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Academic year: 2021

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TÍTULO: LUDICIDADE E EDUCAÇÃO AMBIENTAL UM ESTUDO DE CASO TÍTULO:

CATEGORIA: CONCLUÍDO CATEGORIA:

ÁREA: CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS ÁREA:

SUBÁREA: PEDAGOGIA SUBÁREA:

INSTITUIÇÃO: FACULDADE DE AURIFLAMA INSTITUIÇÃO:

AUTOR(ES): LEONARDO GIANINI MAGALHÃES, JULIANNE MARIA MARTINS AUTOR(ES):

ORIENTADOR(ES): IJOSIEL MENDES, SILVIA MARA ANTONIASSI SEGANTIN ORIENTADOR(ES):

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1. RESUMO

Este trabalho teve como objetivo desenvolver brinquedos e brincadeiras que possam criar a conscientização, explorar a criatividade, a cooperação entre os alunos e seres vivos, a importância de se assumir responsabilidades e por fim, diferentes formas de se educar para a preservação ambiental. O trabalho aqui apresentado, uma pesquisa realizada em campo, mais precisamente na escola Clara Carvalho Ferreira com alunos do segundo ano. Foram observados os conhecimentos prévios dos alunos sobre o tema Meio Ambiente, tendo como complemento bibliográfico: artigos e sites encontrados no Google Acadêmico, Scielo, além de livros disponíveis na biblioteca da faculdade. Os aspectos positivos abrangem um vasto espaço de recursos onde o professor deve aplicar inúmeras atividades de recreação e, seus alunos poderão usar da criatividade para tentar solucionar problemas ambientais e sociais, além da melhor absorção dos conteúdos apresentados. É importante ressaltar que a ludicidade ajuda no desenvolvimento da criança, ao brincar a criança aprende a obedecer às regras e conviver com outras crianças, desta forma ela saberá interagir e ampliar seu crescimento mental.

2. INTRODUÇÃO

O termo educação ambiental surgiu em 1948 no encontro da União Internacional para a Conservação da Natureza, mas foi somente na Conferência de Estocolmo em 1972 que atribuiu a inserção da temática na educação.

Já no ano de 1992 surgiu um novo documento internacional, o Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global e, em 1981, com a politica nacional de meio ambiente (PNMA) foi estabelecido a necessidade da inserção da educação ambiental em todos os níveis de ensino.

A palavra lúdico se origina do latin, ludus que significa brincar. A ludicidade é o brincar, jogar, se divertir, é usar a imaginação. A ludicidade sempre foi algo natural vivenciado e utilizado por todos, e há pouco tempo se tornou instrumento educativo para o desenvolvimento do indivíduo.

Faz parte da cultura humana, do desenvolvimento do individuo, que incialmente pertencia à família, até mesmo quando os pais ensinavam novos ofícios para seus filhos, utilizando métodos mais divertidos, no qual os professores também começaram a se utilizar dessas técnicas para transformar suas aulas com metodologias mais dinâmicas e atrativas.

Por tais motivos, observou-se a necessidade de pesquisar a questão sobre a educação ambiental através de atividades lúdicas, como recurso didático para uma melhor conscientização e aprendizado dos alunos em sala de aula.

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A ludicidade é uma ferramenta de apoio, como jogos e brincadeiras para incentivar o desenvolvimento da aprendizagem, na qual a interação e a diversão são fatores cruciais. Com a utilização do universo lúdico em sala de aula, os professores podem expandir suas metodologias, abordando temas relevantes de maneira mais leve e produtiva.

A educação ambiental seria um desses exemplos, onde a ludicidade trabalhada em conjunto com atividades criativas logo nos primeiros anos de estudo, se torna crucial para o desenvolvimento da relação sociedade / natureza nos alunos.

A educação ambiental, que antes era tão pouco discutida, com termos mais técnicos e direcionados, atualmente está sendo trabalhada em sala de aula, com jogos, brincadeiras e tantas outras atividades, e, fazendo com que os alunos obtenham aprendizagem significativa, obtenham mais informações e maior consciência em relação ao meio ambiente.

