2014
Curitiba-PR
Práticas em Saúde e
Segurança do Trabalho
Ciro Muller
Paulo Leite
PARANÁ Educação a DistânciaPresidência da República Federativa do Brasil Ministério da Educação Secretaria de Educação a Distância
Catalogação na fonte pela Biblioteca do Instituto Federal do Paraná © 2014 INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA - PARANÁ - EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA
Este Caderno foi elaborado pelo Instituto Federal do Paraná para o Sistema Escola Técnica Aberta do Brasil – e-Tec Brasil.
Prof. Irineu Mario Colombo
Reitor
Prof. Joelson Juk
Chefe de Gabinete
Prof. Ezequiel Westphal
Pró-Reitoria de Ensino - PROENS
Prof. Gilmar José Ferreira dos Santos
Pró-Reitoria de Administração - PROAD
Prof. Silvestre Labiak
Pró-Reitoria de Extensão, Pesquisa e Inovação - PROEPI
Neide Alves
Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas e Assuntos Estudantis - PROGEPE
Valdinei Henrique da Costa
Pró-Reitoria de Planejamento e
Desenvolvimento Institucional - PROPLAN
Prof. Fernando Amorin
Diretor Geral do Câmpus EaD
Marcos Barbosa
Diretora de Ensino, Pesquisa e Extensão do Câmpus EaD
Prof.ª Monica Beltrami
Coordenadora do Curso
Suyan Miliorini Jessica Kremer
Coordenação Adjunta
Prof.ª Ester dos Santos Oliveira
Coordenação de Design Instrucional
Lídia Emi Ogura Fujikawa
Designer Instrucional
Linda Abou Rejeili de Marchi
Revisão
Diego Windmöller
Diagramação
e-Tec/MEC
e-Tec Brasil
3
Apresentação e-Tec Brasil
Prezado estudante,
Bem-vindo ao e-Tec Brasil!
Você faz parte de uma rede nacional pública de ensino, a Escola Técnica Aberta do Brasil, instituída pelo Decreto nº 6.301, de 12 de dezembro 2007, com o objetivo de democratizar o acesso ao ensino técnico público, na mo-dalidade a distância. O programa é resultado de uma parceria entre o Minis-tério da Educação, por meio das Secretarias de Educação a Distância (SEED) e de Educação Profissional e Tecnológica (SETEC), as universidades e escolas técnicas estaduais e federais.
A educação a distância no nosso país, de dimensões continentais e grande diversidade regional e cultural, longe de distanciar, aproxima as pessoas ao garantir acesso à educação de qualidade, e promover o fortalecimento da formação de jovens moradores de regiões distantes, geograficamente ou economicamente, dos grandes centros.
O e-Tec Brasil leva os cursos técnicos a locais distantes das instituições de en-sino e para a periferia das grandes cidades, incentivando os jovens a concluir o ensino médio. Os cursos são ofertados pelas instituições públicas de ensino e o atendimento ao estudante é realizado em escolas-polo integrantes das redes públicas municipais e estaduais.
O Ministério da Educação, as instituições públicas de ensino técnico, seus servidores técnicos e professores acreditam que uma educação profissional qualificada – integradora do ensino médio e educação técnica, – é capaz de promover o cidadão com capacidades para produzir, mas também com auto-nomia diante das diferentes dimensões da realidade: cultural, social, familiar, esportiva, política e ética.
Nós acreditamos em você!
Desejamos sucesso na sua formação profissional!
Ministério da Educação Janeiro de 2010 Nosso contato
e-Tec Brasil
5
Indicação de ícones
Os ícones são elementos gráficos utilizados para ampliar as formas de linguagem e facilitar a organização e a leitura hipertextual.
Atenção: indica pontos de maior relevância no texto.
Saiba mais: oferece novas informações que enriquecem o
assunto ou “curiosidades” e notícias recentes relacionadas ao tema estudado.
Glossário: indica a definição de um termo, palavra ou expressão
utilizada no texto.
Mídias integradas: sempre que se desejar que os estudantes
desenvolvam atividades empregando diferentes mídias: vídeos, filmes, jornais, ambiente AVEA e outras.
Atividades de aprendizagem: apresenta atividades em
diferentes níveis de aprendizagem para que o estudante possa realizá-las e conferir o seu domínio do tema estudado.
e-Tec Brasil
Sumário
Palavra dos professores-autores
11
Aula 1 – Legislação
13
1.1 Histórico da Legislação
13
1.2 Conceitos em Legislação
14
1.3 Diferenças entre Lei, Decreto e Portaria
14
1.4 Acidente do Trabalho
14
1.5 Finalidade da Legislação
15
Aula 2 – Legislação II
17
2.1 O que é o Decreto-Lei Nº 3.724
17
2.2 Assistência Médica, Farmacêutica e Hospitalar
18
2.3 Consequências resulantes de um acidente
18
Aula 3 – Legislação III
21
3.1 Estrutura da CLT
22
3.2 Estrutura do Capítulo V do Título II da CLT / Artigo nº
154-200
22
3.3 Portaria 3.214
24
Aula 4 – Normas Regulamentadoras
25
4.1 Introdução às Normas
25
4.2 NR-1 Disposições Gerais
25
4.3 NR-2 Inspeção Prévia
26
4.4 NR-3 Embargo ou Interdição
26
4.5 NR-4 Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e
em Medicina do Trabalho (SESMT)
26
4.6 NR-5 Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) 26
4.7 NR-6 Equipamento de Proteção Individual (EPI)
27
Aula 5 – Normas Regulamentadoras II
29
5.1 NR-7 Programas de Controle Médico de Saúde Ocupacional
(PCMSO)
29
5.3 NR-9 Programas de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA)
29
5.4 NR-10 Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade
30
5.5 NR-11 Transporte, Movimentação, Armazenagem e
Manu-seio de Materiais
30
5.6 NR-12 Segurança no Trabalho em Máquinas e
Equipamen-tos
30
5.7 NR-13 Caldeiras e Vasos de Pressão
30
5.8 NR-14 Fornos
30
5.9 NR-15 Atividades e Operações Insalubres
31
5.10 NR-16 Atividades e Operações Perigosas
31
5.11 NR-17 Ergonomia
31
Aula 6 – Normas Regulamentadoras III
33
6.1 NR-18 Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria
da Construção
33
6.2 NR-19 Explosivos
33
6.3 NR-20 Segurança e Saúde no Trabalho com Inflamáveis e
Combustíveis
34
6.4 NR-21 Trabalhos a Céu Aberto
34
6.5 NR-22 Segurança e Saúde Ocupacional na Mineração 34
6.6 NR-23 Proteção Contra Incêndios
34
6.7 NR-24 Condições Sanitárias e de Conforto nos Locais de
Trabalho
35
6.8 NR-25 Resíduos Industriais
35
6.9 NR-26 Sinalização de Segurança
35
Aula 7 – Normas Regulamentadoras IV
37
7.1 NR-27 Registro Profissional do Técnico em Segurança do
Trabalho
37
7.2 NR-28 Fiscalização e Penalidades
37
7.3 NR-29 Segurança e Saúde no Trabalho Portuário
37
7.4 NR-30 Segurança e Saúde no Trabalho Aquaviário
38
7.5 NR-31 Segurança e Saúde no Trabalho na Agricultura,
Pecu-ária, Silvicultura, Exploração Florestal e Aquicultura
38
7.6 NR-32 Segurança e Saúde no Trabalho em Estabelecimentos
de Saúde
38
7.7 NR-33 Segurança e Saúde no Trabalho em Espaços
Confina-dos
38
7.8 NR-34 Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria
da Construção e Reparação Naval
38
7.9 NR-35 Trabalho em Altura
39
7.10 NR-36 Abate e Processamento de Carnes e Derivados 39
Aula 8 – Laudo Técnico de Condições Ambientais de Trabalho
(LTCAT)
41
8.1 Definição
41
8.2 Importância do LTCAT
41
8.3 Responsabilidades
41
8.4 Objetivo
42
8.5 Agentes nocivos
42
8.6 Riscos ergonômicos e riscos de mecânico – Acidentes
42
8.7 Medição dos níveis de intensidade/concentração dos
agen-tes
43
8.8 Atividade e operação insalubre
43
8.9 Atividade e operação perigosa
44
8.10 Adicional de insalubridade e periculosidade
44
Aula 9 – Laudo Técnico de Condições Ambientais de Trabalho
(LTCAT) II
47
9.1 Elaboração do LTCAT
47
9.2 Estrutura
47
Aula 10 – Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR)
51
10.1 Introdução ao PGR
51
10.2 Conteúdo do Programa
52
10.3 Estágios do Programa de Gerenciamento de Riscos
52
10.4 Benefícios do PGR
54
Aula 11 – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais I
55
11.1 Planejamento anual com estabelecimento de metas,
priori-dade e cronograma
55
11.2 Reconhecimento
56
Aula 12 – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais II
59
12.1 Avaliação Quantitativa
59
12.2 Medidas de controle
59
12.3 Hierarquia da implantação das medidas de controle
60
12.4 Utilização dos EPIs no âmbito do PPRA
60
12.5 Nível de ação
61
Aula 13 – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais III 63
13.1 Responsabilidades
63
13.2 Informações
63
Aula 14 – Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional
65
14.1 Introdução ao PCMSO
65
14.2 Diretrizes do PCMSO
66
14.3 Responsabilidade do PCMSO
66
14.4 Desenvolvimento do PCMSO
66
Aula 15 – Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional II
69
15.1 Tipos de exames
69
15.2 Exames complementares
69
15.3 Avaliação da audiometria
70
Aula 16 – Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional
III
73
16.1 Atestado de Saúde Ocupacional (ASO)
73
16.2 Planejamento Anual do PCMSO
74
16.3 Procedimento de Avaliação Médica
74
Aula 17 – Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP)
