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Lista de exercícios 11 Representação Matricial de Aplicações Lineares

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Academic year: 2021

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Universidade Federal do Paraná

Algebra Linear Olivier Brahic

Lista de exercícios 11

Representação Matricial de Aplicações Lineares

Exercício 1: Para cada transformação linear seguinte, encontre a representação matricial padrão de L. a) L(x) = (−x1, x2)|, b) L(x) = −x, c) L(x) = (x2, x1)T, d) L(x) = 12x, e) L(x) = x2e2.

Exercício 2: Para cada uma das seguintes transformações lineares L representando R3 em R2, encontre uma matriz A tal que L(x) = Ax para todo x em R3.

a) L((x1, x2, x3)|) = (x1+ x2, 0)|,

b) L((x1, x2, x3)|) = (x1, x2)|,

c) L((x1, x2, x3)|) = (x2− x1, x3− x2)T,

Exercício 3: Para cada uma das operadores lineares L em R3 seguintes, encontre uma matriz A tal que L(x) = Ax para todo x em R3.

a) L((x1, x2, x3)|) = (x3, x2, x1)|,

b) L((x1, x2, x3)|) = (x1, x1+ x2, x1+ x2+ x3)|,

c) L((x1, x2, x3)|) = (2x3, x2+ 3x1, 2x1− x3)|.

Exercício 4: Seja L um operador linear em R3 definido por:

L(x) =   2x1− x2− x3 2x2− x1− x3 2x3− x1− x2  .

Determine a representação matricial padrão A de L e use A para encontrar L(x) para cada um dos seguintes vetores x.

a) x = (1, 1, 1)| b) x = (2, 1, 1)| c) x = (−5, 3, 2)|

Exercício 5: Encontre a representação matricial parão para cada um dos seguintes operadores lineares:

a) L é o operador que gira todo x em R2 por 45◦ no sentido horário,

b) L é o operador linear que refleta cada ve-tor x em R2 em relação ao eixo x2, e então

gira-o 90◦ no sentido trigonométrico.

c) L dobra o comprimento de x e então gira-o de 30◦ no sentido trigonométrico,

(2)

d) L reflete cada vetor x em R2 em relação à linha x = x1, e então o projeta sobre o eixo

x1. Exercício 6: Seja b1 =   1 1 0  , b2 =   1 0 1  , b3 =   0 1 1 

 e seja L a transformação linear de R2 em R3 definida por:

L(x) = x1b1+ x2b2+ (x1+ x2)b3.

Encontra a matriz A de L em relação às bases {e1, e2} e {b1, b2, b3}.

Exercício 7: Seja y1 =   1 1 1  , y2 =   1 1 0  , y3 =   1 0 0 

 e seja T o operador identidade em R3.

a) Encontre as coordenadas de T (e1), T (e2), T (e3) em relação a {y1, y2, y3}.

b) Encontre uma matriz A tal que Ax é o vetor coordenadas de x em relação a {y1, y2, y3}.

Exercício 8: Sejam y1, y2, y3 definidos como no problema 7, e seja L o operador linear definido por: L(c1.y1+ c2.y2+ c3.y3) = (c1+ c2+ c3).y1+ (2c1+ c3).y2− (2c2+ c3).y3.

a) Encontre a matriz de L em relação à base ordenada {y1, y2, y3}.

b) Para cada um dos seguintes vetores, escreve o vetor x em relação a {y1, y2, y3}, e use a matriz da parte a) para determinar L(x).

i) x = (7, 5, 2)|, ii) x = (3, 2, 1)|,

iii) x = (1, 2, 3)|.

Exercício 13: Seja L a transformação linear representando P2 em R2, definida por:

L(p(x)) = R1

0 p(x)dx

p(0) 

Encontre uma matriz A tal que: L(α + βx) = A ·α β 

.

Exercício 14: A transformação linear L definida por L(p(x)) = p0(x) + p(0) representa P3

em P2. Encontre a representação matricial de L em relação às bases ordenadas {x2, x, 1} e {2, 1 − x}.

