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Mensagem da Administração

São Paulo, 1º de setembro de 2017.

Prezado Acionista,

Tendo em vista o Edital de Convocação da Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária publicado na presente data, gostaríamos de enfatizar que sua participação na Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária, a ser realizada no dia 2 de outubro de 2017, é de extrema importância para que possamos discutir e deliberar, (1) em Assembleia Geral Ordinária, sobre: (1.1.) as contas dos administradores, examinar, discutir e votar as demonstrações financeiras, acompanhadas dos pareceres dos Auditores Independentes e do Conselho Fiscal, relativas ao exercício social findo em 30 de junho de 2017; (1.2.) a destinação do lucro líquido do exercício social findo em 30 de junho de 2017 e a distribuição de dividendos; (1.3.) a definição do número de membros a compor o Conselho de Administração da Companhia, bem como a (i) reeleição dos Srs. Eduardo S. Elsztain, Alejandro G. Elsztain, Saul Zang, João de Almeida Sampaio Filho, Isaac Selim Sutton, Fabio Schuler de Medeiros e Ricardo de Santos Freitas aos cargos de membros efetivos do Conselho de Administração; (ii) eleição dos Srs. Carlos Blousson e Alejandro Casaretto aos cargos de membros efetivos do Conselho de Administração; e (iii) eleição dos Srs. Carolina Zang e Gastón Armando Lernoud aos cargos de primeiro e segundo membro suplente do Conselho de Administração, respectivamente; (1.4.) a reeleição dos Srs. Fabiano Nunes Ferrari, Ivan Luvisotto Alexandre e Débora de Souza Morsch para os cargos de membros efetivos do Conselho Fiscal da Companhia, bem como a reeleição dos Srs. Marcos Paulo Passoni, Daniela Gadben e Luciana Terezinha Simão Villela para os cargos de membros suplentes do Conselho Fiscal; (1.5.) a fixação do valor da remuneração anual global a ser paga aos administradores da Companhia no exercício social iniciado em 1º de julho de 2017; e, (2) em Assembleia Geral Extraordinária sobre: (2.1.) a proposta de Plano de Incentivo de Longo Prazo em Ações da Companhia (“Plano de ILPA”) apresentada pela Companhia na reunião do Conselho de Administração realizada em 29 de agosto de 2017, em substituição ao Plano de Opção de Compra de Ações aprovado na Assembleia Geral Extraordinária da Companhia realizada em 14.11.2008.

Para este fim, vimos, pela presente, prover informações complementares e prestar esclarecimentos acerca das matérias que compõem a pauta da Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária a se realizar no dia 2 de outubro de 2017, conforme segue:

1. Em Assembleia Geral Ordinária:

1.1. Demonstrações Financeiras. A Administração da Brasilagro recomenda que V.Sas. votem a favor da aprovação do Relatório da Administração e das Demonstrações Financeiras acompanhadas dos pareceres dos

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auditores independentes e do Conselho Fiscal relativas ao exercício social encerrado em 30 de junho de 2017, os quais estão disponíveis para consulta no site da Companhia (www.brasil-agro.com), da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo – BM&FBOVESPA (www.bmfbovespa.com.br) e da Comissão de Valores Mobiliários – CVM (www.cvm.gov.br).

1.2. Destinação do lucro líquido do exercício social encerrado em 30.06.2017. A Administração da Brasilagro recomenda que V.Sas. votem a favor da aprovação da proposta de destinação do lucro líquido apurado no exercício social encerrado em 30 de junho de 2017, conforme segue:

Lucro Líquido do Exercício

(-) Absorção dos Prejuízos Acumulados: Lucro Acumulado ao final do Exercício:

R$ 27.309.809,81

R$ 27.309.809,81

(-) Reserva Legal (5%): (R$ 1.365.490,49)

Lucro Líquido Ajustado: R$ 25.944.319,32

Dividendos mínimos obrigatórios (25%): Dividendos adicionais propostos (25%): Reserva para Investimentos e Expansão (50%)

(R$ 6.486.079,83) (R$ 6.486.079,83) (R$ 12.972.159,66)

RESERVA LEGAL: Nos termos do artigo 193 da Lei 6.404/76, será destinado 5% (cinco por cento) do Lucro Líquido, no valor de R$ 1.365.490,49 (um milhão, trezentos e sessenta e cinco mil, quatrocentos e noventa reais e quarenta e nove centavos) à constituição da Reserva Legal.

DIVIDENDOS: Nos termos do Artigo 36 do Estatuto Social da Companhia e do Artigo 202 da Lei 6.404/76, serão pagos aos acionistas detentores de ações ordinárias de emissão da Companhia, dividendos no valor total de R$ 12.972.159,66 (doze milhões, novecentos e setenta e dois mil, cento e cinquenta e nove reais e sessenta e seis centavos), correspondente, na data de 30.06.2017 a R$ 0,24 (vinte e quatro centavos) por ação. O pagamento dos dividendos deverá ser realizado em até 30 (trinta) dias contados da data de sua declaração. Os dividendos serão pagos àqueles que detiverem posição acionária da Companhia ao final da data em que a Assembleia Geral Ordinária que aprovar as demonstrações financeiras referentes ao exercício social findo em 30.06.2017 for realizada, sendo que, a partir do dia subsequente, as ações da Companhia serão negociadas “ex” dividendos.

RESERVA PARA INVESTIMENTO E EXPANSÃO: O saldo remanescente do Lucro Líquido Ajustado, nos termos do artigo 36, alínea (c), do Estatuto Social, no montante de R$ 12.972.159,66 (doze milhões, novecentos e setenta e dois mil, cento e cinquenta e nove reais e sessenta e seis centavos), será destinado à Reserva de Investimento e Expansão, cuja finalidade contempla a realização de investimentos para desenvolvimento das atividades da Companhia, investimentos em propriedades e na aquisição de novas propriedades visando à expansão das atividades da Companhia, além de investimentos em infraestrutura para ampliação da capacidade produtiva da Companhia. A Reserva para Investimento e Expansão pode ser utilizada como lastro

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para a aquisição pela Companhia de ações de sua emissão, observados os termos e condições de programa de recompra de ações aprovado pelo Conselho de Administração.

Informamos, ainda, que a destinação ora proposta está perfeitamente refletida nas Demonstrações Financeiras elaboradas pela administração da Companhia, as quais já foram amplamente divulgadas nos termos da legislação vigente.

1.3. Definição do número de membros a compor o Conselho de Administração da Companhia, bem como eleição dos respectivos membros efetivos e suplentes do Conselho de Administração. A Administração da Brasilagro recomenda que o Conselho de Administração seja composto por 9 (nove) membros e que seus acionistas votem a favor da (i) reeleição dos Srs. Eduardo S. Elsztain, Alejandro G. Elsztain, Saul Zang, João de Almeida Sampaio Filho, Isaac Selim Sutton, Fabio Schuler de Medeiros e Ricardo de Santos Freitas aos cargos de membros efetivos do Conselho de Administração; (ii) eleição dos Srs. Carlos Blousson e Alejandro Casaretto aos cargos de membros efetivos do Conselho de Administração; e (iii) eleição dos Srs. Carolina Zang e Gastón Armando Lernoud aos cargos de primeiro e segundo membro suplente do Conselho de Administração, respectivamente, tal como proposto, para mandatos unificados que se encerrarão na Assembleia Geral Ordinária que aprovar as demonstrações financeiras relativas ao exercício social a se encerrar em 30 de junho de 2019.

1.4. Reeleição dos membros efetivos e suplentes do Conselho Fiscal da Companhia, bem como fixação da remuneração global anual dos membros eleitos. A Administração da Brasilagro recomenda que seus acionistas votem a favor da reeleição dos Srs. Fabiano Nunes Ferrari, Ivan Luvisotto Alexandre e Débora de Souza Morschpara os cargos de membros efetivos do Conselho Fiscal bem como dos Srs. Marcos Paulo Passoni, Daniela Gadben e Luciana Terezinha Simão Villela para os cargos de membros suplentes do Conselho Fiscal, para mandatos unificados que se encerrarão na Assembleia Geral Ordinária que aprovar as demonstrações financeiras relativas ao exercício social a ser encerrado em 30 de junho de 2018. A Administração da Brasilagro recomenda, ainda, que a remuneração dos membros efetivos do Conselho Fiscal da Companhia seja equivalente a 10% (dez por cento) da que, em média, for atribuída a cada diretor, não computados benefícios, verbas de representação e participação nos lucros, além do reembolso, obrigatório, das despesas de locomoção e estadia necessárias ao desempenho da função, nos termos da Lei 6.404/76.

