 'atos atentatórios aos princípios da administração pública', conforme previsto no art. 11 da LIA, em razão de sua evidente imoralidade.
6. A Lei 8.429/1992 objetiva coibir, punir e/ou afastar da atividade pública os agentes que demonstrem caráter incompatível com a natureza da atividade desenvolvida.
7. Esse tipo de ato, para configurar-se como ato de improbidade exige a demonstração do elemento subjetivo, a título de dolo lato sensu ou genérico, presente na hipótese.
8. Recurso especial provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos os autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da SEGUNDA Turma do Superior Tribunal de Justiça "A Turma, por unanimidade, deu provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Sr(a). Ministro(a)-Relator(a)." Os Srs. Ministros Humberto Martins, Herman Benjamin, Og Fernandes e Mauro Campbell Marques votaram com a Sra. Ministra Relatora.
PRONUNCIAMENTO ORAL DA SUBPROCURADORA-GERAL DA REPÚBLICA, Dra. ELIZETA MARIA DE PAIVA RAMOS, pelo MINISTÉRIO PÚBLICO
Superior Tribunal de Justiça
FEDERALBrasília-DF, 19 de novembro de 2013(Data do Julgamento)
MINISTRA ELIANA CALMON Relatora
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RECURSO ESPECIAL Nº 1.219.915 - MG (2010/0194046-1)
RELATORA : MINISTRA ELIANA CALMON
RECORRENTE : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS
RECORRIDO : EDUARDO HENRIQUE MARQUES FERREIRA
ADVOGADO : PAULO SÉRGIO RABELLO
RELATÓRIO
A EXMA. SRA. MINISTRA ELIANA CALMON: Trata-se de recurso especial interposto, com fulcro na alínea "a" do permissivo constitucional, contra acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, assim ementado (fl. 194):
EMENTA: IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. SERVIDOR PÚBLICO. ATENTADO VIOLENTO AO PUDOR. OFENSA À MORALIDADE COMUM. CONDUTA QUE FOGE DOS PROPÓSITOS DE PUNIÇÃO DA LEI 8.429192.
A improbidade administrativa, embora consubstanciada em princípio de difícil expressão verbal, encontra-se intimamente ligada às condutas responsáveis por lesões ao erário, que importem enriquecimento ilícito ou proveito próprio ou de outrem no exercício de mandato, cargo, função ou emprego público.Condutas reprováveis socialmente, capazes de consubstanciarem-se em crimes contra os costumes ofendem sobremaneira a moralidade comum, mas jamais a moralidade administrativa, afastando de seus contornos a aplicação das penalidades descritas na LIA.Recurso ao qual se nega provimento.
Os embargos de declaração opostos pelo Parquet foram rejeitados (fl. 209). O recorrente aponta ofensa ao art. 535, II, do CPC, por omissão do julgado, e, no mérito, aos arts. 11, caput e inciso I c/c 2º e 4º todos da Lei 8.429/1992. Argumenta que as práticas de atentado violento ao puder praticadas por professor em escola municipal contra alunas menores de idade, no local de trabalho e em pleno exercício da função pública, caracterizam ato de improbidade por violação aos princípios da administração pública.
Com contrarrazões às fls. 237-244, o recurso especial foi admitido na origem (fls. 246-247).
Nesta instância, o Ministério Público Federal pronunciou-se pelo desprovimento parcial do recurso especial, consoante parecer assim ementado (fl. 256):
RECURSO ESPECIAL. AÇÃO DE IMPROBIDADE ILÍCITO PENAL. AÇÃO PENAL EM CURSO. NÃO CONFIGURADO O ATO DE IMPROBIDADE VINCULAÇÃO AO DESFECHO DA AÇÃO PENAL E CONDUTA QUE ENCONTRA SUA TIPIFICAÇÃO PRÓPRIA NO ÂMBITO CRIMINAL.
- Pelo parcial desprovimento do recurso especial.
