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Desenvolvimento do Psiquismo segundo M. Klein

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Academic year: 2021

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Desenvolvimento inicial do psiquismo segundo M. Klein Josiane Cristine Ramos – Ipcamp (16.04.08)

Profª Rose

Teoria da Melanie Klein

Questão: Com base no fragmento de uma sessão de análise e nos textos pensados acerca da Fantasia Inconsciente, Superego e Complexo de Édipo iniciais, procure, articulando esses conhecimentos, descrever o desenvolvimento inicial do psiquismo, a partir da teoria Kleiniana e a importância desses conhecimentos para a psicanálise.

Bem, achei muito interessante a sessão, porque dá para perceber na prática o que estamos estudando aqui na teoria. Algumas coisas me chamaram a atenção na sessão e então pretendo descrever o que entendi da teoria a partir desses pontos que ressaltei na sessão.

Primeiro que a criança chega com uma mochila e diz que trouxe a lancheira: eu entendo aqui que ela esteja demonstrando no concreto como ela é internamente, lembrando que se trata de uma criança de 07 anos (não me chama atenção até este momento o fato de ser menino, pra mim fica como a criança, poderia ser menino ou menina que meu raciocínio seria da mesma forma). Esta lancheira é o corpo dele (já ouvi algumas opiniões a respeito de bolsas em menina como sendo a representação de seu útero, mas nesse caso e pensando bem na teoria Kleiniana, imagino o corpo mesmo, independente se é menino ou menina), a criança falando de seu corpo, e que dentro de seu corpo há várias coisas, “bananas, aliás duas bananas e um saquinho de balas”. As duas bananas são, para mim, o bom e o mau, seio bom e seio mau, pênis bom e pênis mau, mais as balas, que hora poderiam ser os excrementos, as fezes, hora coisas boas. Enfim, ele está falando que dentro dele há várias coisas. Considero aqui que se trata de uma criança de sete anos, mas que traz todo o conteúdo que está dentro dela que segundo Klein, esteve desde o princípio, que são a pulsão de vida e de morte, (o bom e o mau - ainda separados). Provavelmente essa criança esteja vivenciando muitas fantasias que dizem respeito a seu mundo interno, fantasias que aparecem no início da vida, por volta dos seis meses (que é onde aparece mais vivências, fantasias do conteúdo interno e sua relação objetal, é por volta dos seis meses, segundo Klein que essas vivências ocorrem pelo motivo da criança estar sentando e vendo o mundo de outros ângulos, ampliando então suas vivências internas e também porque neste momento ocorre o desmame que é uma frustração e que então desencadeia várias reações como ataques ao objeto que a frustrou, no caso, por exemplo, o seio da mãe, que é um objeto parcial ainda para o bebê). Ainda falando da idade, antes mesmo dos seis meses há a questão do sadismo da criança, que “já vem com ela”, que é constitucional, que é o que vai permear, juntamente com a fantasia, o mundo interno dessa criança.

No início da vida, o bebê percebe que dentro dele há coisas, porque sente o vazio do estômago, o leite entrando, sente essas sensações e depois, com o desenvolvimento vai percebendo também que há as fezes, que são os excrementos, como depois vai percebendo também que há a urina, vai tendo conhecimento que há um pênis, ou na menina que não há um pênis, mas ainda lá no começo, o bebê se sente povoado de coisas. O garoto da sessão chega “caracterizando” todas essas coisas, as “balas e as bananas”. No início

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da vida eu entendo que ainda não dá para falar em “duas bananas” como sendo duas coisas uma boa e uma ruim, juntas dentro da mochila, ou seja, dentro do corpo, na verdade hora é ruim e hora é bom, hora é o seio da mãe que alimenta e nutre, hora é o seio da mãe (também pode ser o pênis do pai, enfim, objeto parcial), que abandona, frustra, que ele ataca e depois tem medo da retaliação.

