CURSO MODERNO
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C* RL ORL O HfcMPELHfcMPEL Vãiitrrmtode
Vãiitrrmtode dr dr PrincrtoHPrincrtoH
FILOSOFIA
FILOSOFIA
CIÊNCIA NATURAL
CIÊNCIA NATURAL
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Titulo Oii(iiul: Titulo Oii(iiul: Phitosophy d
Phitosophy d NaturalNatural SãeHctSãeHct Tr"iluiido dl (vimtíri
Tr"iluiido dl (vimtíri cdi^io. publicada cmcdi^io. publicada cm 196$196$ pelapela PwncfcHaiJ..PwncfcHaiJ..
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INC.. dede EnglewoodEnglewood Çlifft,Çlifft, Jervey.Jervey. EsUdot UnidinEsUdot Unidin da Amínc». nada Amínc». na
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Copfrighl © /°*o© /°*o byby FrtMkfHaB.FrtMkfHaB. Int.Int.
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I S T * I S T * DireitM
DireitM para a língua portuguesa adquiridos porpara a língua portuguesa adquiridos por Z A H A R
Z A H A R E DE D I T OI T O R ER E Riu
Riu Méxko,Méxko, i\i\ Rio deRio de JaneiroJaneiro reservam a propriedade
reservam a propriedade d«ia tradu;aod«ia tradu;ao Imf/ruo
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Prefácio Prefácio
Alcance e
Alcance e ObfttivoObfttivo deste Livrodeste Livro Investigação
Investigação Científica:Científica: InvençãoInvenção VerificaçãoVerificação
m Cai
m Cai HistóricoHistórico comocomo Exemplo,Exemplo, 1313 As EtapasAs Etapas Fundamentais
Fundamentais para Verificarpara Verificar uniaunia Hipótese,Hipótese, 1616
Papel da Indução na
Papel da Indução na InvestigaçãoInvestigação Cientifica,Cientifica,
A
A VerifiVerificação cação de de uma Huma Hipótesipótese:e: SaaSaa Lógica eLógica e Sua Força
Sua Força 3232
Verificações Experimentai»
Verificações Experimentai» Não-ExperiNão-Experimenmen tais.
tais. PapelPapel Hipóteses Auxiliarei. 36.Hipóteses Auxiliarei. 36. Verificações
Verificações ruciairuciais, s, 4040. . HipóHipótetesese hoc,hoc,
Vcrificabilidade
Vcrificabilidade cm Principio ecm Principio e SignificaçãoSignificação EmEm pírica. 45.
pírica. 45.
Critérios
Critérios ConfirmaçãoConfirmação AceitabilidadeAceitabilidade 4848 Ouantidadc. Variedade c
Ouantidadc. Variedade c PrccisioPrccisio da Evidênciada Evidência Sustentados,
Sustentados, ConfirmaçãoConfirmação popo "Novas""Novas" ImIm plicações. 52.
plicações. 52. Apoio Teórico, 54. SimpliciApoio Teórico, 54. Simplici dade,
dade, 57. A Probabilidade das Hipóteses.57. A Probabilidade das Hipóteses.
As
As Leis e Leis e seu Papel seu Papel nana Explicação CientificaExplicação Cientifica
Dua* Exigências Básicas para as Explicações Dua* Exigências Básicas para as Explicações Cientificai.
Cientificai. 6565 ExplicaçãoExplicação DcduliDcdulivo-vo- omoló- omoló-gica.
gica. . . LeiLeis Univers Universaisais c Gs c Generaeneralilizações Acidenzações Aciden tais,
tais, 73. As73. As ExplicaçõesExplicações ProbabProbabillillsticas: sticas: Seus Seus FunFun damentos, 78. Probabilidades Estatísticas c Leis damentos, 78. Probabilidades Estatísticas c Leis
probabilisticas.
probabilisticas. Caráter Indutivo da ExpliCaráter Indutivo da Expli cação Probabilística. 89.
cação Probabilística. 89.
A*
A* Teorias e e HxplicaçãoTeorias Hxplicação TeóricaTeórica
aract
aracteríerístisticas cas Gerais dasGerais das Tconas,Tconas, . . O* O* PrPr nn cípios Internos c os Princípios
cípios Internos c os Princípios dede Transposição.Transposição. 95 Compreensão
95 Compreensão Tcóric», 98.Tcóric», 98. "Status""Status" dada Enti
Entidade* dade* TeóTeóricas. 100. ricas. 100. ExpliExplicação cação e "Re "Redueduçãoção ,i(i
FltOSOFIA
FltOSOFIA D*D* CrffCMCrffCM NATURALNATURAL
Formação d< Concciioi
Formação d< Concciioi - - 109109
Dcfmtcio, 109.
Dcfmtcio, 109. DcfíoKôesDcfíoKôes Oprracioniii,Oprracioniii, 113.113.
Importância Siitcmática
Importância Siitcmática e Empíricae Empírica ConceiConcei
toto Científicos.Científicos. 117.117. SobreSobre QuesiôçiQuesiôçi "Opera"Opera cionalmente
cionalmente KmKm Sentido".Sentido". 123.123. O Caráter daiO Caráter dai Sente
Sente rifai rifai I I n n te te rprçrprç ativas.ativas. 124.124. Reduçòo Ttérka
Reduçòo Ttérka 1212
Controvínia MceanieiwiQ
Controvínia MceanieiwiQ VítaKim», 129.VítaKim», 129. RcilusJo
RcilusJo do» Teimo».do» Teimo». 131.131. Redução dasRedução das Leis.Leis.
133.
133. Rcfocmuluifio doRcfocmuluifio do Mictmicitmo. 134.Mictmicitmo. 134. Rcdii- Rcdii-çllo
çllo da Psicologia; o Beliaviotiímo,da Psicologia; o Beliaviotiímo, 135.135.
Ieiluras Aduiotutíl
F U N
F U N D A MD A M E NE N T O S T O S D A FD A F L O SL O SO F IO F I Muito*
Muito* dos problemasdos problemas da Filosofia sioda Filosofia sio í í o ampla rck-o ampla rck-vAocia
vAocia parapara ai preocupaçõesai preocupações humanas, c tüohumanas, c tüo complexos emcomplexos em suassuas ramifii-iiivri, que
ramifii-iiivri, que encontram,encontram, umauma formjiformji ou outra, consou outra, cons ta
ta ntrmrnntrmrnieie prrtfntr*.prrtfntr*. Embora, no decorrer do tempo,Embora, no decorrer do tempo, cies secies se
luhmctam
luhmctam invcsii#içfloinvcsii#içflo filosófica.filosófica. lalvci necc*iilcm serlalvci necc*iilcm ser recoo- recoo-«ulrriilirt
«ulrriilirt emem tadltadl ípnen.ípnen. A luiA lui cmiliccínicntos cientificoicmiliccínicntos cientificoi mais vastos c
mais vastos c maismais profundaprofunda experiênciaexperiência ética c religiosa. Meética c religiosa. Me lhore*
lhore* soluções slo dctcobcrtaisoluções slo dctcobcrtai por métodospor métodos maismais refinado* crefinado* c rigorosos. Assim, quem abordar o estudo da
rigorosos. Assim, quem abordar o estudo da fitotofia nifitotofia ni espeespe rança
rança de compreender o melhor do quede compreender o melhor do que elel proporciona,proporciona, procurara tanto
procurara tanto atat questõesquestões fundamentais cornofundamentais corno reallaaçõesreallaações con(cmpor/liKM.
con(cmpor/liKM. •'.Krlio
•'.Krlio por umpor um jiiupojiiupo de eminentes de eminentes MofMofo*o*. o . o "C"C ursurs Moderno
Moderno dodo Mlosoíia" tem por finalidade expor alguns dosMlosoíia" tem por finalidade expor alguns dos piliiiipnii |»ruliliiiiji mu divmoi ciinpnh
piliiiipnii |»ruliliiiiji mu divmoi ciinpnh hlirtolia, talhlirtolia, tal CMCM IO
IO apreieiitam na aluai fase da históriaapreieiitam na aluai fase da história filosófica.filosófica.
