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DECRETO Nº , DE 15 DE OUTUBRO DE 2014.

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DECRETO Nº 18.8 18, DE 15 DE OUTUBRO DE 2014.

Cria o Re fúgio de Vida Silves tre S ão Pedro, localiza do na Zona Sul do Mu-nicípio de P orto Alegre.

O PREFEITO MUNICIPAL DE PORTO ALEGRE, no uso de su-as atribuiçõe s,

Conside rando que no artigo 6º da Le i Complementar nº 679, de 26 de agosto de 2011, que institu i o Sistema Municip al de Unidades de Conservação de P orto A le gre (S MUC-POA), dete rmina que o SMUC-POA será re gido por diretrizes que assegu rem que, no conju nto das Unidades de Conserva ção (UCs), este jam representadas amostra s significativa s e ecolo gicamente viá ve is de diferentes populações, “habitats” e ecossiste mas do Município de Porto Alegre e de suas águas ju risdicionais, salva -guardando o patrimônio bioló gico existente; permitam o uso das unidades de conserva ção pa ra a conse rvação “in situ” de espé cie s das va riedades genéticas se lva gen s, da fauna e da flora, e dos recu rsos genéticos silves-tres, de a cordo co m a catego ria da Unidade;

conside rando que no artigo 6º da Le i Complementar nº 6 79, de 2011, determina que o S MUCPOA se rá re gido por diretrize s que a sse gu -rem um processo integrado de criaçã o e gestão da s UCs com políticas de administração das terra s e das á gua s circundantes, con siderando a s pe-culia ridades e as necessidade s sociais e econômicas do Municíp io de Porto Ale gre;

conside rando que o artigo 7º da Lei Complementar nº 679, de 2011, determina qu e o Municíp io de Porto Ale gre tem deve r de cria r e im-plantar as UCs de domínio público, bem como incentiva r a criação de UCs de domínio p rivado ;

conside rando que o loca l é “habita t” de espécie s anima is ra ras e ameaçadas de extinção, como Mão-pelada (“P rocyon cancrivo ros”), o Gra xa im (“Dusicyo n thous”), a Cutia (“Dasyp rocta a za ra e”), o ouriço cai-xe iro (“Caendou villosus”), o Gato-do-mato (“Leopoardus we idii”) e o Bu-gio-ruivo (“A louatta gua riba clamitan s”);

conside rando que o local está inse rid o no maior fragmento de Mata Atlântica de Porto A le gre, com ve geta ção floresta l e campestre , on-de foram constatadas cientificamente a presença on-de esp écies campestres endêmicas e no vas para ciência;

conside rando que as Conferências Municipa is de Me io Ambi-ente, a Portaria nº 9, de 2007, do Ministé rio do Me io A mbiente (MMA ), o Atlas Ambienta l de Porto A legre e o Dia gnóstico Amb iental de Porto Ale -gre apontam esta região como Área P rio ritá ria para Conservação;

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2 conside rando a presença de comunidades ind ígenas n o local, originalmente defensores da nature za por ne la se ide ntificarem e de la dependerem; e

conside rando a gra nde bele za cên ica do local,

D E C R E T A:

Art. 1º Fica criad o o Refúgio de Vida Silvestre São Pedro, Unidade de Conse rva ção (UC) da nature za de Proteção Integral, localiza -do na Zona Sul -do Município de Po rto Alegre.

Parágrafo único. Os limites do Refúgio de Vida S ilvestre São Pedro são os definidos pelo memorial descritivo constante no Ane xo I deste Decreto.

Art. 2º São objetivos do Refúgio de V ida Silvestre São P edro: I – asse gu rar a co nserva ção da biod ive rsidade lo cal, ga rantin -do condições pa ra a existên cia da fauna de mamíferos, especia lmente o Bugio -ruivo (“Aloua tta guariba clamita ns”), espécie ameaçada de extinção no Estado do Rio Grande do Sul, se gundo o Decre to E stadual nº 41.672, de 11 junho de 2002;

II – p rote ger inte gralmente e regene rar os ecossistemas natu-rais da mata atlântica e dos campos n ativos por ab riga re m espécies ra ras e endêmicas;

III – manter e recu perar nascentes de curso s d'á gua;

IV – incentiva r o f ortale cimento da cultura ind ígena e conse-quentemente possibilitar à sociedade em geral aprende r o espírito ind í-gena de relacionar-se com a nature za e com o meio ambiente;

V – desenvo lve r atividades de educação e interp retação ambi-ental, re crea ção e m contato com a nature za e tu rismo ecoló gico; e

VI – promo ve r o fortalecimento de açõ es que oportun ize m uma relação sustentá ve l entre a cu ltura ind ígena, meio ambie nte e sociedade.

