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Mudança e transformação social

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Academic year: 2021

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(1)

Unidade

7

transformação social

Mudança e

Revolução é a transformação radical das 

estruturas sociais, políticas e econômicas de       

uma sociedade. Outros tipos de mudança são      

as reformas sociais. Para o pensador italiano 

Umberto Melotti, os reformadores procuram

alterar elementos não essenciais e garantir a 

permanência da situação vigente, enquanto os 

revolucionários almejam destruir o existente  

para reconstruir a sociedade em novas bases. 

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Revolução e transformação social

Capítulo

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O termo revolução relaciona‐se a processos que  alteraram substancialmente a vida da humanidade. Sobre a revolução A Revolução Industrial  mudou a forma de  produção de bens. Manufatura do algodão com o uso da máquina de fiar Spinning  Mule em representação de 1825 (autor desconhecido).       A Revolução Industrial começou no setor têxtil.  Coleçã o  particular/The  Bridgeman   Ar L ibr ar y/Keysto ne A Revolução Agrícola transformou radicalmente a  forma de produção de alimentos das populações. 

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Capítulo

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Nas mudanças de rumo político, destacam‐se as  revoluções do século XVIII, chamadas burguesas  por serem movimentos liderados pela burguesia  ascendente, e as que eclodiram no século XX,  consideradas populares, pois tiveram participação  significativa do povo.  Hoje, participamos da terceira grande revolução  mundial, baseada na informática, na engenharia  genética e na nanotecnologia.

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Capítulo

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Revolução Inglesa (1642‐1660) Revoluções clássicas Derrubada do rei Carlos I em 1649, ano da proclamação da República  inglesa, em charge da época. Embora a monarquia fosse restaurada  em 1660, o Parlamento já havia consolidado sua força, dividindo o  poder com a coroa.  The  Bridgeman  Ar L ibr ar y/Keysto ne Houve a implantação de muitos  direitos que hoje são universais.  Contudo, o movimento ocorreu  em um único país. Propunha limitar o poder do rei e de seus associados,  impedindo o controle do comércio e da indústria e a  criação de impostos sem autorização do Parlamento. 

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Capítulo

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Revolução Americana (1776) Cartaz de recrutamento para a luta pela  independência das colônias inglesas na América  do Norte. Século XVIII. Bettman n /C o rb is/L atin  St ock Foi considerada uma revolução  porque teve grande  repercussão, principalmente  nos países da América Latina. Movimento de luta contra  o  domínio colonial inglês. Não  havia a intenção de alterar  profundamente as relações  sociais, nem de transformar a  propriedade, tampouco de  abolir a escravidão.

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Capítulo

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Decapitação de Luís XVI em Paris, 1793 (gravura alemã s.d.,  autor desconhecido). Ch â tea u x  de  Vers a illes  et  de  Tria non,  Vers a illes Fr ança Os revolucionários lutaram em nome dos seres humanos  (não incluindo as mulheres), e não só dos franceses.        Isso transformou o movimento em paradigma das       revoluções posteriores. Revolução Francesa (1789)  A luta não foi apenas  contra o poder  monárquico francês, mas  contra todos os regimes  que oprimiam a maioria  da população. A estrutura  da propriedade rural  também foi alterada. 

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Capítulo

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Três grupos participaram do movimento: camponeses  (maioria), trabalhadores urbanos e burguesia urbana e  rural.  Experiências revolucionárias no século XX Revolução Mexicana (1910‐1917)  Em 1911, com a derrubada de Porfírio Díaz, que estava  havia 20 anos no poder – e tinha apoio dos Estados  Unidos, dos grandes industriais e dos latifundiários,  nacionais e estrangeiros –, cada uma das três forças  revolucionárias prosseguiu separadamente.

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Capítulo

22

No México, apenas 1% da população detinha 97%        das terras, o que gerava uma situação de exploração        e miséria muito grande. Os camponeses buscavam a redistribuição das  terras. A burguesia dissidente exigia regras claras para       as eleições e uma democracia do tipo liberal. Os trabalhadores urbanos reivindicavam o direito       a liberdade de expressão e reunião, previstos  constitucionalmente. 