77
17.1 Introdução ao PPP
77
17.2 O que é o PPP?
77
Aula 18 – Perfil Profissiográfico Previdenciário II
81
18.1 Entrega do PPP
81
Aula 19 – Programa de Proteção Respiratória (PPR)
85
19.1 Introdução ao PPR
85
Aula 20 – Programa de Proteção Respiratória II
87
20.1 Avaliações médicas
87
Atividades autoinstrutivas
89
Atividades extras
112
Referências
115
Currículo dos professores-autores
117
e-Tec Brasil
e-Tec Brasil
13
Palavra dos professores-autores
Prezados alunos,
Os temas ‘saúde e segurança do trabalho’, abrangente e atual, englobam uma série de habilidades e conhecimento em plena evolução. Ao optarem por esta área do conhecimento e da atividade humana, tenham certeza de que estão entrando em um campo de trabalho promissor, estimulante, de-safiador, útil e indispensável para prevenção de danos à saúde e à segurança do trabalhador.
Esta profissão precisa de pessoas de valor, comprometidas, dedicadas, esfor-çadas e talentosas.
Agradecemos a oportunidade que vocês estão nos dando em poder expres-sar nossa experiência neste assunto tão importante para os trabalhadores e para as empresas.
Grande abraço!
Ciro Muller Paulo Leite
e-Tec Brasil
15
Aula 1 – Legislação
Nesta aula inaugural desta disciplina, você conhecerá definições fundamentais em Legislação, conceitos de acidente do trabalho e ainda um histórico resumido da legislação.
Para entendermos facilmente, Legislação é o conjunto das leis existentes que tratam sobre Saúde e Segurança do Trabalho, ao desenvolvimento desta aula veremos quais são e quando foram aprovadas. Mas antes disso, deve-mos aprender alguns conceitos.
1.1 Histórico da Legislação
A Legislação relacionada à Saúde e Segurança do Trabalho no Brasil, surgiu em 1918 quando se iniciou o primeiro projeto que tratava questões do tra-balho, como por exemplo a quantidade elevada de acidentes do trabalho nesse período, e no ano seguinte, em 1919, foi aprovada a primeira lei es-pecífica ao amparo dos trabalhadores acidentados, e posteriormente foram sendo desenvolvidas novas leis e normas.
No quadro 1.1, apresentamos resumidamente a legislação de maior rele-vância à saúde e segurança do trabalho no Brasil e seu respectivo período:
Quadro 1.1: Legislação aplicada à Saúde e Segurança do Trabalho
Legislação - documentos Período
Decreto nº 3.724 - Obrigações Resultantes dos Acidentes de Trabalho
15 de Janeiro de 1919
CLT - Consolidação das Leis do Trabalho 01 de Maio de 1943 Lei nº 6.514 - Altera o Capítulo V do Título II da CLT -
Segurança e Medicina do Trabalho
22 de Dezembro de 1977
Portaria nº 3.214 - Aprova as Normas Regulamentadoras - NR - do Capítulo V, Título II da CLT
08 de Junho de 1978 Fonte: Manual de Segurança do Trabalho, Tavares, 2010.
Com o surgimento de uma lei específica, os trabalhadores foram protegidos de possíveis infortúnios, adquirindo direitos ao desenvolver suas atividades.
Práticas em Saúde e Segurança do Trabalho
e-Tec Brasil
16
1.2 Conceitos em Legislação
A seguir você verá conceitos básicos de Direito para melhor entender o con-teúdo da disciplina.
A Constituição Federal: é o conjunto supremo de leis que estabelece o ordenamento jurídico do Brasil, regulando e organizando o governo e a so-ciedade. O que garante direitos e os interesses dos cidadãos brasileiros, por exemplo: a igualdade entre homens e mulheres, liberdade de crença e cons-ciência, livre manifestação de pensamento, etc.
1.3 Diferenças entre Lei, Decreto e Portaria
• LeiÉ norma criada pelo Estado, para estabelecer regras para uma boa conduta das pessoas e bom convívio entre elas.
• Decreto
Ato administrativo feito pelo presidente, govenadores e prefeitos. Com o objetivo de regulamentar e fazer cumprir as leis.
• Portaria
É também um ato administrativo que aprova uma lei ou decreto, dando ins-truções ou fazendo determinações de ordens.
1.4 Acidente do Trabalho
De acordo com o art. 19 da Lei nº 8.213 de 24 de julho de 1991, é aquele que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa ou pelo exercício do trabalho dos segurados especiais, provocando lesão corporal ou pertur-bação funcional que cause a morte ou a perda ou redução, permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho¨. Este conceito é muito impor-tante e todo técnico em segurança do trabalho deve conhecê-lo, ele está previsto na Legislação.
E segundo o conceito prevencionista, conceituando o acidente de trabalho como qualquer ocorrência não programada, que deve ser prevista, porém indesejada que, interfere o desenvolvimento do trabalho, traz prejuízo ma-terial e econômico, dano ao meio ambiente ou resulte lesão ao trabalhador.
Você sabia que segundo a Constituição Federal são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação? Para ter acesso as leis da Constituição Federal que vêm assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais de todos os brasileiros acesse: http://www.planalto.gov. br/ccivil_03/constituicao/ constituicao.htm Ato administrativo é um documento oficial realizado pelo Estado, para declarar, adquirir, garantir, modificar e extinguir direitos ou impor obrigações à sociedade e governo.
e-Tec Brasil
Aula 1 - Legislação
17
Por exemplo, a ocorrência de um acidente do trabalho com o operador de produção, no momento que ele estava fazendo a manutenção preventiva da máquina, resultando em lesões em sua mão.
O conceito de acidente de trabalho mais importante na prática para você enquanto técnico de segurança do trabalho, é o Prevencionista, pois com-pete a ele prever os acidentes que podem acontecer durante o trabalho na empresa. Mas, é interessante também que conheça o conceito legal que envolve o seu campo de trabalho.
1.5 Finalidade da Legislação
Após conhecermos alguns conceitos, iremos agora aprender a finalidade da legislação. Afinal, legislar nada mais é do que fazer leis e essas leis são as regras que devem ser cumpridas para assegurar a saúde e segurança do trabalhador.
A Legislação tem como finalidade, estabelecer o que pode ser feito ou não, através de mecanismos jurídicos, por exemplo, leis e normas, que são segui-das pelas empresas e pelo trabalhador, garantindo direitos e determinando deveres de cada um.
Com o término desta aula, conseguimos aprender noções fundamentais so-bre Legislação, diferenciar conceitos de Acidente do Trabalho e você pôde perceber a que a criação de leis específicas foi um passo importante para a proteção dos trabalhadores e para conscientização das medidas de preven-ção.
Nas aulas seguintes continuaremos falando sobre a Legislação relacionada à Saúde e Segurança do Trabalho.
Resumo
Nesta aula, você estudou sobre a finalidade da Legislação para Saúde e Se-gurança do Trabalho e conceitos básicos e legais utilizados, os conceitos Prevencionista e Legal de Acidente de Trabalho e o histórico resumido da Legislação sobre Saúde e Segurança do Trabalho.
Para conhecer as estatísticas de Acidente do Trabalho no país. Acesso o link do site da Previdência Social: http://www. previdencia.gov.br/estatisticas/
Práticas em Saúde e Segurança do Trabalho
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Atividade de aprendizagem
• A respeito do que aprendemos nesta aula, sobre legislação voltada à Saúde e Segurança do Trabalho, responda:
a) O que é, e qual sua finalidade?
b) Cite e defina dois conceitos usado em Legislação;
c) Enumere em ordem decrescente, os documentos do histórico da nossa Legislação:
e-Tec Brasil
19
Aula 2 – Legislação II
Na segunda aula, continuaremos falando sobre Legislação. Você aprenderá o sobre o Decreto Nº 3.724, o que ele trata, qual o seu objetivo.
Neste momento iniciaremos nossos estudos, continuando falando sobre a Legislação que existe em relação à Saúde e Segurança do Trabalho, mais precisamente o Decreto-Lei Nº 3.724.
No dia 15 de janeiro de 1919, foi aprovado Decreto Nº 3.724, a primeira legislação com o objetivo de assegurar direitos e amparar os trabalhadores brasileiros que sofreram acidente dentro da empresa onde trabalhavam. Va-mos saber mais?
2.1 O que é o Decreto-Lei Nº 3.724
Para virar Lei, o Decreto Nº 3.724 foi modificado pelo Decreto Nº 13.493 de 05/03/1919, e por fim com o Decreto Nº 13.498 houve a aprovação do regulamento para a execução Lei Nº 3.724.
Sua importância foi fundamental por que com sua elaboração houve o co-meço do desenvolvimento de uma Legislação que falasse de temas de Segu-rança do Trabalho, como por exemplo, as obrigações resultantes de aciden-tes do trabalho.
O objetivo do Decreto-Lei Nº 3.724 é regular e fazer cumprir as obrigações prevista quando um o trabalhador sofrer um Acidente do Trabalho.
Você se lembra que estudamos, na aula passada conceitos de acidente do Trabalho? Pois bem, o Decreto-Lei Nº 3.724 também trata sobre Acidente do Trabalho. Agora, vamos ver o que são considerados acidentes do trabalho de acordo com o Art. 1º. deste Decreto:
Confira o texto completo do Decreto, acesse o link do Senado Feral: http://bit.ly/1m1lnKF
Práticas em Saúde e Segurança do Trabalho
e-Tec Brasil
20
a) o acidente produzido por uma causa súbita, violenta, externa e
involun-tária no exercício do trabalho, determinando lesões corporais ou pertur-bações funcionais que constituam a causa única da morte ou perda total ou parcial, permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho;
b) a moléstia (doença) contraída exclusivamente pelo exercício do
traba-lho. Quando este for de natureza só por si causal e desde que determine a morte do operário ou perda total ou parcial, permanente ou temporá-ria, da capacidade para o trabalho.
2.2 Assistência Médica, Farmacêutica e
Hos-pitalar
Após o Acidente, estão previstas na Lei as obrigações que o patrão tem que atender. Em todos os casos que ocorra acidente o patrão é obrigado a pres-tar socorros médicos, farmacêuticos ou hospitalares.
Essa assistência poder acontecer de duas maneiras:
1. Quando for possível o acidentado ser levado para ser atendido no hos-pital, e não haver médico lá, o patrão deve transportá-lo para um lugar onde haja tratamento;
2. Quando não for possível ser levado, o patrão dará toda a assistência no local até chegar tratamento especializado.
2.3 Consequências resulantes de um
aci-dente
De acordo com Art. 7º, o trabalhador tem direito à indenização quando o acidente que sofreu resultar em:
a) morte - impossibilidade laboral devido a perda da vida;
b) incapacidade total e permanente para o Trabalho - é a
impossibili-dade de ser curado para fazer qualquer tipo de serviço, exemplo: para-lisia total;
c) incapacidade total e temporária – é a impossibilidade do operário
exercer qualquer trabalho durante certo tempo (até um ano), exemplo: fratura de ambas as pernas;
Operário (Trabalhador)
é o indivíduo que, sem distinção de sexo ou idade, que presta seus serviços a outra pessoa, a título oneroso, gratuito ou de aprendizagem, permanente ou provisório, a habitação, nas indústrias e serviços.
Patrão
é a pessoa, natural ou jurídica (Empresa), por conta de quem trabalha o operário.
Laboral
e-Tec Brasil
Aula 2 - Legislação II
21
d) incapacidade parcial e permanente – é a diminuição da capacidade
de trabalhar por toda a vida), exemplo: amputação de uma mão;
e) incapacidade parcial e temporária - é a diminuição da capacidade de
trabalho durante certo tempo (até um ano) ), exemplo: fratura em um braço.
Ao chegarmos ao fim desta aula, você pôde estudar mais sobre a Legislação, especificamente o Decreto Nº 3.724, enriquecendo seu conhecimento sobre as legislações existentes que falam sobre à Saúde e Segurança do Trablaho.
Resumo
Você conheceu, nesta aula, um pouco mais sobre o Decreto-Lei nº 3.724, os conceitos de Acidente de Trabalho, o que deve ser feito após o acidente, e os direitos do trabalhador acidentado, assegurados por Lei.
Atividade de aprendizagem
• Sabemos que com o resultado o Acidente do Trabalho, o trabalhador tem direito a indenização, prevista por Lei. Conforme você aprendeu nesta aula, no que diz respeito às indenizações, descreva qual tipo está prevista para os seguintes casos:
a) No caso de o trabalhador perder a capacidade laboral parcialmente e temporariamente;
b) E se trabalhador perder a capacidade laboral totalmente e permanente-mente.
Saiba mais sobre Indenizações acessando: http://bit.ly/1m1lnKF
e-Tec Brasil
23
Aula 3 – Legislação III
Nesta aula, daremos continuidade ao assunto ‘legislação’ comen-tando a importância da consolidação das leis trabalhistas, conheci-da como CLT, na viconheci-da do técnico em Segurança do Trabalho.
Afinal, o que significa ‘consolidação das leis de trabalho’, conhecida popu-larmente por CLT, e qual sua importância na vida do trabalhador?
Pois bem, CLT é a principal legislação brasileira que ordena as relações e os direitos trabalhistas, estabelecendo o que deve ser feito. Por intermédio do Decreto-Lei nº 5.452, criada em 01 de maio de 1943, a CLT entrou em vigor em 10 de novembro de 1943 com a finalidade de unificar e regulamen-tar as leis trabalhistas praticadas no Brasil.
Você sabia?
Celetista: é todo empregado que trabalha de acordo com as regras da CLT.
Direitos trabalhistas
regulam as relações entre trabalhadores e patrões, estabelecido e regido pela CLT.
Figura 3.1: Trabalhadores celetistas. Fonte: © Olly / Shutterstock
Práticas em Saúde e Segurança do Trabalho
e-Tec Brasil
24
3.1 Estrutura da CLT
É composta por oito capítulos que falam sobre os direitos de grande parte dos grupos de trabalhadores do país. Em seu texto, é abordado vários assun-tos que contemplam os direiassun-tos trabalhistas:
• Identificação profissional
• Duração (da jornada) de trabalho
• Salário Mínimo
• Férias Anuais
• Segurança e Medicina do Trabalho • Proteção ao Trabalho da Mulher e do Menor
• Previdência Social
• Contrato Individual de Trabalho
• Organização Sindical
• Convenções Coletivas de Trabalho
• Processo de Multas Administrativas
• Justiça do Trabalho, entre outros.
Para o técnico em Segurança do Trabalho é muito importante conhecer o capítulo que fala sobre Segurança e Medicina do Trabalho. Foi o Decreto-Lei nº 6.514 que alterou o Capítulo 5 do Título II da CLT, artigo 154 até o 200, intitulado ‘Da Segurança e da Medicina do Trabalho’, trazendo um conjunto de exigências em relação ao assunto, além de dar outras diretrizes.
3.2 Estrutura do Capítulo V do Título II da
CLT / Artigo nº 154-200
É composta pelos seguintes itens que preveem as diretrizes fundamentais que levaram a criação de Normas mais detalhadas.
Veja o texto compilado da CLT no
link a seguir:
http://www.planalto.gov. br/ccivil_03/decreto-lei/ Del5452compilado.htm
e-Tec Brasil
Aula 3 - Legislação III
25
Disposições Gerais:
• Inspeção Prévia e do Embargo ou Interdição
• Órgãos de Segurança e de Medicina do Trabalho nas Empresas
• Equipamento de Proteção Individual
• Medidas Preventivas de Medicina do Trabalho
• Edificações
• Iluminação
• Conforto Térmico
• Instalações Elétricas
• Movimentação, Armazenagem e Manuseio de Materiais
• Máquinas e Equipamentos
• Caldeiras, Fornos e Recipientes sob Pressão
• Atividades Insalubres ou Perigosas
• Prevenção da Fadiga
• Outras Medidas Especiais de Proteção
• Penalidades Você sabia?
Ministério do Trabalho e Emprego é o órgão público dirigido pelo governo que trata das políticas e diretrizes relacionadas ao empre-go e trabalho, e de todos os assuntos referentes ao trabalhador e ao empregador.
Confira no portal do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o texto completo do Capítulo V da CLT acessando: http://bit. ly/1mRTZAl
Práticas em Saúde e Segurança do Trabalho
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26
3.3 Portaria 3.214
Esta Portaria data do dia de 08 de junho de 1978, editada pelo Ministério do Trabalho e Emprego, juntamente com as Normas Regulamentadoras (NR), que constituem vários capítulos relativos à Segurança e Medicina do Traba-lho. A função desta Portaria é aprovar as Normas Regulamentadoras (NRs), do Capítulo V, Título II, da Consolidação das Leis do Trabalho, em relação à Segurança e Medicina do Trabalho.
A aprovação das NRs teve no total de 28 normas inicialmente, e está descrita no primeiro artigo desta Portaria, dizendo o seguinte: “Art. 1º Aprovar as Normas Regulamentadoras (NR) do Capítulo V, Título II, da Consolidação das Leis do Trabalho, relativas à Segurança e Medicina do Trabalho”.
Conforme você aprendeu em outras disciplinas do curso, existem atualmen-te 36 normas vigenatualmen-tes no total.
Nesta última aula sobre Legislação, você conferiu todos os documentos que levaram ao desenvolvimento das Normas Regulamentadoras.
Na próxima aula, você começará a estudar cada uma das NRs. Até lá!
Resumo
Nesta aula, comentamos a importância da CLT; o que foi o Decreto-Lei nº 6.514; a reformulação da estrutura do Capítulo V da CLT, e a função da Portaria nº 3.214.
Atividade de aprendizagem
• De acordo com o Capítulo V sobre Segurança e Medicina do Trabalho da CLT, as Delegacias Regionais do Trabalho (DRT) são encarregadas de realizar algumas tarefas. Descreva quais são elas.
Acesse o link do portal do Ministério do Trabalho e Emprego para verificar o texto completo: http://portal.mte. gov.br/data/files/FF8080812B E914E6012BE96DD3225597 /p_19780608_3214.pdf
e-Tec Brasil
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Aula 4 – Normas Regulamentadoras
Em se tratando de Segurança e Medicina do Trabalho, veremos, nesta aula, as normas que estabelecem o que precisa ser feito para se obter um ambiente de trabalho que apresente condições ade-quadas para o desenvolvimento das atividades laborais sem que ofereça riscos àqueles que as executam.
Após aprender a legislação que resultou na criação das normas regulamen-tadoras, iniciaremos, neste momento, nosso estudo falando sobre elas. Lem-brando que as normas estabelecem as mínimas condições que devem ser seguidas para garantir um ambiente de trabalho seguro ao trabalhador, visando sempre a integridade de cada trabalhador.
4.1 Introdução às Normas
Todas as empresas regidas pela CLT são obrigadas a atender ao que está es-tabelecido como exigências legais nas normas. Uma empresa que não cum-pre as exigências legais a respeito da saúde e segurança do trabalhador está exposta às penalidades previstas na Legislação, constituindo ato faltoso com as obrigações legais, por ser injustificável recusar cumpri-las. Sempre que for preciso criar ou refazer uma norma, esta deve obrigatoriamente passar pelo crivo e aprovação de uma comissão tripartite.
Como você já estudou, de forma detalhada cada NR em outras disciplinas do curso, faremos apenas uma sucinta revisão para fixar bem o assunto, expondo o que cada uma dessas normas aborda.
4.2 NR-1 Disposições Gerais
• Referência jurídica para sua elaboração, artigos 154 a 159 da CLT. Esta norma estabelece quais são as funções e, como e aonde se aplicam as demais Normas Regulamentadoras. Fala das competências e obrigações das empresas e governo, além de falar sobre a importância dos órgãos públicos, que tornam efetivo o cumprimento das Normas.
Ambiente de trabalho
local onde são desenvolvidas as atividades de trabalho.
Comissão Tripartite
é a comissão que atualiza e elabora uma nova NR, composta por representantes dos empregados, empregadores e do governo.
Referência Jurírica
Indica em qual documento da Legislação, a NR teve como base para ser criada.
Através do portal do Ministério do Trabalho e Emprego, você pode acessar todas as NRs pelo link: http://portal.mte. gov.br/legislacao/normas
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4.3 NR-2 Inspeção Prévia
• Referência jurídica para sua elaboração, artigo 160 da CLT.
Fala sobre a aprovação das instalações dos estabelecimentos através da so-licitação de inspeção, no órgão do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), A finalidade da NR-2 é esclarecer o que os estabelecimentos devem fazer antes de iniciar normalmente suas atividades de trabalho, ou quando houver alguma modificação na empresa.
4.4 NR-3 Embargo ou Interdição
• Referência jurídica para sua elaboração, artigo 161 da CLT.Quando for constatado risco grave ou iminente ao trabalhador, o órgão liga-do à Segurança liga-do Trabalho realiza o embargo ou interdição liga-do estabeleci-mento, do setor de serviço, da máquina/equipaestabeleci-mento, ou da obra.
4.5 NR-4 Serviços Especializados em
Enge-nharia de Segurança e em Medicina do
Tra-balho (SESMT)
• Referência jurídica para sua elaboração, artigo 162 da CLT.
A NR-4 explica a organização, o funcionamento e os objetivos do SESMT. Conforme o grau de risco e o número de trabalhadores da empresa é que são estabelecidos quais e quantos profissionais farão parte do SESMT, po-dendo ser engenheiro de Segurança do Trabalho, médico do Trabalho, téc-nico em Segurança do Trabalho, enfermeiro do Trabalho, auxiliar de Enfer-magem do Trabalho.
4.6 NR-5 Comissão Interna de Prevenção de
Acidentes (CIPA)
• Referência jurídica para sua elaboração, artigos 163 a 165 da CLT. Toda empresa regida pela CLT é obrigada a organizar e manter uma Co-missão Interna de Prevenção de Acidentes, conhecida popularmente como CIPA. Seu objetivo principal é prevenir acidentes do trabalho e doenças labo-rais, adaptando o trabalho ao trabalhador. A CIPA é formada apenas pelos trabalhadores da empresa, essa formação é feita conforme o grau de risco e o número de funcionários.
Grau de Risco
é o nível de risco de acidente que a atividade da empresa proporciona aos seus trabalhadores
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Aula 4 - Normas Regulamentadoras (NR)
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4.7 NR-6 Equipamento de Proteção
Indivi-dual (EPI)
• Referência jurídica para sua elaboração, artigos 166 a 167 da CLT.
Esta norma descreve os tipos de EPI que toda empresa é obrigada, por lei, fornecer aos seus funcionários sem custo algum. Todo equipamento que possuir o Certificado de Aprovação (CA) é considerado um EPI que aten-de os padrões exigidos pela NR. Quer seja aten-de fabricação nacional ou inter-nacional, a finalidade do EPI é proteger a saúde e a integridade física do trabalhador.
Resumo
Nesta aula, vimos o significado e a formação do SESMT e da CIPA; as empre-sas que são obrigadas a adotar as medidas e os requisitos previstos nas NRs, e relembramos as seis primeiras normas.
Atividade de aprendizagem
• Com base na NR-4 e NR-5, explique que fatores são levados em conside-ração para formar o SESMT e a CIPLA, e quem são os profissionais que fazem parte dessas duas siglas.
CA (Certificado de Aprovação)
Este só é emitido pelo MTE quando o EPI atende ao padrão. O EPI só pode ser comercializado se estiver dentro do padrão exigido.
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Aula 5 – Normas Regulamentadoras II
Nesta aula, daremos prosseguimento ao estudo das NRs (da 7 até a 17).
5.1 NR-7 Programas de Controle Médico de
Saúde Ocupacional (PCMSO)
• Referência jurídica para sua elaboração, artigos 168 a 169 da CLT.
Esta norma estabelece as diretrizes de sua implantação, e torna obrigatória sua implantação por parte das empresas. O objetivo do PCMSO é a promo-ção da saúde dos trabalhadores, sendo realizados periodicamente.
5.2 NR-8 Edificações
• Referência jurídica para sua elaboração, artigos 170 a 174 da CLT. Aqui são estabelecidos todos os requisitos técnicos que devem ser observa-dos e seguiobserva-dos para que haja plena garantia de segurança no desenvolvi-mento das atividades laborais em edificações.
5.3 NR-9 Programas de Prevenção de Riscos
Ambientais (PPRA)
• Referência jurídica para sua elaboração, artigos 175 a 178 da CLT.
Toda empresa, que admite trabalhadores como empregados, é obrigada a implantar o Programa de Prevenção de Riscos Ambientais. A NR-9 visa ante-cipar, reconhecer e avaliar com o objetivo de controlar a ocorrência de riscos ambientais que existam ou possam existir no ambiente de trabalho. A finali-dade é oferecer segurança e saúde aos trabalhadores, e também proteger o meio ambiente e seus recursos naturais.
Meio ambiente
o meio natural, não modificado pelo ser humano, como por exemplo, as florestas. E o meio não natural são as cidades.
Recursos naturais
são recursos limitados disponíveis na natureza, como a água, os minerais, os vegetais em geral, utilizados pelas empresas em seus processos de trabalho (fabricação, processamento ou beneficiamento).
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5.4 NR-10 Segurança em Instalações e
Serviços em Eletricidade
• Referência jurídica para sua elaboração, artigos 179 a 181 da CLT.
Refere-se a todo tipo de serviço, projeto, instalação ou manutenção que envolva a eletricidade. Faz referência também aos requisitos de segurança a serem cumpridos para assegurar a integridade do trabalhador envolvido.
5.5 NR-11 Transporte, Movimentação,
Armazenagem e Manuseio de Materiais
• Referência jurídica para sua elaboração, artigos 182 a 183 da CLT. Estabelece os requisitos para o transporte manual de cargas, operação segu-ra de elevadores, guindastes, tsegu-ransportadores industriais e máquinas tsegu-ranspor- transpor-tadoras. Trata do armazenamento de materiais, especificando os requisitos de segurança pertinentes a cada tipo de material a ser armazenado.
5.6 NR-12 Segurança no Trabalho em
Máquinas e Equipamentos
• Referência jurídica para sua elaboração, artigos 184 a 186 da CLT. Todos os procedimentos de segurança - desde a instalação, operação e ma-nutenção de máquinas e equipamentos - estão descritos nesta NR.
5.7 NR-13 Caldeiras e Vasos de Pressão
• Referência jurídica para sua elaboração, artigos 187 a 188 da CLT.Os requisitos bem como os procedimentos de segurança a serem seguidos para operação, inspeção e manutenção de caldeiras e vasos de pressão, es-tão todos previstos nesta norma.
5.8 NR-14 Fornos
• Referência jurídica para sua elaboração, artigo 187 da CLT.
Os requisitos mínimos para fornos, desde a construção, operação e manu-tenção, estão previstos nesta norma.
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Aula 5 - Normas Regulamentadoras (NR) II
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5.9 NR-15 Atividades e Operações Insalubres
• Referência jurídica para sua elaboração, artigos 189 a 192 da CLT.Aborda os procedimentos que são obrigatórios em atividades e operações insalubres executadas acima do limite de tolerância. A norma descreve quais são os agentes insalubres, quais atividades são consideradas insalubres e de que maneira podemos agir para proteger os trabalhadores.
5.10 NR-16 Atividades e Operações Perigosas
• Referência jurídica para sua elaboração, artigos 193 a 197 da CLT.Em se tratando de atividades como o manuseio de explosivos ou produtos inflamáveis, esta norma explica os procedimentos e requisitos que precisam ser adotados para garantir a segurança.
5.11 NR-17 Ergonomia
• Referência jurídica para sua elaboração, artigos 198 a 199 da CLT.
Aqui estão os parâmetros estabelecidos para a adaptação do ambiente de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores, preservando a integridade física dos mesmos.
Resumo
Na aula de hoje, estudamos os requisitos e os procedimentos mínimos con-tidos na NR-7 até a 17. Vimos que o foco destas normas é garantir a segu-rança e, por consequência, a saúde dos trabalhadores.
Atividade de aprendizagem
• A respeito dos exames que devem ser incluídos no PCMSO como obri-gatórios, utilize a NR-7 para descrever, com suas palavras, cada um dos itens apontados a seguir:
a) admissional;
b) periódico;
Limite de tolerância
é o limite de contato com algum agente insalubre, sem que resulte em dano a saúde do trabalhador. Sendo estipulado como máximo ou mínimo em concentração, intensidade e tempo de exposição.
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c) retorno ao trabalho;
d) mudança de função;
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Aula 6 – Normas Regulamentadoras III
Dando continuidade ao estudo das normas regulamentadoras, ve-remos nesta aula a NR-18 até a 26.
