Demonstrações
C o n t á b e i s
Parecer dos Auditores
Independentes
74
Balanço Patrimonial - Ativo
76
Balanço Patrimonial - Passivo
77
Demonstração do Resultado
78
Demonstração das Mutações do
Patrimônio Líquido e dos Recursos
Destinados a Aumento de Capital
80
Demonstração das Origens e
Aplicações de Recursos
81
Demonstração da Variação do Capital Circulante 81
Demonstração do Fluxo de Caixa
82
Demonstração do Valor Adicionado
84
Demonstração do Resultado Segregado
por Atividade - Anexo 1
85
Saldos e Transações com Partes
Relacionadas - Anexo 2
87
Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis
88
Parecer dos Auditores Independentes
21 de fevereiro de 2008Aos
Administradores e Acionistas de FURNAS – Centrais Elétricas S.A. Rio de Janeiro – RJ
1.
Examinamos o balanço patrimonial de FURNAS – Centrais Elétricas S.A., levantado em 31 de dezembro de 2007 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos recursos destinados a aumento de capital e das origens e aplicações de recursos, correspondentes ao exercício findo naquela data, elaborados sob a responsabilidade de sua administração. Nossa responsabilidade é a de expressar opinião sobre essas demonstrações contábeis.2.
Nossos exames foram conduzidos de acordo com as normas de auditoria aplicáveis no Brasil que elegem como objetivo final comprovar a adequação das demonstrações contábeis divulgadas pela Companhia, em seus aspectos relevantes. Nesse contexto nossos exames compreenderam: (a) o planejamento dos trabalhos, considerando a relevância dos saldos, o volume de transações e o sistema contábil e de controles internos da Companhia; (b) a constatação, com base em testes, das evidências e dos registros que suportam os valores e as informações contábeis divulgados; e (c) a avaliação das práticas e das estimativas contábeis mais representativas adotadas pela administração da Companhia, bem como da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto.3.
Em nossa opinião, as demonstrações contábeis referidas no parágrafo “1” representam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira de FURNAS – Centrais Elétricas S.A., em 31 de dezembro de 2007, o resultado de suas operações, as mutações de seu patrimônio líquido e as origens e aplicações de seus recursos, referentes ao exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil.4.
Também examinamos as demonstrações do fluxo de caixa e do valor adicionado de FURNAS – Centrais Elétricas S.A., correspondentes ao exercício de 2007, mediante aplicação dos procedimentos descritos no parágrafo “2”. Essas demonstrações não são requeridas pela legislação societária brasileira e foram elaboradas para propiciar informações adicionais. Em nossa opinião, as referidas demonstrações complementares apresentam adequadamente o fluxo de caixa e o valor adicionado do exercício, em todos os aspectos relevantes, em relação às demonstrações contábeis principais de 31 de dezembro de 2007, tomadas em conjunto.5.
Conforme mencionado na nota 30, em 31 de dezembro de 2007, a Companhia, considerando que a Fundação Real Grandeza não apresentou déficit atuarial, consoante disposições do pronunciamento do Ibracon NPC nº 26, aprovado pela Deliberação CVM 371/2000, registrou a parcela excedente, R$ 1.001.242 mil, como redutor de passivo atuarial, a título de diferimento, com reflexo positivo no resultado do exercício no montante de R$ 660.821 mil, líquido dos efeitos tributários. Este ajuste está sujeito a revisões anuais.6.
Encontra-se registrado no ativo circulante, saldo de crédito de ICMS no valor de R$ 44.067 mil, decorrente de Convênio de Compromisso e Cooperação Financeira entre a Centrais Elétricas do Norte do Brasil S.A. (Eletronorte) e o Departamento de Estradas e Rodagem do Estado de Mato Grosso, para realização de obras e implantação e asfaltamento de estrada de acesso ao Aproveitamento Múltiplo de Manso, os quais foram transferidos para a Companhia em 1999 por Resolução do Conselho Nacional de Desestatização n° 02/1999, complementada pela de n° 04/1999. Em 13 de junho de 2007 foi lavrado o Termo de Conclusão da Ação Fiscal, no qual consta que o Governo do Estado de Mato Grosso ressarcirá FURNAS do valor correspondente ao percentual da sua participação, destacando que “Após conclusão das Ordens de Serviço correspondentes a todas as empresas, será possível apurar o valor a ser restituído à empresa FURNAS, se for o caso.” Assim, a liquidação desse crédito depende ainda das gestões resultantes das ações da Secretaria da Fazenda do Estado de Mato Grosso, quanto à definição do valor, bem como da época de sua realização. A Administração da Companhia entende que estando esses trabalhos em fase de conclusão existem grandes possibilidades de realização desses créditos no exercício de 2008.7.
A Companhia mantém em suas contas a receber, crédito no valor de R$ 30.096 mil, junto à Companhia Hidroelétrica do São Francisco S.A. (CHESF), relativo a procedimentos divergentes entre as partes, adotados quando da liquidação do saldo remanescente das operações do período de setembro de 2000 a setembro de 2002, na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), (antigo Mercado Atacadista de Energia – MAE). A realização desse crédito está sendo negociada pelas empresas com a interveniência das Centrais Elétricas Brasileiras S.A. – Eletrobrás.8.
A Companhia possui contratos de compra de energia gerada por terceiros, inclusive por partes relacionadas, cujos preços de aquisição têm sofrido majorações superiores àquelas dos preços obtidos pela Companhia nos leilões de energia. Esta situação tem causado uma redução da margem operacional da Companhia, estando a sua administração promovendo gestões junto a sua controladora e às autoridades reguladoras no sentido de eliminar os impactos causados por esse desequilíbrio.9.
As demonstrações contábeis do exercício anterior, apresentadas para fins de comparabilidade, foram examinadas por outros auditores independentes que emitiram seu parecer em 16 de março de 2007, contendo a) ressalvas sobre: (i) o assunto mencionado nas notas “5b” e “33”; e (ii) os assuntos mencionados nas notas “9c” e “11b”; e b) ênfases sobre: (i) o assunto mencionado nas notas “5a” e “34”; e (ii) sobre o mesmo assunto referido no parágrafo “8” acima.HLB Audilink & Cia. Auditores CRC/RS-003688/0-2 F- RJ Nélson Câmara da Silva
E m p r e s a d o S i s t e m a E l e t r o b r á s
C N P J n º 2 3 . 2 7 4 . 1 9 4 / 0 0 0 1 - 1 9
B a l a n ç o P a t r i m o n i a l e m 3 1 d e D e z e m b r o
R $ m i l Ativo 2007 2006 Circulante Numerário disponível 97.753 8.562 Aplicações financeiras 218.505 272.800Consumidores, concessionárias e permissionárias 656.057 1.193.227 Empréstimos e financiamentos concedidos 54.755 100.849 Créditos de energia financiados 196.171 164.117
Almoxarifado 87.119 72.951
Créditos tributários 282.196 167.556
Impostos e contribuições a recuperar 104.179 188.214 Despesas pagas antecipadamente 12.673 1.197 Cauções e depósitos vinculados 17.645 21.025
Devedores diversos 80.217 177.804
Outros 63.432 37.405
1.870.702 2.405.707 Não Circulante
Consumidores, concessionárias e permissionárias - 54.338
Concessões a licitar 19.543 15.681
Empréstimos e financiamentos concedidos 147.375 160.296 Créditos de energia financiados 986.374 1.083.783 Cauções e depósitos vinculados 219.878 221.468 Bens e direitos destinados à alienação 28.624 28.371
Despesas pagas antecipadamente 3.298
-Outros 103.489 94.290
Total do Realizável a Longo Prazo 1.508.581 1.658.227
Investimentos 757.949 388.686
Imobilizado 14.336.013 14.157.842
(-) Obrigações vinculadas à concessão (112.540) (112.540)
Intangível 202.546 194.355
Diferido 56 56
Total do Permanente 15.184.024 14.628.399
16.692.605 16.286.626
B a l a n ç o P a t r i m o n i a l e m 3 1 d e D e z e m b r o
As notas explicativas da Administração e os Anexos 1 e 2 são parte integrante das Demonstrações Contábeis.
