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Tolerância zero à violência contra a mulher

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Academic year: 2021

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Sindicato dos Auxiliares de Administração Escolar do Estado de Minas Gerais • Filiado à CONTEE e à CTB • Nº 50 • Março de 2015 R. Hermílio Alves, 335 - Santa Tereza - BH/MG - CEP.: 31010-070 • www.saaemg.com.br

Tolerância zero à violência contra a mulher

A aprovação da Lei do Feminicídio (13.104/2015) significou um grande avanço das mulheres na luta con-tra a violência. A opinião é da Miniscon-tra chefe da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM/PR), Eleonora Menicucci de Oliveira. Em entrevista ao Ponto de Vista, Menicucci fala do seu trabalho na secretaria, das políticas do governo e da sua trajetória política e profissional. Págs 09 e 10

Sindicato realiza 1º Dia da Mulher Trabalhadora

O SAAEMG ofereceu, na véspera do Dia Internacional da Mulher, entre às 14h e 18h, um dia especial para as Auxiliares de Administração Es-colar. Uma data para comemorar e também refletir sobre os desafios e lutas das mulheres na sociedade atual. Págs 03 e 05

Presidenta sanciona Lei do

Feminicídio

A partir da publicação da lei, o autor do crime não terá mais os benefícios de progressão de pena em vigor até então. Pág 05

SAAEMG lança cartilhas sobre direitos trabalhistas

CARTILHA DE DIREITO DO TRABALHO Dúvidas frequentes Renovação, união e resistência classista CARTILHA DE DIREITO PREVIDENCIÁRIO Renovação, união e resistência classista

Publicações já estão sendo distribuídas nas escolas. Objetivo é chamar a atenção da categoria para alguns dos seus direitos. O material destaca vários temas, entre eles: piso salarial, jornada de trabalho, auxílio-cre-che, aposentadoria especial, aposentadoria por idade e outros. Pág 06

Sindicato oferece vacina

contra a gripe

Em abril, entre os dias 06 e 10, o sindicato vai oferecer a vacina contra a gripe. A vacinação faz parte das comemorações pelo Dia do Auxiliar de Administração Escolar. Pág 06

Ponto de Vista completa

50 edições com novidades

Começa IX Copa SAAEMG

de Futsal

A competição é considerada o maior torneio da categoria e, este ano, teve recorde de participação com 23 equipes inscritas. Os resultados podem ser acompanhados no site do sindicato. Pág 06

Em comemoração, o PV abre espaço nas suas páginas para a participação dos leitores e, também, dicas culturais. Pág 08

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Editorial

Expediente Ponto de Vista: Publicação - Sindicato dos Auxiliares de Administração Escolar do Estado de Minas Gerais • Sede Belo Horizonte - Rua Hermílio Alves, nº. 335 - Santa Tereza - CEP 31010-070

Telefax: (31) 3057-8200 - E-mail: [email protected]

Presidente: Rogerlan Augusta de Morais Vice-presidente: Amaury Alonso Barbosa

Diretores: Anderson Pereira da Silva - Antônio Rodrigues - Carlúcio K. Borges Araújo - Cícero Barbosa Sobrinho - Dileiza Cândido de Souza - Ernani Silvio dos Santos - Elmo José do Carmo Silva - Idílio de Assis

Castro - Isa Cristina Peixoto de Souza - Irlei Eliseu de Souza - João Batista da Silveira - Joice Katherine Silva de Souza - José Aloísio Dias - José Antônio Drigo - José Geraldo Vieira - Leonardo Daniel da Silva - Maria Angélica Rodrigues Souza - Regiane Cássia Rodrigues dos Santos - Roberta Mayrink de Azevedo - Rosely Esteves Correia - Sarah Lilian Macedo Ferreira - Silvana Oliveira Machado Gonçalves - Silvia Maria Duarte Fernandes - Valdemar Moreira de Carvalho.

Conselho Fiscal: Antenor José de Paula - David Raad - Izabel Rosa dos Santos - Maria da Conceição Silva - Salvador Joaquim Quirino

Impressão: Gráfica Letras Ltda. Telefax: (31) 3413-1636 • Tiragem: 13.500 exemplares • Jornalista: Anderson Pereira (MTB 11.707/MG) • Designer Gráfico: Andson Guimarães

Rogerlan Augusta de Morais Presidente do SAAEMG

Mulheres, nós somos a maioria!

Em especial no mês de março, por ocasião do Dia Internacio-nal da Mulher, discute-se mais questões de igualdade de gê-nero, remuneração e discrimi-nação. É pouco pelo que repre-sentamos e pela capacidade de influência que temos. Essas discussões devem ser constan-tes e nós, mulheres, temos que provocar esse debate. Afinal, somos a maioria nas principais áreas de atuação social.

De um total de 195,2 milhões de habitantes, 100,5 milhões – ou 51,5% são mulheres, de acor-do com Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílio (PNAD) realizada pelo IBGE.

Também somos a maioria do eleitorado no Brasil (52,13%) de um total de 142,8 milhões de eleitores, de acordo com o Tri-bunal Superior Eleitoral.

Nas universidades, segundo úl-tima pesquisa divulgada pelo MEC, representamos 55,1% do total de matrículas e 58,8% do total de concluintes.

Por isso, é inadiável lutar e exigir igualdade de direitos e de

salá-rios. Na esfera política, por exem-plo, se faz necessário o mínimo de 50% nos cargos públicos eleti-vos. Os atuais 30%, hoje previstos na lei eleitoral, não representam a igualdade almejada.

No mercado de trabalho, muitas mulheres que ocupam os mes-mos cargos dos homens e com a mesma qualificação ainda rece-bem salários inferiores.

