Digerati Comunicação e Tecnologia Ltda. Rua Haddock Lobo, 347 • 12o Andar
CEP 01414-001 • São Paulo/SP (11) 3217-2600 • Fax (11) 3217-2617 www.digerati.com.br
Diretores
Alessandro Gerardi – ([email protected]) Luis Afonso G. Neira – ([email protected]) Alessio Fon Melozo – ([email protected]) ISBN: 85-89535-80-0
Nenhuma parte deste livro, sem autorização prévia por escrito da editora, poderá ser reproduzida ou transmitida sejam quais forem os meios empregados: eletrônicos, mecânicos, fotográfi cos, gravação ou quaisquer outros.
Diretor Editorial Luis Matos Assistente Editorial Monalisa Neves Redação Tadeu Carmona Preparação de originais Jeferson Ferreira Revisão
Juliana de Cássia Ribeiro Projeto gráfico e Capa Luciane S. Haguihara Arte Daniele Oliveira Luciane S. Haguihara iniciais.indd 2 iniciais.indd 2 18/3/2005 19:06:2118/3/2005 19:06:21
“Haverá um computador pessoal em cada escritório e em cada lar”. Essa frase dita hoje em dia parece lugar-comum, fica difícil não acreditar que é questão de tempo para isso acontecer, mesmo em países do chamado Terceiro Mundo. Mas, se isso fosse dito por volta de 1976 – tempo em que o tamanho de um computador era o de uma sala – quase ninguém acreditaria. Pois bem, o autor dessa frase, em meados da década de 70, é conhecido hoje mundialmente por ter fundado a maior empresa de software do mundo. Trata-se de nada menos do que William Henry Gates III ou, simplesmente, Bill Gates.
Voltando um pouco mais no tempo. Mais exatamente em 1965, Gor-don Moore, que mais tarde fundou a Intel ao lado de Bob Noyce, previu que a capacidade de um chip de computador dobraria anualmente. Dez anos depois, a previsão se mostrou verdadeira, e ele voltou a prever a duplicação do potencial de processamento a cada 18 meses. Novamente a teoria se confirmou, tanto que ficou conhecida pelos profissionais de TI como Lei de Moore.
Apresentamos dois exemplos de visionários que fizeram, em diferentes momentos, previsões que contrariavam a crença dos mais otimistas, e que acabaram se concretizando. Essas citações nos mostram o porquê da área de informática ser tão fascinante e, ao mesmo tempo, desafiadora.
Sem dúvida, trabalhar com computador gera uma necessidade de atualização constante, pois todos sabem que a qualquer momento a tecnologia pode evoluir, e o profissional precisa acompanhar o “ trem da história”.
No livro que chega às suas mãos, Tadeu Carmona mostra o que há de mais atual quando o assunto é equipamento, explicando em detalhes seu uso e como combinar as peças para montar um computador que atenda todas as suas necessidades ou de seus clientes.
Aproveite este livro para se atualizar, mas te darei um conselho: leia-o rapidamente. Afinal de contas, daqui a um mês toda a tecnologia pode ter evoluído. Você duvida disso?
Luis Matos [email protected] Diretor Editorial
iniciais.indd 3
Primeira Parte
Montagem
Gabinetes ... 6 Fontes ... 8 Fontes Pentium 4 ... 9 Placas-mãe ...13 Clock/Freqüência de trabalho ...13 Plataforma ...14 Memórias ...14 Slots disponíveis ...16 Marcas ...16 Ligando a placa-mãe ...17 Encaixando a placa-mãe ...18 Jumpers e switches ...20 Switches ...22 Botões ...23 Slots ...27 Slots PCI ...27 Slots AGP ...29 PCI x AGP ...31 Athlon x Pentium 4 ...32 Os padrões ...33 O problema da nomenclatura ...34 Encaixando o processador ...34 Cooler de processador ...37 Instalação do cooler ...37 Memórias ...40 Memórias DIMM ...40 Memórias DDR ...41 Portas ...42 USB ...42 Cooler do gabinete ...44Para “se virar” com os coolers ...44
Testes e drive de disquete ...47
Instalação do drive de disquete ...48
Possível erro ...52 Teclado ...53 Solucionando problemas ...54 Monitor ...55 Pinos e cabos ...55 iniciais.indd 4 iniciais.indd 4 18/3/2005 19:06:2218/3/2005 19:06:22
Para configurar a BIOS ...58
Bios Features Setup ...60
O problema da freqüência ...62
Vídeo on-board ...63
Configuração do vídeo on-board ...64
Desabilitando o vídeo on-board ...64
Som on-board ...66
Rede on-board ...68
Modem AMR ...69
Instalação de modem AMR ...70
Bateria ou memória CMOS ...72
CMOS cheksun error ...73
HD ...75
Compra de HD ...75
Instalação do HD ...76
Cabos de dados ...80
Tipos de cabos ...80
Pequena engenharia de cabos IDE ...81
Gravador de CDs ...83
Instalação ...83
Conexões de periféricos ...85
Teclado e mouse ...85
Caixas de som e microfone ...86
Impressora, escâneres e máquinas digitais ...86
Mouse ou teclado wireless ...87
Modem ...87
Segunda Parte
Testes e configurações
Internet ...88Internet discada ...88
Após a instalação do modem ...90
Testes e informações ...91 Check-up completo ...91 Memórias ...93 HDs que param ...94 Upgrade da BIOS ...95 iniciais.indd 5 iniciais.indd 5 21/3/2005 11:29:4021/3/2005 11:29:40
6 Primeira Parte
Gabinetes
A primeira peça de que precisamos para montar nosso computador é o gabinete, ou case, como alguns gostam de dizer. Afinal, é dentro dele que serão acondicionadas todas as peças que farão parte do PC, incluindo os HDs e as placas periféricas.
Como veremos mais adiante, apesar de a placa-mãe ser o componente mais importante do PC, ao lado do processador, tanto a primeira como o segundo vão depender (e muito) do gabinete comprado. O mesmo vale para o número de discos rígidos (HDs) e de drives para discos óp-ticos (gravadores de CDs, DVDs) que poderá ser acondicionado em um mesmo gabinete.
Uma das formas mais antigas de classificar um gabinete diz respeito ao tipo de placa-mãe que pode ser fixada nele, bem como o tipo de fonte que acompanha esses dois componentes. Com base nessa divisão, um gabinete pode ser AT, ATX ou mini-ATX.
Os gabinetes AT correspondem às antigas placas-mãe, utilizadas exclu-sivamente até a época dos Pentium 233. As placas-mãe AT costumam ser um pouco menores do que suas equivalentes ATX. Alguns fabricantes têm versões da mesma placa em AT e ATX, sendo que modelos mais recentes possuem os dois tipos de conectores para a fonte. No entanto, placas-mãe de última linha possuem apenas o conector ATX. Talvez o elemento deter-minante dessa preferência seja o fato de que o acabamento dos gabinetes AT é mais “simplório”, ao passo que, nos gabinetes ATX, também chamados de gabinetes-torre, existe um acabamento na parte traseira, utilizado para acomodar as portas de saída dos componentes.
Os gabinetes mini-ATX, também chamados de minitorre, recebem este nome porque são capazes de acondicionar as placas-mãe homônimas, que costumam ser até menores do que as placas AT. Tais gabinetes pos-suem, normalmente, duas ou três baias: receptáculos para o encaixe de HDs, “gavetas” de backup ou drives. Se levarmos em conta que a maioria dos discos rígidos (que veremos mais adiante) tem o mesmo tamanho de um drive de disquete (3,5 pol), encaixando-se perfeitamente na baia para esses dispositivos, veremos, então, que não existe uma desvantagem muito grande, pelo menos levando em conta o espaço, em comprar um gabinete de duas ou três baias.
cap01.indd 6
7
Montagem
Assim, o ideal mesmo é comprar um gabinete ATX torre, como o da
Figura 1.1. Note como o interior é espaçoso: quanto mais espaço existir,
mais fácil será montar o computador, ajustando cada peça em seu lugar. Além disso, o espaço livre ajuda na refrigeração do gabinete: há mais espaço para o ar circular, e, portanto, resfriar-se, principalmente se existir um bom cooler (ventilador) como auxiliar.
Note (1) que o gabinete possui três baias para dispositivos ópticos, o que significa que você poderá ter um gravador de CDs e um drive de DVD, por exemplo, sem grandes problemas, e ainda sobra espaço para uma gaveta de HD. Além disso, (2) a maioria dos gabinetes ATX torre mais modernos possui conectores frontais, para a ligação de portas USB, o padrão atual para impressoras, escâneres e máquinas digitais. Os USB frontais também possuem um pequeno cooler que sopra ar frontalmente, o que pode ajudar ainda mais na refrigeração do computador.