1.5. Remuneração dos Administradores. A Administração da Brasilagro recomenda que a remuneração anual global dos administradores da Companhia para o exercício iniciado em 1º de julho de 2017 seja fixada em até R$ 11.000.000,00 (onze milhões), incluindo benefícios de qualquer natureza e verbas de representação, cabendo, posteriormente, ao Conselho de Administração definir os montantes individuais a serem atribuídos a cada administrador, tendo em conta suas responsabilidades, o tempo dedicado às suas funções, sua competência e reputação profissional, além do valor de seus serviços no mercado.

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2. Em Assembleia Geral Extraordinária:

2.1. Plano de Incentivo de Longo Prazo em Ações. A Administração da Brasilagro recomenda a aprovação, por parte dos Srs. Acionistas, da proposta de Plano de Incentivo de Longo Prazo em Ações da Companhia (“Plano de ILPA”) apresentada pela Companhia na reunião do Conselho de Administração realizada em 29 de agosto de 2017, em substituição ao Plano de Opção de Compra de Ações aprovado na Assembleia Geral Extraordinária da Companhia realizada em 14.11.2008, a ser cancelado no mesmo ato de aprovação pelos Srs. Acionistas do Plano de ILPA.

Uma versão do referido Plano encontra-se anexa à presente Proposta da Administração.

O Edital de Convocação da Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária a ser realizada em 2 de outubro de 2017 está disponível para consulta no site da Companhia (www.brasil-agro.com), da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo – BM&FBOVESPA (www.bmfbovespa.com.br) e da Comissão de Valores Mobiliários – CVM (www.cvm.gov.br).

O (a) Sr.(a) pode exercer seu direito de voto na referida Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária comparecendo pessoalmente na sede da Companhia, localizada na Avenida Faria Lima, 1.309, 5º andar, São Paulo, às 14h30min do dia 2 de outubro de 2017, ou devidamente representado por bastante procurador, nos termos da legislação aplicável e do Estatuto Social da Companhia.

Em caso de dúvidas, por favor, entre em contato no telefone (55-11) 3035-5374 ou e-mail [email protected].

André Guillaumon Gustavo Javier Lopez

Diretor Presidente Diretor de Relações com Investidores

Eduardo S. Elsztain

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Documentos Complementares

Apresentamos, a seguir, documentos complementares para a análise das matérias que compõem a pauta da Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária a ser realizada no dia 02 de outubro de 2017.

Anexo I – Comentário dos Administradores sobre a Situação Financeira da Companhia, nos termos do item 10

do Formulário de Referência.

Anexo II – Informações indicadas no item 13 do Formulário de Referência, em razão da proposta acerca da

fixação da remuneração dos administradores da Companhia.

Anexo III – Informações indicadas no anexo 9-1-II à Instrução CVM nº 481, em razão da proposta sobre a

destinação do lucro líquido do exercício social findo em 30 de junho de 2017 e a distribuição de dividendos.

Anexo IV – Informações indicadas nos itens 12.5 a 12.10 do Formulário de Referência, em razão da proposta

sobre a eleição de membros (efetivos e suplentes) do Conselho de Administração e Conselho Fiscal da Companhia.

Anexo V – Cenários possíveis para eleição de membros para o Conselho de Administração.

Anexo VI – Cópia da proposta de Plano de Incentivo de Longo Prazo em Ações da Companhia (“Plano de

ILPA”) apresentada pela Companhia na reunião do Conselho de Administração realizada em 29 de agosto de 2017.

Disponibilizamos no site da Companhia (www.brasil-agro.com) e da CVM (www.cvm.gov.br) o Formulário de Demonstrações Financeiras Padronizadas, contendo:

 Relatório da Administração  Demonstrações Financeiras

 Parecer dos Auditores Independentes  Parecer do Conselho Fiscal

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Anexo I

Análise e Discussão da Administração Acerca da Situação Financeira e dos Resultados Operacionais

10.1 – Condições financeiras e patrimoniais gerais

As avaliações e opiniões aqui constantes traduzem a visão e percepção de nossos Diretores sobre nossas atividades, negócios e desempenho. Os valores constantes nesta seção 10.1 foram extraídos das nossas demonstrações financeiras consolidadas referentes aos exercícios sociais encerrados em 30 de junho de 2017, 2016 e 2015.

a. Condições financeiras e patrimoniais gerais

No exercício encerrado em 30 de junho de 2017 alcançamos uma Receita Líquida de R$193,5 milhões, Lucro Líquido de R$27,3 milhões e EBITDA Ajustado de R$42,5 milhões. Resultado que reflete a venda de 2.259 mil hectares de terras no valor de R$40,3 milhões, a comercialização de 929 mil toneladas de produtos agrícolas (soja, milho e cana) no valor de R$146,9 milhões e resultado financeiro de R$33,4 milhões.

Tivemos conquistas importantes durante o FY17, adquirimos uma propriedade com 17,6 mil hectares no estado do Maranhão pelo valor de R$100,0 milhões e vendemos mais de R$40,3 milhões em fazendas. Além disso, conseguimos atingir um forte desempenho operacional, entregando resultados acima das estimativas previamente orçadas.

A busca pela valorização das nossas propriedades é o principal elemento de nossa estratégia. Adquirimos propriedades rurais que acreditamos ter significativo potencial de geração de valor e a transformação da terra é o principal vetor de valorização dessas propriedades. Desde o início das operações em 2006, investimos mais de R$717,0 milhões na aquisição e desenvolvimento do portfólio e realizamos vendas que somam um total de R$540,0 milhões.

Neste ano, contratamos a consultoria independente Deloitte Touche Tohmatsu Consultores Ltda. para avaliar nosso portfólio e em 30 de junho de 2017, nossas propriedades foram avaliadas em R$1,4 bilhão (Brasil e Paraguai). O valor de custo, somados aos investimentos realizados menos a depreciação acumulada, na mesma data, era de R$491,2 milhões, incluso investimento na propriedade do Paraguai.

Em uma análise mais ampla, podemos perceber a constante evolução da eficiência da Companhia, com um modelo de gestão sólido, um time qualificado e comprometido em entregar resultados e encontrar oportunidades de geração de valor para continuar crescendo de forma consistente.

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Principais Indicadores Financeiros

Demonstração do Resultado (R$ mil ) 2017 2016 2015

Receita Líquida de Vendas 182.927 147.128 440.744

Lucro Bruto 47.876 411 204.076

Despesas com Vendas (6.676) (2.732) (9.006)

Despesas Gerais e Administrativas (30.921) (28.944) (29.360) Outras Receitas/Despesas Operacionais (6.019) 2.812 (3.422)

Resultado Financeiro 32.444 38.374 32.638

Equivalência Patrimonial (4.425) (511) (4.355)

Resultado antes do Imposto de Renda e Contribuição Social 33.259 9.940 190.571

Imposto de Renda e Contribuição Social (5.949) (1.451) (9.761)

Lucro Líquido (prejuízo) do Exercício 27.310 7.989 180.810

EBITDA Ajustado ( R$ mil ) 2017 2016 2015

Lucro Bruto 47.876 411 204.076

Exclusão do ganho com ativo biológico (grãos e cana em formação) 7.894 257 3.336

Despesas com Vendas (6.676) (2.732) (9.006)

Despesas Gerais e Administrativas (30.941) (28.944) (29.360) Outras Receitas/Despesas Operacionais (6.019) 2.812 (3.422)

Resultado de Derivativos 10.882 (574) 6.080

Depreciação Ajustada (depreciação realizada dos grãos e cana em colhidos) 20.421 22.333 22.909

EBITDA Cresca (899) 2.539 3.783

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Principais Indicadores Operacionais.

Ano-safra

Atividade (hectares) 16/17 15/16 14/15 Total área transformada 5.117 6.600 9.400 Total área cultivada 88.873 65.209 79.061

b. Estrutura de capital e possibilidade de resgate de ações ou quotas, indicando:

Os nossos Diretores acreditam que a nossa estrutura de capital é adequada para suprir as nossas necessidades, uma vez que o resultado do nosso patrimônio líquido era R$667,5 milhões em 30 de junho de 2017, R$687,5 milhões em 30 de junho de 2016 e R$752,1 milhões em 30 de junho de 2015.

