Relatório de Gestão HG FIF DI. HG Verde HG FCL II. Setembro de São Paulo, 14 de outubro de Rentabilidade no mês:...

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Texto

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R e l a t ó r i o d e G e s t ã o

Setembro de 2002

HG FIF DI

HG Verde

Mais um mês complicado para os fundos DI, com o deságio dos títulos para 2003 ainda grande. O HG FIF DI passou ileso com uma rentabilidade de 96% do CDI. Continuamos mantendo uma posição bastante conservadora, com boa parte do caixa investido em curtíssimo prazo, esperando por um momento mais apropriado para alongar a posição para depois das eleições.

Rentabilidade no mês: Acumulado no ano:

...1,34% ...12,91%

Num mês marcado pela espera das eleições e obviamente, mercados muito voláteis, o HG Verde obteve uma rentabilidade muito boa, 4,23% acumulando no ano 26,84%. Apesar da bolsa ter tido uma performance fraca, nossas ações, com boa ênfase em setores exportadores, não sofreram muito. Continuamos mantendo nossas posições, acreditando numa eventual volta da procura por ativos depreciados. O mesmo podemos dizer dos bradies, apesar de que, estes podem vir a sofrer um pouco mais do que a bolsa até a posse do novo presidente.

Portanto em setembro, o ganho veio realmente do câmbio. Basicamente mantivemos boa parte do tempo a posição hedgeada no câmbio, que teve uma ótima subida, de R$ 3,05 para R$ 3,60 num único mês. Infelizmente, parte dessa operação não foi feita no câmbio futuro curto, e sim no longo, que não acompanhou tão de perto a variação da moeda à vista. Ainda acreditamos que o restante do movimento deve agregar à rentabilidade do fundo com o passar do tempo.

Rentabilidade no mês: Acumulado no ano: ...4,23% ... 26,84%

HG FCL II

Rentabilidade no mês: Acumulado no ano: ...-16,10% ...-33,94%

A má performance do índice Bovespa Médio no mês de setembro (-18,59%) deve ser creditada ao cenário externo turbulento, com uma queda expressiva das principais bolsas mundiais, e, novamente, ao cenário eleitoral cada vez mais desfavorável ao candidato do Governo. O temor maior era que Lula ganhasse as eleições já no primeiro turno.

(2)

HG Hedge FAC

Em um mês no qual o mercado foi altamente volátil, influenciado principalmente pelo risco político, o fundo HG Hedge FAC performou acima do CDI.

Observamos que, nesse período, apresentaram maiores ganhos aqueles fundos que apostaram em um cenário pessimista. Com isso, os “players” que montaram suas posições acreditando em uma grande tensão nos mercados, proveniente da possibilidade de vitória da oposição ainda no primeiro turno, foram os que mais se destacaram. Exposições compradas em dólares e vendidas em bolsa foram altamente lucrativas.

Como destaque, podemos citar o fundo Direcional FIF, que durante todo o mês realizou apostas sempre pessimistas de curtíssimo prazo, buscando não se expor ao elevado risco do mercado. Dentre essas apostas vencedoras, manteve posições compradas em câmbio e posições vendidas em bolsa. Na bolsa, o fundo concentrou-se principalmente em posições direcionais em determinados papéis e opções.

Rentabilidade no mês: Acumulado no ano:

...1,57% ...18,12%

entre os EUA e o Iraque e a materialização de uma queda nos resultados das empresas, as bolsas mundiais reagiram rapidamente com o índice Dow Jones caindo 12,4% no mês, o DAX (Alemanha) -25,4%, e o FTSE (Inglaterra) -12%.

As pesquisas eleitorais no início do mês trouxeram boas notícias ao mercado, ao consolidar a posição de Serra no segundo lugar nas intenções de voto, concomitante ao declínio de Ciro. O ataque ao candidato da Frente Trabalhista parecia ter surtido efeito e a maior exposição na mídia de Serra parecia finalmente alavancar sua candidatura. Contudo, o que nem os marketeiros de Serra (e nem o mercado) esperavam era que a ascensão de Serra pararia por ali. E, para azedar os ânimos dos investidores, Lula continuou subindo nas pesquisas, atingindo o patamar de 48-49% dos votos válidos e Garotinho passou a ameaçá-lo.