Art. 3º Cabe à Secretaria Mun icipal do Meio Am biente (Smam) administra r o Refúgio de Vida Silvestre São Pedro, adotando as medidas necessá rias à sua efetiva p roteção, implanta ção e contro le.

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3 Art. 4º No Refúgio de Vida S ilvestre São Pedro será pe rmitido apenas o uso ind ireto dos recu rsos n aturais, possib ilita ndo a rea lização de pesqu isas cien tífica s, práticas e spirituais trad icionais ind ígena s e o desenvo lvimento d e atividades de ed ucação ambiental, de recreação em contato com a natu re za e de tu rismo ecoló gico.

Art. 5º Na elabo ra ção do Plano de Manejo do Refúgio d a Vida Silve stre São Pedro, no que diz resp eito à zona de amortecimento, deve -rá ser obse rvada a legislação municipal de uso e ocupação do solo e a harmonização da conservação da diversidade bio ló gica com o desenvol-vimento de ativida des econômicas, resultando na qualidade de vida e no bem-estar da s pop ulações humanas.

§ 1º O P lano de Manejo do Refúgio d a Vida S ilve stre Sã o Pe-dro deve rá pre ve r normas específicas para a zona de amortecimento e o seu zoneamento, com o propósito de minimiza r os impactos negativo s so -bre a Unidade de Conservação (UCs) e incentiva r a p reservação de áreas ve rdes e de corred ores ecoló gico s, que possibilitam o fluxo de genes e o movimento da biota, facilitando a dispersão de espécie s e a recolon iza -ção de áreas degradadas, assim como possibilitam a manuten-ção de po-pulações que dem andam para sua sobre vivência á rea s com e xten são maior do que a quela da unidade.

§ 2º Na definição da zona de amortecimento do Refúgio de Vida Silve stre São Pedro de ve rão se r observadas e mantidas as d iretrizes determinadas pela Lei Complementar nº 434, de 1º de dezembro de 1999 – Plano Direto r Urb ano Ambiental de P orto Ale gre;

Art. 6º Fica cria do o Conselho Co nsultivo Refúgio d e Vida Silve stre São Pedro, que tem por objetivo contribu ir para com a implanta-ção da UC.

Art. 7º O Conselh o Consultivo Refúgio de Vida S ilvestre São Pedro se rá composto parita riamente por membros de sociedade civil e de órgãos púb lico s, e m conformidade co m o art. 47 da Lei Complementar nº 679, de 26 de agosto de 2011, com os segu intes rep rese ntantes:

I – das in stitu ições da sociedade civil:

a) 1 (um) de a ssociações sem fins econômicos, com ob jetivos semelhantes aos d o Refúgio de V ida Silve stre São Pedro, que se en con-tram elencados no art. 1º deste Decre to;

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4 b) 2 (dois) de asso ciações de morado res de loca lidade s, inse -ridas na re gião do Refúgio de V ida Silve stre São Pedro;

c) 2 (do is) das comunidades ind íge nas afetadas, indicadas atra vés do Conse lh o Estadual dos Po vos Ind ígenas do RS (CEP I);

d) 1 (um) do s pro prietá rio s de terra s, inse rido s na re gião do Refúgio de V ida Silve stre São Pedro;

e) 1 (um) do s prod utores rura is, inse ridos na re gião do Refú-gio da Vida S ilvestre São Pedro;

f) 1 (um) de instituição de ensino fundamental ou médio, inse-ridas na área de a mortecimento do Refúgio de Vida S ilvestre São Ped ro ou em seu entorno;

g) 2 (do is) de instituições de ensino superio r e pesqu isa com atuação no Municíp io de Porto Ale gre;

h) 3 (três) de entid ades de classe pro fissional e afins ao pla-nejamento urbano atuantes na re gião;

i) 1 (um) de entida de empresarial ou do setor p rivado atuante na re gião; e

j) 1 (um) da Re gião de Gestão de Planejamento Urba no 08 (RP 8 ), conforme limites estabe lecidos na Lei Complementar nº 434, de 1999 – Plano Diretor de De sen volvim ento Urbano Ambie ntal;