Empresas que praticam e incen-tivam esse tipo de discrimina-ção devem ser denunciadas e punidas. Esse tipo de procedi-mento não apenas desqualifi-ca a mulher em sua formação como também em sua condi-ção de gênero.

A violência é outra triste realida-de que ainda persiste na socie-dade atual. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica e Apli-cada (IPEA), estima-se que ocor-reram, entre os anos de 2009 e 2011, 5.664 mortes de mulheres por causas violentas, 472 a cada mês, 15,52 a cada dia, ou uma a cada hora e meia.

Jamais podemos nos resignar em favor da violência física e

emocional a qual estamos ain-da submetiain-das com históricos alarmantes e vergonhosos. Mu-lheres uni-vos! Não considerem normal homem agressivo, seja ele pai, irmão, marido, filho, amigo ou vizinho. Eles são, no mínimo, covardes.

As mulheres avançaram muito na batalha por conquistas de di-reitos e respeito. Isso é inquestio-nável e a história registra a evolu-ção. No entanto, muito ainda há por ser conquistado e isso está posto no nosso dia-a-dia. A igual-dade de gênero e o respeito às mulheres são a base de uma so-ciedade mais justa e igualitária.

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Destaque

Sindicato realiza 1º Dia da Mulher Trabalhadora

presidente do sindicato durante a abertura do evento, Rogerlan Au-gusta de Morais.

O Dia da Mulher Trabalhadora no SAAEMG reuniu Auxiliares de Administração Escolar de escolas de Belo Horizonte e do interior. As profissionais Angélica Martins Ferreira, Aline Alves de Souza e Sônia Pereira saíram de Ouro Pre-to, cidade a 100 Km da capital, para participar do evento.

“Quando recebemos o convite vimos que era uma boa oportu-nidade para conhecer melhor o sindicato e, claro, também apro-veitar esse momento para sair da rotina”, disse Aline Souza, sindica-lizada há 15 anos, que trabalha no Colégio Arquidiocesano.

Logo na entrada, todas as associa-das que chegavam recebiam um botão de rosa. “Fiquei muito feliz ao chegar e ser tão bem recepcio-nada. Espero que esse evento pos-sa continuar nos próximos anos”, disse a auxiliar Bárbara Miranda Silva, de 27 anos, que trabalha no Ibmec, em Belo Horizonte.

A Auxiliar de Administração

Es-Categoria, que é formada em sua maioria por mulheres, aprovou a iniciativa

Auxiliares de Administração Escolar da capital e interior participaram do evento

O SAAEMG ofereceu, na véspera do Dia Internacional da Mulher, entre às 14h e 18h, um dia espe-cial para as Auxiliares de Adminis-tração Escolar com direito a mas-sagem, maquiagem, tratamento para pés e mãos. Tudo acompa-nhado por uma boa música ao vivo e entrega de flores e brindes do Boticário. Uma data para co-memorar e também refletir sobre os desafios e lutas das mulheres na sociedade atual. A categoria, que é composta em sua maioria (cerca de 60%) pelo sexo femini-no, aprovou a iniciativa.

“Essa é uma atividade do sin-dicato que tem como objetivo proporcionar um momento de descontração, relaxamento, cui-dado, interação e reflexão para as nossas associadas. Afinal, nossa categoria é formada, em grande parte, por mulheres. Muitas, com jornadas duplas e até triplas. So-mos a maioria da população, nos bancos das universidades e no eleitorado. Porém, nossa remu-neração é menor ocupando os mesmos cargos que os homens. Não queremos tratamento dife-renciado, apenas igualdade en-tre homens e mulheres”, disse a

colar Magda Fernandes Duarte, de 63 anos, que trabalha na Fun-dação Renato Azeredo, em BH, também elogiou a iniciativa do sindicato. “Achei muito organiza-do, desde a recepção até os aten-dimentos e o buffet. Parabéns ao SAAEMG pelo evento”. Continua na página 05

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Jurídico

Mudanças no auxílio-doença

Atenção sindicalizados do SAAEMG que ainda estão na ati-va! Com a publicação da Medi-da Provisória 664/2014 no dia 31/12/2014, o auxílio-doença so-freu alterações. O maior impacto será sentido pelo empregador, tendo em vista que a medida in-cumbiu à empresa o pagamento do salário do segurado incapaci-tado por 30 dias, passando a ser devido o auxilio-doença a partir de 31º dia, caso tenha sido feito o requerimento em até 45 dias. De acordo com projeções ba-seados em estudos realizados pelo INSS, o crescimento da con-cessão de auxílio-doença veem crescendo aproximadamente 4,7%, 4,8% ao ano, desde 2012, chegando ao patamar de algo em torno de R$16,8 bilhões de reais no ano de 2014.

A previsão do governo federal seria de uma redução de apro-ximadamente 17% mensais, ou seja, cerca de R$2,8 bilhões de repasse às empresas, levando em consideração os 30 dias do auxí-lio-doença. Lembrando que hoje as empresas já pagam a metade disso, ou seja, 15 dias.

A concessão do benefício tam-bém mudou. Se antes só era devido o benefício ao segurado que estivesse incapacitado para a atividade laboral por mais de 15 dias consecutivos, na nova

redação não há regra que res-trinja a utilização do benefício por um curto período de tempo, mesmo que de um dia, desde que o requerimento seja feito em até 30 dias.

Ressalta-se que esta alteração é para a modalidade do segurado empregado, nas demais

mo-recebida nos últimos 12 meses, se o segurado possui altos salá-rios de contribuição no passado. Outra mudança é a possibilidade do governo realizar convênios com as empresas a fim de que elas realizem a avaliação médica dos empregados para a conces-são do benefício, que deverá ser homologada pelo INSS. Os deta-lhes para a realização destes con-vênios ainda serão publicados através de decreto.

