Ficha de Identificação
DISCIPLINA
Trabajando La Expresión e Integracion
Orales
CARGA HORÁRIA:
24PROFESSOR PESQUISADOR FORMADOR
Elsa Perpetua Delgado Verástegui
Gramática y Literatura em Espanhol
Curso
Licenciatura Plena em Leras Espanhol
Município
Teresina
Coordenador
Universidade Estadual do Piauí
Coordenação Geral do Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica – PARFOR
PLANO DE CURSO 1. IDENTIFICAÇÃO
Curso: Curso Licenciatura Plena em Letras Espanhol Bloco: Clique aqui para digitar o módulo do curso.
Disciplina: Trabajando La Expresión y la Integración orales.
Carga Horária: 24 horas. Município: Teresina Período Letivo: 2013 Professor (a) Pesquisador (a): Elsa Delgado Perpetua Delgado.
2. EMENTÁRIO
Desenvolvimento da competência comunicativa do aluno em nível elementar, considerando: a integração das habilidades de compreensão e expressão oral e escrita; a integração de estruturas básicas de gramática, fonética, fonologia e vocabulário; a introdução de estratégias comunicativas e de aprendizagem que fomentem a autonomia do aprendiz; introdução de elementos culturais dos países hispano-falantes como facilitador da comunicação eficaz.
3. JUSTIFICATIVA
Trabalhar a expressão e integração oral é um instrumento básico para formação do aluno é
uma das estratégias más úteis para retroalimentar o processo de apropriação da língua estrangeira. Mediante perguntas, exemplos, contraexemplos, sugestões, reformulações etc, usados no dialogo, dramatizações e analise de textos de canções, pode se suscitar a reflexão e busca ativa de soluções que traz o aprendizado duma língua..
4. OBJETIVOS
O curso tem como objetivo, fornecer aos alunos, no marco de ensino de línguas estrangeiras, conhecimentos e destrezas para a expressão e comunicação através da interação da prática oral, o desenvolvimento lingüísticos e a compreensão escrita.
5. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO (Delimitar os conteúdos por unidades didáticas, com a divisão temática de cada uma)
UNIDADE I: Pronunciación . 1. Las Vocales 2. Las Consonantes 3. Los Dígrafos 4. El Fonema / L/ 5. El Fonema /S/ 6. El Fonema /Ch/ 7. El Fonema /Ll/ 8. El Fonema /B/ 9. El Fonema /S/ Y /Z/
10. El Fonema /J/ 11. El Fonema /R/ UNIDADE II Integración/Pronombres 1. Útiles Escolares. 2. Las Profesiones 4. Las Palabras Clave 5. Pronombres Personales 6. Actividad de Traducción I 7. Momento Musical UNIDADE III Integración/Demostrativos/Numerales 1. Lectura 2. Los demostrativos 3. Numerales 4. La Hora 5. Momento Musical UNIDADE IV Integración/Verbos/Artículos 1. Lectura 2. La Casa 3. Haber Y Tener 4. Artículos 5. Actividades de Traducción
6. Caso Especial del Uso de Artículos 7. Uso del Artículo Neutro “Lo” 8. Otros Usos de lo Artículos 9. Momento Musical
6. PROCEDIMENTOS DE ENSINO E APRENDIZAGEM
O procedimento de ensino e aprendizagem consta de quatro componentes básicos: teórico, prático, estratégico y avaliativo. Os mesmos estão incorporados no conteúdo programático. O procedimento compreende as seguintes tarefas: i) Busca duma compreensão geral do
discurso oral, através duma explicação teórica/reflexão sobre regras de pronunciação e conscientização lingüística, ii) Se usará práticas de leitura, diálogos e dramatização de situações do cotidiano e , compreensão e analise de textos e da canção. Do ponto de vista estratégico buscar-se-ia casos e situações adequadas ao meio e cultura piauiense na vida do cotidiano. Finalmente se aplicará métodos auto avaliativos ao tempo que seja participativo, permitira trabalhar a interação da oralidade.