Em 30 de junho de 2017, possuíamos uma estrutura de capital composta basicamente por empréstimos e financiamentos com bancos de desenvolvimento e aplicações financeiras de liquidez imediata, mantendo-se a mesma estrutura de capital do exercício social encerrado em 30 de junho de 2016 e 2015.

A tabela abaixo ilustra a evolução da nossa estrutura de capital, separando em dois elementos fundamentais: capital de terceiros e capital próprio. Consequentemente, temos uma análise de capacidade de pagamento das obrigações de curto e longo prazo, bem como identifica a principal fonte de capital da nossa Companhia.

Período encerrado em

(em R$ mil) 30/06/2017 30/06/2016 30/06/2015

Capital de terceiros (Passivo Circulante + Exigível LP) 215.825 167.514 265.734 Capital próprio (Patrimônio Líquido) 667.468 687.488 752.106

Capital Total 883.293 855.002 1.017.840

Capital de terceiros / Capital total 24% 20% 26%

Capital próprio / Capital total 76% 80% 74%

i. hipóteses de resgate e ii. Fórmula de cálculo do valor de resgate

Não há hipótese de resgate de ações de nossa emissão, além das legalmente previstas e, portanto, não há fórmula de cálculo do valor de resgate.

c. Capacidade de pagamento em relação aos compromissos financeiros assumidos

Nossos diretores acreditam que possuímos capacidade de pagamento de nossos compromissos financeiros nos próximos 12 meses. Estamos em uma situação confortável em relação as nossas fontes de financiamento para capital de giro e investimentos para expansão, tendo em vista principalmente, a nossa capacidade de geração de caixa, a possibilidade de novas captações de recursos de terceiros e pelo perfil de nosso endividamento financeiro.

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Nossa posição de caixa e equivalentes de caixa e aplicações financeiras de liquidez imediata em 30 de junho de 2017 era de R$50,7 milhões e nos exercícios sociais encerrados em 30 de junho de 2016 e 2015, eram, respectivamente, de R$167,8 milhões e R$348,9 milhões. Nas mesmas datas, nossos empréstimos e financiamentos, de curto e longo prazo, correspondiam a R$112,2 milhões, R$99,8 milhões e R$110,0 milhões, respectivamente.

d. Fontes de financiamento para capital de giro e para investimentos em ativos não- circulantes utilizadas

A nossa fonte para capital de giro é fundamentalmente proveniente da geração própria de caixa e, eventualmente, da captação de recursos de terceiros.

Com relação ao financiamento de investimentos em ativos não circulantes, os nossos Diretores aplicaram as melhores opções para a análise da viabilidade entre a captação de recursos de terceiros ou da utilização de capital próprio. A métrica utilizada para a tomada de decisão envolve a correlação entre as taxas de mercado e a rentabilidade do capital próprio.

e. Fontes de financiamento para capital de giro e para investimentos em ativos não-circulantes que pretende utilizar para cobertura de deficiências de liquidez

Os nossos Diretores acreditam que a nossa geração de caixa é suficiente para cumprir com as obrigações de curto prazo e pretendemos manter nosso perfil de dívida em preferência por financiamentos, de curto e longo prazo, com bancos de desenvolvimento e/ou órgãos de fomento governamentais, que oferecem custos mais atraentes que os praticados pelo mercado, como assim manteve, nos exercícios sociais encerrados em 30 de junho de 2017, 2016 e 2015.

Caso haja necessidade, poderemos realizar outras operações financeiras junto às principais instituições financeiras do mercado que fortaleçam nossa posição de caixa.

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f. Níveis de endividamento e as características de tais dívidas i. contratos de empréstimos e financiamento relevantes

A tabela abaixo mostra a posição dos nossos empréstimos e financiamentos de curto e longo prazo nos exercícios sociais encerrados em 30 de junho de 2017, 2016 e 2015.

Vencimento Taxa anual de juros e encargos - %

30/06/2017 30/06/2017 30/06/2016 30/06/2015

Curto Prazo

Financiamento de Custeio Agrícola nov-17 9,5 a 12,75 10.703 35.087 25.595

Financiamento Projeto Bahia dez-17 TJLP + 3,45 e 4,45 / SELIC + 3,45 / Pre 4,00 a 8,50 15.236 13.646 9.469

Capital de Giro jul-17 2,30% + 100% do CDI 15.782 - 9.898

Capital de Giro (USD) ago-17 3,49% 5.031

Financiamento de Máquinas e Equipamentos jul-18 TJLP + 8,70 1 114 943 Financiamento de cana-de-açúcar ago-17 TJLP + 2,70 e 12,75 8.248 261 1.620 Arrendamento Financeiro Canavial - Parceria III nov-17 6,92% 1.619 2.507 3.375 56.620 51.615 50.900 Longo Prazo

Financiamento de cana-de-açúcar fev-20 TJLP + 2,70 1.025 1.511 1.716 Financiamento de Máquinas e Equipamentos mai-22 TJLP + 3,73% 1.208 - 113 Financiamento Projeto Bahia out-20 TJLP + 3,45 e 4,45 / SELIC + 3,45 / Pre 4,00 a 8,50 30.862 43.453 53.149 Arrendamento Financeiro Canavial - Parceria III nov-18 6,92% 1.665 3.266 4.201 Arrendamento Financeiro Canavial - Parceria IV jan-32 R$/kg 0,6462 20.795 - - 55.555 48.230 59.179

Total 112.175 99.845 110.079

ii. outras relações de longo prazo com instituições financeiras

Nos exercícios sociais encerrados em 30 de junho de 2017, 2016 e 2015, não possuíamos outras relações de longo prazo com instituições financeiras, além daquelas já mencionadas acima.

iii. grau de subordinação entre as dívidas

Não existe grau de subordinação contratual entre nossas dívidas quirografárias. As dívidas que são garantidas com garantia real contam com as preferências e prerrogativas previstas em lei.

iv. eventuais restrições impostas ao emissor, em especial, em relação a limites de endividamento e contratação de novas dívidas, à distribuição de dividendos, à alienação de ativos, à emissão de novos valores mobiliários e à alienação de controle societário

A maior parte dos nossos financiamentos estão denominados em Reais e reúnem características próprias e condições definidas em contratos com bancos governamentais de desenvolvimento econômico social, que repassam direta ou indiretamente os mesmos. Em 30 de junho de 2017, 2016 e 2015 os financiamentos da Companhia não possuíam cláusulas restritivas financeiras, apenas operacionais, com as quais a Companhia encontra-se adimplente.

g. Limites de utilização dos financiamentos já contratados

Nos exercícios sociais encerrados em 30 de junho de 2017, 2016 e 2015, uma vez que todos os eventos previstos nos referidos cronogramas financeiros ocorreram, utilizamos 100% dos recursos disponibilizados nos empréstimos e financiamentos contratados.

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h. Alterações significativas em cada item das demonstrações financeiras

O resumo de nossas demonstrações financeiras para os exercícios sociais encerrados em 30 de junho de 2017, 2016 e 2015, foi extraído de nossas demonstrações financeiras que foram preparadas sob a responsabilidade da nossa administração, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil.

Estas informações financeiras refletem adequadamente o resultado de nossas operações e de nossa situação patrimonial e financeira nos respectivos períodos e que foram auditadas pelos auditores independentes, de acordo com as normas de auditoria aplicáveis no Brasil.

Demonstração de Resultado Consolidado – comparação dos exercícios encerrados em 30 de junho de 2017 e 2016

Demonstração do Resultado ( R$ mil ) 2017 AV 2017 (%) 2016

AV 2016 (%)

AH 2016/2017 (%)

Receita de Venda de Fazenda 36.016 19,7% - 0,0% n.a

Receitas de Grãos 71.272 39,0% 62.878 34,4% 13,3%

Receitas de Cana-de-açúcar 75.986 41,5% 85.916 47,0% -11,6%

Receitas de Arrendamento 2.820 1,5% 2.260 1,2% 24,8%

Outras Receitas 2.227 1,2% 4.347 2,4% -48,8%

Deduções de Vendas (5.394) -2,9% (8.273) -4,5% -34,8%

Receita Líquida de Vendas 182.927 100,0% 147.128 100,0% 24,3%

Movimentação de valor justo de ativos biológicos 12.266 6,7% (12.632) -6,9% n.a

Reversão (perda) de valor recuperável de produtos agrícolas após a colheita (1.655) -0,9% 659 0,4% n.a

Receita Líquida 193.538 105,8% 135.155 73,9% 43,2%

Custo de Venda de Fazenda (9.300) -5,1% - 0,0% n.a

Custo de Venda de Produtos Agrícolas (136.362) -74,5% (134.714) -73,6% 1,2%

Lucro (prejuízo) Bruto 47.876 26,2% 441 0,2% 10756,2%

Despesas com Vendas (6.676) -3,6% (2.732) -1,5% 144,4%

Despesas Gerais e Administrativas (30.941) -16,9% (28.944) -15,8% 6,9%

Outras Receitas/Despesas Operacionais (6.019) -3,3% 2.812 1,5% n.a

Resultado Financeiro Líquidas 33.444 18,3% 38.374 21,0% -12,8%

Receitas Financeiras 110.090 60,2% 192.644 105,3% -42,9%

Despesas Financeiras (76.646) -41,9% (154.270) -84,3% -50,3%

Equivalência Patrimonial (4.425) -2,4% (511) -0,3% 765,9%

Resultado antes do Imposto de Renda e Contribuição Social 33.259 18,2% 9.440 5,2% 252,3%

Imposto de Renda e Contribuição Social (5.949) -3,3% (1.451) -0,8% 310,0%

Lucro Líquido (prejuízo) do Exercício 27.310 14,9% 7.989 4,4% 241,8%

Nos comentários a seguir, as variações em percentual foram computadas com bases nos saldos expressos em milhões de reais.