A medida provisória entrou em vigor em março deste ano, após o período de adaptação da Medida Provisória, bem como o Congres-so possui 60 dias prorrogáveis por mais 60 para transformá-la ou não em Lei.

Certamente haverá uma forte resistência por parte não só dos parlamentares, mas também da população brasileira de uma ma-neira geral, principalmente das instituições de ensino particula-res de pequeno porte, as quais irão sofrer o maior impacto fi-nanceiro. Algumas Associações, como a ANFIP, ajuizaram ADI 5246, questionando a constitu-cionalidade da medida por via inadequada, transformando em uma verdadeira reforma previ-denciária! Resta-nos acompanhar a votação para sabermos se as mudanças serão definitivas.

Jeronymo Machado Neto Advogado especialista em Direito Previdenciário. Contato: [email protected]

dalidades, como o empregado doméstico, contribuinte indivi-dual, trabalhador avulso e segu-rado especial, por exemplo, será devido o auxílio a partir da data do afastamento da atividade la-boral e enquanto ele permane-cer incapaz.

Ainda foi estabelecido teto para o benefício, não podendo exceder a média aritmética simples das doze últimas contribuições, in-clusive no caso de remuneração variável, ou, se não alcançado o número de 12, a média aritmética simples das contribuições exis-tentes. Esta alteração visa evitar que o segurado fique com o be-nefício superior à remuneração

...a medida incumbiu ao

empregador o

pagamen-to do salário do

segura-do incapacitasegura-do por 30

dias... Essa alteração é

para a modalidade do

se-gurado empregado...

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Destaque

Presidenta sanciona a Lei do Feminicídio

Sancionada há quase 10 anos pelo ex-presidente Lula, a Lei Maria da Penha (11.340) conse-guiu reduzir em 10% a taxa de homicídio contra as mulheres no país. A informação foi divul-gada pelo Instituto de Pesquisas Econômicas e Aplicadas (Ipea). A notícia é boa e veio acompanha-da de outra também positiva. A Câmara dos Deputados aprovou e a presidenta Dilma sancionou o projeto de lei 8305/14 que tor-na o feminicídio (assassitor-nato de mulheres por questão de gêne-ro) crime hediondo e qualifica-do. A partir da publicação da lei, o autor do crime não terá mais os benefícios de progressão de pena em vigor até então.

Durante a cerimônia de sanção da lei, a presidenta Dilma Rousseff conclamou mulheres e homens a desmentir o ditado sexista que diz que “em briga de marido e mulher não se mete a colher”. “Em briga de marido e mulher, nós achamos que se mete a co-lher, sim, principalmente se re-sultar em assassinato. Meter a colher nesse caso não é invadir a privacidade, é garantir padrões morais, éticos e democráticos.

E o estado brasileiro deve meter sim, a colher, a sociedade brasi-leira idem, deve meter a colher”, defendeu Dilma.

O projeto, que foi elaborado pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito da Violência contra Mu lher, será incluído no Código Pe-nal e determina prisão de 12 a 30 anos para o assassino.

Apesar dos avanços, como a redu-ção da taxa de homicídios contra as mulheres no país, a violência ainda persiste. A cada dia no Bra-sil, 15 mulheres são mortas pelo fato de serem mulher. Por ano, 500 mil mulheres são vítimas de estupro e estima-se que apenas 10% dos casos chegam à polícia, visto que muitas têm medo e ver-gonha de denunciar.

Em Minas Gerais, os registros de violência doméstica e familiar contra as mulheres alcançaram 130.343 casos – número menor em relação ao ano de 2013, quan-do foram registraquan-dos 133.120 ocorrências. Em Belo Horizonte, foram registrados 15.686 casos, em 2014, contra 17.061 no ano de 2013.

Homenagem

Justa homenagem do sindicato ao Dia Internacional da Mulher. A mulher está bem representada na diretoria atual. Rogerlan está no cargo de presidente acompa-nhada de mais 11 companheiras, atingindo 44% da diretoria do SAAEMG.

Elas sempre estiveram presen-tes na história do sindicato. Na primeira diretoria da Associação Profissional dos Auxiliares de Ad-ministração Escolar de Belo Hori-zonte, fundada em 26 de novem-bro de 1978, entidade que deu origem ao SAAEMG, um terço era composta por mulheres. São elas: Albertina de Jesus Baltazar e Oliveira, Beatriz Leite Dolabela, Maria da Conceição Lopes, Nelma Maria Marques Barbosa Ferreira Mello, Sueli Edwiges Narciso e Te-rezinha Brandão Oliveira Barros. Um momento importante na história do Brasil foi o “Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova” de 1932. Normalmente chamado de “os 26 signatários do Manifes-to” pode induzir, erroneamente, que todos eram homens. Mas ao contrário. Lá estavam três mu-lheres que assinaram o Manifes-to: Armanda Álvaro Alberto, fun-dadora e proprietária em Duque de Caxias-RJ, da Escola Proletária de Meriti, posteriormente Escola Regional do Meriti; Cecília Meirel-les, professora e poetiza e Noemy Silveira, professora do Mackienzi, em São Paulo.