Na composição do índice, os destaques negativos ficaram por conta dos papéis do setor elétrico e de telecom, que possuem elevado risco regulatório e alta liquidez, sendo que os papéis da Eletropaulo PN caíram 40%, Copel PNB -34%, Eletrobrás ON -33% e Telemar PN -19%. Além disso, sofreram também aqueles papéis com situação financeira desfavorável, como a Usiminas PNA (-22%). Novamente, os papéis mais defensivos tiveram uma excelente performance com a Vale PNA subindo 20%, a CST PN 12%, e a VC P PN 9%.

O FCL II, por ser um fundo passivo em índice, teve uma queda de 16,10% no mês. A diferença entre a oscilação do fundo e a do Ibovespa Médio (-18,59%), decorre do fato de que estão alocados no portfólio do fundo ações de 2ª linha e posições de índice futuro.

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HG TOP Ações

Novamente, um mês no qual o risco político se sobrepôs aos fundamentos econômicos do país. Dessa maneira, tivemos uma forte queda do índice Ibovespa acompanhada de uma grande alta do dólar.

Mesmo assim, o HG Top Ações conseguiu performar bem acima do índice Ibovespa (seu benchmark). Isso ocorreu devido à concentração de sua carteira em fundos que privilegiam um “stock picking” fundamentalista de ações, isto é, fundos de ações que selecionam papéis (que às vezes nem fazem parte do Ibovespa) com um grande potencial de “upside”, principalmente no longo prazo.

Dentre esses fundos, podemos destacar o Fama Futurewatch FIA, que possui uma carteira concentrada em “small caps”: papéis selecionados rigorosamente, geralmente pouco líquidos e que possuem um enorme potencial de crescimento no longo prazo.

No mês, o HG Top Ações rendeu -9,59%, bem acima do Ibovespa que caiu 16,95%. No ano, o fundo acumula queda de 19,26%, enquanto o índice caiu 36,50%. Rentabilidade no mês: Acumulado no ano: ...-9,59% ...-19,26%

HG TOP FIF

E m u m p e r í o d o d e a l t a v o l a t i l i d a d e d o m e r c a d o , p r o v e n i e n t e principalmente do risco político das eleições, o fundo obteve uma excelente performance.

Quanto à gestão da casa (que correspondem a cerca de 40% do fundo), grandes posições compradas em câmbio que vinham sendo carregadas há bastante tempo foram vitoriosas, visto que o dólar passou de um patamar de 3,02 para 3,89.

Já em relação aos fundos de terceiros (que corresponde à cerca de 40% do fundo), obtiveram ganhos aqueles fundos que apostaram no pessimismo do mercado. Esses fundos ganharam principalmente com posições compradas em dólar e vendidas em bolsa .

O fundo HG Top FIF rendeu no mês 2,72% (ou seja, 197,10% do CDI). No ano, já acumula rendimento de 20,32% (151,08% do CDI).

Rentabilidade no mês:

Acumulado no ano:

...2,72

%

...20,32

%

Outros fundos que também tiveram boa performance, como o FIF Nobel Advanced Agressive, preferiram operar principalmente no “daytrade”. Operações desse tipo são abertas e zeradas num curto período de tempo, buscando ganhar em alguma distorção de preços momentânea.

No mês, o HG Hedge FAC rendeu 1,57% (113,77% do CDI) e já acumula no ano rentabilidade de 18,12% (ou 134,72% do CDI).

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HG Cambial

Com uma rentabilidade de 15,59% no mês o fundo teve um rendimento bem aquém da variação cambial (28,87%). Mais uma vez seu resultado foi influenciado pelo hedge que temos nos futuros de dólar. Estes continuam a não acompanhar de perto a variação cambial, principalmente pelo medo de uma centralização cambial ou de um default interno, que causaria o não pagamento destes contratos. Continuamos não acreditando nesta hipótese, e manteremos estas posições até a recuperação desta variação que o fundo poderá ter.

