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Anais do Conic-Semesp. Volume 1, 2013 - Faculdade Anhanguera de Campinas - Unidade 3. ISSN 2357-8904

TÍTULO: EVOLUÇÃO URBANA NO MUNICÍPIO DE MONTES CLAROS: ESTUDO DO BAIRRO FUNCIONÁRIOS

TÍTULO:

CATEGORIA: CONCLUÍDO

CATEGORIA:

ÁREA: ENGENHARIAS E TECNOLOGIAS

ÁREA:

SUBÁREA: ARQUITETURA E URBANISMO

SUBÁREA:

INSTITUIÇÃO: INSTITUTO SUPERIOR DE EDUCAÇÃO SANTO AGOSTINHO

INSTITUIÇÃO:

AUTOR(ES): HEITOR BOAVENTURA CATRINCK, RAIANE SOUSA FERNANDE E SANTOS

AUTOR(ES):

ORIENTADOR(ES): AMARO SERGIO MARQUES, RÉGIS EDUARDO MARTINS, RODRIGO ARLINDO DOS SANTOS SILVA

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Trabalho de iniciação cientifica.

EVOLUÇÃO URBANA NO MUNICÍPIO DE MONTES CLAROS: ESTUDO DO BAIRRO FUNCIONÁRIOS.

HEITOR BOAVENTURA CATRINCK - FACULDADES SANTO AGOSTINHO FASA – [email protected];

RAIANE SOUSA FERNANDES E SANTOS - FACULDADES SANTO AGOSTINHO FASA – [email protected]

AMARO SÉRGIO MARQUES - FACULDADES SANTO AGOSTINHO FASA – [email protected]

RÉGIS EDUARDO MARTINS -FACULDADES SANTO AGOSTINHO FASA – [email protected]

RODRIGO ARLINDO DOS SANTOS SILVA – FACULDADES SANTO AGOSTINHO FASA- [email protected]

Resumo

Este artigo apresenta o resultado de um trabalho de iniciação científica sobre o bairro Funcionários em Montes Claros/MG, cidade do norte mineiro, realizado no primeiro semestre do ano de 2013 na disciplina Introdução ao Urbanismo do curso de Arquitetura e Urbanismo das Faculdades Santo Agostinho. O objetivo da análise está centrado nos avanços e mudanças sofridas pelo bairro desde seu inicio como conjunto habitacional na década de setenta até se integrar na malha urbana da cidade. Foram feitas entrevistas com antigos e novos moradores, comerciantes, além do estudo do fluxo do transito e tipologia dos edifícios. Este trabalho entende a intervenção dos moradores nas residências como a de agentes transformadores de um espaço segregado em um espaço integrado, isto é, os objetivos, sentimentos e necessidades variadas desses agentes transformadores foram responsáveis por tirar o aspecto inicial de conjunto habitacional. Partindo dessas premissas é possível compreender a transformação e a realidade do bairro Funcionários, hoje uma área valorizada da cidade.

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Trabalho de iniciação cientifica. Metodologia

Este artigo é resultado de uma pesquisa de campo ao bairro Funcionários, em que foi analisado o dia a dia da região, o estudo do fluxo do trânsito, transporte público e a tipologia das edificações e a evolução urbana do bairro.A análise foi feita por meio de entrevistas com vários moradores e comerciantes, desde os mais antigos até os mais recentes na região, sendo estas baseadas em um questionário pré-estabelecido. Complementa-se esse processo de investigação com fotografias tiradas de toda a região, que tiveram como foco os estilos arquitetônicos das construções, bem como os fluxos de veículos e a paisagem urbana.

Introdução

Na concepção de Kevin Lynch em seu livro A imagem da cidade, bairros são “partes

razoavelmente grandes da cidade na qual o observador ‘entra’, e que são percebidas como possuindo alguma característica comum identificadora” (LYNCH, 1960, p. 66).

