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Saber Eletronica

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editorial

Editora Saber Ltda.

Diretor

Hélio Fittipaldi

Associada da:

Associação Nacional das Editoras de Publicações Técnicas, Dirigidas e Especializadas

Atendimento ao Leitor: [email protected]

Os artigos assinados são de exclusiva responsabilidade de seus autores. É vedada a reprodução total ou parcial dos textos e ilustrações desta Revista, bem como a industrialização e/ou comercialização dos aparelhos ou ideias oriundas dos textos mencionados, sob pena de sanções legais. As consultas técnicas referentes aos artigos da Revista deverão ser feitas exclu-sivamente por cartas, ou e-mail (A/C do Departamento Técnico). São tomados todos os cuidados razoáveis na preparação do conteúdo desta Revista, mas não assumimos a responsabilidade legal por eventuais erros, principalmente nas montagens, pois tratam-se de projetos experimentais. Tampouco assumimos a responsabilidade por danos resultantes de imperícia do montador. Caso haja enganos em texto ou desenho, será publicada errata na primeira oportunidade. Preços e dados publicados em anúncios são por nós aceitos de boa fé, como corretos na data do fechamento da edição. Não assumimos a responsabilidade por alterações nos preços e na disponibilidade dos produtos ocorridas após o fechamento.

Editor e Diretor Responsável

Hélio Fittipaldi Conselho Editorial João A. Zuffo Redação Rafaela Turiani Revisão Técnica Eutíquio Lopez Designers Carlos C. Tartaglioni, Diego M. Gomes Publicidade Caroline Ferreira, Marileide de Oliveira Colaboradores Alfonso Pérez, Arlete V. da Silva, Bill Messner, Dawn Tibury, Eutíquio Lopez, Guilherme K. Yamamoto, Gustavo L. Peixinho, Luís F. F. Bernabe, Mário M. B. Horta, Renan A. M. de Azevedo, Shuo Chen, Terry Groom, Tiago A. de Oliveira www.sabereletronica.com.br

Saber Eletrônica é uma publicação bimestral

da Editora Saber Ltda, ISSN 0101-6717. Redação, administração, publicidade e correspondência: Rua Jacinto José de Araújo, 315, Tatuapé, CEP 03087-020, São Paulo, SP, tel/fax (11) 2095-5333.

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Submissões de Artigos

Artigos de nossos leitores, parceiros e especialistas do setor serão bem-vindos em nossa revista. Vamos analisar cada apresentação e determinar a sua aptidão para a publicação na Revista Saber Eletrônica. Iremos trabalhar com afinco em cada etapa do processo de submissão para assegurar um fluxo de trabalho flexível e a melhor apresentação dos artigos aceitos em versão impressa e online.

Reindustrialização

Passamos por tempos difíceis nos últimos anos em

vários países e no Brasil devido à grande virada nas

rela-ções comerciais, tendo como protagonista a China. Além

disso, o que impactou muito foi a ascensão acelerada das

novas tecnologias impulsionadas pela informática e

tele-comunicações.

A partir de 2008 a crise americana agravou a situação

de diversos países afetando muito a Europa, e tivemos

o aparecimento dos BRICs no cenário internacional como as novas locomotivas

do mundo.

Na realidade brasileira, o que houve foi um encantamento com esta posição

inusi-tada e os nossos políticos não fizeram o que tinha de ser feito.

Há 25 anos a Constituição está para ser regulamentada, ou seja, precisa ser

con-cluída pelo Congresso Nacional e não fazem nada. Perdeu-se a melhor época para

se fazer as modificações necessárias para o Brasil moderno e em desenvolvimento

a partir do início dos anos 2000.

Mas, eis que surgem as manifestações de massa contra todo este estado de coisas,

mantido pelas velhas instituições e partidos políticos que não representam mais

os nossos anseios. Rapidamente temos mudanças ocorrendo no mundo que,

mesmo com esta situação descrita, nos deixa esperançosos que dias melhores

estão mais perto de serem atingidos, do que imaginamos.

A cotação do dólar, em relação ao real, tem subido e a desvalorização do nosso

dinheiro já possibilita aumentarmos as exportações de vários produtos, ao mesmo

tempo que deixamos de importar principalmente bens de consumo. A moeda

chinesa teve no último ano uma pequena valorização que, aliada aos aumentos

dos salários dos seus trabalhadores e à desvalorização do real possibilita melhor

competitividade para a produção brasileira.

Assim, estimulados pelas novas condições e por eventuais ajuda, do governo com

incentivos a determinados setores, promovemos, aos poucos, a reindustrialização.

É um processo muito lento, mas estamos a caminho. O brasileiro finalmente

acor-dou e os políticos serão impiedosamente cobrados por todos nós.

Hélio Fittipaldi

PARA ANUNCIAR: (11) 2095-5339 [email protected]

(4)

índice

14

Editorial

Acontece

03

06

Saber Educacional ... 05

Metering Smart Grids ...… 09

Tato ... 11 Patola ... 11 G l o b t e k . . . 1 7 E S C . . . 1 9 C i k a . . . 2 5 Nova Saber ... 45 Mouser ... 2ª Capa Nova Saber ... 3ª Capa National ... 4ª Capa

Índice de anunciantes

06 Carro Elétrico de 544 CV, da Mitsubishi Motors,

Encara a Tradicional Corrida de Pikes Peak

06 Manômetros de Referência de Pressão, da Fluke

Calibration

07 Protek Devices Lança sua Primeira Família de

Fusíveis “chips” Eletrônicos para Sobrecorrente

07 Integrated Biometrics Apresenta: Sherlock, o

Menor, Mais Leve e Fino Sensor Appendix F

Mobile ID

08 Amper Prepara a Entrega de um Novo

Equipamento

08 Laser de Alta Precisão, Sem Contato

08 Roteadores TP-LINK Promovem Liberdade e

Qualidade de Conexão para Usuários de Internet

09 Sandisk Apresenta o Cartão MICROSDXC de 64

GB Mais Rápido do Mundo

Tecnologia

10

Redes de Comunicação Usadas nas Aplicações de

Controle de Movimento

14

Soldando CIs em Invólucros QFN

Desenvolvimento

20

Aplicando o MOSFET de forma a reduzir Indutâncias e

Capacitâncias Parasitas em Dispositivos Eletrônicos

26

Visual Studio, Windows 8 e a Linguagem C# na

Eletrônica

Projetos

32

Projete um Robô com o LabVIEW

34

Aprenda como Projetar um Sistema de Controle:

Resposta em Frequência para Sistemas de Controle –

Parte 4

Componentes

46

Controladores Step-Down Duplos com Entrada

de Referência Externa alcançam uma Precisão de

Regulação de 0,3%

(5)
(6)

acontece

A tradicional competição de Pikes Peak

teve um "silêncio" inovador. O ronco dos

motores e a poluição dos combustíveis

foram substituídos pela mais alta

tecnolo-gia elétrica do Mitsubishi iMiEV, que

enca-ra a prova pelo segundo ano consecutivo.

Silencioso, mas muito potente, esse

protótipo, baseado na versão de rua,

é equipado com quatro motores

elé-tricos de 100 kW cada, o que

equi-vale a uma potência total de 544 CV.

O Pikes Peak é realizado anualmente

no Colorado, Estados Unidos, a prova

é realizada nas estradas da montanha

com uma série de ziguezagues e curvas

de alta velocidade.

A largada ocorre a 2.862 metros de altitude

e a chegada é com 4.300 m, em um

per-curso com pouco mais de 19 quilômetros

e 156 curvas. O Mitsubishi iMiEV é o

primeiro veículo elétrico a ser produzido

em grande escala no mundo, desde 2009.

De lá para cá, mais de 30.000 unidades

já foram vendidas, algumas unidades do

Mitsubishi iMiEV já circulam por grande

capitais, como São Paulo e Rio de Janeiro.