Na educação ambiental a ludicidade pode ocupar grande espaço de atuação, como: jogos e brinquedos feitos com materiais reciclados, para propor ao aluno, na prática, a construção de novos objetos com materiais que seriam descartados, fazendo-o perceber a importância da reutilização de materiais que provavelmente iriam para o lixo, e, consequentemente para o meio ambiente, causando a degradação do solo.

3. OBJETIVO

Este trabalho teve como objetivo desenvolver brinquedos e brincadeiras que possam criar a conscientização, explorar a criatividade, a cooperação entre os alunos e seres vivos, a importância de se assumir responsabilidades e por fim, diferentes formas de se educar para a preservação ambiental.

Diante do objetivo geral, foram traçados os seguintes objetivos específicos: a) Observação de como as crianças vão utilizar a criatividade na exploração

desse novo recurso.

b) Reutilização de objetos que estavam destinados ao lixo e que podem ser reaproveitados, transformando-se em brinquedos.

c) Desenvolver a conscientização na criança para preservação da natureza, valorização e proteção as diferentes formas de vida, além da apreciação dos aspectos estéticos da natureza incluindo a cultura humana.

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4. METODOLOGIA

O trabalho aqui apresentado, uma pesquisa realizada em campo, mais precisamente na escola Clara Carvalho Ferreira com alunos do segundo ano.

Foram observados os conhecimentos prévios dos alunos sobre o tema Meio Ambiente, tendo como complemento bibliográfico: artigos e sites encontrados no Google Acadêmico, Scielo, além de livros disponíveis na biblioteca da faculdade.

Foram utilizados também alguns materiais reciclados, como: caixas de leite, tesouras e barbantes para o desenvolvimento das atividades, com os quais se trabalhou a educação ambiental e a ludicidade.

5. DESENVOLVIMENTO

5.1 Preservação Ambiental na Educação Infantil

DOHME (2011) enfatiza que colocar o jovem e a criança em sintonia com a natureza desperta uma sensação de fazer parte, e isso gera amor e responsabilidade. Ensinando a criança a amar a natureza.

Assunto que pode ser trabalhado de diversas formas com as crianças, desde atividades em sala até a utilização de espaços abertos, essas atividades proporcionam o desenvolvimento ambiental e social.

Quanto mais cedo começar a ser tratado, ou seja, já nas primeiras séries da educação infantil, mais intimidade com o assunto e melhor conscientização, criando um senso ético em relação ao meio ambiente e a sociedade.

Por isso, é necessário aprender a “estar aqui” no planeta. Estar aqui significa: aprender a viver, a dividir, a comunicar, a comungar; e o que se aprende somente nas – e por meio de – culturas singulares. Precisamos doravante aprender a ser, viver, dividir e comunicar como humanos do planeta Terra, não mais somente pertencer a uma cultura, mas também ser terrenos. Devemo-nos dedicar não só a dominar, mas a condicionar, melhorar, compreender. Devemos inscrever em nós a consciência ecológica, isto é, a consciência de habilitar, com todos os seres mortais, a mesma esfera viva (biosfera): reconhecer nossa união consubstancial com a biosfera conduz ao abandono do sonho prometeico do domínio do universo para nutrir a aspiração de convivibilidade sobre a Terra. MORIN (1999).

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5.2 A ludicidade como recurso didático na educação infantil

A ludicidade abrange uma variedade imensa de assuntos, possibilitando que o professor tenha uma grande variedade de temas diferentes que possa aplicar em sala, com isso tornar sua aula mais atrativa e possibilitando que os alunos tenham uma melhor absorção do que foi passado, pois quando o aluno aprende brincando ele tem mais facilidade de aprendizado.

Ensinar através do lúdico é ver como o brincar na escola pode ser diferenciado dependendo dos contextos e situações; é buscar novas formas de trabalhar as informações; é ter novos paradigmas para a educação; é deixar de lado o modismo; é atribuir sentido e significado as ações educacionais; é contextualizar as brincadeiras com avida e com o espaço no qual os alunos se inserem. Portanto, o brincar é uma ferramenta a mais que o educador pode lançar mão para favorecer o desenvolvimento e a aprendizagem dos alunos, proporcionando um ambiente escolar planejado e enriquecido, que possibilite a vivência das emoções, os processos de descoberta, a curiosidade e o encantamento, os quais favorecem as bases para a construção do conhecimento. SANTOS (2011).