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RECURSO ESPECIAL Nº 1.219.915 - MG (2010/0194046-1)RELATORA : MINISTRA ELIANA CALMON
RECORRENTE : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS
RECORRIDO : EDUARDO HENRIQUE MARQUES FERREIRA
ADVOGADO : PAULO SÉRGIO RABELLO
VOTO
A EXMA. SRA. MINISTRA ELIANA CALMON (Relatora): Cuida-se, na origem, de ação civil pública por ato de improbidade administrativa ajuizada pelo Ministério Público do Estado de Minas Gerais em desfavor de Eduardo Henrique Marques Ferreira, atribuindo-lhe a prática de obscenidades e atentado violento ao puder contra 3 (três) alunas da escola municipal "Professor Hilarino Moraes", crianças com seis e sete anos de idade, aproveitando-se de sua função de professor, enquanto ministrava aula de informática. Noticiam os autos a prática de atos repugnantes por parte do professor, consistente em passar a genitália no rosto das crianças.
O TJMG confirmou a sentença, pela extinção sem julgamento do mérito, sob o entendimento de que os fatos narrados não se enquadram como atos de improbidade administrativa.
Busca o recorrente, o enquadramento das condutas imputadas ao réu como ato de improbidade, por ofensa aos princípios norteadores da Administração Pública (art. 11 da LIA).
Inicialmente, afasto a alegada contrariedade ao art. 535 do CPC, tendo em vista que o Tribunal de origem decidiu, fundamentadamente, as questões essenciais à solução da controvérsia.
Pela leitura das razões dos aclaratórios de fls. 204-206, verifica-se que as ditas omissões levantadas pelo Parquet , buscavam, em verdade, o rejulgamento da matéria sob outra ótica, não se enquadrando nas hipóteses de cabimento do art. 535 do CPC.
Superado esse ponto, passo ao mérito.
O caput do art. 11 da Lei 8.429/1992 define como ato de improbidade a conduta "que atenta contra os princípios da administração pública qualquer ação ou omissão que viole os deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade, e lealdade às instituições".
Sobre o referido dispositivo, já assentou esta Corte, que a tipificação dessas condutas independe da ocorrência de prejuízo ao erário.
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Também se pondera neste Tribunal Superior, que nem toda ilicitude é, por si só, ato de improbidade. Ficam de fora do conceito de ato ímprobo as meras irregularidades, não revestidas do elemento subjetivo convincente, que, segundo pacificado nesta Casa, se trata do dolo genérico ou lato sensu , consubstanciado na consciência da ilicitude.
Diante desse cenário hermenêutico, cabe a análise dos fatos imputados ao réu na presente ação.
Para tanto, aproveito-me da narração dos fatos na exordial (fl. 8):
Conforme apurado no inquérito policial n.º 094/07, aproveitando-se do cargo de professor na escola municipal "Professor Hilarino Moraes", o requerido praticou atos de improbidade administrativa, consistente em crimes de atentado violento ao pudor em desfavor das alunas Maria Eduarda Mitura Alves, Eliza Sales Teixeira e Helen Sales Teixeira, que contavam, as duas primeiras, com apenas seis anos de idade, e a última com sete anos de idade.
Verifica-se que EDUARDO HENRIQUE MARQUES FERREIRA, mediante violência presumida, constrangeu a vítima Maria Eduarda Mitura Alves a permitir que com ela se praticasse ato libidinoso diverso da conjunção carnal, tudo isso durante a aula que o requerido ministrava à infante.
O requerido, em certo dia do no mês de maio de 2007, encontrava-se nas dependências do aludido estabelecimento educacional ministrando uma aula de informática para alunos de aproximadamente 06 (seis) anos de idade.
No local, as crianças estavam dividas em duplas, sendo certo que cada dupla, ocupava um computador.
