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FRMS FATIGUE RISK MANAGEMENT SYSTEM

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Academic year: 2021

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Rua Baronesa de Bela Vista, 735 – 3º andar – Jd. Aeroporto – São Paulo/SP – CEP 04612-002 Site: www.pilotos.org.br - e-mail: [email protected]

Resumo do Relatório FORUM FRMS – FATIGUE RISK MANAGEMENT SYSTEM

Realizado nos dias 08 e 09 de outubro de 2013 – Hotel Hyatt – Charles de Gaule – Paris Por Ana Carolina Nicola – Safety ABRAPAC

O evento contou com a participação de 26 países, que estavam representados por operadores, reguladores, especialistas de segurança e associações de pilotos.

A Air France (representada pelo Flight OPS Eric Schramm) fez as honras e boas vindas, enfatizando dos aspectos econômicos que impactam no safety e a necessidade de otimização.

Palestras apresentadas no 1º dia:

Progress to adopt FRMS at Air France – Guilles Laurent (Quality & Flight Safety VP) e Didier Nicolini (technical Development, Innovation deputy VP)

A empresa adotou o FRMS de acordo com os requisitos do guia publicado pela IATA/ICAO e IFALPA, e seguem a definição do FRMS.

O processo de implantação do gerenciamento de risco da fadiga na Air France foi iniciado em novembro de 2012 e tem previsão de término em 2014. A empresa demonstrou como são realizados os comitês e sua periodicidade.

O Sindicato dos pilotos / Associação de pilotos esteve sempre envolvido nesse processo, desde o início dos trabalhos.

A empresa trabalha através de relatórios de fadiga, ipad e relógios (actígrafos). Foram apresentados estudos e ações tomadas para manter o nível de fadiga tolerável, dentro da organização.

Culture and consistence Safety in Fatigue Management – Captain Kris Tritschler

O comandante Kris da Germainwings (do grupo Lufthansa) fez algumas considerações sobre cultura tradicional, cultura industrial e segurança.

Das necessidades para alcançar a segurança, principalmente com a questão “fadiga” o piloto reforçou a importância de respeitar os limites humanos antes mesmo das limitações de horas de voo.

Fatigue mitigation prescriptive and risk based approaches

O presidente da IFALPA Cap. Don Wykoff informou que uma nova legislação americana sobre fadiga será lançada em 2014. O FAA publicará a AC (Advisory Circular)- 120-103A.

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Os participantes falaram sobre a importância de se ter uma regulação forte, que servirá para uma base sólida no desenvolvimento do FRMS.

Além disso, a importância da capacidade individual do piloto de tomar decisões, principalmente em situações críticas, em que os pilotos poderão se deparar com “GO” ou” no GO” para o voo e ter que tomar a decisão certa. A assertividade que o piloto deve adquirir é uma questão essencial.

Embrancing FRMS within the Business Aviation Sector - Claudia Cabaço Net Jets

A Sra. Claudia apresentou o cenário do FRMS na aviação executiva, especificamente na Net Jets, em que iniciou no primeiro trimestre de 2013 e o objetivo é de implementar o FRMS até o primeiro trimestre de 2014. O maior problema identificado neste tipo de aviação está nas questões de hotéis, seguido da jornada de trabalho associado ao ciclo circadiano baixo.

Risk: How to assess and categorise risk - Dr. Philippe Cabon, Université Paris Descartes Painel: participantes: Dr. Philippe Cabon (University Paris Descartes), Nina McGrath (Cathay Pacific), Kris Trischler (Germanwings), Claudia Cabaco (Net Jets), Jim Mangie (Delta Airlines) e Curt Graeber (moderador)

O palestrante Dr. Philipe demonstrou, através das abordagens atuais do FRMS, partindo da premissa que quanto maior o cansaço, maior é o risco!

O impacto da fadiga na segurança depende de vários fatores, entre eles o fator “self assessment”, ou a auto avaliação do piloto. Foi apresentado um modelo, estudado pelo palestrante de melhor relação entre fadiga e risco.

Além disso, abordou as reações que o álcool e fadiga provocam, e destaca que em termos comportamentais os efeitos podem ser opostos.

The FedEx aprroach to FRMS – Rich Lewis

O palestrante apresentou os números de operações realizadas pela FEDEX no mundo, em torno de 17 mil voos/mês e em 220 países. Além disso, demonstrou o funcionamento do processo de reportes de fadiga, que segundo ele é um sistema próprio (baseado em Psychomotor Vigilance Test), e abordou alguns desafios.

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Air New Zealand – Validation of models against in flight measures – Mick Spencer on behalf of ANZ.

Desde 1990 a Air New Zealand vem realizando estudos sobre fadiga, esta “expertise” levou a empresa a adotar métodos de coletas de dados em sessões de voo. São ferramentas de mensuração, chamados de PAT (performance on the pilot alertness test), e utilizadas escala de San perelli e KSS (Karolinska Sleepness Scale).