Tecnologia para o presente

Toda a tecnologia e o aprendizado

ad-quiridos pela equipe de engenheiros e

mecânicos no Pikes Peaks são usados

no aprimoramento dos carros

elétri-cos e na criação de novas e modernas

tecnologias

Carro elétrico de 544 CV, da Mitsubishi Motors,

encara a tradicional corrida de Pikes Peak

Em 2012, em sua primeira participação, a

Mitsubishi ficou com a segunda colocação

na competição. Com todo o know-how

ad-quirido, os engenheiros puderam analisar

com detalhes diversos dados de

velocida-de, aceleração em pista, além de consumo

da bateria, temperatura, entre outros, que

foram fundamentais no aperfeiçoamento

do veículo. Com isso, e após mais de um

ano de preparação e desenvolvimento,

surgiu a segunda geração do iMiEV

Evo-lution, com um motor mais potente e

novos componentes.

O iMiEV Evolution II é equipado com a

tração 4x4 (S-AWC), sinônimo da mais

alta tecnologia em todo o mundo. O

modelo recebeu uma série de melhorias,

como as novas baterias de alta capacidade,

quatro motores elétricos que geram 544

CV de potência, controles de tração e

estabilidade (AYC e ASC) que não deixam

o veículo sair da trajetória correta, além

dos freios com ABS. Tudo isso agregado

a uma estrutura leve e aerodinâmica, que

possibilita uma melhor performance nas

156 curvas da montanha.

A Fluke Calibration apresenta os

Manô-metros de Referência de Pressão - Série

2700G. Com nove modelos fáceis de

usar, resistentes e de alta

confiabili-dade, são ideais para calibração em

laboratórios de pressão e oficinas de

instrumentação que precisem de uma

solução de medição da pressão confiável

e altamente exata.

A Série 2700G pode ser conjugada com

os Kits de bombas manuais de pressão

Fluke 700PTPK e 700HTPK para uma

Manômetros de Referência de Pressão,

da Fluke Calibration

completa solução de testes portáteis

de pressão, ou com as Bombas

Com-parativas da Série P5500 desta mesma

empresa, oferecendo assim uma solução

completa para bancadas de calibração.

Os manômetros proporcionam uma

me-dição de pressão exata com variações de

faixa de 100 kPa (15 psi, 1 bar) a 70 MPa

(10.000 psi, 700 bar).

A incerteza da medição é a melhor de

sua classe, com 0,02% FS. O manômetro

padrão vem com um cabo USB que pode

ser usado para comunicação com um

computador, ou como fonte universal

para alimentação do intrumento.

A Série 2700G inclui um adaptador ¼

NPT fêmea para ¼ BSP macho, um

adap-tador ¼ NPT fêmea para M20X.15,

cer-tificado de calibração rastreado, um cabo

de comunicação USB e fonte universal.

O manômetro pode ser usado em

con-junto com o software Fluke COMPASS

para gravação automática dos dados da

calibração de pressão.

(7)

acontece

Produtos

A Integrated Biometrics, LLC (IB)

anunciou outro ineditismo tecnológico

com a certificação pelo FBI, dos Estados

Unidos, da sua novíssima tecnologia

para impressões digitais. A equipe de

desenvolvimento da IB criou o novo

produto usando a tecnologia

paten-teada da empresa, Light Emitting Sensor

(LES), juntamente com um transistor

de película fina (TFT).

A tecnologia LES utiliza uma película

de polímero altamente elaborada,

interagindo com propriedades

espe-cíficas da pele humana para imagens

luminescentes de impressões digitais. A

TFT captura a imagem no padrão 500

PPI, exigido pelo FBI.

A combinação da tecnologia LES e do

transistor de película fina (TFT) permite

reduções de peso e imagem de até 95%,

quando comparada a outros produtos

servindo ao mesmo propósito.

A IB fornece sensores de impressão

digital customizados para mercados que

exigem soluções biométricas Appendix

Integrated Biometrics apresenta Sherlock, o menor,

mais leve e fino Sensor Appendix F Mobile ID

F ou PIV071006 e, diferentemente

de outras tecnologias biométricas de

impressão digital usadas com frequência,

ela é capaz de alcançar a mais alta

qua-lidade de imagens sem comprometer a

espessura e o tamanho total do aparelho.

Esta capabilidade única produziu o

pri-meiro sensor do mundo com base em

TFT a alcançar a certificação de

identi-dade móvel Appendix F Mobile ID, do FBI.

As tecnologias estão sendo usadas

para produzir os mais finos, menores

e leves sensores biométricos Appendix

F Mobile ID.

A Protek Devices apresentou uma

família de fusíveis chips eletrônicos

para sobrecorrente que se soma à

extensa disponibilidade de linhas de

produtos de sobretensão da empresa.

Agora, a companhia pode fornecer às

fabricantes de design de eletrônicos

(EDM) uma única fonte de soluções

avançadas e de baixo custo de

prote-ção de circuitos. Os novos fusíveis de

sobrecorrente cobrem uma infinidade

de aplicações, tais como

telecomuni-cações, informática, eletroeletrônicos

e muito mais.

Os novos fusíveis de sobrecorrente em

dispositivo de montagem em superfície

(SMD) consistem de uma variedade

de tipos e tamanhos. Os números de

peça para o pacote 0603 são PF0603F,

PF0603S e PF0603H. O PF0603F é um

Protek Devices lança sua primeira família de fusíveis “chips”

eletrônicos para sobrecorrente

fusível de ação rápida. O PF0603S é

um fusível de ação lenta. E o PF0603H

é um fusível de alto inrush.

O pacote 0603 é ideal para TVs LCD,

câmera digital, DVD e Blu-ray players,

câmeras de vídeo e videogames.

Tam-bém é ideal para power-over-Ethernet,

discos rígidos e outros dispositivos de

consumo.

Os números de peça 1206 são PF1206F,

PF1206S e PF1206H. O PF1206F é um

fusível de ação rápida. O PF1206S é um

fusível de ação lenta. E o PF1206H é um

fusível de alto inrush. O pacote 1206 é

ideal para smartphones, DVD e Blu-ray

players, consoles de jogos e

reprodu-tores de música digital. Ele também é

ideal para dispositivos GPS, sistemas de

áudio, fontes chaveadas e carregadores

e scanners. Além disso, o pacote 1206

é adequado para equipamentos de

infraestrutura de telecomunicações e

modems DSL/de cabo.

"Há décadas, lideramos o fornecimento

de soluções avançadas e de

custo-be-nefício em proteção de circuitos de

so-bretensão e os nossos clientes também

têm nos perguntado sobre as soluções

de proteção de sobrecorrente", disse

Rocky Kansal, presidente da Protek

Devices. "Atendemos agora os pedidos

de nossos clientes com estes fusíveis de

ação rápida, queima lenta (slow blow) e

alto inrush. Então, estamos oferecendo

agora uma única fonte para as EDMs

adquirirem todos os seus componentes

de proteção de circuitos de

sobreten-são e sobrecorrente. Continuaremos

também expandindo e inovando essa

linha de fusíveis chips."

(8)

acontece

A Amper Programas recebeu pedido da

empresa francesa Thales Communications

& Security para fabricação de 500

unida-des para o Exército Francês do seu novo

produto W@tcher, destinado ao mercado

internacional.

O W@tcher é um equipamento portátil

de características militares, que permite o

controle remoto das rádios táticas VHF e

HF sem fio, via bluetooth. Com a sua tela

tátil, que fica posicionada no antebraço

como se fosse um relógio, oferece um

controle de todos os parâmetros de

configuração das rádios, além de outros

serviços como SMS ou FFI (identificação

de pessoas confiáveis ou inimigas).

