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ANO XXII EDIÇÃO Nº 48 OUTUBRO/2020

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EDIÇ Ã O N º 4 8 | OUTUBR O DE 2 0 2 0

Do total de investimentos do Mais MT, 63% são recursos próprios

do Estado que vão gerar 52 mil novos empregos até 2022

MAURO MENDES LANÇA MAIOR

PROGRAMA DE INVESTIMENTOS DA HISTÓRIA

COM RECURSOS DE R$ 9,5 BILHÕES

MAIS MT

ENTREVISTA

Presidente do TJMT, desembargador Carlos Rocha,

diz que o Judiciário do futuro já está acontecendo

INFRAESTRUTURA

Mato Grosso registrará

salto logístico com o

avanço de ferrovias,

avalia senador

Wellington Fagundes

ANO XXII | EDIÇÃO Nº 48 | OUTUBRO/2020 | www.3poderesmatogrosso.com.br

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2 | 3 PODERES

Mato Grosso

www.3poderes.net.br

EDIÇÃO Nº 48 | OUTUBRO DE 2020

COORDENAÇÃO DE JORNALISMO

JOÃO PEDRO MARQUES

EDITOR E DIRETOR DE REDAÇÃO

RUI MATOS

FOTO CAPA

ASSESSORIA

FOTOGRAFIA

TJMT, SECOM/MT, TCHÉLO FIGUEIREDO - SECOM/MT, NELSON JR./SCO/STF, RODOLFO

PERDIGÃO, ROTA DO OESTE, MARCOS OLIVEIRA/AGÊNCIA SENADO, LIGIANI SILVEIRA/

CGE-MT, CHRISTIANO ANTONUCCI / SECOM, WALDEMIR BARRETO/ AGÊNCIA SENADO,

MARCOS VERGUEIRO, GUSTAVO DUARTE, ISAC NOBREGA/PR, ROVENA ROSA/AGÊNCIA BRASIL, ROQUE DE SÁ/AGÊNCIA SENADO, WILL

SHUTTER/CÂMARA DOS DEPUTADOS, MICHEL JESUS/ CÂMARA DOS DEPUTADOS, KAREN

MALAGOLI E ROBSON SILVA

EDITOR DE ARTE

MARCO ANTONIO RAIMUNDO

DIAGRAMAÇÃO

FERNANDO INÁCIO | [email protected]

REVISÃO

MARIA LIGIA

TEXTO

RUI MATOS, JONATAS PEIXOTO, VINÍCIUS DE CARVALHO, ISA RAMOS E AGÊNCIA BRASIL

REDAÇÃO

(65) 3623-1170 / 3622-2310 REDAÇÃ[email protected] 3 PODERES NÃO SE RESPONSABILIZA POR MATÉRIAS E ARTIGOS ASSINADOS,

QUE NÃO REFLETEM NECESSARIAMENTE A OPINIÃO DA

REVISTA. AS MATÉRIAS ESPECIAIS PUBLICADAS NA RDM SÃO DE

COMERCIAL/MÍDIA:

ARTUR DIAS DA FONSECA NETO (65) 3623-1170 (65) 99682-1470 [email protected] [email protected] ADMINISTRATIVO CENTRAL (65) 3623-1170 A REVISTA 3PODERES MATO GROSSO É PUBLICAÇÃO DO

RUA ITÁLIA, 147, SANTA ROSA, CUIABÁ-MT - CEP 78-040-240

N

ossa matéria de capa aborda

sobre o maior programa de investimentos da história de Mato Grosso. Lançado pelo governa-dor Mauro Mendes em 28 de outubro, o Mais MT prevê recursos de R$ 9,5 bilhões em investimentos nesta ges-tão (2019-2022) e vai gerar mais de 52,4 mil novos postos de empregos. O próprio governador apresentou os detalhes do programa no Centro de Eventos do Pantanal. Do total de in-vestimentos do Mais MT, 63% são recursos próprios do Estado. Pelo programa, no período de quatro anos, entre 2019 e 2022, também estão pre-vistos R$ 2,8 bilhões em operações de crédito e mais R$ 711,1 milhões, en-tre convênios com o Governo Federal e emendas parlamentares.

Na entrevista, a nossa conversa foi com o presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembarga-dor Carlos Alberto Alves da Rocha. O

magistrado fala sobre a concretização Processo Judicial eletrônico (PJe) che-gou a 100% das unidades judiciais. Segundo ele, o Judiciário do futuro já está acontecendo no estado. Para Carlos Rocha, que também preside o Colégio de Presidentes dos Tribunais de Justiça do Brasil (Codepre), o prin-cipal responsável por essa formula de sucesso foi o elemento humano. Carlos Rocha conclui essa entrevista afirmando ter a sensação do dever cumprido. “Deixo a presidência com a segurança de que, dentro das minhas possibilidades, eu dei o máximo de mim para o Poder Judiciário”.

3 Poderes de outubro também traz outras matérias sobre os demais pode-res, notícias de bastidores e a opinião política de quem conhece o assunto. Tudo isso e muito mais só pra você.

Boa leitura!

RECURSOS, OBRAS E EMPREGOS

OPINIÃO ... PÁG. 04 EXECUTIVO EM AÇÃO ... PÁG. 06 LEGISLATIVO EM MOVIMENTO ...PÁG. 08 DIREITO, JUSTIÇA & CIDADANIA ...PÁG. 10 TRIBUNAL DE JUSTIÇA ...PÁG. 20

LOGÍSTICA ... PÁG. 22 MINISTÉRIO PÚBLICO ESTADUAL ... PÁG. 24 MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL ...PÁG. 25 DESBUROCRATIZAÇÃO ...PÁG. 26 TRIBUNAL DE CONTAS ...PÁG. 27

SUMÁRIO

CARTA DO EDITOR

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ENTREVISTA

Para o presidente do TJMT, desembargador Carlos Alberto Alves da Rocha, o Judiciário do futuro já está acontecendo em Mato Grosso

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MAIS MT

Governador Mauro Mendes lança o Mais MT, com recursos de R$ 9,5 bilhões em investimentos e geração de 52 mil empregos

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SEGURANÇA PÚBLICA

Onze regionais da Polícia Civil no interior de Mato Grosso ganham 30 novos delegados

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É

certo que toda ciência, entendida como tal, deve estar lastreada por princípios e métodos próprios de conhecimento. Disso resulta que Kelsen propõe como base do Direito a sua pureza, afastando-o da moral, filosofia, sociologia etc.

Claro que o pensador da ‘ciência pura’ não negou a importância dos demais ra-mos científicos, inclusive para a inquie-tação jurídica, tão somente procurou es-tabelecer alicerces objetivos e científicos próprios do Direito.

Criticando o argumento positivista que propõe uma completa separação entre o direito e a moral, Alexy apresenta dois argumentos: o argumento da injustiça e o argumento da pretensão de correção.

Os sistemas normativos perdem sua qualidade de jurídico se alçados a limites intoleráveis de injustiça. Assim, os seus operadores devem necessariamente apre-sentar uma pretensão de correção quando aplicam ou criam normas jurídicas.

Quanto ao primeiro argumento, las-treia-se num sentimento de justiça neces-sário para separar o direito da mera força bruta.

A moral está sempre em conexão com o direito em Alexy, para negar ou para con-firmar. De acordo com ele, e considerando o segundo argumento já citado, os siste-mas jurídicos têm obrigação de apresen-tar, no mínimo, uma pretensão de corre-ção, de forma explícita ou implícita, acaso desejarem ser classificados como tal.

No mesmo norte, os juízes devem apli-car esta pretensão de correção em suas decisões sob pena de produzirem-nas ao arrepio do princípio ‘consequencialista’. Seria uma temeridade somente em pensar poder ser diferente, pois, a salvaguarda do sistema de Justiça democrático está no ‘emparedamento’ da liberdade do in-térprete maior da norma, obrigando-o ao campo da reflexão constante.

Há uma imensa vantagem nesses ar-gumentos. Primeiro, volta os olhos da

co-munidade jurídica para a decisão judicial, democratizando-a e forçando-a a uma disciplina própria, com transparência. Se-gundo, a interconexão com a moral que se requer, aqui, faz flerte com o pensamento médio do destinatário da norma, corolário do caso concreto, e esta só se legitima se razoável, aceita e pulverizada pelo senso crítico de todos.

É um caminho que, se não afasta com-pletamente o subjetivismo, ao menos traz para o centro do debate a sentença judi-cial, tanto em ‘hard cases’ quanto no ho-dierno.

A par disso, considerando a força dos vários fatores a influenciar a ordem jurídi-ca, de início, fundamentar a legitimidade da decisão judicial em casos difíceis, vale dizer, com a necessidade inafastável de ponderação, parece ser um caminho bas-tante razoável para se discutir um modelo dogmático que subtraia das mãos do jul-gador a possibilidade de se aventurar em institutos alheios à influência do pensa-mento constitucional moderno, e aceito.

É por aí...