Para finalizar, o ideal é que o gabinete já venha equipado com sua própria fonte de alimentação, e que esta seja de, pelo menos, 400 W. Isso evitará problemas de compatibilidade. Para a aquisição desse tipo de gabinete, gastaremos algo em torno de R$ 90,00 e R$ 110,00.
Figura 1.1.
cap01.indd 7
8 Primeira Parte
Fontes
Existem duas situações em que será necessário adquirir uma fonte: se você comprou um gabinete sem fonte, ou, o que é difícil, no caso de a fonte ser de menos de 400 W. Se você comprou um gabinete sem fonte, o computador, obviamente, não poderá ser ligado após a montagem.
Quanto a fontes de menos de 400 W, existem duas questões:
1. Praticamente tudo o que há no computador deve ser ligado à fonte
para que possa funcionar: placa-mãe, discos rígidos, drives de disquete e drives de CD. Quanto mais componentes forem ligados à fonte de forma direta, mais de sua capacidade será exigida. A mesma observação vale para os equipamentos conectados à placa-mãe, incluindo memórias, o processador e placas de vídeo e som off-board.
2. Para a média geral dos computadores de usuários domésticos,
uma fonte ATX de 400 W é mais do que suficiente: com ela, sem grandes problemas, podemos montar um computador com uma placa-mãe “tudo on-board” (vídeo, som e rede integrados à placa-mãe), com um HD de 40 GB e, ainda, um gravador de CDs. Porém, em máquinas mais sofisticadas, com leitor/gravador de DVDs, placas de vídeo de alta performance, ou dois discos rígidos, é necessário possuir fontes mais potentes (500 W em diante) sob risco, em caso contrário, de subutilização do equipamento e mau funcionamento dos componentes: os famosos “pulos” dos gravadores de CDs e DVDs instalados na mesma máquina, até que um dos dispositivos, em um determinado momento, deixa de funcionar.
A
tenção: uma das causas do que observamos no Tópico 2 é o que chamamos de fontes “genéricas”, como as compra-das em lojas de material de construção (nunca faça isso!). Essas fontes costumam ter um valor de voltagem menor do que o mostrado na etiqueta de especificações técnicas, colocadacap02.indd 8
9
Montagem acima do produto (Figura 2.1). Dessa forma, é comum encontrar fontes de 400 W que, na verdade, suportam apenas 340 W.
Figura 2.1.
Para evitar esse problema, adquira fontes “de marca”: são mais caras, mas você pode confiar nas informações da etiqueta. Evite fontes das marcas Troni e BestExpress. Boas fontes, apesar de caras, são as da marca SUPERFLOWER e SevenTeam, principalmente a ST-350BKV.
Fontes Pentium 4
Outro fator a ser levado em consideração: se você deseja montar um computador com processador Pentium 4 (Intel), Duron ou Athlon XP (AMD), então terá de pedir, na loja, por uma fonte “para Pentium 4”. Essa fonte, cujo nome é, na verdade, fonte ATX12V, também serve para processadores da AMD, e ainda tem um diferencial com relação às outras: um conector de quatro pinos, com 12V+ (12 volts positivos), que alimenta o processador de forma direta, por meio de um conector na placa-mãe (Figura 2.2).
cap02.indd 9
10 Primeira Parte
Figura 2.2.
Adquirida a fonte, podemos testá-la para averiguar se está funcionando corretamente. Há como fazer isso sem ligá-la a componente nenhum. Para tanto, precisaremos adquirir um multímetro.
Um multímetro é um dispositivo que mede as correntes de saída de um determinado dispositivo elétrico. Nas fontes ATX, por exemplo, temos 20 pontos de saída de corrente. Ao adquirir o multímetro, basta carregá-lo, com baterias próprias ou com pilhas alcalinas, depende do modelo adquirido, e encostar suas duas pontas em cada uma das saídas da fonte. Em seguida, utilize o seletor para escolher a voltagem que deseja medir.
Os valores para uma fonte ATX12V como a que estamos utilizando em nosso teste são:
Pino Cor Tensão
1 Laranja +3,3V 2 Laranja +3,3V 3 Preto Terra 4 Vermelho +5V 5 Preto Terra 6 Vermelho +5V 7 Preto Terra
8 Cinza Power Good
cap02.indd 10
11
Montagem
Também é importante executar a medição das voltagens do conector auxiliar ATX12V: 9 Roxo +5V 10 Amarelo +12V 11 Laranja +3,3V 12 Azul -12V 13 Preto Terra 14 Verde Power On 15 Preto Terra 16 Preto Terra 17 Preto Terra 18 Branco -5V 19 Vermelho +5V 20 Vermelho +5V
A
tenção: todos os fios pretos, os chamados fios terra, não devem ser medidos, assim como os fios nas cores verdee cinza.
Pino Cor Tensão
1 Preto Terra 2 Preto Terra 3 Preto Terra 4 Laranja +3,3V 5 Laranja +3,3V 6 Vermelho +5V
bem como a do conector de 12V ligado diretamente ao processador:
Pino Cor Tensão
1 Preto Terra
2 Preto Terra
3 Amarelo +12V
4 Amarelo +12V
Valores muito diferentes do que seria o padrão significam problemas na fiação ou na própria fonte. Valores negativos nos lugares em que de-veriam aparecer valores positivos são sinal para inversão de corrente, tão
cap02.indd 11
12 Primeira Parte
perigoso quanto usar uma fonte com defeito, porém, causando problemas ao PC em um período de tempo muito mais curto. Valores nulos (0) exibem uma fiação pela qual não está passando corrente elétrica, ou seja, os fios não estão funcionando.
Se você deseja arriscar e comprar uma fonte barata, gastará entre R$ 17,00 e R$ 50,00 para adquirir uma com potencial entre 300 e 400W. Para fontes de melhor desempenho, gastaremos entre R$ 130,00 e R$ 300,00 para as mesmas potências.
Essa variação de preços também afetará nossa caixa de ferramentas: multímetros de plástico custam cerca de R$ 25,00 em qualquer loja de “bugigangas”. Porém, multímetros de boa qualidade (Figura 2.3), como o Minipa ET-111, podem custar – investimento que vale a pena – entre R$ 70,00 e R$ 80,00 em lojas especializadas de grandes centros comerciais, como São Paulo e Rio de Janeiro.
Figura 2.3.
cap02.indd 12
13
Montagem
Placas-mãe
Montada a base de nosso computador – um gabinete espaçoso, com uma fonte de força “decente” e previamente testada – está na hora de adqui-rir a placa-mãe: talvez o componente mais importante do computador.
A placa-mãe, ou motherboard (ou, ainda, “mobo”, para os realmente íntimos), é diretamente responsável, junto com o gabinete e com a fonte, pela vida útil de componentes vitais do PC, como o processador e a me-mória. Além disso, a placa-mãe pode ser crucial para o bom desempenho desses componentes: placa-mãe barata e fabricada com material de má qualidade, trabalhando com memórias, processador e placa de vídeo de boa qualidade, equivale, como na equação matemática (+) + (-) = (-), a um computador com baixo desempenho e com tendência a diversas panes, os famosos “paus”. Por quê?
Ora, a placa-mãe é responsável pela interligação dos diversos com-ponentes do PC e pelo gerenciamento de suas funções. É pelos canais de dados (DMA, IDE, entre outros) localizados na placa-mãe que trafegam as informações alocadas na memória ou “mastigadas” pelo processador. Além disso, a velocidade em que os componentes instalados vão funcionar depende muito das especificações da placa-mãe, como o tipo de suporte à memória RAM que ela possui, o chipset que ela utiliza e o seu fabricante.
Clock/Freqüência de trabalho
Ao procurar por uma placa-mãe em uma loja de componentes ou em um site de leilões como o Mercado Livre, devemos observar em que freqüência, ou clock, ela trabalha.
A freqüência em que a placa-mãe trabalha, medida atualmente em megahertz (MHz), corresponde à velocidade em que ela será capaz de interagir com o processador, com as memórias e com os dispositivos (som e portas USB) conectados aos slots PCI. Do mesmo modo, a capacidade de overclock, que veremos mais adiante, tem muito a ver com o potencial de ascensão da freqüência da placa.