Conquanto seja prnvívcl
Conquanto seja prnvívcl ququ ceitos setoríi citcjam rcpicceitos setoríi citcjam rcpic sentados na
sentados na maloiiamaloiia doadoa catotcatot dodo introdução aintrodução a Filosofia,Filosofia, asas classes
classes universitáriasuniversitárias didifefererem m muito em finfa»muito em finfa»e. e. nosnos mildosmildos de
de instruçãoinstrução e e nono ritmoritmo de progresso. Todo*de progresso. Todo* osos professoresprofessores necessitam de
necessitam de liberdade para alterar seusliberdade para alterar seus curto*curto* medida quemedida que o*
o* leusleus próprio* Interesses filosóficos, o tamanho e caracterii-próprio* Interesses filosóficos, o tamanho e caracterii-llcas
llcas dada composiçãocomposição de suas classes ede suas classes e aiai necessidades denecessidades de seuiseui nlunoi
nlunoi variemvariem dede ano pura ano.ano pura ano. Ui dlvetiót volumeiUi dlvetiót volumei "Curió"Curió Moderno de
Moderno de Fitotofla"Fitotofla" (cada um completo cm(cada um completo cm meimo,meimo, a*a* •crvlndo
•crvlndo lambem de complemento paralambem de complemento para o»o» outros) oferecemoutros) oferecem nova flexibilidade ao
nova flexibilidade ao professor,professor, que pode criar seu próprioque pode criar seu próprio
curso mediante a combinação de vários volume*, conforme curso mediante a combinação de vários volume*, conforme dcdc
ncjar,
ncjar, e pode escolher diversas combinações em diferentes ocae pode escolher diversas combinações em diferentes oca
siões.
siões. Aqueles volumes queAqueles volumes que oioi tão usados num cursotão usados num curso iniciação
iniciação podempodem ser comprovadamenteser comprovadamente valiosos, a par de outrosvaliosos, a par de outros (extot
(extot ou compilações deou compilações de lições,lições, para os curto*para os curto* maiimaii cspceiali- cspceiali-/.iidoi de nfvcl
/.iidoi de nfvcl superior.superior.
EUZABETH BEARD4LBY
e TOBY ANNE e TOBY ANNE
PREFACIO
PREFACIO
lUIc
lUIc livrolivro ofereceoferece umum introduçãointrodução a alguns dosa alguns dos teVptco»teVptco» centrai*
centrai* dada MetodologiaMetodologia 1-ilutofia1-ilutofia dada CiínciaCiíncia NaturalNatural concon temporâneas.
temporâneas. CataCata atender àsatender às exigênciasexigências dodo espaç»espaç» disponível,disponível, preferi tratar com
preferi tratar com cenacena minúcia um número limitadominúcia um número limitado quesques itos
itos ímpotlonlCf »ímpotlonlCf » tentartentar um esboçoum esboço rudimentarrudimentar <k<k um panoum pano rama mais
rama mais V í I M I TV í I M I T EmboraEmbora sejaseja livrolivro dede carátercaráter elementar,elementar, propro
curei evitar
curei evitar uma simplificação enganouuma simplificação enganou aptmlciaptmlci vária»vária» questões
questões que aindaque ainda cstào icndo pesquisadas c discutidas.cstào icndo pesquisadas c discutidas. leitores
leitores que quiseremque quiserem conhecei melhor asconhecei melhor as questões aquiquestões aqui examinadas ou se informai
examinadas ou se informai moremore outros problemas da Filosofiaoutros problemas da Filosofia Ciíncia encontrarão sugestões
Ciíncia encontrarão sugestões para leituras adicionais napara leituras adicionais na curta
curta bibliografia que *cbibliografia que *c acha no fim do volume.acha no fim do volume. parte
parte substancialsubstancial destedeste livro foilivro foi cicrila emcicrila em 1964. du1964. du rante
rante últimos meses de um ano cm queúltimos meses de um ano cm que fir parle do Centrofir parle do Centro d«
d« EstudosEstudos AvançadosAvançados emem CiênciasCiências do do ComportamentComportamento.o. OueroOuero deixar aqui
deixar aqui expresso oexpresso o quimtoquimto aprecieiapreciei estaesta oporturtidade.oporturtidade. E quero, por fim, agradecer calorosamente
E quero, por fim, agradecer calorosamente diretoresdiretores dtma
dtma eoleclo,eoleclo, ElirahclhElirahclh MonroeMonroe Beardsky,Beardsky, pelos conselhospelos conselhos valiosos e a Jcromc II.
valiosos e a Jcromc II. Neu pelo auxilio eficienteNeu pelo auxilio eficiente m Icilui» daim Icilui» dai Pfovai.
Pfovai.
CARL
A L C A N C E
A L C A N C E h OHJETIVO DI-STEh OHJETIVO DI-STE LIVROLIVRO Oi iHcttalrt
Oi iHcttalrt a investigação científica investigação científica a popodem dem setset em
em (rapo* nuiom:(rapo* nuiom: Ciências empíricas cCiências empíricas c primeira*
primeira* procuramprocuram descobrir,descobrir, descrever.descrever. prcifcrer
prcifcrer asas ocorrênciasocorrências no mundono mundo cm quecm que vivemos.vivemos. Saas
Saas avscrtòe*avscrtòe* devemdevem ter. portanto,ter. portanto, confrontada»confrontada» com oscom os fato*fato*
de
de nossanossa experiênciaexperiência e to sãoe to são accitiveis se amparadasaccitiveis se amparadas porpor rviatacãa
rviatacãa csnpínca.csnpínca. evidencia
evidencia tete obtémobtém de muitasde muitas maneirasmaneiras por espertas»,por espertas»,
taçao.
taçao. porpor obaervacioobaervacio ustcmãlica.ustcmãlica. porpor entrevista*entrevista* ou levanta,ou levanta,
neatos.
neatos. popo ouou cUaicos,cUaicos, porpor de
de rciiqina* arqueológicas, documcMos. inscrições,rciiqina* arqueológicas, documcMos. inscrições, moedas.moedas.
et
et £ dessa£ dessa referenciareferencia essencial aessencial a cípeneacra quecípeneacra que prescinde*prescinde*
aa*-nffcl nffcl ve ve Sacaram
Sacaram e Ciências Sociais.e Ciências Sociais. O critério paraO critério para essaessa dWisãodWisão raur*>raur*> menos
menos claro do que oclaro do que o queque distinguedistingue a investigação erapÚKaa investigação erapÚKa dada
itio-cnararica
itio-cnararica e não existe acordo geral sobree não existe acordo geral sobre onde se caçoam «onde se caçoam « linha de separação.
linha de separação. costume incluircostume incluir nas Ciências Satanss anas Ciências Satanss a Física, a Química,
Física, a Química, Biologia e as suas umas fronteiriças.Biologia e as suas umas fronteiriças. Gèecias
Gèecias SociaisSociais compreendem eniiocompreendem eniio Sociologia,Sociologia, CiênciaCiência laca, a
laca, a Aatropotogu,Aatropotogu, Economia,Economia, HistoriograTiaHistoriograTia c c drserpa-
drserpa-campo, campo,
vezes noutro e não raro
vezes noutro e não raro ditadita pertencer *pertencer * ambos.ambos.
coleção, coleção,
niotofu
niotofu das Ciênciasdas Ciências Sócias» saoSócias» sao tratada* em volumes drierest-tratada* em volumes
drierest-•rs.
•rs. Es«a separação usaEs«a separação usa apenas aoapenas ao ptopóiisoptopóiiso pratico de perna**pratico de perna** dmcaa
dmcaatão mtão maãaã o o largo clargo campamp Cácaçã;Cácaçã;
são pretende
são pretende prcjnlgarprcjnlgar a questão de ter ou não essaa questão de ter ou não essa divisãodivisão sãtasfieacao
sãtasfieacao sistemática,sistemática, i.i. e.e. de serem as Ciências Naturaisde serem as Ciências Naturais diferentes
diferentes CiênciasCiências SociaisSociais caicai astuto*,astuto*,
preisipouos. Que
12
12 FILOSOFIA DAFILOSOFIA DA C I í N C I A N A T U R A I ,C I í N C I A N A T U R A I ,
sicas
sicas cnttc esses vastos domínioscnttc esses vastos domínios o (oio (oi amplamenteamplamente afirmadoafirmado diversas
diversas uniuni
co
co plepleto to eses es es argumeargumentosntos requerrequer uma análise cerrada tanto dasuma análise cerrada tanto das Ciências Sociais como das Naturais, o que ultrapassa o
Ciências Sociais como das Naturais, o que ultrapassa o domíniodomínio de
destste pequene pequeno volumo volume. e. EnEntretantretanto, to, nono a a didiscusscussão derramsão derramaráará exploração
exploração das
das Ciências Naturais teremos,Ciências Naturais teremos, dede quando cm vez, ocasião dequando cm vez, ocasião de lançar
lançar um olhar comparativo cmum olhar comparativo cm relaçãorelação àsàs CiênciasCiências Sociais cSociais c veremos
veremos ququ muito do que vamos descobrir quanto aos métodosmuito do que vamos descobrir quanto aos métodos railonalc
railonalc dada investigaçãoinvestigação cientificacientifica aplica-se tanloaplica-se tanlo às Ciênàs Ciên cias Naturais como às
cias Naturais como às CiênciasCiências SociaiSociais. s. As palaAs palavrvras as "c"ciêiê cici " " "científico"
"científico" serâu,serâu, portanto,portanto, frcqücntcmcnicfrcqücntcmcnic usadas cm referênusadas cm referên iaia toto domínio inteiro da Ciência empírica; mas quando a cladomínio inteiro da Ciência empírica; mas quando a cla reia o exigir, restrições convenientes serão acrescentadas.