6.1 NR-18 Condições e Meio Ambiente de
Trabalho na Indústria da Construção
• Referência jurídica para sua elaboração, inciso I do artigo 200 da CLT. Estabelece as diretrizes para uma completa organização do ambiente de tra-balho, buscando alcançar níveis de segurança esperados, e assim, todo o processo de trabalho e o meio ambiente de trabalho da construção esteja seguro.
6.2 NR-19 Explosivos
• Referência jurídica para sua elaboração, inciso II do artigo 200 da CLT. Esta norma verifica os requisitos de segurança para o manuseio, transporte e armazenamento correto de explosivos.
Figura 6.1: Segurança na construção. Fonte: © Kzenon / Shutterstock
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6.3 NR-20 Segurança e Saúde no Trabalho
com Inflamáveis e Combustíveis
• Referência jurídica para sua elaboração, inciso II do artigo 200 da CLT. Menciona os requisitos de segurança no armazenamento, transporte e ma-nuseio dos líquidos combustíveis e gases/líquidos inflamáveis.
6.4 NR-21 Trabalhos a Céu Aberto
• Referência jurídica para sua elaboração, inciso IV do artigo 200 da CLT. Apresenta os critérios para realizar atividades a céu aberto, bem como as medidas de segurança ao trabalhador.
6.5 NR-22 Segurança e Saúde Ocupacional
na Mineração
• Referência jurídica para sua elaboração, inciso III do artigo 200 da CLT. Estabelece os requisitos para desenvolvimento de atividades de mineração, sejam atividades subterrâneas, a céu aberto, garimpos (no que enquadrar), beneficiamentos minerais e pesquisa mineral, dando todas as diretrizes de segurança.
6.6 NR-23 Proteção Contra Incêndios
• Referência jurídica para sua elaboração, inciso IV do artigo 200 da CLT. Estabelece os requisitos e medidas para proteção contra incêndios, que qual-quer empresa deve adotar e manter no local de trabalho.
Para um nível elevado de proteção é utilizado o Código de Segurança
Contra Incêndio e Pânico (CSCIP), que traz todas as medidas, diretrizes
e procedimentos para a proteção contra incêndios. Cada Estado possui seu próprio código. Apresentamos dois links para fazermos um comparativo, lembrando que você usará o Código do Estado onde estiver atuando.
Inflamáveis / combustíveis
são substâncias, líquidas ou não, que sofrem reação produzindo energia e liberando chamas, gases e calor.
Através do site do Corpo de Bombeiros do Paraná, você pode baixar o código completo, através do link: http://
www.bombeiros.pr.gov.br/ modules/conteudo/conteudo. php?conteudo=103
E do site do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro, você confere a Legislação do Código deles, através do link: http://bit.
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Aula 6 - Normas Regulamentadoras (NR) III
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6.7 NR-24 Condições Sanitárias e de
Conforto nos Locais de Trabalho
• Referência jurídica para sua elaboração, inciso VII do artigo 200 da CLT. Apresenta os requisitos mínimos de higiene para se obter boas condições sa-nitárias, e de conforto para a promoção da saúde no ambiente de trabalho.
6.8 NR-25 Resíduos Industriais
• Referência jurídica para sua elaboração, inciso VII do artigo 200 da CLT. Descreve os métodos e as medidas de como eliminar corretamente os resí-duos das indústrias, evitando danos ao meio ambiente e riscos à saúde.
6.9 NR-26 Sinalização de Segurança
• Referência jurídica para sua elaboração, inciso VIII, artigo 200 da CLT. Apresenta as cores padrões usadas como sinalização para alertar os traba-lhadores sobre prevenção e demais identificações, que sejam necessárias nos locais de trabalho.
Ao darmos como finalizada a terceira aula, você viu as diretrizes fundamen-tais das NRs 18 à 26, para assim aprofundar-se no assunto revisando cons-tantemente estas Normas.
Resumo
Nesta aula, você conheceu os requisitos e os procedimentos mínimos esta-belecidos pelas normas 18 até 26, com o intuito de obter um ambiente de trabalho seguro e uma adequada promoção da saúde ocupacional. Estudou também o Código de Segurança contra Incêndios e Pânico, utilizado para proteção contra incêndios, previsto na NR-23.
Atividade de aprendizagem
• Conforme previsto na NR-20, que trata da Segurança e Saúde no Traba-lho com Inflamáveis e Combustíveis, responda: O que deve ser levado em consideração para determinar o período de tempo que devem ser realizadas as inspeções e intervenções na manutenção?
Resíduo Industrial
é o que resta de todo o processo da indústria, podendo ser sólido, líquido ou gasoso. Por exemplo, gases gerados de uma fábrica de celulose e papel. O resíduo industrial tem grande potencial de poluição do meio ambiente, senão houver um processo de reciclagem ou reutilização.
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Aula 7 – Normas Regulamentadoras IV
Nesta aula, terminaremos o estudo sobre normas analisando a NR-27 até a 36.
7.1 NR-27 Registro Profissional do Técnico
em Segurança do Trabalho
• Referência jurídica para sua elaboração, artigo 3º da Lei nº 7.410/85, regulamentada pelo artigo 7º do Decreto nº 92.530/86.
Esta norma foi revogada pela Portaria nº 262 de 29 de maio de 2008, e es-tabelece novas regras para o exercício profissional do técnico.
7.2 NR-28 Fiscalização e Penalidades
• Referência jurídica para sua elaboração, artigo 201 da CLT, alterada pelo artigo 2º da Lei nº 7.855/89 e pelo artigo 1º da Lei nº 8.383/91.
Esta NR estabelece como deve ser realizada a fiscalização, a permissão para correção e as penalidades pelo órgão competente.
7.3 NR-29 Segurança e Saúde no Trabalho
Portuário
• Referência jurídica para sua elaboração, Medida Provisória nº 1.575-6/97 do artigo 200 da CLT e da Convenção OIT nº 152, promulgada pelo De-creto nº 99.534/80.
Apresenta todos os requisitos e procedimentos de saúde e segurança que cercam o ambiente de trabalho dos portos, seja a bordo ou em terra.
No portal do Ministério do Trabalho e Emprego, você acessa essa Portaria na íntegra, pelo
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7.4 NR-30 Segurança e Saúde no Trabalho
Aquaviário
Esta NR aplica os requisitos que devem ser observados e cumpridos sobre trabalhadores que exercem suas atividades no sistema marinho mercante do país.
7.5 NR-31 Segurança e Saúde no Trabalho
na Agricultura, Pecuária, Silvicultura,
Exploração Florestal e Aquicultura
Aborda os critérios para o desempenho seguro das atividades agrícolas, pe-cuárias, florestais e produção de seres aquáticos, tornando o ambiente de trabalho compatível para os trabalhadores.
7.6 NR-32 Segurança e Saúde no Trabalho
em Estabelecimentos de Saúde
Apresenta todos os critérios, procedimentos e requisitos mínimos para orga-nizar e manter o ambiente de trabalho compatível ao exercício de atividades, além da promoção de medidas da saúde e segurança aos trabalhadores do setor de saúde.
7.7 NR-33 Segurança e Saúde no Trabalho
em Espaços Confinados
Esta NR estabelece os requisitos mínimos para identificação, avaliação e con-trole de riscos que existem nos espaços confinados, garantindo a saúde e segurança dos envolvidos.
7.8 NR-34 Condições e Meio Ambiente de
Trabalho na Indústria da Construção e
Reparação Naval
Esta NR determina as diretrizes a serem adotadas para a organização e a manutenção de um local seguro aos trabalhadores, sejam eles da construção ou reparação.
