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DIREITO DO TRABALHO TERCEIRIZAÇÃO

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DIREITO DO TRABALHO

TERCEIRIZAÇÃO

(2)

 DIFERENÇA ENTRE TERCEIRIZAÇÃO, TRABALHO TEMPORÁRIO E

LOCAÇÃO DE MÃO DE OBRA PARA MELHOR COMPREENSÃO DAS

RAZÕES PELAS QUAIS SE REVELA INADMISSÍVEL A TERCEIRIZAÇÃO DE ATVIDADE FIM:

Terceirização trata-se de relação trilateral, pelo qual o trabalhador,

empregado da empresa prestadora de serviços, realiza suas atividades junto à empresa tomadora de serviços.

O mero fornecimento de trabalhadores para uma determinada empresa configura intermediação de mão-de-obra, que é denominada de

marchandage, figura proibida pela legislação do trabalho, salvo no caso

de trabalho temporário (Lei 6.019/74). A “locação de serviço” adotada pelo CC de 1916 foi abolida e não existe o termo “locação de mão-de-obra” — porque o trabalho não é uma mercadoria que pode ser alugada.

(3)

A prestação de serviço, não sujeita às leis trabalhistas ou à lei especial, está regida pelas disposições dos artigos 593 e

seguintes do Código Civil de 2002.

A única forma legal de intermediação de mão-de-obra subordinada que o ordenamento jurídico admite é o trabalho temporário regido pela Lei 6.019/74, que trata do fornecimento de trabalhadores por uma empresa,

para atendimento de excepcional e extraordinária necessidade de outra empresa (tomadora de serviços), devido a imperativo transitório de

substituição de seu pessoal regular e permanente, ou a acréscimo extraordinário de serviços. O trabalho temporário não se trata de

hipótese de terceirização, com prestação de serviços, mas, sim, de fornecimento temporário de trabalhadores para atuação para a

empresa tomadora, sob suas ordens e subordinação direta (presente os requisitos da pessoalidade e subordinação).

(4)

 ORIGEM:

 Estratégia

utilizada

como

técnica

de

administração

das empresas, observada a

partir da Segunda Guerra Mundial com a

sobrecarga na demanda por armas. A indústria

bélica passou a delegar serviços a terceiros

para conseguir dar conta da enorme procura

por armamentos.

(5)

Conseqüências:

 A experiência acarretou uma mudança no modelo de

produção tradicional.

 Do fordismo, com a noção de centralização de todas

as etapas da produção sob um comando único,

passou-se ao toyotismo, com a desconcentração

industrial, o enxugamento das empresas, mantendo

apenas o negócio principal, e o aparecimento de novas

empresas especializadas, gravitando como satélites ao

redor da empresa principal.

 A estrutura vertical horizontalizou-se com o objetivo

de concentrar as forças da empresa em sua atividade

principal,

propiciando

maior

especialização,

competitividade e lucratividade.

(6)

 A terceirização e a Administração de Empresas

 Na administração de empresas, a terceirização

se apresenta como importante estratégia;

 A Administração de empresas é a ciência

responsável pelo desenvolvimento inicial da

terceirização, que a conceitua como fenômeno

que consiste em “um processo de gestão pelo

qual se repassam algumas atividades para

terceiros – com os quais se estabelece uma

relação de parceria – ficando a empresa

concentrada apenas em tarefas essencialmente

ligadas ao negócio em que atua.”

(Giosa, L.A. citado por Amauri Cesar Alves. Direito do Trabalho Essencial. Ltr.p.192)

(7)

 A terceirização e o Direito do Trabalho

 A terceirização que surgiu como estratégia de

administração de empresas passou a repercutir

de forma significativa no direito do trabalho,

visto que além de promover substancial alteração

na definição típica da relação de emprego, que

era bilateral por natureza, passou a redundar em

grave precarização das condições de trabalho.