A área da placa-mãe responsável pelo controle da freqüência de dados é a FSB (Front Side Bus). Nas caixas das placas-mãe, você verá escrito algo como Front Side Bus(FSB) 133 MHz. A maioria das placas-mãe para
pro-cap03.indd 13
14 Primeira Parte
cessadores AMD que utilizam memórias SDRAM possui FSB de 100/133 MHz. Apenas os processadores Duron, com sua linha de baixíssimo custo, operam a 100 MHz. Existem, no entanto, placas-mãe para Athlon que uti-lizam memórias DDR, e que trabalham a 200, 250 ou 400 MHz. Apesar de mais caras, sempre prefira placas com clock maior, pois, assim, você terá margem para aumentar a freqüência interna do processador e ganhar velocidade. Caso ocorra algum problema, é possível, também, voltar para as configurações originais.
As placas-mãe para Pentium 4 utilizam freqüências de 800, 533 ou 400 MHz, dependendo do processador. Para o Pentium 4 LGA 775, mo-delo mais recente, a própria Intel, fabricante dos Pentium, disponibiliza uma placa-mãe, a BOXD925XECV2, capaz de operar com velocidades de FSB de 1066, 800 ou 533 MHz. Porém, existem placas, como a D915PCY-L, da própria Intel, que custam a metade do preço da placa indicada, garantindo, também, boas velocidades. Com ela, podemos fazer que nosso FSB trabalhe a 533 MHz, 133 MHz a mais do que um computador Athlon equivalente.
Plataforma
Falamos muito de plataforma no item anterior, portanto, o assunto quase dispensa comentários: se você vai comprar um processador Pentium 4, deve comprar uma placa-mãe da Intel, exclusiva para esse processador; se for comprar um Athlon XP, deve comprar uma placa-mãe equivalente. Se há dúvidas sobre a placa-mãe que deseja comprar, consulte o site http://www.boadica.com.br/cpu_plmae.asp antes de fechar o negócio. Essa página possui um índice com diferentes modelos de placas-mãe, divididos por plataforma, com as características mais importantes de cada produto.
Memórias
Atualmente, as placas-mãe utilizam dois padrões de memória: o SDRAM-DIMM e o DDR. As memórias DIMM são mais antigas, e estão sendo utilizadas desde o tempo dos velhos, e bons, Pentium II. Trabalham em freqüências de 66, 100 e 133 MHz, proporcionais à freqüência de FSB das placas-mãe. Por isso, não existem placas com suporte a DIMM que trabalhem com FSB maior do que 133 MHz.
As memórias DIMM são encaixadas na placa-mãe por meio de slots com dois “recortes”, como você pode ver na Figura 3.1. Os slots para memória DIMM são, em sua maioria, de cor preta.
cap03.indd 14
15
Montagem
Figura 3.1.
As memórias DDR são mais modernas e alcançam velocidades que variam entre 133 MHz (DDR 266) e 200 MHz (DDR 400). É isso aí: o núme-ro que designa as memórias DDR não corresponde à freqüência de FSB em que elas trabalham, mas sim à velocidade do FSB multiplicada pela placa-mãe. Por exemplo, 133 MHz (velocidade do FSB) x 2 (multiplicador utilizado pela placa-mãe) = 266 (valor de operação da DDR). A taxa de multiplicação disponível varia em cada modelo de placa-mãe.
Se você pretende adquirir uma placa-mãe com suporte a memória DDR, opte por placas que aceitem memórias DDR 400, com multiplicadores de 200 MHz, ou que já tenham suporte ao padrão nascente, o DDR2. Além disso, quanto mais slots para memória a placa-mãe possuir, melhor: em uma placa-mãe com dois slots para encaixe de memórias, você pode ter um 1 GB de memória disponível, ou seja, dois pentes de 512 MB. Se sua placa-mãe possuísse mais um slot, poderíamos adicionar, no futuro, mais memória ao sistema.
Outro exemplo: você comprou uma placa-mãe com suporte para memórias DIMM, com dois slots disponíveis, e, como o dinheiro estava “curto”, comprou dois pentes de memória de 128 MB, totalizando 256 MB. Depois de algum tempo, você nota que a memória é insuficiente para suas necessidades, e que precisa de, no mínimo, mais 128 MB. Porém, há um problema: não existem mais slots disponíveis e, portanto, você terá de sacrificar um dos pentes de 128 MB para comprar um de 256 MB, conse-guindo, dessa forma, um aumento real em sua memória RAM.
cap03.indd 15
16 Primeira Parte
Slots disponíveis
Ao comprar a placa-mãe, é importante observar quantos slots ela pos-sui, mesmo que seja uma placa on-board: normalmente, quando estamos sem dinheiro, compramos placas com elementos periféricos integrados. No entanto, principalmente no caso dos modems e das placas de vídeo, o desejo por qualidade faz que as trocas sejam inevitáveis.
O ideal é comprar uma placa-mãe com, ao menos, três slots PCI: um para placa de som, outro para modem e outro para placa de rede, essencial para contratar um serviço rápido de Internet, seja ele qual for. Além disso, a placa-mãe deve possuir um slot AGP para conexão de placa de vídeo off-board. Sem ela, você será obrigado a utilizar a placa de vídeo integrada, normalmente com desempenho bem inferior, ou adquirir uma placa de vídeo PCI, mais cara e mais lenta do que seis equivalentes AGP.
Marcas
Vistos todos esses detalhes, o vendedor da loja surgirá no balcão com, pelo menos, cinco placas diferentes, com preços, claro, também diferentes. Nesse caso, qual é o critério de desempate?
A marca! Lembre-se do ditado da vovó: “o barato sai caro”. Placas-mãe de marcas famosas custam caro porque são melhores. Placas-mãe baratas normalmente utilizam componentes de segunda mão, chipsets (controla-dores da placa) também baratos e são manuseadas sem muito cuidado na hora da montagem.
Para a plataforma Intel, as melhores placas são as fabricadas pela própria Intel (www.intel.com). Elas também são as mais caras: os valores podem variar entre R$ 500,00 e R$ 1000,00. Com relação à plataforma AMD, que não fabrica placas para seus próprios chipsets, é possível combinar custo e qualidade, adquirindo as placas-mãe da ASUS (ww.asus.com), cujos preços oscilam entre R$ 200,00 e R$ 400,00. A ASUS também fabrica placas de boa qualidade para Pentium 4.
Seja como for, fuja de placas-mãe baratas, que não tem como principal característica a garantia de qualidade do material utilizado na confecção de seus equipamentos. Portas paralelas e seriais que não funcionam, travamentos inexplicáveis, problemas no som e modem integrados são comuns nestas marcas.
Por último, não se esqueça de comprar uma chave Phillips, por cerca de R$ 15,00. Precisaremos muito dela a partir de agora.
cap03.indd 16
17
Montagem
Ligando a
placa-mãe
Comprada a placa-mãe, torcendo para que você tenha feito uma boa escolha, vamos levá-la para casa e encaixá-la no gabinete. Para isso, além da placa-mãe e dos acessórios que a acompanham (cabos de conexão de dados e parafusos), precisaremos de uma chave Phillips.
É claro que partimos do pressuposto de que você já conectou a fonte de força ao gabinete. Se ainda não o fez, basta colocar a fonte dentro do gabinete, com o cooler virado para a sua direção traseira, e deslizá-la suavemente até que ela se encaixe. Faça isso com o gabinete deitado, e não em pé, para facilitar o processo.
Parafuse a fonte firmemente. Os parafusos, na maioria das vezes, vêm inclusos. Se, por algum motivo, a fonte for menor que o gabinete, é melhor trocá-la: deixar a fonte frouxa ou pendente de um dos lados pode dimi-nuir sua vida útil, além de provocar uma queda geral de desempenho. O chacoalhar da fonte, principalmente dentro do gabinete, pode acumular o calor dissipado por ela em vez de enviá-lo para fora. Além disso, fontes mal encaixadas tendem a fazer que cabos de força sejam deslocados continuamente dentro do gabinete, o que, com o tempo, acaba gerando mal-contato, torção ou quebra da fiação. A fonte, após ter sido fixada, deve ficar como vemos na Figura 4.1:
Figura 4.1.
cap04.indd 17
18 Primeira Parte
A voltagem da fonte também deve ser ajustada. A maior parte da rede elétrica brasileira trabalha com voltagem de 110V, sendo que o padrão americano é um pouco maior. Portanto, você deve posicionar o seletor da fonte de modo que a marcação 115V se torne visível. Se, o que é raro, seu micro está ligado a uma tomada de 220V, movimente o seletor até que a opção 225V se torne visível, ou, o que é melhor, mude o micro para uma tomada de 110V, se existir uma.
Encaixando a placa-mãe
Agora, vamos fazer a conexão da placa-mãe. Para evitar acidentes, nesta parte do trabalho, não ligue a fonte na tomada.