Gonçalo Antunes De Barros Neto (Saíto) tem formação em Filosofia e

Direito, autor da página Bedelho

Os sistemas

normativos perdem

sua qualidade de

jurídico se alçados

a limites intoleráveis

de injustiça

DIREITO E MORAL

Gonçalo de Barros Neto Gonçalo de Barros Neto

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EXECUTIVO EM AÇÃO

ARENA MULTIEVENTOS

NOVOS HOSPITAIS

BOA NOTÍCIA

NOVIDADE NA EDUCAÇÃO

A Cultura, Esporte e Lazer em Mato Grosso foram as principais áreas afetadas com a pandemia da Covid-19 este ano e, para reverter tal cenário, o Governo vai investir R$ 170 milhões nos setores, por meio do programa Mais MT. Os recursos devem ser aplicados em infraestrutura, reformas e execução de pro-gramas voltados à prática de esportes e criação de espaços para realização de eventos culturais em todo o Estado. Um dos programas é o Arena Série A, que visa adequar o local para receber grandes jogos. Já o Parque Multieventos em

Mato Grosso será o carro-chefe no setor da cultura. Há ainda a execução de

ações de preservação do patrimônio histórico e cultural, recuperação, apoio a eventos e iniciativas em vários municípios.

A gestão estadual anunciou a construção de mais três hospitais regionais nas regiões do Araguaia, Noroeste e Nordeste de Mato Grosso. Para tornar o planejamento uma realidade, o Poder Executivo vai investir R$ 201 milhões. Outra obra de saúde em execução é a retomada da construção do Hospital Central, em Cuiabá. A unidade de saúde, localizada no Centro Político Ad-ministrativo, está paralisada há 34 anos e foi retomada pela atual gestão, que trabalha para colocar o hospital em funcionamento. Segundo o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, os investimentos vão impactar posi-tivamente na sociedade, oferecendo um melhor serviço de saúde para quem depende do Sistema Único de Saúde (SUS-MT).

Além de antecipar os salários de ou-tubro, a prefeita de Várzea Grande

Lucimar Sacre de Campos (DEM),

anunciou o envio de projeto à Câma-ra que asseguCâma-rando correção salarial de 12,89% para os professores da Rede Pública Municipal, concursa-dos e contrataconcursa-dos como determina o piso nacional do magistério. Segun-do a Legislação Federal o Piso Sa-larial é para os professores efetivos, mas Várzea Grande ampliou também para os professores contratados. A prefeita reafirmou ainda que o calen-dário salarial anunciado no inicio do ano será rigorosamente cumprido e que ainda neste ano de 2020, mais de R$ 128 milhões em salários e en-cargos sociais serão quitados para circular na economia e permitir que o comércio e a indústria, assim como os servidores públicos, possam pla-nejar seu final de ano.

O novo secretário de Estado de Educação, Alan

Porto, assume a secretaria de Educação com a saída

de Marioneide Kliemaschewsk, no último dia 30 de outubro. Ela permaneceu 20 meses na titularidade da pasta. Alan Porto é engenheiro civil e estava na Seduc desde de 2017, No governo já foi secretário-adjunto de Obras e, em seguida, secretário secretário- adjunto-executivo. Também foi secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano de Cuiabá, durante a gestão de Mauro Mendes no Palácio Alencastro. Alan assume com a responsabilidade de aplicar no Estado as melhores práticas pedagógicas existentes no país para modernizar a educação e a qualidade do ensino.

DIVUL GA ÇÃ O FO TO S AR QUIV O DIVUL GA ÇÃ O

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3 PODERES | 7

NOVO DECRETO

CALENDÁRIO

2020

VACINA CONTRA COVID

A Prefeitura de Cuiabá editou o Decre-to nº 8.189, com novas medidas emer-genciais voltadas para o enfrentamen-to do novo coronavírus (Covid-19). O documento passa a valer a partir do 1º de novembro e traz como uma de suas determinações a revogação do toque de recolher no território da Capital. Além disso, a partir da data estabele-cida, as celebrações religiosas passam a ser permitidas no período das 6h às 20h, sendo no máximo duas por turno e com intervalo de 1 hora entre uma e outra. Em relação à ocupação, deve-se respeitar a lotação máxima de 70% da capacidade total do local, bem como distanciamento mínimo de 1,5m en-tre uma pessoa e outra, com exceção de membros da mesma família.

O Imposto sobre Proprieda-de Proprieda-de Veículos Automotores (IPVA), relativo ao exercício 2020, dos veículos com placas de final 6 e 7 pode ser pago com desconto até o dia 23 de novembro. Depois desta data, e até o dia 30 de novembro os proprietários ainda podem pagar o imposto de forma in-tegral ou parcelada, mas sem direito ao desconto. De acor-do com o calendário divulga-do pela Secretaria de Fazenda (Sefaz), os contribuintes que pagarem o IPVA em cota única terão 5% de desconto até o dia 10 e 3% até o dia 23. Depois do dia 30 de novembro, o imposto deverá ser pago integralmente e com correção monetária, ju-ros e multas.

O governador Mauro Mendes confirmou que Mato Grosso receberá o pri-meiro lote de vacinas contra a covid-19 em janeiro de 2021. A informação foi oficializada pelo ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, durante reunião por videoconferência com Mauro Mendes. Durante a reunião, que contou com a maioria dos governadores, as empresas que têm desenvolvido a vacina atualizaram os cronogramas, capacidade de produção e o estágio de desenvolvimento das vacinas. “Em janeiro, o Ministério vai ter disponível para mandar aos estados brasileiros em torno de 46 milhões de doses. Em fevereiro, um novo lote, e no primeiro semestre teremos outras entregas das diversas empresas que estão produzindo a vacina”, relatou Mauro Mendes.

DIVUL GA ÇÃ O A SSES SORIA DIVUL GA ÇÃ O

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Psicólogos devem integrar os Programas de de da Família (PSF), dentro da Estratégia Saú-de da Família e nos Núcleos Saú-de Apoio à SaúSaú-de da Família no Estado de Mato Grosso. É o que propõe o Projeto de Lei que tramita na Assem-bleia Legislativa, de autoria do deputado Paulo

Araújo (Progressistas). Hoje, as equipes do PSF

trabalham com a identificação dos problemas e riscos mais comuns nas comunidades e, junto com elas, elaboram programas e procedimentos de vigilância epidemiológica. Durante as visitas domiciliares, segundo o deputado, estes psicólo-gos e assistentes sociais “é de vital importância para identificar e encaminhar para tratamento as pessoas com problemas de atenção psicosso-cial”, concluiu Paulo Araújo.

O deputado Carlos Avallone (PSDB) comemorou a apro-vação da Proposta de Emenda à Constituição 16/2020, que altera o artigo 131 da Constituição estadual e auto-riza o governo a construir e explorar de forma direta a malha ferroviária no estado. “Esta é uma luta que inte-ressa a toda a Baixada Cuiabana e hoje demos mais um passo importante, aprovando a PEC em segunda vota-ção. A ferrovia é muito mais do que transporte de cargas, é desenvolvimento e geração de emprego e renda para a população de catorze municípios da Baixada Cuiaba-na, onde vivem mais de 1 milhão de pessoas”, justificou Avallone. Em 2019, Avallone propôs e coordenou uma audiência pública sobre a ferrovia na Federação das In-dústrias em Cuiabá, que teve o apoio da bancada federal e especialmente dos senadores Jayme Campos e Welling-ton Fagundes, que é o presidente da Frente Parlamentar de Logística e Infraestrutura do Congresso.

NOVA CONCESSÃO

AR QUIV O AR QUIV O AR QUIV O

LEGISLATIVO EM MOVIMENTO

CONTRA MAUS-TRATOS

SAÚDE DA FAMÍLIA

Enfim, um Projeto de Lei que objetiva proibir cirurgias esté-ticas em animais. A proposta é do deputado estadual Ulysses

Moraes (PSL). O PL estende essa proibição às cirurgias de

cordectomia, conchectomia, caudectomia e onicectomia em animais domésticos ou domesticados, silvestres, nativos ou exóticos. E a proposta ainda prevê infrações para aqueles que não cumprirem a lei. A cordectomia consiste em procedimen-to cirúrgico onde é retirada procedimen-toda ou uma região das cordas vocais do animal. Já a conchectomia, corta as orelhas de cães, afetando a audição desses animais e gerando consequências como o excesso de barulho, que no caso dos pets, provoca da-nos como estresse, medo, irritação e até agressividade.

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HORÁRIO REDUZIDO

ROUBOS E FURTOS

AR QUIV O AR QUIV O

A Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de

Mato Grosso, em nova resolução administrativa,

prorrogou para o período de 3 a 13 de novem-bro o funcionamento do Parlamento em condi-ção de horário especial, das 7h às 13h. A medida vem sendo adotada pela Mesa Diretora desde o início do mês de outubro, em função do aque-cimento do sistema central de ar-condicionado do Edifício Dante Martins de Oliveira, sede da ALMT, neste período de calor mais intenso. Esta é a terceira mudança neste sentido por conta da não redução da temperatura e a o rendimento do sistema de refrigeração trabalhar em sobrecarga sem proporcionar um rendimento satisfatório para um ambiente de trabalho confortável.