Para cada um dos vetores seguintes, encontre as coordenadas de L(p(x)) em relação a {2, 1 − x}.

i) x2+ 2x − 3, ii) x2+ 1,

iii) 3x, iv) 4x2+ 2x.

(3)

Resoluções:

Resolução do Exercício 1:

a) Calculemos os vetores de coordenadas das imagens dos elementos da base padrão B0 :=

{e1, e2} por L, obtemos:          L((1, 0)|) = (−1, 0)|, logo [L(e1)]B0 = −1 0  L((0, 1)|) = (0, 1)|, logo [L(e1)]B0 = 0 1  .

A representação matricial de L na base padrão senda dada para a matriz cujas colunas são os vetores de coordenadas na base padrão das imagens dos elementos da base padrão, concluemos que: M(L)B0 =  [L(e1)]B0 [L(e2)]B0  =  −1 0 0 1  .

b) De maneira semelhante, temos: ( L((1, 0)|) = (−1, 0)|, L((0, 1)|) = (0, −1)|, segue que: M (L)B0 = −1 0 0 −1  .

c) De maneira semelhante, temos: ( L((1, 0)|) = (0, 1)|, L((0, 1)|) = (1, 0)|, segue que: M(L)B0 = 0 1 1 0  .

d) De maneira semelhante, temos:      L((1, 0)|) = (1 2, 0) |, L((0, 1)|) = (0,1 2) |, segue que: M(L)B0 = 1 2 0 0 12  .

e) De maneira semelhante, temos: ( L((1, 0)|) = (0, 0)|, L((0, 1)|) = (0, 1)|, segue que: M(L)B0 = 0 0 0 1  . Resolução do Exercício 2: a) A matriz A :=1 1 0 0 0 0  é tal que: Ax =1 1 0 0 0 0  ·   x1 x2 x3  = x1+ x2 0  = L(x).

(4)

b) A matriz A :=1 0 0 0 1 0  é tal que: Ax =1 0 0 0 1 0  ·   x1 x2 x3  = x1 x2  = L(x). c) A matriz A :=−1 1 0 0 −1 1  é tal que: Ax =−1 1 0 0 −1 1  ·   x1 x2 x3  = x2− x1 x3− x2  = L(x). Resolução do Exercício 3: a) A matriz A :=   0 0 1 0 1 0 1 0 0  é tal que: Ax =   0 0 1 0 1 0 1 0 0  ·   x1 x2 x3  =   x3 x2 x1  = L(x). b) A matriz A :=   1 0 0 1 1 0 1 1 1  é tal que: Ax =   1 0 0 1 1 0 1 1 1  ·   x1 x2 x3  =   x1 x1+ x2 x1+ x2+ x3  = L(x). c) A matriz A :=   0 0 2 3 1 0 2 0 −1   é tal que: Ax =   0 0 2 3 1 0 2 0 −1  ·   x1 x2 x3  =   2x3 x2+ 3x1 2x1− x3  = L(x).

Resolução do Exercício 4: Calculemos as imagens dos elementos da base padrão B0:      L((1, 0, 0)|) = (2, −1, −1)|, L((0, 1, 0)|) = (−1, 2, −1)|, L((0, 0, 1)|) = (−1, −1, 2)| Logo a representação matricial de L na base padrão é dada por:

A = M(L)B0 =   2 −1 −1 −1 2 −1 −1 −1 2  .

(5)

Podemos verificar que para qualquer vetor x = (x1, x2, x3)|, temos: L(x) = A · x =   2 −1 −1 −1 2 −1 −1 −1 2  ·   x1 x2 x3  =   2x1− x2− x3 2x2− x1− x3 2x3− x1− x2  . Usando A, calculemos a imagem L(x) de x nos casos seguintes:

a) L(x) = A.x =   2 −1 −1 −1 2 −1 −1 −1 2  ·   1 1 1  =   0 0 0   b) L(x) = A.x =   2 −1 −1 −1 2 −1 −1 −1 2  ·   2 1 1  =   2 −1 −1   c) L(x) = A.x =   2 −1 −1 −1 2 −1 −1 −1 2  ·   −5 3 2  =   −15 −1 −3   Resolução do Exercício 5:

a) Notemos R−π/4 : R2 → R2 a rotação de centro (0, 0), de angulo 45◦ no sentido horário.

