INTEGRAÇÃO ENTRE TRABALHO, CIÊNCIA E CULTURA.
Prof. Antonio Carlos Faneca Santos
ORIENTAÇÕES CURRICULARES PARA A EDUCAÇÃO BÁSICA DE MATO GROSSO
EDUCAÇÃO BÁSICA
LDBEN 9394/96 Artigo 2º. Dos Princípios e Fins da Educação Nacional
Art. 2º A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.
CARÁTER FORMATIVO
A Lei enfatiza princípios como: “igualdade de condições para o acesso e permanência na escola; liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o saber; pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas; respeito à liberdade e apreço à tolerância; valorização da experiência extraescolar; e vinculação entre a
educação escolar, o trabalho e as práticas sociais”. (Art. 3º.)
É a concepção de educação básica que
assegura a organicidade da Educação
Nacional, através do princípio da integração
das etapas: Educação Infantil, Ensino
Fundamental e Ensino Médio e das
modalidades e especificidades – Ensino
Médio Integrado à Educação Profissional,
Educação do Campo, Educação Especial,
Educação de Jovens e Adultos e Educação
Escolar Indígena.
Já no primeiro capítulo a LDBEN define
educação em seu conceito mais amplo,
admitindo que ela supera os limites da
educação escolar por ocorrer no interior das
relações sociais e produtivas.
Essa concepção incorpora a categoria
trabalho, reconhecendo a sua dimensão
educativa, ao mesmo tempo que
reconhece a necessidade da educação
escolar vincular-se ao mundo do
trabalho e à prática social.
A incorporação de todas as modalidades de educação na concepção de educação básica, estabelecendo sua integração e assegurando sua organicidade, decorre dessa concepção de educação como totalidade. Não é portanto, só escolar.
Os eixos estruturantes: Conhecimento,
trabalho e Cultura.
Trabalho: práxis humana e social
Definido como todas as formas de ação
humana, materiais e espirituais, que os
homens, individual e coletivamente,
estabelecem,
para
construir
suas
condições de existência.
Os eixos estruturantes: Conhecimento,
trabalho
e
Cultura.
O trabalho é um processo entre o homem e a natureza, um processo em que o homem, por sua própria ação, media, regula e controla seu metabolismo com a natureza. Ele mesmo se defronta com a matéria natural como uma força natural. Ele põe em movimento as forças naturais pertencentes à sua corporalidade, braços e pernas, cabeça e mão, a fim de apropriar-se da matéria natural numa forma útil para sua própria vida. Ao atuar, por meio desse movimento, sobre a natureza externa a ele e ao modificá-la, ele modifica, ao mesmo tempo, sua própria natureza.
Os eixos estruturantes: Conhecimento,
Trabalho e Cultura
Cada sociedade, em cada modo de produção
e regimes de acumulação, dispõe de formas
próprias de educação que correspondem às
demandas de cada grupo e das funções que
lhes cabe desempenhar na divisão social e
técnica do trabalho.
Abrange
as
dimensões
produtiva,
comportamental,
ideológica e normativa;
Os projetos pedagógicos são
elaborados a partir das demandas
sociais.
Os eixos estruturantes: Conhecimento, Trabalho e Cultura
Abrange todas as dimensões:
•Educação e sociedade;
• Trabalho, ciência, cultura e tecnologia;
• Teoria e prática;
• Parte e totalidade;
Educação no Taylorismo/fordismo
No âmbito das formas tayloristas/fordistas de organizar o trabalho capitalista no século XX, desenvolveu-se uma rede de escolas de formação profissional em diferentes níveis, paralelas à formação propedêutica, para formar os trabalhadores a fim de atender aos diferentes ramos profissionais demandados pela divisão do trabalho.
Educação no Taylorismo/fordismo
Se o fundamento do trabalho taylorista/fordista é
A fragmentação, posto que, da manufatura à fábrica moderna, a divisão capitalista faz com que a atividade intelectual e material, o gozo e o trabalho, a produção e o consumo caibam a indivíduos distintos, tanto as relações sociais e produtivas como a escola, passam a educar o trabalhador para essa divisão.