R $ m i l
Passivo 2007 2006
Circulante
Fornecedores 653.842 627.375
Encargos de empréstimos e financiamentos 26.474 10.408 Impostos e contribuições sociais 243.052 241.131 Empréstimos e financiamentos 520.217 384.710 Outras captações de recursos 306.419 534.272
Obrigações estimadas 61.766 56.605
Pesquisa e desenvolvimento 106.652 87.107 Provisão para contingências 230.179 171.013
Credores diversos 146.652 7.273
Entidade de previdência complementar - 138.646 Remuneração aos acionistas 165.891 91.581
Participações nos lucros 61.681 55.570
Outros 95.432 143.791
2.618.257 2.549.482 Não Circulante
Empréstimos e financiamentos 1.043.891 789.257 Outras captações de recursos 277.296 486.333 Impostos e contribuições sociais 1.122.136 1.004.466 Entidade de previdência complementar - 942.308
Credores diversos 70.017
-Outros 2 2
Total do Exigível a Longo Prazo 2.513.342 3.222.366
Capital realizado 3.194.000 3.194.000
Reservas de capital 5.700.817 5.700.817
Reservas de lucros 2.162.935 1.651.712
Lucros acumulados 2.342.802 2.342.802
13.400.554 12.889.331
Recursos destinados a aumento de capital 31.154 31.154 Total do Patrimônio líquido 13.431.708 12.920.485 15.945.050 16.142.851
D e m o n s t ra ç ã o d o Re s u l t a d o d o s E xe rc í c i o s F i n d o s e m 3 1 d e D e z e m b ro
R $ m i l2007 2006
Receita Operacional
Fornecimento de energia elétrica 188.106 251.007 Suprimento de energia elétrica 3.767.106 3.500.997 Energia de curto prazo 14.869 14.128 Uso da rede elétrica 1.574.755 1.886.939
Outras receitas 18.257 84.986
5.563.093 5.738.057 Deduções à Receita Operacional
Impostos e contribuições sobre a receita 210.403 233.321 Quota para a reserva global de reversão 151.445 152.953 Pesquisa e Desenvolvimento 71.061 105.382 Outros encargos do consumidor 25.011 27.218
457.920 518.874
Receita Operacional Líquida 5.105.173 5.219.183
Custo do Serviço de Energia Elétrica
Custo com energia elétrica
Energia elétrica comprada para revenda 2.248.291 2.110.696 Encargos de uso da rede elétrica 377.698 353.088
Custo de operação
Pessoal 592.492 487.792
Material 47.282 46.996
Serviços de terceiros 434.655 389.048
Combustível e água para produção de energia elétrica 13.148 11.946 Compensação financeira pela utilização de recursos hídricos 159.404 158.849 Depreciação e amortização 531.703 516.979 Taxa de fiscalização de serviços de energia elétrica 13.846 15.131
Impostos e taxas 7.826 12.501
4.426.345 4.103.026
Lucro Operacional Bruto 678.828 1.116.157
Despesas Operacionais
Provisão para contingências 60.000 30.000 Provisão para créditos de liquidação duvidosa 385.509 204.804 Baixa de créditos não realizados 127.465
-D e m o n s t ra ç ã o d o Re s u l t a d o d o s E xe rc í c i o s F i n d o s e m 3 1 d e -D e z e m b ro
continuação R $ m i l
2007 2006
Receita (Despesa) Financeira
Renda de aplicações financeiras 46.723 70.738 Encargos de empréstimos e financiamentos (112.708) (105.707) Encargos financeiros sobre outras obrigações (88.624) (181.165) Variação monetária e acréscimo moratório – energia vendida 5.305 9.511 Direito de ressarcimento do gerador – atualização monetária 41.052 62.927 Variação monetária e acréscimo moratório – energia comprada 44 23 Variação monetária e juros – créditos de energia financiados 200.088 180.077 Variação monetária e cambial de empréstimos e financiamentos (35.813) (203.509) Variação monetária e juros sobre empréstimos e financiamentos concedidos 30.809 31.139 Variação monetária sobre contingências (1.693) (1.331)
Ajuste do passivo atuarial 1.001.242
-Outras (30.692) (52.095)
1.055.733 (189.392)
Juros sobre o capital próprio - (107.500)
Resultado Operacional 1.020.110 451.948
Receita não operacional 5.037 3.365
Despesa não operacional (10.356) (14.647)
Resultado Não Operacional (5.319) (11.282)
Lucro Antes da Contribuição Social e Imposto de Renda 1.014.791 440.666
Contribuição social (74.110) (35.433)
Imposto de renda (202.583) (93.240)
Lucro Antes das Participações e da Reversão dos Juros Sobre Capital Próprio 738.098 311.993
Participações nos lucros (61.574) (55.289) Reversão dos juros sobre capital próprio - 107.500
Lucro Líquido do Exercício 676.524 364.204
Lucro Líquido por Mil Ações do Capital Social - R$ 10,41 5,60
D e m o n s t r a ç ã o d a s M u t a ç õ e s d o P a t r i m ô n i o L í q u i d o
e d o s R e c u r s o s D e s t i n a d o s a A u m e n t o d e C a p i t a l
As notas explicativas da Administração e os Anexos 1 e 2 são parte integrante das Demonstrações Contábeis.
Total Recursos Destinados a Aumento de Capital Subtotal Lucros Acumulados Reserva de Lucros Reserva de Capital Capital Social
Saldo em 31 de Dezembro de 2005 2.000.000 5.700.817 2.589.008 2.342.802 12.632.627 31.154 12.663.781
Aumento de capital – AGE de 25.08.2006 1.194.000 - (1.194.000) - - - -Realização da reserva de lucros a realizar - - (18.344) 18.344 - - -Lucro líquido do exercício - - - 364.204 364.204 - 364.204 Destinação do lucro líquido
Constituição da reserva legal - - 18.210 (18.210) - - -Reserva de retenção de lucros - - 256.838 (256.838) - - -Juros sobre capital próprio – AGO de 25.04.2007 - - - (107.500) (107.500) - (107.500)
Saldo em 31 de Dezembro de 2006 3.194.000 5.700.817 1.651.712 2.342.802 12.889.331 31.154 12.920.485
Realização da reserva de lucros a realizar - - (18.505) 18.505 - - -Lucro líquido do exercício - - - 676.524 676.524 - 676.524 Destinação do lucro líquido
Constituição da reserva legal - - 33.826 (33.826) - - -Reserva de retenção de lucros - - 495.902 (495.902) - - -Dividendos – proposta - - - (165.301) (165.301) - (165.301)
Saldo em 31 de Dezembro de 2007 3.194.000 5.700.817 2.162.935 2.342.802 13.400.554 31.154 13.431.708 R $ m i l
R $ m i l
2007 2006
Origens
Das operações
Lucro líquido do exercício 676.524 364.204 Despesas (receitas) que não afetam o capital circulante líquido:
Depreciação e amortização 531.703 516.979 Variação monetária e cambial de longo prazo (15.000) 163.894
Passivo regulatório 116.627
-Em ajustes da previdência complementar – FRG (505.087)
-Encargos do Paes (29.391) 79.357
775.376 1.124.434
De terceiros Novos financiamentos a longo prazo 407.545 190.630 Transferência de realizável a longo prazo para circulante 394.671 392.397
Baixas do permanente 96.526 26.833
Outras 10.732 14.072
Total das Origens 1.684.850 1.748.366
Aplicações
Na aquisição do imobilizado 825.327 887.752 Em créditos de energia financiados 63.679 65.370 Em remuneração aos acionistas 165.301 107.500 Em circulantes transferidos para o realizável a longo prazo - 13.324 Em pesquisa e desenvolvimento 13.995 10.024 Em reclassificação de operação de créditos – FIDC - 80.525
Em investimentos 369.263 43.098
Em exigíveis a longo prazo transferidos para circulante 791.321 882.292 Em empréstimos e financiamentos concedidos 30.630 36.655
Em outras 29.114 15.830
Total das Aplicações 2.288.630 2.142.370
Redução do Capital Circulante (603.780) (394.004)
D e m o n s t r a ç ã o d a s O r i g e n s e A p l i c a ç õ e s d e R e c u r s o s
d o s E x e r c í c i o s F i n d o s e m 3 1 d e D e z e m b r o
R $ m i l 2007 2006 Ativo Circulante No início do exercício 2.405.707 2.593.526 No fim do exercício 1.870.702 2.405.707 (535.005) (187.819) Passivo Circulante No início do exercício 2.549.482 2.343.297 No fim do exercício 2.618.257 2.549.482 68.775 206.185Redução do Capital Circulante (603.780) (394.004)
R $ m i l
2007 2006
Atividades Operacionais
Lucro líquido do exercício 676.524 364.204 Despesas (Receitas) que não afetam o capital circulante líquido
Depreciação e amortização 531.703 516.979 Variação monetária e cambial de longo prazo (15.000) 163.894
Juros do Paes (29.391) 79.357
Ajustes de previdência complementar – FRG (505.087) -Passivo regulatório – transmissão 116.627
-98.852 760.230
Variação no Ativo Circulante
Consumidores, concessionárias e permissionárias 537.170 (25.947)
Almoxarifado (14.168) (10.226)
