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Texto

(1)

COMO FAZER UM

ARTIGO

Professor Dr. Antonio Edson

Martins de Oliveria

(2)

Objetivos da Disciplina

Esta disciplina tem como objetivo

iniciar ou aprimorar as habilidades

dos alunos referentes à elaboração

de artigos científicos.

Os artigos derivam das pesquisas em

andamento e asseguram a

documentação e divulgação do

trabalho realizado.

(3)

Objetivos da Disciplina

Para formação acadêmica e profissional

os alunos devem comprovar capacidade

de:

(i) realizar pesquisas e

(ii) descrever os resultados da pesquisa na

forma de publicações científicas.

Esta disciplina auxilia nos dois objetivos,

fornecendo orientações referentes a

(4)

Estrutura do Artigo

Titulo

Autores e filiação

Resumo

Palavras chaves

1. Introdução

2. Referencial Teórico

3. Metodologia

4. Desenvolvimento

5. Conclusões

Referências

(5)

Diretrizes para a

Elaboração do Artigo

(conteúdo das seções)

(6)

Título

O título deve ser conciso, mas

informar com clareza o que é

apresentado no artigo.

É importante que o título valorize o

trabalho e chame a atenção dos

(7)

Autores e filiação

O principal autor do trabalho é o

próprio aluno (primeiro autor).

É desejável que o orientador

contribua com a revisão do texto e

sugestões, sendo indicado como

(8)

Resumo

O resumo deve ser organizado em um

parágrafo, usualmente ocupando 10 a 15 linhas.

O resumo deve indicar de forma objetiva o que é

apresentado no artigo e suas principais

conclusões ou contribuições.

Usualmente, o resumo deve iniciar por “

Este

artigo apresenta...

e deve finalizar indicando “

O trabalho

realizado revelou que...” ou “A principal

contribuição deste trabalho é...

”.

(9)

Palavras chaves

Logo após o resumo, devem ser indicadas

quatro ou cinco palavras chaves.

Em geral, as palavras chaves

contemplam: segmento e sub-segmento

(exemplo: Componentes Eletrônicos,

Capacitores)

e área de conhecimento e sub-área

(exemplo: Confiabilidade, Ensaios

Acelerados).

(10)

1. Introdução (uma a duas

páginas)

A primeira seção do trabalho é a introdução,

que deve contemplar:

(i) Comentários gerais, devidamente

referenciados, aproximando o leitor do tema

de pesquisa,

(ii) enunciado dos objetivos da pesquisa,

(iii) indicação do que foi feito,

(iv) indicação da estrutura do artigo, ou seja, o

que será apresentado nas seções

(11)

2. Referencial Teórico

(duas a três páginas)

A segunda seção deve apresentar o

referencial teórico, contendo os conceitos,

abordagens, desenvolvimentos e

resultados reunidos na revisão da

literatura.

As idéias de diversos autores devem ser

organizadas em um texto coerente.

A ênfase da revisão da literatura deve

recair sobre artigos em periódicos

científicos, que são o tipo de publicação

mais atualizado e mais qualificado.

(12)

3. Metodologia (uma

página)

Usualmente, mas não obrigatoriamente, os

artigos contêm uma seção descrevendo os

métodos (abordagem de pesquisa e método de

trabalho) usados na realização da pesquisa que

está sendo relatada no artigo.

Algumas vezes esta seção é curta, descrevendo

a abordagem de pesquisa em um parágrafo e as

etapas de trabalho em um segundo parágrafo.

Outras vezes, esta seção pode ser

relativamente longa, descrevendo, por exemplo,

como foram elaborados os questionários, como

foram feitas as entrevistas, como foram

(13)

4. Desenvolvimento

(três a quatro páginas)

Esta é a seção principal do trabalho,

onde a pesquisa realizada é descrita,

os resultados são apresentados,

analisados e discutidos.

Ela pode ser dividida em sub-seções

e, muitas vezes, irá conter tabelas,

gráficos e alguma forma de análise

qualitativa ou quantitativa.

(14)

5. Conclusões (meia

página)

As conclusões finalizam o artigo.

Esta seção não deve trazer nada

de novo, apenas apresentar

resumidamente:

(i) o que foi feito, e

(ii) quais os resultados e conclusões

que foram obtidos.

(15)

Referências

Ao final do trabalho, todas as

referências citadas no texto, e

somente as referências citadas no

texto, devem ser apresentadas em

uma lista em ordem alfabética.

Importante possuir referências de

variados tipos como publicação em

periódicos nacionais e internacionais,

anais de eventos qualificados, etc.