(8)

 Terceirização no Brasil

Origem na década de 1950, montadores de automóveis. na década de 70 assumiu clareza estrutural no país;

 O cenário começou a mudar quando o próprio Estado adotou a terceirização, como parte da descentralização administrativa, a partir do Decreto-Lei 200/67, as tarefas executivas passaram a ser executadas indiretamente, via contrato de intermediação de mão-de-obra;

Diante da necessidade de especificar quais serviços públicos poderiam ser terceirizados, foi publicada a Lei 5.645/70, que previa que “as atividades relacionadas com transporte, conservação, custódia, operação de elevadores, limpeza e outras assemelhadas” seriam objeto de execução mediante contrato, conforme determinado pelo Decreto-Lei 200/67;

(9)

A Lei 8.949/94 introduziu o parágrafo único do art. 442 da CLT, estimulando as terceirizações por meio de cooperativas;

1974 - Lei 6.019: regulamentou o serviço terceirizado no

mercado privado, autorizando o trabalho temporário não só na atividade meio da empresa, mas também na atividade fim,

permitindo ao empregado terceirizado substituir o trabalhador regular ou permanente nos casos de necessidade transitória ou acréscimo extraordinário de serviço.

1983 - Lei 7.102: terceirização permanente nos serviços de vigilância bancária

TST em 1986 editou a Súmula 256, cancelada em 11/2003; Em 1993 foi editada a Súmula n° 331;

(10)

A Súmula 331 C.TST, admite 4 modalidades de terceirização:

1) Situações empresariais que autorizem contratação de trabalho temporário – Sumula 331, I

I - A contratação de trabalhadores por empresa interposta é ilegal, formando-se o vínculo diretamente com o tomador dos serviços, salvo no caso de trabalho temporário (Lei nº 6.019, de 03.01.1974).

2) Serviços de Vigilância – S. 331 III

3) Atividade de conservação e limpeza – S. 331, III

4) Serviços ligados à atividade –meio do tomador - S.331 III

III - Não forma vínculo de emprego com o tomador a contratação de

serviços de vigilância (Lei nº 7.102, de 20.06.1983) e de conservação e limpeza, bem como a de serviços especializados ligados à atividade-meio do tomador, desde que inexistente a pessoalidade e a

(11)

 Com a Súmula 331 - SURGIU CONCEPÇÃO DE

TERCEIRIZAÇÃO LÍCITA E ILÍCITA

 São consideradas ilícitas, dentre outras hipóteses, contratações condenáveis e que precarizam as relações de trabalho/consequências:

 Responsabilidade é solidária com fulcro no artigo 942 do Código Civil, por analogia.

 Forma-se o vínculo de emprego diretamente com a empresa tomadora.

 todos os benefícios da categoria do tomador passam para o empregado

(12)

 Particularidades da terceirização

(Amauri Cesar Alves – Direito do Trabalho Essencial):

 Para o empregador, a terceirização é uma das estratégias

para a readequação de suas estruturas para o mercado mais exigente. A tese é a da especialização, da ênfase em sua

atividade preponderante, da redução de custos e aumento da lucratividade.

 A realidade, demonstra no entanto, que no plano do Direito

do Trabalho e no sentimento operário a terceirização é quase sempre perversa, pois traz dentro da classe

trabalhadora patamares desiguais de valorização da força

produtiva. Na terceirização há, em um mesmo

estabelecimento empresarial, diversas “classes” de

trabalhadores empregados, de acordo com quem é o seu

(13)

 A relação jurídica empregatícia clássica é bilateral.

Na terceirização insere uma terceira pessoa na

contratação, que se interpõe na relação jurídica

básica.

 Na terceirização, aquele que se interessa pelo

aproveitamento do trabalho de alguém (aqui

denominado tomador dos serviços), ao invés de ir

ao mercado e fazer diretamente a contratação

(bilateral, clássica), opta por contratar uma

interposta pessoa, que por sua vez contrata o

trabalhador, que entrega seu trabalho no interesse

daquele.

