Agrupamento de Escolas Dr. Azevedo Neves

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Texto

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Agrupamento de Escolas Dr. Azevedo Neves

REGULAMENTO DOS CURSOS DE EDUCAÇÃO E FORMAÇÃO

Anexo do Regulamento Interno

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________________ __ Agrupamento de Escolas Dr. Azevedo Neves – Regulamento dos Cursos de Educação e Formação

REGULAMENTO DOS CURSOS DE EDUCAÇÃO E FORMAÇÃO

CAPÍTULO I - Organização do processo de ensino/aprendizagem ………. 3

Artigo 1.º - Organização curricular ………. 3

Artigo 2.º - Funcionamento da equipa pedagógica/conselho de turma ………. 4

Artigo 3.º - Cumprimento dos Planos de Formação e Assiduidade ……… 4

Artigo 4.º - Avaliação ……… 6

Artigo 5.º - Estratégias pedagógicas ………. 7

Artigo 6.º - Conclusão e certificação ………. 7

Artigo 7.º - Prosseguimento de estudos ……… 8

CAPÍTULO II -Formação em contexto de trabalho ……….. 8

Artigo 8.º - Disposições gerais ……….. 8

Artigo 9.º - Organização do estágio ……….. 9

Artigo 10.º - Admissão no estágio ………..……… 10

Artigo 11.º - Competências das Entidades de estágio ……… 10

Artigo 12.º - Competências do Acompanhante de estágio ……….……… 10

Artigo 13.º - Competências dos estagiários ………. 11

Artigo 14.º - Regime de Assiduidade ……… 11

Artigo 15.º - Avaliação ……… 11

CAPÍTULO III - Prova de Avaliação Final (PAF) ……… 12

Artigo 16.º - Disposições gerais ……… 12

Artigo 17.º - Enquadramento legal ……… 12

Artigo 18.º - Classificação da PAF ……… 12

Artigo 19.º - Natureza e âmbito ………..……… 13

Artigo 20.º - Objectivos ………. 13

Artigo 21.º - Estrutura da prova ……….…….……… 13

Artigo 22.º - Planeamento e orientação da PAF ………..……… 13

Artigo 23.º - Avaliação ……… 14

Artigo 24.º - Constituição do júri ……… 14

Artigo 25.º - Competências do júri ……… 14

Artigo 26.º - Disposições finais ……… 15

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REGULAMENTO DOS CURSOS DE EDUCAÇÃO E FORMAÇÃO

CAPÍTULO I - Organização do processo de ensino/aprendizagem

Artigo 1.º Organização curricular

1 - Os Cursos de Educação e Formação do Tipo 3, destinam-se preferencialmente a jovens com o 8º Ano de escolaridade e que tenham idade igual ou superior a 16 anos e menos de 18 anos.

O acesso ao curso, a jovens com idade inferior a 15 anos, terá de ser autorizado pelo Director Regional de Educação, em requerimento.

2 - Os Cursos de Educação e Formação conferem o 9º Ano de escolaridade e uma qualificação profissional de Nível 2, estão organizados em quatro componentes de formação: sociocultural, científica, tecnológica e prática, compreendendo ainda uma Prova de Avaliação Final, adiante designada por PAF, englobada na formação em contexto de trabalho, adiante designada por FCT.

a) As componentes de formação sociocultural e científica organizam-se por disciplinas ou domínios e visam o desenvolvimento pessoal, social e profissional numa perspectiva de: Desenvolvimento equilibrado e harmonioso dos jovens em formação; Aproximação ao mundo do trabalho e da empresa; Sensibilização às questões da cidadania e do ambiente; Aprofundamento das questões de saúde, higiene e segurança no trabalho.

b) A componente de formação tecnológica organiza-se por unidades ou módulos de formação associados em disciplinas ou domínios, em função das competências que definem a qualificação profissional visada, tendo por base os referenciais formativos, perfis e conteúdos das ofertas formativas do Instituto de Emprego e Formação profissional (IEFP) e da Agência Nacional para a Qualificação (ANQ) e desenvolvem-se tanto na escola em contexto de sala de aula como em contexto de trabalho nas empresas com as quais a escola estabelece protocolos.

c) A componente de formação prática, estruturada num plano individual de formação ou roteiro de actividades a desenvolver em contexto de trabalho, assume a forma de estágio e visa a aquisição e o desenvolvimento de competências técnicas, relacionais, organizacionais e de gestão de carreira relevantes para a qualificação profissional a adquirir, para a inserção no mundo de trabalho e para a formação ao longo da vida.