1
Suavemente, retire a placa-mãe do invólucro plástico no qual ela vem e posicione-a de encontro ao gabinete. Ao tocar a placa com as mãos, faça-o sempre pelas extremidades. O corpo humano é um dos maiores repositórios de estática de que se tem notícia, por isso, evite tocar os componentes da placa-mãe de maneira direta.2
Posicione a placa sobre o fundo do gabinete. Este possui alguns orifícios, que devem ser posicionados em paralelo com os orifícios da placa-mãe. Se a placa-mãe for muito menor do que o gabinete, e os pinos não se encaixarem corretamente, vale o mesmo conselho dado com relação à fonte: é melhor efetuar a troca.3
Parafuse a placa ao gabinete. Comece parafusando o centro da placa-mãe e, depois, parafuse as laterais. Em seguida, levante o gabinete, certificando-se de que a placa está firme.4
Agora, vamos conectar a placa-mãe à fonte de força. Para tanto, procure pelo cabo conector ATX da fonte (Figura 4.2). Ele é gru-dado, ao contrário dos conectores AT, divididos em duas partes.Figura 4.2.
cap04.indd 18
19
Montagem
5
Conecte esse cabo ao conector ATX da placa-mãe, que também é inconfundível: ele possui uma marca, ou trava plástica, chamada popularmente de “mata-burro”, que impede o encaixe de maneira errada (Figura 4.3).Figura 4.3.
6
Nas placas para Pentium 4, conecte o cabo de quatro vias que sai da fonte (Figura 4.4) ao conector da placa-mãe. Se você comprou uma placa-mãe de boa qualidade, não encontrará problemas agora: além do manual, placas de fabricantes que zelam por sua reputação, como a Intel e a Abit, possuem decalques que descrevem cada um dos seus slots e componentes.Figura 4.4.
7
Se você está montando um computador antigo, com fonte e placa-mãe do padrão AT, deve, então, tomar muito cuidado, pois muita gente já perdeu sua placa-mãe por conectar os cabos de forma errada. A maneira correta de acoplar uma fonte AT à placa-mãe é ligar os fios pretos de cada metade do conector (fios de aterramento, ou fios terra) um do lado do outro, o que equivale a dizer que os fios laranja e vermelho devem estar em posições opostas, e não juntos.Estes são os passos básicos para ligar a placa-mãe à fonte e ao gabinete. É claro que, agora, se você ligar o computador, nada vai acontecer. Afinal, não encaixamos as memórias, o processador, nem mesmo o botão de Liga/Desliga. Porém, já temos pronta toda a base para começar a moldar nosso PC.
cap04.indd 19
20 Primeira Parte
Jumpers e
switches
Após fixar a placa no gabinete e ligá-la à fonte, ainda podemos exe-cutar algumas configurações “a frio” antes mesmo de adicionar os demais componentes e ligar o computador.
Todas as placas-mãe, mesmo as mais modernas, possuem dois tipos de dispositivos de configuração externos, ou “a frio”: jumpers e switches. Os jumpers são pequenos pinos de acrílico com conectores de metal, que abrem ou fecham a corrente elétrica em um determinado ponto da placa-mãe, adicionando ou retirando funcionalidades da placa. Veja um exemplo de jumper na Figura 5.1:
Figura 5.1.
Os jumpers são conectados a pinos metálicos localizados na própria placa-mãe. Veremos aqui, novamente, a diferença entre as placas bem fabricadas e os recursos “econômicos”: uma placa-mãe bem estruturada possui decalques na própria superfície, mostrando para que serve cada jumper, e que posições de “jumpeamento” estão acessíveis. Lembrando-se, é claro, de que tudo está devidamente documentado no manual.
cap05.indd 20
21
Montagem
Não existe um padrão para a localização dos jumpers nas placas-mãe, mas sim alguns caminhos mais comuns. Os principais são:
Clear CMOS: limpa as configurações da memória BIOS, responsá-veis por “instruir” a placa-mãe sobre o que ela pode ou não pode fazer. Na maioria das vezes, localizam-se ao lado da bateria CMOS, parecida com uma bateria de relógio digital do tamanho de uma moeda de 25 centavos. Possuem três pinos (0, 1 e 2), bastando ligar o computador com o jumper posicionado sobre os pinos 0 e 1 para que se possa dar reset nas configurações;
FSB: em algumas placas-mãe de baixo ou médio custo, a confi-guração do FSB (Front Side Bus) da placa-mãe ainda é feita com a ajuda de jumpers. A localização desses jumpers varia muito em cada placa, mas, normalmente, as configurações possíveis são decalcadas no dispositivo;
Tensão de alimentação ou VCore: regula a voltagem que a placa-mãe libera para alimentar o processador. É representada, normal-mente, por uma fileira de conectores, cada um indicando um valor de voltagem diferente. Nas placas da ASUS, por exemplo, o jumper controlador de alimentação é apresentado como na Figura 5.2.
Figura 5.2.
Cada um desses jumpers, bem como os valores utilizados por cada um deles, varia muito. A melhor maneira de tirar dúvidas é ler o manual da placa-mãe, procurando pelos componentes descritos acima. Se você não possuir o manual da placa-mãe, ou se o perdeu, procure-o em http:// www.motherboards.org/manuals.html, o maior repositório de manuais de placas-mãe da Internet. OVER_VOLT1 1 2 2 3 OVERVOLT ENABLE OVERVOLT DISABLE (Default)
A7V8X CPU Over Voltage Setting
cap05.indd 21
22 Primeira Parte
Switches
Os switches, ou DIP-switches, são séries de pequenas alavancas, lo-calizadas na placa-mãe, que, assim como os jumpers, executam algumas funções de configuração. Aqui, ao contrário dos jumpers, não há um padrão de que tipos de dispositivos estarão presentes nas máquinas, e, muito menos, em que local. É padrão da maioria das placas-mãe da ASUS, e de algumas placas da Gigabyte e da Intel, possuir switches como os da
Figura 5.3 para configuração de VCore ou FSB.
Figura 5.3.
Algumas placas simplesmente não vêm com DIP-switches, e, muitas vezes, até sem jumpers, executando todo o tipo de configuração via BIOS. Veremos mais detalhes sobre o assunto no capítulo dedicado às configurações da BIOS.
cap05.indd 22
23
Montagem
Botões
Após a correta configuração dos jumpers, vamos ligar a placa-mãe ao gabinete. Os gabinetes ATX possuem diversos cabos de conexão (com um, dois ou três pinos), que devem ser conectados à placa-mãe. Sem a correta conexão desses fios, o computador não liga, mesmo com todas as peças em ordem. Esta, na verdade, é a causa de cerca de 10% dos supostos defeitos dos computadores que surgem nas oficinas de manutenção de componentes de informática.
No canto inferior direito da placa-mãe, existe um conjunto de pinos, chamado de Painel de Conexões do Sistema (System Panel Connector), que pode ser visto na Figura 6.1. Nesses pinos, devem ser ligados os vários fios de conexão do gabinete.
Figura 6.1.
cap06.indd 23
24 Primeira Parte
A ordem da maioria dos conectores relaciona-se ao que é descrito a seguir, em que:
System Power LED Lead: habilita a luz para sinalizar que o compu-tador está ligado. Composto por três pinos, ele deve ser conectado com o pino em que o sinal positivo está decalcado para a esquerda, na posição horizontal;
Figura 6.2.
Keyboard Lock Lead: habilita o luminoso para sinalizar que o tecla-do está travatecla-do (antigamente, era usual travar o teclatecla-do tecla-do PC por meio de uma chave localizada no gabinete). Para ser ligado, deve ter seu conector de dois pinos interligado aos pinos Keylock e ao pino ao seu lado: um pino fechado, ou Ground, para nos atermos ao vocabulário da área. Os outros pinos são o 4 e o 5 da fileira superior da série de pinos;
Figura 6.3.
cap06.indd 24
25
Montagem
System Warning Speaker Lead: habilita o alarme sonoro da CPU, os famosos bipes de alerta do sistema. Composto por quatro conec-tores, o cabo deve ser ligado com a conexão de +5V virada para a esquerda, e com o conector de Speaker virado para a extremidade direita do conjunto de pinos;
Figura 6.4.
System Management Interrupt Lead: aviso luminoso que nos mostra quando o computador está em modo de interrupção ou de espera. Esse indicador, bem como seu conector de dois pinos, só existe em alguns modelos de gabinetes e placas-mãe;
ATX Power Switch Lead: o conhecido botão para ligar e desligar o computador. Formado por dois conectores que devem ser presos ao pino PWR, posicionado ao lado de um pino fechado. Em arquitetura ATX, o computador não funciona por muito tempo se esse botão não for ligado corretamente, ou, em alguns casos, simplesmente não funciona;
Figura 6.5.
cap06.indd 25
26 Primeira Parte
Reset Switch Lead: cabo de dois pinos que habilita o botão Reset do gabinete. É conectado prendendo-se uma das pontas do cabo ao pino indicado como Reset, ao lado de um pino fechado.