Tributos e contribuições compensáveis (30.605) (213.863)
Empréstimos concedidos 14.040 143.143
Outros ativos operacionais 63.464 162.267
569.901 55.374
Variação no Passivo Circulante
Fornecedores 26.467 33.542
Folha de pagamento 3.563 2.028
Tributos e contribuições sociais 1.366 (57.539)
Credores diversos 733 (48.557)
Pesquisa e desenvolvimento 19.545 87.107 Provisão para contingências 59.166 23.998 Encargos do consumidor (25.404) (6.460) Outros passivos operacionais 1.375 44.165
86.811 78.284
Total das Atividades Operacionais 1.432.088 1.258.092
D e m o n s t ra ç ã o d o F l u xo d e Ca i xa d o s Exe rc í c i o s F i n d o s e m 3 1 d e D eze m b ro
( I n fo r m a ç ã o S u p l e m e n t a r )
continuação R $ m i l
2007 2006
Atividades de Investimentos
Aplicações no ativo imobilizado (825.327) (887.752) Em pesquisa e desenvolvimento (13.995) (10.054) Adiantamento para futuro aumento de capital (369.055)
-Outros (59.952) (85.529)
(1.268.329) (983.335)
Atividades de Financiamentos
Empréstimos e financiamentos obtidos a longo prazo 543.052 239.452 Outras captações de recursos de terceiros (227.853) 105.788 Exigíveis a longo prazo transferidos para o circulante (791.321) (892.316) Em circulantes transferidos para o realizável a longo prazo - (13.324) Refinanciamentos de créditos 330.992 327.027 Juros sobre capital próprio (90.991) (214.734)
Outros 107.258 40.905
(128.863) (407.202)
Total dos Efeitos no Caixa 34.896 (132.445)
Caixa e equivalentes de caixa no início do período 281.362 413.807 Caixa e equivalentes de caixa no fim do período 316.258 281.362
Variação no Caixa 34.896 (132.445)
D e m o n s t ra ç ã o d o F l u xo d e Ca i xa d o s Exe rc í c i o s F i n d o s e m 3 1 d e D eze m b ro
( I n fo r m a ç ã o S u p l e m e n t a r )
R $ m i l
2007 2006
1. Geração do Valor Adicionado
Receitas de vendas de energia e serviços 5.563.093 5.738.057
Receitas não operacionais 5.037 3.365
Menos: Insumos
Custo de energia comprada (2.248.291) (2.110.696)
Materiais (47.282) (46.996)
Serviços de terceiros (434.655) (389.048) Outros custos operacionais (833.038) (671.527) Outros custos não operacionais (10.356) (14.647)
2. Valor Adicionado Bruto 1.994.508 2.508.508
Quotas de reintegração (531.703) (516.979) Constituição/ Reversão de provisões (445.509) (234.804)
3. Valor Adicionado Líquido Gerado 1.017.296 1.756.725
Receitas financeiras (transferências) 1.325.263 354.415
4. Valor Adicionado a Distribuir 2.342.559 2.111.140
5. Distribuição do Valor Adicionado
Remuneração do trabalho 592.492 487.792 Governo (impostos e contribuições) 494.922 374.495 Encargos financeiros e variação monetária 269.530 543.807 Participações dos empregados nos lucros 61.574 55.289 Remuneração aos acionistas 165.301 107.500
Outros 247.517 285.553
Lucros retidos 511.223 256.704
Total 2.342.559 2.111.140
Demonstração do Valor Adicionado dos Exercícios Findos em 31 de Dezembro
( I n fo r m a ç ã o S u p l e m e n t a r )
R $ m i l
A n e x o 1
D e m o n s t r a ç ã o d o R e s u l t a d o S e g r e g a d o p o r A t i v i d a d e
( d o s E x e r c í c i o s F i n d o s e m 3 1 d e D e z e m b r o )
Receita Operacional
Fornecimento de energia elétrica - - - - 188.106 251.007 188.106 251.007 Suprimento de energia elétrica 2.566.059 2.664.100 - - 1.201.047 836.897 3.767.106 3.500.997 Energia de curto prazo - - - - 14.869 14.128 14.869 14.128 Uso da rede elétrica - - 1.574.755 1.886.939 - - 1.574.755 1.886.939 Outras receitas 9.471 16.013 8.699 68.494 87 479 18.257 84.986
2.575.530 2.680.113 1.583.454 1.955.433 1.404.109 1.102.511 5.563.093 5.738.057
Deduções à Receita Operacional
Impostos e contribuições sobre a receita 219.663 270.764 42.357 15.374 (51.617) (52.817) 210.403 233.321 Quota para a reserva global de reversão 72.387 74.313 38.248 47.375 40.810 31.265 151.445 152.953 Pesquisa e desenvolvimento 31.191 49.436 21.637 35.542 18.233 20.404 71.061 105.382 Outros encargos do consumidor 25.011 27.218 - - - - 25.011 27.218
348.252 421.731 102.242 98.291 7.426 (1.148) 457.920 518.874
Receita Operacional Líquida 2.227.278 2.258.382 1.481.212 1.857.142 1.396.683 1.103.659 5.105.173 5.219.183
Custo do Serviço de Energia Elétrica
Custo com Energia Elétrica
Energia elétrica comprada para revenda - - - - 2.248.291 2.110.696 2.248.291 2.110.696 Encargos de uso da rede elétrica 377.698 - - - - 353.088 377.698 353.088 Custo de Operação
Pessoal 198.630 145.486 383.397 331.622 10.465 10.684 592.492 487.792 Material 19.123 18.911 27.954 27.783 205 302 47.282 46.996 Serviços de terceiros 166.515 158.267 262.543 225.214 5.597 5.567 434.655 389.048 Combustível e água para produção de
energia elétrica 13.148 11.946 - - - - 13.148 11.946 Compensação financeira pela utilização
recursos hídricos 159.404 158.849 - - - - 159.404 158.849 Depreciação e amortização 182.555 178.702 348.868 338.006 280 271 531.703 516.979 Taxa de fiscalização de serviços de
energia elétrica 4.808 5.853 8.995 9.233 43 45 13.846 15.131 Impostos e taxas 2.988 1 .946 4.751 4.638 87 5.917 7.826 12.501
1.124.869 679.960 1.036.508 936.496 2.264.968 2.486.570 4.426.345 4.103.026 Lucro (Prejuízo) Operacional Bruto 1.102.409 1.578.422 444.704 920.646 (868.285) (1.382.911) 678.828 1.116.157
2007 Total 2006 2007 Comercialização 2006 2007 Transmissão 2006 2007 Geração 2006 continua
A n e x o 1
D e m o n s t r a ç ã o d o R e s u l t a d o S e g r e g a d o p o r A t i v i d a d e
d o s E x e r c í c i o s F i n d o s e m 3 1 d e D e z e m b r o
Despesas Operacionais
Provisão para contingências 39.574 14.400 16.033 15.600 4.393 - 60.000 30.000 Provisão para créditos de liquidação duvidosa 5.561 - 9.870 - 370.078 204.804 385.509 204.804 Baixa de créditos não realizados - - - - 127.465 - 127.465 -Outras despesas 42.733 64.924 96.359 61.862 2.385 5.727 141.477 132.513
87.868 79.324 122.262 77.462 504.321 210.531 714.451 367.317 Resultado do Serviço 1.014.541 1.499.098 322.442 843.184 (1.372.606) (1.593.442) (35.623) 748.840
Receita (Despesa) Financeira
Renda de aplicações financeiras 15.647 27.338 27.005 42.129 4.071 1.271 46.723 70.738 Encargos de empréstimos e financiamentos (32.317) (23.572) (58.924) (32.561) (21.467) (49.574) (112.708) (105.707) Encargos financeiros sobre outras obrigações (43.452) (37.528) (76.006) (60.840) 30.834 (82.797) (88.624) (181.165) Variação monetária e acréscimo
moratório – energia vendida - - 1.558 1.489 3.747 8.022 5.305 9.511 Direito de ressarcimento do
gerador – atualização monetária - - - - 41.052 62.927 41.052 62.927 Variação monetária e acréscimo
moratório – energia comprada - (1) - (1) 44 25 44 23 Variação monetária e juros –
créditos de energia financiados - - 8.853 6.464 191.235 173.613 200.088 180.077 Variação monetária e cambial de
empréstimos e financiamentos 656 (892) 51.323 46.535 (87.792) (249.152) (35.813) (203.509) Variação monetária e juros sobre
empréstimos concedidos 4.255 1.402 8.578 3.651 17.976 26.086 30.809 31.139 Variação monetária sobre contingências (607) (501) (1.062) (806) (24) (24) (1.693) (1.331) Ajuste do passivo atuarial 335.662 - 647.895 - 17.685 - 1.001.242 -Outras (16.815) (28.501) (15.424) (12.564) 1.547 (11.030) (30.692) (52.095)
263.029 (62.255) 593.796 (6.504) 198.908 (120.633) 1.055.733 (189.392)
Juros sobre capital próprio - (60.440) - (47.060) - - - (107.500)
Resultado Operacional 1.277.570 1.376.403 916.238 789.620 (1.173.698) (1.714.075) 1.020.110 451.948
Receita Não Operacional 3.400 2.104 1.594 1.232 43 29 5.037 3.365
Despesa Não Operacional (8.124) (11.481) (2.000) (3.125) (232) (41) (10.356) (14.647) Resultado Não Operacional (4.724) (9.377) (406) (1.893) (189) (12) (5.319) (11.282)
2007 Total 2006 2007 Comercialização 2006 2007 Transmissão 2006 2007 Geração 2006 continua continuação R $ m i l
Em conformidade com o MCSPE, a Empresa está segregando o resultado dos exercícios de 2007 e de 2006 nas atividades de geração, transmissão e comercialização.
