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TÍTULO: CARACTERIZAÇÃO DOS PACIENTES PORTADORES DE CÂNCER CADASTRADOS NA ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA

TÍTULO:

CATEGORIA: CONCLUÍDO CATEGORIA:

ÁREA: CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E SAÚDE ÁREA:

SUBÁREA: ENFERMAGEM SUBÁREA:

INSTITUIÇÃO: CENTRO UNIVERSITÁRIO ADVENTISTA DE SÃO PAULO INSTITUIÇÃO:

AUTOR(ES): ANDRESSA ADRIANA DA SILVA AUTOR(ES):

ORIENTADOR(ES): RENATA CRISTINA SCHMIDT SANTOS ORIENTADOR(ES):

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RESUMO

Objetivo: Verificar a incidência e o perfil do paciente com diagnóstico de câncer

cadastrados na Estratégia de Saúde da Família. Método: Estudo descritivo transversal, realizado em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) da Estratégia de Saúde da Família (ESF) do distrito do Capão redondo-São Paulo. Fizeram parte da amostra 16 pacientes, de ambos os sexos, com uma média de idade de 60,2 anos. A coleta de dados se deu através de visita domiciliar. Os participantes preencheram um questionário sobre dados sociodemográfico (idade, sexo, ocupação, histórico familiar de câncer, peso, hábitos de vida, doenças pré-existentes, uso de medicamentos e histórico ginecológico das usuárias), de moradia e um questionário do Sistema de Informação da Atenção Básica (SIABE) sobre a classe econômica. Resultados: Em relação a caracterização dos pacientes, 44% da população estavam casadas, 50% se considerava da raça negra, 69% frequentaram o ensino fundamental, 56% pertenciam a classe econômica C e 44% eram oriundos da Bahia. Foi observado que nessa UBS o câncer que predomina para o sexo masculino é o de próstata com 19% e o câncer de colo do útero com 19% para o sexo feminino. Em relação aos fatores de risco foi observado que 6% eram diabéticos, 25% tinham hipertensão arterial, 37,5% foram ou são etilistas, 43,75% foram ou são tabagistas e 68,75% tinham um histórico familiar de câncer. Conclusão: Este trabalho concluiu que os cânceres mais encontrados foram colo uterino nas mulheres e próstata nos homens, o fator de risco mais prevalente foi o histórico familiar para câncer e apesar da pesquisa ter sido realizada na cidade de São Paulo a maior parte dos participantes eram de outros estados do Brasil. Descritores: Câncer, atenção primária, fatores de risco

INTRODUÇÃO

O câncer tem como característica o desenvolvimento rápido e desordenado de células que crescem além de seus limites, acometendo outros órgãos, através de um processo denominado metástase, que costuma ser a causa principal de morte por neoplasia (¹).

Conhecido há muitos séculos, o câncer foi amplamente considerado como uma doença dos países desenvolvidos e com grandes recursos financeiros. No entanto, há aproximadamente quatro décadas, essa situação vem mudando, e a maior parte do

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ônus global do câncer pode ser observada também em países em desenvolvimento, principalmente aqueles com poucos e médios recursos (2).

Nesse sentido, nos últimos anos, o câncer ganhou uma dimensão maior, convertendo-se em um evidente problema de saúde pública mundial. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estimou que, no ano 2030, podem-se esperar 27 milhões de casos incidentes de câncer, 17 milhões de mortes por câncer e 75 milhões de pessoas vivas, anualmente, com câncer. O maior efeito desse aumento vai incidir em países de baixa e média renda (²).

No Brasil, as estimativas para o ano de 2016 serão válidas também para o ano de 2017 e a pontam a ocorrência de aproximadamente 596 mil casos novos de câncer, incluindo os casos de pele não melanoma, reforçando a magnitude do problema do câncer no país. Sem os casos de câncer da pele não melanoma, estima se um total de 420 mil casos novos. Os tipos mais incidentes serão os cânceres de pele não melanoma, próstata, pulmão, cólon e reto e estômago para o sexo masculino; e os cânceres de pele não melanoma, mama, cólon e reto, colo do útero, pulmão e estomago para o sexo feminino (2).