3 – Os referenciais de formação e os programas de referência das disciplinas aprovados pelo Ministério da Educação encontram-se publicitados nos seus sítios oficiais, nomeadamente na Agência Nacional para a Qualificação (http://www.anq.gov.pt/ e http:www.catalogo.anq.gov).

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4 – A duração do período da FCT deve ser ajustada ao horário de funcionamento em vigor para a actividade profissional visada, considerando que a carga horária semanal de referência dos cursos deverá estar entre as 25 e as 34 Horas semanais.

5 – Este percurso de educação e Formação com qualificação de nível 2, integra uma Prova de Avaliação Final (PAF), estruturada nos termos regulamentares.

Artigo 2.º

Funcionamento da Equipa Pedagógica/Conselho de Turma

1 - A equipa pedagógica é coordenada pelo Director do Curso e integra os Professores ou Formadores de diferentes disciplinas, de entre os quais o Director de Turma, tal como outros elementos que intervenham na preparação e concretização do curso.

2 – Compete à equipa pedagógica a organização, a implementação e a avaliação do curso, nomeadamente:

a) A articulação interdisciplinar;

b) O apoio à acção pedagógica dos docentes/formadores que a integram e promoção do trabalho articulado da equipa;

c) O acompanhamento do percurso formativo dos alunos, em articulação com o Director de Turma, promovendo o sucesso educativo e adequada inserção no mundo de trabalho ou prosseguimento em percursos subsequentes;

d) O paralelismo pedagógico com as empresas onde os alunos realizam o estágio final; e) A elaboração da PAF.

3 – As reuniões semanais a realizar sempre que a equipa pedagógica considere necessário, apresentam-se como um espaço de trabalho entre todos os elementos da equipa e serão presididas pelo Coordenador de Curso. No caso de impossibilidade este será substituído pelo Director de Turma.

Artigo 3.º

Cumprimento dos Planos de Formação e Assiduidade

1 – A duração de referência do Curso de Educação e Formação tipo 3 é de 1200 Horas, correspondentes a 36 semanas, das quais 30 a desenvolver em contexto escolar e as restantes 6 em contexto de trabalho, sob a forma de estágio.

2 – A carga horária semanal de referência dos cursos é de 25 a 34 horas semanais, com excepção do período de formação prática em contexto de trabalho, a qual será ajustada ao horário de funcionamento em vigor para a actividade profissional visada.

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3 - Face à natureza destes cursos, que exige a leccionação da totalidade das horas previstas para cada o itinerário de formação, de forma a assegurar a certificação dos alunos, consideram-se os seguintes mecanismos de compensação de aulas:

a) O prolongamento da actividade lectiva diária (desde que não ultrapasse as 7 aulas), semanal e/ou diminuição do tempo de paragem lectiva no Natal, Carnaval e/ou Páscoa; b) A permuta e/ou substituição de professores no interior da própria equipa pedagógica;

c) A criação de uma bolsa de fichas de trabalho, materiais e planos de aula a aplicar pelos professores no caso da substituição;

d) A substituição por professores que não pertencem à equipa pedagógica com apoio na bolsa de materiais.

e) O prolongamento da formação tecnológica ou de formação prática em contexto de trabalho.

4 – A gestão da compensação das horas em falta é planeada em reunião da equipa pedagógica, sempre com o conhecimento e aprovação do Coordenador de Curso, ouvidos os Serviços de Psicologia e Orientação (GIPE).

5 – Os alunos têm de cumprir 90% da carga horária do conjunto das horas de cada disciplina e 95% da carga horária da FCT. Para efeitos de contabilização, registo ou justificação das faltas será considerado o segmento lectivo de 45 minutos.

5.1. Os motivos que os alunos podem indicar para justificar as suas faltas são os descritos no artigo 16º da Lei nº 51/2012 de 5 de Setembro.

5.2. No caso do aluno ultrapassar o limite de faltas previsto a uma disciplina, justificadas ou injustificadas, devem ser aplicados os procedimentos referidos na Lei nº 51/2012 e demais legislação complementar.

As provas de recuperação devem ser adequadas à situação específica do aluno e à natureza da disciplina, o que pressupõe o recurso aos instrumentos de avaliação considerados mais apropriados para as matérias e competências desenvolvidas durante a respectiva ausência. Esta prova poderá ser de natureza oral, prática ou escrita e poderá ter a forma de uma entrevista.

5.3. Caso o aluno não obtenha aprovação na prova, a Equipa Pedagógica pondera a justificação ou injustificação das faltas dadas, podendo optar entre:

5.3.1. O cumprimento de um plano de recuperação especial que contribua para que o aluno adquira os conhecimentos e competências do currículo em vigor, e a consequente realização de uma nova prova.

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5.3.2. O prolongamento da formação tecnológica ou da formação prática, ambas em contexto de trabalho nas empresas, de modo a que o aluno possa recuperar a formação em falta.

5.3.3. A Equipa pedagógica poderá ainda definir outras estratégias consideradas adequadas para que o aluno possa proceder à recuperação da sua ausência.

5.4. Caso o aluno obtenha aprovação na prova ou cumpra integralmente o disposto nos pontos anteriores, as faltas efectivamente dadas pelo aluno antes da prova de recuperação serão contabilizadas apenas para fins administrativos, na prossecução do sucesso educativo e formativo dos jovens.

5.5. Falta de assiduidade na FCT: Os alunos que ultrapassem o número de faltas permitido no estágio não poderão obter certificação profissional, podendo no entanto obter certificação escolar de final de ciclo. Em situações excepcionais, em que a falta de assiduidade seja justificada, os alunos poderão prosseguir o estágio, de forma a totalizar as 210 h previstas. Os alunos que reprovem no estágio por falta de assiduidade não realizam PAF.

Artigo 4.º Avaliação 1 – A avaliação incide:

a) Sobre as aprendizagens previstas no programa de referência das disciplinas de todas as componentes de formação e no plano de FCT;

b) Sobre as competências identificadas no perfil de desempenho à saída do curso. 2 – A avaliação assume carácter diagnóstico, formativo e sumativo.

a) Avaliação Diagnóstica e Formativa

 A avaliação formativa é contínua e sistemática e tem função diagnóstica, permitindo ao professor, ao aluno e ao encarregado de educação obter informações sobre o desenvolvimento das aprendizagens, com vista à definição e ao ajustamento de processos e estratégias.

b) Avaliação Sumativa

 A avaliação sumativa tem como principais funções a classificação e a certificação, traduzindo-se na formulação de um juízo globalizante sobre as aprendizagens realizadas e as competências adquiridas pelos alunos.

 As reuniões de Conselho de Turma de Avaliação, bem como os respectivos registos, ocorrem em três momentos, coincidentes com as interrupções lectivas dos três períodos escolares.

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 A avaliação realiza-se por disciplina ou domínio e por componente de formação e expressa-se numa escala de níveis de 1 a 5, publicitada em pauta devidamente verificada e assinada.

Artigo 5.º Estratégias pedagógicas

As estratégias pedagógicas desenvolvidas podem ser diversas mas sempre seleccionadas e ajustadas face aos objectivos a atingir e ao contexto a que se aplicam. Com vista a promover o sucesso dos processos formativos, a equipa pedagógica identifica as estratégias a utilizar em cada turma e curso. Podem ser consideradas mostras/exposições de trabalhos, visitas de estudo, participação em concursos ou eventos, prolongamento da formação prática, entre outras.

a) As visitas de estudo e os respectivos objectivos fazem parte do projecto curricular de turma, tendo, portanto, de ser aprovadas pelo conselho de turma e constar do plano anual de actividades. Estas actividades constituem estratégias pedagógico-didáticas que, dado o seu carácter mais prático podem contribuir para a preparação e sensibilização a conteúdos a leccionar, ou para o aprofundamento e reforço de unidades curriculares já leccionadas;

b) Tendo em conta a especificidade dos Cursos e dos alunos, as práticas de paralelismo pedagógico são acompanhadas permanentemente pelo Coordenador de Curso e pelo Director do Agrupamento em paralelismo com os responsáveis de cada unidade.

Artigo 6.º Conclusão e certificação

1 – A conclusão com aproveitamento, de um curso de educação e formação tipo 3, obtém-se pela aprovação em todas as componentes de formação do curso, na FCT e na PAF, com classificação final igual ou superior a nível 3.

2 – A classificação final das componentes sociocultural, científica ou tecnológica, obtém-se pela média aritmética simples das classificações obtidas em cada uma das disciplinas ou domínios de formação que as constituem.

3 – A classificação final do curso obtém-se mediante a aplicação da seguinte fórmula: CF= (FSC+FC+2FT+FP)/5, sendo CF= Classificação final do curso; FSC= Classificação final da componente de formação sociocultural; FC= Classificação final da componente de formação científica; FT= Classificação final da componente tecnológica; FP= Classificação final da componente de formação prática.