João Batista da Silveira - Presidente da FESAAEMG

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Sindicato em Movimento

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Cartilhas começam a ser distribuídas

Objetivo do material é alertar os trabalhadores sobre os seus direitos

O sindicato já começou a distribuir para os seus associados as cartilhas que produziu sobre o direito dos tra-balhadores. A primeira, “Direito do Trabalho – Dúvidas frequentes” trata de vários assuntos de grande interes-se da categoria, como, por exemplo, piso salarial, jornada de trabalho, au-xílio-creche, reajustamento e corre-ções salariais, adicionais por tempo de serviço e pré-aposentadoria. A segunda cartilha, “Direito Previ-denciário” também destaca temas

de relevância para os trabalhadores como, por exemplo, auxílio-doença, salário-maternidade, auxílio-aciden-te, aposentadoria especial, aposen-tadoria por idade e outros.

Os conteúdos foram escritos pela presidente do sindicato, Rogerlan Augusta de Morais e o advogado Jeronymo Machado Neto. Ainda colaboraram os (a) advogados do sindicato Carla Márcia Freitas de Paulo Batista, Flávia Mendonça Ce-nachi, Geraldo Hermógenes de

Fa-ria Neto e Luciana Sodré da Cunha. Quem ainda não recebeu, tem a opção de baixar as publicações no site do sindicato. O endereço é www.saaemg.com.br

A presidente do sindicato, Roger-lan Augusta de Morais, ressalta que as cartilhas “são o resultado de um trabalho que tem como objetivo alertar os Auxiliares de Administra-ção Escolar sobre alguns dos seus principais direitos. “Essa é a nossa intenção”, destaca ela.

Vacine-se

contra a gripe

Em abril, entre os dias 06 e 10, o sin-dicato vai oferecer a vacina contra a gripe. A iniciativa faz parte das come-morações pelo Dia do Auxiliar de Ad-ministração Escolar (10 de abril). Durante 46 dias, o sindicato manteve em seu site um link para os trabalha-dores optarem ou não pela vacina. A categoria foi informada por carta e e-mail. Do total de votantes, 95,5% responderam sim pela vacinação no SAAEMG. Segundo o Ministério da Saúde (MS), a VACINA CONTRA A GRI-PE É SEGURA e evita o agravamento da doença, internações e, até mesmo, óbitos por influenza. Estudos demons-tram que a imunização pode reduzir entre 32% a 45% o número de hospi-talizações por pneumonias e de 39% a 75% a mortalidade por complicações da influenza. A vacina é contraindica-da a pessoas com história de reação anafilática prévia em doses anteriores, bem como a qualquer componente da vacina, ou alergia grave relaciona-da a ovo de galinha e seus derivados.

Copa SAAEMG

A IX Copa de Futebol Soçaite promo-vida pelo sindicato teve início no dia 21 deste mês, às 13h, na quadra da Associação Recreativa Oi Arte (Rua Prof. Galba Veloso, 327, Santa Tere-za).

A competição reúne os trabalhado-res de instituições particulatrabalhado-res de ensino associados ao SAAEMG. O Torneio Início – fase preliminar da competição – aconteceu no dia 14, também na Associação Recreativa Oi Arte . Os resultados podem ser acompanhados no site do sindicato. A competição é considerada o maior torneio da categoria e, até aqui, cin-co escin-colas já foram campeãs: Facul-dade Milton Campos (tricampeã), Colégio Magnum - Cidade Nova (bi-campeão), PUC Minas (campeã em 2012), Colégio Santo Agostinho-BH (campeão em 2013) e Colégio Santo Antônio (campeão em 2014).

Além da premiação para as três me-lhores equipes, há premiações indi-viduais para o artilheiro, goleiro e destaque da competição.

Reunião da

diretoria

A diretoria geral e o conselho fiscal do sindicato se reuniram no dia 07 de março para discutir várias assun-tos de interesse da categoria. Entre eles, negociações coletivas e nova gestão do SAAEMG. Pela diretoria executiva estiveram presentes a pre-sidente Rogerlan Augusta de Morais, o vice-presidente Amaury Alonso Barbosa, o diretor de Relações So-ciais José Aloísio Dias, a secretária Roberta Mayrink e o tesoureiro João Batista.

A diretoria geral também participou em grande número. Um dos direto-res, Marcos Costa, classificou o en-contro como “positivo”.

“É a oportundiade de

debatermos temas que

estão diretamente ligados

ao dia-a-dia do sindicato

e dos trabalhadores”,

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Sindicato em Movimento

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Diretoria em Destaque

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Boa parte da população brasileira tem sofrido com as temperaturas cada vez mais altas e com a falta de água em suas casas. A degradação do meio ambiente pelo homem é, em grande parte, um dos fatores responsá-veis por esse cenário. É o que afirma um dos diretores do sindicato, Elmo José do Carmo Silva (47 anos). A diretora Joice Katherine Silva de Souza (30 anos) também se diz preocupada com o cenário atual. “Somos parte do processo. Pequenas atitudes podem fazer uma grande diferença”, diz ela.

Elmo Silva é um amante da natureza. Trabalha com animais há 27 anos e, há cinco, é voluntário. Ele faz palestras em escolas da rede pública para estu-dantes de 13 a 16 anos falando sobre a importância do meio ambiente. Para chamar a atenção dos alunos, Elmo leva animais para dentro das salas de aula. Entre eles, serpentes, camundongos e aranhas. “Tomamos todos os cuidados para preservar a segurança dos alunos e também dos bichos”, ressalta ele.

A sua facilidade em lidar com animais vem da sua profissão. Elmo é biote-rista – responsável pelo cuidado e reprodução de animais para aulas e pesquisa. Ele divide o seu tempo de trabalho entre a Faculdade Pitágoras (BH) e a Universidade Federal de Mi-nas Gerais (UFMG). Ele garante que a

dupla-jornada não atrapalha na sua vontade em continuar com as pales-tras.