A receita líquida aumentou 35,8 milhões, de R$147,1 milhões no exercício encerrado em 30 de junho de 2016 para R$182,9 milhões no exercício encerrado em 30 de junho de 2017. Esse aumento foi devido principalmente a:

i. Receita da venda de soja: a receita da venda de soja aumentou R$21,5 milhões, de R$41,7 milhões

durante o exercício encerrado em 30 de junho de 2016 (refletindo vendas de 38.132 tons) para R$63,3 milhões no exercício encerrado em 30 de junho de 2017 (refletindo vendas de 51.262 tons).Este aumento na receita da venda de soja é resultado do aumento no volume de faturado no período; e

ii. Receita de venda de fazenda: durante o período encerrado em 30 de junho de 2017 tivemos uma

receita de venda de fazenda no valor de R$36,0 milhões, reflexo da venda das Fazendas Araucária e Jatobá, nos estados de Goiás e Bahia respectivamente.

(12)

Área plantada Produtividade Receita

(hectare) (tons) (milhares de R$ )

2017 2016 2017 2016 2017 2016

Grãos 30.139 54.906 62.997 81.409 70.391 61.590

Cana-de-açúcar 29.698 10.303 865.384 1.075.183 73.658 83.628

Mudança no valor justo de ativos biológicos e produtos agrícolas

A mudança no valor justo de ativos biológicos e produtos agrícolas passou de uma perda de R$12,6 milhão no exercício encerrado em 30 de junho de 2016 para um ganho de R$12,3 milhões no exercício encerrado em 30 de junho de 2017.

O ganho ou perda na variação do valor justo dos ativos biológicos é determinado principalmente pela diferença entre o valor justo e os custos incorridos com o plantio e tratos culturais dos ativos biológicos até o momento da avaliação, bem como as baixas provenientes da colheita dos produtos agrícolas.

Os produtos agrícolas colhidos são mensurados pelo valor justo no ponto da colheita e considera o preço de mercado para a praça correspondente de cada fazenda.

O ganho ou perda na variação do valor justo dos produtos agrícolas é determinado pela diferença entre à quantidade colhida a valor de mercado (líquido de gastos comerciais e impostos) e os custos de produção incorridos (custos diretos e indiretos, arrendamento e depreciações).

(Impairment) reversão de impairment do valor realizável liquido de produtos agrícolas após a colheita Impairment ao valor realizável líquido de produtos agrícolas após a colheita passou de R$659 mil no exercício

encerrado em 30 de junho de 2016 para uma perda de R$1,7 milhões no exercício encerrado em 30 de junho de 2017. Tais variações resultam da diferença no preço do estoque de grãos da época da colheita até o fechamento do respectivo período contábil.

Custo de vendas

Os custos de venda aumentaram em R$1,7 milhões, de R$134,7 milhões no exercício encerrado em 30 de junho de 2016, para R$136,4 milhões no exercício encerrado em 30 de junho de 2017, resultante principalmente de:

i. Custo dos grãos vendidos: nosso custo médio por tonelada de soja em 2017 aumentou 46,9% em

relação ao ano anterior, passando de R$ 36,2 milhões, que se referem a comercialização de 38,1 mil toneladas ao custo de R$ 948,5 por tonelada, para R$ 53,1 milhões, que se referem a comercialização de 51,3 mil toneladas ao custo de R$ 1.036,6 por tonelada.

Nosso custo médio por tonelada de milho em 2016 reduziu 65,4% em relação ao ano anterior, passando de R$ 16,5 milhões, que se referem a comercialização de 43,3 mil toneladas ao custo de R$ 382,0 por tonelada, para R$ 5,7 milhões, que se referem a comercialização de 11,7 mil toneladas ao custo de R$488,3 por tonelada.

ii. Custo da cana de açúcar vendida: nosso custo médio por tonelada de cana de açúcar vendida foi de

(13)

encerrado em 30 de junho de 2016 e R$74,5 por ton. (correspondente a 865.384 tons a um custo total de R$86,1 milhões) no exercício encerrado em 30 de junho de 2017.

Lucro bruto

Pelos motivos acima mencionados, no exercício encerrado em 30 de junho de 2017 nosso lucro bruto foi de R$47,9 milhões, representando um aumento de R$47,4 milhões quando comparados aos R$441 mil no exercício encerrado em 30 de junho de 2016. A mudança no lucro bruto é atribuível principalmente a: i. ao aumento de 51,5% no faturamento de soja, que gerou receita de R$51,3 milhões; e

ii. ao aumento de 36,0 milhões de receitas de venda de fazenda, referentes a venda das Fazendas Araucária e Jatobá.

Despesas de venda

As despesas de venda aumentaram R$3,9 milhão, de R$2,7 milhões no exercício encerrado em 30 de junho de 2016 para R$6,6 milhões no exercício encerrado em 30 de junho de 2017, principalmente devido ao aumento das despesas com frete, armazenagem e beneficiamento, reflexo do aumento da quantidade de grãos comercializados no período.

Despesas gerais e administrativas

As despesas gerais e administrativas aumentaram em R$1,9 milhão, de R$28,9 milhões no exercício encerrado em 30 de junho de 2016 para R$30,9 milhões no exercício encerrado em 30 de junho de 2017.

(R$ mil) 2017 AV 2017 (%) 2016 AV 2016 (%) AH 2016/2017 (%)

Despesas Gerais e Administrativas (30.941) -16,9% (28.944) -19,7% 6,9%

Depreciação e Amortização (701) -0,4% (746) -0,4% -6,0%

Despesas com Pessoal (21.199) -11,6% (19.135) -10,5% 10,8%

Despesas com Prestação de Serviços (3.772) -2,1% (2.975) -1,6% 26,8%

Arrendamento e Alugueis em Geral (728) -0,4% (788) -0,4% -7,6%

Outras Despesas (4.541) -2,5% (5.300) -2,9% -14,3%

O aumento de 6,9% nas despesas gerais e administrativas é em grande parte resultado das despesas com a operação do Paraguai, que a partir do 3T17 passaram a ser consolidados na BrasilAgro.

O aumento de 26,8% em despesas com prestação de serviços se deve principalmente as despesas com o laudo de avaliação patrimonial independente realizado no 4T17.

Outras despesas se referem, principalmente, a despesas com viagens, telefonia, manutenção predial e sistemas, entre outros.

Outras Receitas (Despesas) Operacionais, Líquidas – no exercício social encerrado em 30 de junho de 2016,

apresentamos uma receita de R$2,8 milhão, decorrente da provisão para demandas judiciais e pelo desconto obtido no saldo a pagar da Fazenda Alto Taquari, enquanto em 30 de junho de 2017 apresentamos uma despesa de R$6,0 milhões, decorrente de: (i) reversão de management fee da Cresca, no valor de R$3,3 milhões, e (ii) outras despesas que se referem, principalmente, à gastos com rescisão contratual incorridas no período, referente a renúncia do diretor presidente e pagamento de multa de ICMS sobre crédito indevido nas operações de uso e consumo, ativo imobilizado, óleo diesel e insumos agrícolas.