(14)

 Há, então, uma relação trilateral ou triangular,

que recebe a seguinte definição de Mauricio

Godinho Delgado (Curso de Direito do Trabalho. LTr):

“Terceirização é o fenômeno pelo qual se

dissocia a relação econômica de trabalho da

relação justrabalhista que lhe seria

correspondente. Por tal fenômeno insere-se o

trabalhador no processo produtivo do tomador

de serviços sem que se estendam a este os

laços justrabalhistas, que se preservam

(15)

 TERCEIRIZAÇÃO NÃO TEM CONCEITO LEGAL;

 TERCEIRIZAÇÃO TRATA-SE DE ESTRATÉGIA DE

ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESAS

 TERCEIRIZA-SE ATIVIDADE DA EMPRESA,

UTILIZANDO-SE PARA TANTO MÃO DE OBRA

 RELAÇÃO TRIANGULAR: TOMADOR DOS SERVIÇOS

QUE TERCEIRIZAA ATIVIDADE; EMPRESA PRESTADORA

DE SERVIÇOS E O TRABALHADOR.

(16)

Empresa prestadora de serviços ou contratada

Empregado

Empresa Contratante

Relação de

emprego

(17)

 Terceirização é um neologismo da palavra “terceiro”,

aqui compreendido como intermediário.

 Em outras palavras, a relação de emprego

não está

diretamente relacionada com a relação

econômica onde o trabalho está inserido

.

 É um fenômeno típico do final do século XX, com a

alteração da economia e da forma de atuação do

Estado nas relações privadas.

(18)

 Passou a ser regulamentada por Lei no Brasil

pela Lei 13.429, de 31/03/2017, que

veio dispor

sobre alterações no trabalho temporário nas empresas urbanas e

dispor também sobre as relações de trabalho na empresa de

prestação de serviços a terceiros. Esta última até então, tratada

por meio da Súmula 331 do TST.

 A LEI 13.429, de 31/03/2017 já sofreu alteração

pela

Reforma

Trabalhista,

Lei

13.467,

13/07/2017.

 A lei não utiliza expressão “TERCEIRIZAÇÃO”.

A Lei trata de “

empresa prestadora de serviços a

terceiros

”,

também

denominada

de

(19)

Redação anterior LEI 13.429 Nova redação Lei 13.467, 13/07/2017

(L. 6019/74): Art. 4º-A. Empresa prestadora de serviços a terceiros é a pessoa jurídica de direito privado destinada a prestar à contratante serviços determinados e específicos.

X (L. 6019/74): Art. 4o-A. Considera-se

prestação de serviços a terceiros a transferência feita pela contratante da execução de quaisquer de suas atividades,

inclusive sua atividade principal, à pessoa jurídica de direito privado prestadora de serviços que possua capacidade econômica

compatível com a sua

execução.

A empresa prestadora de serviços a terceiros, não pode ser pessoa física, nem mesmo um empresário

individual, devendo ser necessariamente pessoa jurídica

(20)

CRÍTICA TERCEIRIZAÇÃO DA ATIVIDADE FIM:

Ainda que a terceirização de serviços não seja um fenômeno

propriamente jurídico, deve o operador do direito conciliar seus efeitos

com o valor social do trabalho e a livre iniciativa, ambos fundamentos da República Federativa do Brasil (artigo 1º, IV, da CRFB/88).

 Por se tratar de forma de contratação, que distorce a bilateralidade inerente à relação de emprego clássica, a terceirização deve ficar restrita à hipótese de subcontratação de serviços especializados relacionados à atividade-meio do tomador de serviços.

 Desse modo, resta patente a inconstitucionalidade da lei que autoriza a terceirização da atividade fim, pois tal situação equipara-se à locação de mão-de-obra, o que viola frontalmente o princípio da dignidade da

pessoa humana, bem como o valor social do trabalho.

 A terceirização ampla e irrestrita das atividades do empregador ,

ocasiona grave retrocesso ao Direito do Trabalho, por permitir o retorno da locação de serviços há muito superada - resulta em inegáveis

(21)

 Ocasiona também prejuízo de ordem social pois resulta em

rebaixamento remuneratório acarretado pela terceirização de serviços e piora na qualidade vida dos terceirizados que também são

consumidores.

 .