Espaço confinado
é qualquer área ou ambiente não projetado para ocupação humana contínua, que possua meios limitados de entrada e saída, cuja ventilação existente é insuficiente para remover contaminantes ou onde possa existir a deficiência ou enriquecimento de oxigênio
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Aula 7 - Normas Regulamentadoras (NR) IV
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7.9 NR-35 Trabalho em Altura
Qualquer trabalho que necessita ser feito em altura, é a NR-35 que esta-belece o que pode e que não pode ser realizado através de seus requisitos propiciando, assim, a plena proteção dos trabalhadores e a segurança no desempenho de suas atividades.
Você sabia?
Trabalho em altura: é qualquer trabalho desenvolvido acima de dois metros a partir do piso inferior e que haja risco de queda.
7.10 NR-36 Abate e Processamento de
Carnes e Derivados
Esta NR determina os requisitos que devem ser cumpridos para o beneficia-mento de carnes e seus derivados para o consumo humano. Com o objetivo de assegurar a integridade física dos trabalhadores, através de medidas de saúde e segurança.
As NRs são constantemente atualizadas, com o objetivo de ade-quá-las e atender as condições de trabalho que também estão em constante modificação. De acordo com o que você estudou nesta aula, além da atualização, é responsabilidade da comissão tripar-tite a elaboração de uma nova norma regulamentadora. Ou seja, sempre que for estritamente necessário, como foi a elaboração da NR-35 e 36.
Para acompanhar a constante mudança das normas, o profissional deve estar sempre se atualizando, buscando novas informações, lendo notícias, fazendo cursos relacionados ao tema. Tudo isto para melhor desempenhar a profissão como Técnico em Seguran-ça do Trabalho.
Resumo
Nesta última aula, você estudou as NRs 27 até a 36. Esteve a par das consi-derações mais relevantes a respeito de cada uma delas.
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Atividade de aprendizagem
• A Norma Regulamentadora 36 estabelece as diretrizes e requisitos a se-rem seguidos para manter um ambiente de trabalho seguro, saudável e compatível aos trabalhadores e à execução da atividade em questão. O que deve ser feito e através de quais meios, conseguimos obter bons resultados de um gerenciamento de riscos na empresa? Elabore uma descrição com suas palavras, utilizando a NR-36 como base para sua resposta.
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Aula 8 – Laudo Técnico de Condições
Ambientais de Trabalho
(LTCAT)
Nesta aula, você terá informações fundamentais para entender a importância de um laudo; conhecerá os tipos de agentes nocivos presentes no ambiente de trabalho, e o significado da palavra ‘in-salubridade’ e ‘periculosidade’ em relação ao trabalho.
Neste instante, daremos início aos estudos do LTCAT, falando primeiramente sobre aspectos importantes de ser conhecido. Bons estudos!
8.1 Definição
O Laudo Técnico das Condições Ambientais de Trabalho, mais conhecido como LTCAT, atesta as reais condições de trabalho que o meio proporciona ao trabalhador. Essas condições podem gerar ou não danos à saúde. O lau-do só é válilau-do até ocorrer algum tipo de mudança dentro da empresa. Por exemplo: mudança de atividade; construção de um novo setor ou prédio; mudança no processo de trabalho; adoção de novas tecnologias; etc.
8.2 Importância do LTCAT
Este deve ser elaborado por profissionais altamente preparados, que aten-dam a complexidade do assunto, e descrevam de forma detalhada todas as informações que se fizerem necessárias, para que o especialista tenha condi-ções de emitir parecer técnico conclusivo.
8.3 Responsabilidades
Conforme a Lei nº 8.213 de 24 de julho de 1991, as empresas são obrigadas a manter o LTCAT atualizado em relação aos agentes nocivos que existem no ambiente de trabalho. Devendo estar disponível para consulta sempre que solicitado, seja para comprovação ou não da exposição a agentes nocivos, por um médico ou perito do INSS, ou por um auditor da Previdência Social.
Laudo
é um documento técnico-científico, com intuito de atestar oficialmente alguma coisa. Elaborado e assinado por um especialista, por exemplo, engenheiro em Segurança do Trabalho.
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8.4 Objetivo
Analisar os riscos ambientais existentes no local de trabalho, detalhando os agentes nocivos que podem ser físicos, químicos, biológicos, entre outros. Qualificá-los através da utilização das informações contidas no PPRA em conjunto com medições para interpretação específica no laudo e assim ser concluído pelo especialista, se há ou não, algum tipo de agente prejudicial à saúde do trabalhador.
8.5 Agentes nocivos
São aqueles presentes no ambiente de trabalho, e que causam danos à saú-de do trabalhador.
Vejamos alguns exemplos de agentes nocivos, e algumas profissões que es-tão expostas a eles:
• Agentes físicos: ruído, vibração, pressão anormal, temperaturas
extre-mas, radiação ionizante, radiação não ionizante, infrassom e o ultrassom.
Profissões expostas: motosserrista, bombeiro, açougueiro, soldador,
tratorista, etc.
• Agentes químicos: poeira, fumo, névoa, neblina, gás e vapor. Profis-sões expostas: marceneiro, laboratorista, cortador de cana, etc.
• Agentes biológicos: bactérias, fungos, bacilos, parasitas, protozoários,
vírus. Profissões expostas: médico, enfermeiro, veterinário, açouguei-ro, lixeiaçouguei-ro, etc.
8.6 Riscos ergonômicos e riscos de mecânico
– Acidentes
Existem outros riscos prejudiciais que estão presentes no ambiente de traba-lho, e não devem ser confundidos como agentes nocivos. Confira a seguir:
• Riscos ergonômicos: movimento repetitivo, levantamento e
transpor-te manual de peso, movimento vicioso, trabalho de pé, esforço físico intenso, postura inadequada, controle rígido de produtividade, mobiliá-rio inadequado. Profissões expostas: operador de produção, saqueiro, vendedor de loja, serviço geral, etc.
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Aula 8 - Laudo Técnico de Condições Ambientais de Trabalho (LTCAT)
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• Riscos de mecânico - Acidentes: circunstância, comportamento queproporciona alteração da rotina de trabalho. Profissões expostas: mo-torista, operador de máquinas, mecânico de manutenção, etc.
É importante lembrar que estes riscos não geram nenhum tipo de adicional de insalubridade ou periculosidade.
8.7 Medição dos níveis de intensidade/
concentração dos agentes
É utilizado para medições, inúmeros equipamentos que devem estar sempre calibrados, por exemplo: decibelímetro; dosímetro; bomba de amostragem de poeira e gases; luxímetro; termômetros, entre outros.
8.8 Atividade e operação insalubre
De acordo com o Artigo 189 da CLT, ‘atividade e operação insalubre’ é aque-la que expõe os empregados a agentes nocivos à saúde, acima dos limites de tolerância.
Os anexos da NR-15 estabelecem quais são os agentes nocivos e os critérios que caracterizam as condições de insalubridade:
• Anexo 1 - Ruído contínuo e intermitente
• Anexo 2 - Ruído de impacto
• Anexo 3 - Calor
• Anexo 4 - Iluminação
• Anexo 5 - Radiações ionizantes
• Anexo 6 - Trabalho sob condições hiperbáricas
• Anexo 7 - Radiações não ionizantes
• Anexo 8 - Vibrações
• Anexo 9 - Frio
Limites de tolerância
é o limite de contato com algum agente nocivo, sem que resulte em dano à saúde do trabalhador. Sendo estipulado como máximo ou mínimo em concentração, intensidade e tempo de exposição.
