RELATÓRIO ANUAL 2013
VERSÃO RESUMIDA
RELATÓRIO ANUAL 2013
VERSÃO RESUMIDA
© Banco Central dos Estados da África Ocidental Avenue Abdoulaye FADIGA – BP 3108 – Dakar – Sénégal
SUMÁRIO
Pàginas
MOMENTOS IMPORTANTES DO BCEAO EM 2013 8
COMPOSIÇÃO DOS ÓRGÃOS ESTATUTÁRIOS E ORGANIGRAMA DO BCEAO 14
MENSAGEM DO GOVERNADOR 28
VISÃO GLOBAL 29
I – CONTEXTO ECONÓMICO E FINANCEIRO 32
1.1 - CONTEXTO ECONÓMICO E FINANCEIRO INTERNACIONAL 32
1.2 – CONTEXTO ECONÓMICO E FINANCEIRO DA UMOA 34
1.2.1 - Produto Interno Bruto 34
1.2.2 - Produção Agrícola 35
1.2.3 - Extração mineira 37
1.2.4 - Produção industrial e volume de negócios do comércio de retalho 37
1.2.5 - Evolução dos preços 38
1.2.6 - Finanças públicas 39
1.2.7 - Balança de pagamentos 39
1.2.8 - Mobilização dos recursos e situação da dívida externa 41
II – IMPLEMENTAÇÃO DA POLÍTICA MONETÁRIA 42
2.1 - OBJETIVOS DA POLÍTICA MONETÁRIA 42
2.2 - AÇÃO MONETÁRIA 43
2.2.1 - Política das taxas de juro 43
2.2.2 - Operações de open market 43
2.2.3 - Ações nos balcões permanentes de refinanciamento 44
2.2.4 - Dispositivo das reservas obrigatórias 44
2.3 - EVOLUÇÃO DOS AGREGADOS MONETÁRIOS 44
2.3.1 - Ativos externos líquidos 45
2.3.2 - Crédito interno 46
2.3.2.1 - Posição líquida dos Governos 47
2.3.2.2 - Créditos à economia 48
2.3.2.3 - Evolução dos créditos registados no Central de riscos 50
2.3.3 - Massa monetária e base monetária 51
2.3.4 - Poupança privada recolhida pelos bancos e pelas caixas de poupança 53
2.3.5 - Créditos do Banco Central 54
2.3.6 - Evolução das reservas obrigatórias 56
2.3.7 - Operações do mercado interbancário 57
III – EMISSÃO MONETÁRIA E SISTEMAS DE PAGAMENTO 60
3.1 - GESTÃO DA CIRCULAÇÃO FIDUCIÁRIA 60
3.1.1 - Levantamentos e depósitos nos balcões 60
3.1.1.1 - Levantamentos 60
3.1.1.2 - Depósitos 61
3.1.2 - Composição da circulação fiduciária 62
3.2 - EXECUÇÃO DOS PAGAMENTOS NO SEIO DA UMOA 63
3.2.1 - Movimentos das notas externas nos balcões das Agências do BCEAO 63
3.2.2 - Transferências entre os Estados membros da UMOA 64
3.3 - EXECUÇÃO DOS PAGAMENTOS COM O ESTRANGEIRO 65
3.3.1 - Operações sobre notas com o estrangeiro 65
3.3.2 - Transferências escriturais 66
3.4 - FUNCIONAMENTO DOS SISTEMAS DE PAGAMENTO 67
3.4.1 - Sistema de Transferência Automatizada e de Pagamento na UEMOA
(STAR-UEMOA) 67
3.4.2 – Sistema Interbancário de Compensação Automatizada na UEMOA (SICA-UEMOA) 68
3.4.3 - Central dos Incidentes de Pagamento 69
3.4.4 - Supervisão dos sistemas de pagamento 70
3.4.5 - Quadro jurídico e regulamentar 71
IV – SISTEMA BANCÁRIO E FINANCEIRO 72
4.1 - Evolução do sistema bancário 72
4.1.1 - Evolução da rede bancária 72
4.1.2 - Atividade dos bancos e dos estabelecimentos financeiros 73
4.1.3 - Situação em relação ao dispositivo prudencial 75
4.1.4 - Dispositivo dos acordos de classificação 75
4.2 - EVOLUÇÃO DO MERCADO FINANCEIRO REGIONAL 76
4.3 - EVOLUÇÃO DO SETOR DO MICROCRÉDITO E DA INCLUSÃO FINANCEIRA 76
4.3.1 – Indicadores de atividade 76
4.3.2 - Implementação do PRAFIDE 77
4.3.2.1 - Desenvolvimento do quadro jurídico e do dispositivo prudencial 77
4.3.2.2 - Supervisão do setor 77
4.3.2.3 - Melhoria da informação financeira 78
4.3.2.4 - Reforço das capacidades 78
4.4 - IMPLEMENTAÇÃO DO PLANO DE AÇÕES PARA A PRESERVAÇÃO E A
CONSOLIDAÇÃO DA VIABILIDADE DO SETOR DO MICROCRÉDITO NA UMOA 78
4.5 - Balanço do setor e perspetivas 78
4.6 - REFORÇO DA ESTABILIDADE FINANCEIRA 79
4.6.1 - Atividades realizadas no âmbito do reforço da estabilidade financeira na UEMOA 79
4.6.2 – Reuniões do Comité de Estabilidade Financeira na UMOA 81
V – OUTRAS ATIVIDADES DO BCEAO 82
5.1 - GESTÃO DAS RESERVAS DE CÂMBIO 82
5.2 - INTEGRAÇÃO ECONÓMICA DOS ESTADOS MEMBROS DA UEMOA 82
5.3 - COOPERAÇÃO MONETÁRIA E FINANCEIRA 83
5.3.1 - Relações com o Fundo Monetário Internacional (FMI) 83
5.3.2 - Relações com as outras instituições 84
5.4 - OUTRAS ATIVIDADES E PROJETOS DO BCEAO 86
5.4.1 - Recolha, gestão e difusão de informações estatísticas 86
5.4.2 - Central dos balanços 87
VI - CRIAÇÃO DO SISTEMA DE GESTÃO DA QUALIDADE NO BCEAO 88
6.1 - CONTEXTO DO PROJETO 88
6.2 - OBJETIVOS DA IMPLEMENTAÇÃO DA ABORDAGEM QUALIDADE 88
6.3 - IMPLEMENTAÇÃO DO PROJETO 88
6.4 - CERIMÓNIA DE ENTREGA OFICIAL DO CERTIFICADO ISO 9001 89
VII - QUADRO INSTITUCIONAL E ADMINISTRAÇÃO DO BCEAO 91
7.1 - VIDA E FUNCIONAMENTO DOS ÓRGÃOS ESTATUTÁRIOS 91
7.1.1 – Conferências dos Chefes de Estado e de Governo da União 91
7.1.2 - Conselho de Ministros da UMOA 92
7.1.3 - Comité de Política Monetária do BCEAO 94
7.1.4 - Conselho de Administração do BCEAO 96
7.1.5 - Comité de Auditoria do BCEAO 97
7.2 - ADMINISTRAÇÃO DO BCEAO 97
7.2.1 - Gestão dos recursos humanos 97
7.2.1.1 - Efetivo 97
7.2.1.2 - Formação 98
7.2.2 - Evolução da rede do BCEAO 101
7.2.3 - Sistema de informação e de comunicação 101
7.2.4 - Dispositivo de gestão dos riscos e atividade de controlo 101
7.2.5 - Dispositivo de controlo de gestão 103
ANEXOS 105
- Cronologia das principais medidas de política monetária adotadas pelo BCEAO 105
- Lista dos principais documentos divulgados pelo BCEAO 120
LISTA DOS GRÁFICOS
Gráfico 1: taxa de crescimento do PIB da UEMOA 35
Gráfico 2 : produções alimentares 36
Gráfico 3 : produções agrícolas de exportação 37
Gráfico 4 : crédito interno 47
Gráfico 6 : base monetária 52
Gráfico 7 : .UMOA – situação monetária integrada 53
Gráfico 8 : Gráfico 8 : poupança interna dos particulares e empresas 53
Gráfico 9 : entradas e saídas de notas nos balcões do BCEAO 61
Gráfico 10 : entradas e saídas de moedas nos balcões do BCEAO 61
Gráfico 11 : evolução dos efetivos do BCEAO 98
LISTA DOS QUADROS
Quadro 1 : evolução das taxas médias anuais de câmbio (FCFA por unidade monetária) 34
Quadro 2 : evolução das taxas médias trimestrais de câmbio (FCFA por unidade
monetária) 34
Quadro 3 : variação do índice harmonizado dos preços no consumidor em 2012 e 2013 38
Quadro 4 : coeficientes das reservas obrigatórias aplicáveis aos bancos 44
Quadro 5 : situação monetária integrada 45
Quadro 6 : evolução por país dos ativos externos líquidos 46
Quadro 7 : evolução por país da posição líquida do Governo 48
Quadro 8 : evolução por país dos créditos à economia 50
Quadro 9 : evolução por país da massa monetária 51
Quadro 10 : evolução por país da poupança privada recolhida pelos bancos e as caixas
económicas 54
Quadro 11 : Créditos do Banco Central 55
Quadro 12 : intervenções do BCEAO em final de dezembro de 2013 55
Quadro 13 : créditos à economia e refinanciamentos 56
Quadro 14 : repartição dos refinanciamentos dos créditos à economia por balcões 56
Quadro 15 : evolução das reservas obrigatórias dos bancos 57
Quadro 16 : evolução das reservas obrigatórias dos estabelecimentos financeiros 57
Quadro 17 : evolução das taxas interbancárias (média ponderada) 58
Quadro 18 : evolução dos empréstimos interbancários no seio da UMOA em 2013 58
Quadro 19 : repartição dos saques nos balcões das Agências do BCEAO 60
Quadro 20 : repartição dos depósitos nos balcões das Agências do BCEAO 62
Quadro 21 : composição das notas e moedas em circulação 63
Quadro 22 : Movimentos de notas externas nos balcões das Agências do BCEAO 64
Quadro 23 : disposições entre países da UMOA 65
Quadro 24 : fluxo das transferências via o BCEAO 66
Quadro 25 : evolução de indicadores de STAR-UEMOA 68
Quadro 26 : dados característicos das trocas no SICA-UEMOA em 2012/2013 69
Quadro 27 : dados obtidos da aplicação da CIP a 31 de dezembro de 2013 70
Quadro 28 : repartição dos estabelecimentos de crédito por país 73
Quadro 29 : evolução das aplicações e recursos dos bancos e estabelecimentos
financeiros da UMOA 74
A União Monetária Oeste Africana (UMOA), criada pelo Tratado de 12 de maio de 1962 a que se substituíram o de 14 de novembro de 1973 e o de 20 de janeiro de 2007, integra os seguintes oito Estados membros :
N.B. – na ausência de qualquer outra precisão, os valores indicados neste relatório são expressos em francos CFA.