Segundo estudo realizado pelo Ministério Público do Trabalho

(

http://www.prt2.mpt.mp.br/420-estudo-aponta-que-reforma-trabalhista-e-inconstitucional-2

), os trabalhadores terceirizados:

o Recebem salários menores do que os empregados diretos; o Cumprem jornadas maiores do que os empregados diretos; o Desempenham as atividades de maior risco, sem o necessário treinamento;

o Recebem menos benefícios indiretos, como planos de saúde, auxílio-alimentação, etc.

o Permanecem menos tempo na empresa (maior rotatividade de mão de obra, com contratos mais curtos);

(22)

 COMENTANDO O ARTIGO:

 O legislador optou por inserir a terceirização na Lei de Trabalho

temporário (Lei 6.019/74) ao invés de fazer uma Lei própria.

 A Lei 13.429/2017 tinha mantido o pudor de dizer que a empresa

contratada prestaria serviços determinados e específicos e não

explicitou a possibilidade de terceirização da atividade principal. Havia aqui algum espaço para interpretação.

 Isto porque a Súmula 331, III do C. TST, ao permitir a terceirização

em atividade-meio, tratava claramente de serviços específicos.

Poderíamos então entender que se a Lei tratava de serviços específicos, não caberia a terceirização na atividade-fim.

 Verificando este risco, a Lei 13.467 declarou expressamente a

possibilidade de transferência da atividade principal e eliminou a expressão relativa aos serviços determinados e específicos.

 Deixou, entretanto, claro que a empresa contratada deve ter

(23)

 O malefício da terceirização é pulverizar a atuação sindical.

Sindicatos diferentes, direitos diferentes.

 Cria o emprego precário, pois conviverão na mesma bancada

trabalhadores diretos e terceirizados, com salários e direitos

diferentes.

 Retira a razão existencial da empresa contratante, cuja única

justificativa é a obtenção do lucro, eliminando o sentido dos

dispositivos constitucionais que se referem ao valor social da

livre iniciativa.

 Coloca em risco os trabalhadores e demais usuários e

consumidores. Ex: Motorista de ônibus terceirizado.

 Para o empresário também é ruim. Não há vínculo do

trabalhador com a empresa contratante, afastando a noção de

dever de fidelidade e colaboração com o empreendimento

(“vestir a camisa”) que é inerente ao contrato de emprego.

(24)

Redação anterior Nova redação

§ 1o

A empresa prestadora de serviços

contrata,

remunera

e

dirige

o

trabalho

realizado

por

seus

trabalhadores

, ou subcontrata

outras

empresas para realização desses serviços.

(25)

O poder de direção é exercido pela empresa

prestadora de serviços em face de seus empregados, embora estes laborem na empresa

contratante. Desse modo, os referidos empregados são

juridicamente subordinados à empresa prestadora de serviços e não à tomadora dos

serviços/contratante.

Caso haja subordinação direta dos

empregados terceirizados à empresa contratante, a terceirização deverá ser considerada ilícita, gerando o vínculo de emprego

diretamente com a tomadora (exceto no caso da

administração pública, em razão da exigência de aprovação prévia em concurso público, nos termos do art. 37, inciso II, da Constituição da República), incidência art. 9º da

(26)

O artigo em comento admite a quarteirização.

 A quarteirização que é o próximo estágio da

terceirização, é a contratação de uma empresa de

serviços para gerenciar outras empresas.

 Havendo a quarteirização/subcontratação esta terá

o poder de direção e deverá ter condições

econômicas compatíveis para o exercício do

contrato

(27)

Redação anterior Nova redação § 2o Não se configura vínculo empregatício entre os

trabalhadores, ou sócios das empresas prestadoras de serviços, qualquer que seja o seu ramo, e a empresa contratante.