Figura 6.6.
Apesar do que dizem por aí, é muito difícil queimar a placa-mãe por causa de botões ATX Power Switch ou Reset ligados de maneira errada; a não ser que sua placa-mãe tenha componentes muito ruins, reunidos de maneira muito precária, com matéria-prima “de quinta categoria”.
Por isso, e embora a maioria dos computadores obedeça à ordem já indicada, recomendamos que você dê uma boa olhada no manual da placa-mãe antes de efetuar qualquer operação. Para esse tipo de tarefa, o site www.motherboards.org/manuals.html, repositório de manuais de placas-mãe, continua sendo seu grande amigo.
cap06.indd 26
27
Montagem
Slots
Se você fizer um teste, ligando o computador neste exato momento, verá que ele já dá sinal de vida, incluindo, em várias CPUs, o som dos três “apitos” de inicialização. Porém, é claro que, até então, não dá para ver o PC funcionando.
É que ainda falta muita coisa... E várias dessas coisas são os chamados periféricos. Se você comprou uma placa-mãe com tudo off-board, ou apenas com a placa de rede on-board, o que vem se tornando comum, você não tem vídeo, som ou modem. Se você comprou uma placa com tudo on-board, inclusive vídeo, já possui, na própria placa-mãe, todos os periféricos necessários para que o computador funcione.
O
bservação: modems on-board costumam ser bem ruins. A maioria é fabricada pela PC-TEL, uma empresa chinesa que também fabrica alguns modems PCI.Um bom meio termo, ao adquirir uma placa-mãe, é comprar placas que possuam som e rede on-board, e slots suficientes para ligar a placa de vídeo e o modem, ou, quem sabe, mais uma placa de rede, se você possui banda larga e um outro computador para ser ligado em rede. A Intel e a ASUS possuem diversos modelos de placa-mãe com essas especificações
Slots PCI
Os slots PCI, de cor branca (observe a Figura 7.1), são utilizados para ligar placas de rede, modems e placas de som de 16, 24 ou 32 bits. Como veremos a seguir, se sua placa-mãe não possuir um slot AGP, você também pode adquirir placas de vídeo PCI.
cap07.indd 27
28 Primeira Parte
Figura 7.1.
O slot PCI possui um recorte que o divide em duas partes: uma com 90 e outra com dez centésimos de sua superfície. O mesmo recorte acompa-nha os periféricos. Por isso, é muito fácil identificar um equipamento PCI, como a placa de som da Figura 7.2.
Figura 7.2.
Para conectar o periférico ao slot, deve-se, antes de tudo, abrir um espaço na parte traseira do gabinete para as portas de entrada e saída (Figura 7.3), como se faz com as caixas de som e microfone ligadas à placa de som. A maioria dos gabinetes ATX já possui essas saídas “prontas para usar”: basta desatarraxar o tampo metálico da traseira com uma chave Phillips, conectar o periférico ao slot em frente à saída e pressioná-lo, sem fazer força, ao encontro da placa-mãe, até encaixá-lo por completo.
cap07.indd 28
29
Montagem
Figura 7.3.
Se não conseguir na primeira vez, não force a conexão da placa, pois, dessa forma, é possível que você danifique o slot. Essa dificuldade, às vezes, ocorre, tanto pelo desenho do dispositivo – as placas de som da Creative, por exemplo, são campeãs nesse tipo de desajuste – quanto por um fe-nômeno conhecido como dilatação térmica, no qual placas periféricas e slots aumentam ou diminuem de tamanho por causa do calor do ambiente ou da própria placa-mãe. Nesses casos, o ideal é desligar a placa-mãe e esperar pelo seu resfriamento para tentar novamente.
Slots AGP
Os slots AGP, de cor avermelhada, são utilizados para conectar, à placa-mãe, placas de vídeo de alto desempenho; de aceleração 3D, por exemplo. A maioria das placas-mãe apresenta um único slot AGP.
Figura 7.4.
cap07.indd 29
30 Primeira Parte
D
etalhe final: em algumas placas-mãe, pode não existir jumper de configuração, com as alterações de velocida-de velocida-delegadas para o Setup da BIOS, como veremos com mais detalhes no capítulo dedicado a esse componente.A divisão desses slots é ligeiramente parecida com a do PCI, com duas partes em proporções de cerca de 85 e 15 centésimos cada. Além disso, as placas de vídeo AGP possuem uma espécie de rebarba posterior, que serve para fixar, de forma mais segura, a placa no slot, como pode ser visto na Figura 7.5.
Figura 7.5.
Após a fixação da placa no slot AGP, observe os seus arredores e veja se ali é possível encontrar um pequeno jumper com decalques do tipo 1x, 2x, 4x ao lado. Esses jumpers definem a velocidade de transmissão de dados que será utilizada pelo barramento AGP quando uma placa de vídeo for conectada ao slot. Para placas de vídeo novas, pode “setar” 4x sem susto. Porém, tome cuidado se sua placa-mãe for de baixo custo, como as fabricadas pela PCCHIPS ou ECS.
Em algumas placas-mãe realmente novas, você encontrará jumpers para a configuração de velocidades de 8x para o slot AGP. No entanto, a utilização prática dessa velocidade depende muito mais da placa de vídeo do que da placa-mãe. Na dúvida, e para não superaquecer o barramento e a placa, mantenha a velocidade em 4x. Já está de bom tamanho!
cap07.indd 30
31
Montagem
PCI x AGP
Se você comprou uma placa-mãe sem slot AGP, bem possível no caso de uma placa-mãe antiga ou no da famosa M810 da PCCHIPS, e sem vídeo on-board, ou se está montando um computador com uma placa-mãe um pouco mais antiga, é possível conectar uma placa de vídeo ao slot PCI.
Existem diversos modelos de placas de vídeo, lançados originalmente em barramento AGP, que são lançados também em versão PCI. Tanto a ATI quanto a NVIDIA, as maiores fabricantes de chipsets de vídeo da atualidade, fazem isso com freqüência. Já que podem ser conectadas como qualquer dispositivo PCI comum, essas placas são muito simples de instalar, sendo, porém, mais lentas do que as placas com o mesmo chipset, que utilizam slots AGP. Além disso, costumam ser mais caras: uma placa de vídeo como a GForce FX5200 custa cerca de R$ 220,00 em sua versão AGP, preço que salta para R$ 300,00 em sua versão PCI.
Em relação ao valor, no entanto, pode ser mais barato comprar uma placa de vídeo PCI, se você não tem placa nenhuma, do que comprar uma placa-mãe nova e, depois, uma placa de vídeo AGP. Tudo depende de quanto você pretende, ou pode, gastar.
É claro que existe, também, a opção de adquirir uma placa de vídeo PCI antiga, principalmente se você não liga muito para games. Existem muitas placas PCI de 4 MB de memória à venda em sites como o Mercado Livre (www.mercadolivre.com.br), ou em “sucatões” de informática, por menos de R$ 20,00. Elas são mais do que suficientes para a utilização do computador com ferramentas de escritório, como o Microsoft Office, e para navegar pela Internet.
cap08.indd 31
32 Primeira Parte
Athlon x Pentium 4
Chegou a hora de comprar, ao lado da placa-mãe, o mais caro dos componentes do PC: o processador. Você tem duas opções de fabri-cante: a AMD, com sua linha Athlon, e a Intel, com o Pentium 4. Se você comprou uma placa-mãe compatível com a plataforma AMD, é claro que deve comprar processadores AMD. A mesma observação vale para os processadores da Intel.
O ideal é comprar o processador junto com a placa-mãe; assim, teremos certeza de que estamos adquirindo peças compatíveis. Al-guns processadores, como o Pentium 4, possuem diversas versões, ou releases, e, a cada nova versão, são modificados tanto a freqüência de operação externa (diretamente ligada ao FSB da placa-mãe) quanto o modo como o processador é conectado à placa-mãe, também conhecido como pinagem.
As pinagens são reconhecidas por meio de uma numeração, utili-zada para identificar o processador e a placa-mãe que pode recebê-lo. Essa informação pode ser visualizada na caixa do produto, no caso dos processadores, ou no decalque do socket localizado na placa-mãe, como pode se visto na Figura 9.1:
Figura 9.1.
cap09.indd 32
33
Montagem
Os padrões
O Pentium 4 possui dois padrões de pinagem: um para os processado-res de até 2 GHz (Socket 478), e outro, mais recente, para os processadoprocessado-res de 2.1 a 4.3 GHz (Socket LGA775). Nos Pentium 4 de 1 GHz, foi utilizado o Socket 423, hoje completamente em desuso. Todos os padrões de socket são absolutamente incompatíveis entre si.