O Banco Central dos Estados da África Ocidental (BCEAO), cujo quinquagésimo primeiro exercicio de atividade é relatado aqui, é o Instituto de emissão comum dos Estados membros da UMOA, encarregue nomeadamente de assegurar a gestão da sua moeda comum, o Franco da Comunidade Financeira Africana (FCFA), das suas reservas de câmbio e implementar a política monetária comum.
BENIN BURKINA FASO COTE D'IVOIRE GUINEE-BISSAU MALI NIGER SENEGAL TOGO BENIM BURKINA FASO MALI CÔTE D'IVOIRE GUINÉ-BISSAU NÍGER SENEGAL TOGO
MOMENTOS IMPORTANTES DO BCEAO EM 2013
O exercício concluído foi marcado, para o BCEAO, pelos seguintes eventos.
NO PLANO MONETÁRIO DE FINANCEIRO
Modificação da liga metálica das moedas de cinquenta (50) e de cem (100) francos CFA
Para melhorar a qualidade dos símbolos monetários em circulação e aumentar sensivelmente a oferta das moedas mais utilizadas durante as operações diárias das populações da União, o BCEAO procedeu à modificação da liga metálica das moedas de 50 e 100 FCFA sem alterar o seu aspeto visual. Estas últimas são concedidas nos balcões do Banco Central desde a 31 de janeiro de 2013.
Esta operação permitiu a entrada em circulação, de 31 de janeiro a 31 de dezembro de 2013, de 45,9 milhões de moedas de 50 FCFA e 50,6 milhões de moedas de 100 FCFA, contra respetivamente 24,1 milhões e 5,4 milhões durante o mesmo período do ano anterior.
Encontro de concertação sobre os programas de inspeção dos SFD em 2013
O Banco Central dos Estados da África Ocidental (BCEAO) organizou de 4 a 7 de março de 2013, em sua sede em Dakar, um encontro de concertação regional com o Secretariado Geral da Comissão Bancária da UMOA (SGCB-UMOA) e as Estruturas Ministeriais de Seguimento (SMS) dos Sistemas Financeiros Descentralizados (SFD). O objetivo deste encontro é definir programas anuais de inspeção das instituições de microcrédito da União Monetária Oeste Africana (UMOA), em virtude do ano 2013.
Seminário de informação destinado aos jornalistas dos países membros da UMOA
O BCEAO realizou, de 21 a 23 de maio de 2013, nas instalações da sua sede em Dakar, um seminário destinado aos jornalistas dos Estados membros da União que se interessam a questões monetárias, económicas e financeiras. O objetivo visado pela iniciativa era contribuir para o reforço das capacidades dos jornalistas, fazendo com que sintam a evolução e as especificidades das missões do Banco Central, com vista a garantir a continuidade fiel das informações provenientes do Instituto de emissão junto das populações da União. Por outro lado, tratava-se de estabelecer uma parceria com a imprensa, através da criação de uma rede regional eficiente de jornalistas económicos em que o Banco Central poderá apoiar-se para a implementação da sua política de informação.
A animação do seminário, que reuniu cerca de quarenta participantes provenientes dos órgãos de imprensa dos oito Estados membros da União, foi garantida pelas Direções dos Serviços Centrais do BCEAO empenhadas nos temas. Além das apresentações sobre as principais missões da Instituição emissora, os módulos ensinados incidiram sobre a organização institucional e administrativa do Banco Central, bem como sobre o papel dos outros órgãos e Instituições da União. A cerimónia de encerramento da sessão foi presidida pelo Governador do BCEAO.
Reunião entre o Governador e os Presidentes das Associações Profissionais dos Bancos e Estabelecimentos Financeiros da UMOA
Uma reunião entre o Governador do BCEAO, o Senhor Tiémoko Meyliet KONE, e os Presidentes das Associações Profissionais dos Bancos e Estabelecimentos Financeiros da UMOA (APBEF) decorreu a 23 de maio de 2013, na Sede do BCEAO, em Dakar. Esta reunião inscreve-se no âmbito das trocas regulares que o Banco Central mantém com a profissão bancária sobre os assuntos de interesse maior nas áreas bancárias e financeiras.
Seminário de formação dos formadores sobre a autentificação das notas de banco
O Banco Central realizou, de 16 a 19 de setembro de 2013, um seminário de formação dos formadores sobre a autentificação das notas de sua emitidas por ele bem como das notas estrangeiras. A sessão reuniu cerca de trinta participantes provenientes da Direção das Atividades Fiduciárias, da Direção da Inspeção e Auditorias bem como das Operações de Caixa das Agências Principais e Auxiliárias.
Esta formação vai permitir aos participantes transmitir os conhecimentos adquiridos, através das sessões de formação, nomeadamente aos colegas das Operações de Caixa, aos operadores de caixa dos bancos primários, do Tesouro e das empresas não financeiras que manipulam grandes volumes de numerários.
NO PLANO DA INTEGRAÇÃO ECONÓMICA E DA COOPERAÇÃO MONETÁRIA
Participação do Governador do BCEAO nas reuniões dos Comités dos Governadores dos Bancos Centrais dos Estados membros da CEDEAO e da ZMAO
O Governador do BCEAO participou, a 17 de janeiro de 2013, em Abuja, na República Federal da Nigéria, nas reuniões dos Comités dos Governadores dos Bancos Centrais dos Estados membros da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO). Nelas participaram também os Governadores dos Bancos Centrais membros da Zona Monetária da África Ocidental (ZMAO). Os Estados membros da ZMAO são a Gâmbia, o Gana, a Guiné, a Libéria, a Nigéria e a Serra Leoa. Essas reuniões estatutárias tinham nomeadamente como objeto fazer o balanço do estado de evolução do roteiro adotado no âmbito da criação da segunda zona monetária em 2015 e do lançamento da moeda única até 2020.
Visita do Governador do BCEAO à Câmara de Comércio e Indústria de Paris Ile-de- France
O Governador do BCEAO efetuou, de 19 a 23 de janeiro de 2013, uma missão a Paris. Nesta ocasião, deslocou-se, ao 22 de janeiro de 2013 à Câmara de Comércio e Indústria de Paris Ile-de-France (CCIP), a convite do seu Presidente o Senhor Pierre-Antoine GAILLY.
Visita de trabalho do Governador do BCEAO ao Bank Al-Maghrib
De 27 de março a 1º de abril de 2013, o Governador do BCEAO, o Senhor Tiémoko Meyliet KONE, efetuou, à frente de uma delegação do BCEAO, uma visita de trabalho junto do Bank Al-Maghrib.
Esta visita tinha como objeto aprofundar e formalizar as relações de cooperação que existem entre os dois bancos centrais, com vista nomeadamente a acompanhar o desenvolvimento das trocas financeiras e comerciais entre os Estados membros da União Económica e Monetária Oeste Africana e o Reino do Marrocos.
Durante os seus debates, os Governadores dos dois bancos centrais concordaram em reforçar a sua cooperação e a troca de experiência em diversas áreas, em particular a supervisão bancária, a estabilidade financeira, a política monetária e o financiamento da economia.
No termo dos seus trabalhos, os Governadores Tiémoko Meyliet KONE do BCEAO e Abdellatif JOUAHRI do Bank Al-Maghrib procederam à assinatura de um acordo de cooperação entre as duas instituições.
Participação do BCEAO nas Assembleias de primavera do FMI e do Banco Mundial
O Governador do BCEAO participou nas reuniões de primavera das Instituições de Bretton Woods bem como nos encontros conexos que decorreram em Washington, de 17 a 22 de abril de 2013.
Trata-se principalmente de encontros do Comité Monetário e Financeiro Internacional (CMFI) dos Governadores do Fundo Monetário Internacional bem como do Comité do Desenvolvimento do
Participação do Governador do BCEAO nos encontros da AMAO e da ZMAO
O Governador do BCEAO, o Senhor Tiémoko Meyliet KONE, participou, aos 25 e 26 de julho de 2013, nos encontros estatutários anuais intercalares da Agência Monetária da África Ocidental (AMAO) e da Zona Monetária da África Ocidental (ZMAO) em virtude do ano 2013 em Accra, no Gana. Nesta ocasião, o Governador do BCEAO presidiu os trabalhos da 44ª sessão ordinária do Comité dos Governadores dos bancos centrais dos Estados membros da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), realizada ao 25 de julho de 2013.
Foram também organizadas entre 25 e 26 de julho de 2013 respetivamente, a 29ª reunião ordinária do Comité dos Governadores e a 32ª sessão ordinária do Conselho de Convergência da ZMAO. Estes encontros permitiram aos Ministros encarregues das questões de integração regional e aos Governadores dos Bancos Centrais da África Ocidental fazer ao balanço da implementação do roteiro para a criação da moeda única da CEDEAO e dos diversos empreendimentos de harmonização. As instâncias da AMAO e da ZMAO recomendaram às diferentes partes envolvidas no processo de integração monetária da CEDEAO envidarem esforços para a realização da moeda única oeste-africana até 2020.
Visita de trabalho do Governador do Banco Central da Nigéria na Sede do BCEAO
O Governador do BCEAO, o Senhor Tiémoko Meyliet KONE, recebeu o seu homólogo do Banco Central da Nigéria (BCN), o Senhor Sanusi Lamido SANUSI, acompanhado de uma delegação de alto nível, por ocasião da sua visita de trabalho efetuada ao 30 de agosto de 2013 na Sede do BCEAO em Dakar.
Esta visita inscreve-se no âmbito da consolidação das relações de cooperação entre os dois Bancos Centrais. Ela satisfaz igualmente a necessidade de uma concertação permanente entre os dois Bancos de emissão, devido às relações económicas, financeiras e socioculturais estreitas entre a Nigéria e os Estados membros da União Económica e Monetária Oeste Africana (UEMOA). Durante o encontro, os dois Governadores procederam à troca de opiniões sobre a situação macroeconómica da Nigéria e da UEMOA. Debateram igualmente sobre as modalidades de reforço da sua cooperação em matéria de supervisão bancária, de promoção dos sistemas de pagamento e de inclusão financeira.
Neste aspeto, congratularam-se com o dinamismo económico observado na UEMOA e na Nigéria em 2012 e 2013, com taxas de crescimento anuais do PIB em média de mais de 6% por ano.
Ao abordar as modalidades de consolidação da atividade económica nos seus respetivos países, os dois Governadores sublinharam a necessidade de aumentar os financiamentos a favor das PME/PMI bem como dos setores da energia e da agricultura.
Relativamente à supervisão bancária, concordaram na importância de acelerar a implementação de uma cooperação técnica reforçada entre os órgãos de controlo das duas jurisdições, nomeadamente em matéria de supervisão dos grupos bancários transfronteiriços.
Assinatura de um protocolo de acordo de cooperação entre o BCEAO e a Sociedade Financeira Internacional (SFI)
O Banco Central dos Estados da África Ocidental (BCEAO) e a Sociedade Financeira Internacional (SFI), membro do Grupo do Banco Mundial, procederam à assinatura de um protocolo de acordo de cooperação, ao 12 de setembro de 2013, nas instalações da Sede do Banco de emissão, em Dakar. As duas Instituições foram representadas respetivamente pela Senhora Fatimatou Zahra DIOP, Secretária-Geral do BCEAO, e a Senhora Yolande DUHEM, Diretora Regional para a África Ocidental e Central da SFI. Este protocolo de acordo tem como objeto definir o quadro de parceria e fixar os princípios diretores bem como as modalidades da colaboração entre o BCEAO e a SFI, para a promoção do Escritório de Informação sobre o Crédito ou « Crédit Bureau » nos Estados membros da UMOA. A cerimónia decorreu na presença de vários órgãos de imprensa nacionais e internacionais.
7e Encontro da Célula Sub-Regional encarregue da reconciliação dos dados sobre as
trocas intra-UEMOA
A sétima reunião da Célula Sub-Regional encarregue da reconciliação dos dados sobre as trocas intra-UEMOA decorreu na Sede do Banco Central entre 23 e 24 de setembro de 2013.
Este encontro reuniu participantes provenientes das administrações estatísticas e aduaneiras dos estados membros da União, da Comissão da UEMOA e das Direções Nacionais do BCEAO.
Formações destinadas às instituições de crédito da UEMOA
No âmbito da execução do seu programa de reforço das capacidades do setor bancário da UEMOA, o BCEAO organizou e albergou na sua Sede em Dakar, seminários sobre temas seguintes:
«Prática da auditoria interna no ambiente bancário e gestão do risco operacional»: seminário
organizado de 16 a 20 de setembro de 2013, em parceria com a Agência de Transferência de Tecnologia Financeira (ATTF) do Luxemburgo;
«Organização e funcionamento do mercado monetário da UMOA»: esta sessão, que decorreu de
8 a 11 de outubro de 2013 por videoconferência, reuniu trinta e cinco (35) participantes, na maioria tesoureiros e quadros financeiros das Instituições de crédito da UMOA;
«Contabilidade, fiscalidade e elaboração de contratos na indústria da finança islâmica»:
Seminário organizado de 18 a 20 de novembro de 2013 com a parceria do Banco Islâmico de Desenvolvimento (BID), no âmbito da promoção da finança islamita;
«Sistemas Interbancários de Pagamento da UEMOA»: organizada de 2 a 5 de dezembro de
2013, esta sessão reuniu vinte e cinco (25) participantes na maioria Diretores de serviços bancários e Chefes de serviços de tesouraria das instituições de crédito da UMOA.
Por outro lado, um ateliê regional de concertação sobre o Programa BCEAO/HEC-Paris (Ecole des Hautes Etudes Commerciales de Paris) de reforço das capacidades destinado ao setor bancário da União decorreu, ao 27 de fevereiro de 2013, na Sede do BCEAO. Este ateliê tinha como objetivos apresentar às instituições de crédito os produtos de formação concebidos por HEC-Paris e recolher as suas observações para assegurar-se da adequação desses produtos com as suas necessidades.
NO PLANO DA GESTÃO DO BCEAO
Reestruturação do dispositivo de gestão dos riscos do BCEAO
O projeto de reestruturação do dispositivo de gestão dos riscos do BCEAO foi lançado pelo Senhor o Governador em dezembro de 2012. Essa reforma visava a adequação desse dispositivo com os padrões internacionais e as melhores práticas na matéria, tendo em conta as evoluções surgidas nos planos interno e externo.
Neste quadro, o BCEAO organizou, na sua Sede, dois seminários a favor dos membros do Grupo de Projeto encarregue da reestruturação do dispositivo de gestão dos riscos. O primeiro, de 18 a 22 de fevereiro de 2013, teve como lema «Noções fundamentais da gestão dos riscos e
metodologias de recenseamento dos riscos». O segundo, que decorreu de 1º a 5 de julho de
2013, teve como lema «Cotação e tratamento dos riscos».
No termo dos trabalhos realizados num período de doze (12) meses por um Grupo de projeto, foram elaborados a cartografia dos riscos operacionais e um guia metodológico de controlo dos riscos. O Governo do Banco validou o relatório final e pediu o desdobramento do dispositivo reestruturado com vista à sua apropriação pelas estruturas.
Visita do Governador Tiémoko Meyliet KONE às Agências Principais do BCEAO e ao Secretariado Geral da Comissão Bancária da UMOA
De 18 de fevereiro a 14 de março de 2013, o Governador Tiémoko Meyliet KONE efetuou uma digressão pelas oito (8) Direções Nacionais do BCEAO e pelo Secretariado Geral da Comissão Bancário da UMOA. Esta visita dos sítios inscreve-se na estratégia de proximidade da alta Autoridade do Banco Central com os Responsáveis de Estruturas e o pessoal.
Ateliê de formação e de receita da aplicação SABULINA
De 8 a 19 de julho de 2013, decorreu nas instalações do Centro Oeste Africano de Formação e de Estudos Bancários (COFEB), na Sede do BCEAO, um ateliê presencial consagrado à formação dos utentes e à receita da aplicação SABULINA (Sistema Automatizado de Inscrição no orçamento em linha e de Análise), destinada à preparação do orçamento e à análise da sua execução.
Formação dos agentes da abordagem qualidade sobre a resolução de problemas em grupo
De 17 a 20 de setembro de 2013 tiveram lugar na Sede do BCEAO, sessões de formação sobre o método e instrumentos de resolução dos problemas em grupo, ministradas pelo Gabinete EVOE Consulting. Nelas participaram, os pilotos e membros dos Grupos de Melhoria de
Processos (GAP). Essas ações de formação foram organizadas no quadro da implementação
das recomendações de pré-auditoria e da auditoria inicial de certificação ISO 9001, visando a reforçar as capacidades dos agentes da abordagem qualidade em matéria de análise causal dos disfuncionamentos e de identificação de ações corretivas pertinentes.