Rentabilidade no mês: Acumulado no ano:

...15,59% ...38,93%

HG Global

O risco Brasil (EMBI JP Morgan) foi de 1600 pts para 2200 pts, o C-Bond foi de 62,5 para 50 e todos outros títulos da dívida praticamente derreteram neste mês, com a precificação do candidato petista ganhando a eleição presidencial. Apesar da queda dos bradies, a subida do dólar de mais de 28% segurou a rentabilidade do HG Global em 2,74%. Continuamos mantendo a posição entre C-Bonds e Brazil 40.

Rentabilidade no mês: Acumulado no ano:

...2,74% ...19,53%

Clube de Investimento Strategy e HG Strategy II

As performances do Clube de Investimento Strategy (-8,01%) e do Fundo HG Strategy II (-7,81%) foram bem superiores à do Ibovespa médio, seu benchmark, que, após sucessivos pregões de baixa, caiu 18,59% no mês de setembro.

Esse desempenho bastante superior ao índice ocorreu devido à parcela do fundo alocada em ações mais defensivas. Entre elas, podemos citar como destaque as ações da Vale PNA (que subiram 20% no mês), Coteminas (+25%), Caemi (17%) e CST (+12%). Voltamos a ressaltar que tais empresas são exportadoras, estão em mercados cujos preços são livres (fora de qualquer risco regulatório) e possuem situação financeira confortável.

Por outro lado, cerca de 40% do portfólio do fundo estava alocado em ações de 1ª linha, principalmente em telecomunicações. Esses papéis têm uma correlação muito maior com o índice e são a porta de saída para que os investidores fujam da bolsa, sofrendo diretamente os impactos de uma maior aversão ao risco Brasil. Além disso, sofreram também os papéis do setor elétrico, com o temor de que um eventual governo Lula poderia alterar a ainda frágil regulamentação do setor, prejudicando os resultados das empresas.

Rentabilidade no mês: Acumulado no ano:

...-8,01% (Strategy) -7,81% (Strategy II) ...-14,89% (Strategy) -14,85% (Strategy II)

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Hedging-Griffo Asset Management

Este boletim tem caráter meramente informativo, não podendo ser distribuído, reproduzido ou copiado sem a expressa concordância da Hedging-Griffo Asset Management. A Hedging-Griffo Asset Management não se responsabiliza por erros de avaliação ou omissões. Os investidores têm que tomar suas próprias decisões de investimento.

Performance (23-out-2001 a 30-set-2002)

HG Café FIF: Índice Esalq: Dólar Comercial: CDI: Ibovespa Médio: ...39,89% ... ...34,82% ...43,36% ...17,11% ...-26,80% 23/10/01 30/09/02 Índice BMF/ESALQ R$ 104,81 Dólar Comercial R$ 2,731 Indicadores 141,31 R$ 3,894 R$

HG Café FIF

Rentabilidade no mês: Acumulado no ano: ...14,87% ...35,51%

O mercado de café teve expressiva alta durante o mês de setembro. Conforme antecipamos no relatório anterior, começa a crescer a percepção de que a próxima safra pode ser substancialmente menor nas regiões produtoras de cafés finos como o Sul de Minas, a Mogiana e o Cerrado Mineiro. Além dos problemas relativos ao stress causado pela grande safra desse ano, que prejudicarão a produtividade para o próximo ano, temos uma crescente preocupação com a falta de chuvas nas principais regiões produtoras, que tendem a se intensificar se as precipitações não aumentarem até meados ou final de Outubro.

Com relação à rentabilidade do fundo, não acompanhamos totalmente a valorização do indicador Esalq no mês porque o fundo está posicionado no dólar para o vencimento de abril de 2003, que não teve o mesmo desempenho do spot ou mesmo do primeiro vencimento. Lembramos que o fundo está sempre comprado 100% em café, ou em CPR ou nos futuros na BM&F. A posição comprada em CPR tem uma correlação maior com o dólar spot, enquanto a posição que fica nos futuros ou normalmente não está coberta ou fica com a cobertura nos futuros de dólar - ou seja, o fundo pode estar de 30 a 80 % correlacionado com a variação cambial. Indicadores em 30/09: 31/08/02 113,53 R$ 3,022 R$

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Referências

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