A n e x o 1
D e m o n s t r a ç ã o d o R e s u l t a d o S e g r e g a d o p o r A t i v i d a d e
d o s E x e r c í c i o s F i n d o s e m 3 1 d e D e z e m b r o
A n e x o 2
S a l d o s e T r a n s a ç õ e s c o m P a r t e s R e l a c i o n a d a s
Consumidores, concessionárias e permissionárias - 95 12.549 - 8.746 862 - - 22.252 25.726 Direito de ressarcimento do gerador (RTE) - - - 42.965 Fornecedores (5.272) - (4.592) (2.926) (3.373) (273.177) - - (289.340) (281.855) Empréstimos e financiamentos concedidos - - - - 5.620 - - - 5.620 104.748 Empréstimos e financiamentos captados (996.318) - - - - (11.444) - - (1.007.762) (719.525) Contas a receber 4.773 - 30.127 37 96 1.142 375 20.511 57.061 56.985 Contas a pagar (164.133) - (3.312) - - - (8) - (167.453) (210.223) Saldo Líquido (1.160.950) 95 34.772 (2.889) 11.089 (282.617) 367 20.511 (1.379.622) (981.179) 2006 Total Lightpar Itaipu Eletronuclear 2007 Eletrosul CHESF CGTEE EletrobrásSaldos Eletronorte Total
Compra de energia - - - (1.354.497) - - (1.354.497) (1.291.981)
Venda de energia - - -
-Encargos sobre o uso da rede elétrica - - (42.170) (25.908) (28.594) - - - (96.672) (92.523) Receita de uso da rede elétrica - 931 121.577 - 84.507 8.218 - - 215.233 223.638 Receita financeira - - - - 2.915 676 - - 3.591 22.609 Despesa financeira (13.366) - - - - (1.865) - - (15.231) (142.030) Saldo Líquido (13.366) 931 79.407 (25.908) 58.828 (1.347.468) - - (1.247.576) (1.280.287) Total Lightpar Itaipu Eletronuclear Eletrosul CHESF CGTEE Eletrobrás
Transações Eletronorte Total
continuação R $ m i l
R $ m i l
Lucro (Prejuízo) Antes da Contribuição
Social e Imposto de Renda 1.272.846 1.367.026 915.832 787.727 (1.173.887) (1.714.087) 1.014.791 440.666
Contribuição social (111.959) (119.740) (79.537) (69.886) 117.386 154.193 (74.110) (35.433) Imposto de renda (307.735) (327.441) (220.929) (194.120) 326.081 428.321 (202.583) (93.240)
Lucro (Prejuízo) Antes das Participações nos Lucros e da Reversão dos Juros
Sobre Capital Próprio 853.152 919.845 615.366 523.721 (730.420) (1.131.573) 738.098 311.993
Participações nos lucros (20.588) (19.514) (39.891) (34.658) (1.095) (1.117) (61.574) (55.289) Reversão dos juros sobre capital próprio - 60.440 - 47.060 - - - 107.500
Lucro (Prejuízo) Líquido do Exercício 832.564 960.771 575.475 536.123 (731.515) (1.132.690) 676.524 364.204 Lucro (Prejuízo) Líquido por Mil Ações
do Capital Social - R$ 12,81 14,78 8,85 8,24 (11,25) (17,42) 10,41 5,60 2007 Total 2006 2007 Comercialização 2006 2007 Transmissão 2006 2007 Geração 2006
Em atendimento à Resolução Aneel nº 22, de 04.02.1999, e nos termos da deliberação CVM nº 26/86, de 05.02.1986, a Empresa está apresentando os saldos e transações com partes relacionadas.
N o t a s E x p l i c a t i v a s à s D e m o n s t r a ç õ e s C o n t á b e i s
e m 3 1 d e D e z e m b r o d e 2 0 0 7 e d e 2 0 0 6
N o t a 1 – C o n t e x t o O p e r a c i o n a l
FURNAS – Centrais Elétricas S.A. é uma empresa de economia mista de capital fechado, controlada pela Eletrobrás, tendo como atividade principal a geração, transmissão e comercialização de energia elétrica, atuando na região abrangida pelo Distrito Federal e os Estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso e Tocantins.
O sistema de produção de energia elétrica de FURNAS é composto por 10 usinas hidrelétricas, com uma potência instalada de 8.662 MW, e 2 usinas termelétricas com 796 MW de capacidade, totalizando 9.458 MW.
No parque gerador de FURNAS, está incluída a potência de 1.275 MW, relativos à UHE Serra da Mesa, cabendo a Semesa S.A. 657 MW (51,54%) e a FURNAS, que detém o direito da concessão, 618 MW (48,46%). Está incluído, também, a UHE Manso, com potência instalada de 212 MW, cabendo 148 MW a FURNAS (70%) e 64 MW a Proman (30%).
Além do parque de geração próprio, FURNAS participa societariamente nas empresas Enerpeixe S.A., com capacidade de 452 MW, na Chapecoense Geração S.A, com capacidade de 855 MW, na Serra do Facão Participações S.A., com capacidade de 210 MW, e na Retiro Baixo Energética S.A., com capacidade de 82 MW. Adicionalmente, participa do Consórcio UHE Baguari, com capacidade de 140 MW e na construção e operação das UHE Batalha e Simplício/Anta com potência instalada, respectivamente, de 52,5 MW e 333,7 MW.
Em 10.12.2007, o Consórcio Mesa S.A, constituído por FURNAS (39%), Odebrecht Investimentos (17,6%), Andrade Gutierrez Participações (12,4%), Cemig (10%), Fundos de Investimentos e Participações da Amazônia (20%) e Construtora Norberto Odebrecht (1%), conquistou, em leilão realizado pela Aneel, a concessão para construir e operar o projeto de construção da Usina de Santo Antônio, no rio Madeira, em Rondônia.
O sistema de transmissão é composto por 46 subestações (incluindo a SE de Macaé por cessão, conforme escritura de usufruto), 19.278 km de linhas de transmissão (sendo 17.666 km em corrente alternada e 1.612 km em corrente contínua na tensão de 600 kV) e capacidade de transformação de 101.651 MVA.
FURNAS também participa societariamente em projetos de construção e operação de linhas de transmissão tais como a Transleste (150 km), Transudeste (140 km), Centroeste de Minas (75 km) e Transirapé (65 km).
A Empresa mantém contratos de aquisição de energia no qual destaca-se o firmado junto a Eletronuclear (1.475 MW médios).
A comercialização de energia por FURNAS está baseada em dois ambientes distintos de mercado, sendo um regulado para a comercialização de energia para as concessionárias de distribuição e outro caracterizado por contratos livremente pactuados. A Lei nº 10.848, de 15.03.2004, estabelece a diferenciação entre energias provenientes de novos empreendimentos e de empreendimentos existentes, determinando a realização de leilões distintos para cada uma destas modalidades.
N o t a 2 – C o n c e s s õ e s e A u t o r i z a ç õ e s
A Empresa detém as seguintes concessões e autorizações junto ao órgão regulador do Serviço Público de Energia Elétrica:
* Potência homologada pela Aneel.
** Valor máximo obtido em regime contínuo, considerando todas as limitações existentes. *** A participação de FURNAS no Consórcio é de 15%.
N o t a 3 – A p r e s e n t a ç ã o d a s D e m o n s t r a ç õ e s C o n t á b e i s
As demonstrações contábeis foram elaboradas de acordo com a Legislação Societária e, também, segundo as normas da CVM, pois, embora FURNAS seja uma Sociedade Anônima de capital fechado, segue os princípios aplicáveis à sua controladora Eletrobrás, que é uma Sociedade Anônima de capital aberto.