No início são mais impulsos agressivos, coisas ruins, primeiro porque a criança já vem com um sadismo e depois porque com o desmame, segundo Klein, há a frustração e mais impulsos agressivos para atacar aquele que o frustrou e na verdade a frustração aciona a “pulsão de morte” , que é onde, inclusive que se começa a formar o superego.

No decorrer da sessão, a criança come uma banana, isso me faz pensar no seio bom que alimenta, que ao mesmo tempo é o que está dentro do corpo da criança, “o bom, a sensação boa”, e também é o “objeto que proporciona o bom”, (que quando não vem, falta, ataca). Talvez com essa criança já haja a noção de dentro e fora, não sei, mas o bebê ainda sente tudo muito como uma coisa só, sem noção no início, do outro, tudo ocorre dentro do corpo, aliás é através das experiências no físico, segundo Klein, que o psiquismo vai se desenvolvendo, através do que o bebê sente em seu próprio corpo e vai assim estabelecendo, no início, suas relações objetais parciais.

A fantasia, que é uma “expressão mental do instinto”, permeia todo o desenvolvimento psíquico infantil, como havia dito e no início há muito sadismo, muitos “instintos maus”, e isso segundo Klein, é constitucional, mas o bebezinho não sente só o sadismo, o mau, inclusive Klein começa a falar do amor neste último texto que lemos, do “Complexo de Édipo...”, pois na verdade o seio da mãe, que alimenta, é bom, traz uma experiência de “satisfação”, e quando é tirado se frusta, parecendo querer ter constantemente experiências de “satisfação” (não me lembro se Klein usa esse termo “satisfação”, ou se é só Freud), enfim, que fique sempre bom.

No caso do garoto deste caso quando ele traz as bananas e come uma durante a sessão, e então sobra a outra e se refere às balas como envenenadas, no início da sessão, parece pra mim que está demonstrando que há coisas boas e ruins, mesmo o garoto tendo sete anos, ele pode não ter passado tão bem pelo seu desenvolvimento, onde como vimos em aula, os impulsos genitais vão impulsionando a criança a ir em busca de outros objetos se contrapondo aos impulsos sádicos (pré-genitais) e que os sádicos podem ir se mantendo um pouco mais caso o psiquismo não for “fechando direito” as suas fases de desenvolvimento, mesmo o garoto tendo sete anos pode estar vivendo intensamente ainda todos esses impulsos de vida e morte, bastante intensos, ainda bem primitivos. Quando falo em fase é importante dizer que para Klein, as fases vão ocorrendo e se resolvendo ou não, não volta em fixação como afirma Freud.

Quando quer brincar de Gugu-Adja, ao meu ver é a brincadeira de mamãe bebê, de viver essa experiência de estar junto, grudado, tanto é que diz “brincar de Gugu-Adja” e não Gugu e de Adja, pois no início da vida, e esse menino traz claramente esse início de vida, o bebê é um só com a mãe, depois que há a separação. Lembro aqui de Freud quando ele diz que na conflitiva edípica há a entrada de um terceiro, no caso o pai e se forma o triângulo edípico, para Klein, o bebê está junto com a mãe e com a separação, fica a

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criança de um lado e os pais (juntos) do outro, os pais ficam “combinados”, isso ocorre primeiramente na experiência da frustração, que Klein enfatiza ocorrer no desmame, onde a criança fantasia, em virtude da frustração que “aquilo” (leite, sensação de preenchimento, de satisfação), que a mãe (ainda enquanto objeto parcial – seio), estava dando pra ela, não está mais e então está dando pra outra pessoa, esse outro é um outro objeto parcial, que vai se configurando, com o tempo, no pai, e que a mãe está dando, enchendo-o daquilo que ela “antigamente” o enchia, então o bebê fica frustrado e vai em busca daquilo que lhe foi tirado e então, através de sua agressividade (ataque, mordida, destruição, “rouba”) tudo o que está dentro do outro para ter de volta pra si, só que seu “empenho”, não é sentido como sucesso, pois tem a fantasia de que “destruiu, então será destruído também”, pois se ele fez isso, de “destruir”, então deixou o outro “vazio” também e o outro fará a mesma coisa que ele fez.