reia o exigir, restrições convenientes serão acrescentadas. enorme
enorme prestígio desfrutadoprestígio desfrutado pelapela Ciência hojeCiência hoje cmcm diadia certamente devido
certamente devido cmcm grande parte aos sucessos espetaculares cgrande parte aos sucessos espetaculares c á rápida expansã
á rápida expansão do alo do alcanccance e e se suauas s apliaplicações. cações. uitos uitos ramosramos da Ciência empírica vieram constituir
da Ciência empírica vieram constituir base para tecnologias asbase para tecnologias as sociadas,
sociadas, ququ colocam os resultados da investigação cientificacolocam os resultados da investigação cientifica cmcm ma
ma freqüentemente *freqüentemente *
quisa pura ou básica novos dudos, novos problemas c novos ins quisa pura ou básica novos dudos, novos problemas c novos ins trumentos para a Investigação.
trumentos para a Investigação. Mas,
Mas, alem dealem de
le sobre seu ambiente, a Ciência responde a uma
le sobre seu ambiente, a Ciência responde a uma outraoutra necessinecessi dade, desinteressada, mas não menos profunda c pcrsis<cntc: dade, desinteressada, mas não menos profunda c pcrsis<cntc: de ganhar um
de ganhar um conhecimento cada vez mais vasto econhecimento cada vez mais vasto e unia comunia com cuda
cuda eleele
e
e encencontra. ontra. Nos capNos capítulos ítulos seguiseguintes, ntes, vamosvamos estudarestudar mo são atingidos esses objetivos principais da investigação
mo são atingidos esses objetivos principais da investigação ciencien tifica. Examinaremos
tifica. Examinaremos como secomo se alcança, comoalcança, como estabelece eestabelece e como muda o conhecimento cientifico; veremos como a Ciência como muda o conhecimento cientifico; veremos como a Ciência explica os fatos empíricos c que
explica os fatos empíricos c que espécie deespécie de compreensão noacompreensão noa dada
dada por por susuas as explicaçõeexplicações; no s; no decodecorrer rrer dedessssas as didiscuscussssões, aboões, aborda- rda-daremos
daremos alguns problemas mais gerais referentes aos limites ealguns problemas mais gerais referentes aos limites e aos pressupostos da investigação, do conhecimento e
aos pressupostos da investigação, do conhecimento e dada comcom preen
INVESTIGAÇÃO
INVESTIGAÇÃO
CIENTIFICA:
CIENTIFICA:
INVENÇÃO
INVENÇÃO VERIFICAÇÃO
VERIFICAÇÃO
M C
M CA SA S HISTÓHHOHISTÓHHO C O M OC O M O f X t M P l Of X t M P l O
Como simples ilustração
Como simples ilustração dede algunsalguns aspeciosaspecios importantes daimportantes da investigação
investigação científicacientífica vamos considerar ovamos considerar o ItabalhoItabalho sobre a febresobre a febre puerpera), realizado pelo médico húngaro
puerpera), realizado pelo médico húngaro IguazIguaz Scmmelwcis, noScmmelwcis, no Hospital
Hospital CoralCoral dede Viena,Viena, dede 18441844 1848.1848. Grande númeroGrande número dede mulheres internadas no Primeiro
mulheres internadas no Primeiro Serviço duServiço du Maternidade do HosMaternidade do Hos pital
pital contratacontrata apósapós parlo uma doençaparlo uma doença séria,séria, c muitas vezesc muitas vezes fatal,
fatal, conhecida como febreconhecida como febre pucrpcrul.pucrpcrul. 1844,1844, dasdas 5.1575.157
mães
mães hospitalizadas nesse Serviço, 260 (ouhospitalizadas nesse Serviço, 260 (ou seja,seja, 8,2 por8,2 por cenlo)cenlo) morreram da doença;
morreram da doença; cm 1845cm 1845 pcrccntagcm era depcrccntagcm era de 6,86,8
cenlo c em
cenlo c em IK46IK46 dede 11,411,4 por cento.por cento. iUsasiUsas cifrascifras tornavamtornavam ainda mais alarmantes quando
ainda mais alarmantes quando confronUdasconfronUdas com as dos casoscom as dos casos de morte pela
de morte pela doença no Segundo Serviçodoença no Segundo Serviço dede Maternidade doMaternidade do mesmo hospital, que abrigava quase tantas mulheres como o mesmo hospital, que abrigava quase tantas mulheres como o prime
primeiro: 2,3, 2.iro: 2,3, 2. 2.7 por cento para os mesmos anos.2.7 por cento para os mesmos anos. Atormentado
Atormentado pelopelo terrível problema,terrível problema, SemmelweisSemmelweis esforçou- esforçou-se por
se por resolveresolve IoIo seguindo um caminho que ele mesmo veioseguindo um caminho que ele mesmo veio a descrever mais tarde cm livro que escreveu sobre a causa c a a descrever mais tarde cm livro que escreveu sobre a causa c a prevenção
prevenção febrefebre puerperal.puerperal.
Começou considerando várias explicações
Começou considerando várias explicações entàoentào em voga,em voga, algumas rejeitou logo por serem incompatíveis com fatos bem algumas rejeitou logo por serem incompatíveis com fatos bem
I I naiialM*naiialM* a»a» tuluUHn iktuluUHn ik V — I —V — I — diflfuldaMi noi i»diflfuldaMi noi i» t n r o *t n r o *
"•dai lowilul uma fdfini fmiunic
"•dai lowilul uma fdfini fmiunic «a fcaidaia«a fcaidaia dada M í d m u .M í d m u . Uma aiponiaaUma aiponiaa püimaniiiliaOi
püimaniiiliaOi i|ini|in incluiinclui iiaiiad<i(d<i(A« A« a a niraTniraTrawi rawi « « Ui«m IUi«m Inono oa doi oa doi axax iuiu oioi dt
dt Samavlard.Samavlard. ( « . • a i n *( « . • a i n * <m <m Sa.la>i SmavlMirSa.la>i SmavlMir Mu l/VMu l/V o-Jo-J HaHa l>n(-Mr
l>n(-Mr (Maarhtue. Inalwma:(Maarhtue. Inalwma: MaMhdirrMaMhdirr U*»t<MI>U*»t<MI> P m i .P m i . 1»WP.1»WP. I * « aI * « a
adia
adia • sua• sua foiam líiadaifoiam líiadai a>a> itpitpldai cldai cilatfWi ilatfWi d»d»ir ir ia|>lia|>llaaalaaa eunlot oilmleunlot oilml naniri
naniri cainiia *cainiia * V * ~ l . n ,V * ~ l . n , o («aluadot no («aluadot no o primlra primlra capim» capim» * * Ot
14 FllOSOFlA
14 FllOSOFlA ClÍNClAClÍNClA NATVKALNATVKAL
estabelecidos,
estabelecidos, outras, passou a submeter a verificaçõesoutras, passou a submeter a verificações especí- especí-fkas.
fkas.
idéia amplamente aceita na época
idéia amplamente aceita na época atribuíaatribuía asas devasdevas tações
tações da febreda febre pucrprralpucrprral "influências"influências epidêmicasepidêmicas >ipamr>ipamr
descritas como mudanças "cosmico-lclúiico-atmosfcricas" descritas como mudanças "cosmico-lclúiico-atmosfcricas" espa-Ihando-sc
Ihando-sc sobre bairros inteirose causando a febresobre bairros inteirose causando a febre «as«as res inicrnaiiiv
res inicrnaiiiv Mas,Mas, raciocina Scntmelweis. como pnderiwraciocina Scntmelweis. como pnderiw UmUm influências afetar o
influências afetar o Primeiio ServiçoPrimeiio Serviço durante anos c poupar odurante anos c poupar o Segundo? E
Segundo? E comocomo poderia reconciliar-se essa idéia com o falopoderia reconciliar-se essa idéia com o falo de estar a
de estar a fcbicfcbic grassando no hospitalgrassando no hospital que praticamenteque praticamente ocorresse outro caso na cidade
ocorresse outro caso na cidade Viena ou em seus arredores'Viena ou em seus arredores' Uma epidemia genuína, como
Uma epidemia genuína, como cólera nio podena sercólera nio podena ser ioio
seletiva, finalmente.
seletiva, finalmente. Scmmclv-cisScmmclv-cis nota quenota que alfumas daialfumas dai BMBM
Iheres
Iheres admitidaadmitida nunu PTUUCíIOPTUUCíIO Serviço, residindo lonçeServiço, residindo lonçe dodo henpiHlhenpiHl
vencidas pelo trabalho de parlo ainda
vencidas pelo trabalho de parlo ainda tmtm laininho, tinhaslaininho, tinhas luz em plena rua: pois. a despeito dessas condições
luz em plena rua: pois. a despeito dessas condições dcvfaidcvfai veis,
veis, laia delaia de morte por febremorte por febre pucrpcralpucrpcral entre esses caso» deentre esses caso» de "parto
"parto de tua" era menor que a media no Primeiro Serviço.de tua" era menor que a media no Primeiro Serviço. Segundo outra opinião, a
Segundo outra opinião, a ouviouvi mortalidade no Pruneuomortalidade no Pruneuo Serviço
Serviço era o excessoera o excesso gente. Masgente. Mas ScmmciwcuScmmciwcu observa queobserva que
..M-..M- cin*i .1.1cin*i .1.1 aindaainda aitkM HaitkM H topadotopado .•• o.•• o
parte
parte se explicavase explicava comocomo resultadoresultado esforce* desesperado»esforce* desesperado» asas pacKntetpacKntet para evitar o Primeiropara evitar o Primeiro SrrviçoSrrviço já mal afanado.já mal afanado. Ele rejeita
Ele rejeita tambémtambém duasduas conjcluras Mimliiuruct entaoconjcluras Mimliiuruct entao corrente»,corrente», observando
observando ijueijue não havianão havia diferençadiferença entre os dois Serviços quanentre os dois Serviços quan to à dieta c ao cuidado geral com as pacientes.
to à dieta c ao cuidado geral com as pacientes. Em
Em 1846,1846, uma comissão nomeada para investigaruma comissão nomeada para investigar o assuntoo assunto atribuía a
atribuía a predominânciapredominância dada doençadoença no Primeirono Primeiro ServiçoServiço a daa da no
no ei ei usausados dos pelopelo exame grosseiro feito petosexame grosseiro feito petos estudantesestudantes Medicina, que recebiam
Medicina, que recebiam sese treino cm obstetrícia apenas notreino cm obstetrícia apenas no Primeiro Serviço.