Calculemos as imagens dos vetores da base padrão:        R−π/4((1, 0)|) = ( 1 √ 2, − 1 √ 2) |, R−π/4((0, 1)|) = (− 1 √ 2, 1 √ 2) |.

Logo a matriz de R−π/4 na base padrão é dada por:

M(R−π/4)B0 = 1 √ 2 − 1 2 −√1 2 1 √ 2 ! .

Aqui, é bom saber que de maneira geral, a matriz da rotação de angulo θ qualquer é : M(Rθ)B0 =

cos θ − sin θ sin θ cos θ

 .

b) Notemos S0x2 : R2 → R2 a refleção em relação ao eixo 0x2, e Rπ/2 : R2→ R2 a rotação de centro (0, 0) e de angulo 90◦ no sentido trigonométrico.

Calculemos as representação matricial padrão de S0x2, temos: ( S0x2((1, 0)|) = (−1, 0)|, S0x2((0, 1) |) = (0, 1)|, segue que: M(S0x2)B0 = −1 0 0 1  . Calculemos de maneira semelhante a matriz de Rπ/2 na base padrão:

( Rπ/2((1, 0)|) = (0, 1)|, Rπ/2((0, 1)|) = (−1, 0)|, segue que: M(Rπ/2)B0 = 0 −1 1 0  .

(6)

O operador L é obtido por composição de S0x2 com Rπ/2, isso é L = Rπ/2◦ S0x2, pois L(x) = Rπ/2(S0x2(x)). Segue que a matriz de L na base padrão pode ser obtida por

multiplicaccão das matrizes de Rπ/2 e S0x2, da maneira seguinte:

M(L)B0 = M(Rπ/2◦ S0x2)B0 = M(Rπ/2)B0· M(S0x2)B0 =0 −1 1 0  ·−1 0 0 1  = 0 −1 −1 0  . Aplicando a definição de L, podemos verificar que L(e1) = −e2 e L(e2) = −e1.

Observação: para não fazer confusões na ordem, entre Rπ/2◦ S0x2 e S0x2◦ Rπ/2, podemos

escrever a composta de maneira mais explicita, da maneira seguinte:

R2 L=Rπ/2◦S0x2 ++ S0x2 //R 2 Rπ/2 //R2 x //S0x2(x)  // R π/2(S0x2(x))

Aqui, aplicamos primeiro a simetria, pois a rotação, logo L = Rπ/2◦ S0x2 (o que é diferente

de S0x2 ◦ Rπ/2◦ S0x2 !).

c) Notemos D2 : R2 → R2 a aplicação que dobra o comprimento (isso é, D

2 é a dilatação de

fator 2) e Rπ/6 a rotação de centro (0, 0), de angulo 30◦ no sentido trigonométrico. Calculemos as representação matricial padrão de D2, temos:

( D2((1, 0)|) = (2, 0)|, D2((0, 1)|) = (0, 2)|, segue que: M(D2)B0 = 2 0 0 2  .

Calculemos de maneira semelhante a matriz de Rπ/6 na base padrão:            Rπ/6((1, 0)|) = (cos(π/6), sin(π/6))| = (√3/2, 1/2) Rπ/6((0, 1)|) = (− sin(π/6), cos(π/6))| = (−1/2,√3/2), Segue que M(Rπ/6)B0 = √ 3/2 −1/2 1/2 √3/2  .

O operador L é obtido por composição de D2 com Rπ/6, isso é L = Rπ/6 ◦ D2, pois

L(x) = Rπ/6(D2d(x)) por definição. Segue que a matriz de L na base padrão pode ser

obtida por multiplicaccão das matrizes de Rπ/6 e D2, da maneira seguinte: M(L)B0 = M(Rπ/6◦ D2)B0 = M(Rπ/6)B0· M(D2)B0 = √ 3/2 −1/2 1/2 √3/2  2 0 0 2  = √ 3 −1 1 √3 

(7)

Obeserve que aqui, a composta pode ser escrita mais explicitamente assim: R2 L=Rπ/6◦D2 ++ D2 //R2 Rπ/6 //R2 x //D2(x) = 2x //Rπ/6(2x)

d) De maneira semelhante, notemos S∆ : R2 → R2 a refleção em relação à diagonal ∆ =

{(x1, x2) ∈ R2, x2= x1}, e p0x1 : R

2 → R2 a projeção sobre o eixo 0x 1.