7. RECURSOS DIDÁTICOS
• Documento básico fornecido pela coordenadoria de Parfor: “Trabajando la Expresión e Interacción Orales I”.
• Apostilhas, revistas , textos • Diálogos, dramatizações • Poesias e Canções • Videos
8. AVALIAÇÃO
Será aplicada uma prova escrita que tomará em conta aspectos de: Competências
comunicativas; correção no uso gramatical, fluência: ritmo e pronúncia; interação e coerência. Durante o processo de ensino se usarão métodos autoavaliativos especialmente sobre
competências comunicativas na escrita e a oralidade, tendo como pano de fundo os diálogos e as dramatizações.
Para desarrollar los criterios de evaluación expuestos en el apartado anterior, se utilizarán los siguientes instrumentos de evaluación:
• Pruebas escritas. Con ellas se pretende constatar el nivel de conocimientos conceptuales adquirido por el alumnado (5 puntos).
• Trabajos teórico-prácticos. Permitirán poner de manifiesto los conocimientos adquiridos de cara a potenciar el desarrollo de la expresión-comunicación musical, así como de su aplicación a los diferentes niveles educativos (2 puntos).
• Asistencia a clase. Al ser ésta una asignatura de marcado carácter práctico, se pretende valorar tanto las aptitudes como las actitudes, así como el grado de compromiso (3 puntos).
(Ver anexo I) 9. BIBLIOGRAFIA
1. BRAIT, B. O processo interacional. In: Análise de Textos Orais (Org. Dino Preti). São : FFLCH/USP, 1993, p. 189-214.40
2. _____Elocução formal: O dinamismo da oralidade e as formalidades da escrita. In: Estudos de Língua Falada. Variações e confrontos. (Org. Dino Preti) São Paulo: Humanitas/FFLCH- USP, 1998, p. 87-108.
3. BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais de Língua Portuguesa. Ensino Fundamental 3º e 4º ciclos. Brasília: MEC/SEF, 1998. 9. CASTILHO, A. T. de. Problemas de descrição da língua falada. D.E.L.T.A., São Paulo,
v.10, nº1, p. 47-71.
10. _____Problemas de análise gramatical. In: Subsídios à Proposta Curricular de Língua Portuguesa para o 1º e 2º graus. Coletânea de Textos. Vol. II. São Paulo: SE/CENP, 1988.
11. FÁVERO, L.; ANDRADE, M.L.C.V.O; AQUINO, Z.G.O. Oralidade e escrita. . Perspectivas para o ensino de língua materna. São Paulo: Cortez Editora, 1999.
12. MARCUSCHI, L. A. Atividades de compreensão na interação verbal. In: Estudos de língua falada: variações e confrontos (Org. Dino Preti). São Paulo:
Humanitas/FFLCH/USP, 1998, p. 15-45.