Mato Grosso totalizou 370 ações criminosas praticadas con-tra instituições financeiras nos anos de 2017 a 2020, entre roubos e furtos tentados e consumados, dos quais cerca de 30% - ou 108 ocorrências - referentes a caixas eletrônicos, conforme dados da Secretaria de Estado de Segurança Pú-blica (Sesp). Só neste ano, de janeiro a setembro, foram 13 casos, sendo oito tentados e cinco consumados. Com a pro-posta de dar mais segurança à população, Projeto de Lei de autoria do deputado estadual Dr. Gimenez (PV) torna obri-gatório às instituições financeiras que exploram serviços de caixas eletrônicos, inclusive os de funcionamento por perío-do integral, a providenciar os seguintes itens de segurança: instalação de dispositivos de filmagem ininterrupta; monito-ramento permanente; e manutenção de um vigilante durante o horário de funcionamento.

Para alertar a população sobre riscos da automedicação, a As-sembleia Legislativa estuda a aprovação do Projeto de Lei de au-toria do presidente da ALMT, deputado Eduardo Botelho (DEM), que dispõe sobre a afixação de placa informativa nas farmácias e drogarias contendo a advertência sobre os riscos da automedi-cação. O projeto foi apresentado no início de outubro e passará pelo crivo das comissões permanentes da Casa de Leis, antes da votação em Plenário. Se aprovada a nova lei, esses estabeleci-mentos deverão expor o alerta em local visível, próximo ao local de venda dos medicamentos. A placa informativa deverá conter dimensão suficiente com a seguinte informação: “A automedica-ção pode ser perigoso para a sua saúde. Não adquira medicamen-tos sem prescrição médica ou sem orientação do farmacêutico”.

RISCO DE AUTOMEDICAÇÃO

AR

QUIV

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DIREITO, JUSTIÇA & CIDADANIA

RESPEITO À CONSTITUIÇÃO

JUSTIÇA COMUNITÁRIA

DIRETORES ELEITOS

A Controladoria Geral do Estado (CGE-MT) comemorou mais uma decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) de passar a exigir que as atividades de controle interno nos mu-nicípios sejam chefiadas por servidores efetivos da carreira de controlador ou auditor interno municipal. O TJMT julgou procedente, por unanimidade, Ação Direta de Inconstituciona-lidade (Adin) que contestava a criação de cargos comissiona-dos para controlador-geral, coordenador de controle interno e outros na Controladoria-Geral do Município de Cáceres (MT). Proposta pela Associação dos Auditores e Controladores Inter-nos dos Municípios de Mato Grosso (Audicom-MT), a Adin sus-tentava que a criação dos cargos comissionados no âmbito do órgão de fiscalização interna feria o artigo 129, inciso II, e o artigo 136 da Constituição do Estado de Mato Grosso e também poderia fragilizar o sistema de controle interno.

Debaixo de muita chuva, que trouxe alento à população ribeirinha do Pantanal mato-grossense depois de um período de queimadas intensas que castigaram a fauna e a flora local, o programa

Justiça Comunitária realizou a última ação do

ano voltada às comunidades ribeirinhas durante a pandemia da Covid-19. Sob condução do juiz José Antonio Bezerra Filho e apoio das assessoras Tatiane Guerra e Gabrielle Lima, foram feitas entregas de sacolões de alimentos na região de Piraim, Boca do Moquém, entre outras. De acordo com a assessora Tatiane Guerra, essa foi a última ação na região pantaneira em 2020, já que a Justiça Comunitária irá se dedicar a uma ação na região Araguaia até o fim do ano. Os sacolões entregues na ação dos dias 28 e 29 de outubro foram doados pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja) e Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat).

O procurador-geral adjunto do Esta-do, Luis Otávio Trovo, afirmou que a realização de processo seletivo para a definição dos diretores das escolas estaduais garante a demo-cracia no ensino público de Mato Grosso. “O Supremo Tribunal Fede-ral (STF) julgou inconstitucional o inciso que previa a eleição para o

cargo de diretor, então, como forma de manter a gestão democrática nas escolas, o Governo definiu pela re-alização de processo seletivo entre os servidores da Educação. No que tange aos mecanismos de partici-pação direta dos gestores e socieda-de, previstos para as escolas esta-duais, todos permanecem válidos,

garantindo a democracia na gestão escolar e o princípio da impessoa-lidade”, afirmou Trovo. Conforme o edital, o processo será realizado em quatro etapas, com prova obje-tiva, análise de títulos e currículo, atribuição da unidade escolar e ela-boração, apresentação e entrega do plano de trabalho.

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MAIS EFICIÊNCIA

MPMT LAMENTA MORTE

DE PROCURADOR

ABUSO DE

AUTORIDADE

O presidente da Comissão Especial So-bre Drogas Ilícitas do Tribunal de Jus-tiça, desembargador Marcos Machado, representou o presidente do Poder Ju-diciário, desembargador Carlos Alberto Alves da Rocha, durante a instalação das varas criminais de Lucas do Rio Ver-de e Primavera do Leste. As cerimônias foram realizadas nessa sexta-feira (30 de outubro) e tornará a prestação de ser-viços judiciais mais ágeis e céleres nas duas comarcas. “Há a necessidade de termos um magistrado preparado, com conhecimento sobre drogas ilícitas, trá-fico e demais crimes. Ele precisa enten-der a necessidade de participação do po-der público e da própria sociedade local. Lembrando que o tráfico de drogas é um condutor dos demais crimes, sobretudo furto e roubo - e também uma escala crescente de homicídios”, ponderou.

Integrantes do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) lamentam o falecimento do Procurador de Justiça Waldemar Rodrigues

dos Santos Júnior, 73 anos, ocorrido em 31 de

outubro. Dr. Waldemar, como era conhecido, foi vítima de câncer. Ele deixa um legado para a história do Ministério Público Mato-grossen-se, em especial por sua atuação na área crimi-nal. Demonstrava amor pelo trabalho ministe-rial e pelo ideal de promoção da Justiça. Entrou em exercício no Ministério Público em 02 de dezembro de 1979 e iniciou suas atividades na comarca de Guiratinga. Em dezembro de 2020 completaria 41 anos de atividade no MPE. O promotor de Justiça

Antô-nio Sérgio Cordeiro Piedade, do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso, é um dos coau-tores do livro “Abuso de

Au-toridade”, lançado em 2020

pela Editora Almedina Ma-triz. O integrante do MPMT é autor do artigo “Aspectos relevantes dos tipos penais dos artigos 37 e 38 da nova Lei de Abuso de Autoridade”. A obra, que é prefaciada pelo ministro Alexandre de Mo-raes, do Supremo Tribunal Federal (STF), consiste em uma coletânea de reflexões de docentes e discentes de

diversas instituições públicas e privadas de ensino superior, do Brasil e da Europa, sobre a Lei de Abuso de Autoridade. O objetivo é apresentar aspectos atuais e interdisciplinares dire-tamente relacionadas à matéria.

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ENTREVISTA

DESEMBARGADOR CARLOS ALBERTO ALVES DA ROCHA

Para o presidente do TJMT, desembargador Carlos Alberto Alves da Rocha,

o Judiciário do futuro já está acontecendo em Mato Grosso

0

Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) vem dando exemplos de gestão eficaz, sustentável e de instituição antenada com as ferramentas digi-tais. Atualmente, o Processo Judicial eletrônico (PJe) chegou a 100% das unidades judiciais. Para o presiden-te do TJMT, desembargador Carlos Alberto Alves da Rocha, isso signifi-ca que o Judiciário do futuro já está acontecendo no estado. Aliado a isso, a gestão intensificou a integração com a sociedade por meio das redes sociais no Facebook, Instagram e Youtube. Também foram ferramentas de interação projetos como Judiciário em Movimento, Ribeirinho Cidadão, Araguaia Cidadão e outras ações so-ciais feitas pela Justiça Comunitária, em especial durante o período da pandemia. Para Carlos Rocha, que também preside o Colégio de Presi-dentes dos Tribunais de Justiça do Brasil (Codepre), o principal respon-sável por essa formula de sucesso foi o elemento humano. Carlos Rocha conclui essa entrevista afirmando ter a sensação do dever cumprido. “Dei-xo a presidência com a segurança de que, dentro das minhas possibilida-des, eu dei o máximo de mim para o Poder Judiciário”.

As redes sociais proporcionaram às instituições uma aproximação intensa com a sociedade. Como foi essa experiência na gestão?

Estamos mantendo uma intensa integração com os cidadãos por meio das nossas redes sociais no Facebook, Instagram e Youtube, não apenas com as partes interessadas em processos judiciais, mas com todos os que, de

alguma forma, se identificam com os projetos sociais do Poder Judiciário. Temos o Judiciário em Movimento, Ribeirinho Cidadão, Araguaia Cida-dão e outras ações sociais feitas pela Justiça Comunitária, em especial agora no período da pandemia. Além disso, o Judiciário oferece diversos outros serviços, como mutirões de conciliação online e atendimento ao cidadão para promover conciliações na fase pré-processual, também feito de forma 100% online. Creio que este é o caminho: usar a tecnologia e as plataformas digitais para encurtar o caminho entre o serviço público e o cidadão que precisa dele.

O teletrabalho durante a pan-demia da Covid-19 mostrou que é possível inovar sem perder a pro-dutividade. Qual foi o resultado contabilizado pelo Judiciário nesse período?

No mundo todo, a pandemia pro-vocou grandes estragos na economia e na prestação de serviços ao cidadão, em várias áreas. Mas no Poder Judi-ciário, graças a Deus, colhemos bons resultados neste período. Para se ter uma ideia, entre março e outubro deste ano, com praticamente todos os magistrados e servidores em tele-trabalho, o Poder Judiciário de Mato

Grosso produziu mais de 15 milhões de atos processuais. São dados do site do Conselho Nacional de Justiça. Estamos em nono lugar no ranking nacional de produtividade, incluin-do aí os tribunais de grande porte. É uma superprodutividade. Mas, como o Judiciário conseguiu se adaptar tão rápido à nova realidade e ampliar sua produtividade em meio a uma pande-mia, respeitando o isolamento social? Isso aconteceu porque, desde janeiro de 2019, já vínhamos trabalhando no presente, com um pé no futuro. Começamos nossa gestão com o pro-pósito de tornar o Judiciário cada vez mais acessível, célere e eficiente. E usamos a inovação e a criatividade para alcançar estes objetivos. Desta forma, em meados de 2019 o Judiciá-rio já demonstrava que estava prepa-rado para o turbilhão de mudanças que chegariam em 2020. Desde essa época, as comarcas já realizavam au-diências por videoconferência, algu-mas com repercussão nacional veicu-ladas como novidade pela TV Justiça, do STF. Desde 2019 os magistrados já usavam o seu token para assinar do-cumentos e peças pelo celular. Des-de 2019 já tínhamos um aplicativo, o ClickJud, onde o cidadão e o advoga-do tem acesso a toadvoga-dos os serviços advoga-do Judiciário, pelo celular. E desde 2019 já mostrávamos que, no Poder Judici-ário, o futuro é agora.

O PJe chegou a 100% das uni-dades judiciais. Isso significa que o Judiciário do futuro já está aconte-cendo?

Sim, e com um adicional. Além de conseguirmos concluir a implantação do Processo Judicial Eletrônico em 100% das unidades judiciais do Esta-do, também aceleramos a

digitaliza-JUSTIÇA POR UM CAMINHO MAIS CURTO

ENTRE O SERVIÇO PÚBLICO E O CIDADÃO

12 | 3 PODERES

12 | 3 PODERES

12 | 3 PODERES

Por Rui Matos

Não preciso ser reeleito para

ter a sensação de dever

cumprido. Apenas o desejo da

maioria dos meus pares que

pediam continuidade da nossa

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ção dos processos físicos remanescen-tes. Hoje, dos 919.992 mil processos judiciais em tramitação no Poder Ju-dicial (PJe, Apolo Eletrônico, Projudi e SEEU), apenas 6.433 são físicos, o que representa apenas 0,7% do acervo. A maioria absoluta, ou seja, 75,6%, já é formada por processos eletrônicos e 23,6% são híbridos (tramitavam em meio físico e foram convertidos em processos eletrônicos). Isso significa que o Judiciário de Mato Grosso já é praticamente 100% digital. A era do papel já ficou para trás.

Quando falamos em inovação, na verdade, trata-se de um amplo paco-te. O que o senhor destacaria nesta gestão?

É verdade. As pessoas costumam atrelar o conceito de inovação à nologia de ponta. E se não tem tec-nologia de ponta à sua disposição, permanecem durante anos fazendo da mesma forma, esperando resul-tados diferentes. Na verdade inovar é fazer diferente do que fazia antes, seja em métodos de gestão, organi-zação de um setor, fluxo ou proces-sos de trabalho. Além das inovações com o uso da tecnologia, que foram muitas nestes quase dois anos, bus-camos inovar também na reorgani-zação dos setores, como na fusão de secretarias da primeira e segunda instância, que trouxeram ótimos re-sultados. Implantamos a Vara da Saú-de e o Núcleo Saú-de Apoio Judicial nessa

vara especializada, que trouxe maior agilidade e efetividade às decisões judiciais. No TJ também criamos um Câmara Temporária de Direito Públi-co, que saneou os estoques de proces-sos de grande impacto para a socie-dade. Quanto ao uso da tecnologia, também alcançamos excelentes re-sultados, inclusive em diversas par-cerias com o CNJ para melhorar ou ampliar as funcionalidades do PJe. Implantamos, também em parceria com o CNJ, o Sistema Eletrônico de Execução Unificada, que aconteceu em tempo recorde. Neste mês entre-gamos uma prova de conceito ao CNJ chamada Yuris, que funciona como um assistente virtual de gabinete na elaboração de decisões judiciais e ex-tração de jurimetria. Implantamos o Plenário Virtual, o robô Mako para bloqueio de valores junto ao Sisbajud e já estamos testando o uso de inteli-gência artificial para agilizar o trâmi-te dos processos judiciais.

O senhor preside o Colégio de Presidentes dos Tribunais de Justiça (Codepre). Na prática, de que forma o Codepre contribui com os tribu-nais brasileiros?

O Codepre funciona como uma ponte que interliga todos os Tribu-nais de Justiça brasileiros. Promove a troca de experiências entre seus pre-sidentes, com reflexo muito positivo na área fim, ou seja, na prestação de serviços judiciais ao cidadão.

Tor-nou-se, também, uma ponte entre os tribunais de Justiça e o CNJ, levando ao Conselho as demandas e possíveis soluções para a Justiça Estadual, res-peitadas as especificidades de cada região do país.

O sucesso dessa gestão resultou em um movimento unânime que pede a vossa reeleição. Fica uma sensação do dever cumprido?

Não foi unânime. Dos 29 desem-bargadores, 25 votaram para aprovar a proposta de emenda regimental número 11/2020, apresentada pelos desembargadores Márcio Vidal, Luiz Carlos da Costa, Helena Bezerra e Maria Erotides, que permite a ree-leição para os cargos de presidente, vice-presidente e corregedor geral da Justiça. Recentemente o CNJ en-tendeu que não cabe reeleição nos tribunais de Justiça e determinou a anulação desta mudança regimental. Contudo, como você assinalou, não preciso ser reeleito para ter a sensa-ção de dever cumprido. Apenas o de-sejo manifesto da esmagadora maio-ria dos meus pares, que pediam uma continuidade da nossa gestão, já me deixou extremamente feliz. Deixo a presidência com a segurança de que, dentro das minhas possibilidades, eu dei o máximo de mim para o Poder Judiciário.

Quais os planos do senhor para o futuro?

Eu disse nesta entrevista que es-tamos trabalhando desde janeiro de 2019 com um pé no presente e outro no futuro. Como gestor, precisamos ter esse horizonte e manterei este mesmo gás até o último dia da gestão. Mas como pai de família, esposo, avô de cinco lindos netos (três meninas e dois meninos), meu horizonte agora é a vacina contra a Covid-19, à qual estamos aguardando ansiosamente, para que possamos passar um Natal feliz com toda a família reunida. Por ora, além de concluir a minha gestão da melhor forma possível, desejo ape-nas paz, saúde e família reunida em torno de uma bela ceia de Natal.

Por Rui Matos

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Carlos Rocha: “Deixo a presidência com a segurança de que, dentro das minhas possibilidades, dei o máximo de mim para o Judiciário”

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FO TO S: MA YKE T O SC ANO 14 | 3 PODERES

MAIS MT

Governador Mauro Mendes lança o Mais MT, com recursos de

R$ 9,5 bilhões em investimentos e geração de 52 mil empregos

MATO GROSSO GANHA

O MAIOR PACOTE DE OBRAS

DE TODA A SUA HISTÓRIA

O

Programa Mais MT, lança-do pelo governalança-dor Mauro Mendes (DEM) em 28 de outubro, é considerado o maior e o mais abrangente em toda a história de Mato Grosso. Prevê re-cursos de R$ 9,5 bilhões em inves-timentos nesta gestão (2019-2022) e vai gerar mais de 52,4 mil novos postos de empregos. O próprio go-vernador apresentou os detalhes do programa no Centro de Eventos do Pantanal. Do total de investimentos

do Mais MT, 63% são recursos pró-prios do Estado. Pelo programa, no período de quatro anos, entre 2019 e 2022, também estão previstos R$ 2,8 bilhões em operações de crédi-to e mais R$ 711,1 milhões, entre convênios com o Governo Federal e emendas parlamentares.