A AMD também utiliza diversos padrões para o Athlon, seu processador de linha: Socket A para o Athlon XP (todos os modelos); Socket 754 para as primeiras versões do Athlon 64, e Socket 939 para as últimas versões do Athlon 64.
A vantagem em comprar uma placa-mãe com o Socket A é o fato de ser muito fácil substituir um processador comprado “baratinho”, como um Athlon XP 1300+, por um, por exemplo, Athlon 2400+: o socket é o mesmo, e todos os processadores trabalham na mesma freqüência externa de 133 MHz. A desvantagem é que, no final de 2004, a produção dessa linha foi interrompida, e desaparecerá em pouco tempo, sendo substituída pela nova linha de processadores de baixíssimo custo da AMD: os Semprom.
Sempre considerando a equação custo x benefício, confira, na tabela a seguir, o tipo de socket utilizado por cada um dos processadores vendidos atualmente, bem como os melhores tipos de placas-mãe para cada tipo de processador. Socket LGA775 - Intel Pentium 4 (novo) Asus P5GDC-V Deluxe ECS PF21 Extreme Gigabyte GA-8ANXP-D Socket A - AMD Athlon XP e Sempron (antigo) EQS A28K6-AL7 MSI K7N2 Delta 2 Platinum _ Socket 754 - AMD Sempron e Athlon 64 (novo) Abit NF8 MSI K8T Neo-FIS2R ECS 760-M rev 1.1 Socket 939 - AMD Athlon 64 e Athlon 64 FX (último)
Asus A8V Deluxe ECS KN1 Gigabyte GA-K8NSNXP-939 Socket 478 - Intel Pentium 4 (antigo) Abit VT7 Asus P4S800-E EQS A39P5-FL8
Relação entre diferentes tipos de sockets e alguns exemplos de placas-mãe
cap09.indd 33
34 Primeira Parte
O problema da nomenclatura
Você deve ter notado que a AMD adota uma nomenclatura diversa da utilizada pela Intel. No lugar da medição de desempenho em GHz (gigahertz), é utilizada uma tabela de compatibilidade com a velocidade dos processadores da Intel. Dessa forma, um Athlon 2000+ não opera a 2 GHz, como poderíamos supor, mas a uma velocidade considerada pela AMD como equivalente à dos processadores Intel.
Para sermos mais práticos, vamos tentar “mastigar”, tornando mais claro o que foi descrito: um Athlon XP 2000+ equivale, mais ou menos, a um Pentium 4 1.6 GHz, possuindo, portanto, um desempenho de 1600 MHz. Essa proporção pode ser aplicada a todos os outros modelos de processadores: basta diminuir 400 Mhz no número mostrado pelo Athlon para obter a velocidade equivalente em um Pentium 4. Lembre-se disso ao comprar um processador AMD.
Encaixando o processador
Feita a escolha do processador, vamos instalá-lo no slot da placa-mãe, operação praticamente idêntica para qualquer plataforma.
1
Segure o processador pelas extremidades, por causa da energia estática. Observe que ele possui dois pequenos recortes, ou mar-cações, triangulares, em seus extremos, como você pode ver na Figura 9.2. Essa marcação irá nos auxiliar a instalar o processador corretamente.Figura 9.2.
cap09.indd 34
35
Montagem
2
Para encaixar o processador na placa-mãe, levante a alavanca plástica, chamada, tecnicamente, de alavanca ZIF. Essa alavanca serve como uma trava, impedindo que o processador se mova ou seja retirado enquanto o computador está em funcionamento.Figura 9.3.
3
No socket há um recorte com a mesma forma do recorte do processador (Figura 9.4). Posicione o processador suavemente sobre o socket, alinhando os recortes, e faça-o deslizar para baixo. Ajude empurrando levemente o processador para baixo, mas não force o encaixe: se um pino for quebrado, o processador fica inutilizado.Figura 9.4.
cap09.indd 35
36 Primeira Parte
4
Encaixado o processador, baixe a alavanca ZIF suavemente para travar o socket (Figura 9.5). Se a alavanca não baixar, empur-re-a em direção ao processador ao mesmo tempo em que a abaixa. Novamente, apontamos que esse tipo de problema é freqüente em placas-mãe baratas.Figura 9.5.
cap09.indd 36
37
Montagem
Cooler de
processador
O processador não pode ser ligado assim, ao “natural”, principalmente em se tratando de um Athlon. Por causa das altas voltagens em que os pro-cessadores modernos trabalham, a liberação de calor é muito maior do que a de um Pentium II ou III, por exemplo. Em outras palavras, os processadores estão aquecendo cada vez mais, seja qual for o seu fabricante. É por isso que, atualmente, ter um bom cooler (ventilador) do processador é essencial. De pouco adianta gastar R$ 400,00 em um processador se o deixarmos “torrar” (em alguns casos, literalmente) por causa do superaquecimento.
A maioria das placas-mãe possui dispositivos, configurados com BIOS, que desligam o sistema quando é detectado um aumento brusco da tem-peratura. Na maioria das vezes, isso basta para não queimar o processador, mas não impede que ele vá estragando aos poucos, sofrendo o estresse das variações de temperatura.
Além disso, o Athlon XP, ao ser montado em uma placa-mãe sem suporte para desligamento automático, corre um risco muito maior de queimar do que um Pentium 4. Os processadores da Intel possuem um sistema de refrigeração interno que desliga o core do processador e trava a alimentação de 12 V que sai da fonte, responsável por ativar o processador pela placa-mãe, como já vimos anteriormente.
Instalação do cooler
Seja como for, precisamos de um cooler de boa qualidade em nossa máquina, e, para que o tenhamos, é necessário uma ventoinha que gire o mais rápido possível e um dissipador de bom tamanho, feito de material de boa qualidade. Dissipadores de latão ou de plástico não são, portanto, boas opções.
L
embrete: dissipador é um tipo de grelha que ajuda a retirar o calor da superfície do processador.cap10.indd 37
38 Primeira Parte
Os coolers Volcano e Termaltek são ótimas opções, principalmente se você tem um processador quente, e caro! Esses coolers custam entre R$ 70,00 e R$ 110,00, mas valem cada centavo, pois realmente jogam ar frio no processador, dissipando o calor do seu “miolo”.
Se você comprou um Pentium 4 original, na caixa, ele veio acompanha-do de um cooler oficial. Não há motivos para não utilizá-lo, nem para com-prar um outro. A instalação do cooler obedece aos seguintes passos:
1
Utilizando uma colher plástica de sobremesa ou uma espátula de sorvete, passe um pouco de pasta térmica – creme muito parecido com pasta de dentes – na superfície do computador. Ao contrário do que se diz por aí, não “besunte” o processador com a pasta: isso gera mais calor do que ajuda a dissipar. Passe apenas o suficiente para que o processador tenha pasta em toda a superfície.2
Se você está utilizando um Pentium 4, basta colocar o cooler na área negra reservada para ele, encaixando bem as quatro “pernas” na placa-mãe (Figura 10.1).Figura 10.1.
3
Em seguida, prenda os dois grampos de aço que irão segurar o processador e termine ligando o cabo de alimentação do cooler no conector da placa-mãe reservado para essa tarefa. Esse conector possui um decalque com as palavras CPU Fan escritas do seu lado.cap10.indd 38
39
Montagem
4
Se você tem um processador AMD, o processo é um pouco mais complexo: o Athlon é fixo no socket por duas presilhas de aço um pouco difíceis de encaixar. O jeito certo de fazer o encaixe é, em primeiro lugar, fazer a junção da presilha mais curta e, depois, tentar juntar a outra presilha. Não force muito (muita gente já esmagou o core do processador tentando fazer isso), mas também não deixe o cooler frouxo ou afastado da superfície do processador: se ele não estiver próximo o suficiente para dissipar o calor, não adianta nada ter um cooler. No caso do cooler da AMD, você também deve ligá-lo ao conector CPU Fan da placa-mãe.Figura 10.2.
5
Ligue o computador. Agora, ele irá funcionar normalmente, apesar de estar sem as memórias. Veja se o cooler está “rodando”. Se a resposta for afirmativa, e o computador não desligar sozinho, sem nenhum comando, já temos nossa CPU montada. O próximo passo é adicionar as memórias.cap10.indd 39
40 Primeira Parte
Memórias
Hoje em dia, como dissemos anteriormente, existem dois tipos de memórias RAM em uso: as memórias DIMM e as DDR. A quantidade de memória deve estar de acordo com a placa-mãe adquirida.