Nesse momento, que faz esses ataques, fantasia que está fazendo isso dentro do corpo dessa mãe que ao mesmo tempo que tirou dele, deu pra um outro objeto, e esse outro objeto ainda não é um “outro”, ainda está dentro dela (como ele fantasiava que estava com a mãe), o bebê fantasia que o outro é o pênis do pai, que está junto com a mãe (que é a figura dos “pais combinados”). Então quando o bebê ataca, ataca o interior da mãe, com todas as coisas lá dentro, o seio que dá leite, e todas as sensações da amamentação, o pênis do pai que então está dentro da mãe. O bebê também vai em busca de “roubar” o pênis do pai, para ver se “dali” sai alguma “satisfação” (aquela já conhecida da experiência com a amamentação), só que seu “empreendimento” não dá certo porque fica, segundo Klein, com medo, com culpa, “porque destruiu”, e não se beneficia desse mecanismo, de início apenas sente que “arrumou um outro problema”, vai voltar tudo de “ruim” pra ele. Depois Klein, acrescenta que vem a desenvolver a reparação, uma das formas por exemplo é tentar devolver para o pai e para a mãe “aquilo” que “roubou”, apaziguando-os, através de um movimento, (falo com minhas palavras), “de submeter-se passivamente, submissamente, numa posição de “cuidar”, desses objetos”, mais pra frente já se tornando, objetos totais, que é o que pode na verdade, fazer dessa pessoa, um grande cuidador dos pais, dos outros. Também na minha opinião, a reparação, embora não nos aprofundamos no conteúdo ainda em aula, é importante, porque dá possibilidade de vida, mas se vem cheio de culpa e não há uma reparação consigo próprio, então pode se transformar num novo problema.

Voltando então a essa junção de Gugu-Adja, acredito ser essa junção com a mãe, que diferentemente de Freud, vai formar uma divisão e não um triângulo nesse momento, de um lado a criança e de outro o pai junto com a mãe que são, segundo Klein, os “pais combinados”, como dito anteriormente.

Interessante também que na sessão o menino quer brincar de”Gugu-Adja” começando de novo desde o começo, que demonstra “o desejo de sempre voltar”, que me faz pensar na questão dessa busca pelo bom, tentativas de ter esse bom (imagino que foi boa a brincadeira na sessão anterior), que é o movimento da busca do bebê, de ficar com o bom, com a experiência que teve do bom.

Quando o menino dá a bala para a analista, me dá uma impressão de que por ele ter dito anteriormente que a bala estava estragada e tinha veneno é como se ele estivesse levando coisas ruins para a sessão, como o bebê

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quando ataca e automaticamente sente o retorno disso e logo quer reparar quando logo em seguida diz “toma, experimenta pra ver”, parece ter feito o que Melanie Klein fala em seu último texto que lemos em sala, que ataca (quando morde e joga a bala), e logo sente que volta e já faz a reparação falando pra a analista comer também que é uma forma de “cuidar da analista”. Embora esse seja um entendimento meu desse trecho da sessão, o que mais deve importar aqui nessa descrição é entender que Melanie Klein diz que a criança sente que há coisas estragadas, com veneno, que tem a ver com coisas ruins, como a frustração e depois o ataque que volta e tenta reparar e uma das conseqüências é o apaziguamento.