A prevenção primária dos principais tipos de câncer envolve a redução da exposição a agentes cancerígenos relacionados a fatores ambientais e comportamentais. Os fatores de risco conhecidos são: tabagismo, álcool, inatividade física, dieta pobre em frutas, legumes e verduras e rica em gordura animal, obesidade, radiação solar e agente cancerígenos ambientais e ocupacionais (6).

Um dos componentes fundamentais que deve constituir a Política Nacional de Atenção Oncológica (PNAO) é “implantar estratégias de vigilância e monitoramento

dos fatores de risco e da morbimortalidade relativos ao câncer e às demais doenças e agravos não transmissíveis” (5).

A Política Nacional de Atenção Oncológica prevê que as Unidades Básicas de Saúde e as Equipes da Saúde da Família deverão ter ações voltadas para promoção da saúde e prevenção do câncer. Nesse contexto, o presente trabalho buscou colaborar para o desenvolvimento de estratégias preventivas, uma vez que identificou-se os fatores de risco preidentificou-sentes em pacientes com diagnóstico de câncer cadastrados na Estratégia de Saúde da Família. Além do mais, segundo o Ministério da Saúde, o conhecimento da prevalência dos fatores de risco para as neoplasias é fundamental, pois são sobre eles que as ações preventivas são custo efetivas (5).

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Vale ressaltar que A Política Nacional de Atenção Oncológica também prevê

incentivar pesquisas nas diversas áreas da atenção oncológica. Visto o papel da Atenção Básica na prevenção do câncer este trabalho tem

como objetivo caracterizar o perfil do paciente com diagnóstico de câncer que está cadastrado no Programa de Saúde da Família. Para isso, realizou-se um levantamento sobre as características sociodemográficas, histórico familiar de câncer, hábitos de vida, doenças pré-existentes, peso, uso de medicamentos, histórico ginecológico das usuárias, condições de moradia e classe econômica.

MÉTODO

Tratou-se de um estudo de cunho descritivo transversal realizado com pacientes portadores de câncer cadastrados na Estratégia de Saúde da Família (ESF) em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) do distrito do Capão Redondo, SP.

Fizeram parte deste estudo os pacientes de ambos os sexos portadores de câncer com idade maior que 18 anos que estivessem cadastrados no ESF e que aceitaram participar do estudo mediante assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). Adotaram-se como critérios de inclusão, indivíduos portadores de câncer, com idade superior a 18 anos, que estivessem cadastrados no ESF e que possuíssem um documento médico que comprovasse o diagnóstico de câncer. Como critério de exclusão, pacientes que já tivessem realizado o tratamento do câncer a mais de dois anos.

Dentro da reunião da equipe da Estratégia da Saúde da Família foi realizado o levantamento de 41 pacientes portadores de câncer sendo que destes 20 não foram encontrados em sua residência, 16 receberam a visita domiciliar e 5 faleceram durante o período de coleta de dados. Essa amostragem reflete o número total de sujeitos portadores de câncer atendidos pelo ESF.

A coleta de dados foi realizada através de uma visita domiciliar aos pacientes junto com um ACS (Agente Comunitário de Saúde). A visita domiciliar dos pesquisadores dependeu da disponibilidade dos ACSs, de forma que não atrapalhou a demanda de trabalho.

Antes do início da entrevista todos os pacientes foram informados sobre o estudo e os que concordaram em participar assinaram um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.

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Para caracterizar o perfil dos pacientes portadores de câncer foi realizado um levantamento das seguintes informações: características sociodemográficas, histórico familiar de câncer, peso, hábitos de vida, doenças pré-existentes, uso de medicamentos e histórico ginecológico das usuárias.

Para avaliar as condições de moradia, as informações foram coletadas da ficha A do Sistema de Informação da Atenção Básica (SIAB), em relação a classe econômica foi utilizado o “Critério de Classificação Econômica Brasil” que pertence a Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa – ABEP.

No que diz respeito as limitações do estudo, por se tratar de uma pesquisa domiciliar, houve dificuldade em encontrar as pessoas tendo que por vezes retornar mais de uma vez no mesmo local na tentativa de encontrar o morador e mesmo assim sem sucesso.