X IDEM

Comentário: Desde que cumpridos os requisitos da terceirização, quais sejam:que a subordinação jurídica esteja com a empresa contratada

e esta empresa tenha idoneidade econômica

(28)

Redação anterior Nova

redação

Art. 4 -B. São requisitos para o funcionamento da

empresa de prestação de serviços a terceiros:

I - Prova de inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ); II – Registro na Junta Comercial;

III - Capital social compatível com o número de empregados, observando-se os seguintes parâmetros:

a) empresas com até dez empregados - capital mínimo de R$ 10.000,00 (dez mil reais);

b) empresas com mais de dez e até vinte empregados -capital mínimo de R$ 25.000,00 (vinte e cinco mil reais);

c) empresas com mais de vinte e até cinquenta empregados -capital mínimo de R$ 45.000,00 (quarenta e cinco mil reais);

d) empresas com mais de cinquenta e até cem empregados -capital mínimo de R$ 100.000,00 (cem mil reais); e

e) empresas com mais de cem empregados - capital mínimo de R$ 250.000,00 (duzentos e cinquenta mil reais)."

(29)

 Exigência de valores mínimos de capital social forma que o legislador entende para proteger os direitos de credores e empregados envolvidos na prestação dos serviços;

 Critério escolhido pode ser equivocado se considerado que o valor do capital social diz respeito tão somente ao montante que foi aportado pelos sócios na empresa, não representando efetiva disponibilidade de recursos (caixa) para fazer frente às obrigações assumidas pela empresa perante seus colaboradores e terceiros.

 Talvez fosse mais seguro exigirum valor mínimo de patrimônio líquido;  A lei é omissa sobre o momento de integralização do capital social, pois

pode ocorrer a constituição sem integralização total e na hipóteses das empresas já constituídas se deveriam ou não estar com o capital

integralizado observando as novas exigências.

(30)

 De acordo com a nova lei:

Art. 19-A., ”O descumprimento do disposto nesta Lei sujeita a empresa infratora ao pagamento de multa.

Parágrafo único. A fiscalização, a autuação e o processo de

imposição das multas reger-se-ão pelo Título VII da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1o de maio de 1943.”

 A fiscalização será feita pelo Ministério do Trabalho, nos termos do

artigo 626 da CLT.

(31)

Redação

anterior Nova redação

Nihil X (L. 6019/74): Art. 4o-C. São asseguradas aos empregados da empresa prestadora

de serviços a que se refere o art. 4o-A desta Lei, quando e enquanto os serviços,

que podem ser de qualquer uma das atividades da contratante, forem executados nas dependências da tomadora, as mesmas condições:

I - relativas a:

a) alimentação garantida aos empregados da contratante, quando oferecida em refeitórios;

b) direito de utilizar os serviços de transporte;

c) atendimento médico ou ambulatorial existente nas dependências da contratante ou local por ela designado;

d) treinamento adequado, fornecido pela contratada, quando a atividade o exigir. II - sanitárias, de medidas de proteção à saúde e de segurança no trabalho e de instalações adequadas à prestação do serviço.

(32)

Redação

anterior Nova redação

Nihil X § 1o

Contratante e contratada poderão estabelecer,

se assim entenderem, que os empregados

da

contratada

farão

jus

a

salário

equivalente ao pago aos empregados da

contratante, além de outros direitos não

previstos neste artigo.

(33)

Salário equitativo: artigo 12, “a”, Lei 6019/74:

Art. 12 - Ficam assegurados ao trabalhador temporário os seguintes direitos:

a) remuneração equivalente à percebida pelos empregados de mesma categoria da empresa tomadora ou cliente calculados à base horária, garantida, em qualquer hipótese, a percepção do salário mínimo regional;

OJ 383. TERCEIRIZAÇÃO. EMPREGADOS DA EMPRESA PRESTADORA DE SERVIÇOS E DA TOMADORA. ISONOMIA. ART. 12, “A”, DA LEI Nº 6.019, DE 03.01.1974. (mantida) - Res. 175/2011, DEJT divulgado em 27, 30 e 31.05.2011

A contratação irregular de trabalhador, mediante empresa interposta, não gera vínculo de emprego com ente da Administração Pública, não afastando, contudo, pelo princípio da isonomia, o direito dos empregados terceirizados às mesmas verbas trabalhistas legais e normativas asseguradas àqueles contratados pelo tomador dos serviços, desde que presente a igualdade de funções. Aplicação analógica do art. 12, “a”, da Lei nº 6.019, de 03.01.1974.