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5 – Os alunos que pretendam prosseguir estudos de nível Secundário regular deverão cumprir os requisitos que forem estabelecidos na legislação em vigor na altura da candidatura, nomeadamente a aprovação em exames nas disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática.

4 – Os alunos que concluírem com aproveitamento o Curso de Educação e Formação, nas suas várias componentes de formação, terão certificada a qualificação profissional de nível 2 e a conclusão do 9º Ano de escolaridade.

5 – Os alunos que concluírem com aproveitamento as componentes de formação sociocultural e científica, e tenham respeitado o regime de assiduidade em todas as componentes, com excepção da componente de formação de formação prática, poderão ter acesso ao certificado de conclusão do 9º Ano de escolaridade. Neste caso será aplicada a seguinte fórmula: CFE= (FSC+FC)/2, sendo que CFE= Classificação final escolar; FSC= Classificação final da componente de formação sociocultural; FC= Classificação final da componente de formação científica.

Artigo 7.º

Prosseguimento de estudos

A obtenção da certificação escolar do 9º Ano de escolaridade através do CEF, permite ao aluno o prosseguimento de estudos para um Curso de Formação Complementar, para um Curso Profissional ou ainda para um dos cursos de nível secundário de educação. Neste caso, terá de realizar exames nacionais nas disciplinas de Português e Matemática, do 9º ano.

CAPÍTULO II -Formação em contexto de trabalho

Artigo 8.º Disposições Gerais

1 – A Formação em Contexto de Trabalho, ou Estágio, é uma unidade curricular integrada na Componente de Formação Prática do plano curricular dos Cursos de Educação e Formação abrangidos pelo Despacho Conjunto nº 453/2004. Caracteriza-se pelo exercício de actividades profissionais e académicas em instituições ou empresas que manifestem interesse em colaborar com a entidade formadora - Escola. O Estágio visa a aquisição e o desenvolvimento de competências técnicas, relacionais, organizacionais e de gestão de carreira, relevantes para a qualificação profissional a adquirir, para a inserção no mundo do trabalho e para a formação ao longo da vida. 2 - O estágio é supervisionado pelo professor acompanhante, em representação da escola e pelo monitor, em representação da entidade de estágio.

3 - Constituem objectivos do Estágio, entre outros:

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a) Levar os alunos a adquirir habilidade e competências orientadas para o desempenho de tarefas e de funções mais práticas;

b) Desenvolver a capacidade reflexiva e criativa em contacto com o mundo do trabalho, estimulando os alunos a propor soluções para problemas concretos;

c) Mobilizar, de forma integrada, os conhecimentos adquiridos nas diferentes componentes da formação escolar;

d) Consolidar hábitos avaliativos;

e) Integrar o estagiário no exercício de uma actividade profissional. Artigo 9.º Organização do Estágio

1 - Toda a organização e funcionamento do Estágio é da responsabilidade da entidade formadora/Escola, responsável pelo curso, que assegurará a sua programação, em função dos condicionalismos de cada situação e em estreita articulação com as entidades enquadradoras, cabendo ao Coordenador de Curso, a supervisão global dos Estágios.

2 - As entidades enquadradoras do Estágio, serão objecto de avaliação da sua técnica, em termos de recursos humanos e materiais, por parte da entidade formadora responsável pelo curso. 3 - As actividades a desenvolver pelo formando durante o Estágio devem reger-se por um Plano

Individual, consubstanciado em protocolo acordado entre a entidade formadora, o formando, o seu Encarregado de Educação, no caso de aquele ser menor de idade, e a entidade enquadradora do Estágio.

a) O Plano Individual de Estágio, identifica: - Os objectivos gerais e específicos; - O roteiro de actividades;

- O Horário a cumprir pelo formando; - Data de início e conclusão do estágio; - O local de realização.

4 - O acompanhamento técnico - pedagógico, bem como a avaliação do formando, durante o Estágio será assegurado pelo Acompanhante de Estágio, nomeado pelo Director do Agrupamento, sempre que possível, de entre os professores da Componente Tecnológica, em estreita articulação com um Monitor de cada uma das Instituições que acolhe os formadores.

Este acompanhamento pode também ser feito pelo Coordenador de Curso.

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5 - Os formandos encontram-se abrangidos pelo seguro escolar, contra riscos e eventualidades que possam surgir durante e por causa do Estágio, de acordo com a Portaria n.º 413/99, de 8 de Junho, que regulamenta o Seguro Escolar.