Equivalência patrimonial – reconhecemos um prejuízo de R$4,4 milhões no exercício encerrado em 30 de

(14)

Receitas e Despesas Financeiras – O resultado financeiro consolidado corresponde à composição dos seguintes

elementos: (i) juros sobre financiamentos, (ii) variação monetária sobre o valor a pagar pela compra das fazendas Alto Taquari e Nova Buriti, (iii) variação cambial sobre conta off shore e recebíveis da Cresca, (iv) valor presente dos recebíveis da venda das fazendas Cremaq, Araucária e São Pedro, fixados em sacas de soja, (v) resultado das operações de hedge e (vi) despesas e encargos bancários e rendimentos de aplicações financeiras de caixa e equivalentes de caixa.

O nosso resultado financeiro líquido apresentou uma redução de R$5,0 milhões com uma receita de R$38,4 milhão no exercício encerrado em 30 de junho de 2016 para uma receita de R$33,4 milhões no exercício encerrado em 30 de junho de 2017.

As variações monetárias se referem ao valor a pagar pela compra da Fazenda Nova Buriti, que é corrigido pelo IGPM.

As variações cambiais se referem aos depósitos de margem em garantia de operações com derivativos em corretoras off shore e recebíveis da Cresca.

A redução no saldo de realização do valor presente sobre ativos e passivos é resultado, principalmente, da diminuição do saldo a receber por fazendas denominados em sacas de soja.

O resultado das operações com derivativos reflete, o resultado das operações de hedge de commodities e a variação cambial do caixa, que foi em parte dolarizado com finalidade de manter o poder de compra de insumos, investimentos e novas aquisições, que possuem correlação positiva com a moeda americana. Em 2017 o resultado das operações com derivativos foi de R$17,4 milhões, sendo R$15,9 milhões de operações realizadas e R$1,5 milhões de operações não realizadas.

Imposto de renda e contribuição social – apuramos um imposto de renda e contribuição social de R$5,9

milhões no exercício social encerrado em 30 de junho de 2017, em comparação a um de imposto de renda de R$1,5 milhão para o mesmo período em 2016.

Lucro Líquido (prejuízo) do exercício – o nosso resultado do período apresentou um lucro de R$7,9 milhões

no exercício social encerrado em 30 de junho de 2016 para um lucro de R$27,3 milhões no exercício social encerrado em 30 de junho de 2017.Esse resultado reflete o bom desempenho das atividades operacionais e imobiliárias da Companhia durante o exercício.

(15)

DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO

Demonstração de Resultado Consolidado – comparação dos exercícios encerrados em 30 de junho de 2016 e 2015

Demonstração do Resultado ( R$ mil ) 2016 AV 2016 (%) 2015 AV 2015 (%) AH 2015/2016 (%) Receitas de Grãos 62.878 42,7% 121.791 33,1% -48,4% Receitas de Cana-de-açúcar 85.916 58,4% 54.396 14,8% 57,9% Receitas de Arrendamento 2.260 1,5% 3.204 0,9% -29,5%

Ganho de Venda de Fazenda - 0,0% 193.621 52,6% -100,0%

Outras Receitas 4.347 3,0% 4.217 1,1% 3,1%

Deduções de Vendas (8.273) -5,6% (9.414) -2,6% -12,1%

Receita Líquida de Vendas 147.128 100,0% 367.815 100,0% -60,0%

Movimentação de valor justo de ativos biológicos (12.632) -8,6% 9.788 2,7% n.a

Reversão (perda) de valor recuperável de produtos agrícolas após a colheita 659 0,4% (3.038) -0,8% n.a

Receita Líquida 135.155 91,9% 374.565 101,8% -63,9%

Custo de Venda de Produtos Agrícolas (134.714) -91,6% (170.489) -46,4% -21,0%

Lucro (prejuízo) Bruto 441 0,3% 204.076 55,5% -99,8%

Despesas com Vendas (2.732) -1,9% (9.006) -2,4% -69,7%

Despesas Gerais e Administrativas (28.944) -19,7% (29.360) -8,0% -1,4%

Outras Receitas/Despesas Operacionais 2.812 1,9% (3.422) -0,9% n.a

Resultado Financeiro Líquidas 38.374 26,1% 32.638 8,9% 17,6%

Receitas Financeiras 192.644 130,9% 122.552 33,3% 57,2%

Despesas Financeiras (154.270) -104,9% (89.914) -24,4% 71,6%

Equivalência Patrimonial (511) -0,3% (4.355) -1,2% -88,3%

Resultado antes do Imposto de Renda e Contribuição Social 9.440 6,4% 190.571 51,8% -95,0%

Imposto de Renda e Contribuição Social -1.451 -1,0% -9.761 -2,7% -85,1%

Lucro Líquido (prejuízo) do Exercício 7.989 5,4% 180.810 49,2% -95,6%

Nos comentários a seguir, as variações em percentual foram computadas com bases nos saldos expressos em milhões de reais.

A receita líquida diminuiu R$220,7 milhões, de R$367,8 milhões no exercício encerrado em 30 de junho de 2015 para R$147,1 milhões no exercício encerrado em 30 de junho de 2016. Essa redução foi devido principalmente a:

i. Receita da venda de grãos: a receita da venda de grãos reduziu R$58,9 milhões, de R$121,8 milhões

durante o exercício encerrado em 30 de junho de 2015 (refletindo vendas de 160.386 tons) para R$62,9 milhões no exercício encerrado em 30 de junho de 2016 (refletindo vendas de 81.410 tons).Esta redução na receita da venda de grãos é resultado principalmente da redução da quantidade produzida em relação ao ano anterior; e

ii. Ganho na venda de fazendas: No exercício encerrado em 30 de junho de 2016, não houve venda de fazendas, enquanto no ano anterior, o ganho na venda de fazendas foi de R$193,4 milhões no exercício encerrado em 30 de junho de 2015, devido à venda da Fazenda Cremaq em junho de 2015 no valor de R$270,0 milhões.

Área plantada Produtividade Receita

(hectare) (tons) (milhares de R$ )

2016 2015 2016 2015 2016 2015

Grãos 54.906 61.376 82.654 160.623 61.590 118.406

(16)

Mudança no valor justo de ativos biológicos e produtos agrícolas

A mudança no valor justo de ativos biológicos e produtos agrícolas passou de um ganho de R$9,8 milhão no exercício encerrado em 30 de junho de 2015 para uma perda de R$12,6 milhões no exercício encerrado em 30 de junho de 2016.

O ganho ou perda na variação do valor justo dos ativos biológicos é determinado principalmente pela diferença entre o valor justo e os custos incorridos com o plantio e tratos culturais dos ativos biológicos até o momento da avaliação, bem como as baixas provenientes da colheita dos produtos agrícolas.

Os produtos agrícolas colhidos são mensurados pelo valor justo no ponto da colheita e considera o preço de mercado para a praça correspondente de cada fazenda.

O ganho ou perda na variação do valor justo dos produtos agrícolas é determinado pela diferença entre à quantidade colhida a valor de mercado (líquido de gastos comerciais e impostos) e os custos de produção incorridos (custos diretos e indiretos, arrendamento e depreciações).

(Impairment) reversão de impairment do valor realizável liquido de produtos agrícolas após a colheita Impairment ao valor realizável líquido de produtos agrícolas após a colheita passou de R$3,0 milhões no

exercício encerrado em 30 de junho de 2015 para R$659 mil no exercício encerrado em 30 de junho de 2016. Tais variações resultam da diferença no preço do estoque de grãos da época da colheita até o fechamento do respectivo período contábil.

Custo de vendas

Os custos de venda diminuíram em R$35,7 milhões, de R$170,4 milhões no exercício encerrado em 30 de junho de 2015, para R$134,7 milhões no exercício encerrado em 30 de junho de 2016, resultante principalmente de:

i. Custo dos grãos vendidos: nosso custo médio por tonelada de soja em 2016 diminuiu 63,6% em

relação ao ano anterior, passando de R$ 99,2 milhões, que se referem a comercialização de 113,1 mil toneladas ao custo de R$ 876,88 por tonelada, para R$ 36,2 milhões, que se referem a comercialização de 38,1 mil toneladas ao custo de R$ 948,46 por tonelada.

Nosso custo médio por tonelada de milho em 2016 aumentou 22,7% em relação ao ano anterior, passando de R$ 13,5 milhões, que se referem a comercialização de 47,2 mil toneladas ao custo de R$ 285,42 por tonelada, para R$ 16,5 milhões, que se referem a comercialização de 43,3 mil toneladas ao custo de R$ 381,98 por tonelada.

ii. Custo da cana de açúcar vendida: nosso custo médio por tonelada de cana de açúcar vendida foi de

R$63,6 por ton. (correspondente a 830.204 tons a um custo total de R$52,8 milhões) no exercício encerrado em 30 de junho de 2015 e R$75,6 por ton. (correspondente a 1.075.183 tons a um custo total de R$70,3 milhões) no exercício encerrado em 30 de junho de 2016.