(16)
(17)

Pesquisa

É um procedimento intelectual para adquirir

conhecimentos pela investigação de uma realidade e

busca de novas verdades sobre um fato (objeto/ problema) .

Com base em métodos adequados e técnicas apropriadas, o pesquisador busca conhecimentos específicos, respostas ou soluções ao problema estudado.

A pesquisa surge quando se tem consciência de um problema e nos sentimos pressionados a buscar uma solução. A indução realizada para alcançar essa solução constitui a pesquisa propriamente dita.

Necessitamos da aplicação de procedimentos

metodológicos com a intenção de desenvolver, modificar e ampliar conhecimentos que possam ser testados por meio da investigação e transmitidos. (FACHIN, 2001)

(18)

O que constitui uma boa

pesquisa?

Seguindo os padrões do método científico

– Propósito claramente definido – Processo de pesquisa detalhado

– Planejamento de pesquisa completo – Altos padrões éticos aplicados

– Limitações reveladas francamente

– Análises adequadas às necessidades do tomador de decisão

– Resultados apresentados de forma não-ambígua – Conclusões justificadas

(19)

O que é planejamento de

pesquisa?

Um método para orientar a seleção de

fontes e tipos de informação para

responder às questões de pesquisa.

Uma descrição dos procedimentos que

destaca cada etapa, da hipótese à

análise.

Depende do objetivo, do tipo de

pesquisa e do estudo em questão.

(20)

Planejamento

O que será feito?

Como as coisas serão efetuadas?

Quem desempenhará cada atividade?

Quando cada atividade será realizada?

Onde serão desenvolvidas cada etapa?

Por que serão feitas de tal forma, a

determinadas pessoas, em

determinado espaço geográfico e em

determinado período?

(FACHIN, 2001)

(21)

Tipos de pesquisa

Pesquisa pura – é aquela que procura o progresso

científico, a ampliação dos conhecimentos teóricos, sem a preocupação de utilizá-los na prática. É a pesquisa

formal tendo em vista suas generalizações, princípios e leis.Tem por meta o conhecimento pelo conhecimento.

Pesquisa aplicada – caracteriza-se pelo interesse

prático, isto é, que os resultados sejam aplicados ou

utilizados, imediatamente na solução de problemas que ocorrem na realidade.

Uma busca a atualização de conhecimentos para nova tomada de posição, enquanto a outra, pretende além disso, transformar em ação concreta os resultados de seu trabalho. (DIEHL e TATIM, 2004)

(22)

A dedução é uma forma de inferência que parece ser

conclusiva (geral para o particular): só a razão pode levar ao conhecimento verdadeiro. Numa influência dedutiva, se as premissas são verdadeiras, a conclusão é necessariamente verdadeira. Os principais instrumentos são - os teoremas, as definições, os axiomas e os princípios.

– Ex. Todos os corpos próximos a terra são corpos que brilham continuamente. Todos os planetas são corpos próximos à terra. Todos os planetas são corpos que brilham continuamente.

A indução tira conclusões a partir de um ou mais fatos em particular (particular para o geral): Considera que o

conhecimento é fundamentado na experiência, sem levar em conta princípios pré-estabelecidos. A generalização deriva de observações de casos na realidade concreta.

– Ex. Cobre conduz energia. Prata conduz energia. Cobre e prata são metais. Todo metal conduz energia.

Classificação dos planejamentos

(23)

Classificação dos planejamentos

Segundo as bases lógicas de

investigação

O hipótetico-dedutivo: quando os conhecimentos disponíveis sobre um determinado assunto são

insuficientes para a explicação de um fenômeno, surge o problema. Para tanto são formuladas hipóteses ou conjeturas (elas deverão ser testadas ou falseadas) O método dialético baseia-se nas contradições –– método de interpretação dinâmica e totalizante da

realidade - os fatos não podem ser tomados fora de um contexto. Empregado em pesquisa qualitativa.

O método fenomenológico – descrição direta da experiência tal como é – realidade – Ela não é única, existem tantas quantas forem suas interpretações e comunicações e o sujeito/ ator é importante no

processo de construção do conhecimento. – Não é dedutivo e nem indutivo. Empregado em pesquisa qualitativa. (DIEHL e TATIM, 2004)

(24)

Classificação dos planejamentos

Segundo o Objetivo Geral

1) Pesquisa Exploratória

Tem como objetivo proporcionar maior

familiaridade com o problema, com vistas a

torná-lo mais explícito ou a construir hipóteses.