Assim, em dado momento, aproveitando-se que Eliza (aluna que fazia dupla com a vítima Maria Eduarda) havia se retirado da sala de aula por alguns instantes, o requerido se aproximou de Maria Eduarda.
Ato contínuo, Eduardo expôs seu órgão genital e, buscando saciar sua doentia lascívia, passou sua genitália no rosto da criança.
Em razão desse fato, o requerido foi denunciado pelo Ministério Público como incurso nas sanções do art. 214, capu, c/c arts. 224, alínea "a", e 225,§ l', todos do Código Penal.
Por fim, insta esclarecer que, no seio do Inquérito Policial n' 094/07, foi apurado que o requerido também praticou crime semelhante em desfavor das alunas Eliza Sales Teixeira., e Helen Sales Teixeira, de seis e sete anos respectivamente, somente não sendo denunciado por tais fatos ante a ausência de condição de procedibilidade da ação penal (grifei).
São gravíssimos os atos imputados ao réu, que inclusive foi denunciado penalmente no incurso dos crimes previstos no art. 214, caput , c/c arts. 224, alínea "a", e 225, § 1º, todos do Código Penal (atentado violento ao pudor).
A questão é saber se o art. 11 da Lei de Improbidade Administrativa também abrange atos como o presente, configuradores de tipo penal específico.
Mesmo em situações fáticas menos graves que as presentes, esta Corte Superior tem concluído pela possibilidade de responsabilização do agente público, no âmbito do art. 11 da Lei 8.429/1992, ainda que este responda pelos mesmos fatos nas demais searas, em consideração à autonomia da responsabilidade jurídica por atos de improbidade
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administrativa em relação as demais esferas.Cito precedentes recentes envolvendo casos de assédio sexual e moral:
PROCESSUAL CIVIL. ADMINISTRATIVO. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. ASSÉDIO DE PROFESSOR DA REDE PÚBLICA. PROVA TESTEMUNHAL SUFICIENTE. VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 282/STF. MATÉRIA CONSTITUCIONAL. COMPETÊNCIA DA EXCELSA CORTE. DOLO DO AGENTE. ATO ÍMPROBO. CARACTERIZAÇÃO.
1. Cinge-se a questão dos autos a possibilidade de prática de assédio sexual como sendo ato de improbidade administrativa previsto no caput do art. 11 da Lei n. 8.429/1992, praticado por professor da rede pública de ensino, o qual fora condenado pelas instâncias ordinárias à perda da função pública.
2. A tese inerente à atipicidade da conduta em razão da inexistência de nexo causal entre o ato e a atividade de educador exercida pelo Professo não foi abordada pelo Corte de origem, o que atrai a incidência da Súmula 282 do STF.
3. O recorrente também tratou de questão constitucional, qual seja, a dignidade da pessoa humana, matéria que refoge da competência desta Corte Superior, sob pena de usurpação da competência do Supremo Tribunal Federal.
4. É firme a orientação no sentido da imprescindibilidade de dolo nos atos de improbidade administrativa por violação a princípio, conforme previstos no caput do art. 11 da Lei n. 8.429/1992 - o que foi claramente demonstrado no caso dos autos, porquanto o professor atuou com dolo no sentido de assediar suas alunas e obter vantagem indevida em função do cargo que ocupava, o que subverte os valores fundamentais da sociedade e corrói sua estrutura.
5. O recurso não pode ser conhecido em relação à alínea "c" do permissivo constitucional, porquanto o recorrente não demonstrou suficientemente a divergência, o que atrai, por analogia, a incidência da Súmula 284/STF.
Recurso especial conhecido em parte e improvido.
(REsp 1255120/SC, Rel. Ministro HUMBERTO MARTINS, SEGUNDA TURMA, julgado em 21/05/2013, DJe 28/05/2013)
ADMINISTRATIVO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. ASSÉDIO MORAL. VIOLAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. ART. 11 DA LEI 8.429/1992. ENQUADRAMENTO. CONDUTA QUE EXTRAPOLA MERA IRREGULARIDADE. ELEMENTO SUBJETIVO. DOLO GENÉRICO.