A área a que se refere o conceito supracitado de Lynch (1960) é notada como homogênea quando comparada ao restante da cidade, com características em comum que a diferenciam do resto da malha urbana. O critério utilizado pelo autor é o visual, perceptível independente da definição administrativa tradicional brasileira de bairro. Este artigo é resultado de uma pesquisa de iniciação científica realizada durante o primeiro semestre do ano de 2013 na disciplina de Introdução ao Urbanismo do curso de Arquitetura e Urbanismo das Faculdades Santo Agostinho. Na pesquisa investigou-se a evolução do bairro Funcionários1 onde forma entrevistados moradores e comerciantes que residem atualmente no local.

Diante da proposta de estudo, na qual se fez uma análise do bairro em questão, foi descoberto que a história do mesmo era muito mais que a de um simples bairro, era a história do fim da segregação de um conjunto habitacional padronizado, criado nos anos setenta com o intuito de atender a demanda de moradias dos funcionários públicos do Estado. Nesse sentido, o objetivo desta pesquisa foi de compreender como se deu o

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Trabalho de iniciação cientifica.

surgimento e a evolução urbana da área em estudo, analisando o contexto do ambiente construído e sua atual ocupação.

Durante a execução da pesquisa foram feitas visitas a campo, entrevistas e a análise dos depoimentos dos entrevistados. Primeiramente, partiu-se do reconhecimento do bairro com visitas e registros com imagens do dia a dia da região, do fluxo de trânsito, da tipologia de edificações, seguido de entrevistas com moradores antigos e atuais. Foi notória a necessidade de conhecer o contexto histórico em que foi criado o Conjunto Habitacional Funcionários a fim de compreender sua atual concepção, além de um estudo aprofundado sobre o surgimento e a definição de conjunto habitacional.

Foram analisados, também, os caminhos contidos na região, caminhos que no conceito de Lynch (1960, p. 47) “são canais ao longo dos quais o observador costumeiramente,

ocasionalmente, ou potencialmente se move. Podem ser ruas, calçadas, linhas de trânsito, canais, estradas-de-ferro”. Assim, estes são os principais elementos

estruturadores da percepção do ambiente para as pessoas, devido ao fato que elas percebem a região conforme se deslocam no interior das cidades.

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Trabalho de iniciação cientifica.

Definição de conjunto habitacional e o Bairro Funcionários nesse Contexto

Seria o conjunto habitacional um tipo de segregação? É notória a relação da habitação no processo de segregação espacial quando referimos ao social. Em seu livro

Trajetórias Geográficas (1997), Roberto Lobato Corrêa apresenta a uniformidade de

ocupação dentro de uma estrutural própria nas áreas segregadas. Esse autor define bem a união de um determinado grupo numa mesma região “são áreas com forte

homogeneidade social interna e forte disparidade social entre elas” (CORRÊA, 1997,

p.122). A homogeneidade, a padronização das construções presentes nos conjuntos habitacionais construídos em larga escala, influencia demasiadamente o meio ambiente das cidades uma vez que ocupam uma grande parte do território. Todavia, o processo de inclusão do conjunto ao entorno ocorre devido às modificações feitas nas habitações pelos próprios moradores que passam a habitar um bairro da cidade. O Conjunto Habitacional Funcionários passou por essas mudanças, assim como em outros lugares passou a compor a malha urbana da cidade. Com isso é possível relevar a importância da pesquisa a qual se trata tanto do urbano, como do social.

Milton Santos em seu livro O espaço do cidadão (1987) mostra que nas sociedades capitalistas o cidadão é valorizado de acordo não só com sua posse, como também pelo seu lugar no espaço, diferenciando pessoas com o mesmo padrão de vida pelo local onde reside.