O objetivo é examinar um tema ou problema de

pesquisa pouco estudado, do qual se tem muitas

dúvidas ou não foi abordado antes.

Na maioria dos casos, envolve o levantamento

bibliográfico, a realização de entrevistas com

pessoas que possuem experiência prática com o

problema pesquisado e a análise de exemplos

que estimulem a compreensão

(DIEHL e TATIM, 2004).

(25)

Quanto à sua natureza, os documentos

bibliográficos podem ser:

Primários: quando coletados em primeira

mão, como pesquisa de campo, testemunho

oral, depoimentos, entrevistas,

questionários, laboratórios, etc.

Secundários: quando colhidos em

relatórios, livros, revistas, jornais e outras

fontes impressas, magnéticas ou eletrônicas.

Pesquisa Exploratória

(26)

Pesquisa Exploratória

• Quanto às formas de apresentação e de

armazenamento, os documentos escritos podem

ser:

Impressos: atas de reuniões, atlas, bíblias, biografias, coleções,

constituições, enciclopédias, jornal, livros, resenhas, revistas, leis e decretos, monografias, relatórios, teses, mapas e globos, etc.

Meios magnéticos e eletrônicos: arquivos em disquetes, base

de dados em CD-ROM, boletins eletrônicos, e-mail, discos, fitas gravadas, homepage, slides, listas de discussão, etc.

Reuniões científicas: congressos, jornadas, reuniões,

conferências, wokshop.

(27)

2) Pesquisa Descritiva

Tem como objetivo primordial a descrição das características de determinada população ou

fenômeno ou, então, o estabelecimento de relações entre variáveis.

Ela mede, avalia ou coleta dados sobre diversos

aspectos, dimensões ou componentes do fenômeno a ser pesquisado.

São inúmeros os estudos que podem ser classificados como pesquisa descritiva, e uma de suas

características mais significativas é a utilização de

técnicas padronizadas de coleta de dados, tais

como questionário e observação sistemática (DIEHL e TATIM, 2004).

Classificação dos planejamentos

Segundo o Objetivo Geral

(28)

Estudos descritivos: São estudos que visam identificar as

representações sociais e o perfil de indivíduos e grupos.

Pesquisa de opinião: procura saber atitudes, pontos de vistas

e preferências que as pessoas têm a respeito de algum assunto, com o objetivo de tomar decisões.

Pesquisa de motivação: procura saber as razões

inconscientes e ocultas, que levam, por exemplo, o consumidor a utilizar determinado produto.

Estudo de caso: é a pesquisa sobre um determinado

indivíduo, família, grupo ou comunidade, que seja

representativo de seu universo, para examinar aspectos variados de sua vida.

Pesquisa documental: são investigados documentos a fim de

se poder descrever e comparar usos e costumes, tendências, diferenças e outras características (CERVO e BERVIAN, 2002).

(29)

3) Pesquisa Experimental

Caracteriza-se por manipular diretamente as variáveis relacionadas com o objeto de estudo,

proporcionando o estudo das relações de causas e efeitos de um determinado fenômeno. Com a

criação de situações de controle, procura-se evitar a interferência de variáveis intervenientes.

Interfere-se diretamente na realidade,

manipulando-se a variável independente a fim de verificar o que acontece com a dependente

(CERVO e BERVIAN, 2002).

Classificação dos planejamentos

Segundo o Objetivo Geral

(30)

Classificação dos planejamentos

Segundo o Procedimento Técnico

Pesquisa Bibliográfica

Pesquisa Documental

Estudos de Casos - estudo profundo

e exaustivo de um ou de poucos

objetos, de maneira que permita seu

amplo e detalhado conhecimento.

Pesquisa de Levantamento –

Caracterizam-se pelo questionamento

direto das pessoas, cujo

(31)

Pesquisa Ex-post Facto – Trata-se de um

experimento "que se realiza depois dos fatos". Os

investigadores não têm controle sobre as variáveis -

eles podem somente relatar o que tem acontecido.

Pesquisa-ação – Realizada em estreita relação

com uma ação ou com a resolução de um problema

coletivo. Pesquisadores e participantes envolvidos.

Pesquisa Participante – como a pesquisa-ação –

interação entre pesquisadores e membros das

situações investigadas - voltados a grupos

desfavorecidos – operários, índios…

Classificação dos planejamentos

(32)

Pesquisas Quantitativas

Pesquisas Qualitativas

Ex. Grupos focais e entrevistas

Classificação dos planejamentos

(33)

Uso da quantificação tanto na coleta quanto no

tratamento das informações por meio de técnicas

estatísticas, desde as mais simples, como

percentual, média, desvio-padrão, às mais

complexas, como coeficiente de correlação, etc.

