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I A REFORMA DO PODER JUDICIÁRIO E O DIREITO COLETIVO DO TRABALHO*

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Academic year: 2021

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A REFORMA DO PODER JUDICIÁRIO E O DIREITO COLETIVO DO TRABALHO*

Amauri M ascaro Nascimento**

* Apresentado no S e m in á rio so b re a A m p lia ç ã o d a C o m p e tê n c ia d a J u stiç a d o T ra b a lh o , promovido pela Anamatra, em São Paulo, de 16 a 18 de março de 2005.

** M e m b ro d a A c a d e m ia B ra sile ira d e L e tra s Ju ríd ic a s. P ro fe sso r T itular d e D ire ito d o T ra b a lh o d a USP. J u iz d o T ra b a lh o a p o sen ta d o .

1 Decidiu o STF, tendo em vista o princípio da unicidade sindical, e como o Ministério do Trabalho e Emprego tem condições para verificar se já existe sindicato da mesma categoria e base territorial registrado - o que não acontece com os Cartórios de Registro de Pessoas Jurídicas - , perante o Ministério do Trabalho e Emprego deve ser feito o registro de entidade sindical, orientação seguida pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST, RODC 69.947/93, Rel. Min. Ney Doyle, DJ 02.09.1994).

190 Rev. TST, Brasília, vol. 71, nº 1, jan/abr 2005

I niciar-se-á com a delimitação do tema que abrange uma parte da reforma do Poder Judiciário (EC 45/04), restrita, esta exposição, aos seus reflexos sobre o direito coletivo do trabalho, o que abrange a competência da Justiça do Trabalho para decidir as ações sobre disputas de representatividade entre sindicatos, entre sindicatos e trabalhadores e entre sindicatos e empregadores, os dissídios coletivos econômicos por impulso inicial bilateral, revisão e extensão da sentença normativa, o dissídio coletivo jurídico, o dissídio coletivo de greve nas atividades não essenciais e nas atividades essenciais pela procuradoria do trabalho, quando há perigo de lesão ao interesse público e tipo de pretensão e a inércia da procuradoria e possibilidade de atuação supletiva do sindicato ou da empresa, temas que, pela sua extensão e profundidade, não poderão ser apreciados em sua totalidade, mas, tão-somente, em seus aspectos principais.

A Justiça comum perdeu a competência, para a Justiça do Trabalho, para decidir ações de disputas de representação entre sindicatos, e entre estes e empregados e empregadores.

Aquelas são conflitos pelo registro sindical que autoriza a entidade sindical a atuar em nome de uma categoria profissional ou econômica, e estas são pleitos entre representados ou associados e o seu respectivo órgão de representação.

As ações sobre registro sindical travam-se ou entre duas entidades sindicais que se ligam entre si e que pela natureza dos sujeitos - duas pessoas jurídicas de direito privado - tramitavam perante a Justiça Comum, ou entre uma entidade sindical e o ato do Ministro do Trabalho ou do Secretário de Relações de Trabalho que nega ou concede registro, autoridades públicas federais cujos atos são julgados pela Justiça Federal.1

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H á , p o rta n to , a p o s s ib ilid a d e de im p u g n a ç ã o a d m in is tra tiv a p e ra n te a S ecretaria das R e la ç õ e s de T ra b a lh o d o M in is té rio d o T ra b a lh o e E m p re g o , que, d esfavorecend o u m d os sin d ic ato s e m d isp u ta , c ria u m a p end ê n c ia a ser d irim id a perante o J u d ic iá rio .

A im p u g n a ç ã o ju d ic ia l - e ntend a-se o u s o de to d o s os m e io s ju d ic ia is u tiliz a d o s p a ra p ro v o c a r a p restação ju r is d ic io n a l te n d o e m v is ta as q uestões suscitadas p e lo re g is tro de sin d ic ato s - é m e io fin a l de d ecisão sob re o a to que se q uer d is c u tir, e de q u e m o g e rou , a lte ra n d o -se , e m fu n ç ã o da o rig e m d o a to , a com p etência ju ris d ic io n a l e o tip o de processo a ser a ju iz a d o .