Contexto Histórico do Local Pesquisado

O conjunto Habitacional Funcionários surge na época em que as primeiras políticas habitacionais estavam sendo implantadas no Brasil para fornecer moradia à população de baixa renda. Para um melhor entendimento é necessário conhecer o contexto histórico dos anos setenta, no sentido de compreender o desenvolvimento das cidades no período. Nesse momento, associado ao crescimento da atividade industrial, alguns locais passam por uma expansão dos seus núcleos urbanos, o que aumenta a especulação imobiliária e conduz a geração de novos modelos de ocupação fundiária. Isso dá origem à criação de bairros e conjuntos distantes dos centros, sem qualquer tipo de infraestrutura e/ou planejamento.

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Trabalho de iniciação cientifica.

Mapa ilustrativo do sentido de fluxo automobilístico do bairro supracitado.

Historicamente, a iniciativa privada foi habitacionais até o início do século XX

suficiente para suprir as necessidades de moradias populares

urbano. Dessa forma, coube ao governo interferir almejando incentivar as casas populares para a população, de baixa renda e mais simples.

Na década de 70, o governo militar criou o BNH (Banco Nacional da Habitação), instituição que moldou a política habitacional brasileira, criando critérios para instalação das COHABs, do desenvolvimento do SFH (Sistema Financeiro de Habitação) e dos INOCOOPs

Nessa época, o governo era pressio

demandas da população por residências, fato que se transformou em uma importante questão de ordem econômica e política a ser resolvida pelos governantes, mas, também, como forma de consolidar o regime imposto

resultado, as ações do BNH deram origem à maciça construção de produtos habitacionais comuns, sem humanização, sem ambiência. Essa tentativa de padronizar as construções e criar moradias com base nesse morador padrão teve a

Funcionários. A opção daquele momento em não se considerar as necessidades dos usuários, tanto nas questões funcionais quanto estéticas, na atualidade, se reflete nas

Trabalho de iniciação cientifica.

Mapa ilustrativo do sentido de fluxo automobilístico do bairro supracitado. Fonte: Arquivo próprio – 2013.

iniciativa privada foi a única responsável pelas construções habitacionais até o início do século XX. Nesse momento essa ação já não era mais suficiente para suprir as necessidades de moradias populares resultante do inchaço o urbano. Dessa forma, coube ao governo interferir almejando incentivar as casas populares para a população, de baixa renda e mais simples.

Na década de 70, o governo militar criou o BNH (Banco Nacional da Habitação), moldou a política habitacional brasileira, criando critérios para instalação das COHABs, do desenvolvimento do SFH (Sistema Financeiro de Habitação) e dos INOCOOPs(Institutos de Orientação às Cooperativas Habitacionais) Nessa época, o governo era pressionado não apenas pela necessidade de atender as demandas da população por residências, fato que se transformou em uma importante questão de ordem econômica e política a ser resolvida pelos governantes, mas, também, como forma de consolidar o regime imposto de maneira não democrática. Como resultado, as ações do BNH deram origem à maciça construção de produtos habitacionais comuns, sem humanização, sem ambiência. Essa tentativa de padronizar as construções e criar moradias com base nesse morador padrão teve aplicação no bairro Funcionários. A opção daquele momento em não se considerar as necessidades dos usuários, tanto nas questões funcionais quanto estéticas, na atualidade, se reflete nas

Mapa ilustrativo do sentido de fluxo automobilístico do bairro supracitado.

responsável pelas construções esse momento essa ação já não era mais resultante do inchaço o urbano. Dessa forma, coube ao governo interferir almejando incentivar as casas

Na década de 70, o governo militar criou o BNH (Banco Nacional da Habitação), moldou a política habitacional brasileira, criando critérios para instalação das COHABs, do desenvolvimento do SFH (Sistema Financeiro de (Institutos de Orientação às Cooperativas Habitacionais). nado não apenas pela necessidade de atender as demandas da população por residências, fato que se transformou em uma importante questão de ordem econômica e política a ser resolvida pelos governantes, mas, também, de maneira não democrática. Como resultado, as ações do BNH deram origem à maciça construção de produtos habitacionais comuns, sem humanização, sem ambiência. Essa tentativa de padronizar plicação no bairro Funcionários. A opção daquele momento em não se considerar as necessidades dos usuários, tanto nas questões funcionais quanto estéticas, na atualidade, se reflete nas

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Trabalho de iniciação cientifica.

modificações feitas pelos moradores, de acordo com o desejo de cada um em adequar sua residência, o que ocorre normalmente sem nenhum planejamento.

