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CMOS cheksun error

No documento Livro Hardware (páginas 74-81)

Esse é o tipo de erro que ocorre em 90% das placas-mãe recém insta- ladas e com a BIOS ainda não configurada. Se quiser mais detalhes sobre BIOS e Setup, leia o Capítulo 17, Configuração da BIOS. Nesse caso, basta acessar o Setup da BIOS pela primeira vez e salvar as configurações (tecla F10). Se o defeito persistir, a bateria precisa ser trocada. Vejamos como fazê-lo:

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Para substituir a bateria, desligue o computador (inclusive da toma- da) e, com uma pinça plástica ou espátula, retire a bateria. Algumas placas-mãe possuem uma pequena alavanca que facilita a retirada.

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tenção: não use objetos metálicos, eles podem danificar a placa-mãe.

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Leve a bateria para uma relojoaria ou para qualquer outro local que venda baterias de relógios e celulares. Você deve ter certeza de que o vendedor irá lhe fornecer uma bateria de 3V, o padrão utilizado. A voltagem da bateria vem decalcada na superfície.

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Coloque a bateria nova na placa-mãe e inicie o computador. Se o problema persistir, a CMOS foi corrompida e devemos apagá-la. Para isso, desligue novamente o PC e procure pelo jumper de limpeza da memória CMOS. Ligado a um conjunto de três pinos na placa-mãe, esse jumper é utilizado para limpar as configurações da CMOS, provocando o retorno das configurações de fábrica. Consulte o manual de sua placa-mãe para saber onde se encontra o jumper de limpeza. O nome Clear CMOS também pode vir decalcado na própria placa-mãe.

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Vejamos o funcionamento desse jumper: ao ser colocado nos pinos 1 e 2 do conjunto (veja a Figura 22.2), a corrente elétrica trazida da bateria está “aberta”, ou seja, a memória está em pleno funcionamento.

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Quando colocado nos pinos 2 e 3, a corrente é fechada, ou seja, a CMOS é desligada. Isso faz que todas as configurações atuais sejam apagadas para, então, retornarmos às configurações de fábrica.

Figura 22.2.

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Dessa forma, coloque o jumper nos pinos 2 e 3 e espere por cerca de um minuto. Coloque-o, depois, na posição original e inicie a má- quina. Entre no Setup, refaça as configurações e tecle F10 para salvá-las. A operação acima deve resolver os problemas com a CMOS e sua bateria. A mesma prática pode ser utilizada quando surgem mensagens do tipo CMOS System Options Not Set, para configurações do sistema não encontradas, e CMOS Time and Date Not Set, quando o problema são as configurações de data e hora.

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HD

Já estamos quase no final da montagem de nosso computador. Con- seguimos fazer muitas coisas, como alterações na BIOS e dar boot no sistema com a ajuda de um disquete.

No entanto, para armazenar informações no computador sem que elas se percam, para instalar softwares ou um sistema operacional inteiro, devemos ter mais do que um drive de disquete, precisamos de um HD.

Ao contrário do que ocorria há uns cinco anos, o HD, hoje, não é a parte mais cara de um computador. Ele perde feio, em valores, para uma placa-mãe da Intel, por exemplo. Além disso, um HD com 80 GB, mais do que o suficiente para ter o Windows XP, vários jogos de última geração e mais umas 300 horas de MP3, custa menos de R$ 250,00, ou seja, gastamos pouco mais de R$ 3,00 por GB adquirido.

Para instalar um HD, ou disco rígido, nós só vamos precisar de uma chave Phillips.

Compra de HD

Se você possui um HD “herdado” de um computador antigo ou de al- gum tipo de “sucatão”, daqueles que se formam quando algumas empresas decidem fazer upgrades em seus computadores, é melhor comprar um disco rígido novo. E é claro que, se seu disco rígido é muito pequeno (menos de 5 GB), você terá de comprar um mais espaçoso de qualquer maneira.

Ao comprar um HD, no entanto, não devemos nos ater apenas a valores baixos e alta capacidade de armazenamento. Um HD de bom desempenho é bem mais do que isso.

Em primeiro lugar, existe uma coisa chamada RPM (rotações por minu- to), que determina o quão rápido os vários discos que compõem o disco rígido giram em contato com o braço de leitura e de gravação, responsável pela fixação e posterior recuperação dos dados armazenados no disco. Atualmente, são vendidos discos rígidos de baixo custo, com grande ca- pacidade, mas com rotação de 5400 RPM. Essa rotação, considerada baixa, faz que os discos rígidos se tornem lentos, mesmo que tenham espaço para guardar muita coisa.

O ideal é comprar discos de 7200 RPM, padrão atual de mercado. Os HDs com essa velocidade são bem rápidos, sobretudo para uso doméstico,

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e a diferença de desempenho entre eles e os discos de 5400 é sensível. A diferença do preço é de cerca de R$ 20,00. Economia, portanto, que não vale a pena.