13. PARFOR - Curso Licenciatura Plena em Espanhol . trabajando La Expresión e
Interacción Orales I.. Teresina 2013PRETI, D. A língua falada e o diálogo literário. In:
Análise de Textos Orais (Org. Dino Preti). São Paulo: FFLCH -USP, 1993, p. 215-228. 14. RODRIGUES, A.C.S. Língua falada e língua escrita. In: Análise de Textos Orais (Org. Dino
CRONOGRAMA DE ATIVIDADES
NOME DO PROFESSOR (A): Elsa Perpetua Verástegui Delgado MUNICÍPIO: Teresina
DISCIPLINA: Trabajando La Expresión y la Integración orales. CARGA HORÁRIA: 24 horas PERÍODO: r
Data e Carga
horária Conteúdos Estratégias de Ensino
RECURSOS DIDÁTICOS
AVALIAÇÃO (obrigatoriamente uma avaliação escrita individual,
as demais a critério do professor) __/__/2013 5h aulas manhã UNIDADE I - Pronunciación. 1.1. Las Vocales 1.2. Las Consonantes 1.3. Los Dígrafos 1.4. El Fonema / L/ 1.5. El Fonema /S/ 1.6. El Fonema /Ch/ • Leitura • Escuta • Repetição • Explicação
• Comparativo com português • Trabalenguas • Dramatização • Diálogos • Texto Básico • Textos selecionados • Revistas • Musica • Vídeos • Prova escrita
• Trabalhos teóricos e práticos • Assistência a classe __/__/2013 5h aulas tarde UNIDADE I - Pronunciación. 1.7. El Fonema /Ll/ 1.8. El Fonema /B/ 1.9. El Fonema /S/ Y /Z/ 1.10. El Fonema /J/ • Leitura • Escuta • Repetição • Explicação
• Comparativo com português
• Texto Básico • Textos selecionados • Revistas • Musica • Prova escrita
• Trabalhos teóricos e práticos Assistência a classe
Universidade Estadual do Piauí
Coordenação Geral do Plano Nacional de Formação
de Professores da Educação Básica – PARFOR
1;11. El Fonema /R/ • Trabalenguas • Dramatização • Diálogos • Vídeos __/__/2013 5h aulas manhã UNIDADE II –
1. Los Útiles Escolares. 2. Las Profesiones 4. Las Palabras Clave 5. Pronombres Personales 6. Actividad de Traducción I 7. Momento Musical • Como se pronuncia? • Cómo se deletrea? • Cómo se escribe? • Qué significa
• Comparativo com portuguéz • Dialogos • Dramatização • Tradução • Momento musical • Texto Básico • Textos selecionados • Revistas • Musica • Vídeos • Prova escrita
• Trabalhos teóricos e práticos
• Assistência a classe __/__/2013 5h aulas tarde UNIDADE III- 1. Lectura 2. Los demostrativos 3. Numerales 4. La Hora 5. Momento Musical • Leitura • Coprensão de texto
• Comparatico com portuguez • Tradução • Corrigue errores • Tradução • Momento musical • Texto Básico • Textos selecionados • Revistas • Musica • Vídeos • Prova escrita
• Trabalhos teóricos e práticos
• Assistência a classe __/__/2013 5h aulas manhã UNIDADE IV 1. Lectura 2. La Casa 3. Haber Y Tener 4. Artículos 5. Actividades de Traducción 6. Caso Especial del Uso de
Artículos
• Leitura
• Comprensão de texto • Traducción
• Completar frases
• Comparativo com portuguéz • Momento musical • Texto Básico • Textos selecionados • Revistas • Musica • Vídeos • Prova escrita
• Trabalhos teóricos e práticos
__/__/2013 5h aulas
tarde
7. Uso del Artículo Neutro “Lo” 8. Otros Usos de lo Artículos
9. 11. Momento Musical
• Leitura
• Comprensão de texto • Traducción
• Completar frases
• Comparativo com portuguéz • Momento musical • Texto Básico • Textos selecionados • Revistas • Musica • Vídeos • Prova escrita
• Trabalhos teóricos e práticos
INDICAÇÕES
(filmes, documentários, vídeo
conferência,
blogs, sites, outros
)
Descrição do Recurso didático (nome do filme, vídeo,
documentário, blogs, sites, textos)
Justificativa para utilização (articulação: conteúdo x recurso
didático)
✓ https://www.youtube.com/watch?v =t8FAxmQe4ro. Comunicación oral y escrita
Vídeo – para conhecer a importância da comunicação oral e escrita. Adequada para todas as Unidades
✓ https://www.youtube.com/watch?v =8ovvV-1H6Oo. PRIMER MÓDULO: TÉCNICAS DE EXPRESIÓN ORAL Y ESCRITA
Vídeo – Técnicas para facilitar a
Comunicação. Adequada para todas as Unidades
✓ https://www.youtube.com/watch?v =BYEHssJ664I "La importancia de saber hablar en público. Claves para una Comunicarse”
Vídeo – Para facilitar a oralidade y
comunicação. Adequada especialmente para a Unidade I.