Entrevista com Morador - Informante 01

Apresenta-se a seguir a síntese da entrevista feita com o Informante 01, que reside no bairro há aproximadamente quarenta anos, ao ser questionado sobre a sua visão do bairro Funcionários. Segundo ele, o bairro trata-se de um ótimo lugar para se morar, onde se podem encontrar diversas áreas de comércio, rotas de transporte público, que levam ao centro e a rodoviária, entre outras coisas. O morador ainda considera o local como uma região segura, ressaltando o recente aumento no policiamento dessa região. Por outro lado, ele diz que o bairro deveria conter por mais praças e ser uma área mais humanizada. Ressaltando, também, a falta de união entre os novos moradores e que o contato com os mesmos é muito inferior em relação aos que residiam no bairro antigamente.

Em certa medida o que foi constatado na fala do entrevistado diz respeito ao fato de o bairro Funcionários ter sofrido um processo de integração à malha urbana de maneira pouco planejada. Neste processo de reformulação do espaço urbano e a consequente valorização dos imóveis e terrenos existentes, o bairro passou por processo de especulação imobiliária. Esta pressão resultou na verticalização das construções em algumas vias do bairro e na mudança de tipologia inicial do conjunto habitacional, principalmente na presença de áreas comerciais ao longo de suas principais artérias, substituindo as antigas residências.

Observou-se ainda, que as edificações, restantes da época do surgimento do conjunto habitacional, sofreram diversas intervenções e reformas, o que provocou mudança nas fachadas e na volumetria, instalação de gradis e muros, pensando-se na melhoria das condições de segurança. Por outro lado, a valorização dos imóveis deu margem a constantes sofisticações nos imóveis no intuito de atender à especulação imobiliária.

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Trabalho de iniciação cientifica.

Gráfico 1: Renda familiar Fonte: Pesquisa direta, 2002.

Gráfico 3: Tempo de residência Fonte: Pesquisa direta, 2002.

Transformações ocorridas no Bairro Funcionários

Gráfico 5: Modificações realizadas Fonte: Pesquisa direta, 2002.

Renda Familiar

9% 10%

34% 47%

até 1 salário mínimo de 1 a 3 salários mínimos de 3 a 5 salários mínimos acima de 5 salários mínimos

Tempo de residência

17% 17% 66% até 5 anos de 5 a 15 anos mais de 15 anos 49% 45% 62% 58% 81% 15% 60% 56% 15% 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 1

Modificações realizadas na moradia

Aumento da área dos cômodos Aumento do número de cômodos

Acréscimo da garagem Acréscimo de varandas

Edificação de muro ou colocação de grade Construção do segundo pavimento

Alteração das janelas Alteração do telhado

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Trabalho de iniciação cientifica.

O perfil das alterações realizadas nas moradias é mostrado no gráfico. Pode-se perceber que o número maior de alterações se refere ao acréscimo de muro ou grade, sendo que, em segundo lugar, vem o acréscimo da garagem às construções. Segundo dados da pesquisa, o número médio de cômodos acrescidos foi de quatro unidades por residência, sendo que houve acréscimo de no mínimo, uma unidade e no máximo, 20 unidades.

As transformações ocorridas permitiram compor os dados pertinentes ao estudo realizado.Com base nestes dados foram feitos gráficos e análises questionando o tempo de moradia, forma de aquisição do imóvel, renda familiar e principais modificações feitas à residência.

