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CONCEPÇÕES PARA EDUCAÇÃO BÁSICA OCS AGOSTO 2012

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INTEGRAÇÃO ENTRE TRABALHO, CIÊNCIA E CULTURA.

Prof. Antonio Carlos Faneca Santos

ORIENTAÇÕES CURRICULARES PARA A EDUCAÇÃO BÁSICA DE MATO GROSSO

(2)

EDUCAÇÃO BÁSICA

(3)

LDBEN 9394/96 Artigo 2º. Dos Princípios e Fins da Educação Nacional

Art. 2º A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.

(4)

CARÁTER FORMATIVO

A Lei enfatiza princípios como: “igualdade de condições para o acesso e permanência na escola; liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o saber; pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas; respeito à liberdade e apreço à tolerância; valorização da experiência extraescolar; e vinculação entre a

educação escolar, o trabalho e as práticas sociais”. (Art. 3º.)

(5)

É a concepção de educação básica que

assegura a organicidade da Educação

Nacional, através do princípio da integração

das etapas: Educação Infantil, Ensino

Fundamental e Ensino Médio e das

modalidades e especificidades – Ensino

Médio Integrado à Educação Profissional,

Educação do Campo, Educação Especial,

Educação de Jovens e Adultos e Educação

Escolar Indígena.

(6)

Já no primeiro capítulo a LDBEN define

educação em seu conceito mais amplo,

admitindo que ela supera os limites da

educação escolar por ocorrer no interior das

relações sociais e produtivas.

(7)

Essa concepção incorpora a categoria

trabalho, reconhecendo a sua dimensão

educativa, ao mesmo tempo que

reconhece a necessidade da educação

escolar vincular-se ao mundo do

trabalho e à prática social.

(8)

A incorporação de todas as modalidades de educação na concepção de educação básica, estabelecendo sua integração e assegurando sua organicidade, decorre dessa concepção de educação como totalidade. Não é portanto, só escolar.

(9)

Os eixos estruturantes: Conhecimento,

trabalho e Cultura.

Trabalho: práxis humana e social

Definido como todas as formas de ação

humana, materiais e espirituais, que os

homens, individual e coletivamente,

estabelecem,

para

construir

suas

condições de existência.

(10)

Os eixos estruturantes: Conhecimento,

trabalho

e

Cultura.

O trabalho é um processo entre o homem e a natureza, um processo em que o homem, por sua própria ação, media, regula e controla seu metabolismo com a natureza. Ele mesmo se defronta com a matéria natural como uma força natural. Ele põe em movimento as forças naturais pertencentes à sua corporalidade, braços e pernas, cabeça e mão, a fim de apropriar-se da matéria natural numa forma útil para sua própria vida. Ao atuar, por meio desse movimento, sobre a natureza externa a ele e ao modificá-la, ele modifica, ao mesmo tempo, sua própria natureza.

(11)

Os eixos estruturantes: Conhecimento,

Trabalho e Cultura

Cada sociedade, em cada modo de produção

e regimes de acumulação, dispõe de formas

próprias de educação que correspondem às

demandas de cada grupo e das funções que

lhes cabe desempenhar na divisão social e

técnica do trabalho.

(12)

Abrange

as

dimensões

produtiva,

comportamental,

ideológica e normativa;

Os projetos pedagógicos são

elaborados a partir das demandas

sociais.

Os eixos estruturantes: Conhecimento, Trabalho e Cultura

(13)

Abrange todas as dimensões:

•Educação e sociedade;

• Trabalho, ciência, cultura e tecnologia;

• Teoria e prática;

• Parte e totalidade;

(14)

Educação no Taylorismo/fordismo

No âmbito das formas tayloristas/fordistas de organizar o trabalho capitalista no século XX, desenvolveu-se uma rede de escolas de formação profissional em diferentes níveis, paralelas à formação propedêutica, para formar os trabalhadores a fim de atender aos diferentes ramos profissionais demandados pela divisão do trabalho.

(15)

Educação no Taylorismo/fordismo

Se o fundamento do trabalho taylorista/fordista é

A fragmentação, posto que, da manufatura à fábrica moderna, a divisão capitalista faz com que a atividade intelectual e material, o gozo e o trabalho, a produção e o consumo caibam a indivíduos distintos, tanto as relações sociais e produtivas como a escola, passam a educar o trabalhador para essa divisão.

(16)

Educação no Taylorismo/fordismo

A escola, por sua vez, se constituiu historicamente como uma das formas de materialização desta divisão, ou seja, como espaço por excelência, da distribuição desigual e do acesso ao saber teórico, divorciado da prática.