XI Plenária do Grupo dos Supervisores Bancários Francófonos (GSBF)
Ao 22 de outubro de 2013, realizou nas instalações da Autoridade de Controlo Prudencial e de Resolução (ACPR) em Paris, a XI Plenária do Grupo dos Supervisores Bancários Francófonos (GSBF) A cerimónia de abertura foi presidida por Robert OPHELE, Governador adjunto do Banco da França e pelo Senhor Mamadou DIOP, Vice-Governador do BCEAO, que proferiu o discurso de abertura em nome do Senhor Tiémoko Meyliet KONE, Governador do BCEAO, Presidente da Comissão Bancária da UMOA e Presidente em exercício do GSBF.
Cerimónia de lançamento do Percurso de Gestão Geral «Excelência»
Ao 28 de outubro de 2013, decorreu a cerimónia de lançamento da edição 2013 do «Percurso de
Gestão Geral» (PMG) de tipo «Excelência», organizado no quadro do programa conjunto
BCEAO/HEC-Paris de reforço das capacidades do setor bancário da UMOA.
Cerimónia de lançamento do Prémio Abdoulaye FADIGA para a promoção da pesquisa económica – Edição 2014
A cerimónia oficial de lançamento do Prémio Abdoulaye FADIGA para a promoção da pesquisa económica, edição 2014, decorreu ao 30 de outubro de 2013 na Sede do BCEAO em Dakar. Essa cerimónia foi presidida pelo Senhor Tiémoko Meyliet KONE, Governador do BCEAO, e retransmitida por videoconferência em todos os sítios do Banco Central. Participaram nela eminentes figuras das Universidades e Centros de pesquisa da UEMOA, bem como docentes e pesquisadores. A imprensa nacional e internacional estava também presente para a cobertura mediática do evento.
Cerimónia de entrega oficial do certificado ISO 9001 no BCEAO
A cerimónia de entrega oficial do certificado ISO 9001 (versão 2008) no BCEAO decorreu ao 20 de novembro de 2013, na Sede da Instituição. Ela reuniu o Governo do Banco, todos os membros do Comité de Direção alargado, o pessoal da Sede e dos sítios distintos, por videoconferência, bem como os Presidentes das Associações Profissionais dos Bancos e Instituições Financeiras. A certificação do BCEAO atesta a capacidade da Instituição a
adaptar-se aos constrangimentos e mutações do momento. A abordagem qualidade ISO 9001 vai contribuir para o reforço da relação de proximidade do Banco Central com o grande público e o sistema bancário, graças à ancoragem da orientação cliente no seio das estruturas operacionais e à implementação de um dispositivo de escuta dos clientes. A entrega do certificado ao Governador Tiémoko Meyliet KONE pelo Vice-Presidente África do Gabinete Veritas marcou o desempenho de três anos de intenso trabalho coletivo e a entrada do BCEAO no ciclo muito limitado dos bancos centrais cuja certificação cobre todas as atividades.
COMPOSIÇÃO DOS ÓRGÃOS ESTATUTÁRIOS E
ORGANIGRAMA DO BCEAO
COMPOSIÇÃO DA CONFERÊNCIA DOS CHEFES DE ESTADO E DE GOVERNO DA UMOA
a 31 de dezembro de 2013
PRESIDENTE : Sua Excelência o Senhor Faure Essozimna GNASSINGBE,
Presidente da República do Togo.
Sua Execelência o Senhor Boni YAYI, Presidente da República do Benin.
Sua Excelência o Senhor Blaise CO0MPAORE, Presidente do Burkina Faso
Sua Excelência o Senhor Alassane OUATTARA, Presidente da República de Côte d’Ivoire.
Sua Excelência o Senhor Manuel Sérifo NHAMAJO, Presidente Interino da República de Guiné-Bissau
Sua Excelência o Senhor Ibrahim Boubacar KEÏTA Presidente da República do Mali,
Sua Excelência o Senhor Issoufou MAHAMADOU Presidente da República do Níger.
Sua Excelência o Senhor Macky SALL, Presidente da República do Senegal.
Sua Excelência Faure Essozimna GNASSINGBE, Presidente da República do Togo.
COMPOSIÇÃO DO CONSELHO DE MINISTROS DA UMOA
a 31 de dezembro de 2013
PRESIDENTE : Sra BOUARE Fily SISSOKO
Ministra da Economia e das Finanças da República do Mali.
República do Benin
Sr. Jonas GBIAN, Ministro da Economia e das Finanças,
Sr. Marcel de SOUZA, Ministro do Desenvolvimento, da Análise Económica e da Prospetiva.
Burkina Faso
Sr. Lucien Marie Noël BEMBAMBA, Ministro da Economia e das Finanças;
Sr. Thomas PALE, Ministro Delegado junto do Ministro dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação Regional, Encarregue da Cooperação Regional.
República da Côte d'Ivoire
Sra Nialé KABA, Ministra junto do Primeiro-Ministro Encarregue da Economia e das Finanças;
Sr. Ally COULIBALY, Ministro da Integração Africana e dos Ivoirienses do Estrangeiro.
República da Guiné-Bissau
Sr. Gino MENDES, Ministro das Finanças;
Sr. Abubacar BALDE, Ministro do Comércio, da Valorização dos Produtos locais e do Artesanato.
República do Mali
Sra BOUARE Fily SISSOKO, Ministra da Economia e das Finanças,
Sr. Madani TOURE, Ministro Delegado junto do Ministro da Economia e das Finanças, Encarregue do Orçamento.
República do Níger
Sr. Gilles BAILLET, Ministro das Finanças;
Sr. Amadou Boubacar CISSE, Ministro de Estado, Ministro da Planificação, do Ordenamento Territorial e do Desenvolvimento Comunitário.
República do Senegal
Sr. Amadou BA, Ministro da Economia e das Finanças,
Sr. Mouhamoudou Makhtar CISSE, Ministro Delegado junto do Ministro da Economia e das Finanças, Encarregue do Orçamento.
República do Togo
Sr.Adji Otèth AYASSOR, Ministra da Economia e das Finanças ;
Sr. Mawussi Djossou SEMONDJI, Ministro da Planificação, do Desenvolvimento e do Ordenamento Territorial.
COMPOSIÇÃO DO COMITE DE POLÍTICA MONETÁRIA DO BCEAO
a 31 de dezembro de 2013
PRESIDENTE : O Senhor Tiémoko Meyliet KONE
Governador do BCEAO.
Vice-Governadores do BCEAO Sr. Jean-Baptiste M. P. COMPAORE, Sr. Mamadou DIOP.
MEMBROS REPRESENTANDO OS ESTADOS República do Benin
Sr. Houéssou Yaovi HADONOU, Diretor dos Assuntos Monetários e Financeiros.
Burkina Faso
Sr. Ousmane OUEDRAOGO, antigo Vice-Governador do BCEAO, antigo Ministro de Estado, Ministro das Finanças e da Planificação.
República da Côte d'Ivoire
Sr. Kanvaly DIOMANDE, Presidente do Tribunal das Contas.
República da Guiné-Bissau
Sr. Rui Duarte FERREIRA, Diretor de Gabinete do Ministro das Finanças.
República do Mali
Sr. Bangaly N'ko TRAORE, Diretor-Geral da Dívida Pública.
República do Níger
Sr. Mahamane ANNOU MALLAM, antigo Presidente do Grupo de Estudos e de Pesquisas sobre a Democracia e o Desenvolvimento Económico e Social (GERDES).
República do Senegal
Sra Gnounka DIOUF, antiga Ministra Conselheira na Presidência da República.
República do Togo
Sr. Mongo AHARH-KPESSOU, Secretário Permanente para o Seguimento das Políticas de Reformas e dos Programas Financeiros.
República da França
Sra Françoise DRUMETZ, Diretora da Cooperação Estrangeira do Banco de França.
MEMBROS NOMEADOS INTUITU PERSONAE
Sra Karidia SANON, Docente na Unidade de Formação e Pesquisa em Ciências Económicas e
Gestão (UFR/SEG) na Universidade de Ouagadougou (Burkina Faso).
COMPOSIÇÃO DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DO BCEAO
a 31 de dezembro de 2013
PRESIDENTE : O Senhor Tiémoko Meyliet KONE Governador do BCEAO.
República do Benin
Sra Fatima SEKOU MADOUGOU, Diretora-Geral do Tesouro e Contabilidade Pública.
Burkina Faso
Sr. Moumounou GNANKAMBARY, Diretor-Geral do Tesouro e da Contabilidade Pública.
República da Côte d'Ivoire
Sr. Adama KONE, Diretor-Geral do Tesouro e da Contabilidade Pública.
República da Guiné-Bissau
Sr. Jorge Anibal PEREIRA, Diretor-Geral do Tesouro.
República do Mali
Sra SIDIBE Zamilatou CISSE, Secretária-Geral do Ministério da Economia e das Finanças.
República do Níger
Sr. Hanounou DJIBRIL, Secretário-Geral do Ministério das Finanças.
República do Senegal
Sr. Daouda SEMBENE, Inspetor Principal do Tesouro, Tesoureiro Geral.
República do Togo
Sr. Kodjo Tépé-Sévon ADEDZE, Diretor-Geral das Alfândegas.