O projeto foi apresentado ao Comitê de Ética em Pesquisa com seres humanos do Centro Universitário Adventista de São Paulo-UNASP, com parecer nº 572.962, antes de sua execução. O anonimato dos participantes foi garantido. O desenvolvimento do trabalho atendeu às normas nacionais de ética em pesquisa envolvendo seres humanos de acordo com a Resolução 466/12 do Conselho Nacional de Saúde (CNS).

RESULTADOS E DISCUSSÕES

A população consistiu de 16 pacientes diagnosticados com câncer com idade média de 60,2 anos cadastrados em uma UBS da Estratégia de Saúde da Família.

Tabela I-Características dos usuários com diagnóstico de câncer cadastrados em Unidade Básica de Saúde da Estratégia de Saúde da família. São Paulo,2017.

Características

Valores/Percentual Média da idade (anos) 60,2

Sexo M 8 (50%) F 8 (50%) Estado Civil Solteiro(a) 3 (19%) Casado(a) 7 (44%) Divorciado(a) 5 (31%) Viúvo(a) 1 (6%) Raça Branca 4(25%) Parda 4(25%)

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Negra Escolaridade Analfab. Fund.1 Fund.2 Ens.Medio Ens.Superior/Pós Grad. 8(50%) 1(6%) 4(25%) 7(44%) 3(19%) 1(6%) Classe Econômica A 0(0%) B1 1(6%) B2 2(13%) C1 8( 50%) C2 1(6%) D 4(25%)

De acordo com a Tabela I, pode-se observar que a maior porcentagem obtida em relação ao estado civil foi de 44% de pessoas casadas. Silva et al., (2016) (7) ao realizar uma pesquisa sobre modo de vida entre pessoas que tiveram câncer no Brasil encontrou um valor de 58,2% de pessoas casadas com diagnóstico de câncer, coincidindo com essa pesquisa. É importante relatar que a situação conjugal provavelmente influencia na situação de saúde sendo uma fonte de apoio e de cuidado ao portador de neoplasia, reduzindo os efeitos do estresse e auxiliando na manutenção do tratamento e na sobrevida (11,12).

Ainda de acordo com a Tabela I, podemos observar uma prevalência de 50% de usuários da raça negra. Em contrapartida, Oliveira et al., (2015) (14) em seu trabalho sobre a estimativa de pessoas com câncer no Brasil, fala que a prevalência de diagnóstico médico de câncer é maior entre pessoas que declararam raça/cor branca. Mas Araújo et al., (2015) (15) sugere que novos estudos devem surgir para descobrir mais sobre a relação raça e doença, pois um exemplo é que a raça negra está mais suscetível ao surgimento do câncer de próstata nos homens causando uma mortalidade de 2,4 vezes maior na população afro-americana se comparado a raça branca(16).

Em relação a escolaridade observamos que 6% eram analfabetos, 69% tinham o fundamental, 19% apresentaram ensino médio completo e apenas 6% chegaram ao ensino superior. Esta pesquisa foi desenvolvida em um serviço público, o que pode justificar a baixa porcentagem de pessoas com ensino superior.

Ao pesquisar sobre a comparação dos fatores de risco e proteção de doenças crônicas Malta, Bernal (2014) (17), encontraram que quanto maior a escolaridade, maior a chance de um adulto possuir fatores de proteção como alimentação saudável,

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prática de atividade física e menor prevalência de fatores de risco como tabagismo, inatividade física e hipertensão arterial, por conta do seu conhecimento.

Notou-se ainda de acordo com a Tabela I que a maioria das pessoas com diagnóstico de câncer (56%) pertenciam a classe econômica C.

Hisse et al., (2014) (11) em um estudo que caracterizou pacientes em tratamento com quimioterapia e radioterapia, apresentou uma amostra de 51,6% de pacientes que pertenciam a classe econômica C. Resultado esse muito parecido com o encontrado nesta pesquisa, talvez por se tratar de uma pesquisa realizada também no Brasil.

Figura 1. Relação dos pacientes portadores de câncer de acordo com o gênero. São Paulo, 2017.

Na Figura 1, pode-se observar que nesta pesquisa houve maior frequência dos cânceres de útero para o sexo feminino e próstata para o sexo masculino.