Por meio dele, os chefes das unidades

po-derão se conectar de modo autônomo,

tanto com a rádio do veículo quanto com

um rádio transportado por um soldado

de sua equipe, com bluetooth. O acesso

é realizado de modo fácil graças a sua

interface gráfica simplificada e intuitiva.

Amper prepara a entrega

de um novo equipamento

Uma das características mais importantes

deste novo dispositivo é permitir maior

autonomia e liberdade de movimento aos

soldados, que podem acessar as principais

funcionalidades do rádio por meio de um

equipamento leve e compacto, desenhado

para trabalhar em condições severas.

Desse modo, foi possível responder uma

antiga demanda dos exércitos que, até

hoje, tinha sido difícil atender no que diz

respeito à ergonomia para gerenciamento

das comunicações num entorno tático.

O W@tcher foi elaborado pela Amper

Programas seguindo especificações

conjuntas da Thales, o que vai permitir

adicionar futuros aplicativos direcionados

à melhoria do combatente.

O início da operação deste novo

equipa-mento permite à Amper seguir mantendo

a sua liderança na Espanha no âmbito das

radiocomunicações militares, área que

nos últimos anos tem se tornado um dos

pilares da Divisão de Defesa do Grupo.

Um laser sem contato para medição rápida,

de alto desempenho, foi lançado pela

AMETEK Solartron Metrology. A nova

unidade de triangulação a laser Orbit®

LTH oferece leituras de 0,02 F.S. (Full

Scale) em intervalos de medição de 2 ou

10 mm, produzindo uma precisão de até

0,05 µm com o passo de 2 mm. O laser

pode ser conectado em rede com até

150 sensores diferentes com o sistema

de medição digital Solartron Orbit 3.

Entre as aplicações destacam-se a

medi-ção em alto volume para o controle da

qualidade de produtos metálicos e

plás-ticos que poderiam ser danificados por

instrumentos de medição com contato.

Os circuitos de controle automático de

ganho do sensor ajustam a potência de

acordo com o retorno do material,

ofe-recendo leituras melhores em superfícies

diferentes.

Há várias saídas disponíveis, como USB,

Ethernet, TCP, RS232 e Modbus.

Laser de alta precisão,

sem contato

Produtos

Devido à evolução tecnológica dos

últimos anos, cresce o número de

dispositivos que podem acessar a

internet, bem como a qualidade de

conteúdos audiovisuais e interação

social para compartilhamento de

informações. Os consumidores fazem

uso simultâneo de smartphones,

tablets e notebooks, além de terem

nas residências televisores do tipo

“smart” e até mesmo geladeiras

conectadas. Assim, nada melhor que

estes aparelhos estejam interligados

em um único dispositivo inteligente:

os roteadores de acesso à internet

para uso doméstico (ou corporativo).

Quem dá as dicas sobre o melhor

produto a ser utilizado é o cliente,

conforme a necessidade de solução

para conectar computadores,

dispo-sitivos portáteis e eletroeletrônicos

que têm conexão à internet. Caso a

Roteadores TP-LINK promovem liberdade e qualidade de

conexão para usuários de internet

dificuldade seja montar uma rede sem

fio com grande alcance, a TP-LINK

oferece tecnologias que permitem a

interconexão de diferentes

roteado-res para que se comuniquem entre

si, sem precisar de fios. Trata-se do

sistema de distribuição de sinal WDS,

no qual a TP-LINK foi a primeira a

oferecer esta tecnologia no mercado

brasileiro. Mas, se a demanda é por

velocidade e facilidade de acesso

para compartilhamento de

conte-údos, acesso a redes sociais, jogos

online ou filmes em alta definição, as

soluções Gigabit Ethernet oferecem

desempenho de até 1Gbps, que

per-mitem que tudo isso seja executado

simultaneamente sem “gargalos” ou

travamentos.

Potentes e cheios de tecnologia, os

roteadores da TP-LINK tem design

agradável e moderno, oferecem

suporte à segurança na transmissão

de dados com o recurso de

Confi-guração de Segurança Rápida (Quick

Security Setup), que estabelece

auto-maticamente uma conexão segura ao

clique de um botão, o que permite

manter a privacidade dos usuários e

da rede protegidas. Outra vantagem

é o longo alcance, para desfrutar do

sinal em qualquer lugar.

(9)

acontece

A SanDisk Corporation, líder mundial

em soluções de armazenamento de

memória flash, anunciou os cartões de

memória UHS-I SanDisk Extreme®

microSDHCT e microSDXCT, ideais

para usuários que desejam uma rápida

memória expandida para os mais

re-centes smartphones, tablets e câmeras.

"O cartão SanDisk Extreme microSDXC

permite aos usuários tirar mais proveito

de seus dispositivos," afirmou Susan Park,

diretora de marketing de produto e

vare-jo da SanDisk. "Nossos cartões microSD

de alto desempenho e alta capacidade

permitem aos consumidores

aprovei-tarem a alta qualidade em vídeo HD e

recursos de imagem nos mais recentes

smartphones, tablets e câmeras de ação."

O cartão microSDXC é equipado com as

mais rápidas velocidades disponíveis no

mercado, com até 80 MB/seg de

velocida-de velocida-de leitura e até 50 MB/seg velocida-de gravação,

permitindo um desempenho mais veloz a

cada foto, rápida transferência de dados

e arquivos, excelente ação em fotografias

e modo de disparo contínuo. Além disso,

esse cartão de memória é a escolha ideal

para dispositivos AndroidT com 64 GB

de capacidade, oferecendo uma

atualiza-ção de armazenamento instantânea para

capturar e preservar dados.

Compatível também com as mais

recen-tes câmeras e gravadoras Full HD para

esporte e ação, a velocidade do cartão

permite aos usuários capturar fotos e

vídeos incríveis. A classificação de

gra-vação em vídeo com Velocidade Classe

10 e Velocidade UHS de Classe 1 (U1)

garante aos usuários aproveitarem um

desempenho melhor do que dos

car-tões de memória comuns para Full HD e

até mesmo para gravação e reprodução

dos vídeos em 4K HD.

"A maioria dos smartphones de ponta

possuem processadores de quatro

nú-cleos (quad-core) de alta velocidade, que

Sandisk apresenta o cartão MICROSDXC

de 64 GB mais rápido do mundo

oferecem conteúdo e aplicativos Full

HD a displays externos maiores e com

alta resolução," disse Stuart Robinson,

diretor de serviços de tecnologias de

componentes para telefones móveis

e análise estratégica. "Tais aplicativos

exigem espaço de banda de memória

maior, o que é ideal para o cartão

San-Disk Extreme microSDXC, a solução

de memória microSDXC mais rápida

do mundo."

Os cartões SanDisk Extreme microSDHC

e microSDXC UHS-I são construídos e

testados em condições extremas. Eles

são à prova d'água, à prova de choque

e resistentes a raio-X.

(10)

tecnologias

O

Controle de movimento é

essencial para os sistemas

mecatrônicos. Para otimizar

os sistemas mecânicos, os

fabricantes de máquinas muitas vezes

substituem peças mecânicas com soluções

eletrônicas. Um exemplo é a eliminação dos

eixos rígidos para executar operações de

camming. Estes eixos são substituídos por

uma combinação de drives e motores que

dependem de um software de controle

para fornecer funcionalidade ao camming.

Tais sistemas e dispositivos são

mecanica-mente mais flexíveis, mais fáceis de manter

e menores. No entanto, estas máquinas

também contêm mais componentes

ele-trônicos que requerem um controle

com-plexo e determinístico e de comunicação

confiável. Veja as figuras 1 e 2.