É fácil calcular as matrizes de S e p0x1 na base padrão, temos: M(S)B0 = 0 1 1 0  e M(p0x1)B0 = 1 0 0 0 

A matriz de L é dada para multiplicação das matrizes de S e p0x1, da maneira seguinte: M(L)B0 = M(p0x1◦ S∆)B0 = M(p0x1)B0 · M(S∆)B0 = 1 0 0 0  ·0 1 1 0  =0 1 0 0 

Resolução do Exercício 6: Denotemos B0 := {e1, e2} a base padrão de R2, e B1 a base

B1 := {b1, b2, b3}. Estamos procurando a matriz A = MB1←(L) de L em relação a B0 e

B1. Pela sua definição, MB1←(L) tem colunas os vetores de coordenadas em relação a B1das

imagens por L dos elementos da base B0, ou seja:

M(L)B1←B0 =



[L(e1)]B1 [L(e2)]B1



Falta calcular os vetores de coordenadas de L(e!) e L(e2). Para isto, temos pelo enunciado:

L(e1) = 1.b1+ 0.b2+ 1.b3,

L(e2) = 0.b1+ 1.b2+ 1.b3

isso é, os vetores coordenadas na base B1 := {b1, b2, b3} das imagens dos elementos da base

{e1, e2} sã o dados por: [L(e1)]B1 =   1 0 1   [L(e2)]B1 =   0 1 1  .

Segue que a matriz A de L em relação às bases {e1, e2} e {b1, b2, b3} é dada por:

A := M(L)B1←B0 =  [L(e1)]B1 [L(e2)]B1  =   1 0 0 1 1 1  .

Observa que aqui, nem se usou das valores explícitas para b1, b2, b3 !

(8)

a) Basta exprimir T (ei) em relação a B1 := {y1, y2, y3}, o que pode ser feito direitamente

por inspeção, obtemos:

T (e1) = e1= 0.y1+ 0.y2+ y3,

T (e2) = e2= 0.y1+ y2− y3,

T (e3) = e3= y1− y2+ 0.y3.

Logo os vetores coordenadas de T (e1), T (e2), T (e3) em relação a B1 sã o dados por:

[T (e1)]B1 =   0 0 1   [T (e2)]B1 =   0 1 −1   [T (e3)]B1 =   1 −1 1  .

Outra maneira de fazer seria de inverter a matriz MB0←B1, onde B0 denota a base padrão,

obtemos: MB1←B0 = M −1 B0←B1 =   1 1 1 1 1 0 1 0 0   −1 = [...] =   0 0 1 0 1 −1 1 −1 0  .

Pela definição de MB1←B0, as colunas são os vetores coordenadas de T (e1) = e1, T (e2) =

e2, T (e3) = e3 na base B1.

b) Estamos procurando uma matriz A tal que Ax seja o vetor coordenadas de x em relação a B1. Ou seja, a matriz A tal que:

Ax = [T (x)]B1.

Identificando o vetor x com o seu vetor de coordenadas [x]B0 na base canonônica temos

x = [x]B0, e usando o fato que T (x) = x (pela definição de T ser o operador identidade) vemos que a exoressão acima se escreve na forma:

A.[x]B0 = [x]B1 = [T (x)]B1.

Segue que A é a matriz da identidade T em relação às bases B0 e B1, ou seja: A =

M(T )B1←B0. Por isso, A tem colunas os vetores de coordenadas [T (e1)]B1, [T (e2)]B1, [T (e3)]B1.

Concluemos que: A =   0 0 1 0 1 −1 1 −1 0  .

Observe que a matriz da identidade em relação às bases B0 e B1 é exatamente a matriz de

transição de B0 para B1: A = M(T )B1←B0 = M

−1(T ) B0←B1.