República da França
COMPOSIÇÃO DO COMITE DE AUDITORIA DO BCEAO
a 31 de dezembro de 2013
PRESIDENTE : Sra SIDIBE Zamilatou CISSE,
Secretária-Geral do Ministério da Economia e das Finanças (Mali).
REPÚBLICA DA COTE D'IVOIRE
Sr. Adama KONE, Diretor-Geral do Tesouro e da Contabilidade Pública.
REPÚBLICA DA GUINE-BISSAU
Sr. Jorge Anibal PEREIRA, Diretor-Geral do Tesouro.
REPÚBLICA DO NÍGER
BANCO CENTRAL DOS ESTADOS DA ÁFRICA OCIDENTAL
a 31 de dezembro de 2013
GOVERNADOR : Sr. Tiémoko Meyliet KONE
VICE-GOVERNADOR : Sr. Jean-Baptiste M. P. COMPAORE VICE-GOVERNADOR : Sr. Mamadou DIOP
SECRETÁRIO-GERAL : Sra Fatimatou Zahra DIOP
Secretária-Geral Adjunta : Sra Séna Elda KPOTSRA
Conselheiros do Governador : Sr. Siriki KONE M. Abdoulaye SECK Sr. Alain Fagnon KOUTANGNI Sr. João Alage Mamadu FADIA
Chefe do Gabinete do Governador : Sra Sylviane MENSAH
CONTROLO GERAL
Auditor Geral : Sr. Alain Fagnon KOUTANGNI
Conselheiros do Auditor Geral : Sra Marguerite FAYE SOUMARE
Sr. Mamadou SEREME Sr. Boubacar DIA
DIREÇÕES GERAIS
Diretor-Geral da Administração e do Património : Sr. Siriki KONE Diretor-Geral dos Estudos Económicos e da Moeda : Sr. Ismaila DEM Diretor-Geral das Operações : -
Diretor-Geral da Organização e dos
Sistemas de Informação : Sr. Abdoulaye SECK
Diretora-Geral dos Recursos Humanos : Sra Joëlle Annie BOLHO
CONSELHEIROS DOS DIRETORES GERAIS
Conselheiro do Diretor-Geral da
Administração e do Património: Sr. Sidiki TRAORE, Conselheiro do Diretor-Geral dos
Estudos Económicos e da Moeda : Sr. Sogué DIARISSO,
Conselheiro do Diretor-Geral das Operações : Sr. Paul Kaba THIEBA Conselheiro do Diretor-Geral dos
Recursos Humanos e da Formação : Sr.Moussa SIRFI Conselheiro do Diretor-Geral da Organização e
DIREÇÕES DOS SERVIÇOS CENTRAIS
Diretor dos Estudos : Sr. Armand BADIEL Diretor da Pesquisa e da Estatística : Sr. Bassambié BATIONO
Diretor das Relações Internacionais : Sr. Emmanuel Junior ASSILAMEHOO Diretor da Estabilidade Financeira : Sr. Homialo GBEASOR
Diretor das Atividades Bancárias e do
Financiamento das Economias: Sr. Ahmadou Al Aminou LO
Diretor das Atividades Fiduciárias : Sr. Cheick Ahmed Tidiany DIAKITE Diretor do Microcrédito e dos Sistemas
Financeiros Descentralizados : Sr. Chalouho COULIBALY Diretor das Operações de Mercado : Sr. Habib THIAM
Diretor dos Sistemas e dos Meios de Pagamento : Sr. Bwaki KWASSI Diretor da Gestão dos Recursos Humanos : Sr. Abdoulaye TRAORE Diretor do Centro Oeste Africano de Formação e
de Estudos Bancários (COFEB) : Sr. Ousmane SAMBA MAMADOU
Diretor do Pessoal e dos Assuntos Sociais : Sr. Ibrahima SYLLA
Diretor do Controlo de Gestão : Sr. Sahaka MAHAMAN SALAH Diretor da Organização e Métodos : Sr. Kadjemna Guy GO MARO Diretor dos Systemas de Informação : Sr. Abdoulaye MBODJ
Diretor da Inspeção e das Auditorias : Sr. Boubacar DIA
Diretor da Prevenção dos Riscos : Sr. Adjoumani KOUAKOU
Diretora dos Assuntos Jurídicos : Sra Séna Elda KPOTSRA
Diretor da Contabilidade : Sr. Fama Adama KEÏTA Diretor dos Assuntos Administrativos : Sr. Roger AGBOZOGNIGBE Diretor do Património : Sr. Hadama YBIA
Diretora da Segurança : Sra Aminata FALL NIANG
Diretor dos Serviços Gerais : Sr. Alioune Blondin BEYE
REPRESENTAÇÕES
Representante Residente do Governador junto da Comissão da União Económica e Monetária Oeste
Africana (UEMOA) : Sr. Charles Luanga KI-ZERBO Representante do BCEAO junto das Instituições
DIREÇÕES NACIONAIS
Diretor Nacional para o Benin : Sr. Evariste Sébastien BONOU Diretor Nacional para o Burkina Faso : Sr. Charles Luanga KI-ZERBO
Diretor Nacional para a Côte d’Ivoire : Sr. Jean-Baptiste Ayayé AMAN Diretor Nacional para a Guiné-Bissau : Sr. João Alage Mamadu FADIA Diretor Nacional para o Mali : Sr. Konzo TRAORE
Diretor Nacional para o Níger : Sr. Mahamadou GADO Diretora Nacional para o Senegal : Sr. Mamadou CAMARA Diretor Nacional para o Togo : Sr. Kossi TENOU
ENDEREÇOS DOS DIFERENTES SÍTIOS DO BCEAO SEDE SOCIAL
Avenue Abdoulaye FADIGA - Boîte Postale : n° 3108 – Dakar
Telefone: (221) 33 839 05 00 - Telefax: (221) 33 823 93 35 e 33 822 61 09
Site internet : http://www.bceao.int
Benin Cotonou Avenue Jean-Paul II 01 Boîte Postale : n° 325 - RP Telefone: (229) 21 36 46 00 / 21 31 24 66 / 21 31 24 67 Telefax: (229) 21 31 24 65
Correio eletrónico: [email protected]
Diretora da Agência Principal: Flora MADJA ZOHOUN
Parakou
Boîte Postale: n° 201
Telefone: (229) 23 61 03 25/29 Telefax: (229) 23 61 10 91
Chefe da Agência Auxiliar: Moussibaou SANNI
BURKINA FASO Ouagadougou
Avenue Gamal Abdel NASSER Boîte Postale : n° 356
Telefone: (229) 21 36 46 00 / 21 31 24 66 / 21 31 24 67 Telefax: (226) 50 31 01 22
Correio eletrônico: [email protected]
Diretor da Agência Principal: Monlour DA
Bobo-Dioulasso
Boîte Postale: n° 603
Telefone: (226) 20 97 04 44/45/46 Telefax : (226) 20 97 04 58
Chefe da Agência Auxiliar: Adama SANKARA
COTE D’IVOIRE Abidjan
Avenue Abdoulaye FADIGA angle Bd. Roussel Boîte Postale : 01 BP 1769 ABIDJAN 01 Telefone: (225) 20 20 84 00 et 20 20 85 00 Telefax: (225) 20 22 00 40 e 20 22 28 52
Correio eletrônico: [email protected]
Diretor da Agência Principal: Yaya SISSOKO
Abengourou
Boîte Postale: n° 905
Telefone: (225) 35 91 37 15 e 35 91 38 15 Telefax: (225) 35 91 31 76
Chefe da Agência Auxiliar: Yao Magloire KONAN
Bouaké
Boîte Postale: n° 773
Telefone: (225) 31 63 33 13 e 31 63 33 14 Telefax: (225) 31 63 38 31
Daloa
Boîte Postale: n° 46
Telefone: (225) 32 78 38 85 Telefax : (225) 32 78 13 10
Chefe da Agência Auxiliar: Ningou Jacques HLYH GNELBIN
Korhogo
Boîte Postale: n° 54
Telefone: (225) 36 86 01 10 e 36 86 01 11 Telefax: (225) 36 86 15 30
Chefe da Agência Auxiliar: Vago
Man
Boîte Postale: n° 1017 Telefone: (225) 33 79 02 67 Telefax : (225) 33 79 02 28 Chefe da Agência Auxiliar: Vago
San Pedro
Boîte Postale: n° 387 Telefone: (225) 34 71 21 74 Telefax : (225) 34 71 24 48
Chefe da Agência Auxiliar: Issouf OUATTARA
GUINE-BISSAU Bissau
Telefone: (245) 325 63 25 - 321 55 48 / 321 41 73 Telefax: (226) 50 31 01 22
Correio eletrónico: [email protected]
Diretora da Agência Principal: Felicidade Soares Correia de Brito ABELHA
MALI Bamako
94, Avenue Moussa TRAVELE Boîte Postale : n° 206
Telefone: (229) 21 36 46 00 / 21 31 24 66 / 21 31 24 67 Telefax: (223) 20 22 47 86
Correio eletrônico: [email protected]
Diretor da Agência Principal: Youssouf COULIBALY
Mopti
Boîte Postale: n° 180
Telefone: (223) 21 43 01 02 e 21 43 05 65 Telefax: (223) 21 43 05 07
Chefe da Agência Auxiliar: Amadou Boucari CISSE
Sikasso
Boîte Postale: n° 453
Telefone: (223) 21 62 00 77 e 21 62 06 57 Telefax: (223) 21 62 08 79
Chefe da Agência Auxiliar: Sr. Ibrahima TOURE
NÍGER Niamey Rue de l'Uranium Boîte Postale : n° 487 Telefone: (227) 20 72 33 30 e 20 72 33 40 Telefax: (227) 20 73 47 43
Correio eletrónico: [email protected] Diretor da Agência Principal: Amadou MOUSSA
Maradi
Boîte Postale: n° 265 Telefone: (227) 20 41 00 96 Telefax : (227) 20 41 00 45
Chefe da Agência Auxiliar: Achirou DAN MAGARIA
Zinder
Boîte Postale: n° 133 Telefone: (227) 20 51 00 94 Telefax : (227) 20 51 07 24
Chefe da Agência Auxiliar: Abdourahamane Aboubacar ABANI
SENEGAL Dakar
Boulevard du Général De Gaulle x Triangle Sud Boîte Postale: n° 3159
Telefone: (221) 33 889 45 45 Telefax : (221) 33 823 57 57
Correio eletrónico: [email protected] Diretor da Agência Principal: Djibril CAMARA