Em um sistema típico, o controlador

de movimento tem a maior parte da carga

de maior complexidade do sistema. Ao

manipular a sincronização de múltiplos

eixos, esses controladores oferecem

engrenagens e funcionalidades camming,

Redes de comunicação

usadas nas aplicações de

Controle de

Movimento

A concorrência global está pressionando

os fabricantes de dispositivos ou máquinas

a fornecerem equipamentos com alto

rendi-mento e custos operacionais reduzidos. Os

crescentes custos de energia e a consciência

ambiental estão levando os engenheiros a

desenvolverem projetos com um menor

con-sumo de energia. Devido a isso, fabricantes

de equipamentos têm mudado a concepção

de máquinas simples para soluções com

múltiplas finalidades através da adoção de

modernos sistemas de controle, algoritmos

sofisticados, integração eletrônica high-end

e tecnologias de comunicação com estruturas

mecânicas.

Guilherme Kenji Yamamoto

Renan Airosa Machado de Azevedo

National Instruments

bem como todas as características de

segurança adicionais, tais como limites de

switches, habilitação de driver e parada de

emergência. Além disso, o controlador de

movimento ainda precisa fornecer as

fun-ções tradicionais e executar os algoritmos

de controle para máximo desempenho e

eficiência.

Tendências de Tecnologia

de Controle de Movimento

Tradicionalmente, as aplicações de

controle de movimento utilizam um

trolador de movimento dedicado e um

con-trolador separado para controlar sistemas

mais complexos. O aumento de

desempe-nho dos controladores de automação de

hoje, como controladores programáveis

para automação ou controladores lógicos

programáveis, está alimentando a tendência

de integrar a funcionalidade do controlador

de movimento diretamente ao controlador

de automação e executá-lo como uma

ta-refa de alta prioridade entre outras tata-refas

de automação.

F1. Sistema tradicional, com componentes mecânicos.

(11)

tecnologias

Desde o início de 1980, sistemas de

automação têm sido baseados em

barra-mentos digitais para realizar tarefas como

transferência de dados de processo e de

comunicação industrial. Comparados com

o barramento analógico, eles são mais

confiáveis e robustos, especialmente para

a comunicação através de longas distâncias.

Além disso, as redes digitais simplificam

a fiação, pois permitem conectar vários

elementos em série ao invés de ligar cada

elemento individualmente. Isso resulta em

um cabeamento significativamente mais

barato e mais fácil de manter nos sistemas.

Devido aos requisitos de

desem-penho, por muitos anos a indústria

de movimento teve uma abordagem

diferente e se conectou a drivers via

barramento analógico, ou barramento

de movimento específico. Este esquema

de comunicação adicional aumentou a

complexidade do sistema global. Com o

driver digital de alta performance e com

o barramento digital, agora, é possível

simplificar a arquitetura do sistema

usan-do o mesmo barramento para controle

de movimento e controle de dados do

processo e, ao mesmo tempo, obter

me-lhoria significativa de desempenho com

as vantagens do barramento digital como

EtherCAT, CANopen, Profibus, Ethernet

POWERLINK, ou SERCOS.

Especialmente em aplicações que

executam controle distribuído de

movi-mento com multieixos, os barramovi-mentos

digitais oferecem uma série de vantagens.

Eles proporcionam maior flexibilidade e

permitem o desenvolvimento de sistemas

distribuídos com poder de processamento

e tomada de decisão até o nível dos

dri-vers. Com as normas comuns, os clientes

podem facilmente combinar sistemas

de diferentes fornecedores e escolher

a melhor solução para as suas tarefas

individuais.

Ao usar drives digitais que se

co-municam por barramento digital,

for-necedores e fabricantes são capazes de

F2. Sistemas atuais com vários eixos sincronizados.

(12)

tecnologias

criar unidades que usam o barramento

digital para a troca de dados não só de

controle, mas também transferir as

in-formações de status ou um conjunto de

parâmetros. Uma das grandes perguntas

feitas pelos clientes de automação é

“qual o protocolo ideal para aplicações

de automação industrial em geral e

apli-cações de movimento em particular?”

Os protocolos mais comuns baseados

em Ethernet para aplicações de

movimen-to são os seguintes:

• EtherCAT

• SERCOS II/III

• CANopen

• Modbus IDA

• PROFINET

• PROFIBUS

• EtherNet/IP

• Ethernet POWERLINK

Devido ao grande número de normas

e protocolos de diferentes barramentos,

os clientes precisam ter certeza de que os

componentes que desejam usar fornecem

uma interface direta. Isto significa que os

fabricantes são muitas vezes obrigados

a desenvolver várias versões diferentes

de seus componentes. Isso adiciona um

custo de desenvolvimento e o obriga

a participar de várias organizações de

normatização. Com seus esforços para

fornecer sistemas abertos, empresas

como a National Instruments incorporam

interfaces com as normas de barramentos

e vários protocolos.

Apesar de oferecer suporte para os

principais protocolos industriais e

for-necimento de conectividade para todas

as redes de padrão industrial, a National

Instruments escolheu a EtherCAT como

protocolo de comunicação para

aplica-ções de controle de movimento.

Tecnologia EtherCAT para

aplicações de controle de

movimento

EtherCAT (Ethernet Control

Auto-mation Technology) é um protocolo de

comunicação industrial para Ethernet

determinística de alta performance. Ele

é uma extensão do padrão Ethernet

IEEE 802.3 para transferir dados com

sincronização de tempo

determinísti-co e preciso. Dirigido pelo EtherCAT

Technology Group, este padrão aberto

foi publicado como parte da IEC 61158

e é comumente usado em aplicações

para projetos de máquinas e controle

de movimento.

EtherCAT implementa um master/

slave sobre a arquitetura de cabeamento

Ethernet padrão. Os EtherCAT master

da National Instruments consistem

em controladores de tempo real, com

duas portas Ethernet, tais como NI

CompactRIO, PXI e controladores

industriais. Cada slave NI também

contém duas portas que permitem

encadeamento a partir do controlador

master.

O protocolo EtherCAT transporta

dados diretamente dentro de um

fra-me Ethernet padrão, sem alterar sua

estrutura básica. Quando o

contro-lador master e os dispositivos slaves

estão na mesma sub-rede, o protocolo

EtherCAT apenas substitui o

Proto-colo Internet (IP) no frame Ethernet.

Observe a figura 3.

Os dados são transmitidos entre

master e slaves, sob a forma de

ob-jetos de processo de dados (PDO).

Cada PDO tem um endereço para um

slave particular ou de vários slaves, e

esta combinação de “dados e

endere-ços” (mais o contador de validação)

torna-se mensagens EtherCAT. Uma

estrutura Ethernet pode conter várias

mensagens, e várias estruturas podem

ser necessárias para conter todas as

mensagens requeridas em um ciclo de

controle.

Desempenho em

alta velocidade

A EtherCAT é projetada para

atin-gir alto desempenho e alta número de

canais para aplicações simples, como

de controle, porque o slave pode ler e

escrever na mesma estrutura de rede,

mas a EtherCAT é otimizada para E/S

descentralizadas. Além disso, o

pro-cessamento do protocolo completo

tem lugar dentro do hardware e é,

portanto, independente do tempo de

execução de pilhas de protocolo, do

desempenho da CPU, ou da

implemen-tação de software.

Temporização e

Sincronização

Outro fator para alcançar o

de-terminismo nas redes é a

responsa-bilidade do controlador master em

sincronizar com todos os dispositivos

slaves ao mesmo tempo em que usa

os clocks distribuídos. De todos os

dispositivos slaves, um deles deve

conter o clock master que sincroniza

o clockdos outros dispositivos slaves.

Para a implementação da NI, o

primei-ro dispositivo slave é designado com o

clock master, e o controlador master

envia uma mensagem de sincronização

especial para ler o clock master em

cada ciclo de scan. Esta mensagem, em

F3. Estrutura da rede Ethernet com EtherCAT.