O Mais MT é dividido em 12 eixos estruturantes: Segurança; Saúde; Educação; Social e Habita-ção; Desenvolvimento Econômico, Emprego e Renda; Infraestrutura; Turismo; Cultura, Esporte e Lazer; Simplifica MT; Eficiência Pública;

Meio Ambiente; Agricultura Fa-miliar e Regularização Fundiária. Cada um dos eixos, conforme o governador traz uma série de in-vestimentos que beneficiam dire-tamente o cidadão mato-grossense em todas as regiões do Estado e em todas as áreas, desde escolas, hospitais, asfalto novo, pontes, aquisição de armamentos e equi-pamentos, qualificação profissio-nal, assistência social, geração de empregos, melhoria da Educação Pública, entre outros.

“O Programa Mais MT vai gerar

“Mato Grosso saiu do vermelho e agora vamos construir escolas, fazer rodovias, hospitais. Para o cidadão, é isso que importa”, diz Mauro Mendes

Da Redação Da Redação

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Cada um dos eixos, conforme

o governador, traz uma

série de investimentos que

beneficiam diretamente o

cidadão mato-grossense

52 mil novos empregos em todo o estado de Mato Grosso. Esses da-dos foram levantada-dos pela Secreta-ria de Estado da Fazenda, que usou a metodologia do BNDES, que é a metodologia utilizada para calcu-lar o impacto dos investimentos na geração de empregos. São em-pregos, diretos, indiretos e gerados pelo efeito-renda”, destacou o go-vernador.

Conforme o levantamento, o setor da construção será o maior beneficiado, com a previsão da criação de 40.400 novos postos de trabalho. Em seguida está o ramo de comércio (atacado e varejo), com 4.642. Também estão previstos mi-lhares de novos empregos relacio-nados a serviços de arquitetura, engenharia, testes/análises técni-cas, pesquisa e desenvolvimento (2.998); na fabricação de máquinas, equipamentos, móveis e produtos de indústrias diversas (2.232); e no desenvolvimento de sistemas e ou-tros serviços de informação (2.132). “É um número gigantesco de empregos que estão sendo gerados nas obras públicas, na construção de hospitais, rodovias, nos inves-timentos na área do Turismo e em todos os investimentos que nós fa-remos. Teremos uma capacidade gi-gante de gerar empregos”, pontuou Mauro Mendes. Mauro Mendes registrou que a maior parte desses investimentos já está com dinheiro garantido em caixa, uma vez que a atual gestão conseguiu consertar o Governo após uma série de ajustes, como a reforma administrativa, corte de gastos, renegociação de dí-vidas, combate à sonegação, novo Fethab, LRF Estadual e a revisão dos incentivos fiscais.

“O Governo do Estado passou os últimos dez anos no prejuízo, no vermelho, ou seja, gastando mais do que arrecadava. Desde 2009 Mato Grosso gasta mais do que ar-recada. Mas em 2019 foi o primeiro ano, depois de dez anos, que Mato Grosso fechou no azul, ou seja, so-brou dinheiro. E é esse dinheiro

que sobrou que vamos usar para fazer escola, fazer rodovia, fazer hospitais... Para o cidadão, é isso que importa”, completou.

Educação

Estão previstos R$ 936,4 mi-lhões em investimentos para a Educação, contemplando a cons-trução de novas escolas, de qua-dras poliesportivas, assim como reformas, manutenção e

climatiza-ção, bem como investimentos para melhorias no sistema pedagógico.

Saúde

Somente na Saúde, será investi-do R$ 1,18 bilhão em oito grandes ações, com a construção de três novos hospitais regionais, moder-nização dos hospitais estaduais e unidades de saúde existentes e retomada das obras dos hospitais Julio Muller e Central.

Segurança

O investimento total previsto para a Segurança Pública é de R$ 766 milhões. Serão construídos 4 mil vagas no sistema prisional, haverá aquisição de equipamen-tos de tecnologia, armamenequipamen-tos, veículos, aeronaves e a expansão dos projetos Águia e Tolerância Zeroi88, bem como reforma e modernização das unidades de segurança.

Mauro Carvalho: “É um programa que está sendo construído desde o início do governo, foram meses de trabalho e gestão”

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MAIS MT

Social e Habitação

Para estas áreas, serão investidos R$ 362,3 milhões, contemplando ações voltadas à habitação popular, qualificação profissional, cidada-nia e o Programa SER Família, com ações específicas para as crianças, idosos, mulheres, pessoas com defi-ciência e em situação de vulnerabi-lidade social.

Desenvolvimento, Emprego e Renda

O Estado vai destinar R$ 192,5 milhões para ações voltadas ao De-senvolvimento, Emprego e Renda. Alguns exemplos destas ações: a conclusão da Zona de Processamen-to de Exportação (ZPE) de Cáceres; investimentos em sistemas para facilitar o acesso ao crédito pelos pequenos empreendedores; fortale-cimento das cadeias produtivas; am-pliação das linhas de crédito pela Desenvolve MT; e investimentos em qualificação.

Infraestrutura

O investimento mais volumo-so será o de Infraestrutura, com destinação de R$ 4,73 bilhões para muitas ações, como a realização de 2.400 km de asfalto novo e restaura-ção de mais 3.000 km de pavimen-tação. Serão feitas 5 mil pontes de pequeno, médio e grande porte em todo o estado, em substituição às precárias pontes de madeira; e a criação do programa Mato Grosso Iluminado que, em parceria com os municípios, vai implantar ilumina-ção com lâmpadas de LED em todas as cidades do estado.

Cultura, Esporte e Lazer

Este é mais um segmento que re-ceberá aportes volumosos do Gover-no de Mato Grosso: R$ 170 milhões. Haverá recursos para ações voltadas ao patrimônio histórico e cultural, apoios a eventos e iniciativas cul-turais, fortalecimento dos Jogos Es-colares, promoção e apoio a eventos esportivos e no apoio a atletas de ponta. Também serão feitos

investi-mentos em infraestrutura ao entor-no da Arena Pantanal e o Goverentor-no irá construir o Parque Multieventos de Mato Grosso.

Simplifica MT

Este grande programa tem o obje-tivo de simplificar e tornar mais fá-cil o acesso do cidadão e das empre-sas aos serviços públicos oferecidos pelo Governo de Mato Grosso, com a unificação de serviços e atendi-mentos, oferecendo a maioria deles de forma centralizada e digital, com a extinção de filas e papelada. Tam-bém serão feitas ações para redução de custos, maior eficiência pública e

diminuição da burocracia.

Turismo

Uma das maiores potencialida-des do Estado receberá aporte de investimentos à altura: R$ 339,2 milhões. O Governo de Mato Gros-so vai construir seis novas orlas turísticas, melhorar e modernizar a infraestrutura dos locais turísticos, financiar projetos de pequenos em-presários e desenvolver o Turismo no Pantanal.

Eficiência Pública

Este eixo receberá recursos de R$ 404,3 milhões, com investimentos

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para implantação de canais on-line, digitalização de arquivos, novos equipamentos, processos digitais, treinamento dos servidores, usinas de energia solar, modernização dos prédios públicos e construção de novas unidades para “zerar” despe-sas com aluguel.

Meio Ambiente

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente será contemplada com R$ 156 milhões para investir em um leque de ações que vai unir a preservação ambiental com o de-senvolvimento sustentável, desde a eficiência de processos de

licencia-mento, outorga e regularização de imóveis rurais, passando pela es-truturação das unidades de conser-vação até investimentos para a pre-venção e combate ao desmatamento ilegal e incêndios florestais.

Agricultura Familiar e Regula-rização Fundiária

Uma das áreas mais importantes da economia estadual também rece-berá grande aporte de investimentos: R$ 265 milhões. Serão fomentadas várias cadeias produtivas, com a aqui-sição de equipamentos, máquinas, assistência técnica remota e regula-rização de imóveis urbanos e rurais.

INVESTIMENTO COM SUSTENTABILIDADE

Sobre a execução dos projetos, o secretário-chefe da Casa Civil, Mau-ro Carvalho, destaca que o pMau-rograma demandará esforços de todas as se-cretarias. “É um programa que está sendo construído desde o início do governo, foram meses de trabalho, e gestão, para que o Governo conser-tasse o Estado de Mato Grosso, para proporcionar esse investimento de R$ 9,5 bilhões em todas as áreas. É um trabalho de equipe, onde servido-res participaram, secretários partici-param, com a liderança do governa-dor Mauro Mendes”.

O secretário de Estado de Fazen-da, Rogério Gallo explica que uma das ações que serão implementadas será o governo digital, que vai pos-sibilitar o acesso a todos os serviços públicos pela internet. “O Simplifica MT irá facilitar a vida do cidadão, do empresário, de todos que se rela-cionam com o Estado. Em um portal único, o cidadão irá acessar todos os serviços estaduais disponíveis”, con-ta ele, sobre a ferramencon-ta, que recebe-rá R$ 28,5 milhões em investimento.