Tendo em vista a alteração promovida pelo MCSPE, na classificação das despesas com Pesquisa e Desenvolvimento, saindo do grupo de Despesas Operacionais para Deduções à Receita Operacional, efetuamos na Demonstração de Resultado do Exercício, a respectiva reclassificação no exercício de
Rio/ Local Capacidade Nominal (MW)* Capacidade Efetiva Máxima Utilizada
(MW)** ConcessãoData de VencimentoData de Usina
Hidrelétrica
Furnas Grande 1.216 1.312 26.07.1957 07.07.2015 Estreito (Luiz Carlos Barreto) Grande 1.050 1.104 18.06.1962 07.07.2015 Marimbondo Grande 1.440 1.488 03.03.1967 07.03.2017 Porto Colômbia Grande 320 328 11.03.1967 16.03.2017
e 20.08.1968
Mascarenhas de Moraes Grande 476 478 31.10.1973 31.10.2023 Funil Paraíba do Sul 216 222 15.06.1961 07.07.2015
e 10.03.1967 Itumbiara Paranaíba 2.082 2.280 26.02.1970 26.02.2020 Corumbá I Corumbá 375 375 05.10.1981 29.11.2014 e 29.11.1984 Manso Manso 212 212 18.12.1987 09.02.2035 e 10.02.2000
Serra da Mesa Tocantins 1.275 1.275 06.05.1981 07.05.2011
Termelétrica
Santa Cruz Rio de Janeiro 766 766 22.08.1963 07.07.2015 e 10.03.1967
Campos (Roberto Silveira) Campos 30 32 30.12.1960 Prorrogação e 14.07.1977 Requerida São Gonçalo São Gonçalo - - 12.01.1953 Prorrogação (fora de operação) e 14.07.1977 Requerida
Potência Data de Data de
Rio (MW) Concessão Vencimento
Hidrelétrica (em construção)
Baguari*** Doce 140 15.08.2006 14.08.2041 Batalha São Marcos 52,5 15.08.2006 14.08.2041 Simplício / Anta Paraíba do Sul 333,7 15.08.2006 14.08.2041
N o t a 4 – S u m á r i o d a s P r i n c i p a i s P r á t i c a s C o n t á b e i s
A Empresa escritura suas contas de acordo com a Resolução nº 1 da Aneel e o Plano de Contas do Serviço Público de Energia Elétrica, efetuando a segregação dos gastos e receitas por atividade de produção, transmissão e comercialização.
A Aneel, por meio da Resolução nº 444, de 26.10.2001, instituiu o MCSPE, a ser utilizado a partir de 01.01.2002, obrigatoriamente, pelas concessionárias e permissionárias do Serviço Público de Energia Elétrica. As principais práticas contábeis podem ser identificadas a seguir:
a) Ativos Circulante e Não Circulante
as aplicações financeiras representam recursos mantidos em Fundo de Renda Fixa de Curto Prazo e estão registradas ao custo acrescido das receitas auferidas até a data do balanço. Por determinação legal, estas aplicações são efetuadas em fundos de investimentos em renda fixa administrados pelo Banco do Brasil S.A.;
os materiais em estoque no almoxarifado estão registrados ao custo médio de aquisição, que não excede o valor de reposição;
os ativos indexados estão atualizados até a data do balanço; os demais ativos estão apresentados ao custo, deduzido de eventuais provisões para perdas;
os ativos fiscais diferidos foram reconhecidos considerando as alíquotas vigentes para o imposto de renda e a contribuição social incidentes sobre diferenças temporárias, na extensão em que sua realização seja provável;
as provisões para créditos de liquidação duvidosa foram constituídas, em montante julgado suficiente pela Administração da Empresa, para a cobertura de eventuais perdas na realização de contas e títulos a receber. b) Permanente
registrado ao custo de aquisição ou construção, corrigido monetariamente até 31.12.1995. A depreciação do imobilizado é calculada pelo método linear, e leva em consideração a vida útil econômica dos bens; as imobilizações em curso incluem os encargos financeiros relativos a financiamentos de terceiros.
Incluem, também, a remuneração sobre o capital próprio investido, calculada até o exercício de 1998, segundo critério específico do setor;
em função do disposto nas Instruções Contábeis 6.3.10, itens 4 e 11 do MCSPE, os juros, os demais encargos financeiros e os efeitos inflacionários, relativamente aos financiamentos obtidos de terceiros efetivamente aplicados no imobilizado em curso, estão registrados neste subgrupo como custo. O mesmo procedimento foi adotado para os juros sobre o capital próprio que financiou as obras em andamento, conforme previsto na legislação específica do Serviço Público de Energia Elétrica.
c) Passivos Circulante e Não Circulante
estão demonstrados pelos valores conhecidos ou calculáveis, acrescidos, quando aplicável, dos correspondentes encargos e variações monetárias e cambiais incorridos.
d) Patrimônio Líquido
os lucros a realizar apropriados à reserva estão sendo revertidos à conta de lucros acumulados, no mínimo proporcionalmente às baixas, à depreciação e à amortização do ativo permanente;
Consumidores industriais 10.924 7.213 - 18.137 - - 18.137 24.493 Concessionárias Contratos 417.985 - 10.429 428.414 - - 428.414 418.760 Comercialização na CCEE 293.560 - - 293.560 (293.560) - - 293.615 Disponibilidade e uso da rede elétrica 178.390 31 6.034 184.455 - - 184.455 236.177 Energia livre (RTE) 171.768 - 12 171.780 (146.729) (70.520) 25.051 274.520
Total 1.072.627 7.244 16.475 1.096.346 (440.289) (70.520) 656.057 1.247.565 Circulante 656.057 1.193.227 Não circulante - 54.338 2007 Vincendos Vencidos Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa Total 2007 2007 2006 2006 Saldo
FURNAS mantém registrados créditos no montante de R$ 293.560 mil, relativos à comercialização de energia no âmbito da CCEE (sucessor do MAE), referentes ao período de setembro de 2000 a setembro de 2002, cuja liquidação está suspensa em virtude da concessão de liminares nas ações judiciais propostas por concessionárias de distribuição contra a Aneel e a CCEE.
De acordo com as normas estabelecidas no Acordo de Mercado da CCEE, a resolução dessas pendências implica em uma nova contabilização e liquidação pelas partes envolvidas sem a interveniência da CCEE (ver Nota 34). Diante da incerteza de sua realização financeira, foi constituída uma provisão para créditos de liquidação duvidosa considerando a integralidade do montante a receber.
b) Atualização monetária e estimativa de perdas dos créditos oriundos de Energia Livre (RTE)
Nos termos dos Ofícios Circulares Aneel nº 2.212 e 074, datados de 20.12.2005 e 23.01.2006, respectivamente, a Empresa efetuou a atualização monetária dos valores relacionados à Energia Livre (RTE). Em 31.12.2007, estes créditos totalizavam R$ 171.780 mil (R$ 345.040 mil em 31.12.2006) e estão classificados no ativo circulante.
Em conformidade com o Ofício Circular Aneel nº 2.409, datado de 14.11.2007, a Empresa registrou como perdas o montante de R$ 127.465 mil, cujos prazos de ressarcimento encerraram-se até 31.12.2007. Adicionalmente, mantém o valor de R$ 146.729 mil (R$ 70.520 mil em 2006) registrado à título de provisão para créditos de liquidação duvidosa, provisão esta julgada suficiente para a cobertura de a Demonstração do Resultado Segregado por Atividade (Anexo 1) é elaborada com base nos registros
contábeis de receitas e despesas por unidade operativa. f ) Alterações das Práticas Contábeis
Em 28 de dezembro de 2007, foi promulgada a Lei nº 11.638, conversão do Projeto de Lei nº 3.741. A Lei nº 11.638 altera e revoga dispositivos da Lei das Sociedades por Ações – Lei nº 6.404/76, objetivando o alinhamento das práticas contábeis adotadas no Brasil com as normas internacionais de contabilidade. As principais alterações trazidas pela citada Lei, indicadas na nota 39, têm aplicação somente a partir do exercício iniciado em 1º de janeiro de 2008, não produzindo efeitos nas presentes demonstrações.