Lucro bruto

Pelos motivos acima mencionados, no exercício encerrado em 30 de junho de 2016 nosso lucro bruto foi de R$441 mil, representando uma redução de R$203,6 milhões quando comparados aos R$204,0 milhões no exercício encerrado em 30 de junho de 2015. A mudança no lucro bruto é atribuível principalmente ao ganho com venda de fazenda no valor de R$193,6 milhões registrados no exercício encerrado em 30 de junho de 2015, o que não ocorreu no exercício encerrado em 30 de junho de 2016.

(17)

Despesas de venda

As despesas de venda reduziram R$6,3 milhão, de R$9,0 milhões no exercício encerrado em 30 de junho de 2015 para R$2,7 milhões no exercício encerrado em 30 de junho de 2016, principalmente devido a diminuição das despesas com frete, armazenagem e beneficiamento, reflexo da diminuição da quantidade de grãos comercializados no período.

Despesas gerais e administrativas

As despesas gerais e administrativas reduziram em R$0,4 milhão, de R$28,9 milhões no exercício encerrado em 30 de junho de 2016 para R$29,3 milhões no exercício encerrado em 30 de junho de 2015.

(R$ mil) 2016 AV 2016 (%) 2015 AV 2015 (%) AH 2016/2015 (%)

Despesas Gerais e Administrativas (28.944) 100,0% (29.360) 100,0% -1,4%

Depreciação e Amortização (746) 2,6% (1.249) 4,3% -40,3%

Despesas com Pessoal (19.135) 66,1% (19.543) 66,6% -2,1%

Despesas com Prestação de Serviços (2.975) 10,3% (4.077) 13,9% -27,0%

Arrendamento e Alugueis em Geral (788) 2,7% (713) 2,4% 10,5%

Outras Despesas (5.300) 18,3% (3.778) 12,9% 40,3%

A redução de 1,4% nas despesas gerais e administrativas é resultado da renegociação dos contratos de prestação de serviços.

A renegociação dos contratos de prestações de serviços gerou uma redução de aproximadamente 27% nas despesas com prestação de serviços.

Outras despesas se referem, principalmente, a despesas com viagens, telefonia, manutenção predial e sistemas, entre outros. O aumento de 40,3% no FY16 em relação ao FY15 é resultado, principalmente, do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR) e de despesas com locação de servidores, que passaram a ser armazenados em nuvem, essa despesa foi parcialmente compensada pela redução em depreciação e amortização. No FY15, houve uma reversão de R$500 mil referente ao encerramento do contrato de arrendamento da Fazenda Parceria I na Bahia.

Outras Receitas (Despesas) Operacionais, Líquidas – no exercício social encerrado em 30 de junho de 2015,

apresentamos uma receita de R$2,8 milhão, decorrente da provisão para demandas judiciais e pelo desconto obtido no saldo a pagar da Fazenda Alto Taquari, enquanto em 30 de junho de 2015 apresentamos uma despesa de R$3,4 milhões, decorrente de: (i) a baixa parcial do intangível referente a venda de 24.000 hectares sobre o contrato de direito e exploração de terras da Cresca e (ii) pagamento referente a processo judicial de direitos hereditários.

Equivalência patrimonial – reconhecemos um prejuízo de R$511 mil no exercício encerrado em 30 de junho

de 2016 referente ao resultado da joint venture com a Cresca S.A..

Receitas e Despesas Financeiras – O resultado financeiro consolidado corresponde à composição dos seguintes

elementos: (i) juros sobre financiamentos, (ii) variação monetária sobre o valor a pagar pela compra das fazendas Alto Taquari e Nova Buriti, (iii) variação cambial sobre conta off shore e recebíveis da Cresca, (iv) valor presente dos recebíveis da venda das fazendas Cremaq, Araucária e São Pedro, fixados em sacas de soja, (v) resultado das operações de hedge e (vi) despesas e encargos bancários e rendimentos de aplicações financeiras de caixa e equivalentes de caixa.

O nosso resultado financeiro líquido apresentou um aumento de R$5,8 milhões com um lucro de R$32,6 milhão no exercício encerrado em 30 de junho de 2015 para um lucro de R$38,4 milhões no exercício encerrado em 30 de junho de 2016.

(18)

As variações monetárias se referem ao valor a pagar pela compra da Fazenda Nova Buriti, que é corrigido pelo IGPM e da diminuição do saldo a pagar da Fazenda Alto Taquari.

As variações cambiais se referem aos depósitos de margem em garantia de operações com derivativos em corretoras off shore e recebíveis da Cresca. A variação entre o período de FY16 e FY15 ocorreu, devido a uma menor desvalorização do dólar no período.

A redução no saldo de realização do valor presente sobre ativos e passivos é resultado, principalmente, da diminuição do saldo a receber por fazendas denominados em sacas de soja.

O resultado das operações com derivativos reflete, o resultado das operações de hedge de commodities e a variação cambial do caixa, que foi em parte dolarizado com finalidade de manter o poder de compra de insumos, investimentos e novas aquisições, que possuem correlação positiva com a moeda americana. Em 2016 o resultado das operações com derivativos foi de R$6,0 milhões, sendo R$4,8 milhões de operações realizadas e R$1,2 milhões de operações não realizadas.

Imposto de renda e contribuição social – apuramos um imposto de renda e contribuição social de R$2,8

milhões no exercício social encerrado em 30 de junho de 2016, em comparação a um de imposto de renda de R$9,7 milhões para o mesmo período em 2015.

Lucro Líquido (prejuízo) do exercício – o nosso resultado do período apresentou um lucro de R$180,8 milhões

no exercício social encerrado em 30 de junho de 2015 para um lucro de R$10,6 milhões no exercício social encerrado em 30 de junho de 2016.

10.2 – Resultado operacional e financeiro

a. Resultados das operações do emissor, em especial:

i. descrição de quaisquer componentes importantes da receita

Nossa receita de vendas e serviços é originada pela (i) venda de imóveis rurais; (ii) comercialização da produção de cana-de-açúcar; (iii) comercialização da produção de grãos, quais sejam soja e milho; (iv) bem como pelo arrendamento das terras. A tabela a seguir demonstram a composição da nossa receita líquida, nos exercícios sociais encerrados em 30 de junho de 2016 e 2017:

Demonstração do Resultado ( R$ mil ) 2017 AV 2017 (%) 2016

AV 2016 (%)

AH 2016/2017 (%)

Receita de Venda de Fazenda 36.016 19,7% - 0,0% n.a

Receitas de Grãos 71.272 39,0% 62.878 34,4% 13,3%

Receitas de Cana-de-açúcar 75.986 41,5% 85.916 47,0% -11,6%

Receitas de Arrendamento 2.820 1,5% 2.260 1,2% 24,8%

Outras Receitas 2.227 1,2% 4.347 2,4% -48,8%

Deduções de Vendas (5.394) -2,9% (8.273) -4,5% -34,8%

Receita Líquida de Vendas 182.927 100,0% 147.128 100,0% 24,3%

ii. fatores que afetaram materialmente os resultados operacionais

Tivemos conquistas importantes durante o ano, adquirimos uma propriedade com 17,6 mil hectares no estado do Maranhão pelo valor de R$100,0 milhões e vendemos mais de R$40,3 milhões em fazendas. Além disso, conseguimos atingir um forte desempenho operacional, entregando resultados acima das estimativas previamente orçadas.

(19)

Nas atividades operacionais, encerramos a colheita da safra 16/17 de soja e milho com produtividades acima do esperado, reflexo do bom nível de chuvas durante o desenvolvimento das lavouras. Nas operações de cana-de-açúcar, entregamos mais de 1 milhão de toneladas no decorrer do ano.

Na pecuária, encerramos o exercício alcançando o objetivo para o primeiro ano de implantação, com mais de 10,5 mil cabeças de gado nas fazendas da Bahia e Paraguai, distribuídos em 13,4 mil hectares de pasto ativo.

b. Variações das receitas atribuíveis a modificações de preços, taxas de câmbio, inflação,

alterações de volumes e introdução de novos produtos e serviços

Os nossos principais produtos produzidos estão expostos às variações dos preços de commodities, taxa de cambio, além de outros índices atrelados as nossas dívidas.