(13)

tecnologias

seguida, atualiza e realinha os clocks em

todos os outros dispositivos slaves.

Sincronização precisa é

particular-mente importante nos casos em que

os processos amplamente

distribuí-dos exigem ações simultâneas, como

no movimento coordenado entre

os eixos de movimento. A NI utiliza

time stamps para medir a diferença

de tempo entre a saída e o retorno.

Desta forma, o atraso de propagação é

calculado entre os nós, e uma precisa

sincronização (menos de 1 μs) pode

ser alcançada pelo ajuste exato dos

clocks distribuídos.

Devido ao desempenho de alta

velocidade e ao timing reduzido para

recursos de sincronização, o EtherCAT

é uma solução ideal para aplicações

distribuídas em rede ou controle de

movimento, onde um poderoso

con-trolador atua em tempo real, como

o master EtherCAT e executa o

apli-cativo de controle de movimento de

comunicação externa, distribuído nas

unidades slaves pelo EtherCAT.

Servomotores e

drivers EtherCat

Os servo-drivers EtherCAT da NI

combinam performance com

flexibi-lidade, escalabilidade e potência para

F4. Configuração Gráfica de Eixos através de projetos com LabVIEW.

E

atender os requisitos de desempenho

exclusivo de quase todas as aplicações

a partir de torques básicos e aplicações

para controle de velocidade de

movi-mento de multieixos, usando

progra-mação gráfica com o NI LabVIEW e o

Módulo NI LabVIEW SoftMotion.

Os cabos Ethernet-padrão

simplifi-cam significativamente o cabeamento e

a capacidade de encadear até 128 eixos.

Um controlador de alto desempenho em

tempo real permite a configuração de

um sistema distribuído de controle de

movimento dentro de minutos. Usando

o projeto do LabVIEW para configurar

e validar o sistema de controle de

mo-vimento simplifica-se a configuração e a

programação gráfica. Com as funções de

alto nível de movimento ou a

proprieda-de proprieda-de chamar nós API, os clientes poproprieda-dem

implementar aplicações de movimento

personalizadas através da facilidade de

uso da programação gráfica. Atente para

a figura 4.

Os controladores de tempo real

da NI, servoacionamentos AKD

Ether-CAT, NI LabVIEW e o NI LabVIEW

Sof-tMotion Module EtherCAT tornaram a

tecnologia acessível para que clientes

possam implementar aplicações

dis-tribuídas em rede ou para controle

de movimento.

(14)

tecnologias

O

título acima está parcialmente

cor-reto. O termo certo é

retrabalhan-do, que vem do inglês rework. Como

rework você pode encontrar muita

informação boa em sites de língua inglesa,

facilmente. Mas o retrabalho, no Brasil,

ain-da é uma palavra pouco utilizaain-da, e escrevi

“soldando” por ser mais comum e simples.

Este artigo vem complementar uma

série de três que fiz, nas edições n

os

443,

444 e 445, que ainda, surpreendentemente,

são muito atuais e com bom conteúdo para

quem deseja se aprimorar em retrabalho

desde o seu início. Já naquela época esses

artigos eram inovadores e, por incrível que

pareça, foram baseados em treinamentos

que fiz na LG Amazônia em Taubaté, oito

anos antes!

Isso demonstra algumas coisas, a

pri-meira é que a Revista Saber Eletrônica está

publicando artigos de nível bom a ótimo, e

em consonância com as necessidades das

indústrias, mercado de trabalho e escolas

técnicas, e com uma visão e estratégia de

futuro muito boas. Já pensou uma empresa

de tecnologia saber oito anos antes sobre

o futuro? O mais incrível é que as indústrias,

escolas técnicas, fabricantes e distribuidores

de ferramentas para retrabalho em SMD

ainda não se deram conta disso! Ou muitos

pontos desta linha se unem, ou não haverá

profissionais qualificados a tempo para

aten-der as necessidades das indústrias!

Mas, tratemos agora da parte mais

prática do Retrabalho em Componentes

com Invólucro QFN. Começando pelo

que é óbvio, vamos abrir a caixa preta dos

QFN pela descrição de sua sigla. Aliás, QFN

ainda por cima não é uma sigla “completa”,

digamos assim. É a abreviatura de uma sigla

e, para complicar mais um pouco, não é uma

sigla exclusiva de um tipo de invólucro, mas

de toda uma família de invólucros que está

dispersa e continuamente evoluindo nas

indústrias fabricantes de chips.

O significado completo da sigla é Quad

Flat No-Lead – (QFN), ou seja, é uma família

de invólucros de circuitos integrados ou de

módulos, do tipo plano, com conexões em

seus quatro lados, mas sem terminais. Pode

(ou não) possuir um dissipador com

plano--terra sob o chip. Nas figura 1 mostramos

alguns invólucros desta família.

Há ainda uma pequena variação

mecâni-ca nos invólucros QFN, que são os µDFN.

A definição de sua sigla é Micro Dual Flat

No-Lead, ou seja, é muito semelhante à

filo-sofia de invólucro com a família QFN, mas

Soldando SMDs com

Invólucro QFN

Luís Fernando F. Bernabe

Este artigo complementa o curso rápido

Retrabalho (rework) em Componentes SMD,

anteriormente publicado nas revistas Saber

Eletrônica 443, 444 e 445.

F2. A família dos invólucros µDFN. F1. A família dos

invólucros QFN.

Para você que gostaria de saber mais

sobre o tema, acesse:

• www.freescale.com/files/analog/

doc/app_note/AN1902.pdf

• www.intersil.com/content/dam/

Intersil/documents/tb38/tb389.pdf

• www.digimimic.com/docs/QFN-Soldering.pdf

(15)

tecnologias

há duas diferenças significativas: a primeira

é o “micro”, os µDFN são ainda um pouco

menores que os QFN; e a segunda diferença

é a distribuição das conexões - nos µDFN as

conexões são dispostas em apenas dois lados

do chip. Este invólucro é muito utilizado em

circuitos integrados e semicondutores mais

simples em termos de conexões externas.

Observe na figura 2 os invólucros citados.

Repare que nessas figuras, tanto os QFN

quanto os µDFN são apresentados com e

sem dissipador aterrado. Este dissipador é a

área metálica debaixo do CI. Observe também

as diferenças das duas partes de família QFN.

Para complicar mais um pouco há dois

tipos de QFN, considerando a sua área e

formato dos pontos de soldagem. São elas: a

do tipo E e S. Os invólucros em QFN do tipo

E são mais simples de serem retrabalhados

do que os do tipo S, em princípio.

Atente para as figuras 3 e 4. Veja que no

tipo E a área de soldagem se distribui sobre

um formato em L, aproveitando a área lateral

do CI. No tipo S isso não acontece e o CI só

possui a área inferior para soldagem.

A família QFN é composta normalmente

de componentes quadrados. Há exceções

mas a grande maioria é fabricada em formato

quadrado: 16x16, 32x32 terminais, etc.

Pode-ria se questionar esta característica pelo fato

de serem Quad Flat, mas flat significa plano.

Há muitos (T)QFP que não são quadrados,

e sim retangulares.

Como curiosidade, na figura 5

apresen-tamos um diagrama esquemático interno de

um CI em invólucro QFN em corte para

podermos observar suas partes e conexões.

Veja que a medida da altura do CI

dese-nhado é de 0,9 mm!

QFN, as dimensões físicas

É muito simples falarmos desta família

de invólucros com imagens aumentadas,

tratando de retrabalho, soldagem, etc., sem

considerar suas dimensões físicas reais. Então

vamos apresentar alguns desenhos com suas

dimensões ampliadas, mas, desta vez com

suas medidas dimensionais. Acompanhe nas

figuras 6 e 7.

Como curiosidade, observe na figura

8 uma comparação com um CI em QFN.