II – dos órgão s púb lico s: a) 2 (do is) da Sma m;

b) 2 (do is) da Secretaria Municipa l de Urban ismo (S MUrb); c) 1 (um) da Se cretaria Municipa l de E ducação (Smed);

d) 1 (um) da Secretaria Mun icipal da Produção, Indústria e Comércio (Smic), que exe rça sua s atividades no Centro A gríco la Demons-trativo (CA D);

(5)

5 e) 1 (um) do De partamento Mun icipal de Á gua e E sgoto s (DMAE );

f) 1 (um) de institu ição da Secreta ria Estadual do Me io Ambi-ente, do Estado do Rio Grande do Su l (SEMA);

g) 1 (um) do Comando de Policiame nto Ambiental do Estado do Rio Grande do Sul;

h) 1 (um ) da Funda ção Nacional do Ín dio (FUNAI); i) 1 (um) do Departamento de Esgotos Plu viais (DEP);

j) 1 (um) do De partamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU); e

k) 1 (um) da Se cretaria E specia l dos Dire itos An imais (SE DA). § 1º Os rep resentantes de entidades da sociedade civil serão eleitos preferencialmente por método consensual, em assembléia de enti-dades, con vocada com ampla divulga ção pela Smam para este fim, em um pra zo de 90 (no venta ) d ias, a pa rtir da publicação de ste Decreto.

§ 2º Cada instituição da sociedade civil de ve rá ind icar 1 (um) representan te titular, podendo seu suplente pertence r a mesma entidade ou à entidade afim, desde que amba s estejam pre sentes na assembleia referida no § 1º de ste artigo.

§ 3º Os ó rgãos p úblico s ficam con vocados a ind ica r o s seus representan tes, se ndo um titula r e u m suplente, em um pra zo de 90 d ias a partir da publica ção deste Decreto.

§ 4º Os conselheiros tomarão posse por meio de portaria que nomeará a maioria de seus membros, podendo ser dada posse dos mem-bros faltantes em p ortarias po steriore s.

Art. 8º O Conselh o Consultivo Refúgio de Vida S ilvestre São Pedro de verá e laborar o seu regimen to interno no pra zo de 90 (noventa ) dias, contado s a p artir da sua insta la ção.

Art. 9º O Plano de Manejo do Refúgio de Vida Silvestre São Pedro de verá se r elaborado e apro vado pelo Conselh o no prazo de 3 (trê s) ano s a conta r da data de publicação deste De creto .

(6)

6 Art. 10. Este Decreto entra em vigo r na data da sua publica -ção.

PREFEITURA MUNICIPAL DE P ORTO ALEGRE, 15 de o utubro de 2014.

Sebastião Melo,

Prefeito, em e xercício.

Cláud io Dilda,

Secretá rio Municip al do Me io Ambiente. Registre -se e pub lique-se.

Urbano S chmitt,

(7)

7 ANEXO

Limites do Re fúgio de Vida Silvestre São Pedro

Os imó ve is que co mpõem a Unidade de Conservação Refúgio de Vida Silvestre S ão Pedro são aque les re gistrados na 3ª Zona de Porto Alegre assim descritos: toda a á rea d e terras re gistrada sob a matrícu la nº 54.506, com área de 53,4146ha; toda a área de terra s da matrícula nº 119.822, com área de 12ha, registrad o no Livro 3AT, fl. 124, nº 37.770 no 3º Cartó rio de Re gistro de Imó ve is de Porto Ale gre, na matrícu la nº 119.823, com área de 4ha, registrado no Livro 3-UA, fl. 80, nº 37.770 no 3º Cartório de Registro de Imóve is de Porto Ale gre e um excesso de área das duas matrícula s referida s acima, com 11,477ha e p arte da matrícula nº 16.180, fl. 1 do livro nº 2 do Registro Geral, com área de 64,63ha, ten-do como frente o primeiro imóve l cita ten-do, situaten-do na Estrada das Quirinas, nº 6301.