“Se quisermos um futuro melhor, pre-cisamos olhar com mais atenção para os mais jovens. Investir na educação e formação da nossa juventude é o ca-minho seguro para uma nação mais desenvolvida, próspera e igualitária. E

a educação ambiental, que não atin-ge todos como deveria, pode contri-buir nessa formação”, diz ele.

Atualmente, boa parte da população tem convivido com racionamentos de água por conta da escassez das chuvas, mal uso dos recursos hídri-cos e degradação do meio ambiente. Para o diretor Elmo Silva, esse cenário merece atenção.

“Hoje, as pessoas estão discutindo mais sobre o clima e a falta de água por estarem vivendo isso no dia-a-dia. Mas essa preocupação deve ser permanente. Se o ser humano não mudar a sua postura em relação ao meio ambiente a curto e médio pra-zo, a situação ficará insustentável. Precisamos repensar a nossa forma de lidar com a natureza. Afinal, somos parte desse ecossistema”.

Joyce Katherine Silva de Souza é a mais jovem diretora do sindicato (30 anos). Ela trabalha na Secretaria Aca-dêmica da Pontifícia Universidade Católica (PUC-MG), unidade Barrei-ro, em Belo Horizonte, há sete anos. Para ela, integrar a atual diretoria é a oportunidade de lutar pelo coletivo. “Pensar no próximo, para mim, é o mesmo que respirar. Isso é uma obri-gação que todo o indivíduo deveria ter. Afinal, ninguém faz nada sozi-nho. O médico precisa do enfermei-ro, assim como o professor precisa do auxiliar de administração escolar”. Esse seu pensamento, diz ela, a acompanha desde os tempos de faculdade quando participou do Di-retório Acadêmico na época de estu-dante do curso de Ciências Sociais. O contato inicial com o sindicato sur-giu naturalmente.

“Fui ao sindicato representando al-guns funcionários a fim de esclare-cer algumas dúvidas da nossa cate-goria. A partir daí, me interessei pelo dia-a-dia sindical”.

De lá para cá, já são seis anos sindica-lizada. Uma das suas preocupações é com o discurso conservador de

par-te da sociedade e da mídia hegemô-nica que tenta desqualificar a atua-ção dos sindicatos para enfraquecer a luta dos trabalhadores.

Para ela, o trabalhador, em especial o Auxiliar de Administração Escolar, deve ficar atento para não se deixa-rem enganar.

“Por isso, precisamos nos unir e per-manecer atentos para não cairmos nessa armadilha”, diz ela.

A diretora também se mostra sensí-vel sobre o clima atual, com raciona-mentos e falta de água.

“Nesse momento, todos devem co-laborar de alguma forma. Afinal, so-mos parte do processo. Pequenas atitudes podem fazer uma grande diferença”.

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Giro Nacional

Discutir o atual momento político enfrentado pelo país, orientar o po-sicionamento da Central dos Traba-lhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) nas discussões que estão sen-do propostas e definir uma agenda de lutas para o próximo período fo-ram os temas da pauta da reunião do Conselho Político da CTB, realizada na última quinta-feira (26), em São Paulo. O encontro reuniu dezenas de entidades filiadas, entre elas o SAAEMG. A presidente do sindica-to, Rogerlan Augusta de Morais e o diretor-tesoureiro João Batista da Silveira representaram os Auxiliares de Administração Escolar de Minas Gerais.

Ataques à democracia

Para nortear os debates, coube ao assessor político Umberto Martins apresentar uma análise de conjuntu-ra, que ressaltou os principais desa-fios que estão colocados tanto para os sindicalistas, como para o conjun-to da classe trabalhadora.

Segundo ele, está em curso uma ofensiva golpista da direita neoli-beral contra uma presidenta eleita democraticamente pelo voto da maioria. “Esse é um cenário que de-manda muita preocupação”, alertou o assessor. Nesse sentido, disse ele, os trabalhadores terão pela frente dois desafios: defender os direitos

trabalhistas, ao mesmo tempo em que defendem a democracia.

“Temos que promover uma ampla frente em defesa da democracia em nosso país, mas isso não significa que vamos abrir mão da defesa dos direitos dos trabalhadores, a exem-plo das MPs 664 e 665, que são falsos argumentos para corrigir distorções e do ponto de vista da economia são contraproducentes”.

Petrobrás

A defesa da Petrobrás foi mais um tema destacado durante o encontro. O petroleiro e secretário de Relações Internacionais da CTB, Divanilton Pereira, lembrou que a petrolífera sempre foi alvo de ataques, que ago-ra encontago-ram repercussão na gago-rande imprensa com seu amplo poder de alcance.

Defender a empresa é defender a punição de funcionários de alto es-calão envolvidos em atos de corrup-ção. A bandeira contra a corrupção é dos movimentos social e sindical. Ao final, os dirigentes aprovaram a criação de uma comissão responsá-vel pela construção e aprovação da Resolução Política da reunião, que contém o posicionamento da central diante a complexidade do atual mo-mento político enfrentado no país.

Entre os participantes, a presidente Rogerlan Morais e o tesoureiro João Batista

O Ponto de Vista chega a sua edição de número 50 e para co-memorar, abre espaço em suas páginas para a participação dos leitores e, também, dicas cultu-rais.

A primeira novidade, “Fale com o sindicato (pág 12)”, tem como objetivo dar visibilidade as dúvi-das comuns da categoria sobre assuntos relacionados a área tra-balhista. A segunda, “Dicas cultu-rais”, pretende levar para a cate-goria as mais variadas sugestões de leitura, cinema e exposições.