Educação no Taylorismo/fordismo
A escola, por sua vez, se constituiu historicamente como uma das formas de materialização desta divisão, ou seja, como espaço por excelência, da distribuição desigual e do acesso ao saber teórico, divorciado da prática.
Educação no Taylorismo/fordismo Preleção - repetição - memorização;
Protagonista: professor;
Organização rígida e burocratizada;
Competência cognitiva básica: memorização;
Avaliação: reprodução de padrões pré estabelecidos; Desconsideração:diferenças e diversidades.
O pensamento hegemônico, além de
expressar uma reforma econômica, assume
as feições de uma reforma intelectual e
moral. É nesse sentido que Gramsci propõe
como categoria para a compreensão da
educação, o trabalho como princípio
educativo.
Desta forma, exige-se da escola
que desenvolva conhecimentos
num movimento de competências
cognitivo-complexas.
Isto mostra que os projetos pedagógicos se
originam nas necessidades do mundo da
produção da existência, o que implica não só
no desenvolvimento de capacidades técnicas,
mas principalmente de uma concepção de
mundo que aceite o trabalho dividido
como “natural”, e não como necessidade
do modo de produção capitalista, para
melhor explorar o trabalho e assim
valorizar-se.
Para Karl Max:
Trabalho não é uma ação mecânica
biológica e sim uma ação histórica na
qual os seres humanos produzem a
própria vida material e espiritual.
Trabalho é o ato de agir sobre
a natureza, adaptando-a às
necessidades humanas.
Pressupomos o trabalho numa forma em
que pertence exclusivamente ao homem.
Uma
aranha
executa
operações
semelhantes às do tecelão, e a abelha
envergonha a mais de um arquiteto
humano com a construção dos favos de
suas colmeias.
Mas o que distingue, de antemão, o pior arquiteto da melhor abelha é que ele construiu o favo em sua cabeça, antes de construí-lo em cera. No fim do processo de trabalho obtém-se um resultado que já no início deste, existiu na imaginação do trabalhador
e portanto, idealmente.
“O trabalho produz maravilhas para os
ricos, mas despojamento para os operários.
Produz palácios, mas cavernas para o
operário [...] Substitui o trabalho por
máquinas, mas somente uma parte dos
operários para um trabalho bárbaro e faz da
outra parte máquinas.[...]
Em que quanto mais valores ele cria tanto mais desvalorizado e indigno se torna. A alienação aqui é a despossessão, a degradação do trabalhador que decai em mercadoria e na mais miserável mercadoria” . (MARX, 1993).
SUS (Sistema Único de Saúde) do boi. Para estes não faltam vacinas, pois há um controle rígido no Estado. No entanto, para o ser humano que depende do sistema de saúde público, sempre há... Falta de medicamentos...
Para atender as necessidades do modo
de produção capitalista, não basta
apenas a produção do valor de uso,
pois produzir bens para atender as
necessidades individuais e coletivas dos
homens no sentido apenas do
autoconsumo não gera lucratividades,
pois “nem tudo que possui valor de uso
resultante do trabalho é mercadoria”.
(NETTO; BRAZ, 2008)
O
consumismo
gerando
Princípios Pedagógicos: relacionar
disciplinaridade e interdisciplinaridade
Disciplina: área do conhecimento que apresenta
generalização simbólica,uma metodologia e
objetos que estuda; autonomia; rigidez.
Multidisciplinaridade:trata os objetos a partir
de múltiplos pontos de vista que não perdem
sua identidade disciplinar.
Interdisciplinaridade:combinação
de conhecimentos de várias áreas
que dá origem a novos enfoques.
Transdisciplinaridade:
unificação
do conhecimento, a partir de um
problema da prática social.
Princípios Pedagógicos: relacionar disciplinaridade e interdisciplinaridade
RELACIONAR TEORIA E PRÁTICA: