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A coorte de nascimentos de Pelotas

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Academic year: 2021

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(1)

A coorte de nascimentos

de Pelotas

Bernardo Lessa Horta Denise Petrucci Gigante

Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia Universidade Federal de Pelotas

(2)

Objetivos

Descrever metodologia do estudo

Ênfase

Perdas de acompanhamento

Quantificação

Distribuição por grupos socio-econômicos Estratégias de redução

(3)

Equipe da Coorte de 1982

Cesar Victora  Fernando Barros  Bernardo Horta  Denise Gigante  Rosângela Lima  Patrick Vaughan  Sharon Huttly  Helen Gonçalves  Dominique Behague  Celene LongoAydin Nazmi  Vera Silveira  Isabel Oliveira

 Maria del Pilar Velez  E muitos outros

(4)

Pelotas, RS

 População 320.000  Área relativamente

pobre dentro do RS

(5)

Razão entre o PIB per capita em

Pelotas e no Rio Grande do Sul

0 0,1 0,2 0,3 0,4 0,5 0,6 0,7 0,8 0,9 1 1985 1987 1989 1991 1993 1995 1997 1999 2001

(6)

Estudo perinatal - 1982

 Menos de 1% de partos domiciliares  Menos de 1% de recusas  Todas as crianças nascidas em 1982 nas 3 maternidades de Pelotas  5,914 nascidos vivos

(7)

Visita de 1983

 Todas as crianças

nascidas de Jan-Abr 1982 (1/3 da coorte)  Busca pelos endereços

obtidos no hospital  Perdas = 21%

 Média de idade = 11.3 meses

(8)

Visita de 1984

 Todas as crianças  Censo da cidade  Perdas = 13%  Média de idade 19.4 meses

(9)

Visita de 1986

 Todas as crianças  Censo da cidade  Média de idade 43.1 meses  Perdas = 16%

(10)

Visita de 1997

 27% dos setores censitários (70)  Perdas = 30%  Média de idade = 14.7 anos Financiamento: PRONEX e MS

(11)

Visita de 2000

 Todos os homens  Alistamento Militar  Perdas = 21%  Média de idade = 18.2 anos Financiamento: PRONEX e MS •Coleta de sangue (soro)

•Colesterol e frações •Antropometria

•Pressão arterial •Bio-impedância

•Validação por deutério •Função pulmonar

(12)

Visita de 2001

 Perdas = 31%

 Média de idade = 18.9 anos

Financiamento: OPS/OMS, PRONEX e MS

 27% dos setores censitários (70)  Mesmos setores

visitados em 1997

•Estudo de casos e controles •Paridade na adolescência •Estudo bi-generacional

(446 adolescentes com filhos) (570 crianças)

(13)

Visita de 2004-05

 Entrevistar todos os nascidos em 1982  Censo em toda área urbana da cidade Financiamento: Wellcome Trust

(14)

SUB-ESTUDOS 2004-05

 Etnográfico 96 indivíduos Amostra estratificada, 1997-2001-2005  Monitorização óbitos (SIM) nascimentos (SINASC) hospitalizações (SIH)

(15)

SUB-ESTUDOS 2004-05

 Bioteca

Banco de DNA Soroteca

Análises imediatas

 Tipo sanguíneo (a pedido da coorte)  Glicemia

Análises futuras

 Estudos de casos e controles aninhados

Recrutas pediram

(16)

Questões éticas

Consentimento verbal

1982 a 1986

Consentimento por escrito

Demais acompanhamentos

DNA

Autorização abrangente

(17)

Benefícios para os participantes

 Ambulatórios da Fac. Medicina  Ambulatório de Odontologia  Folder educativo

Resultados da pesquisa

 Explicação sobre a pesquisa

 Carta com resultado do perfil lípidico (2000)  Cartão com informações:

 Tipo sanguíneo

 Medidas antropométricas  Pressão arterial

(18)
(19)
(20)

Controle de qualidade

Seleção e treinamento

Padronização e calibragem

Repetição de 10% entrevistas

Telefone

Marcar entrevistas

Confirmar a realização da entrevista Visita domiciliar quando não tem

(21)
(22)

1983

Perdas

21 %

Perinatal: Informação apenas sobre o

nome e o endereço da mãe

Cerca de 10% das crianças não eram

conhecidas no endereço ou o endereço não existia

(23)

Como se reduziu as perdas

Buscou-se qualquer pista sobre a

família

Vizinhos

Companhia de Energia Elétrica Setores de crediário de loja de

(24)

1984

Como reduzir as perdas ??