Primeiro Serviço. SemmelwcisSemmelwcis observa, refutandoobserva, refutando enaena opinião,opinião,
que:
que: a)a) danos resultante* naturalmente do processodanos resultante* naturalmente do processo dede panopano
são muito mais extensos que os que poderiam ser cansados por são muito mais extensos que os que poderiam ser cansados por um exame grosseiro;
um exame grosseiro; b)b) parteiras quparteiras qu recebiamrecebiam seu treinoseu treino no Se
no Segundo Sergundo Serviçviço examinavam o examinavam suasuas s pacientes pacientes quasquase e dodo mesmomesmo
modo, mas sem os mesmos efeitos nocivos; e) quando,
modo, mas sem os mesmos efeitos nocivos; e) quando, caicai concon seqüência do relatório da comissão, o número dos
seqüência do relatório da comissão, o número dos cstadaBkscstadaBks
Medicina
Medicina ficou diminuído da metade e os seus exames dasficou diminuído da metade e os seus exames das mulheres foram
mulheres foram reduudosreduudos ao mínimo, a mortalidade, depois deao mínimo, a mortalidade, depois de breve declínio, elevou-se a níveis ainda mais altos do
INVENçãO
INVENçãO VERIFICAçãOVERIFICAçãO
Varias
Varias explicações psicológicasexplicações psicológicas tinham sida tentadas.tinham sida tentadas. delis lembrava
delis lembrava ququ o Primeiro Serviço estava disposto de talo Primeiro Serviço estava disposto de tal modo que um padre, levando o
modo que um padre, levando o últimoúltimo sacramento a umasacramento a uma ribunda. Unha que passar por
ribunda. Unha que passar por cincocinco enfermarias' antes de alcanenfermarias' antes de alcan çar o quarto da doente; o aparecimento do padre, precedido por çar o quarto da doente; o aparecimento do padre, precedido por auxiliar soando uma campainha, produziria um efeito ater auxiliar soando uma campainha, produziria um efeito ater rador e
rador e debüitantedebüitante nas pacientes dessas enfermarias cnas pacientes dessas enfermarias c asas transtrans formavam
formavam em vítem vítimas imas prováveis prováveis da febrda febre, e, o Segundo Sero Segundo Serviçviç nlo havia esse fator prejudicial porque o padre tinha acesso nlo havia esse fator prejudicial porque o padre tinha acesso dsrrto
dsrrto ao ao ququararto dto da a doente doente Para Para veveririfificacar estr est conjetura. Sem-conjetura. Sem-tneí«cis
tneí«cis convenceu ao padre deconvenceu ao padre de tomartomar um outro caminho e deum outro caminho e de nlo soar • campainha, chegando
nlo soar • campainha, chegando aoao quarto da doente silencioquarto da doente silencio samente
samente e e m m seser r observaobservado do Mas Mas a a mortalimortalidade dade no Prino Primeiromeiro Serviço
Serviço diminuiu.diminuiu. Observaram ainda a
Observaram ainda a ScmmclwcisScmmclwcis que no Primeiroque no Primeiro ServiçoServiço as mulheres no parto ficavam deitadas de costas e no Segundo as mulheres no parto ficavam deitadas de costas e no Segundo Serviço,
Serviço, dede lado. lado. Mesmo Mesmo acachahandndo o a idéia ia idéia invernverossíossímil, mil, decidiu,decidiu, 'como
'como naufrago tenaufrago te agarra a uma palha", verificar se aagarra a uma palha", verificar se a dierença
dierença posiçãoposição poderiapoderia ser signifícanlrser signifícanlr Introduzindo oIntroduzindo o uso da
uso da posiçãoposição lateral no Primeiro Serviço a mortalidade nlolateral no Primeiro Serviço a mortalidade nlo se
se alterou.alterou.
Finalmente, no começo de
Finalmente, no começo de 1847,1847, um acidente deum acidente de > Sem-> Sem-roelwcs a chave decisiva
roelwcs a chave decisiva parapara soluçãosolução do problema. do problema. Um Um sese colega. Koilcischka. feriu-se no dedo com o
colega. Koilcischka. feriu-se no dedo com o bitturibitturi de um estude um estu dasse que realizava
dasse que realizava uma Julórmjuma Julórmj e morreu depois de umae morreu depois de uma agonia
agonia em queem que sese revelaram os mesmos sintomas observadosrevelaram os mesmos sintomas observados •as viiimu
•as viiimu da febre pucrpcial.da febre pucrpcial. Apesar de nessa época
Apesar de nessa época nãonão estar ainda reconhecido oestar ainda reconhecido o pape)pape) desempenhado nas
desempenhado nas infecçõesinfecções pelos microrganismos, Semmelwcispelos microrganismos, Semmelwcis cociprcemlcu
cociprcemlcu que "aque "a matériamatéria cadavérica", introduzida na corcadavérica", introduzida na cor rente sangüínea de
rente sangüínea de KoltcuchtaKoltcuchta pelo bisturi. é que causara apelo bisturi. é que causara a doença fatal do seu
doença fatal do seu colega.colega. As semelhanças entre o curso daAs semelhanças entre o curso da doença de Kollctschka
doença de Kollctschka c a das mulheres cm sua clinica levaramc a das mulheres cm sua clinica levaram Sceunclweis
Sceunclweis à conclusão deà conclusão de ququ suas pacientes morreram dasuas pacientes morreram da mesma
mesma espécieespécie de envenenamento do sangue:de envenenamento do sangue: ele,ele, seus colegas,seus colegas, c os estudantes
c os estudantes tinhamtinham sido ossido os vekutosvekutos do material infeccioso,do material infeccioso, pois
pois vinham àsvinham às enfermariasenfermarias logologo após realizaremapós realizarem dissecaçõesdissecações nana sala de autópsia e examinavam as mulheres em trabalho de parto sala de autópsia e examinavam as mulheres em trabalho de parto depois de Lavarem as mãos apenas
depois de Lavarem as mãos apenas superficialmente,superficialmente, muitas vemuitas ve zes retendo o
zes retendo o cheirocheiro nauseante.nauseante. Novamente,
Novamente, SemmdweuSemmdweu submeteu suasubmeteu sua idéiiidéii a um teste.a um teste. Raciocinou que. se estivesse certo,
pode-1*
1* FILOSOFIAFILOSOFIA QéWCTA NATU«AIQéWCTA NATU«AI
ria ser
ria ser prevenida peta destruiçãoprevenida peta destruição química do material infecciosoquímica do material infeccioso aderido
aderido àsàs mãosmãos OrdenouOrdenou então que iodosentão que iodos osos estsdarüesestsdarües lavaslavas sem soas mãos numa
sem soas mãos numa solução desolução de cal dotadacal dotada ancesances de procedede procede rere qualquer exame. A modalidade pelaqualquer exame. A modalidade pela febrefebre logologo começoucomeçou
decrcsccr,
decrcsccr, caindo cm 18*8 acaindo cm 18*8 a 1.271.27 por cento aopor cento ao PrianciroPrianciro Serviço, enquanto
Serviço, enquanto queque SegundoSegundo era deera de 1.131.13
Justificando
Justificando ainda mais suaainda mais sua idéiaidéia sarasara kàpótrte.kàpótrte. comocomo também ditemos.
também ditemos. SemmelwcisSemmelwcis observou que ela explicava o (atoobservou que ela explicava o (ato de
de seisei a mortalidade do Segundoa mortalidade do Segundo Serviço mabServiço mab baiu-baiu- lá as pa-lá as pa-cienles
cienles eram socorridas por porteiras, cujo treinoeram socorridas por porteiras, cujo treino não ladoianão ladoia instrução anatômica
instrução anatômica popo druecaç&odruecaç&o dos cadáveres.dos cadáveres. E a hipótese também
E a hipótese também explicavaexplicava a menora menor •oçiaaaaaifc•oçiaaaaaifc entreentre os casos de
os casos de "panos"panos de nu":de nu": aiai mulheres quemulheres que sá chegavamsá chegavam maçado
maçado seusseus bebesbebes ao colo raramente eramao colo raramente eram examinadasexaminadas apósapós a admissão c tinham assim melhor sorte de escapar à infeceâo. a admissão c tinham assim melhor sorte de escapar à infeceâo.