Texto 1. Victor Silva Theodoro- Línguas Uniformes.
Textos Selecionados - Para entendimento das línguas e o lugar do espanhol e o português
Texto 2. Ícaro Donatoni Pinheiro - Estratificação da Linguagem
Textos Selecionados - Para reforçar a idéia de que as léguas para se mantiverem vivas precisam estar em constante transformação
Texto 3. A oralidade como um
instrumento de expressão utilizado pelas crianças
Textos Selecionados - Para reforçar o tema da oralidade
Universidade Estadual do Piauí
Coordenação Geral do Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica – PARFOR
ANEXO I
TAELA PARA AVALIAÇÃO DE EXPRESIÓN E INTEGRACION ORALES
ATRAVES DE APRESENTAÇÕES DE TRABALHOS EM GRUPO
Estimados estudiantes:
A continuación se ofrece una tabla de cotejo de las participaciones para los presentadores de las exposiciones finales de temas previamente definidos junto al profesor . El propósito es brindar las herramientas para que usted pueda elaborar argumentos sobre la calidad de evento y el nivel de persuasión que presentan sus participantes. Recuerden que deben fundamentar sus evaluaciones y deben estar exentas de subjetividades que indiquen “pobrecito” o bien rigurosidades extremas sin fundamento.
Cada uno de ustedes cuenta con este documento y debe presentar sus evaluaciones individuales. Saben que el trabajo integrado ofrece el éxito de la presentación.
Para la nota final se toma en cuenta su evaluación junto con la del profesor e a flaquencia de asistencia as aulas, de tal manera que el examen incluye evaluación para cada uno de ustedes. ( En el casillero marcar con X)
1 2 3 4 5 Total puntaje
Parte trabajo I en grupo
• Integración • Coordinación
• Presentación de la motivación • Desarrollo integral del tema • Orientación de los argumentos
• Distribución de roles ( no protagonismo )
II. Parte argumentación
• Presentación del tema • Presentación de premisas • Muestra de evidencias claras • Coherencia
• Consistencia (Exento de falacias) • Ortografía
• Claridad
• Uso de respaldos visuales • Persuasión del tema (manejo y
credibilidad del tema)
• Claridad y lógica de objetivos
III. Presencia escénica
• Presentación personal
• Impostación de la voz (claridad fonética)
• Contacto visual y vínculos comunicativos
• Manejo del espacio escénico • Empatía
• Fluidez ( facilidad de palabra ) • Ausencia de pánico escénico
IV. Conclusiones
• Capacidad deductiva del argumento • Motivación del público por el tema (
aceptación o refutación )
V. Parte. Influencia sobre el interlocutor
• Participación del auditorio (público ) • Claridad de las respuestas ( calidad de
preguntas y respuestas ) • Polémica del tema ( desarrollo
motivación por el tema )
Nota: deben presentar una boleta de calificación por grupo favor prepararla antes de las exposiciones . No se acepta otro tipo de presentación.
Nota grupal: 1 2 3 4 5
Nota final Nombre de los participantes :
1. 1 2 3 4 5 2. 1 2 3 4 5 3. 1 2 3 4 5 4. 1 2 3 4 5 5. 1 2 3 4 5
Tema de exposición:
Tabela de Notas
ITENS
QUALIFICAÇÃO
Parte trabajo I en grupo Nota Max= 30
Nota mínima= 6
20 a 30 = 10 pontos 7 a 19 = 6 pontos 6 = 3 pontos
II. Parte argumentación Nota Max= 55
Nota mínima=11
30 a 55 = 10 pontos 12 a 29 = 6 pontos 11 = 3 pontos
III. Presencia escénica Nota Max= 35
Nota mínima=7
20 a 35 = 10 pontos 8 a 19 = 6 pontos 7= 3 pontos
IV. Conclusiones Nota Max= 10
Nota mínima= 2
10 = 10 pontos 5 = 6 pontos 2 = 3 pontos
V. Parte. Influencia sobre el interlocutor Nota Max= 15 Nota mínima= 3 15 = 10 pontos 10 = 6 pontos 3 = 3 pontos
ANEXO II
Texto 1.