A maior parte dos moradores entrevistados mora em sua própria casa, o que por consequência facilitou a realização de reformas e acréscimos. Apenas 8% das moradias são de casas alugadas, o que de certa forma, contribui para se manter a residência com o aspecto original. As residências cedidas por terceiros foram de 5% do total, enquanto que não se observou outro tipo de ocupação residencial. Quanto à forma como as moradias foram adquiridas, constatou-se que a maior parte dos moradores (55%) financiou sua residência. O item referente a “nenhuma alternativa” diz respeito às casas alugadas e lotes vagos que correspondem a 11% da amostra. Os proprietários novos que não fizeram parte do plano habitacional original provavelmente influenciaram para mudar o perfil do bairro que originalmente era só de funcionários públicos. Parte significativa (26%) comprou suas moradias.

(FOTO DE COMO CRESCEU- VERTICALIZAÇAO OU COMERCIO E CASA DOIS PAVIMENTOS

Gráfico 6: Serviços Básicos do bairro Fonte: Pesquisa direta, 2002.

Como parâmetro para verificação da qualidade de vida do bairro, questionou-se o padrão de serviços básicos de água, luz, esgoto e coleta de lixo. Analisando o gráfico 6, pode-se perceber que aproximadamente 70% dos moradores acham os serviços básicos bons, enquanto que cerca de 20% considera os serviços ótimos. Esses resultados mostram a grande satisfação que os

0 10 20 30 40 50 60 70

ruim regular bom ótimo

Serviços básicos do bairro

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Trabalho de iniciação cientifica.

moradores entrevistados têm com o bairro. Apenas uma pequena parcela acha os serviços ruins. Pode-se perceber que dentro de cada qualificação a variação de resultados é pequena de um serviço básico para o outro, o que reflete uma opinião homogênea dentro de cada subitem de qualificação.

Os gráficos são fontes de uma pesquisa direta realizada em 2002, porém através das entrevistas feitas com os moradores no corrente ano de 2013 foi perceptível a permanência no mesmo padrão nos serviços básicos do bairro atualmente, assim como o tempo de residência e a forma de aquisição e renda.

Conclusão

Originado inicialmente de um loteamento realizado no bairro Cândida Câmara, o antigo Conjunto Habitacional Funcionários foi construído por iniciativa do BNH, o qual não priorizou na implantação a infraestrutura local, nem as necessidades ou satisfação dos moradores, uma vez que as políticas públicas de habitação possuíam interesses geopolíticos para a afirmação do Regime Militar. Após a criação do bairro, a evolução da região estudada se deve aos esforços dos moradores, que zelam pela arborização nas ruas, manutenção das calçadas, além de cobrarem do governo municipal as melhorias necessárias para a qualidade de vida na região.

Como resultado da valorização fundiária ocorrida no bairronos últimos anos, a especulação imobiliária tem dado novos contornos ao crescimento recente. Devido à ausência de lotes vagos, a tendência é que se construam edificações com um padrão distinto do atual, majoritariamente residencial e de no máximo apenas dois pavimentos. Isso gera uma nova condição de implantação, mais vertical, o que deixa claro que o antigo conjunto ainda tem muito a se modificar, uma vez que novas soluções serão necessárias.

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Trabalho de iniciação cientifica.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS

CORRÊA, Roberto Lobato. Trajetórias Geográficas. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1997, pp. 121 - 144.

CHRISTOFOLETTI, Antônio etalli (org). Geografia e Meio Ambiente no Brasil. São Paulo: Hucitec, 1995, pp. 79 -135.

DAVIDOVICH, Fany R. Considerações Sobre a Urbanização no Brasil. In LYNCH, Kevin. The image of the city. Cambridge: The M.I.T. Press, 1960. SANTOS, Milton. O Espaço do Cidadão. São Paulo: Nobel, 1987.

SINGER, Paul. O Uso do Solo Urbano na Economia Capitalista. In MARICATO, Ermínia (org). A Produção Capitalista da Casa (e da Cidade) no Brasil Industrial. São Paulo: Alfa-Ômega , 1979, pp. 21 -71.

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