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Capítulo

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Em 1914, camponeses e operários formaram um exército  e depuseram Huerta. Venustiano Carranza, governador  do estado de Coahuila, tornou‐se presidente. O sucessor de Porfírio Díaz foi derrubado e assassinado  em 1913. Victoriano Huerta assumiu o poder, apoiado  pelos Estados Unidos, pela burguesia, pelo clero e pelo  Exército Federal.  Em dezembro de 1914, os camponeses se levantaram  contra Carranza, que não trazia nenhuma proposta  favorável ao grupo.

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Carranza derrotou a oposição e convocou uma  Constituinte. A nova carta trouxe importantes  avanços, principalmente para a classe operária.       Os líderes revolucionários Emiliano Zapata (ao  centro, de chapéu de abas largas) e Pancho Villa  (a sua direita, com uniforme militar) marcham  para a Cidade do México, em dezembro de 1914.  Foram derrotados pelo governo. CSI Mas a reforma agrária não foi realizada e os  proprietários de terras mantiveram‐se no poder.

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Capítulo

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Uma revolução comunista na Rússia (1917) A revolução começou com a derrubada do czar Nicolau II,  em fevereiro, e prosseguiu em novembro, com a tomada  do poder pelos bolcheviques, liderados por Lênin e  Trotsky. O movimento teve como base operários e soldados,  organizados em sovietes, conselhos populares que  expressavam a proposta de uma sociedade democrática.

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Capítulo

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Após a ascensão dos bolcheviques       e com uma nova estrutura estatal, os sovietes perderam o poder.  Repressão a trabalhadores e soldados, na  então capital Petrogrado (atual São  Petersburgo). De fevereiro a outubro  de  1917, seguidos levantes populares  impulsionaram o processo  revolucionário  na Rússia.  Hulton ‐Deu st ch  Collect ion/G e tt y  Ima ges No início, a república socialista  cuidou para que todos os focos de  oposição fossem eliminados. Em  1918, o Estado fez um acordo de  não agressão com a Alemanha.  O governo enfrentou a oposição  de diversos setores, principalmente   dos anarquistas, que queriam uma   sociedade mais livre.

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Entre 1919 e 1921, houve uma guerra na Rússia.  Países europeus que não aceitavam a revolução  enviaram tropas para apoiar os “brancos” contra       os “vermelhos”.   A situação, que já era terrível por causa da Primeira  Guerra Mundial, agravou‐se no período de afirmação    da revolução. Organizado e liderado por Trotsky, o Exército  Vermelho derrotou os contrarrevolucionários e  expulsou as tropas invasoras.

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Na União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS),  fundada em 1922, a propriedade privada foi extinta e  procurou‐se modificar a estrutura estatal e de serviços.        Em 1924, com a morte de Lênin, Stálin assumiu o  comando.  Desde então, a revolução que nascera com o propósito         de transformar o sistema anterior e garantir a liberdade       a todos, resolveu parte de seus problemas econômicos         à custa da submissão da sociedade a um Estado opressor  e autoritário. A URSS deixou de existir em 1991.

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Revolução comunista na China Em um longo processo de luta, o Partido Comunista  Chinês (PCC), fundado em 1921, mobilizou os  camponeses (a maioria da população) para lutar contra   os invasores japoneses e os exércitos de Chiang Kai‐shek,  anticomunista apoiado pelas potências vencedoras da  Primeira Guerra Mundial. A luta durou até 1949, quando os comunistas,  comandados por Mao Tse‐tung, tomaram Pequim. 

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Para organizar o Estado, Mao  recebeu ajuda da URSS, mas  essa aliança foi rompida no  início da década de 1960,  quando os chineses quiseram  ter seu arsenal nuclear – o que  os soviéticos não admitiam.   A primeira explosão atômica  chinesa ocorreu em 1964.  Pequim, 1949: tropas de Mao Tse‐tung desfilam em ação  de propaganda revolucionária. Baldwin  H.  Ward/Kathryn  C.  Ward/Corbis/Latin  St ock A partir da década de 1970, a        China foi se tornando, de forma       gradual, uma das maiores potências do mundo.