5.3 O uso de materiais recicláveis como objetos de aprendizagem

Utilizar materiais que seriam descartados na reciclagem e construção de novos objetos, onde a criança participa e aprende o sentido da palavra desperdício na prática, vendo itens que seriam enviados ao lixo transformar-se em brinquedos.

Ações como esta que fazem com que as crianças identifiquem que nem tudo que vai para o lixo deveria estar lá, muitas coisas podem e devem ser reaproveitadas, reutilizadas.

A produção de lixos recicláveis esta em alta na sociedade com o aumento do consumismo acarretando em uma multiplicação nas produções de resíduos sólidos. Como resultado desta produção de lixo há um aumento da importância no tratamento e destino final, maior conscientização da população em geral a fim de minimizar este problema. Por consequência dessa compreensão da destruição dos recursos naturais e da preservação do meio ambiente, entendemos que reduzir nada mais é do que a redução da quantidade de lixo produzido, com menos desperdícios, consumindo somente o necessário; reutilizar visando uma nova utilidade para materiais os quais jogamos no lixo e ainda reciclar o qual damos uma “nova vida” a matérias com base da reutilização de sua matéria-prima fabricando assim novos produtos. SAVEGNAGO.

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6. RESULTADOS

Após análise, foi possível observar que a ludicidade e o meio ambiente, são assuntos que quando trabalhados com dinamismo, proporcionam aprendizado de forma mais criativa, afetiva e participativa.

Além de permitir a construção e reconstrução do conhecimento, com a utilização de gincanas, dinâmicas de grupo, aulas de campo, vídeos, atividades artísticas, atividades físicas, passeios em parques, músicas, danças, teatros, histórias em quadrinhos, oficinas, construção de brinquedos, palestras, entre outras.

Atividades como as sugeridas, podem estimular o desenvolvimento dos vários tipos de inteligência, porém, nunca distanciar-se da realidade do aluno.

7. CONSIDERAÇÕES FINAIS

No decorrer deste artigo foi discutida como a educação ambiental conceituada de maneira lúdica e aplicada desde o início da idade escolar, pode trazer inúmeros benefícios para a criança. Benefícios esses que variam desde o entendimento do “não” ao desperdício, da convivência em sociedade, desenvolvimento do senso crítico e exemplos de cidadania.

Os aspectos positivos abrangem um vasto espaço de recursos onde o professor deve aplicar inúmeras atividades de recreação e, seus alunos poderão usar da criatividade para tentar solucionar problemas ambientais e sociais, além da melhor absorção dos conteúdos apresentados.

É importante ressaltar que a ludicidade ajuda no desenvolvimento da criança, ao brincar a criança aprende a obedecer às regras e conviver com outras crianças, desta forma ela saberá interagir e ampliar seu crescimento mental.

8. FONTES CONSULTADAS

MMM Alencar – Revista Virtual, 2005, disponível em: gepexsul.unisul.br, acesso em 25 de agosto de 2017.

JA Beane – Currículo sem fronteiras, 2003, disponível em:

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NAD Trindade – Enciclopédia Biosfera, 2011, disponível em: conhecer.org.br, acesso em 20 de agosto de 2017.

http://www.portalresiduossolidos.com/historia-da-educacao-ambiental-brasil-e-mundo/, acesso em 20 de agosto de 2017.

https://furg.emnuvens.com.br/remea/article/viewFile/3855/2299, acesso em 01 de agosto de 2017. http://s3.amazonaws.com/academia.edu.documents/38603683/o_ludico_e_a_educa cao.pdf?AWSAccessKeyId=AKIAIWOWYYGZ2Y53UL3A&Expires=1496187265&Sig nature=%2B6%2Be7SE4gsiF2rjBbGHl%2F%2BhIGzc%3D&response-content-disposition=inline%3B%20filename%3DO_LUDICO_NA_EDUCACAO_INFANTIL_Jo gar_brin.pdf, acesso em 10 de agosto de 2017.

Referências

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