C o n tra a to d o M in is té rio d o T ra b a lh o e E m p re g o , que a c o lh e o u im p ug na re g istro de e n tid a d e s in d ic a l, te m sid o a d m itid o m and a d o de segurança na Justiça F e d e ra l o u ação o rd in á ria c o n tra a U n iã o , ta m b é m n a Justiç a F e d e ra l. A lid e entre entidades s in d ic a is q ue d isp u ta m a rep resentação d a c a te g o ria e tod as as dem ais ações re la cion a d a s c o m a m esm a são ações o rd in á ria s de a n u la ç ã o de assem bléias c o n s titu tiv a s de s in d ic a to s, ações c o n tra d e lib e ra ç ão de asse m b lé ia s in d ic a l para d e sm em b ra m e n to de c a te g o ria , ações de d isso lu ç ã o de e n tid a d e s in d ic a l, ações a n u la tó ria s d e r e g is tro s in d ic a l e m c a rtó rio s d e p e ss o a s ju r íd ic a s , a ç õ e s d e sc o n s titu tiv a s de c ria ç ã o de s in d ic a to , ações d e c la ra tó ria s e ações c a u telares in o m in a d a s.

A J u s tiç a d o T ra b a lh o já v in h a se d a n d o p o r c o m p e te n te p a ra d e c id ir in c id e n ta lm e n te essas d isp utas q uand o, em d is síd io s c o le tiv o s e c o n ô m ic o s, u m sin d ic a to ing ressava c o m o te rc e iro interessado c o m o p o siç ã o p a ra a fa sta r d o p le ito a entidade s in d ic a l que se apresentou com o rep resentante da categ oria, m ed id a agora p re ju d ic a d a p o rq u e a com p e tê n c ia para esse fim n ã o será m a is in c id e n ta l, m as o rig in á ria . D esse m o d o , a re fo rm a a b revia a solução destas d isp utas, c o n c entrand o- as n u m só e m e sm o ó rg ão ju ris d ic io n a l e p rocesso, e m b e n e fic io da celerid ad e processual e de m o d o a e v ita r d u p licid ad e de decisões que p o d e ria m ser c o n flita n te s.

P o r o u tro la d o , as decisões da Justiça c o m u m e da Justiç a F e d e ra l em m a té ria sin d ic al nem sem pre fo ra m bem recebidas pelas entidades sin d ic ais. O d ire ito sin d ic al é c o m p le xo , e os re su lta d o s da atuação da ju ris d iç ã o c o m u m em m a té ria s in d ic a l não tro u x e ra m os o b je tiv o s esperados, razões que n ã o só e x p lic a m c o m o ju s tific a m o d e slo c a m e n to da c o m p e tê n c ia que ag ora o p o rtu n a m e n te se fa z. A Justiç a do T ra b a lh o está m a is fa m ilia riz a d a com o te m a e p o d e rá e n fre n tá -lo c o m m a io r e fic iê n c ia e ra p id e z.

D ú v id a s p o d em fic a r q uanto às ações nas q u a is o a to atacado é da a u to rid a d e p ú b lic a , d o M in is tr o d o T ra b a lh o e E m p re g o e d o S e c re tá rio das R e la ç õ e s de T ra b a lh o , ao conc e d er o u neg ar re g istro s in d ic a l p o r despacho m in is te ria l. E m razão da pessoa, a c o m p e tê n c ia para ju lg a r m andados de segurança c o n tra atos d o M in is tro d o T ra b a lh o e E m p re g o é d o S u p e rio r T rib u n a l de Justiç a (C F , a rt. 105, b ), e se a a u to rid a d e c o a to ra é o S e c re tá rio das R elações de T ra b a lh o , a c o m p etência é dos Juíze s F e d e ra is (C F , art. 109, V I I I ) . A E C 4 5 /0 4 a trib u iu c o m p e tê n c ia à Justiça do T ra b a lh o para c o n flito s de rep re se nta tivid a d e e n tre entid ad es sin d ic a is, m as não de entid a d e s in d ic a l c o n tra essas autoridades.

R e v . T S T , B r a s í l i a , v o l. 7 1 , n º 1 , j a n / a b r 2 0 0 5 1 91

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Q u a n to à ord em ju d ic ia l para can c e la m e nto de re g istro de atos c o n s titu tiv o s de entidades sindicais em C a rtó rio s de R e g is tro C iv il de Pessoas Juríd icas, se é c e rto que os C a rtó rio s estão sub m etid os ao c o n tro le ju d ic ia l da Justiça C o m u m , m a is d iretam ente ao seu C o rre g e d o r, a sentença d e sc o n stitu tiva do re g is tro será m e ra d e c o rrê n c ia do p ro n u n c ia m e n to da ju ris d iç ã o tra b a lh is ta n a ação e n tre sin d ic a to s, de m od o que o cancelam ento será m e ro e fe ito d o p ro n u n c ia m e n to do ju d ic iá rio trab alhista.