Kaolack
Boîte Postale: n° 79
Telefone: (221) 33 938 40 00 Telefax : (221) 33 941 33 23
Chefe da Agência Auxiliar: Garantigui DOUMBOUYA
Ziguinchor
Boîte Postale: n° 317
Telefone: (221) 33 991 10 39 e 33 938 80 35 Telefax: (221) 33 991 16 59
Chefe da Agência Auxiliar: Birama FALL
TOGO Lomé
Avenue Abdoulaye FADIGA Boîte Postale : n° 120 Telefone: (228) 22 23 50 00 Telefax : (228) 22 23 50 50
Correio eletrónico: [email protected] Diretor da Agência Principal: Kodjo SEDJRO
Kara
Boîte Postale: n° 75 Telefone: (228) 26 60 60 79 Telefax : (228) 26 60 62 69
Chefe da Agência Auxiliar: Komi Denyo KOWU
REPRESENTAÇÃO DO GOVERNADOR JUNTO DA COMISSÃO DA UEMOA
Avenue Gamal Abdel NASSER, Ouagadougou, Burkina Faso Boîte Postale : 64 OUAGADOUGOU 01
Telefone : (229) 21 36 46 00 / 21 31 24 66 / 21 31 24 67 Telefax: (226) 50 30 63 76
REPRESENTAÇÃO DO BCEAO JUNTO DAS INSTITUIÇÕES EUROPEIAS DE COOPERAÇÃO
29, rue du Colisée, 75008 Paris, França Telefone: (221) 33 839 05 00
Telefax: (223) 20 22 47 86
O Senhor Tiémoko Meyliet KONE
Governador do Banco Central dos Estados da África Ocidental
MESSAGEM DO GOVERNADOR DO BCEAO
Em 2013, as economias dos Estados membros da União Económica e Monetária Oeste Africana (UEMOA) mostraram-se resilientes, ao manter o seu crescimento num ritmo relativamente intenso, apesar da morosidade da retoma da economia a nível mundial.
A taxa de crescimento real do Produto Interno Bruto fixou-se em 5,6% em 2013, depois de 6,3% em 2012. Na África subsariana e no resto do mundo, o crescimento económico estabeleceu-se respetivamente em 5,4% e 3,2% em 2013 contra 5,1% e 3,5% em 2012. A taxa de inflação na UEMOA fixou-se, em média, em 1,5% em 2013, contra 2,4% em 2012 e 3,9% em 2011.
O bom desempenho da atividade económica, num contexto internacional político e económico difícil, é o resultado da implementação pelos Estados da União de programas ambiciosos de desenvolvimento das infraestruturas básicas bem como de reformas estruturais para melhorar o caráter competitivo e atrativo da economia.
Para reforçar os desempenhos económicos, durante os próximos anos, os Estados deverão reduzir os principais fatores de vulnerabilidade da Zona, nomeadamente a dependência do setor agrícola às condições climáticas, o défice da oferta de energia elétrica, a melhoria da qualidade e eficiência da despesa pública.
Por sua vez, o Banco Central continua a contribuir para os esforços dos Estados através da melhoria do financiamento da economia. A nível conjuntural, a Instituição de emissão levou a cabo uma política monetária adaptada com vista a confortar a Tesouraria dos bancos e facilitar as condições de financiamento dos atores económicos. Neste quadro, o BCEAO procedeu, duas vezes em 2013, à redução de suas taxas de juros diretoras de 25 pontos básicos. A taxa de juros mínima de participação nos concursos públicos de injeção de liquidez e a taxa de juros no balcão da facilidade de cedência de liquidez recuaram respetivamente para 2,50% e 3,50% a partir de 16 de setembro de 2013 enquanto eram de 3,00% e 4,00% em setembro de 2012. Por outro lado, foram tomadas iniciativas para dar um novo impulso à consolidação e à diversificação do mercado financeiro. Com vista a dinamizar o funcionamento do mercado secundário e o da emissão de títulos da dívida pública, o BCEAO empreendeu um certo número de ações das quais a criação da Agência UMOA-Títulos e a Instituição de uma corporação de Operadores Especializados de Valores do Tesouro.
A Agência UMOA-Títulos é encarregue, com base nas necessidades manifestadas pelos Estados, de identificar as modalidades mais apropriadas para mobilizar os recursos financeiros necessários nos mercados regionais e internacionais de capitais. Ela assista os Tesouros nacionais com vista a reforçar as suas capacidades, determinar e formular as suas necessidades, programar e coordenar as suas intervenções, promover títulos públicos junto dos investidores nacionais, regionais e internacionais, bem como proceder à gestão operacional das emissões.
Os Operadores Especializados de Valores do Tesouro têm essencialmente como mandato subscrever no mercado primário títulos de dívida e obrigações do Tesouro emitidos pelos Estados, comercializá-los, contribuir para a sua liquidez no mercado secundário e apoiar os
Tesouros na sua estratégia de endividamento. A intervenção desses atores deveria favorecer o
desenvolvimento das operações de recompra que se materializam através de uma concessão de ativos sob forma de empréstimos concedidos, constituindo assim um importante instrumento de minimização dos riscos da contrapartida e de redução das taxas interbancárias.
No total, as ações encetadas visam, sem prejuízo da estabilidade dos preços, apoiar a atividade económica, através da consolidação e de um desenvolvimento do mercado secundário. As mudanças em curso nas economias da União vão permitir aumentar a confiança e resolver os desafios de um crescimento mais forte e inclusivo bem como de uma maior resiliência aos choques.
O Governador do Banco Central Dos Estados da África Ocidental
VISÃO GLOBAL
O contexto económico e financeiro caracterizou-se em 2013 por uma recuperação progressiva da atividade. Com efeito, a atividade registou uma melhoria motivada pelo aumento da procura final nos países industrializados e a retoma das exportações dos países emergentes. Segundo as estimativas do Fundo Monetário Internacional (FMI), divulgadas em julho de 2014, a taxa de crescimento da economia mundial fixou-se em 3,2% em 2013 contra 3,5% em 2012.
Nos países emergentes e em desenvolvimento, registou-se um abrandamento do ritmo do crescimento da atividade. Globalmente, a atividade económica progrediu de 3,2% em 2013 contra 3,5% em 2012. Todavia, a África subsariana mostrou-se resiliente. O crescimento económico desta região estabeleceu-se em 5,4% em 2013 contra 5,1 em 2012 devido ao aumento da procura externa dos países industrializados. Na China, o Produto Interno Bruto registou uma alta de 7,7% em 2013. Na Índia e no Brasil, o crescimento estabeleceu-se respetivamente em 5,0% e 2,5% em 2013, depois de 4,7% e 1,0% em 2012.
A inflação mundial continuou com a sua desaceleração durante o ano 2013, devido à redução dos preços mundiais dos produtos alimentares. Nos países industrializados, a taxa de inflação estabeleceu-se em 1,4% em 2013, depois de 2,0% em 2012. No seio dos países emergentes e em desenvolvimento, situou-se em volta de 5,9% em 2013 contra 6,1% em 2012. Neste contexto, os bancos centrais dos principais países industrializados prosseguiram a sua política de apoio ao crescimento económico e de luta contra o desemprego.
No mercado do câmbio, o euro valorizou-se, em média ao longo do ano 2013, de 3,4% em relação ao dólar americano. Em relação ao iene, à libra esterlina e ao yuan, a divisa europeia progrediu respetivamente de 26,5%, 4,7% e 0,7% no mesmo período.
Nos Estados membros da UEMOA, o crescimento continuou num ritmo relativamente intenso. Segundo as últimas estimativas, o Produto Interno Bruto em volume da União progrediu de 5,6% em 2013, depois de 6,3% em 2012. O bom desempenho do crescimento económico deve-se ao aumento da produção das culturas de rendimento na maioria dos Estados, com a retoma do setor manufatureiro bem como na construção e obras públicas.
