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Quem somos? RECONQUISTAR!

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Academic year: 2021

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O 40º Congresso da UBES acontece num ano e

num momento muito especial. 2013 já ficou

marcado na história como o ano em que o

povo brasileiro, que nunca deixou de lutar e

jamais esteve dormindo, voltou a gritar como

a muito não fazia. Um grito por mais direitos,

por mais educação, mais saúde e melhores

condições de trabalho.

Diferente daqueles que diziam que a

juventude de hoje é apática com a política, os

protestos demostraram que a juventude

quer participar da vida política do país, quer

debater, reivindicar e ser sujeito das

transformações sociais.

Este congresso que reunirá milhares de

estudantes de todos os cantos do país deverá

ter muito debate e garantir que a chama da

luta pelas transformações mantenha-se

acesa e com ainda mais vigor.

Somos estudantes de todos os cantos do país de escolas públicas e

privadas, que se organizam no movimento estudantil. Defendemos

para a educação um ensino de qualidade e emancipador e uma escola

democrática e popular.

Nos organizamos por meio da Reconquistar a UBES, uma tese do

movimento estudantil secundarista, impulsionada por jovens da

Articulação de Esquerda, tendência interna do PT. No movimento

estudantil lutamos uma UBES de todos e todas os estudantes,

combativa e de luta.

Quem somos?

(3)

GRESSO DA UBES!

Acreditamos que a UBES precisa estar junto aos estudantes, a frente das lutas pela educação e ao lado dos movimentos sociais da classe trabalhadora pela transformação da sociedade.

Infelizmente hoje a UBES não está cumprindo seu papel, pois se e s t ive s s e, c e r t a m e n te m u i t a s c o n q u i s t a s j á t e r i a m s i d o alcançadas. Poucos grêmios estão em funcionamento e a maioria dos estudantes apenas sabe da entidade

em época de Congresso ou pela Carteirinha Estudantil. Nossa entidade tem se preocupado mais com os gabinetes do que com as lutas nas ruas.

É preciso mudar esta realidade. A UBES precisa voltar a protagonizar as grandes lutas dos estudantes secundaristas. Precisa ser uma força a mais na organização de base, que some força aos movimentos sociais por um projeto democrático e popular de educação no Brasil. Por estas razões, a Reconquistar se a p r e s e n t a c o m o u m a t e s e d e oposição a atual direção majoritária da UBES, que a mais de uma década monopoliza a entidade, afastando-a dos estudantes. Vamos entrar nesta d i s p u t a p a r a t r a n s f o r m a r o Movimento Estudantil brasileiro e Reconquistar a UBES para a luta e para os estudantes.

(4)

A União Brasileira dos Estudantes Secundaristas é a entidade nacional de representação dos estudantes de ensino fundamental, médio e técnico. Com 65 anos de muita história, a entidade foi protagonista de inúmeras lutas, da campanha pelo Petróleo, no enfrentamento a ditadura militar e no combate ao sucateamento da educação na era do presidente Fernando Henrique.

Mas esta história infelizmente tem mudado. Nossa entidade, que deveria continuar a frente das lutas pela educação, tem estado engessada e distante dos estudantes. Reflexo disso foram às mobilizações de junho, nas quais a UBES não conseguiu dialogar com os milhares de estudantes secundaristas que foram as ruas.

Reconquistar a UBES para a luta a para os estudantes!

‘‘Se, na verdade, não estou no mundo para simplesmente a ele me adaptar, mas para transformá-lo; se não é possível mudá-lo sem um certo sonho ou projeto de mundo, devo usar toda possibilidade que tenha para não apenas falar de minha utopia, mas participar de práticas com ela coerentes’’. Paulo

Freire

Podemos citar ao menos três fatores que

justificam este enfraquecimento:

1

Fazem mais de 20 anos que a UBES é dirigida pela UJS, Juventude do PCdoB. Este setor tem se preocupado mais em garantir o seu poder do que em representar os interesses dos estudantes.

2

A UBES tem priorizado a luta institucional em detrimento da organização dos estudantes e das mobilizações de rua, haja vista a desorganização dos grêmios e das entidades municipais secundaristas.

3

A estrutura verticalizada da entidade que a distancia de todos aqueles que

querem construir a entidade.

(5)

‘‘Muda, que quando a gente muda o mundo muda com a gente’’.