Victor Silva Theodoro- Línguas Uniformes.Muitas vezes nos deparamos com diversas críticas feitas por parte da própria população no que diz respeito ao registro oral dos brasileiros. Isso ocorre sem se levar em conta a classe social, as oportunidades oferecidas pelas escolas, pelo ambiente habitacional, o modo de aprendizagem e até mesmo as diferentes influências culturais dos indivíduos. Esquecemo-nos que em cada extremo do nosso país, de norte a sul e de leste a oeste, todas as línguas variam, isto é, não existe nenhum país no mundo em que todos os seus habitantes falem de maneira igual, com o mesmo sotaque e até com as mesmas “gírias”. Esse fenômeno social e dinâmico é o que chamamos de variação linguística.
Um grande exemplo é a mudança do ambiente rural para o urbano, do campo para as grandes cidades. Os novos habitantes da cidade, conhecidos como “caipiras”, geralmente possuem um vocabulário bastante restrito em relação aos cidadãos "urbanizados". Este outro fenômeno, também dentro das variações que o idioma traz, é chamado de variação sociocultural. Assim, mesmo que diferentes, certas palavras são de fácil visualização no decorrer de uma "prosa" com uma pessoa que viveu toda a sua vida no campo (sem generalizações) como “arguma”, “pranta”, entre outras, já que não há tantas divergências entre os seus significantes e seus significados.
Atualmente as críticas - podemos chamar até de “preconceito” - têm aumentado no decorrer dos anos, principalmente em casos de emigração, ou seja, quando uma quantidade de pessoas (ou, pelo menos, uma) muda de um estado para o outro, sofrendo modificações no seu cotidiano e sendo influenciadas por outras crenças, costumes; muitas vezes, nada parecidos com os vivenciados anteriormente. Como exemplo, na forma diversa de expressão na língua, podemos citar os gaúchos, acostumados a usarem “tu” ao invés do uso do pronome de tratamento “você” utilizado pelos paulistas. Em alguns casos, as formas de uso acarretam em discussões acaloradas sobre qual forma seria a mais correta. A isso, damos o nome de variação regional ou simplesmente regionalismo. As variações de uso do léxico também ocorrem com frequência: o famoso “pão” paulista é conhecido como “cacetinho” para os gaúchos, sendo formas diferentes de se falar, mas que significam o mesmo alimento em ambos os estados.
A variação linguística é uma das melhores invenções ou adaptações da humanidade, sendo considerada fonte de recursos alternativos, que em grande proporção geram uma maior expressividade, diferente da língua uniforme.
Texto 2. Ícaro Donatoni Pinheiro - Estratificação da Linguagem
A língua enquanto viva e concreta, não pode ser considerada fixa, pois há de tempos em tempos junto com a língua uma ‘’mutação’’ que a transforma ao longo dos anos, seja por mudança de costumes, acordos ortográficos , grande influencia da oralidade ou simplesmente muda. Como por exemplo, palavras como ‘’óptimo’’ que se tornou ótimo, Vôo que mudou-se pra Voo, temos então duas palavras que se modificaram por condições distintas , uma por fonética e outra por um acordo da gramática, não alterando sua sonoridade, tão pouco seu significado, apenas a ortografia.
Alem das transformações ‘’corriqueiras’’ que as palavras sofrem constantemente por apenas serem ditas por pessoas diferentes, mesmo se tratando de uma mesma língua e que se regem as mesmas regras é comum dizer e usar diferentes palavras e diferentes modos dependendo de: regiões ,épocas , camada social , escolaridade e sexo de quem as fala . Pode-se pegar, por exemplo, a palavra planta que em determinadas regiões torna-Pode-se ‘’pranta’’ como também almoço que se torna ‘’armoço’’. Leva-se em consideração também palavras que mesmo ditas e escritas corretamente, tem o mesmo significado e grafias diferentes, como por exemplo, dizer garoto, menino, guri, piá, rebento, mocinho e etc. São grafias completamente diferentes que referem-se a mesma coisa ( uma criança do sexo masculino) , sendo essa a prova máxima de regionalismo lingüístico.