Palestras apresentadas no 2º dia:

Overview of FRMS within the Business Jet Community – Leigh White, Alertness Solutions

O Sr. Leigh tratou da fadiga na operação RBAC 91 que trata da aviação geral. O cenário atual, de acordo com a Associação de Aviação Executiva é de 4.000 operadores, sendo 3.400 aviões de pequenos e médios portes e 600 (ou 15% do total) de grande porte. Este modelo de aviação tem características únicas e particulares, como frequentes alterações dos horários, diferentes tipos de aeronaves, número reduzido de piloto por aeronave, necessidades especificas dos clientes, etc.

Por este motivo, desde 1994 a NASA e Flight Safety Foundation desenvolveram “tasks” sobre o assunto, porém atualmente necessita de revisão e atualização das diretrizes para o setor. Que sejam baseados em ciência, de maneira que reflita a experiência operacional e forneça confiança no resultado. Por este motivo, o NBAA e FSF estão realizando a revisão destas diretrizes, liderados por um painel cientifico (julho a dezembro de 2013).

An approach to constructing SPIs and KPIs – Jim Mangie, Dr Philippa Gander

A palestrante apresentou um indicador para o FRMS chamado SPI (Safety performance indicators), baseado em dados de empresas, como: Delta,Singapore,South Africa airways.

ICAO - International FRMS Development - Dr Millar ICAO

A Dra Millar é diretora técnica de desempenho humano na Organização Internacional da Aviação Civil.

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Ela iniciou a palestra com a seguinte afirmação: “O tráfego aéreo mundial dobra de tamanho a cada 15 anos”.

Para alcançar a segurança e melhoria operacional, deve-se levar em consideração: relação custo-benefício, responsabilidade ambiental e que a aviação esteja globalmente harmonizada.

A ICAO planeja a melhoria do gerenciamento do tráfego aéreo, nos próximos 15 anos, com plano global de navegação aérea e que trarão impactos na maneira e forma de se trabalhar. Com implicações na indústria e no gerenciamento de fadiga.

A ICAO também esta realizando revisões dos manuais e guias de gerenciamento de fadiga, e conta com o apoio da IATA e IFALPA. Além disso, será divulgado o manual de FRMS para reguladores.

EASA – Europe´s Regulatory Aprroach to Fatigue Management – Daniel Coutelier EASA A Agência Europeia para a Segurança da Aviação conta com 32 membros, ela é peça fundamental da estratégia da União Europeia em matéria de segurança da aviação. A sua missão consiste em promover as mais elevadas normas comuns de segurança, e que estão em consonância com as SARPs da ICAO.

Foi enfatizado que o FRMS deve ser incorporado ao SMS (Safety management system) e deverá ser totalmente integrado ao gerenciamento de risco das organizações.

O FRM deve complementar, mas não substituir os requisitos prescritos de voo.

Explaining the FAA Advisory Circular 120-103A – Fastigue Risk Management Systems – O FAR part 117 será divulgado em janeiro de 2014 e trata da jornada de trabalho e descanso nos EUA. A nova circular prevê a inclusão de conceitos FRMS nas horas de voo dos tripulantes.

Progress in adopting of FRMS in United Airlines – Dr. Greg Belenky, Chip Benton Dr. Greg Belenky apresentou pesquisa realizada com pilotos.

Royal Australian Air Force approach to FRMS – Mark Corbett RAAF Apresentação sobre o FRMS na Força Aérea.

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Addressing the Cabin Crew fatigue issues in ANZ – Bruce Aberhart

O palestrante apresentou um estudo realizado a partir de reportes de comissários sobre fadiga, de um determinado voo da empresa Air New Zealand. O grupo de trabalho percebeu o nível de fadiga que estas tripulações enfrentavam e então sugeriu que alternassem o pernoite para outra localidade.

Moving ahead at VRG, Brazil – Raul Bocces

O Comandante, líder do projeto de FRMS na empresa Gol, apresentou o projeto que foi iniciado em 2011, através da criação do reporte de fadiga, que incluiu análise e recomendações.

O ciclo proativo iniciará em dezembro de 2013,com a inclusão de um treinamento sobre o tema.

Recentemente foi criado um grupo no Brasil, com representantes das principais empresas aéreas, SNA (Sindicato dos aeronautas), ABRAPAC (Associação dos pilotos da Aviação Civil), ASA GOL (Associação dos Aeronautas da Gol), SNETA (Sindicato Nacional de Táxi Aéreo), e ABEAR (Associação Brasileira de empresas aéreas), que discutem a modificação da regulamentação do aeronauta (lei 7.183), pelo projeto de lei (PL 434/11). De forma que se consiga alcançar o que preconiza as publicações ICAO, IATA e IFALPA e o guia do FRMS.

FOTOS:

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Palestra: Captain Kris Tritschler

Palestra: Dr. Millar - ICAO

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Debate

Palestra: Sr. Daniel Coutelier - EASA

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