Finalmente, a hipótese
Finalmente, a hipótese explKataexplKata (ato de(ato de sósó seremserem vitimasvitimas de febre os recém-nascidos cujas
de febre os recém-nascidos cujas mãesmães tinhamtinham coetrakíocoetrakío a doena doen durante o trabalho
durante o trabalho dede pano,pano, pob entãopob então mfccçaomfccçao podiapodia ser transmitida
ser transmitida criança ames do nascimento, atravéscriança ames do nascimento, através dada corcor rente
rente sangüíneasangüínea comumcomum à macà mac aoao filho,filho, qaeqae era impossívelera impossível quando a mie permanecia sadia.
quando a mie permanecia sadia. Ultrriorcs cxpchcacias clinicas
Ultrriorcs cxpchcacias clinicas levaramlevaram SemmelwtisSemmelwtis cmcm pouco tempo a alargar sua
pouco tempo a alargar sua hipótesehipótese Numa ocasião, por exemNuma ocasião, por exem plo,
plo, c seus colaboradores, apó» desinfetaremc seus colaboradores, apó» desinfetarem cuidadosamentecuidadosamente mãos.
mãos. examinaram primeiro tanuexaminaram primeiro tanu mulher em trabalho demulher em trabalho de pano que sofria de
pano que sofria de câncer cervicalcâncer cervical purulenio. passaram empurulenio. passaram em sese
guida a
guida a examinar douexaminar dou outras mulheres na mesmaoutras mulheres na mesma sala,sala, limi- limi-taado-sc
taado-sc a lavar as mãos sem repetir a Jciaafccyto.a lavar as mãos sem repetir a Jciaafccyto. OazeOaze dada dote
dote pacientes morrerampacientes morreram dede febre pucrperal.febre pucrperal. SranwrpariiSranwrparii ena- ena-cadavérico, mas
cadavérico, mas urnbémurnbém popo "maioria"maioria pútridapútrida retiradaretirada de umde um organismo
organismo vivo**.vivo**.
ETAP
ETAPAS AS FUNDAMFUNDAMENTAIS PENTAIS PARAR VEtlFKABVEtlFKAB LHA SUPÓTESE
LHA SUPÓTESE
Vimos como, procurando a
Vimos como, procurando a causacausa - lebre- lebre poerperal. Sen-poerperal. Sen-ntdweíi examinou
ntdweíi examinou várias hipóteses que haviam sido sugeridasvárias hipóteses que haviam sido sugeridas como p
como possíossíveis rveis respostas. espostas. PorquPorque e essaessas s hipóteses hipóteses se apresense apresentata ram em primeiro lugar é
• v
• v s , ; .s , ; . V E I I P I C A ç ã OV E I I P I C A ç ã O
cottsiderar
cottsiderar mais urde. De inicio, vamosmais urde. De inicio, vamos examinar comoexaminar como mama hipótese,
hipótese, mama vezvez proposta,proposta, verificada.verificada.
vetes,
vetes, o procedimentoo procedimento diretdireto. o. £ £ o o que acontque aconteceueceu coro
coro cwijcturascwijcturas ququ diferençasdiferenças em aglomeração, emem aglomeração, em
dieta
dieta ouou atenção explicariam a diferença de mortalidade entreatenção explicariam a diferença de mortalidade entre dois
dois SerServiviçoços s e e ateraternidade. nidade. omom SemmelwcisSemmelwcis observou.observou.
aâo
aâo concordavamconcordavam com os fatos imediatamente observiveb.com os fatos imediatamente observiveb. Não
Não existiamexistiam diferenças entrediferenças entre os Serviços; as hipóteses foos Serviços; as hipóteses fo ram portanto
ram portanto receitadasreceitadas como falsas.como falsas.
asas habitual me nhabitual me nte a verificaçãote a verificação n£n£ é tão simples eé tão simples e direta
direta Consideremos, por exemplo, a hipóteseConsideremos, por exemplo, a hipótese ququ atribuíaatribuía a alta mortalidade no Primeiro Serviço ao temor evocado
a alta mortalidade no Primeiro Serviço ao temor evocado pelopelo aparec
aparecimento imento do padre codo padre com o seu auxilim o seu auxiliar. ar. ão senão sendo a indo a intetenn sidade do temor
sidade do temor seu efeito sobre a febre diretamente deterseu efeito sobre a febre diretamente deter minados, como o
minados, como o são.são. a diferença em aglomeração e cm dieta.a diferença em aglomeração e cm dieta. Semmclocis
Semmclocis usou um método indiretousou um método indireto dede verificação. Pergunverificação. Pergun tou a si mesmo: Existe algum efeito facilmente observável que tou a si mesmo: Existe algum efeito facilmente observável que ocorr
ocorra a caso caso sese a a a hia hipótese pótese verdadeira? verdadeira? E raciE raciocinou:ocinou: SeSe hipótese
hipótese fossefosse verdadeira,verdadeira, imâoimâo umum mudançamudança apropriada noapropriada no procedimento do padre deveria ter acompanhada de um declínio procedimento do padre deveria ter acompanhada de um declínio noa
noa casos fcasos fatataisais- - VerVerifificicou esou esta ta implicação implicação popor r uma simplesuma simples experiência e
experiência e achando que ela era falsa rejeitou a hipótese.achando que ela era falsa rejeitou a hipótese. Analogamente,
Analogamente, parapara verificar averificar a omjeturaomjetura sobre asobre a posiçioposiçio das mulheres durante o pano,
das mulheres durante o pano, raciocinou:raciocinou: conicturaconictura fossefosse verdadeira,
verdadeira, eaiàoeaiào «doção«doção da posição lateral no Primeiro Serda posição lateral no Primeiro Ser viço reduziria a mortalidade. Outra vez a experiência mostrou viço reduziria a mortalidade. Outra vez a experiência mostrou Ser falsa a implicação e a
Ser falsa a implicação e a conpeturaconpetura foi afastada.foi afastada. os dois
os dois UlUl mo* mo* casos casos a verifia verificação cação baseavabaseava-se -se o seguo seguintint argumento:
argumento: a hipótese considerada, que designaremos pora hipótese considerada, que designaremos por for
for verdadeira,verdadeira, ewfãoewfão certos evento*certos evento* observáveisobserváveis (e.f.,(e.f., declíniodeclínio
mortalidade)
mortalidade) deverãodeverão ocorrer sob certasocorrer sob certas circunstânciascircunstâncias espeespe cificada*
cificada* (e\í..(e\í.. tete o padreo padre se abstiverse abstiver de passar pelas enfermade passar pelas enferma rias ou se o parto
rias ou se o parto realizar em posiçio lateral)", mal*realizar em posiçio lateral)", mal* brevebreve mente, se
mente, se verdadeira, tambémverdadeira, também /. sendo / um enunciado/. sendo / um enunciado qu
qu descreve a* ocorrências observáveis a serem esperadas.descreve a* ocorrências observáveis a serem esperadas. conveniente
conveniente dizerdizer queque / é inferido/ é inferido de ".de ". ou implicado porou implicado por que / c uma implicação verificável da hipótese
que / c uma implicação verificável da hipótese // (Mais// (Mais tardetarde daremos uma
daremos uma descriçãodescrição mais apuradamais apurada dada relação entre / erelação entre / e H.)H.)
esses doi
esses dois últs últimos exemplos a experiênciimos exemplos a experiência a mostrou sermostrou ser falsa a implicação
FILOSOFIA DA
FILOSOFIA DA GÍMCIA NATtUALGÍMCIA NATtUAL O raciocínio
O raciocínio o;uco;uc cooduriucooduriu rcjeiçiorcjeiçio pode serpode ser ejquematizadoejquematizado da seguinte
da seguinte mineira:mineira: Sc
Sc "(rdsdeito."(rdsdeito. tio /tio / lambemlambem o o
flfl Itornu malt»Itornu malt» cuJèmn)cuJèmn) * vttdtdt-.to* vttdtdt-.to verdadeiro.