O CI em QFN e as

medidas do layout

Para fazermos um retrabalho temos que

analisar tanto o chip em si e suas dimensões

F3. QFN

tipo E. F4. QFN tipo S.

F5. Desenho esquemático em corte de um CI em QFN.

F6. Vista superior e lateral de um CI em QFN. Observe que as medidas estão em mm.

(16)

tecnologias

quanto o seu layout. Isso para termos uma

ideia do espaço disponível para

introduzir-mos o ferro de solda e terintroduzir-mos uma boa

sensibilidade da inclinação necessária em

função do tipo de ponta de ferro de solda

que estamos utilizando, da geometria do

chip e do espaço disponível para a

trans-ferência de calor suficiente para que seja

derretida a solda.

A recomendação de layout mais

de-talhada que encontrei está apresentada

parcialmente na figura 9.

Traduzindo e interpretando os itens

da tabela 1 temos as palavras: versão

(version), número de pinos (number of

pins), espaçamento entre terminais (pitch),

comprimento dos terminais de soldagem

(Lead Pad Length), largura dos terminais de

solda (Lead Pad Width), largura do terminal

de dissipador (Thermal Pad Witdh),

compri-mento do terminal de dissipador (Termal Pad

Length), comprimento máximo do terminal

do CI (Maximum Component Lead Length) e

largura máxima do terminal do CI (Maximum

Component Lead Width).

Com estas informações podemos dizer

que: temos um espaço disponível de pad

para fora do CI de 0,17 mm (comprimento

máximo do terminal do CI - comprimento

dos terminais de soldagem: 0,92 - 0,75).

Esta medida de 0,17 é em toda a volta do

CI, considerando-se ainda que esteja muito

bem posicionado! Por causa disto tem tanto

profissional que não gosta de SMD, é um

trabalho muito preciso e delicado que exige

muita concentração. Esta informação pode

ser vista melhor na figura 10.

O retrabalho, parte 1:

Dessoldando

É muito mais fácil e rápido dessoldar

CI em QFN com o auxílio de um

pré--aquecedor (pre-heater). Este

pré-aque-cedor pode ser feito por você mesmo,

inclusive. Quem sabe, se escreveremos

um artigo sobre isso?

O importante é que para a soldagem

de SMDs, como por exemplo estes CIs, o

ideal é obedecer uma curva específica de

evolução da temperatura em função do

tempo, com a finalidade de aumentar sua

vida útil e da placa (figura 11).

Lembre--se que não sabemos ainda se o chip

está funcional ou não, somente vamos

saber disso quando o substituirmos por

um novo ou ressoldarmos o antigo. São

duas estratégias de solução de problemas.

Uma focada no mau contato de solda, e a

segunda no chip.

A pergunta agora é: como vamos fazer

esta curva de temperatura x tempo “na

mão”, com um soprador de temperatura

controlada e um pré-aquecedor? Ou até

mesmo sem o pré-aquecedor? Como é mais

comum, a reposta vem de conhecermos

melhor nosso equipamento.

Conhecendo melhor seu

soprador térmico

Há muitos tipos de sopradores

tér-micos no mercado. Para você conhecer

melhor o SEU soprador, sugiro que faça

um ensaio interessante. Para este ensaio

você vai precisar de um termômetro com

termopar, PT100 ou semelhante, um pedaço

de madeira com marcação de 10 em 10 mm

e o seu soprador. Ligue o soprador, ajuste

sua temperatura para o início de sua escala,

caso não esteja marcada em °C, depois

de alguns segundos que a temperatura se

estabilizou, monte uma tabela com esta

posição, a distância do soprador ao sensor

de temperatura e a temperatura que foi

me-dida. O soprador que tenho em mãos é um

simples de marca muito boa, este modelo

não possui escala em °C. A escala é de 1;

1,5; 2; 2,5; até 6. Veja a tabela 2.

Em primeiro lugar anote a graduação da

escala em que foi ajustada e, com o sensor

de temperatura, meça a temperatura do

jato de ar quente considerando as distâncias

aproximadas. Por exemplo, no primeiro traço

principal da escala, depois de estabilizado o

aquecimento, meça a temperatura a uma

dis-tância de 40 mm, anote a medida, posicione

o sensor a 30 mm e meça a temperatura

novamente, anote a medida, e repita o

pro-cesso por quatro ou cinco pontos na escala

do potenciômetro do soprador.

Feito isso, procure um ponto de ajuste

de temperatura na escala do seu soprador

no qual apenas variando a distância do bico

até o sensor você consiga reproduzir a curva

de aquecimento ideal de retrabalho, sem

mexer no controle de potência, variando

somente a distância.

Caso haja vários componentes sensíveis

ao calor na região de retrabalho do QFN,

é necessário protegê-la com fita adesiva

de Kapton (amarela). Coloque pedaços

pequenos de fita no entorno do CI QFN,

protegendo esta região, principalmente

do fluxo de ar quente. Estas fitas também

atuam como “espelhos”, refletindo o

infra-vermelho do ar quente.

Agora, ligue o pré-aquecedor sob a área

do componente QFN numa temperatura

que pode variar de 100 a 120 °C

depen-dendo do tamanho das trilhas e das áreas

de dissipação de calor na placa. Aguarde

alguns segundos para a estabilização da

temperatura.

Aproxime lentamente o bico do

sopra-dor observando uma distância de 50 a 60

mm, aguarde 10 a 15 segundos, aproxime

o bico do soprador tendo sempre como

referências a curva de aquecimento do chip

e a tabela de aquecimento do soprador.

Com a pinça na mão, lentamente apoie

sua ponta na lateral do chip e veja se ele está

solto, “flutuando” na solda. Dê um super

leve toque no chip e veja se isso ocorre. Se e

somente se, o chip estiver nestas condições,

remova-o com muita calma pegando-o com

a pinça pelo seu lado superior. Caso

contrá-rio, se o chip ainda está com a solda pouco

aquecida, aproxime novamente o bico do

soprador, cuidado, siga sempre a tabela e o

gráfico! Remova o chip quando for possível.

Como não sabemos com certeza se o

chip está com problemas ou se é a qualidade

da solda, coloque-o sobre a caixa metálica

do soprador o mais rápido possível.

Partindo da ideia que o chip em QFN

está queimado, vamos para a próxima etapa:

a sua substituição.

O retrabalho, parte 2:

Soldando um QFN

Para soldarmos o mesmo CI vamos

começar pela limpeza da PCI. Aplique um

pouco de fluxo. Use um pedaço de malha de

1 ou 1,5 mm de largura, então posicione a

malha sobre a solda a ser removida e encoste

a ponta do ferro sobre ela. Muito cuidado,

faça isso sem pressionar a ponta do ferro

contra a malha, arranhando o PAD de solda.

Dependendo da força aplicada com o calor, o

PAD se solta facilmente da placa. Terminada

a limpeza da placa, vamos estanhar o chip.

Um chip novo em QFN normalmente

não possui solda suficiente para a sua

solda-gem, isso ocorre com os BGAs. Então quem

utiliza no ferro de solda uma ponta-faca, leva

vantagem agora, pois este preenchimento

de terminais com a solda é muito facilitado.

Ajuste sua estação de solda para uma

tem-peratura um pouco acima da temtem-peratura

(17)

tecnologias

4 x 4 9 x 9

Version E S E S

Number of pins 16 16 64 64

A – Pitch (mm) 0.65 0.65 0.5 0.5

B – Lead pad length (mm) 0.92 0.92 0.69 0.69

C – Lead pad width (mm) 0.37 0.37 0.28 0.28

D1 – Thermal pad width (mm) 2.0 2.0 7.1 7.1

D2 – Thermal pad length (mm) 2.0 2.0 7.1 7.1

Maximum component lead length (mm) 0.75 0.75 0.5 0.5 Maximum component lead width (mm) 0.37 0.37 0.3 0.3

de fusão da solda, normalmente se você

es-tiver soldando com solda de baixo ponto de

fusão esta temperatura é em torno de 180

°C e o ajuste fica em até 220 °C, na ponta

isolada, com a temperatura estabilizada.