1. O ilícito previsto no art. 11 da Lei 8.249/1992 dispensa a prova de dano, segundo a jurisprudência do STJ.
2. Não se enquadra como ofensa aos princípios da administração pública (art. 11 da LIA) a mera irregularidade, não revestida do elemento subjetivo convincente (dolo genérico).
3. O assédio moral, mais do que provocações no local de trabalho - sarcasmo, crítica, zombaria e trote -, é campanha de terror psicológico pela rejeição.
4. A prática de assédio moral enquadra-se na conduta prevista no art. 11, caput, da Lei de Improbidade Administrativa, em razão do evidente abuso de poder, desvio de finalidade e malferimento à impessoalidade, ao agir deliberadamente em prejuízo de alguém.
5. A Lei 8.429/1992 objetiva coibir, punir e/ou afastar da atividade pública os agentes que demonstrem caráter incompatível com a natureza da atividade desenvolvida.
6. Esse tipo de ato, para configurar-se como ato de improbidade exige a demonstração do elemento subjetivo, a título de dolo lato sensu ou genérico, presente na hipótese.
7. Recurso especial provido.
(REsp 1286466/RS, Rel. Ministra ELIANA CALMON, SEGUNDA Documento: 1282023 - Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJe: 29/11/2013 Página 6 de 8
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TURMA, julgado em 03/09/2013, DJe 18/09/2013)A Lei 8.429/1992 objetiva coibir, punir e/ou afastar da atividade pública todos os agentes que demonstrem pouco apreço pelo princípio da juridicidade, denotando uma degeneração de caráter incompatível com a natureza da atividade desenvolvida.
A partir dessas premissas, não tenho dúvida de que comportamentos como o presente, não são apenas crimes, mas também se enquadram em 'atos atentatórios aos princípios da administração pública', em razão de sua evidente imoralidade.
Ademais, consoante já mencionado, está absolutamente caracterizado o elemento subjetivo na hipótese.
Com essas considerações, dou provimento ao recurso especial, determinando o retorno dos autos ao juízo de 1º grau, para prosseguimento da ação originária.
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CERTIDÃO DE JULGAMENTO SEGUNDA TURMA
Número Registro: 2010/0194046-1 PROCESSO ELETRÔNICO REsp 1.219.915 / MG Números Origem: 10479081573962 10479081573962004
PAUTA: 19/11/2013 JULGADO: 19/11/2013
Relatora
Exma. Sra. Ministra ELIANA CALMON Presidente da Sessão
Exmo. Sr. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES Subprocuradora-Geral da República
Exma. Sra. Dra. ELIZETA MARIA DE PAIVA RAMOS Secretária
Bela. VALÉRIA ALVIM DUSI
AUTUAÇÃO
RECORRENTE : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS RECORRIDO : EDUARDO HENRIQUE MARQUES FERREIRA
ADVOGADO : PAULO SÉRGIO RABELLO
ASSUNTO: DIREITO ADMINISTRATIVO E OUTRAS MATÉRIAS DE DIREITO PÚBLICO - Atos Administrativos - Improbidade Administrativa
SUSTENTAÇÃO ORAL
PRONUNCIAMENTO ORAL DA SUBPROCURADORA-GERAL DA REPÚBLICA, Dra. ELIZETA MARIA DE PAIVA RAMOS, pelo MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
CERTIDÃO
Certifico que a egrégia SEGUNDA TURMA, ao apreciar o processo em epígrafe na sessão realizada nesta data, proferiu a seguinte decisão:
"A Turma, por unanimidade, deu provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Sr(a). Ministro(a)-Relator(a)."
Os Srs. Ministros Humberto Martins, Herman Benjamin, Og Fernandes e Mauro Campbell Marques votaram com a Sra. Ministra Relatora.