A taxa de inflação na UEMOA fixou-se em média em 1,5% em 2013, contra 2,4% em 2012 e 3,9% em 2011. Este abrandamento reflete a baixa dos preços dos cereais locais, resultante dos bons resultados da campanha agrícola 2012/2013, da baixa dos preços alimentares importados e da do preço do combustível, devido à ausência de tensões nos mercados internacionais do crude.
O saldo da realização das operações financeiras dos Estados em 2013 caraterizou-se pelo aumento do défice orçamental excluindo donativos em relação ao ano 2012. Com efeito, o défice global, base compromissos, excluindo donativos, fixou-se em 2.891,0 mil milhões em finais de dezembro de 2013, contra 2.226,6 mil milhões no ano anterior. Em termos de percentagem do PIB, este défice situou-se em 6,7% em 2013 contra 5,4% em 2012. Esta evolução reflete as prioridades concedidas pelos Estados membros da União, que prosseguiram a execução dos programas de investimentos públicos, com vista a criar as condições de um crescimento duradouro. No entanto, o saldo orçamental básico poderia revelar-se deficitário de 851,9 mil milhões, contra 941,9 mil milhões em 2012.
O montante da dívida externa elevou-se em 10.858,2 mil milhões em finais de dezembro de 2013 contra 10.238,0 mil milhões em 2012, uma alta de 6,1%, em ligação com a prossecução dos esforços envidados pelos Estados de investimento nas infraestruturas básicas. Em contrapartida, o estoque da dívida representou em finais de 2013, o equivalente de 26,9% do PIB contra 25,4% em 2012.
As transações económicas e financeiras da UEMOA com o resto do mundo no ano 2013 traduziram-se numa nítida deterioração do saldo global da balança de pagamentos. O défice do saldo estabeleceu-se em 454,6 mil milhões em 2013, contra 336,8 mil milhões em 2012.
Esta situação está ligada à agravação do défice corrente e à redução do excedente da conta de capital, cujos efeitos foram minorados por uma alta dos fluxos líquidos de capitais a título da conta financeira. As transações correntes e em capital cumuladas poderiam revelar-se deficitárias de 1.916,9 mil milhões em 2013, depois de um excedente de 2.203,1 mil milhões no ano anterior. Este défice seria financiado através de um cúmulo do passivo líquido em relação ao estrangeiro com 2.068,4 mil milhões em 2013, contra uma redução líquida de 2.346,4 mil milhões realizada em 2012, correspondendo à deterioração do saldo da conta financeira de cerca de 4.414,5 mil milhões.
A situação líquida externa credora das instituições monetárias estabeleceu-se em 4.830,2 mil milhões em finais de dezembro de 2013, uma baixa de 748,2 mil milhões em relação a finais de dezembro de 2012. A deterioração da situação líquida externa das instituições monetárias foi amparada pelo Banco Central, cujos ativos líquidos estrangeiros recuaram para 4.950,4 mil milhões, em baixa de 577,2 mil milhões, bem como pela contração de 171,0 mil milhões da situação externa credora dos bancos. As reservas oficiais de câmbio diminuíram de 477,3 mil milhões, para se situar em 6.574,0 mil milhões em finais de dezembro de 2013. Daí resultou uma taxa de cobertura da emissão monetária do Banco Central de 90,4% contra 105,5% em 2012. Ao se estabelecer em 13.883,0 mil milhões em finais de dezembro de 2013, o montante do crédito interno registou, no ritmo anual, uma progressão de 18,8%. Esta evolução deve-se essencialmente à deterioração de 747,9 mil milhões da situação líquida devedora dos Governos que se situou em 3.614,2 mil milhões em finais de dezembro de 2013, reforçada pela alta dos créditos à economia, em progressão de 16,4% de um ano para outro, para se estabelecer em 10.268,8 mil milhões em finais de dezembro de 2013. Refletindo a evolução das suas contrapartidas, a massa monetária aumentou de 10,4%.
Num contexto caracterizado por um controlo das pressões inflacionistas e tendo em conta as incertezas provocadas pelo contexto internacional sobre as perspetivas de crescimento na União, o BCEAO procedeu, duas vezes, à baixa de duas taxas de juros diretoras de 25 pontos básicos em março e setembro de 2013. Estas ações visavam, sem prejuízo da estabilidade dos preços, apoiar a atividade económica, através de uma flexibilidade das condições de financiamento. A taxa de juros mínima de participação nos concursos públicos de injeção de liquidez e a taxa de juros no balcão da facilidade de cedência de liquidez recuaram respetivamente para 2,50% e 3,50% a partir de 16 de setembro de 2013 enquanto eram de 3,00% e 4,00% no início do ano 2013.
O dispositivo das reservas mínimas do BCEAO permaneceu o mesmo durante o ano 2013. O coeficiente das reservas mínimas aplicáveis aos bancos manteve-se em 5% para todos os bancos da UEMOA, nível vigente desde a 16 de março de 2012.
No plano do funcionamento do Banco, a abordagem qualidade foi marcada pela cerimónia de entrega oficial do certificado ISO 9001 ao BCEAO, ao 20 de novembro de 2013. Ela vai contribuir para o reforço da relação de proximidade do Banco Central com o grande público e o sistema bancário, graças à ancoragem da orientação cliente no seio das estruturas operacionais e à implementação de um dispositivo de escuta dos clientes.
O ano 2013 foi também marcado pela entrada em circulação de novas moedas de cinquenta (50) e de cem (100) francos em todos os Estados membros da União Monetária Oeste Africana (UMOA). Estas moedas levam mais em consideração a relação qualidade/preço e a resistência da matéria ao desgaste do tempo. Uma campanha foi lançada para o efeito, para informar o público da modificação da liga metálica das referidas moedas que não afeta o seu aspeto visual, nem a sua gramagem e os seus tamanhos.
A cerimónia oficial de lançamento do Prémio Abdoulaye FADIGA para a promoção da pesquisa económica, edição 2014, decorreu ao 30 de outubro de 2013 na Sede do BCEAO em Dakar. Essa cerimónia foi presidida pelo Senhor Tiémoko Meyliet KONE, Governador do BCEAO, e retransmitida por videoconferência em todos os sítios do Banco Central. Participaram nela eminentes figuras das Universidades e Centros de pesquisa da UEMOA, bem como docentes e pesquisadores.
No termo do ano 2013, as contas do BCEAO foram submetidas à verificação dos Auditores Nacionais e do Comissário da Auditoria nomeado pelo Conselho de Ministros. Por outro lado, o Comissário da Auditoria procedeu, conjuntamente com o Auditor designado pela França, à análise da aplicação da Convenção de Conta de Operações.
I - CONTEXTO ECONÓMICO E FINANCEIRO
1.1 - CONTEXTO ECONÓMICO E FINANCEIRO INTERNACIONAL
O contexto económico e financeiro caracterizou-se em 2013 por uma recuperação progressiva da atividade a nível mundial. Depois de um ligeira melhoria no primeiro semestre, a atividade económica consolidou-se durante a segunda metade do ano 2013, sob o efeito da procura final nos países industrializados e da retoma das exportações dos países emergentes. Segundo as estimativas do Fundo Monetário Internacional (FMI), a taxa de crescimento da economia mundial fixou-se em 3,2% em 2013 contra 3,5% em 2012.
Nos países industrializados, a melhoria das condições financeiras contribuiu para apoiar a atividade económica. De acordo com o FMI, o crescimento foi, principalmente, estimulado pela alta das variações de existências, que estabeleceu-se em 1,3%. Nos Estados Unidos, depois de ter progredido de 2,8% em 2012, o Produto Interno Bruto aumentou de 1,9% em 2013, em ligação com a boa prestação da procura doméstica final. No Japão, o crescimento económico passou de 1,4% em 2012 para 1,5% em 2013, devido às medidas de estímulo orçamental implementadas pelas autoridades japonesas. Na Zona euro, a atividade económica consolidou-se gradualmente na Alemanha e, em menor grau, na França, que registaram respetivamente um crescimento de 0,5% e 0,3% em 2013. No entanto, o produto interno da Zona, considerada na sua globalidade, recuou de 0,4% em 2013, devido ao fraco desempenho das economias em dificuldade, nomeadamente a Itália e a Espanha.
A nível dos países emergentes e em desenvolvimento, o crescimento económico desacelerou. Devido principalmente à fraca procura doméstica na maioria dos Estados e ao endurecimento por alguns países, das condições monetárias. Globalmente, a atividade económica progrediu de 4,7% em 2013, ou seja 0,4 ponto percentual a menos do que em 2012. Todavia, esta situação global masca o dinamismo da economia chinesa, caracterizada principalmente pela prossecução dos investimentos públicos. O produto interno bruto da China registou um aumento de 7,7% em 2013, de acordo com as estimativas do FMI. A Índia e o Brasil registaram igualmente uma melhor expansão económica, sob o efeito da consolidação das exportações. Neles, o crescimento estabeleceu-se respetivamente em 5,0% e 2,5% em 2013, contra 4,7% e 1,0% em 2012.
Neste contexto, a África subsariana mostrou-se resiliente. O crescimento económico desta região estabeleceu-se em 5,4% em 2013, contra 5,1% em 2012.