verdadeiro. Oualqucr
Oualqucr argumentoargumento destadesta forma,forma, chamadochamado modut laíUmmodut laíUm
Lógica,
Lógica, dedutivamente válido, isto e.dedutivamente válido, isto e. *e*e suas premissassuas premissas sentenças acima da linha
sentenças acima da linha honiontal) saohoniontal) sao verdadeiras,verdadeiras, trtáotrtáo conclusão
conclusão Knlença abanoKnlença abano da linha horizontal)da linha horizontal) infalivHinfalivH mente
mente verdadeiraverdadeira l o g o ,l o g o , sese ai prcmttMiai prcmttMi a>) fáa>) fá estiveremestiverem iimvenientemciitc
iimvenientemciitc eitabclccidas, •eitabclccidas, • hipoiehipoieK K " " que que eitaeita tendo vetendo ve rificada deve >er
rificada deve >er crrlamenle receitadacrrlamenle receitada Consideremos agora o
Consideremos agora o caiocaio em que aem que a observaçãoobservação ou a exou a ex periência
periência apoia • implicaçãoapoia • implicação hipótese de ser a febrehipótese de ser a febre puer-
puer-peral
peral envíncnamcnloenvíncnamcnlo do sangue provocado pelado sangue provocado pela matériamatéria cadaverica,
cadaverica, SemmclwciiSemmclwcii inferiuinferiu que medidas antissíplicasque medidas antissíplicas aproapro priadas
priadas reduziriam os casosreduziriam os casos fatfatais ais da da doença. doença. DesDes ta ta vez. vez. experiência mo»trou
experiência mo»trou ser verdadeira a implicação.ser verdadeira a implicação. Mas eucMas euc sultado favorável nio provava
sultado favorável nio provava concluuvamenteconcluuvamente que a hipóteseque a hipótese fosse verdadeira, pois o argumento
fosse verdadeira, pois o argumento subtteentesubtteente seria a forma:seria a forma:
II
II verdadciiu.verdadciiu. (alio(alio uaifi> Ouaifi> O é.é.
*)
*) |(|(UiUi>o >o evidencia)evidencia) I I •eidadcim•eidadcim
'/'/
>:iJ>i::.r
>:iJ>i::.r
Fite
Fite modo de raciocinar, chamado amodo de raciocinar, chamado a taláctatalácta aftrmaç&oaftrmaç&o da cí*i*fQiienu,
da cí*i*fQiienu, c dedutivamentec dedutivamente nio-válido,nio-válido, raloralo e , e , concon
clusão
clusão podepode falsa ainda quefalsa ainda que suaisuai premissas sejam verdapremissas sejam verda deiras.'
deiras.' issoisso e de fatoe de fato tiempJifn*JotiempJifn*Jo pela própriapela própria cipeotocucipeotocu de
de SemmclweiiSemmclweii A versão inicialA versão inicial dede interpretaçãointerpretação da febreda febre puerperal
puerperal c o m oc o m o umauma formaforma dede envenenamento do sangueenvenenamento do sangue mea- mea-cionava
cionava iníeoiãoiníeoião matéria cadaverica comomatéria cadaverica como sendo a únicasendo a única fonte da doença; corretamente ele raciocinara
fonte da doença; corretamente ele raciocinara que.que. sese asãasã hipóhipó
tese fosse verdadeira, então a
tese fosse verdadeira, então a destruiçãodestruição 4as partículas4as partículas cadaven- cadaven-pela
pela aniisscpiiaaniisscpiia deverideveria a reduzireduzir r a a odaoda lidade. lidade. lele disso.disso. deullm.
deullm. «ro •olnr da«ro •olnr da cihdai.cihdai. W. laaata*.W. laaata*. Ut*.Ut*. 1*B1*B
IX A>
IX A> .:-al.:-al ira**t,loira**t,lo pai*pai*
SaMoa.
INVENçãO
INVENçãO VERIFICAçãOVERIFICAçãO
so
so eípcncaciaeípcncacia momostrstrou ser ou ser verdadeirverdadeira a a a impimplicação. licação. Logo. Logo. nesnes te caso, as premissas de
te caso, as premissas de *) eram*) eram ambas verdadeiras. Contudo,ambas verdadeiras. Contudo, sua.
sua. hipótese erahipótese era falsa,falsa, pois comopois como ele descobriuele descobriu depois, a febredepois, a febre podia
podia lambemlambem ser produzida porser produzida por malcríalmalcríal pútrido proveniente depútrido proveniente de organismo»
organismo» vivos.vivos. Assim,
Assim, o resultadoo resultado favorávelfavorável umum verificação, 1.verificação, 1. .,.,
de ser de ser hipótese,
hipótese, prova prova que que a a hipótese hipótese sese a a verdadeira. verdadeira. MesMesmo qmo queue mMas impbcaçõcs
mMas impbcaçõcs de umade uma hipótesehipótese tenhamtenham sidosido sustentadas porsustentadas por vcíifkacões
vcíifkacões cuidadosas,cuidadosas, amdaamda assim a hipóteseassim a hipótese pode serpode ser falsa.falsa. O arnunenco
O arnunenco falácia defalácia de
St
St .(filadíifa..(filadíifa. eólioeólio lambem olambem o siosio I,.I,. j,j, .... /... /.
-Efdaleira. -Efdaleira. Isso
Isso alada pode ser ilustrado pela hipótese final de Sem-alada pode ser ilustrado pela hipótese final de Sem-nxlwcii <«
nxlwcii <« Como jáComo já antenor-
antenor-mente.
mente. dai soadai soa hipótese lambem sehipótese lambem se tiramtiram asas implicaçõesimplicações de quede que entre os casos de parto de rua. admitidos no
entre os casos de parto de rua. admitidos no PrimeiroPrimeiro Serviço,Serviço, a mortalidade pela
a mortalidade pela fcbie puerpcralfcbie puerpcral deveriadeveria serser menor que amenor que a rr.pdia para
rr.pdia para SensoSenso e que as criançase que as crianças cuj-.itcuj-.it miesmies tinhamtinham escapado
escapado da doençada doença contraiam a febrecontraiam a febre puciperal Esuspuciperal Esus •mplicaçoc» também
•mplicaçoc» também erameram amparadasamparadas pelapela evidênciaevidência — apesar— apesar lassa
lassa versãoversão Mas, observando que
Mas, observando que resultado favorávelresultado favorável dede nio importanio importa quantas
quantas verificações naoverificações nao fornece prova conclusiva para uma hifornece prova conclusiva para uma hi pensar
pensar dede
verificações
verificações umum resuludoresuludo favorávelfavorável estaremosestaremos como se niocomo se nio tivéssemos feito
tivéssemos feito verificaçãoverificação alguma. Poisalguma. Pois cada umacada uma de nossasde nossas verificações poderia ter tido um resultado
verificações poderia ter tido um resultado desfavoráveldesfavorável podepode riria ler la ler levadevado a o a rejrejeieição da hipóção da hipótese. tese. Um conjunto dUm conjunto de e resresultultadosados favoráveis obtados ao verificarmos diferentes
favoráveis obtados ao verificarmos diferentes implicaçõesimplicações I,I, /*/*
• .Jm
• .Jm de umade uma hipótese mostrahipótese mostra que essa hipótese foi confirmaque essa hipótese foi confirma implicações
implicações que cale
que cale resultaresultado não produza prova completa da hipótese,do não produza prova completa da hipótese, fornece pelo nseaos certo suporte, alguma
fornece pelo nseaos certo suporte, alguma corroboraçâocorroboraçâo ou conou con firmação
firmação deladela ququ medidamedida issoisso feito dependerá de váriosfeito dependerá de vários serio
20
20 FIFILOSLOSOFIOFIA A A A IíIí U U ATATURURALAL
Vejamos agora outro exemplo* que
Vejamos agora outro exemplo* que nos farinos fari prestar atenprestar aten ção a outros aspectos da
ção a outros aspectos da investigaçãoinvestigação científica.científica. Como jã
Como jã se sabiase sabia tempo detempo de Galüeu,Galüeu, provavdmmuprovavdmmu muito mais cedo, qualquer bomba aspirante que retira água de muito mais cedo, qualquer bomba aspirante que retira água de um
um poçopoço por meio de umpor meio de um embotoemboto móvelmóvel nono interior de uminterior de um cilindro
cilindro nànà consegue elevar aconsegue elevar a apuaapua a mais de cerca de 10.5a mais de cerca de 10.5 metros acima da superfície livre
metros acima da superfície livre poço.poço. GalüeuGalüeu fico*fico* intriintri gado por esta limitação e sugeriu uma
gado por esta limitação e sugeriu uma capbcaçaocapbcaçao apressadaapressada para ela. Depois da morte
para ela. Depois da morte dede Galileu,Galileu, seu discípuloseu discípulo Torri- Torri-celti
celti propôs propôs umum a a outra respostoutra resposta. a. ArgumArgumentou entou que a Tque a Terra eserra estátá envolvida por um oceano
envolvida por um oceano dede ar que. cm virtudear que. cm virtude seuseu peso.peso. exerce pressão
exerce pressão sobresobre o seuo seu fundo,fundo, que cque c essa pressão sobre aessa pressão sobre a superfície livre do poço que
superfície livre do poço que foríaforía a água a subir quando sea água a subir quando se levanta o embolo. Aquela altura
levanta o embolo. Aquela altura máuma demáuma de cerca de 10.5cerca de 10.5 metros para a coluna
metros para a coluna dágua sobielcvadadágua sobielcvada dãdã simplesmente umasimplesmente uma medida
medida de pressãode pressão exercida pela atmosfera sobre a superfícieexercida pela atmosfera sobre a superfície livre do poço.
