RECI I S – R. Elet r . de Com . I nf. I nov. Saúde. Rio de Janeir o, v.6, n.1, p. 1 - 2, Mar ., 2012 [ w w w .r eciis.icict .fiocr uz.br ] e- I SSN 1981 - 6278
Edit or ia l
DOI : 10.3395/ r eciis.v6i1.578pt
En con t r os qu e t r a n sfor m a m
A Reciis com eça m ais um ano de t r abalho com m uit o ot im ism o. O pr im eir o núm er o de 2012 t r az ar t igos que dialogam ent r e si por que r et ir am sua for ça de t em as, m et odologias e est udos bast ant e at uais. São olhar es que se encont r am sobr e cam pos e obj et os cuj o fascínio é t am bém a r azão da dificuldade de abor dá- los: são per m eáveis, fluidos, em com plexa e cont inuada t r ansfor m ação em si m esm os, m as t am bém funcionando com o m ot or es de m udanças nos cont ext os em que se encaixam .
Dois ar t igos e um a pesquisa m apeiam , por m eio da análise de ent r evist as r ealizadas com públicos bast ant e específicos, a int er seção ent r e a educação e a pesquisa em saúde e a infor m ação. Com o ar t igo “ A infor m ação r et ida pelo pacient e sobr e seu pr oblem a de saúde em um hospit al -escola” , Rilva Lopes de Sousa- Muñoz - com o auxílio dos est udant es ext ensionist as Br uno Melo Fer nandes, Raissa Dant as de Sá, Ant ônio Edilt on Rolim Filho, Rodolfo August o Bacelar de At hayde, Sam uel Gouveia da Cost a Duar t e e I sabel Bar r oso August o Silva - suger e que pr ogr am as e ações educat ivos que levam aos pacient es conhecim ent o sobr e o pr ópr io t r at am ent o levar ia à um a m aior adesão às t er apias pr opost as.
Ressur ge t am bém no ar t igo de José Car valho de Nor onha, Telm a Rut h Silva e Fer nando Szklo a per cepção que det er m inados at or es t êm da saúde – agor a, especificam ent e, com o sist em a. “ O que os pesquisador es pensam do sist em a de pesquisa em saúde no Br asil: um est udo pilot o” explicit a as expect at ivas de cient ist as, for m ulador es de polít ica cient ífica e usuár ios de r esult ados de pesquisa r elacionando o funcionam ent o do sist em a de pesquisa em saúde – inclusive em t er m os de r ecur sos - e o que ident ificam com o funções fundam ent ais dele: m elhor ia da saúde da população, avanço do conhecim ent o e pr om oção da equidade.
A pesquisa “ Repr esent ações e sent idos sobr e a r evelação do diagnóst ico da t uber culose e suas r elações com a adesão ao t r at am ent o” , de Fer nando Lefèvr e e Rober t a Andr ea de Oliveir a, busca cat egor ias discur sivas - por par t e de pacient es e de pr ofissionais em saúde - que colabor ar iam par a ident ificar um a dim ensão educat iva na r evelação de um diagnóst ico: o que se r et ém , nesse pr ocesso, que possa ser – na expr essão dos aut or es - t r ansfor m ador .
Em bor a apoiado na r evisão de out r os est udos e não em ent r evist as, “ As diver sas faces do acom panham ent o de cr ianças hospit alizadas” est á t am bém volt ado par a um a dim ensão t r ansfor m ador a do obj et o que desbr ava, e par a as t r ocas de infor m ação ent r e o público assist ido pelo sist em a de saúde e os pr ofissionais que o at endem . Angela Hygino Rangel e Joana Gar cia concluem que o acom panham ent o int er fer e int ensam ent e na dinâm ica inst it ucional, par a além da esfer a do cuidado e das gar ant ias de pr ot eção da cr iança.
A for m ulação e divulgação m assificada da infor m ação sobr e saúde via gr ande m ídia são o int er esse cent r al dos ar t igos “ A Polít ica Nacional de Hum anização e a m ídia t elevisiva: um est udo sobr e as possíveis diver gências ent r e as pr opost as de hum anização e o ser iado SOS Em er gência da Rede Globo” e “ Mediações da infor m ação em saúde pública: um est udo sobr e a dengue” . No pr im eir o, Adr iana Maiar ot t i Just o e Adilson Cabr al Filho buscam , com apoio de um a r evisão bibliogr áfica, conver gências e diver gências ent r e as pr opost as de hum anização const ant es na PNH e o que exibe um pr ogr am a, popular na t elevisão aber t a br asileir a, que se pr opõe a r et r at ar o dia a dia de um a unidade do sist em a único de saúde. No segundo, o int er esse sobr e o im aginár io social com r elação ao SUS desloca- se da ficção par a a com unicação do r isco r eal. Usando a dengue com o exem plo e a m et odologia do Discur so do Suj eit o Colet ivo com o fer r am ent a, Edlaine Far ia de Mour a Villela e Mar co Ant onio de Alm eida exam inam o cont ext o de Ribeir ão Pr et o, em São Paulo.
acesso livr e.
Em ” Alinham ent o da cooper ação dos Est ados Unidos e da União Eur opéia vis- à - vis os países em desenvolvim ent o” , Paulo Buss, José Rober t o Fer r eir a e Claudia Hoir isch analisam a r eor ient ação das polít icas de saúde na cooper ação int er nacional desses gr andes doador es, em r elação aos Obj et ivos de Desenvolvim ent o do Milênio. Apont a- se que devem pr ior izar o for t alecim ent o de sist em as int egr ais de saúde com o um a est r at égia em pr ol da saúde global.
Est e núm er o t r az, ainda, as t r adicionais r esenhas de livr os e film es. A j or nalist a Silvia Sant os se ocupa do docum ent ár io “ O veneno est á na m esa” , de Silvio Tendler , sobr e o papel dos agr ot óxicos no agr obusiness br asileir o, expondo o que Eduar do Galeano cham ou de divór cio ent r e nat ur eza e dir eit os hum anos. Eduar do Mour ão Vasconcelos faz r eflexão sobr e o film e " Alzheim er : m udanças na com unicação e no com por t am ent o" , de Ther eza Jessour oun, na est eir a de " Clar it a" , da m esm a dir et or a. Elisia M. de J. Sant os t r az “ Hospit al de Or ixás: encont r os t er apêut icos em t er r eir o de candom blé” , livr o em que Est elio Gom ber g apr esent a o espaço social t er r eir o com o lugar de pr om oção e cuidado em saúde.
Par a finalizar , um a novidade: a Reciis passa a publicar as dat as de r ecebim ent o e aceit e dos ar t igos publicados, em alinham ent o com as m elhor es pr át icas e polít icas edit or iais em voga. É m ais um a das m uit as t r ansfor m ações pelas quais a r evist a vem passando, sem pr e t endo em vist a pr opor cionar ao seu leit or a m elhor exper iência possível.