Artigo 10.º Admissão no Estágio

Só poderão frequentar o Estágio os alunos que reúnam avaliação positiva nas classificações finais das componentes de formação sociocultural, científica e tecnológica.

Artigo 11.º

Competências das Entidades de Estágio

1 - Constituem Entidades de Estágio as Instituições ou Empresas que possuem protocolos com o Agrupamento de Escolas Dr. Azevedo Neves, proporcionando aos alunos a possibilidade de concretizarem o seu Estágio curricularmente obrigatório e facultando-lhes o apoio necessário à consecução das suas tarefas.

2 - Com vista à formalização da colaboração entre a Entidade enquadradora de Estágio e o Agrupamento de Escolas Dr. Azevedo Neves, celebrar-se-ão protocolos de colaboração entre estas instituições.

3 - A Entidade enquadradora designará um Monitor de Estágio ao qual compete:

a) Articular com o Acompanhante de Estágio na planificação das actividades dos estagiários.

b) Integrar o estagiário na entidade, mostrando-lhe as instalações, dando-lhe a conhecer as regras de trabalho e apresentando-o a chefes e colegas de trabalho.

c) Assegurar a orientação profissional dos formandos, dando-lhes apoio na execução das suas actividades profissionais.

d) A avaliação e classificação da Formação Prática em contexto de trabalho realizado pelo formando. e) Promover a integração do Formando em todas as acções desenvolvidas na Instituição ou Empresa, relevantes no contexto de Estágio.

4 - A escolha do Monitor da entidade enquadradora é da responsabilidade da respectiva entidade, ouvido, sempre que possível, o Coordenador de Curso.

Artigo 12.º

Competências do Acompanhante de Estágio Ao acompanhante de estágio compete:

a) Orientar científica e pedagogicamente os formandos a seu cargo.

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b) Reunir periodicamente com o Monitor da Entidade enquadradora a fim de harmonizar e assegurar a concretização das linhas de orientação científica e metodológica do Estágio dadas pela Equipa Pedagógica, bem como para proceder à avaliação do decurso da Formação.

c) Na prossecução do sucesso educativo e formativo dos formandos, apresentar sugestões/acções de correcção para situações menos ajustadas às competências exigidas pelo curso, tendo em vista a eventual inserção na vida activa dos formandos ou a sua continuidade nos estudos.

Artigo 13.º

Competências dos Formandos Ao aluno/formando compete:

a) Realizar os trabalhos de que for encarregado pelos orientadores. b) Obedecer às instruções de superiores hierárquicos e de Monitores.

c) Observar o respeito pelos outros e pelas normas de convivência de trabalho com colegas e orientadores.

d) Realizar um relatório final de Estágio e proceder à sua Auto-Avaliação. Artigo 14.º

Regime de Assiduidade

1 - Para efeitos da conclusão do Estágio com aproveitamento deve ser considerada a assiduidade do aluno, a qual não pode ser inferior a 95% da carga horária do Estágio.

2 - Em situações excepcionais, quando a falta de assiduidade do formando for devidamente justificada, as actividades formativas poderão ser prolongadas, a fim de permitir o cumprimento do número de horas estabelecido ou desenvolverem-se mecanismos de recuperação necessários, tendo em vista o cumprimento dos objectivos de formação inicialmente definidos.

3 - Os alunos sujeitos aos exames nacionais, ficam dispensados do estágio, no dia do exame e no dia imediatamente anterior.

Artigo 15.º Avaliação

1 - A avaliação deve ser encarada como um processo contínuo de reflexão, análise e discussão das práticas do formando, no sentido de o formar profissionalmente, ultrapassar erros cometidos, vencer dificuldades e ajustar o ritmo de trabalho.

2 - Constituem parâmetros de avaliação do trabalho realizado pelos estagiários, os seguintes: a) Assiduidade e Pontualidade;

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b) Autonomia; c) Disponibilidade; d) Empenho;

e) Responsabilidade;

f) Relações humanas com os membros da comunidade profissional; g) Obediência às instruções dos superiores hierárquicos e do monitor; h) Domínio de técnicas e procedimentos;

i) Conhecimento e cumprimento das normas de higiene saúde e segurança; j) Rigor;

k) Aquisição de competências; l) Eficiência;

m) Iniciativa;

3 - A classificação final do estágio a atribuir a cada formando resulta da média das classificações atribuídas pelos vários intervenientes (Acompanhante de Estágio, do Monitor da Entidade) e será expressa na escala de 1 a 5.