Desta forma os achados nesse trabalho são semelhantes as estimativas do Instituto Nacional do Câncer (INCA) apenas no que diz respeito à neoplasia de próstata que ficou em primeiro lugar para os homens, como previsto, não incluindo os cânceres de pele não melanoma(2). Talvez essa grande incidência do câncer de próstata em homens se deve pelo fato de que homens tem certos preconceitos e medos ligados a masculinidade, posto que a principal forma de exame era o toque retal como um método eficaz de rastreamento das condições da próstata. Com isso evitam diagnósticos prévios, tratamentos oportunos e a realização de exames de prevenção (14,16).

Outro fato que pode justificar essa enorme incidência de câncer de próstata nos homens é a grande dificuldade de constatação desse câncer na fase inicial, pois é uma neoplasia que se desenvolve de forma assintomática, não provocando dores ou

13% 6… 13% 19% 6% 6… 6% 19% 6% 6% 0 1 2 3 4

mama pulmao intestino utero baço prostata estomago musculo

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sinais específicos, o que dificulta o seu reconhecimento inicial e o médico da família não realiza toque retal dificultando o acesso dos pacientes (15,16).

Ainda analisando a Figura 1, identificamos que foi diferente da estimativa nacional o fato de que o câncer de colo do útero encontrado nas mulheres dessa UBS ficou em primeiro lugar seguido do câncer de mama quando deveria estar em terceiro, pois de acordo com INCA, (2015)2 o câncer que mais acometem as mulheres no Brasil é o câncer de mama, seguido do câncer de colón e reto e em terceiro lugar o câncer de colo do útero.

Girianelli, Gamrarra, Azevedo (2014) (18) em sua pesquisa sobre os grandes contrastes na mortalidade por câncer de colo uterino e de mama no Brasil, fala que o câncer de mama, juntamente com os cânceres de pulmão e colo retal aparecem entre os mais incidentes em países de alta renda, enquanto o câncer de colo do útero supera os demais tipos em países de baixa renda.

Nesta pesquisa 81% da amostra pertencia a pessoas da classe econômica C e D, isso pode ajudar justiçar a maior presença do câncer de colo de útero, já que existe a relação deste câncer com a baixa renda.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS)(19), se medidas de prevenção para o controle do câncer do colo do útero não forem tomadas, essa neoplasia passará a ocupar o primeiro lugar em mortalidade, principalmente em países desenvolvidos.

O câncer de colo do útero (CCU) esta principalmente ligada a presença de infecção do papiloma vírus humano (20). No Brasil exames preventivos como o Papanicolau para evitar o CCU são oferecidos gratuitamente às mulheres, mas de acordo com Ramos et al., (2014) (21) as mulheres deixam de realizar o exame preventivo por medo, vergonha, ansiedade, nervosismo e dor.

Segundo o INCA(2015) (2) o câncer de Colón e reto está em segundo lugar com 17.620 novos casos para os anos de 2016/2017 no sexo feminino e em terceiro lugar com 16.660 no sexo masculino, mas nessa pesquisa não foram observados nenhum caso de câncer de cólon e reto dentre os pesquisados, fato este que talvez se justifique por se tratar de uma pesquisa que englobou uma pequena comunidade de usuários de uma Unidade Básica de Saúde.

Isso nos lembra que a incidência e a prevalência de câncer variam conforme o estilo de vida adotado pela população e alguns fatores de risco que determinadas populações estão expostas (7).

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Tabela II- Fatores de risco para o desenvolvimento de câncer no sexo feminino e masculino. São Paulo, 2017.

Na Tabela II observamos os fatores de risco mais frequentes entre ambos os sexos das populações analisadas. Foi possível notar que dentre a população masculina, 62% foram ou são tabagistas, 62% foram ou são etilistas. E entre as mulheres notou-se que 24% são ou já foram tabagistas e 12% são ou foram etilistas.

Em um estudo sobre atividade física, álcool e tabaco realizado por Santos et al., (2014) (23) evidenciou- se que a maioria dos fumantes e alcoólatras eram homens. Esses dados corroboram os encontrados na presente investigação.