(34)

Redação

anterior Nova redação

Nihil X

§ 2o Nos contratos que impliquem mobilização de empregados da contratada em número igual ou superior a 20% (vinte por cento) dos empregados da contratante, esta poderá disponibilizar aos

empregados da contratada os serviços de alimentação e atendimento ambulatorial em outros locais apropriados e com igual padrão de atendimento, com vistas a manter o pleno funcionamento dos serviços existentes.

(35)

 Questão relevante a destacar, num rol claro de direitos

assegurados, é a questão relativa à proteção de saúde do

trabalhador e meio ambiente de trabalho, na medida em

que o país tem elevado número de acidentes de trabalho

e doenças ocupacionais.

 Segundo estudo realizado pelo Ministério

Público do Trabalho (

http://www.prt2.mpt.mp.br/420-estudo-aponta-que-reforma-trabalhista-e-inconstitucional-2

) os

trabalhadores terceirizados:

o Sofrem 80% dos acidentes de trabalho fatais;

o Sofrem com piores condições de saúde e

(36)

Redação anterior Nova redação (L. 6019/74): Art. 5º-A. Contratante é a

pessoa física ou jurídica que celebra contrato com empresa de prestação de serviços determinados e específicos.

X (L. 6019/74): Art. 5o-A. . Contratante é a

pessoa física ou jurídica que celebra contrato com empresa de prestação de serviços relacionados a quaisquer de suas atividades, inclusive sua atividade principal

§ 1o É vedada à contratante a

utilização dos trabalhadores em atividades distintas daquelas que foram objeto do contrato com a empresa prestadora de serviços.

X IDEM

§ 2o Os serviços contratados

poderão ser executados nas instalações físicas da empresa contratante ou em outro local, de comum acordo entre as partes.

(37)

 O caput deixou clara a possibilidade de terceirizar a atividade

principal (atividade-fim);

 O parágrafo primeiro veda a designação de trabalhador para a

atividade diversa daquela para a qual foi contratada. Na redação

original do caput este parágrafo tinha por finalidade evitar que um

trabalhador fosse contratado para atividade-meio e fosse

designado para a atividade-fim. Com a atual redação, não faz

muito sentido. Entretanto, foi mantido.

 Possibilidade de reconhecer vínculo de emprego diretamente com

a contratante na sua inobservância?

 O parágrafo segundo é auto-explicativo. Serve apenas para dizer

que o trabalho executado nas dependências da contratante não é

elemento para invalidar o contrato.

(38)

Redação anterior Nova redação § 3o É responsabilidade da contratante garantir

as condições de segurança, higiene e salubridade dos trabalhadores, quando o trabalho for realizado em suas dependências ou local previamente convencionado em contrato.

X IDEM

§ 4o A contratante poderá estender ao trabalhador da

empresa de prestação de serviços o mesmo atendimento médico, ambulatorial e de refeição destinado aos seus empregados, existente nas dependências da contratante, ou local por ela designado.

X IDEM

§ 5o A empresa contratante é subsidiariamente

responsável pelas obrigações trabalhistas referentes ao período em que ocorrer a prestação de serviços, e o recolhimento das contribuições previdenciárias observará o disposto no art. 31 da Lei no 8.212, de

24 de julho de 1991.

(39)

 Os parágrafos 3º e 4º quase que repetem o art. 4º-C

introduzido pela reforma.

 Entretanto, o parágrafo 3º explicita que a responsabilidade

pelo meio ambiente de trabalho é da contratante em

qualquer ambiente.

 Já o parágrafo 4º reafirma faculdades. Parece que a ideia é

não caracterizar o vínculo de emprego caso a contratante

forneça tais benesses.

(40)

 O parágrafo 5º consagra a responsabilidade

subsidiária

do tomador.

 Consagra a teoria da responsabilidade contratual, ou seja,

não há necessidade de

culpa

, mas, sim, do

mero inadimplemento.