N o t a 5 – C o n t a s a R e c e b e r – E n e r g i a V e n d i d a
a) Consumidores, concessionárias e permissionárias:Mais de 90 Dias Até 90
N o t a 6 – E m p r é s t i m o s e F i n a n c i a m e n t o s C o n c e d i d o s
Estas operações têm as seguintes condições financeiras:
I) CPFL Geração S.A. – A Empresa está concedendo à Semesa S. A., a título de empréstimo, o valor de R$ 1,35/MWh, referente a dezembro de 1997, e R$ 3,44/MWh, a partir de janeiro de 2007, calculado sobre a energia própria contratada e sujeito a reajustes tarifários de acordo com a variação do IGP-M e remunerado por juros de 10% a.a., capitalizados mensalmente pro rata temporis, com vencimento previsto para abril de 2009. Em 30.03.2007, a CPFL Geração S.A. passou a ser sucessora da Semesa S.A. II) Programa Reluz – Termo de Cooperação Técnica e Financeira firmado a partir de 23.04.2004, entre FURNAS e o Município de Goiânia (GO).
FURNAS abriu linha de crédito ao Município, para cobertura financeira de 75% do valor global do projeto de iluminação pública com recursos da Reserva Global de Reversão (RGR), transferidos pela Eletrobrás. O saldo devedor, compreendendo o principal e os juros incorporados durante os 24 meses de carência calculados pro rata temporis à taxa de 5% a.a. e com uma taxa de administração calculada de 3% a.a., será pago em 36 parcelas mensais, iguais e sucessivas, vencendo a primeira no dia 30 do mês subseqüente ao término da carência.
Em garantia dos compromissos ora assumidos no presente Termo, o Município encaminhou carta ao Banco do Brasil, autorizando o débito das parcelas em sua conta corrente e o crédito correspondente na conta corrente de FURNAS.
III) ONS – Por meio do Instrumento Particular de Contrato assinado entre FURNAS e o ONS, em 28.11.2002, foi transferida a propriedade de bens de FURNAS ao ONS, que já detinha a posse, guarda e uso dos mesmos, em razão do disposto no art. 30 do Decreto nº 2.655, de 02.07.1988.
A transferência foi efetuada em conformidade com os Ofícios nº SFF/Aneel 254/2001 e 94/2002, de 05.04.2001 e 14.02.2002, respectivamente, que determinaram os procedimentos financeiros para a transferência dos bens constitutivos dos centros de operação, e pela Portaria do MME nº 468, de 02.10.2002, que aprovou as condições para a transferência dos ativos.
Os bens estavam registrados no ativo circulante e tiveram seu valor fixado em R$ 16.183 mil, referidos a 31.12.2000, conforme Ofício SFF/Aneel nº 254/2001, que foram ajustados até 31.12.2002 com a aplicação, pro rata temporis, de juros de 5% a.a., totalizando a importância de R$ 17.842 mil, que estão sendo amortizados em 159 prestações mensais e sucessivas pelo Método Price, com juros de 5% a.a., e acrescidos de uma taxa de administração de 2% a.a., com a primeira parcela em 30.01.2003 e a última em 31.03.2016.
IV) Eletronorte – FURNAS concedeu à Eletronorte financiamento de R$ 107.558 mil, com garantia da Entidade
CPFL Geração S.A. 39.809 119.428 159.237 124.338 Programa Reluz – Prefeitura de Goiânia 8.121 16.240 24.361 17.850
ONS 1.205 11.707 12.912 14.209 Eletronorte 5.620 - 5.620 36.941 Eletronuclear - - - 67.807 Total 54.755 147.375 202.130 261.145 2006 Total Total 2007 Não Circulante Circulante R $ m i l
2) O pagamento está sendo realizado em 55 prestações mensais e consecutivas, a partir de 13.08.2003, comprometendo-se a beneficiária a liquidar a última prestação em 13.02.2008. O direito creditório relativo a este contrato, no montante de R$ 89.100 mil, foi cedido ao FURNAS II – FIDC (ver Nota 18).
V) Eletronuclear – Juros de 10% a.a. acrescidos de taxa de administração de 2% a.a. e atualização monetária pelo IGP-M, com vencimentos semestrais em junho e dezembro de cada ano, encerrando-se em junho de 2007. O direito do crédito relativo a este contrato, no montante de R$ 165.950 mil, foi cedido ao FURNAS II – FIDC (ver Nota 18).
N o t a 7 – C r é d i t o s d e E n e r g i a F i n a n c i a d o s
Os créditos de energia financiados têm as seguintes características:
I) Celg – Tesouro Nacional – Em conformidade com o Programa de Saneamento das Finanças do Setor Público (Lei nº 8.727, de 05.11.1993), foi assinado um contrato de cessão de crédito entre a União e FURNAS, tendo o Banco do Brasil como agente financeiro, para refinanciamento da dívida da Celg, relativa à compra de energia, que estabeleceu as seguintes condições financeiras:
1) A dívida da União resultante do crédito adquirido será paga a FURNAS em 240 parcelas mensais consecutivas, vencíveis nas mesmas datas de vencimento das prestações do contrato de refinanciamento dessa mesma dívida, assinado entre a União e a Celg, iniciando-se em 1994 e com data de encerramento prevista para 2014;
2) Os juros remuneratórios são calculados sobre o saldo devedor à taxa de 11 % a.a., que corresponde à média ponderada das taxas estabelecidas nos contratos originais da dívida confessada;
3) Atualização monetária plena sobre o saldo devedor, com base no Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), ou outro índice que venha a ser determinado pelo poder executivo da União. Do saldo do contrato, em 31.05.2005, no valor de R$ 495.899 mil, o montante de R$ 228.000 mil, foi cedido ao FURNAS II – FIDC (ver Nota 18).
II) Celg – Por meio do Instrumento Particular de Confissão de Dívidas e Outras Avenças, firmado em 12.12.2003 entre FURNAS e Celg, no montante de R$ 378.938 mil, tendo como interveniente e anuente o Banco do Brasil S.A., a Celg reconheceu um débito referente ao faturamento de energia própria, sendo estabelecidas as seguintes cláusulas financeiras para liquidação dos compromissos:
1) O prazo estimado de pagamento é de 216 meses, sendo o saldo devedor corrigido mensalmente pelo IGP-M, publicado pela FGV, acrescido de juros à taxa de 1% a.m.;
2) O pagamento mensal de 2,56% do faturamento bruto está lastreado em garantia baseada em conta bancária vinculada, no qual são depositados os recursos advindos dos pagamentos das Devedores
Celg – Tesouro Nacional - 88.572 88.572 438.455 527.027 506.623 Celg - 24.175 24.175 300.563 324.738 350.147 CEB - 27.310 27.310 181.341 208.651 210.373 Cemat - 25.034 25.034 50.594 75.628 108.048 Cemig - 20.903 20.903 15.421 36.324 53.706 CEB II - 10.177 10.177 - 10.177 19.003 Total - 196.171 196.171 986.374 1.182.545 1.247.900 Total Total Circulante 2006 2007 Não Circulante Total A Vencer Vencido R $ m i l
Do saldo do contrato, em 31.05.2005, no valor de R$ 394.610 mil, o montante de R$ 258.000 mil, foi cedido ao FURNAS II – FIDC (ver Nota 18).
III) CEB – Por meio de Instrumento Particular de Confissão de Dívida e Outras Avenças firmado em 27.10.2003 entre FURNAS e a CEB, no montante de R$ 191.129 mil, tendo como interveniente e anuente o Banco de Brasília S.A., a CEB reconhece um débito referente ao faturamento de energia própria que será quitado conforme as seguintes cláusulas financeiras:
1) A dívida será quitada em um prazo estimado de 144 meses, podendo este prazo ser automaticamente prorrogado até a liquidação final do compromisso;
2) O saldo devedor será atualizado com a aplicação pro rata die da variação acumulada do IGP-M, da FGV, ou outro índice que vier a substituí-lo, acrescido de juros de 1% a.m. contados desde o dia 14.08.2003; 3) A CEB autoriza, em caráter irrevogável e irretratável, o banco interveniente a transferir o valor mensal pago por ela, correspondente a 3% do seu faturamento bruto.
Do saldo do contrato, em 31.05.2005, no valor de R$ 224.649 mil, o montante de R$ 162.000 mil, foi cedido ao FURNAS II – FIDC (ver Nota 18).
IV) Cemat – Por meio de Instrumento Particular de Confissão de Dívidas, firmado entre FURNAS e a Cemat e tendo a Caiuá Serviços de Eletricidade S.A. como interveniente, anuente e garantidora, foi celebrada a negociação dos débitos da Cemat, com a assinatura do contrato nº 14.313, de 15.08.2002, que estabelece as seguintes condições para a quitação da dívida:
O montante original, correspondente a R$ 138.940 mil, é corrigido mensalmente pelo IGP-M, acrescido de juros de 1% a.m. Sua amortização é feita por dação em pagamento de 80 MW médios a uma tarifa de R$ 49,39/MWh referida a 15.08.2002, corrigida pelo IGP-M a cada 12 meses. O contrato com vigência de um período mínimo de 53 meses, contados a partir de sua assinatura, pode ser prorrogado até que ocorra a completa quitação do saldo da dívida.