Referente a relação entre o tabagismo e o câncer, segundo Duncan et al., (2012) (24) o tabagismo é um dos maiores fatores de risco para vários tipos de cânceres, como por exemplo, os de boca, laringe, faringe, esôfago, estomago, pâncreas, fígado, rim, bexiga, colo de útero, leucemia e, principalmente pulmão, sendo responsável por 71% dos casos relatados. Isso ocorre porque os cigarros contem cerca de 4700 substâncias tóxicas e muitas destas são carcinogênicas.

Apesar de o álcool ser uma droga lícita aceita e estimulada pela sociedade e por seu consumo ser maior entre os homens do que entre as mulheres (Hisse et al,2014) (11), foi comprovado que ele está fortemente ligado a presença de neoplasias como também de outras doenças.

Outro fato que podemos notar ainda na Tabela II, é que a maioria dos usuários (63%) possuem um histórico familiar de câncer.

Homens Mulheres

Característica Sim Não Sim Não

Hipertensão 2(25%) 6(75%) 2(25%) 6(75%) Diabetes 1(12%) 7(88%) 0(0%) 0(0%) Tabagista 1(12%) 7(88%) 1(12%) 7(88%) Ex. tabagista 4(50%) 4(50%) 1(12%) 7(88%) Etilista 2(25%) 6(75%) 1(12%) 7(88%) Ex etilista 3(37%) 5(63%) 0(0%) 8(100%) Histórico familiar 5(63%) 3(37%) 6(75%) 2(25%)

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Dantas et al., (2009) (25) deixa claro em sua pesquisa sobre a genética do câncer hereditário que o câncer é uma doença que na maioria das vezes pode ser considerado de herança genética, o que faz com que uma pessoa que tem um familiar com câncer tenha uma chance maior de ter também a mesma neoplasia ou outro tipo qualquer, diferente de uma pessoa sem histórico familiar.

Com menor índice de prevalência aparecem na Tabela II, a hipertensão arterial com 25% e o diabetes com 12% que não deixam de ser fatores risco que precisamos nos atentar só pelo fato de aparecerem com baixa incidência; já que o diabetes e a hipertensão são patologias que podem acometer inúmeras complicações se não forem controladas.

Resultados parecidos foram encontrados por Hisse et al., (2014) (11) onde 12,7% dos participantes tinham diabetes e 36,7% tinham hipertensão arterial. Em ambos os estudos foram encontrados valores pequenos para essas doenças crônicas. Apesar do valor ter sido baixo em ambos os estudos, Yuanka (2014) (26) relata em seu estudo sobre as implicações globais do diabetes e câncer, que o diabetes está associado ao aumento do risco de desenvolver vários tipos de câncer.

Figura 2- Porcentagem da naturalidade de cada paciente participante da pesquisa. São Paulo, 2017.

De acordo com as estimativas do INCA para o ano de 2016/2017 são esperados 291.090 mil casos de câncer apenas para a região sudeste do Brasil, sendo considerada a região brasileira com maior incidência de câncer. (2)

Na Figura 2, podemos observar a porcentagem de pacientes cadastrados na UBS oriundos de outras regiões do país. Como podemos ver, 44% do total de usuários participantes são naturais da Bahia e moram aqui em São Paulo, 19% são de Minas Gerais e apenas 13% são nascidos em São Paulo.

44% 6% 19% 13% 6% 6% 6% 0 2 4 6 8 BA CE MG SP PE MA SC BA CE MG SP PE MA

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Na literatura o número de estudos que relacionam o câncer com a migração é reduzido, porém encontramos uma pesquisa que mostra que imigrantes Japoneses possuem menor incidência para câncer de estômago em comparação com aqueles que residem no Japão, mostrando que existe influência de fatores de risco genéticos e ambientais na gênese dos cânceres(27).

CONCLUSÃO

Este trabalho concluiu que os cânceres mais encontrados na UBS estudada, foram colo uterino nas mulheres e próstata nos homens, o fator de risco mais prevalente foi o histórico familiar para câncer e apesar da pesquisa ter sido realizada na cidade de São Paulo a maior parte dos participantes eram de outros estados do Brasil.

REFERÊNCIAS

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