Possui o objetivo de garantir resultados e evitar

distorções de análise e interpretação,

possibilitando uma margem de segurança quanto

às inferências.

(34)

Pesquisa Quantitativa

Oferece a possibilidade de generalizar os

resultados de maneira mais ampla;

concede-nos controle sobre os fenômenos

e um ponto de vista de contagem e

magnitude em relação a eles.

Assim, oferece uma grande possibilidade

de réplica e um enfoque sobre pontos

específicos de tais fenômenos, além de

facilitar a comparação entre estudos

(35)

Pesquisa Qualitativa

Os estudos qualitativos descrevem a

complexidade de determinado problema e a

interação de certas variáveis.

Visam contribuir no processo de mudança de

dado grupo e possibilitam, em maior nível de

profundidade, o entendimento do

(36)

Pesquisa Qualitativa

Dá profundidade aos fatos, a

dispersão, a riqueza interpretativa, a

contextualização do ambiente, os

detalhes e as experiências únicas.

Oferece um ponto de vista recente,

natural e holístico dos fenômenos,

assim como flexibilidade

.

(37)

QUANTITATIVO QUALITATIVO Ponto de partida Há uma realidade a conhecer Há uma realidade a

descobrir

Premissa A realidade do fenômeno social pode ser

conhecida com a mente A realidade do fenômeno social é a mente. A realidade é construída pelo(s)

indivíduo(s) que dá (dão) significados ao fenômeno social.

Dados Uso da medição e quantificação Uso da linguagem natural

Finalidade Busca relatar o que acontece. Fatos que dêem informação específica da realidade que podemos explicar e prever.

Busca entender o contexto e/ou o ponto de vista do ator social

(38)

TIPO DE ESTUDO ENFOQUE

QUANTITATIVO QUALITATIVOENFOQUE

Exploratório Sem formulação de hipóteses Sem formulação de hipóteses

Descritivo Formulação de hipóteses para

prever um fato Sem formulação de hipóteses

Experimental/ explicativo Formulação de hipóteses Potencial formulação de hipóteses

(39)

Bibliografia

CERVO, Amado L.; BERVIAN, Pedro, A. Metodologia científica. São Paulo: Printice-Hall, 2002.

DIEHL, Astor Antônio; TATIM, Denise Carvalho. Pesquisa em ciências sociais aplicadas: métodos e técnicas. São Paulo: Prentice-Hall, 2004.

FLICK, UWE. Uma introdução à pesquisa qualitativa. São Paulo: Artmed Editora S. A ., 2002.

FURASTÉ, Pedro Augusto. Normas técnicas para o trabalho científico. Explicitação das Normas da ABNT. Porto Alegre: s.n., 2006.

LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Fundamentos da metodologia científica. São Paulo: Atlas, 2001.

NORONHA, José Elemar. Metodologia da pesquisa científica. Caxias do Sul: FSG, 2005. Material de aula. RIBEIRO, José Luis Duarte. Técnicas para tratamento de dados qualitativos. In: RIBEIRO, José Luis Duarte; NODARI, Christine Tessele. Tratamento de dados qualitativos: técnicas e aplicações. Porto Alegre: FEENG/ UFRGS, 2001. P. 9-24.

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RIBEIRO, José Luis Duarte; MILAN, Gabriel Sperandio. Planejando e conduzindo entrevistas individuais. In: RIBEIRO, José Luis Duarte; MILAN, Gabriel, Sperandio (Editores). Entrevistas individuais: teoria e

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RIBEIRO, José Luis Duarte; RUPPENTHAL, Carla Simone. Estudos qualitativos com o apoio de grupos focados. II Semana de Engenharia de Produção e transportes. Porto Alegre: UFRGS, dezembro de 2002.

RODRIGUES, Cláudia Medianeira Cruz; RIBEIRO, José Luis Duarte; MILAN, Gabriel, Sperandio. A condução da avaliação institucional em uma universidade comunitária. In: RIBEIRO, José Luis Duarte; MILAN, Gabriel, Sperandio (Editores). Entrevistas individuais: teoria e aplicações. Porto Alegre: FEENG/ UFRGS, 2004. p. 85-106.

SAMPIERI, Roberto Hernández; COLLADO, Carlos Fernández; LUCIO, Pilar Baptista. Metodologia de

Referências

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