Q

ueremos mudar! Queremos mudar a escola antes que ela nos mude, porque sabemos que se isso acontecer, será para nos fazer viver no mundo como ele está, e não é isso o que queremos. Porque também queremos mudar o mundo! Não somos daqueles que querem um outro mundo, porque já temos o nosso e é este em que estamos. Mas queremos ele de um jeito diferente. Queremos o mundo de um jeito que ninguém mais seja explorado, oprimido ou injustiçado. Um mundo de pessoas livres, sem grades, cercas ou muros que aprisionem o corpo ou a mente.

Sabemos que para isso, entre muitas outras coisas, precisamos mudar a escola. E temos a total certeza que

enquanto estudantes essa tarefa é historicamente nossa.

Já não gostamos da escola como ela está e nem daquilo que ela faz com a maioria das pessoas, domesticando-as para viver de um jeito padrão.

E por isso que queremos outra escola! Uma escola que ensine a aprender e a pensar, não a obedecer. Uma escola que permita nossa criatividade, nossa i n v e n t i v i d a d e e q u e n o s d e i x e experimentar. Para nós, já chega dessa cultura punitiva, queremos aprender c o m p ra z e r d o m e s m o j e i t o q u e queremos errar com prazer.

Queremos pensar nossos conteúdos, pensar nossas avaliações e participar da tomadas de todas as decisões, porque são decisões sobre as nossas vidas.

Sabemos que tem muita coisa errada na escola e na sociedade, mas se ficarmos a p e n a s r e c l a m a n d o a s c o i s a s continuarão como estão. Se algo for feito sozinho pouco irá mudar, porém se nos organizarmos, reunirmos todos aqueles que de alguma outra forma estão insatisfeitos, ai sai sim teremos voz e força para construir a escola e o mundo que queremos!

(6)

“ Não adianta olhar pro céu, com muita fé e pouca luta

Levanta aí que você tem muito protesto pra fazer e muita greve,

você pode, você deve, pode crer”

Até Quando - Gabriel O Pensador

As mobilizações de Junho expressaram a necessidade de acelerar a velocidade das mudanças iniciadas pelo Governo Lula. Nos útimos anos a qualidade de vida melhorou, o salário aumentou e as pessoas estão tendo mais acesso ao emprego, moradia e a educação. No entanto, mudanças mais profundas precisam ser feitas, pois continuamos sendo um dos paı́ses mais desiguais do mundo. N ó s , t r a b a l h a d o r e s e f i l h o s d e trabalhadores que melhoramos de vida nos últimos dez anos, agora queremos mais. Queremos ter direito a saúde de q u a l i d a d e , p ú b l i c a , c o m u m S U S eficiente; queremos transporte gratuito e de qualidade; queremos comida saudável, sem agrotóxicos e produzida p e l a a g r i c u l t u ra fa m i l i a r. E n f i m , queremos um Brasil mais justo e menos desigual.

Um paı́s do tamanho do Brasil não pode mais admitir que milhões vivam sem-terra, enquanto alguns detém latifúndios. Ou que nas cidades, outros milhões vivam nas ruas, sem teto, enquanto há prédios e casas vazias. Por isso, precisamos ter Reforma Agrária e Urbana. Assim como Reforma Tributária, para que aqueles que ganham mais, paguem mais impostos e não o contrário.

(7)

Para mudar o Brasil é preciso mudar também a polıt́ica. Não basta mais apenas eleger representantes, queremos ter mais voz e vez nas decisões. Queremos mais mulheres no Congresso, mais jovens, negros e ıń dios também.Queremos polı́ticos comprometidos com as necessidades do povo e não dos empresários. Também não adimitimos um sistema eleitoral onde quem se elege é quem tem recebe muita grana dos empresários para bancar sua campana, e depois servem aos interessem destes e não do povo.

Não podemos admitir que meia dúzia de famıĺias controlem a mıd́ ia. A rede globo não representa a realidade da população brasileira. E urgente a democratização dos m e i o s d e c o m u n i c a ç ã o , c o m a regulamentação da grande imprensa, o f o r t a l e c i m e n t o d a s r á d i o s e T v s comunitárias e a implantação do programa nacional de banda larga. Uma peça chave para estas mudanças, são os movimentos sociais, ou seja, o povo organizado. Entidades como a UBES precisam se mobilizar, organizar os estudantes e fazer lutas para avançarmos em todas estas questões.

Que a UBES oriente os Grêmios a realizarem fóruns de debate e coleta de assinaturas para a ‘‘Lei da Mídia Democrática’’, contribuindo com a campanha #ParaExpressaraLiberdade’’.

Que a UBES realize uma campanha de conscientização dos estudantes sobre a Reforma Política, defendendo o financiamento público das campanhas, o voto em lista fechada e ampliação da participação da juventude.

(8)

No Brasil a educação sempre foi restrita a uma parcela da população. Os ricos tiveram a oportunidade de estudar, frequentar a escola e chegar facilmente a universidade, enquanto aos pobres apenas foi permitido saber o básico para servir aos ricos no mercado de trabalho. Podemos dizer que a escola reproduz as contradições e as desigualdades que existem na sociedade, a desigualdade de classe, de gênero, de raça, cor e tantas outras, tudo por meio de uma educação que é utilizada pela classe dominante (os ricos) a favor dos seus interesses. Uma educação que ensina a obedecer e não a contestar, tampando nossos olhos para a realidade ao invés de nos fazer enxergar a exploração e os problemas que existem no mundo.

Queremos outra educação, que para nós só é possıv́el por meio de outra escola,

uma Escola Democrática e Popular. Esta tem que ter uma educação igual para todo mundo, onde existam as mesmas condições de acesso e permanência, uma educação humana e emancipadora que nos faça enxergar o mundo do jeito que ele é.

Primeiro devemos explicar o que é uma Escola democrática, afinal, não estamos

falando apenas da eleição de diretores. Quando dizemos escola democrática, nos referimos a uma escola que tenha espaços de participação, onde todos aqueles que fazem a escola existir, ou seja, os professores, estudantes, os pais, a comunidade, o pessoal da secretaria, da direção, da coordenação e outros, decidam juntos sobre o funcionamento da escola.

Em segundo lugar, devemos explicar o que é uma Escola Popular. Esta é aquela que está a serviço do povo, dos trabalhadores, garantindo que todos tenham acesso a escola, e não apenas aqueles que podem pagar. E uma vez estando na escola, que o conhecimento produzido e transmitido seja aquele que permita ao povo se libertar, e não aquele que ensina o povo a obedecer cegamente, sem refletir e sem questionar o mundo.

Para nós, a Escola Democrática e Popular deve ser compreendida como um elemento determinante nas transformações da sociedade, nas atuais e futuras gerações. Ela deve ser uma das bases que sustente a nova sociedade que queremos, sem desigualdades, sem injustiças e sem opressões.

EDUCAÇÃO

(9)

Sem falar no programa Escola Aberta, que ampliou a relação de várias comunidades com a escola e mais recentemente vem sendo expandido com o ensino integral.

Achamos super válido o Programa Mais Educação, que busca trazer mais cultura, mais esporte e a arte, de forma que mude a cara do ambiente escolar. Mas mesmo com todos estes avanços a i n d a n ã o t e m o s u m a e s c o l a Democrática e Popular de fato. Primeiro porque o analfabetismo é uma realidade em nosso paıś, ainda temos escolas em péssimas estruturas, faltam professores, salas de aula, f a l t a m c o n d i ç õ e s d e a c e s s o e permanência. Para seguir mudando tudo isso é necessário ampliar o investimento. O Estado tem que garantir 10 % do PIB (Que é o total de todo o dinheiro que o paıś junta no ano) para a Educação Pública.

AVANÇOS E LIMITES DOS ÚLTIMOS ANOS

Acreditamos que nos últimos anos tivemos algumas mudanças e alguns avanços na democratização da educação. Sem dúvida mais pessoas estão tendo a oportunidade de estudar, mais jovens estão frequentando a escola e os ıń dices de analfabetismo diminuı́ram. Algumas razões para estas mudanças foram as polıt́icas do Governo Federal, de Lula e de Dilma a partir de 2003. Por exemplo, no ensino básico, o governo criou o Fundeb ( F u n d o d e M a n u t e n ç ã o e Desenvolvimento da Educação Básica e Va l o r i z a ç ã o d o s P r o f i s s i o n a i s d a Educação) que é a principal fonte de financiamento da educação básica brasileira, um programa que mudou completamente a realidade das escolas no Brasil, que hoje ainda estão com muitos problemas, mas que antes, sem o FUNDEB, tinha lugares que nem escola havia.

Temos que reconhecer também a a m p l i a ç ã o d o e n s i n o t é c n i c o e tecnológico por meio do Pronatec e da criação de centenas de Institutos Federais. No caso do Pronatec, ainda que a g e n t e c o n s i d e r e u m p r o g r a m a contraditório, porque a maioria dos cursos é vinculado ao sistema ‘S’ (SENAI, SESI...), ele deu oportunidade de acesso a o e n s i n o t é c n i c o a m i l h a re s d e adolescentes e jovens. Outra grande conquista que consideramos foi o Programa de aquisição de Alimentos -PAA, onde boa parte dos alimentos da merenda escolar provém da agricultura familiar.

(10)

Nosso Projeto de Educação

QUALIDADE DE ENSINO – ACESSO E PERMANÊNCIA

Pela aprovação do PNE garantindo 10% do PIB para a educação

pública.

Pela melhoria da Infraestrutura na escola, classes, cadeiras,

laboratórios de informática.

Por mais espaços de lazer, esporte e cultura na escola.

Pela garantia assistência estudantil para estudante de baixa renda

(Transporte, moradia, apoio pedagógico, saúde e inclusão digital)

Pelo pagamento do piso do magistério para os professores, e pela

garantia de condições de trabalho.

Mais espaços de lazer e esporte e lazer na escola

Pela qualidade na merenda escolar, ampliando o percentual que

provém da agricultura familiar.

DEMOCRACIA

Para que as regras escolares sejam construıd

́ as

coletivamente e aprovadas em assembleias escolares com a

participação de toda a comunidade escalar.

Eleições para diretor com voto estudantil e Universal

Orçamento participativo para decidir a aplicação dos

recursos na escola.

Transparência da execução dos recursos

As decisões na escola sejam com a participação de toda a

comunidade escolar

(11)

REVOLUÇÃO PEDAGÓGICA E FORMAÇÃO HUMANA

Por uma educação que leve aos estudantes e familiares á

compreensão do processo de exploração capitalista na

concepção da luta de classes , permitindo entender ás razões

da falta de saneamento, saúde, habitação, educação etc.

O currıćulo seja pensado dentro da concepção politécnica,

contrapondo a fragmentação e descontextualização do ensino.

O currıćulo deve se articular por meio de teorias e práticas.

O currıćulo do ensino médio deve expressar a educação

unitária e universal superando a dualidade entre formação

geral e formação técnica, assegurando a apropriação de

conhecimentos cientıf́icos , filosóficos, artıśtico e polıt́ico.

Por um modelo de avaliação que supere a meritocracia e a

classificação do estudante por desempenho (nota).

Pela continuidade da implementação da escola em tempo

integral.

Pela utilização das mıd

́ ias digitais no processo de

aprendizagem.

Assegurar a valorização da cultura popular, da arte e da

história da região.

Maior integração da escola com a comunidade em que esta

inserida

(12)

Um Grêmio em cada escola!

movimento estudantil é uma das

O

m a i s d i n â m i c a s r e d e s d e organização social que existe. Ao contrário de outros movimentos sociais, s e u p r o c e s s o d e r e n o v a ç ã o é extremamente rápido, o que faz com que o tempo de contato e participação seja muito curto.

Na escola a existência e o funcionamento do Grêmio estudantil é algo decisivo neste processo de contato e participação dos estudantes com o Movimento Estudantil. Especialmente porque cost uma ser pelo Grêmio que a s primeiras experiências culturais, esportivas e polıt́icas chegam a escola por meio da produção dos próprios estudantes.

E p r i n c i p a l m e n t e : E o G rê m i o o instrumento coletivo de luta dos estudantes na escola. E através dele que as mobilizações, reivindicações e enfrentamentos diários são realizados. Isso porque o espaço do Grêmio é capaz de reunir todos, o pessoal dos esportes, da cultura, da informática, bem como a galera do rock, do funk, do sertanejo, enfim, de toda aquela turma que tem o seu grupo, seu movimento, que no dia a dia não se relacionam diretamente, mas que precisam estar juntos na hora de fazer as lutas.