 Entretanto, não é aplicável à administração pública, que

tem lei específica (art. 71, L. 8666/93) e, para a

qual, é necessária a prova (ADC 16) da culpa

e,

ao

que

parece,

esta

prova deve estar

robustamente provada pelo trabalhador,

segundo se extrai de notícia de julgamento recentemente

proferido pelo E. STF, cujo teor, infelizmente, ainda não foi

publicado.

(41)

Redação anterior Nova redação “Art. 5º-B. O contrato de prestação de

serviços conterá:

I - qualificação das partes;

II - especificação do serviço a ser prestado;

III - prazo para realização do serviço, quando for o caso;

IV - valor.”

X IDEM

Comentário: O contrato entre as empresas é formal.

(42)

Redação anterior

Nova redação

Nihil X (L. 6019/74): Art. 5o-C. Não pode figurar como contratada, nos termos do art. 4o-A desta Lei, a pessoa jurídica cujos titulares

ou sócios tenham, nos últimos dezoito meses, prestado serviços à contratante na qualidade de empregado ou trabalhador sem vínculo empregatício, exceto se os referidos titulares ou sócios forem aposentados.

(43)

Nihil X (L. 6019/74):

Art.

5o-D. O empregado que for

demitido não poderá prestar serviços para esta mesma empresa na qualidade de empregado de empresa prestadora de serviços antes do decurso de prazo de dezoito meses, contados a partir da demissão do empregado.

Comentário:Institui a quarentena com o objetivo de evitar a fraude de dispensar empregados para que estes formem empresa para prestar serviços como contratada

(44)

Art. 19-B. O disposto nesta Lei não se aplica às

empresas de vigilância e transporte de

valores, permanecendo as respectivas

relações de trabalho reguladas por

legislação especial, e subsidiariamente

pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT),

aprovada pelo

Decreto-Lei n

o

5.452, de 1

o

de maio de

1943

.

(Incluído pela Lei nº 13.429, de

(45)

Art. 19-C. Os contratos em vigência, se as

partes assim acordarem,

poderão ser

(46)

CONTRATO DE FACÇÃO

O contrato de facção é um pacto de natureza

mercantil em que a empresa faccionária se obriga, a

partir da transformação da matéria-prima, a

fornecer à empresa contratante produtos acabados.

Tal contrato não importa em terceirização de

serviços, pois não se contrata

a mão-de-obra de terceiros, mas sim o fornecimento

de produtos acabados.

(47)

Súmula nº 96 do

TRT12:

SÚMULA Nº 96 do TRT12. CONTRATO DE FACÇÃO.

RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA DA

TOMADORA DOS SERVIÇOS. No contrato de facção, a

tomadora dos serviços responde subsidiariamente

pelos créditos trabalhistas devidos aos empregados

da empresa prestadora, desde que verificada a

ingerência na administração

(48)

Franquia, franchising ou franchise [francháiz]

[1]

é uma

estratégia

utilizada em

administração

que tem, como

propósito, um sistema de venda de

licença

na qual o

franqueador (o detentor da marca) cede, ao

franqueado (o autorizado a explorar a marca), o direito

de uso da sua

marca

,

patente

, infraestrutura,

know-how

e direito de distribuição exclusiva ou semiexclusiva

de produtos ou

serviços

. O franqueado, por sua vez,

investe e trabalha na franquia e paga parte do

faturamento ao franqueador sob a forma de

royalties

.

Eventualmente, o franqueador também cede ao

franqueado o direito de uso de

tecnologia

de

implantação e

administração

de negócio ou sistemas

desenvolvidos ou detidos pelo franqueador, mediante

remuneração direta ou indireta. Wikipédia,

(49)

Outsourcing é uma expressão em inglês normalmente

traduzida para português como terceirização. No mundo

dos negócios, o outsourcing é um processo usado por

uma empresa no qual outra organização é contratada

para desenvolver uma certa área da empresa.

Em inglês, a palavra "out" significa "fora", e "source"

significa "fonte", ou seja, a expressão remete para uma

fonte que está no exterior. Assim, uma empresa procura

uma fonte no exterior que possa trabalhar uma área do

negócio de forma mais eficiente, obtendo desta forma

mais tempo para se concentrar nos aspectos fulcrais da

gestão empresarial

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