O ritmo das destruições de empregos recuou na maioria dos países industrializados, em ligação com a retoma da atividade registada durante os últimos meses do ano 2013. Assim, a taxa de
desemprego fixou-se nos Estados Unidos em 6,7% em 2013, em baixa de 1,2 ponto percentual
em relação a 2012. No Japão, esta taxa situou-se em torno de 3,7% em finais de 2013, contra 4,3%, no ano anterior. Em contrapartida, na Zona euro, a taxa de desemprego manteve-se num nível elevado de 12,0%.
A inflação continuou a sua desaceleração durante o ano 2013, em relação à redução dos preços mundiais dos produtos alimentares. Nos países industrializados, a taxa de inflação estabeleceu-se em 1,4% em 2013, depois de 2,0% em 2012. No seio dos países emergentes e em desenvolvimento, situou-se em volta de 5,9% em 2013 contra 6,1% em 2012.
No plano da política monetária, os bancos centrais dos principais países industrializados, exceto a Reserva Federal Norte-Americana (FED), conservaram, num contexto marcado pela ausência de tensão inflacionista, a sua política de apoio ao crescimento económico e à luta contra o desemprego. O Banco Central Europeu afrouxou a sua política monetária ao reduzir duas vezes de 25 pontos básicos, a 2 de maio e 7 de novembro de 2013, a sua principal taxa diretora, diminuído para 0,25%. A taxa de cedência de liquidez e a da facilidade de depósito foram respetivamente fixadas em 0,75% e 0%. Por outro lado, ao manter ao mesmo tempo até meados de 2015 a duração de provisão ilimitada de liquidez aos bancos através das suas principais operações de refinanciamento, o BCE pretendeu tomar, caso necessário, novas medidas de complacência da sua política monetária, para combater a deflação. Por sua vez, a Reserva Federal norte-americana (FED) implementou a sua decisão de reorientar a sua política
monetária conciliante, em função da melhoria das condições económicas, nomeadamente a baixa da taxa do desemprego. Ela reduziu assim de 10,0 mil milhões de dólares, o montante de suas aquisições de ativos, ao reduzir de 85,0 mil milhões para 75,0 mil milhões de dólares mensais em finais de 2013. Todavia, a FED reiterou o seu compromisso a manter as suas taxas de juro a curto prazo de zero (0-0,25%), apesar da taxa de desemprego passar acima dos 6,5% visados.
O Banco do Japão (BOJ) mudou fundamentalmente a orientação da sua política monetária em março de 2013, virada, doravante, para a luta contra a deflação. Ao 3 de abril de 2013, fixou-se como objetivo prioritário a meta de 2% de inflação, a alcançar dentro de dois anos. Nesta perspetiva, decidiu aumentar as suas compras de títulos com vista a duplicar a sua base monetária no mesmo período. Ela pretende comprar cada ano cerca de 420 mil milhões de euros de obrigações de Estado japonês, para influenciar para baixa as taxas de juro de longo prazo.
No seio dos países emergentes, os bancos centrais deram à sua política monetária uma orientação diferenciada em função das perspetivas de inflação. No Brasil, face à subida da inflação que se situou em 6,6% em março de 2013 para um alvo de 4,5% (+/-2%), o Banco Central aumentou por três vezes, entre abril e julho de 2013, a sua taxa diretora que passou de 7,25% em março de 2013 para 8,50% a 9 de julho de 2013. Em dezembro de 2013, esta taxa atingiu 9,5%. O Banco de Reserva da Índia, depois de três baixas sucessivas de 25 pontos básicos (pdb) da sua taxa diretora principal reduzida para 7,25% em maio de 2013, decidiu aumentar duas vezes de 25 pdb a mesma taxa diretora a 20 de setembro, e a 29 de outubro de 2013, para fixá-la em 7,25%, com vista a conter as pressões inflacionistas. O Banco Popular da China comprometeu-se a manter a orientação prudente da sua política monetária, a partir do momento em que a inflação permaneça na linha com o objetivo de 3,5% fixado para 2013. No entanto, orientou-se para um ajuste de liquidez bancária para assegurar um crescimento estável do crédito.
Nos mercados dos câmbios, o euro valorizou-se em relação às principais divisas durante o ano 2013, a favor da retoma progressiva da atividade no seio da Zona euro. O valor da moeda única europeia passou, em média de 1,2848 dólar em 2012 para 1,3281 dólar em 2013, ou seja um aumento de 3,4%. Em relação ao iene, à libra esterlina e ao yuan, o euro progrediu respetivamente de 26,5%, 4,7% e 0,7% no mesmo período.
O franco CFA, devido à sua vinculação nominal ao euro, conheceu em relação às principais moedas dos países industrializados, uma evolução similar à da moeda europeia.
Em 2013, os mercados financeiros internacionais foram globalmente bem orientados. Os principais índices bolsistas melhoram-se gradualmente. Nos Estados Unidos, apesar dos receios causados pela decisão da FED de reduzir o seu apoio à economia, os principais índices da bolsa de Nova Iorque, o Dow Jones e o NASDAQ, aumentaram de 9,6% e 10,7% respetivamente entre setembro e dezembro de 2013. No Japão, o índice Nikkei, terminou o ano 2013 com um novo máximo ao estabelecer-se em 16.291,3 pontos contra 14.455,8 pontos em finais de setembro de 2013. No Reino Unido, o índice Footsie 100 consolidou, durante o último trimestre do ano 2013, A alta notada no trimestre anterio em finais de dezembro de 2013, estabeleceu-se em 6.749,1 pontos, em aumento de 4,4% em relação ao seu nível em finais de setembro de 2013. Na Zona euro, o índice EuroStoxx 50 progrediu de 215,6 pontos em relação ao seu nível em finais de setembro fixaando-se em 3.109,0 pontos em finais de dezembro de 2013.
Em relação às matérias-primas, os preços dos produtos básicos orientaram-se, no seu conjunto, para baixa, devido à fraca procura proveniente dos países emergentes.
Os preços dos produtos alimentares e dos metais registaram uma baixa em relação à queda da procura mundial. Os índices calculados pelo FMI indicam, em variação homóloga em finais de dezembro de 2013, baixas respetivas de 3,5% e 7,1%. Em contrapartida, os preços dos produtos energéticos, singularmente os do petróleo bem como os dos produtos agrícolas registaram um acréscimo, em relação retoma da atividade nos países industrializados. Em variação homóloga em finais de dezembro de 2013, os índices dos produtos agrícolas, energéticas e do petróleo aumentaram respetivamente de 6,0%, 3,0% e 4,1%.
Relativamente aos preços das matérias-primas exportadas pela União, predominadas pelos produtos agrícolas e mineiros, registaram na sua maioria uma forte baixa. Em média, ao longo do ano 2013, os preços mundiais destes produtos recuaram de 27,9% para a castanha de caju, 22,7% para a borracha, 19,1% para o óleo de palmiste, 14,0% para o óleo de palma e 8,2% para o café.
O preço do ouro baixou também de 15,5%, devido ao recuo da procura mundial resultante das medidas coercitivas tomadas pelas Autoridades indianas para limitar as importações de ouro, com vista a reduzir o défice da conta corrente da balança de pagamentos do país. A orientação baixista dos preços mundiais do ouro justifica-se igualmente pelo novo interesse dos investidores para os ativos financeiros em dólar americano, de que adiantam um aumento das remunerações, caso a FED cessar a sua política monetária conciliante.
Em contrapartida, os preços de algodão e do cacau consolidaram-se, respetivamente de 5,3% e 1,9%, durante o ano 2013.
Quadro 1 : evolução das taxas médias anuais de câmbio (FCFA por unidade monetária).
2012 2013 Variação (%)
Direito especial de saque (1 DTS) 782,0216 750,6864 -4,01
Dólar americano (1 USD) 510,5518 493,9063 -3,26
Franco suíço (1 CHF) 544,2272 532,8219 -2,10
Libra esterlina (1 GBP) 808,9546 772,3865 -4,52
Iene japonês (1 JPY) 6,4002 5,0591 -20,95
Fontes: BCE, FMI
Quadro 2 : evolução das taxas médias trimestrais de câmbio (FCFA por unidade monetária).
ANO 2012 1º trimestre 2º trimestre 3º trimestre 4º trimestre
Direito especial de saque (1 DTS) 771,2048 782,6354 796,7789 777,4745
Dólar americano (1 USD) 500,4249 511,9065 524,6817 505,8664
Franco suíço (1 CHF) 543,0108 545,9484 545,0411 543,0108
Libra esterlina (1 GBP) 786,0668 809,8435 828,7203 812,4313
ene japonês (1 JPY) 6,3079 6,3940 6,6730 6,2401
ANO 2013 1º trimestre 2º trimestre 3º trimestre 4º trimestre
Direito especial de saque (1 DTS) 756,2361 755,9277 750,0576 740,5241
Dólar americano (1 USD) 496,7113 502,1873 495,3610 481,9669
Franco suíço (1 CHF) 533,9930 532,6488 531,2253 533,5586
Libra esterlina (1 GBP) 770,7077 771,2060 767,6231 780,2139
ene japonês (1 JPY) 5,3855 5,0822 5,0065 4,8063
Fontes: BCE, FMI.
1.2 – CONTEXTO ECONÓMICO E FINANCEIRO DA UMOA 1.2.1 - Produto interno bruto
As economias dos Estados membros da União foram resilientes, ao manter o seu crescimento num ritmo relativamente forte, apesar da morosidade da retoma da economia a nível mundial.