Parte do volume de recebimentos está atrelada a cotação do Dólar e, consequentemente, as nossas receitas sofrem impactos pela variação cambial. A produção de algumas commodities agrícolas como soja, milho, entre outras podem ser precificadas em reais ou em Dólares por unidade de peso. A exposição ao Dólar somente ocorre quando a commodity agrícola tem seu preço fixado em moeda norte-americana por unidade de peso. Neste caso, faz-se necessário o monitoramento da exposição cambial. Para reduzir esses impactos no fluxo de caixa, estabelecemos limites para exposição cambial, a qual não pode ser superior a 5% (tanto comprado quanto vendido) da receita esperada por aquelas commodities que são tipicamente comercializadas em Dólares.

Já a inflação não impacta diretamente na variação das nossas receitas, pois nossos produtos são commodities agrícolas negociadas internacionalmente, com cotações negociadas em bolsa de valores, cujos preços obedecem à conjuntura de oferta e demanda nacional e mundial.

c. Impacto da inflação, da variação de preços dos principais insumos e produtos, do câmbio e da

taxa de juros no resultado operacional e no resultado financeiro do emissor

Alguns dos insumos necessários para a produção agrícola como defensivos químicos, fertilizantes, entre outros podem ter seus preços atrelados ao Dólar. Nestes casos, a exposição cambial é gerada entre a data de definição de preço do insumo (quando feita em Dólar) e a data de seu pagamento.

Para reduzir esses impactos no fluxo de caixa, estabelecemos limites para exposição cambial, a qual não pode ser superior a 5% (tanto comprado quanto vendido) da receita esperada por aquelas commodities que são tipicamente comercializadas em Dólares.

Os demais custos, tais como mão-de-obra e custos gerais, sofrem influências dos índices de inflação e podem causar aumento nos custos e gastos com pessoal, impactando diretamente o nosso resultado financeiro.

10.3 – Eventos com efeitos relevantes, ocorridos e esperados, nas demonstrações financeiras a. Introdução ou alienação de segmento operacional

Não houve introdução ou alienação de segmento operacional que tenham causado efeitos relevantes em nossas demonstrações financeiras durante os três últimos exercícios sociais.

b. Constituição, aquisição ou alienação de participação societária

Durante os três últimos exercícios sociais, houve as seguintes aquisições ou alienações de participação societária:

Em 27 de abril de 2016, Autonomy Capital (Jersey) LP, reduziu sua posição e passou a deter 8.705.900 ações, ou 14,95% do total de ações de emissão da Companhia.

(20)

Em 18 de fevereiro de 2016, JP Morgan Whitefriars Inc., diminuiu sua posição e passou a deter zero ações, ou 0.0% do total de ações de emissão da Companhia.

Em 10 de fevereiro de 2016, Autonomy Capital (Jersey) LP, aumentou sua posição e passou a deter 8.785.300 ações, ou 15,09% do total de ações de emissão da Companhia.

Em 16 de dezembro de 2015, Hedge Alternative Investments S.A., diminuiu sua posição e passou a deter 2.041.000 ações, ou 3,5% do total de ações de emissão da Companhia.

Em 13 de novembro de 2015, Autonomy Capital (Jersey) LP., aumentou sua posição e passou a deter 3.900.300 ações, ou 6,7% do total de ações de emissão da Companhia.

Em 27 de outubro de 2014, Credit Suisse Hedging-Griffo Asset Management S.A., aumentou sua posição e passou a deter 2.997.400 ações, ou 5,13% do total de ações de emissão da Companhia.

c. Eventos ou operações não usuais

Não houve eventos ou operações não usuais que tenham causado efeitos relevantes em nossas demonstrações financeiras durante os três últimos exercícios sociais.

10.4 – Mudanças significativas nas práticas contábeis – Ressalvas e ênfases no parecer do auditor

a. Mudanças significativas nas práticas contábeis

A Companhia decidiu não adotar antecipadamente nenhuma outra norma, interpretação ou alteração que tenham sido emitidas, mas que ainda não estão em vigor. A natureza e a vigência de cada uma das novas normas e alterações são descritas a seguir:

Pronunciamento Descrição Vigência

CPC 48 - Instrumentos Financeiros Correlação as normas internacionais de contabilidade – IFRS 9 – Instrumentos Financeiros: classificação, mensuração, perda por redução ao valor recuperável e contabilização de hedge.

Exercícios anuais iniciados a partir de 1º de janeiro de 2018 (equivalente a 1º de julho de 2018 para a Companhia).

CPC 47 - Receitas de contratos com clientes Correlação as normas internacionais de contabilidade – IFRS 15 – sobre o reconhecimento de receita em transações de contratos com clientes.

Exercícios anuais iniciados a partir de 1º de janeiro de 2018 (equivalente a 1º de julho de 2018 para a Companhia).

IFRS 16 – Arrendamento mercantil Refere-se à definição e a orientação do contrato de arrendamento previsto na IAS17.

Exercícios anuais iniciados a partir de 1º de janeiro de 2019 (equivalente a 1º de julho de 2019 para a Companhia).

Adicionalmente, não se espera que as seguintes novas normas ou modificações possam ter um impacto significativo nas demonstrações financeiras da Companhia:

- Alterações ao CPC 10 (IFRS 2) Pagamento baseado em ações em relação à classificação e mensuração de determinadas transações com pagamento baseado em ações.

- Alterações ao CPC 36 Demonstrações Consolidadas (IFRS 10) e ao CPC 18 Investimento em Coligada (IAS 28) em relação a vendas ou contribuições de ativos entre um investidor e sua coligada ou seu empreendimento controlado em conjunto.

Para o IFRS 16 a Administração da Companhia aguarda a edição do correspondente normativo no Brasil pelo CPC para análise dos possíveis impactos em suas demonstrações financeiras. A adoção antecipada dessas

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novas normas contábeis não é permitida para empresas listadas, de acordo com as práticas adotadas no Brasil.

b. Efeitos significativos das alterações em práticas contábeis

Não houve efeitos por alteração de prática contábil no Exercício de 2017.

c. Ressalvas e ênfases presentes no parecer do auditor

O parecer sobre as demonstrações financeiras do exercício social encerrado em 30 de junho de 2017, apresentou parágrafo de ênfase informando que, em decorrência da mudança de política contábil introduzida pelo CPC 29 - Ativo Biológico e Produto Agrícola e CPC 27 - Ativo Imobilizado, equivalentes ao IAS 41 - Agriculture e ao IAS 16 - Property, Plant and Equipment, respectivamente, os valores correspondentes, individuais e consolidados, relativos aos balanços patrimoniais em 30 de junho de 2016 e 1º de julho de 2015, e às demonstrações do resultado, do resultado abrangente, das mutações do patrimônio líquido, dos fluxos de caixa e do valor adicionado referentes ao exercício findo em 30 de junho de 2016, apresentados para fins de comparação, foram ajustados e estão sendo reapresentados como previsto no CPC 23 - Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa e Retificação de Erro e CPC 26 (R1) - Apresentação das Demonstrações Contábeis, equivalentes ao IAS 8 - Accounting Policies, Changes in Accounting Estimates and Errors e ao IAS 1 - Presentation of Financial Statements, respectivamente. Adicionalmente, a Companhia reclassificou determinadas contas do balanço patrimonial individual e consolidado para melhor comparabilidade com os dados de 30 de junho de 2017. O parecer sobre as demonstrações financeiras do exercício social encerrado em 30 de junho de 201, não apresentou ressalva.

O parecer sobre as demonstrações financeiras do exercício social encerrado em 30 de junho de 2016, não apresentou ressalva ou ênfase.

O parecer sobre as demonstrações financeiras do exercício social encerrado em 30 de junho de 2015, não apresentou ressalva ou ênfase.

10.5 – Políticas contábeis críticas

As estimativas e os julgamentos contábeis são continuamente avaliados e baseiam-se em experiência histórica e outros fatores, entre os quais expectativas de acontecimentos futuros considerados razoáveis nas circunstâncias atuais.

Com base em premissas, a Companhia faz estimativas com relação ao futuro. Por definição, as estimativas contábeis resultantes raramente serão iguais aos respectivos resultados reais. As estimativas e premissas que apresentam um risco significativo, com probabilidade de causar um ajuste relevante nos valores contábeis de ativos e passivos para o próximo exercício social, estão contempladas abaixo.

a. Valor residual e vida útil do ativo imobilizado

Os valores e a vida útil dos ativos são avaliados internamente por especialista e ajustados se necessário ao final de cada exercício.