Continuando então, o caso apresenta também a fantasia da onipotência que é a fantasia da criança que ela promove várias coisas, no bebê são todas as fantasias sádicas, a percepção do corpo da mãe povoado, assim como é o seu, no caso do menino, de que ele pode ser roubado no pênis (aliás essa é a angústia de castração do menino) sendo que o alívio dele não vem pela “desconstrução” do onipotência e sim pela constatação de que seu pênis, fisicamente, ali se encontra “em seu lugar”. Bem, na sessão, o menino apresenta essa fantasia de onipotência quando com um dedo, com sinal quer que a analista entenda o que quer dizer (no caso era pegar um colchão), apenas com um sinalzinho de dedo, não há palavras, há sinais.

Não sentir falta de nada acho que foi uma grande percepção da analista (quando diz à criança que “ele não quer sentir falta de nada”), porque no mundo interno, segundo Melanie Klein, o que ocasiona as maiores angústias são as faltas, os vazios, decorrentes das frustrações, e no início são, dizendo com minhas palavras, “frustrações totais”, ou seja, quero dizer, que toda frustração é sentida como lhe sendo tirado tudo, tudo, tudo, realmente ficando sem nada, e aí reage atacando e indo em busca do que lhe “roubaram”, nessa busca a criança vai atacando, destruindo, tendo medo, culpa, reparando e se tudo correr bem, se desenvolvendo, se identificando com um dos genitores (menina com mãe e menino com pai), e indo em busca de seu objeto amoroso, agora quando não há sucesso, há as complicações, a homossexualidade é uma delas, bem como comportamentos sádicos em relacionamentos futuros, enfim, não há bons relacionamentos no momento e nem no futuro.

Com relação à homossexualidade, o menino que, através da “fase da feminilidade”, que é estar numa posição de “receber”, e ir em busca do objeto amoroso, na homossexualidade, o menino se coloca nessa postura feminina pelo medo do pai o “castrar”, (pois a maior angústia do menino é o temor da castração, enquanto que da menina é de perder novamente tudo o que tem dentro), então o menino, ao se dirigir às figuras combinadas, assume essa posição mais feminina, de “receber”, pelo temor de ser castrado pelo pai, e ao mesmo tempo quando “rouba” as coisas de dentro da mãe, (que ele sentiu que ela lhe tirou anteriormente), também fica com medo dessa mãe e, continua nessa postura feminina, porque também tem medo que a mãe o castre porque “roubou” da mãe e ela pode contra-atacar, então fica num lugar de apaziguar o pai e a mãe, por esse medo, ficando a meu ver, bem nessa postura feminina. Ele precisa apaziguar porque se destruir agora, também se destrói, porque perderia até o que ficou com ele.

A mãe, neste caso se torna a “perseguidora oral”, porque com ela foi o primeiro ataque, então a percebe como o “pênis” mau que vem e destrói tudo,

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então fica apaziguando. Uma saída para a heterossexualidade é se identificar com o pênis do pai, porque ele, criança, também tem pênis e sair em busca do objeto amoroso, que no início é a mãe e depois outras mulheres. Essa postura mais feminina a menina passa quando ela vai buscar o pênis, que é então quando ela abre essa possibilidade para o terceiro e percebe que esse pênis também não a gratifica (pois busca ser gratificada como era através do seio da mãe, lembrando que o pênis do pai tem o mesmo sentido aqui do seio da mãe), e então se frustra e a frustração causa ódio, ataca-os e tem medo porque ataca, inclusive o seio da mãe (ataca os dois “pai e mãe”) e nesse temor da retaliação da mãe pode vir a se retratar com a mãe ou então partir para a homossexualidade, que é quando a menina se identifica com os aspectos do pai para oferecer a essa mãe o que ela, criança, roubou, se identifica então com o pênis do pai “rouba o que o pai tem de bom para acalmar a mãe”, só que há um detalhe, o pai não dá tudo então a menina “quer ser o pai, mas não tem pênis”, nesse dado de realidade surge nova frustração.

Vejo ser muito importante a posição da analista como nesse caso que estamos estudando, onde, como acontece com os pais, a analista é o “ambiente”, que deve trabalhar no sentido de ajudar esse bebê, essa criança, a passar de forma saudável por todas essas questões.