Afinal de contas, as lutas do Grêmio precisam ser por todos. E a defesa do colega injustiçado pela direção; é a exigência para que o bebedouro tenha água gelada; é a cobrança pela qualidade da merenda ou pelo preço justo da cantina; é o enfrentamento ao p r o f e s s o r c a r r a s c o q u e v i v e perseguindo a turma; enfim, são questões relativas ao conjunto da escola e ao mesmo tempo, a cada estudante em particular. Nesse sentido, consideramos crucial a existência de um grêmio em cada escola e acreditamos que esta é uma tarefa da UBES, pois são os grêmios que garantem a força da entidade no dia a dia de cada escola e em cada sala de aula.

Mas para tanto, a UBES deve construir uma rede democrática e participativa de organização das entidades, que permita o diálogo e o acesso dos Grêmios uns com os outras, nas cidades e nos Estados.

Precisamos fortalecer a base do Movimento Estudantil brasileiro, com entidades legitimas e representativas, que sejam a real expressão da vontade dos estudantes. Queremos um Grêmio em cada escola e uma entidade estudantil em cada cidade. Queremos um Movimento Estudantil de luta e combativo, cada vez mais.

(13)

Passo 1. A primeira coisa a fazer é juntar a turma que está a fim de criar a

entidade. Formar uma comissão Pró-Grêmio para discutir como este deve funcionar e coisas como: Qual deve ser o seu nome; quais cargos devem existir; qual a função de cada um deles; como devem se organizar; quanto tempo a gestão deve durar, etc.

Passo 2. Depois que o Estatuto estiver pronto, ele precisa ser aprovado. Isto deve

acontecer por meio de uma Assembléia Geral. É muito simples: Com cópias do estatuto impressas, ou uma versão online disponível, a comissão convoca a assembléia para determinada data e local.

Passo 3. Com a fundação é preciso fazer um documento para registrar tudo isso.

Este documento é chamado de Ata de Fundação, que tem um modelo. Depois de aprovado o Estatuto e feita a Ata de Fundação, é hora de começar os procedimentos para a eleição!

Passo 4. Tudo Pronto? E hora de criar a Comissão Eleitoral. Essa será a

responsável por realizar toda a eleição, elaborando o regimento eleitoral, o edital de convocação com todos os prazos, produzir as urnas, cédulas, providenciar as listas de votação e apurar os votos.

Passo 5. A Comissão Eleitoral deve divulgar um edital convocando as eleições e

também um regimento eleitoral. No regimento deverão constar todos os direitos e obrigações da comissão e das chapas inscritas, bem como todos os procedimentos eleitorais como recursos e as regras da campanha.

Passo 6. Seguindo o edital e o regimento, os estudantes interessados em

disputar a eleição devem se organizar para inscrever suas chapas. Encerrado o prazo, a Comissão Eleitoral homologará as inscrições, abrindo neste instante o perıó do de campanha!

Passo 7. No dia da eleição, a Comissão deverá providenciar as urnas, cédulas,

listas de votação e toda questão logıśtica. Encerrada a votação, a Comissão Eleitoral deverá recolher as urnas e listas de votação para iniciar a apuração dos votos. Com o fim da apuração, a comissão proclamará a chapa vencedora e elaborará uma Ata de Eleição, discriminando o resultado final do processo.

Passo 8. Eleita a chapa, é hora de tomar posse! A Comissão Eleitoral

empossará a chapa vencedora para que, a partir de então, tenha inıćio a nova gestão do Grêmio. Também é necessária a elaboração de uma Ata de Posse, para que se comprove a data de inıćio da gestão e quem são os seus membros.

(14)

‘‘Estuda o elementar: para aqueles

cuja hora chegou

não é nunca demasiado tarde.

Estuda o abc. Não basta, mas estuda.

Não te canses. Começa. Tens de saber tudo.

Estás chamado a ser um dirigente.

Freqüente a escola, desamparado!

Persegue o saber, morto de frio!

Empunha o livro, faminto! É uma arma!

Estás chamado á ser um dirigente.

Não temas perguntar, companheiro!

Não te deixes convencer!

Compreende tudo por ti mesmo.

O que não sabes por ti,

não o sabes.

Confere a conta.

tens de pagá-la.

Aponta com teu dedo a cada coisa

e pergunta: ‘Que é isto? e como é?’

Estás chamado a ser um dirigente’’

Louvor ao Estudo

Bertolt Brecht

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