Como há também o ‘’envelhecimento’’ da língua e das palavras, sofrendo alterações ou simplesmente caindo em desuso, como por exemplo, a elegantíssima palavra ‘’Vósmercê’’ que ao longo do tempo torna-se ‘’mecie’’ que por sua vez torna-se ‘’você’’ e hoje em dia é bem comum ouvir pelas ruas ‘’cê’’ que junto com a desmembração da palavra acompanhou-se a popularização e difusão da mesma. Há também pessoas que ainda falam e escrevem ‘’Estória’’ que seria diferente de História, que por uma convenção e acordo, excluiu-se a primeira mesmo que antes havia significados diferentes. Como também acontece no mundo das gírias onde observa-se que antes se dizia ‘’ Bicho vou lhe contar uma estória do tempo da onça que é do balacobaco, supimpa mesmo! Uma brasa, móra?’’ que pra um jovem de hoje seria dito ‘’ Cara vou te mandar um papo cavernoso que é muito da hora, muito louco mesmo, tá ligado?’’. Torna-se evidente então que a língua não conserva formas e palavras neutras, está em constante modificação que não se prende a 100% das regras, observa-se então que a língua não se trata de um sistema de formas normativas, mas um método vivo de comunicação e interação entre os humanos, sendo assim pode sofrer mudanças alem de poder ser recriada ou parte delas deixar de existir. Fortalecendo a idéia de que a língua representa e pode moldar o vocabulário ou ser moldada a partir de aspectos como a profissão, geração, sexo, região (cultura) e etc.
Mostra-se então que a palavra (língua) não tem um detentor, pode haver palavras pessoais, que se popularizam e que por acaso, outros começam a usar o mesmo termo compartilhando e difundindo trazendo de uma gíria, um nome, uma palavra popular , e de repente torna-se comum ,aceita por um grande público e talvez regulamentada em um dicionário, mas com tudo deve-se lembrar que ‘’ a linguagem não é um meio neutro que se torne fácil e livremente a propriedade intencional do falante , ela está povoada ou superpovoada de intenções de outrem. Dominá-la, submetê-la as próprias intenções e acentos é um processo difícil e complexo’’ (Nikhail Bakhtun). Diz então que pode-se criar ou mudar uma palavra , más só pode-será uma palavra sólida pode-se cair na boca do povo
e/ou se adequar as regras já existentes, além de ter que se manter em uso durante médio ou longo período de tempo.
Texto 3. A oralidade como um instrumento de expressão utilizado pelas crianças
Por Cristiane Gomes, Deise de Souza e Gisèlle Freitas.
A linguagem pode ser entendida como um instrumento usado para comunicação e expressão que se apresenta em diferentes formatos como a fala, a escrita, o gesto, o desenho, a dramatização ou também como uma atividade de interação em que, por intermédio dela, os indivíduos praticam ações, que envolvem tanto fala quanto escrita, considerando o contexto envolvido no ato comunicativo. Segundo Travaglia (2002, p.23),
(...) o que o indivíduo faz ao usar a língua não é tão-somente traduzir e exteriorizar um pensamento, ou transmitir informações a outrem, mas sim realizar ações, agir, atuar sobre o interlocutor (ouvinte/leitor). A linguagem é, pois, um lugar de interação humana, de interação comunicativa pela produção de efeitos de sentido entre interlocutores, em uma dada situação de comunicação e em um contexto sócio-histórico e ideológico. Os usuários da língua ou interlocutores interagem enquanto sujeitos que ocupam lugares sociais e “falam” e “ouvem” desses lugares de acordo com formações imaginárias (imagens) que a sociedade estabeleceu para tais lugares sociais (...).