Memórias DIMM
Existem três tipos de freqüências disponíveis para memórias DIMM: 66, 100 e 133 MHz. As duas primeiras são muito raras nos dias de hoje, portanto, facilmente, você só encontrará memórias de 133 MHz. Com 256 MB de RAM, você estará razoavelmente municiado, e não terá gasto mais do que R$ 130,00.
Os slots para a memória DIMM da placa-mãe possuem dois recortes para encaixe, ambos com o mesmo desenho, como você pode ver na
Figura 11.1:
Figura 11.1.
A partir daí, instalar as memórias é fácil. Afaste as presilhas brancas que servem, nas extremidades do slot, como travas. Em seguida, posi-cione, verticalmente, o pente de memória sobre o slot e tente encaixá-lo na placa-mãe.
A
tenção: encaixar não é empurrar; você pode rachar as memórias se ficar forçando a conexão.cap11.indd 40
41
Montagem
Memórias DDR
O encaixe das memórias DDR é um pouco mais complicado, pois elas têm presilhas que retornam ao seu lugar de origem quando soltas. Isso dificulta o encaixe das memórias no momento da instalação, mas, depois, ajuda a estabilizar o pente no slot, impedindo que ele se mova ou solte-se, causando panes no sistema.
Além disso, o slot das memórias DDR possui um único recorte para encaixe. Após separar as presilhas, basta fazer o encaixe, adotando, des-sa vez, uma posição um pouco diagonal: as memórias DDR não entram verticalmente no slot. Após o encaixe, solte as presilhas e a memória será ajustada de forma automática, como você pode ver na Figura 11.2.
Figura 11.2.
Com relação às memórias DDR, só resta um cuidado a ser tomado na freqüência de operação: memórias de 333 ou 400 MHz não funcionam em placas com FSB de 133 MHz e, se misturadas com memórias de 233 MHz, funcionam nessa velocidade, não na velocidade em que deveriam funcionar. Regra que vale também para memórias DIMM misturadas: ao se colocar uma memória PC-133 ao lado de uma memória PC-100 na mesma placa-mãe, é a velocidade da segunda que prevalece. Ou seja, na dúvida, a placa-mãe sempre opta, por medida de segurança, pela configuração mais baixa.
cap11.indd 41
42 Primeira Parte
Portas
USB
Conectados processador e memória – além dos periféricos, se sua placa-mãe não for on-board – está na hora de configurar os demais com-ponentes acoplados à placa-mãe. Vamos começar pelas portas USB.
Existem três situações que você pode enfrentar com esses compo-nentes, que, além de fixarem a conexão-padrão para impressoras e outros periféricos, são os mais rápidos para a transferência de dados:
Você comprou uma placa-mãe antiga, que não possui conector, integrado ou não, para portas USB;
Você comprou uma placa-mãe com USB on-board;
Você comprou uma placa-mãe com USB on-board e com pinos para a conexão de mais portas ao mesmo tempo.
Vamos começar pela primeira situação: se sua placa-mãe não possui entradas USB, você pode comprar um kit de adaptação com quatro portas. Estas podem adequar-se a um slot do tipo PCI vazio. É claro que fazer isso acarreta inúmeras desvantagens: você perde um slot PCI para ganhar por-tas USB; só terá porpor-tas USB na traseira do micro, pois não existem placas de adaptação dianteiras; e, além de tudo, para manter as portas USB em funcionamento, perderá uma parte da capacidade de transferência de dados do PCI.
Na segunda situação, temos metade do problema resolvido, já que as portas USB traseiras são on-board e não precisam de nenhum tipo de conector para funcionar: basta que estejam habilitadas na BIOS (veremos como mais tarde). Com relação às portas USB dianteiras, de cor branca (chamadas de USB 1.0, já que alcançam velocidades 17 vezes menores do que a USB 2.0, de cor negra), temos de utilizar um dos conectores de barramento USB presentes na placa-mãe. Na Figura 12.1, observe um conjunto de portas dianteiras:
Figura 12.1.
cap12.indd 42
43
Montagem
Analise sua placa-mãe, de preferência com o manual de instruções à mão, pois, novamente, não há uma padronização dos conectores utiliza-dos pelos diversos fabricantes. Em todo caso, procure por conectores em formato de duplas de pinos com a inscrição EXT. O que vemos em USB (0 & 1), por exemplo, nos indica que podemos conectar duas portas USB (0 e 1), como as utilizadas na parte da frente em alguns gabinetes ATX e mini-ATX. Existem outras nomenclaturas, do tipo F_USB1, USB Port, ou simplesmente USB. Como foi dito, é melhor dar uma olhada no manual, já que não existe uma nomenclatura comum para essas portas.
Após a identificação do conector, procure pelos fios que ligam o painel USB dianteiro à placa-mãe. Para cada porta USB, são separados quatro fios: 5V (é possível encontrar, ainda, VCC ou Power), D+, D- e GND. Além disso, o número de cada porta é decalcado (0, 1, 2, A, B ou X, depende da nomenclatura) em todo o fio. Para cada uma das portas, faça um jogo de fios; trabalho manual chato, mas necessário para evitar curto-circuito e degradação de componentes da placa-mãe. A seguir, um exemplo de fios bem separados:
Figura 12.2.
Em seguida, acompanhe o manual de sua placa-mãe para conectar corretamente os fios a ela. Como dissemos, não há um padrão, entre os diversos fabricantes, para as conexões USB.
Existem alguns gabinetes, como os HT319, fabricados pela Eclipse, e alguns modelos comercializados pela Sattelite, que possuem duas portas USB laterais. Essas portas possuem cabos que saem da própria lateral e que devem ser presos aos conectores USB 0, 1 ou 2. Consulte novamente o manual da placa-mãe para conferir a nomenclatura.
cap12.indd 43
44 Primeira Parte
Cooler do
gabinete
É preciso instalar, ainda, o cooler do gabinete. Os gabinetes, antiga-mente, não precisavam de muita refrigeração: os HDs não eram muito rápidos, as memórias não passavam de 133 MHz e os processadores quase não aqueciam. Para se ter uma idéia, era muito comum ver gente usando processadores Celeron ou Pentium II sem nenhum tipo de cooler.
Hoje, infelizmente, as coisas mudaram de figura: com o aumento das freqüências de processador e de memória, além do upgrade no desem-penho das placas de vídeo, os gabinetes tornaram-se verdadeiros “fornos sem fogo”. É por isso que os novos gabinetes, por padrão, trazem um cooler localizado frontalmente às portas USB.
Nesse caso, existem duas situações:
Você comprou um gabinete com o cooler frontal e precisa ligá-lo; Você comprou um gabinete sem o cooler frontal.
Para “se virar” com os coolers
Se seu gabinete possui um cooler frontal, caso da maioria dos gabinetes ATX ou BTX, é só encontrar o cabo de força do cooler ex-terno e o conector correspondente na placa-mãe. O cabo de força sai diretamente da parte dianteira do gabinete do computador e possui três pinos: um para aterramento, um com carga de +12V e um para o controle de rotação. Com este último, os softwares que administram a temperatura da placa-mãe sabem se o cooler da CPU está funcionando, e a que velocidade.
Na placa-mãe, novamente, não há uma nomenclatura-padrão para o conector, sendo necessário dar uma olhada no manual. Na Figura 13.1, por exemplo, a ASUS, em suas placas, dá ao cooler frontal o nome de Chassi Fan, ou Cha_Fan1. Em outras placas, esse componente é chamado de Case Fan.
cap13.indd 44
45
Montagem
Figura 13.1.
Seja qual for o nome dado ao cooler frontal, ele não é o CPU Fan, co-nector encontrado em todas as placas-mãe. O CPU Fan é a ligação com o cooler do processador, já colocado. Se você ligar o cooler frontal no conector do CPU Fan, podem acontecer duas coisas:
O cooler do processador estará desligado e, se seu processador for da AMD e a placa-mãe não possuir um bom sensor de tempe-ratura, você terá um processador com o core torrado em cerca de cinco minutos;
O computador simplesmente não liga, pois os cabos de força de ambos os coolers estão trocados. Isso é comum em computadores Dell ou em gabinetes customizados, como os vendidos em sites de case mod.
Além disso, existe uma ordem correta para ligar os fios: você deve conectar o fio vermelho ao pino +12V e o fio preto ao pino GND, ou de aterramento. Conectar de forma errada os fios de aterramento de qualquer uma das fontes de alimentação pode causar danos ou inutilizar comple-tamente a placa-mãe.