Falando nisso, Melanie Klein, fala também da importância de um “objeto externo”, que pode ser tio, tia, avó, brinquedo, até um animal.. onde a criança pode lançar todas as suas projeções, ataques, e ainda assim se sentir protegida. Um objeto externo que tem essa função de proteção.

A projeção, que no início, Melanie Klein, chamou de deflexão (jogar tudo para fora), e depois introjeção, permeia todo o desenvolvimento infantil. No decorrer de suas idéias também fala da inveja e até nesses textos começa a pensar sobre isso, quando na menina, ela sente “raiva” da mãe porque ela não tem pênis e acha que a mãe que não lhe deu e depois a “inveja” (bem no começo ainda do conceito), quando a menina percebe que a mãe recebe do pai. Na aula, segundo a Rose, e eu também concordo, o termo melhor parece ser “ressentimento”, não necessariamente “inveja”.

Continuando então, de acordo com o menino da sessão, ele monta a cabaninha que é a representação do corpo da mãe, e a analista não o via, porque acredito ser do conhecimento cognitivo de quem vê uma mulher grávida não vê o que está lá dentro, mas ele estava lá dentro e descreve, de forma muito interessante, como é lá dentro, incrível. O tempo todo seguinte da sessão está trabalhando essas questões, do ladrão que rouba, do gigante que é grande que é a questão do superego, que no início é bem sádico, que quando sente a falta rouba, e daí desencadeia todo o processo já descrito acima e quando termina,interessante também, porque se sente forte, que é a saída da conflitiva edípica, os dezessete gritos me faz pensar na saída da conflitiva e também na puberdade, que é quando, lembrando mais de Freud agora, a pessoa ressignifica tudo o que viveu até então internamente, e sai, mais preparado para se defender (fala do menino). É o sucesso no desenvolvimento. Importante dizer aqui que na puberdade ocorrem outras coisas também, como Klein diz, nas meninas por exemplo, a primeira menarca e as outras experiências também da menstruação podem ser referência literal ao sangue que “solta”, ao receber os contra-ataques dos pais, é o sangue da perda dos bebês que imaginariamente a menina sente que ela pode ter dentro dela e isso lhe dá “poder”, e na menstruação revive essas experiências de

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perda, digo revive porque lá no início passa muito por esse tipo de experiência (perdas), aliás a sua maior angústia, como já disse é essa, de ficar “vazia”, sempre.

Importante enfatizar que esse desenvolvimento todo descrito é onde vai se desenvolvendo o ego, que no início é id e já bem no início vai se transformando e estabelecendo esse ego. O ego vai se construindo através de todos esses movimentos.

Achei interessante também os desenhos das crianças que, escolhi não comentá-los especificamente porque creio já ter falado deles no decorrer da minha descrição.

Enfim, acredito que tudo o que descrevi, que na verdade, é uma organização do que li e entendi em sala de aula, me fez acreditar ainda mais na importância da teoria da Melanie Klein para a Psicanálise. Baseados em sua clínica ela organizou conceitos importantíssimos para o entendimento e para a prática do atendimento psicanalítico, em especial as crianças. Acredito que ela abriu caminhos no entendimento do psiquismo infantil e que na verdade nos ajuda também na clínica com adultos pois na verdade todos fomos um dia infantis e trazemos tudo isso conosco, e a importância dela também para o entendimento do funcionamento psicótico, estrutura nunca antes entendida desta forma, enfim, vejo Melanie Klein como uma desbravadora do entendimento do psiquismo vamos dizer assim primitivo, e que abre portas para a complementação e mudanças também ricas, de outros autores e é claro que isso só vem a contribuir, pois temos mais acesso, através de sua teoria e outras subseqüentes desse momento tão fundamental que é o início da vida, desencadeador de tantos conflitos e problemas futuros. Eu sou grata a ela e a você também Rose, que nos ajuda nisso tudo.

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