“Temos 8 mil km de estradas pa-vimentadas, e quase 25 mil quilôme-tros de estradas não pavimentadas. Mais de 2,5 mil pontes de madeira que atravancam o estado, só nas ro-dovias estaduais. Esses recursos des-tinados à Sinfra demonstram mais uma vez que o governo tem a pers-pectiva melhorar a malha viária de Mato Grosso”, garante o secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo Oliveira.

O presidente da Assembleia Legis-lativa de Mato Grosso, Eduardo Bote-lho, destacou que o pacote de obras chegou em boa hora e vai ajudar os 141 municípios do Estado. “Com esse programa o Governo está atingindo toda a sociedade, pois contempla tu-rismo, agricultura familiar, estradas com obras de infraestrutura, educa-ção, saúde e outras demais esferas com abrangência total”, disse Botelho.

Eduardo Botelho: “o pacote de obras chegou em boa hora e vai ajudar os 141 municípios do Estado”

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SEGURANÇA PÚBLICA

A 16ª turma da Academia de Polícia Civil de Mato Grosso é composta

por delegados oriundos de Mato Grosso e outros 12 estados

ONZE REGIONAIS DA POLÍCIA

CIVIL NO INTERIOR GANHAM

30 NOVOS DELEGADOS

A nossa missão é atender

e servir a sociedade e como

tal precisamos encontrar

esse propósito de decidir

pelo melhorda sociedade

E

les vieram de doze estados brasileiros e, juntos aos ma-to-grossenses que formam a turma de novos delegados da Polícia Civil de Mato Grosso, foram em busca de concretizar um sonho. O curso de formação, concluído em 29 de outubro com a entrega dos certificados aos 30 novos profissio-nais, têm uma palavra para resumir essa trajetória: resiliência. A partir de agora, a resiliência continuará a fazer parte da vida de cada um, pois os desafios do trabalho cotidiano, as inúmeras diligências, investigações, inquéritos que virão pela frente pe-dem de cada profissional a capaci-dade de transformar adversicapaci-dade em oportunidade. Os novos delega-dos, sendo três mulheres na turma, serão lotados em delegacias de 11 regionais da Polícia Civil no interior de Mato Grosso.

O orador da turma, Honório Gonçalves dos Anjos Neto, natural da pequena Poxoréu, no sul do esta-do, resumiu a ansiedade e trajetória de cada um dos colegas da turma. “Hoje se encerra um ciclo. Portar o distintivo policial e vestir a camisa da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso não é mais um sonho. É re-alidade. E não foi fácil chegar até aqui. O caminho foi árduo, de mui-to estudo, dedicação, planejamenmui-to e abdicação. Todos passaram por diversas etapas de um certame de concorrência acirrada, afinal, foram 14 mil inscritos no concurso reali-zado em 2017. Se existe uma pala-vra que resume todo o processo pelo qual nós passamos é a resiliência,

palavra que é uma das característi-cas fundamentais do Policial Civil”, destacou o novo delegado.

Bruna Caroline Laet conhece bem a realidade da Polícia Civil, mas o cargo de delegada traz ainda mais responsabilidades para quem já fez parte da instituição. Aos 29 anos, ela é uma das três delegadas da turma. Em 2015 ingressou na Polícia Civil no cargo de investiga-dora, que exerceu até ser nomeada delegada. “No primeiro semestre da faculdade de Direito assisti a uma

palestra de um delegado de Polícia e me identifiquei com a carreira poli-cial. Ao término da graduação dire-cionei meus estudos para concursos na área com o objetivo de ser dele-gada e cheguei até aqui”, comemora. Filhos de pais advogados, o cuia-bano Philipe Pinho conta que cres-ceu dentro de um escritório de advo-cacia e queria exercer a profissão tão familiar, até o quarto ano da facul-dade de direito na UFMT, quando então optou por estudar para con-cursos. “No último ano de faculdade fui aprovado para técnico do DNIT,

onde trabalhei por dois anos como pregoeiro e assistente jurídico. De-pois fui nomeado Oficial de Justiça na Capital, onde trabalhei por mais quatro anos. A carreira de delegado em Mato Grosso era considerada um sonho distante, já que é uma das mais respeitadas e concorridas do Brasil. Com esforço e dedicação fui brindado com um bom resultado e pude realizar esse sonho”, afirma um dos novos delegados.

Para o diretor da Acadepol, de-legado Welber Franco, a realização do curso de formação neste ano trouxe desafios a todos, diante das restrições em função da pandemia e também das adaptações necessárias para não deixar de atender a grade curricular. “Os desafios e as oportu-nidades de nos reinventarmos foram constantes e conseguimos superar e chegar neste momento”, afirmou o diretor, que junto ao adjunto da academia, delegado Joaquim Leitão, coordenou o 16º curso de formação.

Com a presença do governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, de toda a diretoria da Polícia Civil e autoridades civis e militares do estado, a formatura da 16º Curso de Formação da Academia da Poli-cia Civil reuniu também familiares dos formandos, alguns vindos de estados mais distantes como Per-nambuco, como a do delegado Hugo Abdon Lima. A mãe dele, a também policial civil pernambucana Rose-mary Lima, era só orgulho e resume o sentimento de todas as famílias presentes. “Como mãe me sinto re-alizada, pois ele se dedica e tenho

Da Redação

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certeza de que se empenhará em sua trajetória da mesma forma como se dedicou até chegar aqui, assim como todos os outros da turma. Es-tou entregando meu filho ao Estado de Mato Grosso e só desejo sucesso e engrandecimento para a corpora-ção. Ele foi vitorioso, pois enquanto outros estados estão parados por di-versas dificuldades, sem concursos, ele está recebendo a oportunidade de trabalho e premiação por toda a luta para chegar até aqui. E digo a todos pais e mães que Deus abenço-ará a cada um deles”.

Polícia moderna

Empenhado junto com toda a di-retoria em ações para modernizar as atividades da Polícia Civil, o delega-do-geral da instituição, Mário Der-meval Aravéchia de Resende, desta-cou também a capacidade que cada profissional deve ter para lidar com as adversidades cotidianas e saber transformá-las em melhores

opor-tunidades de trabalho. “Com um estado gigantesco que temos, em uma área territorial que cabem três estados de São Paulo e crescimento maior que a China, os desafios não faltam e as oportunidades também. Temos aqui uma turma bastante diversa, alguns com experiência em outras áreas do serviço públi-co, inclusive policial, outros não, mas com imensa responsabilidade e todos com garra e determinação e para trabalhar e fazer o melhor em cada cidade onde irão atuar e mos-trar o bom nome da Polícia Civil. Aliem-se às instituições e formem um time coeso de combate ao crime e não permitam-se contaminar por pensamentos contraproducentes e busquem não enxergar problemas, mas desafios”.

O delegado-geral frisou ainda que a nova turma chega em um mo-mento em que a Polícia Civil cami-nha para a concretização da tecnolo-gia, com modernização operacional,

como 100% do inquérito eletrônico, que em um mês de completo implan-tação em todas as unidades policiais já conta com mais de 10 mil ajuiza-mentos, projeto que gera economia e maior funcionalidade. Dentro da modernização, Mário Dermeval des-taca ainda outras ações que estão no ‘forno’ como o reconhecimento fa-cial, o TCO avançado e captura de imagens em 3D para materiais apre-endidos. “Momento complexo, mas um futuro seguramente feliz, em que poderão mostrar excelentes re-sultados”, concluiu o delegado-geral.

Fazendo a diferença

Encerrando a formatura, o go-vernador Mauro Mendes agradeceu aos formando que agora fazem parte do grande time de mais de 50 mil servidores públicos estaduais da ativa. “Obrigado a todos vocês por escolher Mato Grosso. Tenho certe-za de que vão honrar o cargo para o qual foram formados. O delegado--geral esteve lá em meu gabinete muitas vezes em busca da nome-ação dos novos delegados. E você Mário apresentou resultados e foi perseverante pela instituição. Mui-tas pessoas dizem que gostariam de ser servidores públicos, mas muitos não pagam o preço para chegar até aqui. Estar onde vocês estão não foi e não é fácil e por isso sempre digo, que devemos ter sempre em mente a capacidade de compreensão do papel de cada um, que encontre seu objetivo que faça sentido na vida de cada um. A nossa missão é aten-der e servir a sociedade e como tal precisamos encontrar esse propósi-to de decidir pelo melhor e fazer a diferença na vida das pessoas, apli-cando a lei, que é o parâmetro de nossa sociedade”, finalizou.

A 16ª turma da Academia de Polícia Civil de Mato Grosso é com-posta por delegados oriundos de Mato Grosso, Minas Gerais, Bahia, São Paulo, Pernambuco, Rondônia, Mato Grosso do Sul, Goiás, Paraná, Piauí, Santa Catarina, Maranhão e Rio de Janeiro.