Resolução do Exercício 8:

a) Notemos B1a base ordenada B1 := {y1, y2, y3}. Estamos procurando a matriz M(L)B1 de

L em relação à base B1. Pela sua definição, M(L)B1 tem colunas os vetores de coordenadas

em relação a B1 das imagens por L dos elementos de B1, ou seja:

M(L)B1 = 

[L(y1)]B1 [L(y2)]B1 [L(y3)]B1

 .

(9)

Logo basta encontrar os vetores de coordenadas [L(y1)]B1, [L(y2)]B1 e [L(y2)]B1. Para

isto, temos que exprimir L(y1), L(y2)B1 e L(y2) em relação a B1. Usando a relação:

L(c1.y1+ c2.y2+ c3.y3) = (c1+ c2+ c3).y1+ (2c1+ c3).y2− (2c2+ c3).y3

definindo L (com c1 = 1, c2 = 0, c3 = 0, depois com c1 = 0, c2 = 1, c3 = 0, e depois com

c1 = 0, c2= 0, c3 = 1) obtemos successivamente:

L(y1) = 1.y1+ 2.y2+ 0.y3, L(y2) = 1.y1+ 0.y2− 2.y3, L(y3) = 1.y1+ 1.y2− 1.y3,

logo os vetores de coordenadas [L(y1)]B1, [L(y2)]B1 e [L(y2)]B1 são dados por:

[L(y1)]B1 =   1 2 0   [L(y2)]B1 =   1 0 −2   [L(y3)]B1 =   1 1 −1  . Segue que a matriz de L na base B1 é dada por:

M(L)B1 = 

[L(y1)]B1 [L(y2)]B1 [L(y3)]B1

 =   1 1 1 2 0 1 0 −2 −1  

b) Jà calculámos no exercício 7 a matriz de transição MB1←B0 de B0 para B1:

MB1←B0 =   0 0 1 0 1 −1 1 −1 0  .

Para obter o vetor de coordenadas de x em relação a B1, basta aplicar a formula fórmula

de mudança de base:

[x]B1 = MB1←B0· [x]B0.

Usando esta fórmula, obtemos sucessivamente:

i) [x]B1 =   0 0 1 0 1 −1 1 −1 0  ·   7 5 2  =   2 3 2   ii) [x]B1 =   0 0 1 0 1 −1 1 −1 0  ·   3 2 1  =   1 1 1   iii) [x]B1 =   0 0 1 0 1 −1 1 −1 0  ·   1 2 3  =   3 −1 −1  

Foi tambem calculada no item a) a matriz de L em relação à base B1,

M(L)B1 =   1 1 1 2 0 1 0 −2 −1  .

(10)

Logo podemos obter o vetor de coordenadas de L(x) em relação a B1 usando a formula: [L(x)]B1 = M(L)B1 · [x]B1.

Usando esta fórmula, com os valores de [x]B1 encontradas acima, obtemos successivemente:

i) [L(x)]B1 =   1 1 1 2 0 1 0 −2 −1  ·   3 2 3  =   8 6 −7   ii) [L(x)]B1 =   1 1 1 2 0 1 0 −2 −1  ·   1 1 1  =   3 3 −3   iii) [L(x)]B1 =   1 1 1 2 0 1 0 −2 −1  ·   3 −1 −1  =   1 5 3  

Note que as equações acima dão cada vez o vetor de coordenadas de L(x) em relação à base B1

(e não B0 !) ou seja, elas dizem cada vez que: i) L(x) = 7v1+ 6v2− 8v3

ii) L(x) = 3v1+ 3v2− 3v3

iii) L(x) = v1+ 5v2+ 3v3

Para encontrar os valores de L(x), temos que voltar para a base canônica. Para isto, pode substituir nas equações acima as expressões de v1, v2, v3 em relação a e1, e2, e3 ou,

equivalentemente usar a fórmula de mudança de base de B0 para B1:

[L(x)]B0 = MB0←B1 · [L(x)]B1 (1)

onde MB0←B1 é a matriz de mudança de B1 para B0, dada segundo o exercício 7 por:

MB0←B1 :=  [y1]B0 [y2]B0 [y3]B0  =   1 1 1 1 1 0 1 0 0  .