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Ao entrar no século XXI, a China caracterizava‐se  como um Estado centralizador e autoritário, ainda  sob o controle do Partido Comunista, mas com  produção industrial capitalista.  Numerosas empresas ocidentais atuam no território  chinês, que apresenta muita exploração da força de  trabalho, problemas sérios de desigualdade social e  outros tantos ambientais.

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Revolução socialista em Cuba O processo revolucionário iniciou‐se em 1953, quando    Fidel Castro liderou uma tentativa de tomada do quartel  de Moncada e terminou preso.  Ao deixar a prisão, o líder foi para o México, de onde  retornaria em 1956, com um grupo de correligionários,  iniciando uma série de guerrilhas contra a ditadura de  Fulgencio Batista, que governava o país havia 20 anos.  Em 1º de janeiro de 1959, os revolucionários chegaram  ao poder em Cuba.

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Revolução e transformação social

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O governo castrista tomou  uma série de medidas contrárias aos interesses dos  Estados Unidos, que        impuseram dificuldades ao  comércio da ilha. Isso        aproximou Cuba da URSS.  Cubanos comemoram a vitória da revolução nas ruas  de Havana, em janeiro de 1959. AFP Quando os Estados Unidos  romperam relações diplomáticas com Cuba e apoiaram  uma tentativa frustrada de invasão da ilha por um grupo  de exilados cubanos, em 1961, Fidel Castro declarou  Cuba república socialista.

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Revolução e transformação social

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Entretanto, com o fim da URSS, as condições de vida  em Cuba se tornaram precárias.  Com o apoio da URSS, Cuba pôde desenvolver um  sistema educacional e de saúde semelhante aos  melhores do mundo, além de proporcionar invejável  qualidade de vida à população. Até hoje o sistema político é centralizado no Partido  Comunista Cubano e na figura emblemática de Fidel  Castro, substituído no poder por seu irmão, Raul Castro,  em 2008.

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Revolução e transformação social

Capítulo

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Os movimentos vistos aqui são de sociedades que  alteraram sua estrutura e seu modo de vida, mas  avançaram pouco no processo de liberdade e  emancipação.  Um breve balanço Por isso, não são mais parâmetros para as mudanças  que ocorrem atualmente. Cada revolução significa uma experiência de emancipação  possível no processo da autonomia desejada.

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Revolução e transformação social

Capítulo

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Na sociedade atual, ocorre o desenvolvimento máximo  das transformações iniciadas pela Revolução Industrial,  sem modificação das estruturas de poder e economia.  O que nos espera? Estão germinando, contudo, novas formas de mudança,  que não estão necessariamente ligadas à ideia de  transformação geral e ampla.       Hoje, buscam‐se mudanças específicas por meio da  emancipação dos poderes existentes e da criação de  alternativas coletivas concretas.

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Revolução e transformação social

Capítulo

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Exercício Junte‐se aos colegas da classe e formem dois grupos        para fazer um debate. Cada equipe vai defender um  destes pontos de vista: É possível uma revolução e a criação de uma nova  sociedade por meio da ação dos trabalhadores  explorados. É possível uma mudança na sociedade mediante  ações lentas e graduais por parte das instituições  políticas existentes.

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Revolução e transformação social

Capítulo

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Î Elejam um colega do grupo para defender o ponto de  vista escolhido.  Î Escolham um colega da turma para ser o moderador. Î Estipulem um tempo para cada fala e outras regras  para o bom andamento da discussão, como: falar na        sua vez; ouvir a opinião do colega; expor as ideias com  clareza; levantar a mão para se inscrever pedindo a  palavra. Para organizar o debate: ÎOs outros integrantes dos grupos constituirão a  plateia e poderão se inscrever para fazer perguntas  ou complementar uma opinião. 

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