MICHEL

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VIM

Evento contou com a presença do governador de Mato Grosso, Mauro Mendes e da diretoria da Polícia Civil

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Desembargadoras Clarice Claudino da Silva e Marilsen Andrade Addario

narram uma trajetória de juízas a desembargadoras do TJMT

TRÊS DÉCADAS NA MAGISTRATURA

E MUITA HISTÓRIA PRA CONTAR

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o ano em que as mulheres conquistaram igualdade jurídica com os homens, estabelecida pela Consti-tuição de 1988, duas jovens bacha-réis em Direito, Clarice Claudino da Silva e Marilsen Andrade Adda-rio, iniciavam a carreira da magis-tratura em Mato Grosso. Hoje, a presença feminina nas Cortes de Justiça não causa estranheza, mas há 32 anos era diferente. Foi preci-so superar obstáculos e preconcei-tos, mas ambas trabalharam muito e alcançaram a mais alta posição na carreira de juiz dentro do Esta-do, que é a promoção para o cargo de desembargador.

Mudança de comportamento

“As mulheres terão alcançado a verdadeira igualdade quando os

homens compartilharem com elas a responsabilidade de criar a pró-xima geração”. A frase da juíza da Suprema Corte norte americana, Ruth Bader Ginsburg, serviu de inspiração para a desembarga-dora Marilsen Andrade Addario. Primeiro, por ela compartilhar da mesma opinião. Segundo, porque a faz lembrar do início da carreira como magistrada, que completa 32 anos neste dia 3 de novembro.

“Quando eu e a Clarice toma-mos posse, fotoma-mos designadas para o Fórum Cível de Cuiabá, que funcionava em um prédio de dois andares na Avenida Getúlio Var-gas. No primeiro andar ficavam as secretarias e no segundo andar os gabinetes dos juízes. Como não havia banheiro privativo nas salas, recebemos uma cópia da chave do

banheiro daquele andar, mas fomos avisadas que ele era de uso exclu-sivo dos juízes homens”, lembra a desembargadora Marilsen.

A solução encontrada pelas ma-gistradas foi compartilhar o ba-nheiro feminino do primeiro andar com as outras servidoras. “Isso ser-ve para mostrar como era a carreira de uma juíza há 32 anos, nem os prédios estavam preparados para nos receber”. Hoje, segundo a ma-gistrada, essa situação mudou bas-tante, e para melhor.

Na última sessão do TRE da qual participou, semana passa-da, a magistrada foi surpreendida com uma conversa entre os ou-tros membros do colegiado, todos homens, que discutiam a melhor forma de lavar a louça. Um deles contou que havia comprado uma

TJMT

Nadja Vasques

Nadja Vasques

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TJMT

lava-louça e explicava aos demais a importância de limpar pratos e panelas antes de colocar os objetos no eletrodoméstico.

“Vivi para ver e ouvir isso”, dis-se a magistrada, que parabenizou os juízes por assumirem as tarefas domésticas e não pode deixar de lembrar da diferença do comporta-mento dos homens e das mulheres nos últimos 32 anos e da frase da magistrada americana Ruth, que morreu de câncer há pouco mais de um mês, em 18 de setembro de 2020. “Sou grata por toda essa tra-jetória, pelo que vivi e pelas expe-riências”.

Vocação para a mediação

Os últimos dez anos da carreira da desembargadora Clarice Clau-dino da Silva têm sido dedicados à tarefa de implantar a política

ju-diciária de tratamento adequado de conflitos em Mato Grosso. Nes-se período à frente do Nupemec (Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Con-flitos) foram instalados 43 Cejuscs no Estado, alguns inéditos no país, como o Cejusc de Meio Ambiente e o primeiro da Infância e Juventu-de. “O nosso sonho maior foi a im-plantação do Cejusc dos Juizados Especiais, para concentrar todas as audiências num só local, sob o co-mando de uma pessoa que pudesse estruturar e comandar tudo”, disse a desembargadora.

Um momento marcante na car-reira da magistrada foi a promoção para a Vara de Família de Cuiabá, onde ela diz ter encontrado uma vara conturbada, com processos em atraso e desorganização interna. Foi ali que ela descobriu que a vo-cação que tinha como conciliadora era boa, mas insuficiente. Na oca-sião, a magistrada tentou levar para o Fórum um núcleo que atendesse as varas de família, mas o projeto não prosperou. Foi somente com a Resolução nº 125 do CNJ, de 2010, que o sonho de criar um núcleo de mediação se tornou realidade.

Segundo a magistrada, com a chegada da pandemia de coronaví-rus, foi preciso se reinventar, já que todo trabalho era presencial e nem

se cogitava, por exemplo, fazer au-diências online. “Hoje estamos ple-namente adaptados, as nossas ofi-cinas de direito sistêmico também estão sendo viabilizadas para a for-ma online, assim como as oficinas de pais e filhos, ou de parentalida-de, tão importantes nas varas de fa-mília”, destacou Clarice Claudino.

A desembargadora diz se sentir abençoada ao completar 32 anos de magistratura, a começar pelas amizades e relacionamentos que construiu ao longo desse tempo, não apenas com outros magistra-dos, mas também com membros do Ministério Público, Defensoria, ad-vogados e sua equipe de trabalho. De Poconé, onde passou quase três anos, lembra da promotora Magna Monteiro Fernandes, já falecida, “uma verdadeira irmã”. Depois pas-sou por Sinop e Cáceres, até chegar a Cuiabá.

“O desafio da magistratura não é pequeno. O trabalho exige uma dedicação além daquilo que nós, muitas vezes, estamos fisicamente preparados, mas com amor, com dedicação, tudo isso tem sido pos-sível. Só tenho gratidão no meu coração e é o que desejo também a todos que estão na carreira ou venham nela adentrar, que façam aquilo que amam. Esse é o diferen-cial”, concluiu.

Marilsen Andrade: “Sou grata por toda essa trajetória, pelo que vivi e pelas experiências”

Clarice Claudino: “O desafio da

magistratura não é pequeno. O trabalho exige uma dedicação além daquilo que estamos fisicamente preparados”

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INFRAESTRUTURA

Numa ação conjunta entre Senado e Assembleia foi aprovada a PEC que

autoriza o Governo a construir e explorar a malha ferroviária no Estado

MATO GROSSO REGISTRARÁ SALTO LOGÍSTICO

COM O AVANÇO DE FERROVIAS

O

presidente da Frente Par-lamentar de Logística e Infraestrutura, senador Wellington Fagundes (PL--MT), afirmou nesta sexta-feira, 30, que Mato Grosso deverá regis-trar “um grande salto na sua logís-tica de transporte”. A previsão foi feita ao comentar a ação conjunta entre Senado e Assembleia Legis-lativa que resultou na aprovação da Proposta de Emenda Constitu-cional 16, que autoriza o Governo a construir e explorar de forma di-reta ou por concessão a malha fer-roviária no Estado.

“Essa PEC significa que estão estabelecidas, em última análise, as condições jurídicas necessárias para a viabilização da ligação ferro-viária até Cuiabá. E por ela, outros ramais ferroviários que se apresen-tarem como necessários”, explicou Fagundes. A Proposta de Emenda foi apresentada pelo deputado Edu-ardo Botelho (DEM), presidente da Assembleia Legislativa.

Segundo o senador, a PEC integra o conjunto de alternativas regulató-rias, para definição da melhor forma de viabilizar o histórico empreendi-mento. A aprovação da medida para

esse fim, de acordo com o senador, foi discutida, a seu pedido e do se-nador Jayme Campos (DEM), em audiência pública da Comissão da Infraestrutura do Senado, realizada em Cuiabá, ainda no ano passado.

A extensão da Ferronorte de-verá reposicionar Mato Grosso no cenário econômico internacional. O Estado é um dos maiores expor-tadores de commodities agrícolas. Até 2030 essa ferrovia deverá trans-portar 120 milhões de toneladas de produção.

Os trilhos da Ferronorte atual-mente encontram-se em

Rondonó-Da Redação Da Redação

A extensão da Ferronorte deverá reposicionar Mato Grosso no cenário econômico internacional

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polis, no Sudeste do Estado. Ope-rada pela concessionária Rumo, existe um projeto de investimentos na ordem de R$ 6 bilhões na exten-são da ferrovia até Cuiabá e depois seguindo para o Norte do Estado. Ao todo, o projeto da empresa prevê a construção de três novos termi-nais para o transporte da produção agrícola e industrial.

Renovação antecipada

O avanço dos trilhos da está sendo possível graças à renovação antecipada da Malha Paulista. Essa medida, segundo explicou o sena-dor, permitiu que a concessionária pudesse planejar investimentos na modernização da ferrovia e que vão possibilitar o aumento de trans-porte de cargas, sobretudo no es-coamento de grãos produzidos em Mato Grosso.