Usando a fórmula (1) com os valores de [L(x)]B1 encontradas acima, obtemos

successive-mente: i) [L(x)]B0 =   1 1 1 1 1 0 1 0 0  ·   8 6 −7  =   7 14 8   ii) [L(x)]B0 =   1 1 1 1 1 0 1 0 0  ·   3 3 −3  =   3 6 3   iii) [L(x)]B0 =   1 1 1 1 1 0 1 0 0  ·   1 5 3  =   9 6 1  

(11)

Observação: o objetivo do exercício é de ilustrar por contas a seguint formula: M(L)B1 = MB0←B1 · M(L)B1 · MB1←B0.

De fato, se olha as várias etapas calculemos:

MB0←B1· M(L)B1· MB1←B0 · [x]B1 | {z } =[x]B1 | {z } =[L(x)]B1 | {z } =[L(x)]B0

A única matriz A tal que A · [x]B0 = [L(x)]B0 sendo a matriz A = M(L)B0, a conta acima

mostra que necessariamente M(L)B1 = MB0←B1· M(L)B1· MB1←B0.

Resolução do Exercício 13: Notemos u0 o polinômio constante 1, e u1 os polinômio x:

u1 := 1, u2:= x.

Qualquer polinômio p(x) de grão 1 pode ser escrito de maneira única como combinação linear de u0 e u1, pois p(x) = α + βx = α.u0+ β.u1.

De maneira equivalente, diz-se que B := {u0, u1} = {1, x} é uma base de P2. Alem disso, as

coordenadas de p(x) = α + βx em B são dadas por: [p(x)]B = (α, β)|.

É fàcil ver que a aplicação L é linear. Calculemos as imagens por L de u0, u1, temos:

L(u0) = L(1) = R1 0 1dx 1  =1 1  L(u1) = L(x) = R1 0 xdx 1  =1/2 0 

Por linearidade de L, segue que L(α + βx) = A · (α, β)|, onde: A := M(L)B0←B =1 1/2

1 0 

. Aqui, B0 denota a base padrão de R2.

Resolução do Exercício 14: Notemos B1 a base ordenada de P3 dada por B1 := {x2, x, 1},

e B2 a base ordenada de P2 dada por B2 := {2, 1 − x}. Calculemos as imagens por L dos

vetores da base B1, e exprimemos eles na base B2:

L(x2) = 2x + 0 = 1.2 − 2.(1 − x), L(x) = 1 + 0 = 1

2.2 + 0.(1 − x) L(1) = 0 + 1 = 1

2.2 + 0.(1 − x) Concluemos que a matriz de L em relação a B1 e B2 é dada por:

M(L)B2←B1 =  [L(x2)]B2 [L(x)]B2 [L(1)]B2  =  1 1/2 1/2 −2 0 0  . Podemos obter o vetor de coordenadas de L(p(x)) na base B2 usando a formula seguinte:

[L(p(x))]B2 = M(L)B2←B1 · [p(x)]B1.

(12)

i) para x2+ 2x − 3, tem-se que [x2+ 2x − 3]B1 = (1, 2, −3)|, logo: [L(x2+ 2x − 3)]B2 =  1 1/2 1/2 −2 0 0  ·   1 2 −3  = 1/2 −2  .

ii) x2+ 1, para x2+ 1, tem-se que [x2+ 1]B1 = (1, 0, 1)|, logo:

[L(x2+ 2x − 3)]B2 =  1 1/2 1/2 −2 0 0  ·   1 0 1  = 3/2 −2  .

iii) 3x, para 3x, tem-se que [3x]B1 = (0, 3, 0)|, logo:

[L(x2+ 2x − 3)]B2 =  1 1/2 1/2 −2 0 0  ·   0 3 0  = 3/2 0  .

iv) para 4x2+ 2x, tem-se que [4x2+ 2x]B1 = (4, 2, 0)|, logo:

[L(x2+ 2x − 3)]B2 =  1 1/2 1/2 −2 0 0  ·   4 2 0  =  5 −8  .

Referências

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