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• Anexo 10 - Umidade
• Anexo 11 - Gases e vapores
• Anexo 12 - Poeira minerais
• Anexo 13 - Agentes químicos
• Anexo 14 - Agentes biológicos
8.9 Atividade e operação perigosa
De acordo com a NR-16, ‘atividade e operação perigosa’ refere-se a todo tipo de trabalho que envolve explosivos, inflamáveis, radiações ionizantes e substâncias, representados da seguinte forma:
• Anexo 1 - Atividades e Operações Perigosas com Explosivos
• Anexo 2 - Atividades e Operações Perigosas com Inflamáveis
• Anexo 3 - Atividades e Operações Perigosas com Radiações Ionizantes ou Substâncias
8.10 Adicional de insalubridade e
periculosidade
Através da utilização das NR 15 e 16, como referencial dos Limites de Tole-rância dos Agentes Nocivos, determina-se a caracterização ou não de condi-ções para a adição percentual de Insalubridade ou Periculosidade.
O trabalhador pode ter direito ao adicional de insalubridade ou ao adicional de periculosidade, podendo ser beneficiado apenas com um deles.
Se constatado no LTCAT que existem riscos causados pelos agentes nocivos, o trabalhador tem direto a receber o adicional de insalubridade. Calculado em 40%, 20% ou 10% sobre o salário mínimo da região, conforme o grau de insalubridade, além do salário que já recebe.
Se constatado que o trabalhador executa suas atividades sob condições de periculosidade é lhe assegurado o adicional de 30%, incidente sobre o salá-rio, sem outros acréscimos.
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Aula 8 - Laudo Técnico de Condições Ambientais de Trabalho (LTCAT)
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Resumo
Nesta aula, você estudou o significado, a importância, o objetivo e a utilida-de da sigla LTCAT; conheceu os tipos, as atividautilida-des, as operações insalubres e perigosas causadas pelos diferentes tipos de agentes nocivos. E, por fim, conferiu como é realizado o adicional de insalubridade e periculosidade.
Atividade de aprendizagem
• Existem agentes nocivos que são detectados durante a avaliação no LT-CAT. Cite três exemplos para cada agente, e uma medida de controle para cada, respectivamente.
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Aula 9 – Laudo Técnico de Condições
Ambientais de Trabalho
(LTCAT) II
Na segunda aula que trata sobre o LTCAT, você estudará a elabora-ção e os itens que compõem a estrutura do laudo.
Neste momento, será iniciada a última parte do estudo do LTCAT, falaremos sobre aspectos de sua elaboração primeiramente, e depois finalizaremos fa-lando sobre sua estrutura.
9.1 Elaboração do LTCAT
O laudo deve ser elaborado e ter como responsável técnico, somente um engenheiro ou médico em Segurança do Trabalho por serem especialistas no assunto e serem legalmente habilitados para exercer a função em seus respectivos conselhos de classe (CREA para o engenheiro; e CRM para o médico).
Para elaborar o LTCAT, são utilizadas as informações levantadas pelo Pro-grama de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA), em conjunto com visita
in loco para a avaliação das condições proporcionadas pelo ambiente de trabalho.
9.2 Estrutura
O LTCAT é um documento conclusivo sobre as condições de trabalho com características técnico-científicas, devendo ser organizado e escrito deta-lhadamente, de maneira que facilite sua leitura e entendimento por outras pessoas, geralmente é dividido em itens. Cada item possui sua finalidade, dentro do laudo.
Segundo a Instrução Normativa nº 45, de 06 de agosto de 2010, deve conter no documento os seguintes itens:
In loco
significa “no local”.
Condições de trabalho
pode ser definida como a situação em que se encontra o ambiente de trabalho, podem ser boa ou ruim. Quando boa, significa que está atendendo à legislação, e quando ruim, significa que não está atendendo.
Práticas em Saúde e Segurança do Trabalho
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a) Individual ou coletivo
b) Identificação da empresa
c) Identificação do setor e da função
d) Descrição da atividade
e) Identificação de agente nocivo
f) Localização das fontes geradoras
g) Via e periodicidade de exposição ao agente nocivo
h) Metodologia e procedimentos avaliativos
i) Descrição das medidas de controle
j) Considerações e conclusão
k) Data da realização da avaliação
l) Identificação do engenheiro em segurança ou médico do trabalho Agora, falaremos um pouquinho sobre cada um dos itens citados na Instru-ção Normativa nº 45.
• Individual ou coletivo
Individual: feita exclusivamente para um trabalhador apenas, para
conhe-cer as condições que ele se encontra durante a execução de suas atividades, por exemplo, para fins de aposentadoria.
Coletivo: consiste na avaliação de vários trabalhadores, por exemplo, o
em-pregador solicita a elaboração do laudo para saber como estão as condições de trabalho do cargo operador de empilhadeira. Ou seja, se há 5 operadores na empresas, serão avaliadas as condições dos 5 operadores de empilhadei-ra.
• Identificação da empresa
Neste item devem constar todos os dados da empresa onde é realizada a avaliação, como: nome e endereço completo; CNPJ; CNAE; grau de risco; responsável legal e do RH; número de funcionários, e informações de conta-to.
Para conferir todo o texto da Instrução Normativa nº 45 INSS/
PRES, acesse o link: http:// www3.dataprev.gov.br/SISLEX/ paginas/38/INSS-PRES/2010/45. htm
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Aula 9 - Laudo Técnico de Condições Ambientais de Trabalho (LTCAT) II
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• Identificação do setor e da funçãoDevem constar informações sobre o setor e função avaliadas, e a descrição do ambiente de trabalho.
• Descrição da atividade
É realizada a descrição detalhada de todo o processo da atividade, etapa por etapa, cada tarefa da rotina de trabalho, bem como a frequência de trabalho e a carga horária.
• Identificação de agente nocivo
São identificados todos os agentes detectados no ambiente de trabalho, tendo o respaldo previsto na legislação.
• Localização das fontes geradoras
É feito neste item a identificação e descrição do local de onde está gerando o agente.
• Via e periodicidade de exposição ao agente nocivo
É descrito por quais meios se dá o contato com o agente, a forma de propa-gação, o tempo de exposição, os períodos de tempo (habitual/permanente, eventual/ocasional, intermitente e ausência).
• Metodologia e procedimentos avaliativos do agente nocivo
Especificar o método utilizado (qualitativo e/ou quantitativo); elaborar des-crição sucinta dos equipamentos (como modelo, marca e informações técni-cas) e os procedimentos avaliativos da concentração e/ou intensidade.
• Descrição das medidas de controle
Elaborar considerações das medidas de como controlar e até mesmo neutra-lizar os agentes, com indicação dos equipamentos de proteção individual e/ ou coletivo, medidas administrativas, treinamentos.
Práticas em Saúde e Segurança do Trabalho
e-Tec Brasil
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• Considerações e conclusão
Deve ser feito por um engenheiro ou médico do Trabalho, com base em toda legislação (NRs, Portarias, outros) sobre Segurança e Saúde do Traba-lho, fazendo considerações pertinentes de acordo com todo o conteúdo de informações e dados apurados sobre os agentes nocivos, necessários para o entendimento da conclusão. Esta deve ser feita com base nas informações disponíveis, nos dados apurados. De acordo os Anexos da NR-15 e conforme Concentração e/ou Intensidade e tempo de exposição ao Agente, se resulta ou não danos, que justifiquem o Adicional de Insalubridade. E com base nos Anexos da NR-16 se resulta ou não, no Adicional de Periculosidade.
• Data da realização da avaliação
Esta é feita junto com o item de identificação do especialista responsável, citando a data em que foi realizada a avaliação das condições no local de trabalho.
• Identificação do engenheiro ou do médico em Segurança do Tra-balho
Neste item deve constar o nome completo do especialista responsável pelo laudo, sua formação, número de registro no conselho de classe e sua assi-natura.
Resumo
Nesta aula, você não só estudou como é elaborado e organizado um laudo técnico, como conheceu também os itens que compõem um LTCAT.
Atividade de aprendizagem
• A estrutura do documento LTCAT é composta por alguns itens. Cite e descreva cada um deles.