Siga este procedimento com o

pré--aquecedor desligado. Vire o chip em QFN

de terminais para cima, aplique um pouco

de fluxo, estanhe a ponta-faca da estação

de solda e enquanto isso aplique a solda

derretida nos terminais do CI. SEM fazer

força alguma! Tão pouca força que não

precisa nem segurar o chip, o atrito dele

com a manta antiestática é suficiente para

espalhar a solda passando-a derretida sobre

os terminais. Com a geometria e a tensão

superficial criada pela ponta em faca, não é

necessária uma dosagem de solda, pois há

uma “divisão” da solda derretida entre os

terminais do chip e a ponta desde que você

não exceda na quantidade.

Como nem todo mundo tem uma

ponta--faca na estação de solda, faça a aplicação de

solda derretendo-a de pouco em pouco só

F7. Vista inferior de um CI em QFN 16. Observe que as medidas estão em mm.

F8. Comparação de tamanho do CI em QFN. T1. Medidas com seus valores em mm.

(18)

tecnologias

com a quantidade suficiente para dois ou três

terminais. Lembre-se que quanto mais solda

você colocar, provavelmente mais solda você

vai retirar. A quantidade de solda necessária

é mínima. Este tempo de aquecimento

des-necessário pode danificar o seu CI!

Com o CI com seus terminais

levemen-te estanhados e a placa limpa, posicione o

CI com a pinça. O CI não vai ficar plano

em relação à placa devido à solda. Aplique

o fluxo tanto no chip como na placa. Ligue

o pré-aquecedor, aguarde alguns segundos

(veja a curva de aquecimento do chip), com

o soprador na mão de menor precisão,

aqueça o conjunto. A fita kapton está no seu

lugar? Assim que a solda derreter abaixo do

chip ele vai se movimentar lentamente até

a sua posição final.

Utilize a pinça na sua mão de maior

precisão e dê super leves toques no chip

para ter certeza que a solda está derretida e

que o posicionamento está correto,

obser-ve numa lupa se for possíobser-vel. Depois de ter

esta certeza, afaste o soprador e desligue

o pré-aquecedor SEM mexer na mesa. Se

preferir pode aproximar novamente o

so-prador com um ajuste de temperatura bem

abaixo do que estava antes, isso é

importan-te para a estabilização da importan-temperatura e o

esfriamento da solda sem trincas, lembre-se

que a solda “encolhe” um pouquinho, quase

nada, na hora de se solidificar, mas isso pode

ser mais que suficiente para que ela trinque

e cause um mau contato que poderia ser

facilmente evitado.

Não é fácil ensinar estas habilidades

em textos escritos com fotografias e

grá-ficos. Sempre vale a pena reler os textos

dos outros artigos da Revista que escrevi

sobre o retrabalho, são mais de 12 páginas

com um excelente conteúdo. Pensamos

em uma apresentação em vídeo, mas ela

nunca te dirá: “Você pode fazer tão bem

quanto uma máquina. Apesar de sua

ex-periência como técnico, para este

retra-balho a sua nota é 2.” Sem contar que há

um sem número de vídeos assustadores

que “ensinam” a por o dedo para segurar

o chip, colar o chip com fita crepe, etc.

Há outros ainda que ensinam como soldar

de terminal em terminal, enquanto eu

aprendi a soldar 10 a 14 terminais por

segundo há mais de dez anos atrás!

Há muitas diferenças em aprender

como hobby e aprender para ser

profis-sional, lembre-se de procurar as melhores

referências para seus estudos e práticas.

Nesse sentido, a Editora Saber e eu,

temos grandes preocupações quanto à

profissionalização dos alunos, ao método,

às técnicas e às avaliações. Este texto é

um brevíssimo resumo do que ensinamos

em nossos treinamentos na Editora e nas

empresas. Em nossos treinamentos

utili-zamos até uma palmatória como recurso

pedagógico! E funciona.

Desejo que tenha sido o suficiente

para atender algumas de suas dificuldades

e que com estas informações você consiga

caminhar de modo independente no seu

retrabalho do dia a dia.

Escala (soprador) °C em 10 mm °C em 20 mm °C em 30 mm °C em 40 mm 1 1,5 2 2,5 ...

F9. Padrão de layout sugerido

para um QFN 16. F10. A diferença dimensional entre os PADs da placa e os terminais do CI em QFN.

F11. Curva específica de soldagem e ressolda-gem de um QFN 16, segundo seu fabricante.

T2. Mapea-mento de temperatura.

(19)
(20)

Desenvolvimento

H

oje em dia, em uma única pastilha de silício – Si pode-se inserir mi-lhões de circuitos, melhorando a mobilidade e processamento das Inovações Tecnológicas existentes. Estas pastilhas são comumente chamadas de Circuitos Integrados - CI. Analisando-se os dispositivos eletrônicos atuais, é difí-cil encontrar algum que não faça uso de algum CI. Como por exemplo, o micro-processador utilizado em Computadores, Notebooks, Ultrabooks e Smartphones é indispensável a estes equipamentos.

O MOSFET – transistor de efeito de campo de metal-óxido-semicondutor – é atualmente um dos dispositivos mais importantes no desenvolvimento de circuitos integrados, pois cada CI pode possuir milhões de transistores. Segun-do Boylestad e Nashelsky (1996), seu tamanho e estabilidade térmica, entre outras características, o tornam ideal para confecção em larga escala, sendo muito utilizado em projetos de computadores e outros aparatos eletrônicos. Contudo, seu manuseio requer conhecimentos de suas características em chaveamentos de alta frequência, diversas polarizações e no comportamento ante os vários níveis de campo elétrico. Assim, seu uso sem as devidas precauções e conhecimento de seu comportamento em situações diversas pode ocasionar fenômenos parasitas que prejudicam seriamente o processamento de seu circuito lógico. E entre estes fenô-menos estão a Indutância e Capacitância Parasitas, que ocasionam atrasos de propagação (delays) e repiques (também conhecido como debounce).

Os delays são o que motivam a troca de computadores e notebooks todos os anos. Já os repiques, que causam comutações indesejadas no período de processamento, são incômodos em chaveamentos que re-querem precisão. Assim, exemplificando: em um placar eletrônico onde uma comuta-ção implica, por exemplo, numa mudança de 0 para 1, seria muito indesejada uma mudança de 0 a 6 (ou 0 a 5). Outros efeitos indesejáveis devido aos repiques também devem ser minimizados em chaveamen-tos que requerem precisão, tais como em equipamentos médicos e fisioterapêuticos. Então, diante da demanda de solu-ções para fenômenos envolvendo o uso de MOSFET e aumento de frequência de processamento cada vez maior em circui-tos lógicos digitais, buscou-se minimizar e entender a Indutância e Capacitância Parasitas em chaveamentos com MOSFET, propondo uma solução viável ao pro-blema a partir da análise dos resultados obtidos e discutindo sua viabilidade.

Referencial Teórico

Segundo Boylestad e Nashelsky (1996), o surgimento do MOSFET culmi-nou em um grande avanço tecnológico por ser fácil sua fabricação, ter alto desem-penho e proporcionar integração em larga escala, isto é, seu tamanho é cerca de vinte vezes menor que o Transistor de Junção Bipolar - TJB, permitindo que um grande número de transistores seja produzido em um mesmo circuito integrado.