DICAS CULTURAIS

Literatura

O homem que amava os cachorros Autor: Leonardo Padura

Editora: Boitempo Editorial Diante das descobertas, o nar-rador reconstrói a trajetória de Liev Davidovitch Bronstein, mais conhecido como Trotski, teórico russo e comandante do Exército Vermelho durante a Revolução de Outubro.

Cinema

Frida

Direção: Julie Taymor Gênero: Drama Nacionalidade: EUA

O filme retrata a vida da artista mexicana Frida Kahlo nascida em 1907 que lutou contra a dor como poucas e que, com uma natureza transgressora, se transformou em um mito da América Latina. A so-frida vida da artista, que morreu devido a complicações - como a amputação de uma perna.

Democracia e direitos trabalhistas

Momento é de atenção e mobilização

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Entrevista

Ministra Eleonora Menicucci

A entrevistada desta edição é a Ministra chefe da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM/ PR), a mineira Eleonora Menicucci de Oliveira. Eleonora fala o seu trabalho na secretaria, dos programas do governo no enfren-tamento da violência contra as mulheres e da sua trajetória política e profissional.

Tolerância zero à violência contra a mulher

Mineira da cidade de Lavras, Eleo-nora Menicucci de Oliveira, 70 anos, interessou-se pelo ideário socialista na juventude e, após o golpe militar de 64, iniciou sua participação em organizações de esquerda. Em 1971, foi presa e passou quase três anos na cadeia, na cidade de São Paulo. Ao sair da prisão, reorganizou sua vida em Belo Horizonte e, em 1978, mu-dou-se com seus filhos para João Pessoa, onde deu início à sua car-reira docente na Universidade Fe-deral da Paraíba.

Mudou-se em 1984 para São Pau-lo, onde fez o seu doutorado em Ciência Política pela Universidade de São Paulo - USP. Foi, por muitos anos, consultora da Comissão Na-cional de Mulheres da CUT, hoje Secretaria Nacional das Mulheres Trabalhadoras. Participou ativa-mente de conselhos, comissões e consultorias em políticas públicas e direitos das mulheres.

Iniciou sua vida acadêmica, em 1979, na Universidade Federal da Paraíba. Em 1990 transferiu-se para a Universidade Federal de São Paulo – Unifesp. É professora Titular em Saúde Coletiva no De-partamento de Medicina Preven-tiva da Unifesp. Foi Pró-Reitora de Extensão da Unifesp até fevereiro de 2012, quando deixou o cargo para assumir a Secretaria de Po-líticas para as Mulheres da Presi-dência da República. Foi reconfir-mada, no dia 31 de dezembro de 2014, no cargo de ministra chefe

da SPM para o segundo mandato da presidenta Dilma Rousseff.

Em 2013, a Secretaria de Polí-ticas para as Mulheres (SPM) completou uma década de exis-tência. Qual o balanço das ativi-dades da secretaria até aqui?

Nós fizemos uma gestão trans-versal com um Comitê de Moni-toramento do Plano Nacional de Políticas para as Mulheres com-posto por todos os ministérios. Cada um com um comitê para monitorar as políticas na pers-pectiva de gênero. Por exem-plo, no Ministério do Desenvol-vimento Social, com o Bolsa Família; na Saúde, com a saúde integral da mulher; na Apex, premiando empresas com boas práticas de gênero; no Desen-volvimento Agrário, com a im-plementação de políticas para as trabalhadoras do campo, das

florestas e das águas, que vão desde o fornecimento da docu-mentação, titularidade da terra e dos ônibus para enfrentamento à violência; na Defesa, atuando para o empoderamento das mu-lheres militares em suas respec-tivas áreas. São políticas trans-versais em todas as ações de governo.

A SPM também teve um papel fundamental em uma gran-de conquista para as mulheres brasileiras: a sanção, dia 09 de março, pela Presidenta Dilma Rousseff, da Lei do Feminicídio (13.104/2015). Esta alteração no Código Penal é de extrema im-portância, pois reafirma o com-promisso do Estado brasileiro de tolerância zero à violência contra a mulher. A pena prevista pela nova lei é de 12 a 30 anos de reclusão.

Essa importante conquista vem fortalecer a política de enfrenta-mento à violência contra a mulher do Governo Federal, que tem na Casa da Mulher Brasileira um de seus mais modernos instrumen-tos. O projeto constitui um dos ei-xos centrais do programa Mulher: Viver sem Violência, lançado pela SPM em 2013. Os demais eixos são: o Ligue 180 (disque denún-cia); a qualificação dos serviços de saúde para coleta de vestígios de crimes sexuais; os centros de atendimento às mulheres nas fronteiras; campanhas de cons-cientização; e as unidades móveis

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Entrevista

(barcos e ônibus) para levarem os serviços públicos às mulheres do campo, da floresta e das águas.

Quantas denúncias o Lique 180, da SPM, recebeu em 2014? Quais as mais comuns e seus respectivos percentuais?

Desde o ano passado, o Ligue 180 passou a acumular também as funções de acolhimento e orien-tação da mulher em situação de violência, para remeter as denún-cias aos órgãos competentes pela investigação. Em 2014, cerca de 20 mil denúncias foram encami-nhadas aos órgãos de segurança pública e ao sistema de justiça. No mesmo ano, o Ligue 180 rea-lizou 485.105 atendimentos. A maior parte, 51,68%, correspon-deu a denúncias de violência fí-sica e 31,81%, fizeram referência à violência psicológica.Pela pri-meira vez, as mulheres do campo e da floresta registraram 17% das denúncias. É importante destacar que a ligação é gratuita e funcio-na todos os dias da semafuncio-na, 24 horas. Visando atender denún-cias, principalmente de mulheres que estejam no exterior, estamos expandindo o serviço do Ligue 180 para mais treze países: Fran-ça, Estados Unidos, Inglaterra, Noruega, Guiana Francesa, Ar-gentina, Uruguai, Paraguai, Ho-landa, Suíça, Venezuela, Bélgica e Luxemburgo. O atendimento in-ternacional é bilíngue - em inglês e espanhol. Atualmente, além do Brasil, temos o serviço na Espa-nha, Itália e Portugal: Na Espanha ligue 900990 055- opção 1 e in-forme o número 61 3799 0180 Itália ligue 800172 211- opção 1 e informe o número 61- 37990180 Portugal ligue 0800800 550- op-ção 1 e informe o número 61 3799 0180

Como a mulher deve agir quan-do for agredida pelo compa-nheiro?