4 - Considera-se aprovado o aluno cuja classificação do Estágio não seja inferior a nível 3.

CAPÍTULO III - Prova de Avaliação Final (PAF)

Artigo 16.º Disposições gerais

A prova de avaliação final, adiante designada por PAF, assume o carácter de prova de desempenho profissional, revestindo a modalidade de um trabalho prático ou de outra natureza, baseada nas actividades definidas para o perfil de competências, a realizar perante um júri.

Artigo 17.º Enquadramento Legal

O Despacho-Conjunto 453/04, de 27 de Julho, no seu artigo 15º, estabelece as regras básicas da PAF. Artigo 18.º

Classificação da PAF

A classificação final da componente de formação prática resulta das classificações do estágio e da PAF, onde a ponderação é de 70% e 30% respectivamente.

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Artigo 19.º Natureza e âmbito

Trata-se de uma prova de desempenho individual, integrada na componente de formação prática dos cursos de educação e formação e que deve ter como finalidade o desenvolvimento de atitudes e competências, articuladas directamente com o mundo do trabalho.

Artigo 20.º Objectivos São objectivos da PAF:

1 - Avaliar a componente prática do aluno;

2 - Aplicar e avaliar os conhecimentos e competências adquiridos ao longo do curso; 3 - Consolidar as relações Escola / Aluno / Empresa.

Artigo 21.º Estrutura da prova

A estrutura da PAF deverá ter em conta as exigências da entidade certificadora e poderá ser constituída por uma prova prática mediante enunciado, apresentação e discussão/enumeração das actividades a desenvolver.

Artigo 22.º

Planeamento e Orientação da PAF Ao Coordenador de Curso compete:

a) Propor para a aprovação do conselho pedagógico os critérios de avaliação da PAF, depois de ouvidos os professores/formadores das disciplinas ou domínios da componente de formação tecnológica;

b) Garantir que os critérios estão de acordo com os princípios gerais e os critérios de avaliação adoptados pela escola;

c) Garantir, no que respeita à PAF, a articulação entre as várias disciplinas, nomeadamente as da componente de formação tecnológica.

Ao Orientador da PAF compete:

a) Informar os alunos sobre os critérios de avaliação;

b) Decidir se o projecto/trabalho está em condições de serem presentes ao júri; c) Orientar o aluno na preparação da apresentação a realizar na PAF;

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Artigo 23.º Avaliação

A avaliação deverá ser definida na matriz da PAF, sendo esta apresentada com a antecedência de um mês. O júri deverá avaliar um conjunto de parâmetros, previamente estabelecidos, podendo estes variar de acordo com a área de formação do curso.

Artigo 24.º Constituição do júri O júri da PAF tem natureza tripartida e é composto pelo:

a) Coordenador de curso, que preside;

b) Um professor/formador, preferencialmente o acompanhante do estágio ou o Director de Turma;

c) Um monitor/supervisor da entidade enquadradora ou um representante das Associações Empresariais afins ao Curso.

Artigo 25.º Competências do júri

1 - O acompanhamento da prova não exige a presença de todos os elementos do júri, podendo ser feito por um elemento do júri coadjuvado por um professor/formador da componente de formação tecnológica.

2 - A defesa da prova perante o júri não deve ultrapassar os 30 min.

3 - O júri de avaliação, para deliberar, necessita da presença de, pelo menos, três elementos, estando entre eles, obrigatoriamente, um dos elementos a que se referem as alíneas a) e b) e um dos elementos a que se referem as alíneas c) e d) do artigo anterior, tendo o presidente voto de qualidade em caso de empate nas votações.

4 - Nas suas faltas ou impedimentos, o presidente é substituído por professor/formador a designar pelo Director da Escola.

5 - Para além do acompanhamento, avaliação e classificação da prova, o júri é ainda responsável pela elaboração da acta de encerramento das provas de avaliação final compete-lhe deliberar sobre as reclamações apresentadas, quando as houver.

6 - Aos alunos que não tenham obtido aprovação ou tenham faltado à prova de avaliação final, será facultada a possibilidade de a repetirem, desde que o solicitem ao Director do Agrupamento, no prazo de 3 dias.

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7 - Do resultado obtido na PAF, o aluno poderá interpor recurso nos 2 dias úteis, após a afixação dos resultados.

Artigo 26.º Disposições Finais

As situações relativas à PAF não previstas no presente Regulamento são definidas em regulamento específico a aprovar pelos órgãos competentes da entidade formadora.

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Referências

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