livre do poço. Sendo
Sendo evidentementeevidentemente impossível determinarimpossível determinar poc mpcclopoc mpcclo direta ou por observação se a
direta ou por observação se a tupn*>>çãotupn*>>ção e correu.e correu. TorricrttTorricrtt propro curou verificá-la indiretamente. Raciocinou que
curou verificá-la indiretamente. Raciocinou que cr fouccr fouc ver-
ver-dadeira
dadeira susu conjetura,conjetura, entãoentão a pressãoa pressão atmosfertea senaatmosfertea sena tamtam bém capaz de auporlar uma coluna
bém capaz de auporlar uma coluna proporcioaalssseMc •—ofproporcioaalssseMc •—of de mercúrio; com efeito, sendo a densidade do
de mercúrio; com efeito, sendo a densidade do asercunoasercuno cercacerca de 14
de 14 vezes menorvezes menor ququ a da água. a altura da colossa de ater-a da água. a altura da colossa de ater-cúrio
cúrio deveria ser da ordemdeveria ser da ordem de 10.5/14de 10.5/14 metros, nto é. dametros, nto é. da ordemordem de 75 cm. Verificou essa
de 75 cm. Verificou essa implicarãoimplicarão porpor meiomeio dede aparelhoaparelho engenhosamente simples, que era,
engenhosamente simples, que era, dede fato.fato. o barometro de mero barometro de mer cúrio.
cúrio. poçopoço dede água e substituído por uma cuba contendoágua e substituído por uma cuba contendo mercúrio, o cano de sucção da bomba é substituído por um mercúrio, o cano de sucção da bomba é substituído por um tubo
tubo de vide vidrdro fechado numa das o fechado numa das extremidades. extremidades. EncheEnchendo comndo com pletamente o tubo com mercúrio
pletamente o tubo com mercúrio c obturandoc obturando enrcmidadeenrcmidade aberta com o
aberta com o dedodedo polcgar.polcgar. TorricclliTorricclli inverteu-o,inverteu-o, iMbmrrgindoiMbmrrgindo no mercúrio a extremidade tapada
no mercúrio a extremidade tapada pelopelo polegar. Redrando erapolegar. Redrando era seguida o polcgar, a coluna de mercúrio caiu a cerca de 75 cm. seguida o polcgar, a coluna de mercúrio caiu a cerca de 75 cm. tal como
tal como piepieviravira
O knH ••rsHtut umi fipn^lc O knH ••rsHtut umi fipn^lc
s s Imo riImo riHinuw Hinuw I.I. Ceaam.Ceaam. mdmd Y»fc UaMnrtf
Y»fc UaMnrtf Picn.•«iam•«iam i wlfa:afloi wlfa:aflo deli,Picn. mi).mi). |taa CMU *=deli, •»|taa CMU *= Tom**•» átát um •««•••AO *UMlum •««•••AO *UMlTom** rofxBmrofxBm *.**
*.** tttae.tttae. KkKkw w m m Mif*,Mif*, S~*«S~*« f*,™f*,™ ICAiilICAiil
M P
INVENçãO
INVENçãO VERIFICAçãOVERIFICAçãO 2121
Outra
Outra implicaçãoimplicação dessa hipótese foi anotada por Pascal,dessa hipótese foi anotada por Pascal, raciocinando
raciocinando que.que. mercúrio nomercúrio no babarômrômctctro dro de e ToTo kckc c«r- c«r-sobre o
sobre o mercúriomercúrio da cubada cuba pressãopressão igual à do ar, então aigual à do ar, então a altura da coluna
altura da coluna devedeve diminuirdiminuir medida que cresce a altitude,medida que cresce a altitude, pois a atmosfera
pois a atmosfera vai-vcvai-vc tornando menor. A pedidotornando menor. A pedido dede Pascal.Pascal. esia implicação fi»
esia implicação fi» verificada peloverificada pelo seuseu cunhado,cunhado, Pcricr,Pcricr, queque mediu a altura da coluna de mercúrio no
mediu a altura da coluna de mercúrio no barômctrobarômctro aoao pi depi de Puy-dc-IXVne.
Puy-dc-IXVne. montanha commontanha com 16001600 melroa de altura, pamelroa de altura, pa ra
ra emem seguida transportarseguida transportar cuidadosamente o aparelho atécuidadosamente o aparelho até cimo,
cimo, lá repetindolá repetindo nwdida, enquanto umnwdida, enquanto um barômetro debarômetro de concon trole ficava em
trole ficava em batiobatio sob asob a supervisão de umsupervisão de um assistente.assistente. PérierPérier achou que a
achou que a coluna decoluna de mercúrio levada ao topo da montanhamercúrio levada ao topo da montanha se encurtara
se encurtara dede mais demais de oito ccntimclrosoito ccntimclros enquanto a doenquanto a do bard- bard-mciro
mciro de controle permanecerade controle permanecera invaiiávclinvaiiávcl durantedurante iodoiodo o dia.o dia. DA INDUÇÃO NA INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA
DA INDUÇÃO NA INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA Vimos
Vimos aljrtimai investigaçõesaljrtimai investigações cientificas nas quais umcientificas nas quais um propro
blema
blema foi enfrentadofoi enfrentado ensaiando respostasensaiando respostas em forma deem forma de hipóteses,hipóteses, que eram então verificadas derivando delas implicações apro que eram então verificadas derivando delas implicações apro
priadas a serem
priadas a serem confrontadasconfrontadas com acom a observaçãoobservação ou com a exou com a ex periência.
periência.
Mas como
Mas como chega pela primeirachega pela primeira a hipóteses apropriaa hipóteses apropria das''
das'' Asscgura-sc às véus que elas siloAsscgura-sc às véus que elas silo inferidas de dados aninferidas de dados an teriormente
teriormente coligidoscoligidos porpor meiomeio de um procedimento chamadode um procedimento chamado Inferincia
Inferincia indutiva,indutiva, para distingui-lo dapara distingui-lo da inferínciainferíncia dedutiva, dadedutiva, da qual difere,
qual difere, emem pontos importantes.pontos importantes.
Num argumento dedutivamente valido, a conclusão se rela Num argumento dedutivamente valido, a conclusão se rela ciona co
ciona com m s ps premissasremissas tal modotal modo que,que, sendo estas verdasendo estas verda deiras,
deiras, então aentão a concconclusão é lusão é infaliveinfalivelmentc lmentc tamtambémbém verdadeira.verdadeira. Essa
Essa eiigineia ficaeiigineia fica satisfeita, por eiemplo, por qualquersatisfeita, por eiemplo, por qualquer arguargu mento da seguinte forma;
mento da seguinte forma; Si
Si tnuotnuo .(.( n.t,in.t,i > uvi> uvi
nílo « o .»ui nílo « o .»ui Um
Um rápida reflexão mostra que selam quais foremrápida reflexão mostra que selam quais forem enunciaenuncia dos particulares
dos particulares ququ ocupem os lugares marcados pelas letrasocupem os lugares marcados pelas letras conclusão ser»
conclusão ser» certamente verdadeira se as premissascertamente verdadeira se as premissas o fo
o forerem. m. De fatDe fato, noso, nosso so esquesquema ema reprrepresenesenta ta a a forforma dema de arguargu mento chamada
FtLOSOpiA
FtLOSOpiA A A I êI ê I A NI A N A T UA T UB A LB A L
Outro
Outro tipotipo de inferenciade inferencia dedutivamentededutivamente válidaválida está ilustradoestá ilustrado por este exemplo:
por este exemplo:
Qualquer,
Qualquer, ia! deia! de v-dio.v-dio. quandoquando colocado na cham;.colocado na cham;. de umde um
bico de
bico de Bintfn.Bintfn. lornilorni • chama• chama amarelaamarela tire pedaço
tire pedaço de talde tal de pednde pedn ii>Jlo.ii>Jlo. Este
Este (vdiço de(vdiço de ia! de pcUm.ia! de pcUm. quanlo quanlo coito coito u u ctuinctuin um
um bico debico de BuriKti.BuriKti. loraariloraari chuachua amarela.amarela. Dii-ic mui!,11
Dii-ic mui!,11 vezes que o* argumentos dessa espécie levamvezes que o* argumentos dessa espécie levam d
d geral geral (aqu(aqu i i a a prempremissaissa sobresobre todo*todo* o*o* saissais dtedte sódio) aosódio) ao
particular (uma
particular (uma conclusãoconclusão sobresobre o pedaçoo pedaço particular de sal departicular de sal de pedra). Ao contrário,
pedra). Ao contrário, inferencia*inferencia* indutivasindutivas lewam delewam de pre- pre-missas