Em primeiro lugar, ela deve ligar para o 180 e fazer a denúncia. A Central de Atendimento à Mulher trabalha com o sigilo absoluto das informações e passa as orienta-ções necessárias para cada caso. Além disso, quando necessário, a Central encaminha a mulher para outros serviços como De-legacias Especializadas e Juiza-dos. A transformação do 180 em Disque-denúncia foi um avanço muito grande porque as denún-cias passaram a ser resolvidas imediatamente. As vítimas che-gam aos demais órgãos já com esse primeiro atendimento, o que agiliza o processo.

já está funcionando desde 3 de fevereiro, em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul e a próxima deve ser inaugurada em Brasília, no mês de abril. Em apenas um mês de funcionamento, 582 mu-lheres foram atendidas na Casa de Campo Grande, representan-do 1.928 atendimentos, pois, na maioria dos casos, as mulheres recebem vários atendimentos. Os serviços oferecidos na Casa da Mulher Brasileira são: Recepção, Acolhimento e Triagem; Apoio Psicossocial; Delegacia Especia-lizada; Juizado Especializado em Violência Doméstica e Familiar contra as Mulheres; Promotoria Especializada; Defensoria Pública; Serviço de Promoção de Autono-mia Econômica; Brinquedoteca; Alojamento de Passagem e Cen-tral de Transportes.

Qual a sua avaliação sobre a Lei Maria da Penha?

A Lei 11.340, sancionada pelo presidente Lula, em 2006, é uma grande conquista, pois além de garantir direitos, abriu caminho para a implementação de polí-ticas públicas que respondem à exigências da Lei, como o Pacto Nacional pelo Enfrentamento à Violência contra a Mulher, o Pro-grama “Mulher, Viver sem Vio-lência” e a própria ampliação do Ligue 180.

Antes da existência da Lei Maria da Penha, a penalização para o agressor se limitava à distribui-ção de cestas básicas e trabalho comunitário. Isso incentivava a violência e não estimulava as mulheres a denunciarem. Ao contrário, as mulheres tinham medo e vergonha de denunciar. A Lei Maria da Penha mudou esta realidade.

Também estamos implantando a Casa da Mulher Brasileira em to-das as capitais brasileiras. A Casa é um espaço inovador, porque integra, em um só local, os servi-ços necessários para o enfrenta-mento dos mais diversos tipos de violência contra a mulher. A Casa representa o fim da “ via crucis” da mulher em situação de violên-cia na busca de apoio humaniza-do. Podendo acessar os diversos serviços especializados no mes-mo lugar, a mulher pode sair dali com uma medida protetiva, que impede legalmente o agressor de se aproximar. A primeira Casa

Esta alteração no

Códi-go Penal é de extrema

importância, pois

reafir-ma o compromisso do

Estado brasileiro de

to-lerância zero à violência

contra a mulher

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Negociações Coletivas

De um lado (esquerda), representantes das escolas e, do outro, dos trabalhadores

Seguem negociações entre o sindicato e os patrões

Redução da jornada de trabalho sem redução salarial está entre as reivindicações

A diretoria do SAAEMG, represen-tada pela presidente Rogerlan Au-gusta de Morais, o vice-presidente Amaury Alonso Barborsa, a secre-tária Roberta Mayrink e o diretor de Relações Sociais Aloísio Dias, se reuniu na início de março (10) com os representantes do Sindicato das Escolas Particulares de Minas Ge-rais, na sede do sindicato patronal, para mais uma rodada de negocia-ções salariais. Até o momento, se-guem as negociações entre traba-lhadores e patrões.

De um lado, os donos de escola in-sistem em dizer que não é possível atender todas as reivindicações dos trabalhadores. Entre as justificativas, alegam dificuldades financeiras. Do outro, os Auxiliares de Adminis-tração Escolar que negociam várias pautas. Entre elas, piso por função, redução da jornada de trabalho de 44h para 40h sem redução salarial, ganho real e ticket refeição.

Sobre o reajuste salarial, vale lembrar que ainda falta con-tabilizar o Indice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC)

acumulado referente ao perío-do de abril de 2014 a março de 2015 para o SAAEMG formular uma proposta.

Mais três reuniões estão previs-tas entre o SAAEMG e o sindicato patronal no mês de março. A data -base da categoria é em abril.

Escolas aumentam mensalidades

Os donos de escolas dizem que enfrentam dificuldades financeiras que impedem atender todas as rei-vindicações dos trabalhadores da educação, mas aumentam as suas mensalidades para repor eventuais perdas econômicas.

No ensino superior, por exemplo, conforme noticiado em fevereiro deste ano, o Ministério da Edu-cação (MEC), pressionado pelas instituições de ensino superior, elevou para até 6,4% o reajuste que poderá ser aplicado nas ma-trículas para o Fundo de Finan-ciamento Estudantil (Fies). As escolas de ensino fundamental e médio também aumentaram as suas mensalidades.