A área abrangida pela Unidade de Conservação Refúgio de Vida Silvestre São Pedro tem a seguinte descrição: parte-se do ponto si-tuado no e xtremo sul da p ropriedade , ponto formado pela esqu ina da Estrada das Quirina s com o Beco da Taquara , o qua l med e 272,5m, um ru -mo de 43°45’ NE, de seu extre-mo parte o segundo ali n hamento que tem rumo 52°38’ NE, com comprimento de 138,5m, esse pri meiro e se gundo alinhamentos totalizam a divisa SE da propriedade que acompanha a Es-trada das Quirinas numa exten são de 411m, do e xtremo do 2° a linhamen-to inicia a divisa NE da propriedade com terras que são ou foram de Vir-gílio Fre itas Guima rães, composta unicamente pelo 3° a linhamento numa exten são de 2.488m percorrida sob re o rumo 43°34’ N O até encontrar a margem esquerda de uma sanga, onde encontra o limite da propriedade de terras que são ou foram de Jockey Club do Rio Gra nde do Sul, parci-almente inclu ída neste gra vame, deste ponto segu indo sequenciparci-almente nas coordenadas listadas na tabela a baixo de latitude e longitude do sis-tema Unive rsa l Tra nsversa de Me rcator (UTM):

Ref. Número do vé rtice Coordenada X Coordenada X

15 01 489166 m E 6662256 m S 16 02 489175 m E 6662261 m S 17 03 489183 m E 6662270 m S 18 04 489207 m E 6662284 m S 19 05 489214 m E 6662299 m S 20 06 489230 m E 6662311 m S 21 07 489237 m E 6662323 m S 22 08 489219 m E 6662342 m S 23 09 489210 m E 6662370 m S

(8)

8 24 10 489205 m E 6662398 m S 25 11 489145 m E 6662402 m S 26 12 489118 m E 6662414 m S 27 13 489091 m E 6662436 m S 28 14 489016 m E 6662479 m S 29 15 488995 m E 6662488 m S 30 16 488973 m E 6662494 m S 31 17 488942 m E 6662528 m S 32 18 488769 m E 6662539 m S 33 19 488760 m E 6662501 m S 34 20 488758 m E 6662467 m S 35 21 488748 m E 6662417 m S 36 22 488678 m E 6662397 m S 37 23 488569 m E 6662403 m S 38 24 488216 m E 6662426 m S 39 25 488262 m E 6662378 m S 40 26 488283 m E 6662063 m S 41 27 488360 m E 6661964 m S 42 28 488389 m E 6661870 m S 43 29 488391 m E 6661807 m S 44 30 488309 m E 6661731 m S 45 31 488288 m E 6661590 m S 46 32 488577 m E 6661693 m S 47 33 488611 m E 6661623 m S 48 34 488777 m E 6661465 m S 49 35 488876 m E 6661779 m S

Partindo do ponto 35 segue se por u ma linha reta, a qu al in clu i no gra va -me as duas porções de terras que pertencem ou pertenceram a Marta Bri-zio até encontra r o ponto 36 nas coordenadas de latitud e e longitude UT M 489676 m E e 6661 519 m S, ponto on de se encontra um curso d’á gua que determina o limite das terras da Prefeitura Mun icipal de Porto Ale gre com as terras que são ou foram de Tristã o Sucupira V iana, segu indo o a linha -mento de divisa por este curso d’á gua por uma extensão de 2182,80m, do extremo deste percurso pa ra um novo alinhamento em rumo 71°48’ NE, de extensão de 165,5m; de seu extremo parte outro alinhamento com 61,10m de extensã o no rumo 85°63’ NE, este s dois úl timos alinhamentos fazem divisa Sul com terras que são ou foram de Francisco Ma ia; o e x-tremo deste último alinhamento dá origem ao tra jeto n o rumo 6°44’ SE que também compõe a divisa com terra s que são ou foram de Francisco Maia em uma e xte nsão de 149,5m; a partir deste ponto parte o alinha-mento de extensão de 211,5m que é percorrido sobre o rumo 31°18’ SE até encontra r o po nto de partida totalizando 136,14ha d e superfície.

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