O valor contábil de um ativo é imediatamente baixado para seu valor recuperável se o valor contábil do ativo for maior do que seu valor recuperável estimado.

b. Demandas judiciais

A Companhia é parte em diversos processos judiciais e administrativos. Provisões são constituídas para todas as demandas judiciais referentes a processos judiciais que representam perdas prováveis (obrigação presente, resultante de evento passado e provável saída de recursos que incorporam benefícios econômicos

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para liquidar a obrigação, com estimativa confiável de valor). A avaliação da probabilidade de perda inclui a opinião dos consultores jurídicos externos. A administração acredita que essas demandas judiciais estão corretamente apresentadas nas demonstrações financeiras.

c. Ativos biológicos

O valor justo dos ativos biológicos apresentados no balanço patrimonial foi determinado utilizando técnicas de avaliação, incluindo o método de fluxo de caixa descontado. Os dados para esses métodos se baseiam naqueles praticados no mercado, sempre que possível, e quando isso não for viável, determinado nível de julgamento é requerido para estabelecer o valor justo. O julgamento inclui considerações sobre os dados como, por exemplo, preço, produtividade, custo de plantio e custo de produção. Mudanças nas premissas sobre esses fatores poderiam afetar o valor justo reconhecidos para ativos biológicos.

Um aumento ou redução de 1% na produtividade esperada da cana de açúcar e dos grãos resultaria num aumento ou redução no valor do ativo biológico de R$624 e um aumento ou redução de 1% no preço da cana e dos grãos resultaria num aumentou ou redução no valor do ativo biológico de R$941.

d. Propriedades para investimentos

O valor justo para propriedades para investimento divulgados em notas explicativas às demonstrações financeiras foi obtido por meio de avaliação elaborada pela Companhia.

A avaliação foi efetuada por meio de normas praticadas pelo mercado considerando a caracterização, localização, tipo de solo, clima da região, cálculo das benfeitorias, apresentação dos elementos e cálculo de valores de terrenos, que podem sofrer variações relacionadas a essas variáveis.

Metodologia utilizada

Em 30 de junho de 2017, foi realizada a avaliação das propriedades para investimentos, onde foi aplicada a metodologia de análise comparativa ajustada pelas suas respectivas características:

i. O trabalho de avaliação utilizou como base, entre outras, as seguintes informações: (i) nível de desenvolvimento, (ii) qualidade do solo e sua maturidade; e (iii) aptidão e potencial agrícola.

ii. O valor de mercado apresentado para a fazenda corresponde à parcela de terra nua, para pagamento à vista, não incluindo máquinas, equipamentos, implementos agrícolas, culturas. O fator de correção do solo (preparação da terra para plantio) foi considerado na ponderação dos preços;

iii. O valor das terras destinadas à agricultura, na região pesquisada, tem como referência o preço da saca da soja. Os valores unitários das fazendas à venda (pesquisas de mercado) foram obtidos em sacos de soja por hectare. Sendo assim, o valor em reais (R$) da propriedade varia diretamente em razão da variação do preço da soja; e

iv. O preço da soja considerado na data-base do trabalho, 30 de junho de 2017, foi de R$57,41 para as regiões de Barreiras, estado da Bahia, R$56,21 para as regiões de Alto Taquari e Mineiros, estados de Goiás e Mato Grosso, respectivamente de R$58,51 para as regiões de Balsas, estado do Maranhão. Este valor representa uma média entre valores arbitrados pelo mercado imobiliário da região em razão da grande instabilidade do valor da saca da soja.

e. Imposto de renda diferido

A Companhia reconhece ativos e passivos diferidos, com base nas diferenças entre o valor contábil apresentado nas demonstrações contábeis e a base tributária dos ativos e passivos utilizando as alíquotas em vigor. A Companhia revisa regularmente os impostos diferidos ativos em termos de possibilidade de

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recuperação, considerando-se o lucro histórico gerado e o lucro tributável futuro projetado, de acordo com um estudo de viabilidade técnica elaborado pela Companhia.

10.6 – Controles internos relativos à elaboração das demonstrações financeiras – Grau de eficiência e deficiência e recomendações presentes no relatório do auditor

a. Grau de eficiência de tais controles, indicando eventuais imperfeições e providências adotadas

para corrigi-las

A Companhia acredita que o grau de eficiência dos controles internos adotados para a elaboração de nossas demonstrações financeiras é suficiente para assegurar que representem adequadamente nossa posição patrimonial e financeira, bem como os resultados de nossas operações.

A Companhia decidiu implantar o sistema de gestão integrado SAP em 1º de julho de 2009, com o objetivo de garantir os padrões de qualidade e eficiência de nossas operações e sistemas de controles internos, bem como a melhoria continua para a elaboração das demonstrações financeiras.

Com o crescimento continuo de nossas operações, foi criada em 2009 uma equipe de auditoria interna, que tem como principal objetivo assegurar os padrões de qualidade que determinamos e assim contribuir para a melhoria continua da elaboração das demonstrações contábeis.

Além disso, adotamos controles sobre utilização de instrumentos derivativos. Os principais controles estabelecidos sobre a utilização de instrumentos derivativos incluem:

- existência de políticas definidas pelo nosso Conselho de Administração;

- restrição da contratação de operações com derivativos que não seja aprovada por nossa Diretoria de desenvolvimento estratégico;

- manutenção de um inventário centralizado de contratos derivativos em aberto de responsabilidade da nossa Diretoria de desenvolvimento estratégico;

- reporte diário de um relatório de risco com a posição consolidada a um grupo formado pela Diretoria e alguns membros do nosso Conselho de Administração;

- monitoramento mensal pela Diretoria de desenvolvimento estratégico dos valores justos reportados pelas contrapartes e os valores estimados pela administração; e

- o valor justo dos derivativos contratados é obtido de acordo com o mercado onde os mesmos foram contratados e também onde os instrumentos encontram-se inseridos.

b. Deficiências e recomendações sobre os controles internos presentes no relatório do auditor

independente

Não há recomendações sobre os controles internos presentes no relatório do auditor independente.

10.7 – Destinação de recursos de ofertas públicas de distribuição e eventuais desvios

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Não aplicável, uma vez que não realizamos qualquer oferta pública de distribuição de valores mobiliários nos últimos três exercícios sociais e no exercício social corrente.

b. Se houve desvios relevantes entre a aplicação efetiva dos recursos e as propostas de aplicação

divulgadas nos prospectos da respectiva distribuição.

Não aplicável, uma vez que não realizamos qualquer oferta pública de distribuição de valores mobiliários nos últimos três exercícios sociais e no exercício social corrente.

c. Caso tenha havido desvios, as razões para tais desvios

Não aplicável, uma vez que não realizamos qualquer oferta pública de distribuição de valores mobiliários nos últimos três exercícios sociais e no exercício social corrente.

10.8 – Itens relevantes não evidenciados nas demonstrações financeiras

a. Descrição dos ativos e passivos detidos pelo emissor, direta ou indiretamente, que não aparecem

em nosso balanço patrimonial (off-balance sheet itens), tais como:

i. arrendamentos mercantis operacionais, ativos e passivos;

No exercício social encerrado em 30 de junho de 2017, não possuíamos operação de arrendamento mercantil operacional, ativos e/ou passivos.

ii. carteiras de recebíveis baixadas sobre as quais a entidade mantenha riscos e

responsabilidades, indicando respectivos passivos;

No exercício social encerrado em 30 de junho de 2017, não possuíamos carteiras de recebíveis baixadas sobre as quais a entidade mantenha riscos e responsabilidades.

iii. contratos de futura compra e venda de produtos ou serviços;

A Companhia utiliza instrumentos financeiros derivativos, como contratos a termos de moeda e contratos a termos de commodities para proteção contra risco de variação das taxas de câmbio e dos preços de commodities, respectivamente.

iv. contratos de construção não terminada; e

No exercício social encerrado em 30 de junho de 2017, não possuíamos contratos de construção não terminada.

v. contratos de recebimentos futuros de financiamentos.

No exercício social encerrado em 30 de junho de 2017, não possuíamos contratos de recebimentos futuros de financiamentos.

b. Outros itens não evidenciados nas demonstrações financeiras.

Fazemos uso de swap cambial para (i) hedge de nossos recebíveis indexados em Dólares; e (ii) hedge de nossa margem de garantia gerada por nossa posição vendida de soja na CBOT.

Referências

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