Foi essa a constação do site Mercado Mineiro durante pesquisa feita em 44 escolas de Belo Horizonte e divul-gada no final do último ano. A partir de janeiro deste ano, o aumento foi de, aproximadamente, 14%.

Medida Provisória (MP) que di-ficulta acesso ao seguro desem-prego já está em vigor

Pelas novas regras, explicadas no site do Ministério do Trabalho, quem perder o emprego deverá comprovar vínculo de pelo menos 18 meses (entre os 24 anteriores) para ter acesso ao benefício pela primeira vez. Antes, o prazo de to-lerância era de seis meses.

O sistema de pagamento também sofreu alterações, para aliviar o or-çamento do governo federal. A primeira requisição contem-plará repasses de quatro (quem trabalhar entre 18 e 23 meses an-tes da demissão) a cinco parcelas (quem trabalhar 24 meses antes da demissão).

A segunda, de quatro (quem tra-balhar entre 12 e 23 meses antes da demissão) a cinco parcelas (quem trabalhar 24 meses antes da demissão).

A terceira, de três (quem traba-lhar entre seis e 11 meses antes da demissão) a cinco parcelas (quem trabalhar 24 meses antes da demissão).

A previsão é que o Congresso Na-cional vote a Medida Provisória (MP) 665 em abril.

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Fale com o sindicato e saúde bucal

Fale com o sindicato

Saúde bucal - Gengivoestomatite herpética em crianças

O que é? É uma doença infectocon-tagiosa sintomática ou não. É cau-sada pelo vírus do herpes simples tipo I ou pelo vírus coxsackie. Atinge, geralmente, crianças de 6 meses até 5 anos de idade devido ao sistema imunológico em desenvolvimento. Em alguns casos, pode ser observa-da em adutos. O vírus é transmitido pela saliva, via respiratória, contato direto com as lesões e uso de brin-quedo compartilhado.

Sintomas - Na maioria dos casos

(cer-que estes desaparecem esponta-neamente em torno de 7 a 10 dias. A alimentação deve ser preferencial-mente líquida, pastosa e fria para di-minuir o desconforto da criança. Em casos mais graves, podem ocorrer in-fecções secundárias por cândida (sa-pinho) ou bactérias. No geral, deve-se estimular a ingestão de líquidos, analgésicos, antivirais e laserterapia. Dra. Vanessa Flávia Arruda - Odontope-diatria. Dentista que atende no Depar-tamento Odontológico do SAAEMG

Remetente:

PARA USO DOS CORREIOS

MUDOU-SE ENDEREÇO INSUFICIENTE

NÃO EXISTE O Nº INDICADO RECUSADO AUSENTE INFORMAÇÃO DETERCEIRO S Assinatura / Matrícula: REINTEGRADO EM: ______/______/______

ca de 80% deles), a infecção primária é assintomática e o portador do vírus pode ou não ter lesões recorrentes de herpes labial ou nasal ao longo da vida. Extremamente dolorosa em sua fase aguda, pode causar também febre, falta de apetite, desidratação, apatia, gânglios linfáticos palpáveis (as chamadas ínguas), irritabilidade, vômito, hálito fétido, aumento de sa-livação, dentre outros.

Tratamento - É feito através do con-trole das lesões e dos sintomas, visto

Salário

Qual será o mês do nosso aumento de salário? Já está definida a porcen-tagem do aumento? O vale-alimen-tação já foi pedido?

Resposta

A data base da categoria é abril. Já foi encaminhada a pauta de reivin-dicações para o sindicato patronal, conforme notícia em nosso site. Por-tanto, temos que aguardar a assina-tura da convenção.

O pedido de reajuste salarial é o Ín-dice Nacional de Preços ao Consu-midor (INPC) do período, mais 2,5% de ganho real. Entre outras reivindi-cações, consta também o vale- refei-ção. Porém, somente com assinatura da convenção coletiva, após as nego-ciações, haverá um posicionamento. Você também pode se informar pelo site do SAAEMG.

Meu sindicato?

Gostaria de saber se esse é o meu sindicato, pois trabalhava em escola de idiomas. A segunda pergunta é: fiz meu acerto de rescisão e gosta-ria de consultar um advogado para saber se está tudo certo. Segundo a proprietária, como eu estava há 6 meses de carteira assinada, não pre-cisava acertar no sindicato. 

Resposta

Sim, o sindicato é o SAAEMG. Sobre a questão do acerto, de fato a necessida-de necessida-de homologação é apenas no caso de contratos acima de um ano. Mas se tiver dúvida pode trazer sua rescisão e carteira, após agendar por telefone um horário com um advogado.

Casamento

Sou sindicalizada e trabalho em es-cola de idiomas. Vou me casar esse ano e gostaria de saber qual o

núme-ro de dias de licença casamento que eu tenho direito. Desde já agradeço.

Resposta

Conforme disposto na convenção co-letiva da categoria, Cláusula 32, inciso I, você terá direito a 8 dias consecutivos, contando da data do evento civil ou religioso, conforme transcrição abaixo. “CLÁUSULA TRIGÉSIMA SEGUNDA - FALTAS ABONADAS

O Auxiliar de Administração tem di-reito, além dos casos previstos em lei, vedada a cumulatividade, ao abono das seguintes faltas:

I - 8 (oito) dias consecutivos, incluída a data do evento, em razão de casa-mento civil ou religioso devidamen-te comprovado”. Em nosso sidevidamen-te você tem acesso a convenção coletiva de idiomas na íntegra. Qualquer dúvi-da, basta fazer novo contato.

Para participar, envie um e-mail no endereço [email protected]

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