O direito creditório relativo a este contrato, no valor de R$ 164.000 mil foi cedido ao FURNAS I – FIDC (ver Nota 18).
V) Cemig – Por meio do Termo de Acordo e Reconhecimento de Dívidas firmado em 01.08.2005, a Cemig reconheceu os débitos relativos à energia livre, comercializada no âmbito da CCEE, no período de setembro de 2000 a setembro de 2002 (ver Nota 34), tendo o referido Termo as seguintes premissas:
1) O valor histórico (R$ 62.308 mil) foi corrigido pela variação do IGP-M, verificada entre as datas dos débitos das liquidações financeiras até a data da liquidação financeira da recontabilização do período base; 2) O saldo devedor corrigido (R$ 72.083 mil) será quitado em 50 parcelas e atualizado pela aplicação da variação da Taxa Selic, acrescido de juros de 1% a.a., tendo como data base o vencimento da primeira parcela e utilizando-se a mesma metodologia de cálculo praticada pelo BNDES nos contratos de financiamento concedidos no âmbito do Programa Emergencial de Apoio às Concessionárias de Geração. VI) CEB II – Por meio de Instrumento Particular de Confissão de Dívida, firmado em 01.06.2006, entre FURNAS e a CEB Distribuição, foi firmada a repactuação do pagamento das faturas vincendas nos meses de junho a outubro/2006, cujos recebimentos ocorreriam nos dias 05, 15 e 25 dos respectivos meses, faturas essas vinculadas à aquisição de energia por meio dos Contratos de Compra e Venda de Energia no Ambiente Regulado (Ccear) de nº 279 e 662/2004. A dívida será quitada conforme as seguintes cláusulas financeiras:
1) Prazo de amortização estimado em 24 meses;
2) Atualização do saldo devedor com a aplicação pro rata die da variação da taxa média anual Selic, acrescido de juros de 1,8% a.a.;
5) No caso de mora, incidirão sobre a parcela em atraso (que é corrigida monetariamente pela variação pro rata die do IPCA, relativo ao mês anterior ao do inadimplemento), até a data do pagamento, os seguintes acréscimos:
a) multa de 2%; e
b) juros de mora de 1% ao mês, calculados pro rata die.
N o t a 8 – C r é d i t o s T r i b u t á r i o s
Nos termos da Instrução da CVM nº 371, de 27.06.2002, a Empresa mantém registrados contabilmente créditos tributários no montante de R$ 282.196 mil (2006 – R$ 167.556 mil), resultantes de diferenças temporárias que poderão ser utilizados para redução de cargas tributárias futuras, especificados a seguir:
In c o n s t i t u c i o n a l i d a d e d o PI S / Pa s e p e C o f i n s
O Supremo Tribunal Federal (STF) declarou a inconstitucionalidade do parágrafo 1º do artigo 3º da Lei nº 9.718/1998, que ampliou a base de cálculo das contribuições PIS/Pasep e Cofins e deu novo conceito ao faturamento, que passou a abranger todas as receitas auferidas pela pessoa jurídica independentemente do tipo de atividade exercida e a classificação contábil adotada. Tal dispositivo não possuía previsão legal constitucional que o amparasse, tendo sido objeto de emenda constitucional posterior.
A referida decisão somente beneficia as autoras de recursos extraordinários julgados.
Em 21.02.2006, FURNAS ingressou com recurso administrativo junto à Secretaria da Receita Federal visando obter o reconhecimento do direito e a restituição dos valores pagos a maior. Até a presente data, o recurso não foi julgado, mas diante da decisão do STF, é provável o recebimento dos créditos. O montante dos créditos em 31.12.2007 totaliza R$ 149.721 mil, sendo R$ 23.932 mil de Pasep e R$ 125.789 mil de Cofins.
N o t a 9 – I m p o s t o s e C o n t r i b u i ç õ e s a R e c u p e r a r
Sob o título impostos e contribuições a recuperar encontram-se os tributos abaixo:
R $ m i l Tributos a Compensar 2007 2006 Pasep 2.084 32.978 Cofins - 92.574 IRPJ 44.277 11.384 CSLL 13.721 3.404
ICMS – UHE Manso 44.097 40.002
Imposto de Renda sobre Lucro Líquido - 7.872
2007 2006
Adições Temporárias Contingências trabalhistas e cíveis 230.179 171.013 Provisão para perdas em investimentos – Finor 9.497 9.497 Juros sobre capital próprio - 107.500 Provisão para créditos de liquidação duvidosa 590.313 204.804
829.989 492.814
Créditos Tributários
Imposto de renda – sobre adições temporárias 207.497 123.203 Contribuição social – sobre adições temporárias 74.699 44.353
282.196 167.556 R $ m i l
a) Os créditos de Pasep e Cofins são originários do recálculo das apurações das referidas bases, nos termos da Lei nº 11.196, de 21.11.2005, Ofício Circular SFF Aneel nº 562/2006 e Nota Técnica SFF Aneel nº 224/2006 (ver Nota 38);
b) Os créditos de IRPJ e CSLL são oriundos de pagamentos a maior, efetuados no exercício, a serem compensados em períodos posteriores;
c) Os créditos do ICMS referem-se ao Convênio de Compromisso e Cooperação Financeira que fizeram entre si a Eletronorte e o Departamento de Estradas e Rodagem do Estado do Mato Grosso (Dermat), com a interveniência do Governo do Estado do Mato Grosso, para a realização de obras e serviços de implantação e asfaltamento da estrada de acesso à UHE Manso.
Por meio da Resolução do Conselho Nacional de Desestatização nº 02/1999, complementada pela de nº 04/1999, o Governo Federal aprovou a transferência dos ativos da UHE Manso da Eletronorte para FURNAS e, conseqüentemente, a titularidade dos referidos créditos.
O Convênio de Compromisso e Cooperação Financeira expirou em 31.12.2002 e os créditos de ICMS não foram pagos a FURNAS, decorridos 60 dias após o término do referido Convênio. Desde então, FURNAS manteve contatos junto a Secretaria de Estado de Fazenda do Estado do Mato Grosso visando o ressarcimento dos referidos créditos.
Durante o exercício de 2007, a Secretaria de Estado de Fazenda do Estado do Mato Grosso efetuou auditorias nas empresas envolvidas na execução das obras e serviços necessários à implementação e asfaltamento do acesso à UHE Manso. Estes trabalhos estão em fase final de conclusão e a Administração da Empresa entende que existem grandes possibilidades de realização destes créditos no exercício de 2008.
N o t a 1 0 – C a u ç õ e s e D e p ó s i t o s V i n c u l a d o s
Em 15.03.2004, foram resgatados Títulos da Dívida Pública Mobiliária Federal, decorrentes de Securitização da Conta de Resultados a Compensar (CRC), pelo montante de R$ 147.615 mil, aplicado no Banco do Brasil S.A. O valor atualizado dessa aplicação encontra-se registrado na conta de cauções e depósitos vinculados no não circulante correspondendo, em 31.12.2007, a R$ 134.882 mil (31.12.2006 – R$ 149.863 mil) e está cedido em garantia a diversas ações judiciais relativas ao ICMS.
N o t a 1 1 – D e v e d o r e s D i v e r s o s
Sob o título, devedores diversos, encontram-se os créditos constantes do quadro acima, cabendo os seguintes destaques:
a) Empresas de energia elétrica – Cien.
Em 1998, FURNAS e Cien firmaram um contrato de compra e venda de 700 MW de potência firme com
Devedores Circulante
2007 2006
Empresas de energia elétrica 165.600 165.569
FRG 971 43.339
Fornecedores 53.359 93.206
Outros devedores 10.311 9.974
Provisão para créditos de liquidação duvidosa (150.024) (134.284)
A recente crise de suprimento de gás natural na Argentina motivou o direcionamento deste insumo da importação de energia para atendimento às necessidades de seu mercado interno.
Diante da indisponibilidade de geração e transporte de energia contratados, fato este constatado por meio de fiscalização da Aneel, em 30.03.2005, o MME, por meio da Portaria nº 153, reduziu a garantia física de energia da interconexão Garabi 1, de propriedade da Cien, de 1.000 MW médios para 240,8 MW médios, cuja comercialização era feita por FURNAS. Posteriormente, em 20.06.2006, a Aneel editou a Resolução Normativa nº 224, que reduziu a zero a garantia física da interconexão.
Por força da não entrega da energia, caracterizou-se o inadimplemento contratual, por parte da Cien acarretando a aplicação de multas e ressarcimentos previstos no contrato.