Os mesmos autores afirmam que o MOSFET - Metal Oxide Semiconductor

Field-Effect-Transistor (Transistor de Efeito

Aplicando o MOSFET de

forma a reduzir indutâncias

e capacitâncias parasitas em

dispositivos eletrônicos

Este artigo desenvolve a análise do

MOSFET abordando suas principais

características em diversas

situa-ções, propondo modelamentos de

seu comportamento em Circuitos de

primeira e segunda ordem (Circuitos

RL, RC e RLC) e soluções por meio de

equações diferenciais.

Além disso, ele desvenda as

princi-pais causas e natureza do problema

abordado, possibilitando a

preven-ção e meios de evitá-lo.

Tiago Almeida de Oliveira

Mário Marcos de Brito Horta

Arlete Vieira da Silva

Parte

1

(21)

de Campo Metal-Óxido-Semicondutor) – pertence a uma classe de dispositivos semicondutores chamada de Transistores. Ele possui três terminais: um terminal de controle chamado Gate (ou Porta), um terminal de entrada chamado de Drain (ou Dreno) e outro terminal de saída cha-mado Source (ou Fonte). E subdivide-se em Tipo Depleção e Tipo Intensificação, tendo cada um destes modos de operação diferentes. E possuem na sua construção o contato metálico do terminal de porta, que é separado do substrato por uma camada isolante de dióxido de Silício SIO2.

Os mesmos autores ressaltam que o MOSFET pode ser dividido em dois tipos: MOSFET tipo Depleção e MOS-FET tipo Intensificação. O segundo tem várias aplicações na Eletrônica onde se exige chaveamento em altas frequências e construção de portas lógicas. Como, por exemplo, microprocessadores utilizados em Notebooks com frequência de 2 GHz (dois bilhões de chaveamento por segun-do) utilizam MOSFETs. A figura 1 mostra múltiplas portas OR e NAND.

Capacitância

De acordo com O’Malley (1994), Ca-pacitância é a medida da capacidade de armazenar cargas nos condutores quando separados por algum dielétrico.

Especificamente, se a diferença de potencial entre os dois condutores é de volts (V) quando existe uma carga positiva de Q coulombs em um condutor e uma carga igual negativa no outro, o capaci-tor possui uma capacitância descrita na equação a seguir.

Parte

1

Aumentando a área das placas ou reduzindo a distância entre elas ou au-mentando a permissividade do dielétrico, tem-se um aumento na capacitância. Já a

permissividade ξ é relativa ao comporta-mento atômico do dielétrico.

A energia armazenada em um ca-pacitor, que pode ser comprovada por cálculos, é dada pela seguinte equação:

Onde C é o símbolo de capacitância.

A unidade SI de capacitância é o

fa-rad (F), unidade esta muito grande para

aplicações práticas, sendo o microfarad (μF) e o picofarad (pF) mais comumente utilizados.

O’Malley (1994) ainda ressaltou que para um capacitor de placas paralelas, a capacitância em farad é representada pela equação a seguir.

Onde A é a área de cada uma das placas em m², d é a distância (em metros) entre as placas, e ξ é a permissividade do dielétrico em farads por metro (F/m).

Onde: WC é em joules, C em farads e V em volts.

F1. Múltiplas portas A) OR e B) NAND.

F2. Passos para análise de Circuitos de Primeira ordem.

(22)

Desenvolvimento

Assim, percebe-se que a energia ar-mazenada não depende da corrente no capacitor.

Indutância

Segundo Dorf e Svoboda (2008), a Indutância uma característica intrínseca que cada indutor possui de capacidade de armazenamento de energia em forma de campo magnético. A unidade de medida de indutância em SI é o henry. E pode ser definida pela equação:

Assim, se há qualquer circuito elétrico de primeira ordem contendo capacitor ou indutor, pode-se analisá-lo pelos teoremas de Norton e Thevenin. A figura 2 ilustra estes passos: primeiramente, isola-se o elemento de armazenamento de energia (capacitor ou indutor) e, em seguida, substitui-se o circuito ligado ao capacitor pelo equivalente de Thevenin e o circuito ligado ao indutor pelo equivalente de Norton. Então, se obtém sua resposta natural e ao degrau.

Segundo Nilsson e Riedel (2009), é considerada resposta natural de um circuito de primeira ordem quando as correntes e tensões do circuito se descar-regam em uma rede resistiva por meio da energia armazenada no capacitor ou indutor. Ou seja, o elemento de armaze-namento de energia descarrega a energia potencial armazenada.

Para a resposta natural de um circuito RL, tem-se a seguinte equação de corrente:

Circuitos RLC

O circuito RLC também é conhecido como um circuito de segunda ordem, pois possui dois elementos de armazenamento de energia – o capacitor e o indutor. Além disso, ele pode ser representado por uma equação diferencial de segunda ordem.

Segundo Dorf e Svoboda (2008), a ordem da equação diferencial que repre-senta um circuito é no máximo igual à soma do número de capacitores com o número de indutores. Assim, um circuito de segunda ordem pode conter, por exem-plo, um capacitor e um indutor ou dois capacitores e nenhum indutor.

Este tipo de circuito pode ser repre-sentado pela equação mostrada abaixo:

Assim, através desta fórmula, pode-mos perceber a característica puramente construtiva da indutância.

A energia armazenada em um indutor é dada pela equação a seguir.

Onde N é o número de espiras de um con-dutor, A é área de seção reta do núcleo em m², l é o comprimento da bobina em me-tros e μ é a permeabilidade relativa mag-nética do meio.

Esta energia, que pode ser demons-trada através de cálculos, é a energia armazenada no campo magnético ao redor do indutor. Também, pela fórmula 5, percebe-se que energia armazenada no indutor depende de sua corrente e da indutância do dispositivo e como esta não varia por se tratar de um aspecto puramente construtivo, somente pode se interferir nesta energia pela sua corrente.

Circuitos RL e RC

Segundo Dorf e Svoboda (2008), os cir-cuitos RC e RL de primeira ordem contêm apenas um elemento de energia e são re-presentados por equações diferenciais de primeira ordem. Ou seja, se o circuito tiver apenas um indutor e nenhum capacitor (ou apenas um capacitor e nenhum in-dutor) podem ser representados por uma equação diferencial de primeira ordem.

Onde WL em joules, L em henrys e I em ampères.

E para um circuito RC, tem-se a se-guinte equação de tensão:

Onde Io e Vo são os valores iniciais (em t=0+) de corrente e tensão no Indutor e Capacitor, respectivamente.

Segundo Nilsson e Riedel (2009), denomina-se resposta ao Degrau de um Circuito de Primeira Ordem quando o mesmo é submetido a uma aplicação repentina de uma fonte de tensão ou corrente constante.

Deste modo, tem-se para esta resposta uma equação para corrente em circuito RL e uma equação de tensão para circuitos RC:

A saída do circuito, também chamada de resposta do circuito, pode ser a corren-te ou a corren-tensão de qualquer componencorren-te do circuito. A saída é frequentemente escolhi-da como sendo a corrente em um indutor, ou a tensão em um capacitor. As entradas do circuito podem ser tensões de fontes de tensão independentes e/ou correntes de fontes de corrente independentes. Os coeficientes da equação diferencial recebem nomes especiais: α é chamado de amortecimento e ωo de frequência de ressonância.

De acordo com Dorf e Svoboda (2008), para representar a resposta de um circuito de segunda ordem deve-se:

• Representar o circuito por uma

equação diferencial de segunda ordem.

• Obter a solução geral da equação

diferencial homogênea. Esta solu-ção é a resposta natural, xo (t).

• Obter uma solução particular da

equação diferencial. Esta solução é a resposta forçada, x1 (t).

• Usar as condições iniciais, como

por exemplo, os valores iniciais das correntes nos indutores e das ten-sões nos capacitores, para calcular as constantes da resposta natural.

Onde x(t) é a saída do circuito e f(t) é a en-trada do circuito.

Referências

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