Agora, se você está no segundo grupo, seu gabinete não possuía um cooler frontal e você deseja instalar um, faça, antes de tudo, uma limpeza na parte da frente do gabinete, na área reservada para o cooler. Utilize, de preferência, álcool isopropílico, que pode ser encontrado em farmácias e lojas de material de construção. Para a instalação, você deverá remover o painel do computador.
cap13.indd 45
46 Primeira Parte
Fazer isso é muito fácil: na maioria das vezes, basta puxar o painel para a frente. Em alguns gabinetes, existe um encaixe de plástico na lateral interna que segura a parte frontal. Esse encaixe pode ser retirado sem problemas. Faça uma pequena pressão, forçando-o para dentro do gabinete, até que ele se desloque do encaixe. Depois, puxe a parte frontal do gabinete para fora e encaixe o cooler na posição devida.
cap13.indd 46
47
Montagem
Testes e drive
de disquete
Para ver se tudo está instalado a contento, podemos ligar nossa má-quina, procedimento que repetiremos em quase todos os capítulos. Seria útil, daqui em diante, colocar um monitor em sua placa de vídeo. Dessa forma, será possível observar as alterações feitas no computador para fazer um reconhecimento visual do sucesso de nossas operações.
Ligar um monitor ao computador, caso você não saiba, consiste ba-sicamente em ligar o computador ao estabilizador ou filtro de energia elétrica que você esteja utilizando e, em seguida, ligar o cabo de dados do monitor, também chamado de conector DB15, ao conector fêmea cor-respondente, localizado em sua placa de vídeo. Tanto o cabo de dados como seu conector podem ser observados a seguir:
Figura 14.1.
Figura 14.2.
É possível, também, ligar o teclado ao conector PS/2, dispositivo de cor verde, ao lado da porta PS/2 do mouse nas placas-mãe ATX
5 4 3 2 1 10 9 8 7 6 15 14 13 12 11
cap14.indd 47
48 Primeira Parte
nas. Caso contrário, o computador mostrará uma mensagem de erro, informando que não existe teclado disponível (System Keyboard Error ou alguma mensagem do tipo). Em seguida, ligue seu PC. Se tudo foi feito corretamente, devem surgir, exatamente nesta ordem:
O nome da placa de vídeo e sua capacidade de memória, encabe-çando toda uma tela do estilo MS-DOS, ou um terminal de linha de comando. É óbvio que, se você conseguiu ver tudo isso, a placa de vídeo está funcionando corretamente;
A tela de apresentação. Aqui, devem estar visíveis o modelo e a série da placa-mãe, o modelo e a velocidade do processador, quantidade de memória RAM disponível e os discos rígidos, ou leitores de discos ópticos (CDs, DVDs) presentes.
Ao ligarmos o computador, pode surgir uma mensagem parecida com esta:
CMOS Checksum Error – Defaults Loaded
Isso ocorre quando uma placa-mãe ficou desligada por muito tempo, ou quando a bateria CMOS, que veremos a seguir, está fraca. Por enquanto, vamos deixar esse problema de lado, clicando na tecla F1.
O computador passa a buscar um sistema operacional válido para iniciar, explorando, primeiramente, o drive de disquete e, depois, os dis-cos rígidos. O computador responderá informando um erro, já que não instalamos nenhum dos dois dispositivos.
Instalação do drive de disquete
O drive de disquete, chamado também de disco de 3 e ½, caracte-rizando-se pelo tamanho da superfície do disco, ou, ainda de 1,44 MB, quantidade máxima de dados que um disquete consegue armazenar, é um dos componentes do PC que mais tem história para contar, sendo utilizado desde o final da década de 1970, sem interrupção. No entanto, toda essa glória não foi conquistada sem batalha, pois muitas empresas especializadas em montagem de computadores já tentaram aposentar o velho disquete, mas sempre são obrigadas a voltar atrás: além da resistên-cia de alguns usuários, pois nem todo o mundo está disposto a comprar um gravador de CDs ou DVDs, existe o fato de que muitos softwares para diagnóstico de hardware ou personalização do sistema precisam da criação de disquetes para funcionar.
cap14.indd 48
49
Montagem
Por isso, o computador que estamos montando vai ter, sim, um drive de disquete. Além de ser útil em uma emergência, é irrisório o impacto do valor desse aparato no custo geral do computador: um drive de disquetes interno não custa mais do que R$ 20,00...
Figura 14.3.
Vejamos, agora, quais procedimentos devem ser obedecidos para a instalação de um drive de disquete:
1
Antes de tudo, prepare, para recebê-lo, uma das baias de 3/12 polegadas do gabinete. As baias de 3/12 estão localizadas na parte inferior do gabinete.2
Após encontrar uma baia livre, remova a tampa do gabinete, à frente dela. Na maioria das vezes, a tampa é um pedaço de plástico do tamanho da baia, e basta empurrá-la pela parte de dentro do gabinete para destacá-la.3
Em seguida, passe o drive por dentro do gabinete e encaixe-o na baia, com a parte da frente, onde se coloca o disquete, voltada para o exterior e para cima. Se não o fizer, montado o computador, você terá que inserir disquetes ao contrário. Veja, na Figura 14.4 a posição correta de um drive de disquete.cap14.indd 49
50 Primeira Parte
Figura 14.4.
4
Após a colocação do drive na baia, parafuse-o para fixá-lo no gabinete. Normalmente, existem dois orifícios para os parafusos em cada lado da baia, como pode ser visto na Figura 14.5.Figura 14.5.
5
Não deixe o drive solto, ou só com um ou dois parafusos prenden-do-o. Esse é o motivo da maioria das panes em drives de disquetes, e também da degradação dos leitores de trilhas, que são muito frágeis.6
Agora, devemos ligar o drive de disquete à energia elétrica, me-diante a fonte de alimentação. O cabo de alimentação do drive de disquete sai diretamente da fonte. É um cabo fino, de apenas quatro vias. Observe-o sendo preso ao conector de força do drive de disquete na Figura 14.6:cap14.indd 50
51
Montagem
Figura 14.6.
7
O próximo passo é ligarmos o cabo de dados do disquete, ou cabo flat, à placa-mãe. Para diferenciá-lo dos flat cables IDE, disco rígido e drives de CD, que possuem 70 ou 80 vias, lembre-se de que este cabo possui 34 vias e algumas faixas que se cruzam na extremidade que será conectada ao drive.8
Para que o cabo fique corretamente posicionado, o lado pintado de vermelho, ou identificado por qualquer outro elemento que chame a atenção, deverá ser o mais próximo da entrada de alimentação.9
Em seguida, estenda o flat cable, sem puxá-lo nem dobrá-lo, e conecte-o à entrada correspondente na placa-mãe. Nas placas mais modernas, o conector para o cabo de dados é identificado pela cor azul, sendo impossível confundi-lo com os conectores IDE, pois estes são uma dupla, estão sempre juntos e, para ajudar, são identificados com decalques nas placas-mãe de qualidade. Coloque a lateral marcada do cabo o mais perto possível da entrada de alimentação da placa-mãe, ou utilize a protuberância existente no conector, também chamada de “mata-burro”, para se guiar.10
Em casos como o mostrado a seguir, em que os conectores de flat cable estão “amontoados” na placa-mãe, não tenha dúvida: o conector para o cabo do disquete é o menor deles e, aliás, só o cabo de 34 vias é conectado corretamente.cap14.indd 51
52 Primeira Parte
Figura 14.7.
Possível erro
Ligue o PC e aperte a tecla Delete, ou F2 em algumas máquinas. Em seguida, clique em Main Menu ou Essentials BIOS. Tome cuidado, pois há nomes diferentes para esses caminhos em outras placas-mãe. Procure por Floppy Drive ou Legacy Diskette A (também existem variações). Com as teclas de direção do teclado, mova o cursor preto do Setup até a opção. Com a tecla + do teclado numérico, selecione 1.44 Floppy Disk. Aperte a tecla F10 para sair e salvar as configurações.
A máquina será reiniciada e o drive de disquete será listado. Se isso não ocorrer, ou o led do drive de disquete acender e não apagar mais, o flat cable foi conectado de maneira errada. Desligue, então, o computador e revise a posição do cabo. Se, mesmo assim, o drive de disquete não funcionar, desligue o computador novamente, retire o cabo de força do drive e espere por uns cinco minutos antes de religar tudo. Às vezes, um acúmulo de estática localizado, ou mal-contato, fazem que o drive de disquete pareça não funcionar.
cap14.indd 52