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DIREITO PENAL
PROF. NIDAL AHMAD
DIREITO CONSTITUCIONAL
PROF. JANRIÊ RECK
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DIREITO CONSTITUCIONAL
PROF.JANRIÊ RECK
@janriereck 1. Imunidades
2. Competências federativas
3. Divisão de estados e municípios
1. Imunidades
IMUNIDADE PARLAMENTARImunidade material ou inviolabilidade (freedom of speach: imunidade por opinião e palavras):
a) Inviolabilidade no âmbito CIVIL: quaisquer opiniões, palavras e votos proferidos não constituem dano civil, isto é, não geram direito à indenização por perdas e danos (sejam danos morais, sejam danos causadores de sanção acessória por prática de crime).
b) Inviolabilidade no âmbito PENAL: quaisquer opiniões, palavras e votos proferidos não tipificam crime, isto é, não tipificam injúria, calúnia ou difamação ou outros crimes similares
TEORIA DA “CONEXÃO”
Depois da EC nº 35/2001 – âmbito espacial de proteção.
A garantia da imunidade material ou inviolabilidade vigora não somente no efetivo exercício do mandato NO RECINTO do Congresso Nacional, mas também efetivo exercício do mandato pode significar exercício de atividade FORA do recinto do Parlamento (expressão-chave: teoria da conexão).
3 Imunidade formal:
A imunidade formal possui duas variantes:
a) Garantia do parlamentar de não ser preso (freedom from arrest)
TEXTO ATUAL: art. 53, § 2º, da CF/1988 (redação da Emenda nº 35, de 20-12-2001) Desde a expedição do diploma, os membros do Congresso Nacional não poderão ser presos, salvo em flagrante de crime inafiançável. Nesse caso, os autos serão remetidos dentro de vinte e quatro horas à Casa respectiva, para que, pelo voto da maioria de seus membros, resolva sobre aprisão.
b) Garantia de sustação de ação penal TEXTO ATUAL:
Art. 53 da CF/1988 (na redação da Emenda nº 35, de 20-12- 2001) § 1º Os Deputados e Senadores, desde a expedição do diploma, serão submetidos a julgamento perante o Supremo Tribunal Federal. (...)
§ 3º Recebida a denúncia contra o Senador ou Deputado, por crime ocorrido pós a diplomação, o Supremo Tribunal Federal dará ciência à Casa respectiva, que, por iniciativa de partido político nela representado e pelo voto da maioria de seus membros, poderá, até a decisão final, sustar o andamento da ação.
§ 4º O pedido de sustação será apreciado pela Casa respectiva no prazo improrrogável de quarenta e cinco dias do seu recebimento pela Mesa Diretora.
§ 5º A sustação do processo suspende a prescrição, enquanto durar o mandato.
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2. Competências federativas
COMPETÊNCIAS ENUMERADAS (EXPRESSAS) X REMANESCENTES (RESERVADAS)
Os poderes enumerados são aqueles expressamente estabelecidos a algum dos entes federativos, sendo as competências remanescentes (reservadas) estabelecidas ao ente federativo que não recebeu competências expressas.
Competência reservada ou remanescente: certa matéria jurídica é atribuída parcialmente para algumas das categorias dos entes da Federação de forma expressa
A competência reservada ou remanescente, no caso brasileiro, foi atribuída aos Estados-membros, conforme art. 25, § 1º, da CF/1988. COMPETÊNCIAS ADMINISTRATIVAS X LEGISLATIVAS
Teremos competências administrativas quando a Constituição outorgar ao ente político a competência para realizar atos de execução, administração.
Já no que se refere às competências legislativas, quando a Constituição outorgar ao ente político a competência para legislar, ou seja, para a edição de atos normativos gerais e abstratos.
5 COMPETÊNCIAS EXCLUSIVAS x PRIVATIVAS
A competência exclusiva, indicando que naquela a delegação de competências é proibida, isto é, é indelegável. – Na competência exclusiva somente o ente que recebeu a incumbência constitucional é quem poderá realizá-la
– Pode delegar a outro ente, mediante o cumprimento dos seguintes requisitos estabelecidos no parágrafo único do art. 22. São eles: 1. O Instrumento normativo autorizador da delegação será a lei complementar federal. 2. Embora não haja disposição expressa, a delegação também é estendida ao Distrito Federal, haja vista que cabe a ele as competências legislativas reservadas aos Estados e Municípios (art. 32, § 1º, da CF/1988). 3. A União só poderá delegar questões específicas, e não toda a matéria que lhe é originariamente estabelecida.
COMPETÊNCIAS COMUNS x COMPETÊNCIAS CONCORRENTES
Competências comuns Competências concorrentes
Competências do moderno federalismo cooperativo: nela distribuem-se competências administrativas a todos os entes federativos para que a exerçam sem preponderância de um ente sobre o outro, ou seja, sem hierarquia. - Em
nosso ordenamento
jurídicoconstitucional, sua delimitação foi estabelecida no art. 23 da CF/1988, no qual se apresentam as atividades administrativas que podem ser
A competência concorrente é típico caso de repartição vertical de competência em nosso país. Ela se expressa na possibilidade de que, sobre uma mesma matéria, diferentes entes políticos atuem de maneira a legislar sobre determinada matéria, adotando-se, em nosso caso, a predominância da União, que legislará normas gerais (art. 24, § 1º, da CF/1988), e aos Estados estabelece-se a possibilidade, em virtude do poder
6 exercidas de modo paralelo entre
União, Estados, Distrito Federal e Municípios, atuando todos os entes federativos em igualdade, sem nenhuma prioridade de um sobre o outro
suplementar, de legislar sobre assuntos referentes aos seus interesses locais (art. 24, § 2º, da CF/1988), em que suplementar tem alcance semântico de pormenorização.
COMPETÊNCIA PLENA x COMPETÊNCIA SUPLEMENTAR
Exercer a competência plena ou supletiva significa que os Estados e o Distrito Federal, na ausência de normas gerais editadas pela União, poderão editar as aludidas normas gerais para atender às suas peculiaridades, as quais terão aplicação apenas em seu próprio âmbito territorial. Portanto, disciplinarão matérias de competência concorrente, editando as normas gerais inexistentes.
Na ocorrência de a União ter sido omissa em elaborar normas gerais, não significa que ela tenha perdido sua competência para a futura edição de tais normas. Assim, a União poderá abandonar sua inércia exercendo a sua prerrogativa constitucional para a edição de normas gerais. Portanto, se a União editar supervenientemente a lei federal de normas gerais, esta prevalecerá sobre a lei estadual, suspendendo a eficácia desta, no que lhe for contrário.
3. Estados e municípios
ESTADOS-MEMBROSNa forma do art. 1º da CF/1988, a união dos Estados-membros é indissolúvel, e portanto inexiste possibilidade jurídica de um Estado-membro separar-se do restante do Brasil para constituir um novo Estado, soberano e independente.
Constitucionalmente só são possíveis alterações na atual estrutura políticoterritorial dos Estados-membros.
7 MUNICÍPIOS
No caso brasileiro, Municípios integram o Estado (art. 1º, caput, c/c art. 18, caput, da CF/1988), e, como tal, possuem competências constitucionais próprias e originárias, tanto legislativas quanto de auto-organização político-administrativa, definidas, em última instância, pela cláusula do “interesse local” (cf. art. 30, I, da CF/1988). Na verdade, foi a atribuição de poder de auto-organização, por meio de lei orgânica, que atribui tal status ao município.