Um segundo ponto a ser ressaltado é que todo HD possui um peque- no chip de memória, responsável por administrar uma área de transição rápida de informações que precisem, ou venham a precisar, de leituras repetidas: o cache de disco, também chamado de buffer. Em HDs de bai- xo custo, esse cache varia entre 2 e 4 MB. Um HD bem melhor, com boa quantidade de cache, cerca de 8 a 10 MB, não custa R$ 30,00 a mais.

Por último, devemos nos lembrar da proteção antichoque. Pode pare- cer desnecessário um sistema contra quedas e pancadas em uma peça de computador que deverá ficar presa todo o tempo. Porém, a verdade é que 50% dos discos rígidos que vão para o lixo, por causa de setores de leitura e gravação defeituosos, os famosos bad blocks, sofreram algum tipo de queda ou pancada, mesmo dentro do gabinete. Quem mora com crianças, ou muda continuamente o computador de lugar, sabe o que é isso.

Uma das melhores opções, inclusive na relação custo-benefício, é o Barracuda 7200.7 Plus - ST3120026A, da Seagate, digno representante da, talvez, melhor série de discos rígidos já feita em todos os tempos, fora os lendários Quantum Fireball e os clássicos HDs da IBM. Com todas as carac- terísticas acima, esses modelos de disco rígido, com 160 GB de capacidade, custam cerca de R$ 360,00. Um investimento que vale a pena.

Instalação do HD

Após a compra do seu HD, está na hora de fazer a instalação do dispositivo.

Antes de prender o disco rígido à máquina, devemos providenciar a configuração física do HD. Este detalhe irá definir sua posição no sistema. Outro ponto é garantir que ele será capaz de realizar o boot de um sistema operacional, caso tenhamos mais de um disco na mesma máquina.

Toda placa-mãe possui dois conectores para ligação de discos rígidos e drives de CD, os conectores IDE. Esses conectores para cabos de 80 vias são chamados de IDE primário e IDE secundário, e definem o posicionamento do disco rígido no sistema.

No entanto, para que o HD comece a funcionar, não basta interli- gar a placa-mãe com um flat cable: temos de jumpear corretamente o disco rígido.

Observe a parte traseira do disco rígido. Ali, existe um conjunto de pinos de metal e um jumper de acrílico entre eles, como os que vimos na placa-mãe (Figura 23.1). De acordo com a posição do jumper nesse

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conjunto de pinos, temos um tipo diferente de posicionamento para o HD: Master, primeiro disco de um canal IDE; Slave, segundo disco; ou Cable Select, posição de compatibilidade de discos rígidos recentes em máquinas antigas, ou vice-versa.

Figura 23.1.

Essas posições são representadas, em boa parte dos HDs disponíveis no mercado, pelas siglas MA (Master), SL (Slave) ou CS (Cable Select), em decalques abaixo do setor de jumpeamento. Em alguns HDs, a indicação das posições do jumper é feita em uma etiqueta localizada na parte su- perior do HD, como você pode ver na Figura 23.2:

Figura 23.2.

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Vamos configurar seu HD como Master. Para tanto, localize o con- junto sobre o qual está escrito MA, ou leia a posição corresponden- te na etiqueta, e posicione ali o jumper. Se sua placa-mãe for antiga, instale o disco rígido como Cable Select, colocando o jumper na posição CS.

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Após o jumpeamento, encontre uma baia vazia no gabinete e deslize o HD até lá. As baias de 3 e 1/2, baias menores, parecidas com as de disquete, são as que devem ser utilizadas. Fixe o disco rígido na baia com a ajuda de parafusos. Em hipótese alguma, deixe o HD solto ou meio solto.

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Com o HD fixo na baia, ligue um cabo de força de quatro pinos (veja a Figura 23.3) à entrada de força, também de quatro pinos, do HD. Só existe uma maneira de ligar o cabo de força corretamente, pois ele possui uma trava (“mata-burros”).

Figura 23.3.

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Agora, vamos prender o flat cable ao disco rígido. Para isso, po- sicione uma das extremidades do flat cable na IDE primária, pois este será o disco que abrigará nosso sistema operacional. Prenda a outra extremidade na entrada de dados do HD. Como no cabo de força, aqui existe uma trava que só permite a ligação de uma maneira, a correta. Veja na Figura 23.4 como fazer essa conexão.

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Figura 23.4.

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Terminada a instalação física do HD, inicie o computador. O HD será automaticamente reconhecido pelo sistema.

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Cabos de

dados

No capítulo anterior, fizemos a instalação do nosso HD. Com isso, excetuando o CD-ROM ou o gravador de CDs, que ainda não instalamos, possuímos nosso computador praticamente pronto para a instalação de um sistema operacional.

No entanto, antes de instalar o CD-ROM, podemos melhorar um pouco a performance dos dispositivos IDE que já instalamos, além de incrementar a velocidade do seu computador. Isso pode ser feito sem muito alarde, apenas mexendo um pouco nos cabos de dados.

No documento Livro Hardware (páginas 74-81)

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