Endereço hospitalar

(25)

ALTERNATIVA

Visitar todas as casas da zona

urbana (70.000 domicílios)

Identificar crianças que nasceram em

1982

Unir (linkage) o banco de dados do

(26)

MAIS UM PROBLEMA

Unir os bancos de dados

Perinatal: Data de nascimento e nome

da mãe

Criança ainda não tinha nome ou mudava

depois

Nome completo da criança não foi

incluído no banco de dados

Mudanças freqüentes no nome da

(27)

Como foi contornado

Uso de fuzzy logic manual

Hospital

Data de nascimento

(28)

PERDAS EM 1984 E 1986

5914 NASCIDOS VIVOS 4476 vistos em 1984 e 1986 266 vistos em 1986 449 vistos em 1984 490 perdas em 1984 e 1986 233 óbitos

(29)

TAXA DE ACOMPANHAMENTO CONFORME A RENDA FAMILIAR EM 1982 0 20 40 60 80 100 <=1 1,1-3 3,1-6 6,1-10 >10 RENDA FAMILIAR (S.M.) % LOCALIZADOS VD 1983 VD 1984 VD 1986

(30)

Visitas de 1997 e 2001

27% dos setores censitários

794 entrevistados em 1997

NÃO HAVIAM MUDADO PARA OUTRO SETOR 250 entrevistados 1031 adolescentes (69%) 282 entrevistados em 1997 MUDARAM PARA OUTRO SETOR

(31)

0 20 40 60 80 100 <=1 1,1-3 3,1-6 6,1-10 >10 RENDA FAMILIAR (S.M.) % LOCALIZADOS Recrutas 2000 VD 2001

Taxas de acompanhamento

conforme a renda familiar em

1982

(32)

PERDAS 2004-05, “O RETORNO”

 Censo identificou 52 % da coorte  Busca aos restantes

Endereços de 2000/2001: 1519 Escolas e universidades: 61 Lista Telefônica: 94 FENADOCE: 2 Cartão SUS: 32 Endereços 1982: 50 RecLink: 35

(33)

Óbitos não são perdas

RESUMO 2004-05

Nascidos vivos: 5914

279 óbitos identificados

5635 vivos?

Localizados: 4724 (84,6%)

Entrevistados até o momento:

(34)

LOCALIZADO NÃO É

ENTREVISTADO

243 em outras cidades do RS

42 em SC

(35)

O QUE ESTAMOS FAZENDO

Mutirão nas cidades próximas

Pagamos o deslocamento até

(36)

ESTRATÉGIA DE COLETA DE

SANGUE

 Convite para comparecer ao Hospital Universitário

Ressarcimento de despesas

 Transporte e lanche

 Se não comparecia

Telefonema ou carta

Visita domiciliar por coletador

 Sangue

(37)

Resultados parciais – visita

2004-2005

Localizados (4724)

Entrevistas (3954)

(38)

FINANCIAMENTO

 Falta de financiamento continuado

Impediu visitas regulares

Dificultou o acompanhamento de toda a

coorte

 930 encontrados em 1984, 1986, 1997 e 2001.

 Custo aproximado 1982-2005

1,5 milhão de dólares (1/3 nacional) 10 agências financiadoras

(39)

PRINCIPAIS COLABORAÇÕES

 London School of Hygiene and Tropical Medicine

Epidemiologia Antropologia

 Institute of Child Health (Londres)

Composição corporal

 Univ. Federal Sta. Catarina

(40)

Conclusões

 É possível realizar estudos de

acompanhamento de longo prazo em nosso meio

 Estudos prospectivos permitem análises que seriam impossíveis com outros

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