Observando as crianças, podemos perceber que através da linguagem (falada, escrita ou corporal) elas demonstram seu entendimento a respeito dos acontecimentos, suas expectativas e sonhos, seus sentimentos e anseios bem como suas vivências relacionadas ao contexto histórico-sócio e cultural ao qual estão envolvidas. Nesse sentido, a oralidade mostra-se como importante ferramenta para narração e expressão da criança assim como para sua integração ao grupo (familiar ou escolar), sendo a memorização obtida através das experiências, que possibilita essa expressividade. Regina Zilberman (2006, p. 117-132) ao se reportar ao texto de Walter Benjamin (1985) diz que “as pessoas contam o que experimentaram, o que se aloja em sua memória. Quando querem esquecer experiências negativas, ficam sem ter o que contar. O narrar, por sua vez, supõe a presença de ouvintes, e estes não são indivíduos isolados, mas o grupo: a narração só tem sentido se dirigida ao coletivo”.
Em nossa profissão torna-se importante conhecermos esses conceitos, pois no ambiente escolar é possível desenvolver um trabalho de linguagem que explore a oralidade e proporcione a ampliação do vocabulário das crianças. Em muitos casos, a escola é o único espaço em que elas têm liberdade de expressão e acesso a conhecimentos informativos e formativos.
A partir do estudo sobre oralidade, na disciplina de Língua Portuguesa, do curso de Pedagogia, no IFRS – campus Porto Alegre, por sugestão da professora Jaqueline
Cunha, foram realizadas atividades de observação do desenvolvimento desse aspecto nos estudantes das turmas em que atuamos profissionalmente. Nossa pesquisa foi realizada em uma turma de 2° ano, em que as crianças possuem em média de 7 a 8 anos de idade, na qual foram aplicadas duas atividades sendo a primeira desenvolvida apenas oralmente e a segunda, unindo também a escrita. Para sua realização foram escolhidas duas músicas pertencentes ao universo infantil, de acordo com a faixa etária dos estudantes, sendo elas, respectivamente, “Fui morar numa casinha”, de sabedoria popular e “A casa”, de Vinicius de Morais. Primeiramente, as crianças cantavam a música “da casinha” em sua forma original e depois, oralmente e em grupos, criavam variações utilizando a ideia de tipos de moradia. Num segundo momento, foi apresentada a música “A casa” e explorada em princípio como canto e depois como escrita. As crianças reescreveram a letra da mesma criando suas próprias versões individualmente. Observamos que no caso da segunda atividade, na versão escrita pelas crianças, houve uma ligação com o universo dos Contos de Fadas talvez pelo fato de a letra da música começar com a frase “Era uma casa (...)” semelhante ao que acontece com esse tipo de história que inicia com “Era uma vez”. As crianças também fizeram associações com fatos de seu cotidiano, com seus medos e com criações de seu imaginário típicas dessa faixa etária. A facilidade no entendimento e na realização da atividade também chamou nossa atenção bem como a desenvoltura e a criatividade das crianças observadas durante seu desenvolvimento.
Através da pesquisa, constatamos que possibilitar atividades em que através da oralidade as crianças possam expressar-se, auxilia-as na acomodação e no entendimento de questões que para elas são complexas como, por exemplo, os seres imaginários. Percebemos também que elas buscam em suas vivências subsídios para realizar suas produções, tanto orais como escritas, e que essas devem ser observadas com muita atenção, pois nos ajudam a conhecê-las melhor e a entender suas atitudes em sala de aula. Verificamos que, por meio de estímulos e de atividades de experimentação, o professor estará oportunizando ao aluno a ampliação de seu conhecimento, o enriquecimento de sua experiência de vida e o preenchimento de seu eixo paradigmático, visto que aumentará o campo lexical e semântico do mesmo. Deixamos aqui o convite a todos nós, professores, para refletirmos a respeito da pergunta: Em minha prática pedagógica dou oportunidade e espaço para meus alunos se expressarem através da oralidade?