(17)

Educação no Taylorismo/fordismo Preleção - repetição - memorização;

 Protagonista: professor;

 Organização rígida e burocratizada;

 Competência cognitiva básica: memorização;

 Avaliação: reprodução de padrões pré estabelecidos; Desconsideração:diferenças e diversidades.

(18)

O pensamento hegemônico, além de

expressar uma reforma econômica, assume

as feições de uma reforma intelectual e

moral. É nesse sentido que Gramsci propõe

como categoria para a compreensão da

educação, o trabalho como princípio

educativo.

(19)

Desta forma, exige-se da escola

que desenvolva conhecimentos

num movimento de competências

cognitivo-complexas.

(20)

Isto mostra que os projetos pedagógicos se

originam nas necessidades do mundo da

produção da existência, o que implica não só

no desenvolvimento de capacidades técnicas,

(21)

mas principalmente de uma concepção de

mundo que aceite o trabalho dividido

como “natural”, e não como necessidade

do modo de produção capitalista, para

melhor explorar o trabalho e assim

valorizar-se.

(22)

Para Karl Max:

Trabalho não é uma ação mecânica

biológica e sim uma ação histórica na

qual os seres humanos produzem a

própria vida material e espiritual.

(23)

Trabalho é o ato de agir sobre

a natureza, adaptando-a às

necessidades humanas.

(24)

Pressupomos o trabalho numa forma em

que pertence exclusivamente ao homem.

Uma

aranha

executa

operações

semelhantes às do tecelão, e a abelha

envergonha a mais de um arquiteto

humano com a construção dos favos de

suas colmeias.

(25)

Mas o que distingue, de antemão, o pior arquiteto da melhor abelha é que ele construiu o favo em sua cabeça, antes de construí-lo em cera. No fim do processo de trabalho obtém-se um resultado que já no início deste, existiu na imaginação do trabalhador

e portanto, idealmente.

(26)

“O trabalho produz maravilhas para os

ricos, mas despojamento para os operários.

Produz palácios, mas cavernas para o

operário [...] Substitui o trabalho por

máquinas, mas somente uma parte dos

operários para um trabalho bárbaro e faz da

outra parte máquinas.[...]

(27)

Em que quanto mais valores ele cria tanto mais desvalorizado e indigno se torna. A alienação aqui é a despossessão, a degradação do trabalhador que decai em mercadoria e na mais miserável mercadoria” . (MARX, 1993).

(28)

SUS (Sistema Único de Saúde) do boi. Para estes não faltam vacinas, pois há um controle rígido no Estado. No entanto, para o ser humano que depende do sistema de saúde público, sempre há... Falta de medicamentos...

(29)

Para atender as necessidades do modo

de produção capitalista, não basta

apenas a produção do valor de uso,

pois produzir bens para atender as

(30)

necessidades individuais e coletivas dos

homens no sentido apenas do

autoconsumo não gera lucratividades,

pois “nem tudo que possui valor de uso

resultante do trabalho é mercadoria”.

(NETTO; BRAZ, 2008)

(31)

O

consumismo

gerando

(32)

Princípios Pedagógicos: relacionar

disciplinaridade e interdisciplinaridade

Disciplina: área do conhecimento que apresenta

generalização simbólica,uma metodologia e

objetos que estuda; autonomia; rigidez.

Multidisciplinaridade:trata os objetos a partir

de múltiplos pontos de vista que não perdem

sua identidade disciplinar.

(33)

Interdisciplinaridade:combinação

de conhecimentos de várias áreas

que dá origem a novos enfoques.

Transdisciplinaridade:

unificação

do conhecimento, a partir de um

problema da prática social.

Princípios Pedagógicos: relacionar disciplinaridade e interdisciplinaridade

(34)

RELACIONAR TEORIA E PRÁTICA:

Ao conhecer, o pensamento transita

continuamente entre o abstrato e o

concreto na prática;o conhecimento é

fruto da atividade humana:

organizar múltiplas atividades;

partir do conhecido, do simples;

desenvolver a capacidade de

(35)

PRINCÍPIOS PEDAGÓGICOS

Relacionar parte e totalidade.

Causa desapego ao conteudismo em

função do vestibular, quando se une partes

e totalidade.

A totalidade é movimento: conhecer os

fluxos, superar a linearidade e desenvolver

as capacidades de análise e síntese.

Sair do senso comum para o senso

filosófico, definido por Gramsci na Escola

Unitária.

Referências

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