Existem três frentes de trabalho envolvendo a Ferronorte e uma de-las é a de engenharia. O projeto está sendo desenvolvido há mais de um ano. Ao mesmo tempo, está sendo trabalhado os trâmites ambientais e licenças. “Com essa PEC, muito dos trabalhos poderão ser dinamizados e otimizados, o que significa redu-ção do tempo da burocracia”, frisou. Com a ferrovia, ele lembrou, também será possível reduzir

tam-bém o tráfego de veículos pelas ro-dovias do Estado. Atualmente, a BR-163 está sendo duplicada, embora enfrente problemas na concessão. “Com as ferrovias, sem dúvida algu-ma, teremos menos acidentes e pou-paremos muito mais vidas” – disse.

Projeto secular

Ao festejar a aprovação da PEC, Fagundes lembrou que a ligação ferroviária representa “a consagra-ção de um ideal, sonhado desde o início do século passado, quando Euclides da Cunha, em 1901,

pro-pôs a ligação do Centro-Oeste com o Sudeste brasileiro. Ideal que foi materializado na persistência de Vicente Emílio Vuolo, então sena-dor da República por Mato Grosso, que fez da construção desse empre-endimento um ideal político”.

Wellington explicou que a liga-ção ferroviária da Rumo vem ao en-contro da vocação e natureza eco-nômica e social do Estado. “Mato Grosso precisa dessa ferrovia. Não apenas para o transporte de car-gas e equilíbrio da nossa matriz de transporte de cargas. Mas para promover o desenvolvimento inte-grado e social, especialmente com a geração de mais emprego para a população e fortalecimento da nos-sa economia”, frisou.

Outra ferrovia

Além do avanço da Ferronorte, Mato Grosso também deverá ga-nhar outro projeto ferroviário: é a Ferrovia de Integração do Centro--Oeste (FICO), que ligará Água Boa até Mara Rosa, em Goiás. O ramal vai conectar-se a Ferrovia Norte Sul, permitindo o escoamento da produção do Vale do Araguaia por Itaqui, no Maranhão, ou ainda, no futuro, pela Ferrovia de Integração Oeste-Leste, a FIOL, que chegará ao Porto de Ilhéus, na Bahia.

INFRAESTRUTURA

Wellington Fagundes: “Essa PEC significa que estão estabelecidas, em última análise, as condições jurídicas necessárias para a viabilização da ligação ferroviária até Cuiabá”

A Proposta de Emenda foi apresentada pelo deputado Eduardo Botelho (DEM), presidente da Assembleia Legislativa

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GAECO

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rinta e três pessoas foram denunciadas pelo Minis-tério Público do Estado de Mato Grosso por participa-ção nas fraudes cometidas contra a Seguradora Líder- DPVAT. Entre os crimes imputados aos acusados estão constituição de organização criminosa, embaraço às investiga-ções e dezenas de estelionatos, na modalidade consumada e tentada. A denúncia é resultado da opera-ção “Apate”, desencadeada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) no dia 07 de outubro deste ano.

Ao todo, foram imputados 27 fatos criminosos. Os prejuízos cau-sados à seguradora, apurados até o momento, totalizam mais de R$ 250 mil. O montante refere-se a pagamentos de indenizações efetu-ados com base em documentações falsas, incluindo boletins de ocor-rência, certidões de nascimento, de casamento e de óbito e laudos de exame necroscópicos.

Durante as investigações, foram analisados 30 requerimentos inde-nizatórios. Desse total, apenas 12 não tiveram os seus pagamentos autorizados. Ao todo, foram identi-ficados mais de 30 crimes de

falsi-ficações de documentos públicos e estelionatos.

O objetivo da organização cri-minosa, conforme apurado pelo Gaeco, era obter o valor da inde-nização por morte em acidente de trânsito, no valor de R$ 13.500,00 por pessoa. Dos 33 denunciados, 10 são integrantes da organização criminosa. As outras 23 pessoas participaram da fraude fornecendo seus documentos pessoais e contas bancárias para recebimento das vantagens indevidas.

Além disso, também acompa-nharam os integrantes da organi-zação criminosa para saques nas agências bancárias, em troca do recebimento de “comissões” dos valores auferidos ilicitamente. To-das essas pessoas responderão pe-los crimes de estelionato contra o Seguro DPVAT. Segundo o Gaeco, o suposto líder da organização cri-minosa é um ex-policial.

Ao longo da investigação, hou-ve requerimentos de medidas cau-telares criminais como bloqueio de contas bancárias e sequestro judi-cial de imóveis e móveis (veículos), como forma de assegurar o ressar-cimento do prejuízo causado pelas condutas criminosas. Conforme o

Gaeco, os principais integrantes da organização criminosa e que não possuíam direito a tratamento legal diferenciado, ainda permane-cem presos cautelarmente.

SEGURO DPVAT

É um instrumento de proteção social que oferece cobertura abran-gente para todas as vítimas de aci-dentes de trânsito registrados em território nacional. A proteção é assegurada por um período de até três anos, dentro das três cobertu-ras previstas em lei, quais sejam: (I) morte, com indenização de R$ 13.500,00; (II) invalidez perma-nente, com indenização de até R$ 13.500,00, sendo o valor estabele-cido de acordo com o local e a in-tensidade da sequela sofrida; e (III) reembolso de despesas médicas e suplementares (DAMS), com valor que pode chegar a R$ 2.700,00 (art. 3º, incisos I, II e III, da Lei Federal nº 6.194/74).

O Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automoto-res de Via TerAutomoto-restre (DPVAT) tem caráter social e indeniza vítimas de acidente de trânsito (motoristas, passageiros ou pedestres), sem afe-rição de culpa.

Objetivo da organização criminosa,

conforme o Gaeco, era obter

o valor da indenização por morte

em acidente de trânsito

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PESSOAS ENVOLVIDAS

EM FRAUDES CONTRA

DPVAT

DIVUL GA ÇÃ O Da Redação Da Redação

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ELEIÇÕES 2020

F

ruto de parceria entre o Mi-nistério Público Federal (MPF) e a SaferNet Brasil, entrou no ar esta semana, ferramenta que possibilita aos ci-dadãos apontarem possíveis frau-des eleitorais cometidas na internet por meio da Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos. A plataforma reúne informações provenientes da SaferNet e de suas instituições parceiras no Brasil e no exterior, relacionadas a ilícitos pra-ticados na rede. O objetivo é ofere-cer mais um canal de representação (denúncia) para os eleitores, além de informações para subsidiar a atuação dos membros do Ministério Público Eleitoral na fiscalização do pleito municipal e no combate à de-sinformação.

A iniciativa é resultado do acor-do firmaacor-do em julho entre o MPF e a SaferNet Brasil, com o intuito de

monitorar e combater a dissemina-ção de notícias falsas na internet, relacionadas às Eleições 2020. Ago-ra, ao acessar a Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos, os cidadãos poderão selecionar a opção “Fraude Eleitoral”, para re-portar qualquer tipo de conteúdo encontrado na internet (imagens, vídeos, textos, áudios) que apresen-te indícios de fraude ou crime elei-toral. Basta o cidadão informar a unidade da federação onde a prática foi verificada, incluir a URL do site e, se achar necessário, adicionar um comentário.

A representação é anônima e passará a integrar o banco de dados da SaferNet. O grande diferencial da plataforma é que, no momento que o cidadão regista sua represen-tação, as imagens e os conteúdos da URL mencionada são gravados, garantindo o rastreio das

informa-ções, mesmo que elas sejam apa-gadas ou editadas posteriormente. Os dados incluídos na plataforma poderão ser acessados diretamente pelos membros do Ministério Pú-blico que atuam na fiscalização das eleições.

Como exemplo de conteúdos com indício de fraude eleitoral estão anúncios de serviços de disparo em massa de mensagens por meio de SMS e aplicativos como WhatsApp, Telegram e similares, assim como a oferta de dados pessoais para uso em campanhas eleitorais. Mensa-gens enganosas sobre datas, horários e locais de votação, métodos ou re-quisitos para exercer o direito a voto também podem ser relatados pela plataforma. Em 14 anos, a platafor-ma da SaferNet já recebeu e proces-sou mais de 4 milhões de manifes-tações anônimas, envolvendo quase 800 mil páginas (URLs) distintas, das quais 574,7 mil foram removi-das, por conterem irregularidades.

Outros canais

Além da Central Nacional de Denúncias da SaferNet, os eleitores também podem relatar a ocorrência de ilícitos eleitorais – sejam eles pra-ticados na internet ou não – por meio do MPF Serviços (site ou aplicativo) e, pessoalmente, nas Salas de Aten-dimento ao Cidadãos das unidades do MPF nos estados e municípios. Também é possível enviar represen-tações (denúncias) por meio do apli-cativo Pardal da Justiça Eleitoral.

Cidadãos poderão informar ilícitos

digitais relacionados às Eleições

2020 à Central Nacional de

Denúncias de Crimes Cibernéticos

MPF E SAFERNET

LANÇAM PLATAFORMA

PARA REPORTAR

FRAUDES ELEITORAIS

DIVUL GA ÇÃ O INTERNET Da Redação Da Redação

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