missas sobresobre casos particulares a umacasos particulares a uma conclusão que temconclusão que tem caráter
caráter e e ei ei geral geral ou de ou de prinprincipiocipio. . PoPor r exemexem plo, partindplo, partindo dao da premissas de
premissas de ququ cada uma das amostras particulares de vario*cada uma das amostras particulares de vario* sais de
sais de sadiosadio foramforam colocados na chama decolocados na chama de BunscnBunscn tortor naram a chama amarela, a
naram a chama amarela, a inferenciainferencia indutiva levaria aindutiva levaria a conclusãoconclusão gera
geral l de de e todos os e todos os sais sais de de sódio, sódio, o o coloccolocadoados na s na chacha de
de de Bunsc», de Bunsc», tornam a tornam a chacha a amarela. a amarela. as as óbvio,
óbvio, neveneve caso. que a verdadecaso. que a verdade dai premisiatdai premisiat náonáo garante agarante a verdade da condutlo;
verdade da condutlo; poii aindapoii ainda que todas as amostrai deque todas as amostrai de sais de sódio examinadas
sais de sódio examinadas ate-ate- agora tenham tornado amarelaagora tenham tornado amarela a chama de Bunscn, é perfeitamente
a chama de Bunscn, é perfeitamente pnuivrlpnuivrl ninasninas espe-
espe-ciri
ciri de saisde sais dede sódio sejamsódio sejam encontrada!encontrada! estarem de acordoestarem de acordo u
u generalização generalização AlAlemem disso, mesmo algumasdisso, mesmo algumas espéespé cies de
cies de i*li*l de sódio jáde sódio já examinadas comexaminadas com resultado positivoresultado positivo
deriam deixar
deriam deixar dede satisfazer à generalização sobsatisfazer à generalização sob condiçõescondições físicasfísicas especiais (tal como campos magnético* intensos ou coisa pa especiais (tal como campos magnético* intensos ou coisa pa recida), em que ainda
recida), em que ainda n-lon-lo foram examinadas. Por esseforam examinadas. Por esse
tivo,
tivo, diz-se freqüentemente quediz-se freqüentemente que premissas de uma inferenciapremissas de uma inferencia indutiva implicam a
indutiva implicam a conclusãoconclusão apenasapenas comcom maior ou menormaior ou menor probabilidade, enquanto as premissas
probabilidade, enquanto as premissas dede uma inferencia deuma inferencia de dutiva implicam a
dutiva implicam a conclusãoconclusão com certeza.com certeza. idéia
idéia de que, em investigação científica, a inferenciade que, em investigação científica, a inferencia indutiva parte de
indutiva parte de dados previamentedados previamente cougjdo* para chegai acougjdo* para chegai a princípios gerais apropriados, está claramente exposta no se princípios gerais apropriados, está claramente exposta no se guinte resumo do procedimento ideal
guinte resumo do procedimento ideal um cientista:um cientista:
Se
Se tencgn-mc-itencgn-mc-i imaginar como uraimaginar como ura npintonpinto de poder e alde poder e al cance sobre-humano-, m*<
cance sobre-humano-, m*< normal quanto aonormal quanto ao processosprocessos lóficoa
lóficoa tete pcrnamtnto. ... usaria opcrnamtnto. ... usaria o métod)métod) cientifico.cientifico. diiUmoa
obter-I H V í N Ç Í O
I H V í N Ç Í O VERIFICAÇÃO VERIFICAÇÃO 2525
rada*
rada* Cfiiitridoi.Cfiiitridoi. irm itlrxivirm itlrxiv ouou «limatiti«limatiti * prlori* prlori
quanto
quanto ImportânciaImportância relativarelativa dtUa.dtUa. Srgumlo,Srgumlo, (tio*(tio*
otiMivadoi r (rgli
otiMivadoi r (rgliliaJualiaJua ícnarnícnarn analiuifcn.analiuifcn. «'inparadea«'inparadea
d i i i i f l i i d o i ,
d i i i i f l i i d o i , ttmttm iiiT.iiiiiT.ii hip&cuthip&cut toUnMoftoUnMof doadoa
necciuriairicnlt «nvolvidoi
necciuriairicnlt «nvolvidoi nana lorcalorca dodo penaaoicnlo.penaaoicnlo. Ter- Ter-wiro,
wiro, il-<»i analiieil-<»i analiie dodo fMn itnamfMn itnam lindai,lindai, iadutl>amtntr.iadutl>amtntr. |in«ra1i»(4a
|in«ra1i»(4a quantoquanto aiai lua*lua* rtlaç&M,rtlaç&M, claniAcalArlaaclaniAcalArlaa ouou CButail, Quarlu.
CButail, Quarlu. tmqiina adk.unaltmqiina adk.unal poderiapoderia arar tantotanto
iluru»
iluru» conto indutiva,conto indutiva, «mnr*l*ndo «mnr*l*ndo InfrrInfrrtiu tiu pa>ul daipa>ul dai I«nr(ali(át4ti prevlimintr
I«nr(ali(át4ti prevlimintr f i u K H n i J u i 'f i u K H n i J u i '
E*la
E*la HMtfVB diilinpieHMtfVB diilinpie quatroquatro clapa»clapa» numanuma invciii»»invciii»» cientifica
cientifica ideal:ideal: 1) obiervacâo1) obiervacâo rcRiiitorcRiiito dede lodoi oilodoi oi f i l o » .f i l o » .
2) aiioliM
2) aiioliM claMiflcaçlo dciaeiclaMiflcaçlo dciaei íatt»,íatt», derivarão indutivaderivarão indutiva pcnerali/avoci
pcnerali/avoci partirpartir delcidelci e e vertfkac.lovertfkac.lo adicionaladicional
gcnciali*ac.oei
gcnciali*ac.oei AdmiteAdmite capreiiamenle que ai duai piimeitaicapreiiamenle que ai duai piimeitai i np.ii
i np.ii i . i "i . i " f.,.imf.,.im "vi."vi. dede qualquer cuimativi.qualquer cuimativi. h l p o t c i c ,h l p o t c i c , lei-
lei-difflo
difflo paiccepaicce l i d ol i d o ImpoalaImpoala pelapela crençacrença de quede que IdélaiIdélai procotHchlilai pirjuillttiriain
procotHchlilai pirjuillttiriain Itrnvno ncccMlflaItrnvno ncccMlfla objetividadeobjetividade
cientifica
cientifica i n v e i t i u m í i i .i n v e i t i u m í i i .
concepção cxpicua
concepção cxpicua trechotrecho citadocitado »u»u cha-
cha-tnarei
tnarei dodo i-o»r«*/«,*flni-o»r«*/«,*fln Iruluiiia ttlreiMIruluiiia ttlreiM dada lnyf.Ulgüç/ii> lnyf.Ulgüç/ii> iirniifnaiirniifna 4 Iniuilctitavcl
4 Iniuilctitavcl variaivariai m o » ,m o » , vunoi retumirvunoi retumir parapara ampliar
ampliar luplemehtai oluplemehtai o \h\h oliaeivamololiaeivamol tOrM"tOrM" prtkfderprtkfder
CiclllIfiCO. CiclllIfiCO.
Primeiro,
Primeiro, um« lnveill|[açloum« lnveill|[açlo cientificacientifica como e»lacomo e»la apreten-
apreten-lada
lada nunca poderianunca poderia desenvolvedesenvolver i e .r i e . M e s m oM e s m o primeira Mapaprimeira Mapa
IHHiui llllii
IHHiui llllii CUCVUlAdn,CUCVUlAdn, lolrtuu de forfitrlolrtuu de forfitr osos f*l«nf*l«n teria.teria. aulm
aulm duer,duer, aguardaraguardar m u n d o ;m u n d o ; mrsmomrsmo
poderia
poderia colecionadacolecionada totalidadetotalidade totododo» o» o fatosfatos aitait agora.agora.
boi»
boi» *l« "TO*l« "TO numero infinitonumero infinito e e dede Infinita variedade.Infinita variedade. Teríamos,
Teríamos, oror exemplo,exemplo, examinar lodo*examinar lodo* osos grftotgrftot dede
iiicla
iiicla lodo»lodo» desertosdesertos todai mtodai m praiai.praiai. reRiifando-lneareRiifando-lnea lili f o r m a ,f o r m a , peso,peso, * composição* composição química,química, distanciaidistanciai mútua»,mútua»,
ai temperatura»
ai temperatura» constantemente variandoconstantemente variando c c distanciadistancia centiocentio também
também variando constantemente?variando constantemente? TeríamosTeríamos que regisque regis trar
trar oi pemamcntoi fluluanlcioi pemamcntoi fluluanlci alràvíltam noiiiiv fipirilülalràvíltam noiiiiv fipirilül nene
nene proceder fastidioso"'proceder fastidioso"' f o r m a if o r m a i n u v e mn u v e m cotaicotai
cambiantei
cambiantei ecu?ecu? conilrucftoconilrucfto e oe o fabricantefabricante noiu>noiu> equiequi pamento para
pamento para regregiuriuro? o? i i próprlaipróprlai biografia»biografia» dodo
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lumtl" " ( M « *( M « *< * « •< * « • **•!,*•.!, AM»d A**•!,*•.!, AM»d AAffit*Affit* * • * • ) ,* • * • ) ,*•»•«.*•»•«. laa*laa* i»J4>.i»J4>. .t...t.. •aaatdwl,