A Cien não reconhece as penalidades alegando que, devido à escassez de energia no mercado argentino, o Governo daquele País mudou as regras do setor, permitindo a exportação de energia elétrica somente se a demanda estiver garantida.
Diante das incertezas quanto à realização dos créditos, FURNAS constituiu uma provisão para créditos de liquidação duvidosa sobre o valor total registrado contabilmente (R$ 134.284 mil). A Administração da Empresa está envidando esforços junto à sua controladora Eletrobrás e ao MME para equacionar esta pendência.
b) Fundação Real Grandeza
Refere-se à quitação de contingências trabalhistas pagas por FURNAS considerando a FRG solidária na ação em questão. A FRG não reconhece o referido débito e, visando o equacionamento da pendência, a Administração de FURNAS determinou que a sua Auditoria Interna, durante o exercício de 2007, efetuasse um levantamento para identificar se aquela dívida tinha sido tratada, no conjunto, em meio aos diversos acertos negociados com a FRG e sua Patrocinadora.
Os trabalhos de auditoria não identificaram qualquer acerto entre as partes que tivesse relação a esta contingência e, por conseqüência, a Administração da Empresa decidiu por reverter o crédito junto a FRG.
c) Fornecedores – Lightpar
O projeto Eletronet, iniciado em 1999, com participação de FURNAS, consistiu na implantação de uma rede nacional de transmissão de informações a longa distância, suportada por fibras ópticas em cabos pára-raios instalados em substituição aos cabos pára-raios convencionais existentes na infra-estrutura de linhas de transmissão de energia elétrica.
Os anos de 2001 e 2002 foram marcados por profundas dificuldades no que se refere à captação de recursos financeiros para investimentos no setor de telecomunicações. Tais dificuldades impactaram de forma negativa o negócio Eletronet uma vez que, para a sua estruturação, previa-se a utilização de financiamentos viabilizados pelos seus principais fornecedores, o que não se confirmou.
A Eletronet deixou de repassar os pagamentos da Receita Fixa do Negócio, relativa ao Direito de Passagem e Direitos sobre Fibras Ópticas.
Em 15.05.2003 foi decretada a falência com continuidade operacional da Eletronet, sendo que a Lightpar apropriou, junto à massa falida, todos os créditos devidos pela Eletronet.
Quando da liquidação ou eventual equacionamento da dívida, FURNAS poderá recuperar, pelo menos em parte, os valores não repassados pela Eletronet.
Diante da incerteza do recebimento, a Empresa registrou uma provisão para créditos de liquidação duvidosa, relativa à totalidade das receitas cobradas e não repassadas, no montante de R$ 15.740 mil.
N o t a 1 2 – C o n c e s s õ e s a L i c i t a r
O Governo Federal, por meio do Decreto de 12.04.1995, em atendimento ao disposto na Lei nº 8.987, de 13.02.1995, extinguiu as concessões de serviço público para aproveitamento de potenciais hidráulicos, em virtude das obras correspondentes terem sido consideradas como não iniciadas ou paralisadas. Os valores aprovados pelo Poder Concedente correspondentes aos estudos e projetos, obras em andamento e despesa de remuneração das imobilizações em curso, serão indenizados pelo mesmo com os recursos da respectiva licitação, conforme determina a Lei nº 8.987/95. Os custos acumulados de concessões a licitar e de novos estudos, bem como a remuneração de valores referentes aos estudos de inventários, conforme portaria DNAEE nº 40 de 26.02.1997, estão registrados no ativo não circulante, como segue:
N o t a 1 3 – I n v e s t i m e n t o s
a) Enerpeixe – Refere-se à SPE denominada Enerpeixe S.A., que tem como objetivo a construção, operação e exploração dos sistemas de produção, transmissão, transformação, distribuição e comércio de energia elétrica ou seus correlatos, em relação à UHE Peixe Angical, localizada no rio Tocantins. A participação acionária de FURNAS na UHE Peixe Angical (cuja capacidade de geração instalada é de
R $ m i l Empreendimento 2007 2006 Estudos de Inventário 3.129 1.595 Mirador 1.534 -Mundo Novo 856 856 Paraíso 524 524 Ipueiras 167 167 Paranã 30 30 Barra do Palma 18 18 Estudos de Viabilidade 16.414 14.086 Foz do Bezerra 14.086 14.086 Mirador 2.328 -Total 19.543 15.681 R $ m i l 2007 2006 Enerpeixe 350.763 350.763
Chapecoense Geração S.A. 230.005
-Serra do Facão 95.743 -Retiro Baixo 43.278 -Transleste 11.896 11.896 Transudeste 7.500 7.500 Centroeste de Minas 6.440 6.401 Transirapé 5.474 5.474 Outras participações 4.967 4.769
Terrenos para uso futuro 1.883 1.883
b) Chapecoense – Refere-se à SPE denominada Chapecoense Geração S.A., que tem por objeto estudar, planejar, projetar, construir, operar, manter e explorar os sistemas de produção, transmissão, transformação, distribuição e comércio de energia elétrica, em relação à UHE Foz do Chapecó, localizada no rio Uruguai, na divisa dos estados do Rio Grande do Sul (Alpestre) e Santa Catarina (Águas de Chapecó).
A Usina, cujo reservatório terá uma área inundada de apenas 84,4 km² para uma potência instalada de 855 MW, será implantada e gerida pelo Consórcio Energético Foz do Chapecó, composto pela CPFL, com 51% de participação, Chapecoense, com 40%, e CEEE, com 9%, cabendo à equipe de FURNAS o desempenho das atividades de engenharia do proprietário.
A participação acionária de FURNAS na referida Sociedade é de 49% de seu Capital Social, e as obras foram efetivamente iniciadas em janeiro de 2007, com a entrada em operação da primeira máquina prevista para agosto de 2010.
c) Serra do Facão – Com a denominação de Serra do Facão Participações S.A. foi constituída com a finalidade de construção e gestão da UHE Serra do Facão, com potência instalada de 210 MW, localizada no rio São Marcos, nos municípios de Catalão e Divinópolis, ambos no Estado de Goiás. A participação acionária de FURNAS no referido Consórcio, por meio da SPE Serra do Facão Participações S.A. é de 49,9%, e as obras foram iniciadas em março de 2007, estando a entrada em operação comercial da primeira máquina, prevista para maio de 2010.
d) Retiro Baixo – É uma SPE, denominada Retiro Baixo Energética S.A., criada com o objetivo de implantar e gerir a UHE Retiro Baixo, com potência instalada de 82 MW, localizada no rio Paraopeba, nos municípios mineiros de Curvelo e Pompeu.
A participação de FURNAS corresponde a 49% do Capital Social e as obras tiveram início em março de 2007, tendo prevista para janeiro de 2009 a entrada em operação comercial da primeira máquina. e) Transleste – É uma SPE criada em 28.10.2003, conforme Ata de Assembléia Geral de Constituição, com o objetivo de implantar e explorar, pelo prazo de 30 anos, a LT Montes Claros – Irapé, na tensão de 345 kV, com 150 km de extensão.
A participação de FURNAS na Sociedade corresponde a 24% do Capital Social e em dezembro de 2005, a linha de transmissão entrou em operação.
f ) Transudeste – É uma SPE, criada em 25.10.2004, com o objetivo de implantar e explorar, pelo prazo de 30 anos, a LT Itutinga – Juiz de Fora, na tensão de 345 kV, com 140 km de extensão.
A participação de FURNAS na Sociedade corresponde a 25% do Capital Social e em fevereiro de 2007, a linha de transmissão entrou em operação.
g) Centroeste de Minas – É uma SPE, criada em 22.10.2004, com o objetivo de implantar e explorar, pelo prazo de 30 anos, a LT Furnas – Pimenta, na tensão de 345 kV, com 75 km de extensão. A participação de FURNAS na Sociedade corresponde a 49% do Capital Social e, em 31.12.2007, o saldo contábil do investimento é de R$ 6.440 mil, sendo R$ 25 mil referentes à integralização de 24.990 ações ordinárias e R$ 6.415 mil a adiantamentos para futuro aumento de Capital.
h) Transirapé – É uma SPE, criada em 06.12.2004, com o objetivo de construção, implantação, operação e manutenção das instalações de transmissão de energia elétrica da rede básica do SIN, Lote B, LT Irapé – Araçuaí, na tensão de 230 kV, com 65 km de extensão.
A participação de FURNAS na Sociedade corresponde a 24,5% do Capital Social e em maio de 2007, a linha de transmissão entrou em operação.
O critério de avaliação por equivalência patrimonial não foi adotado para estes investimentos em função de sua relevância.