O s c o n flito s de re p re se nta tivid a d e e n tre entidades sin d ic ais g eram d iversos tip o s de ações que agora serão apreciadas pela Justiça do T ra b a lh o .

Inc lu a m -se dentre essas ações, a lé m das já citadas, e e m síntese, as seguintes:

a ) a n u la ç ã o de re g istro s de c a rtó rio s de pessoas ju ríd ic a s (atas de assem b léias s in d ic a is e estatutos sind icais re g istra d o s em c a rtó rio ); b ) m and ad o de segurança c o n tra ato do M in is tro do T ra b a lh o que o rd en a in c lu sã o do sin d ic a to n o re g is tro de entidades sindicais do M in is té rio ; c) despachos ou decisões da S ecretaria de R elações de T ra b a lh o sobre pedidos de alteração de n o m e , de base te rrito ria l ou de categ oria de entid a d e s s in d ic a is; d ) ação p a ra p ro ib ir re a liza ç ã o de a sse m b lé ia s in d ic a l convocad a em desacordo com os re q u is ito s e sta tu tário s; e) ação de associad o c o n tra a to de desligam ento do sind icato; f) cobrança, p e lo sind icato, de c o n trib u iç ã o s in d ic al que o cob rado entende ile g a l; g) ação p ara im p e d ir o u a n u la r d e sm em b ra m e n to de c a te g o ria o u d ivisã o de base te rrito ria l s in d ic a l.

A s eleições sin d ic ais ta m b é m g e ram ações ju d ic ia is e n tre rep resentad os e e n tid a d e sin d ic al, que passam a ser d irim id a s p ela Justiça do T ra b a lh o , d e n tre as q u a is estão as ações de im p ug nação de re g is tro de chapa para c o n c o rre r à e le iç ã o s in d ic a l, ações de anulação de assem bléias e le ito ra is sem a ob servância de exig ências d o e sta tu to e le ito ra l e ações para e xclusão de candidatos o u e le ito re s sem capacidade e le ito ra l para v o ta r o u ser vota d o .

O sin d ic ato m o ve , c o n tra rep resentad os, ações de cobrança de c o n trib u iç ã o s in d ic a l e ações de exclusão de sóc io .

Q u a n to à ju ris p ru d ê n c ia da J ustiça d o T ra b a lh o , a m esm a d everá s er re v is ta .2 Q u a n to às ações ju d ic ia is q ue as e le iç õ e s sin d ic ais c o m p o rta m , a ssinalem -se as seg uintes: a) im pugnação de chapas e le ito ra is ; b ) im p ug nação de m esas e le ito ra is ; c ) im p ug nação de u m a s itin e ra n te s usadas nas e le iç õ e s; d ) a fa sta m e n to de d ire to ria s o u de d ire to re s p o r c o rre n te o p o sito ra ; e ) p ro ib iç ã o de re aliza ç ã o de assem b léia e le ito ra l sin d ic a l p o r in o b se rvân c ia d o e d ita l de convocação o u das vota ç õ e s p o r fa lta de q u o ru m e sta tu tá rio ; f) ata de assem b léia em desacordo com os fa to s. 2

2 N o c a s o , a O J 2 9 0 s o b r e i n c o m p e t ê n c i a p a r a a ç õ e s e n t r e s i n d i c a t o p a tr o n a l e e m p r e s a p a r a c o b r a n ç a d e c o n tr i b u i ç ã o a s s is tê n c ia p a t r o n a l; a O J 4 s o b r e i n c o m p e t ê n c i a p a r a d i s p u t a s i n t e r s i n d i c a i s d e t i t u l a r i d a d e d e r e p r e s e n ta ç ã o ; O J 9 s o b r e i n c o m p e t ê n c i a p a r a a ç õ e s d e e n q u a d r a m e n t o s i n d i c a l ; e O J 1 7 , q u e n e g a c o m p e t ê n c i a p a r a a ç õ e s d e d e v o l u ç ã o d e c o n t r i b u i ç õ e s c o b r a d a s d e n ã o s i n d i c a l i ­ z a d o s . A S ú m u l a n ° 1 14 d o S u p e r i o r T r i b u n a l d e J u s t i ç a , s e g u n d o a q u a l c a b e à J u s t i ç a E s t a d u a l p r o c e s s a r e j u l g a r a s c a u s a s e n t r e s i n d i c a t o s e s e u s a s s o c i a d o s , f i c a a tin g id a .

1 9 2 R e v . T S T , B r a s í l i a , v o l . 7 1 , n º 1, j a n / a b r 2 0 0 5

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O p o d e r n o rm a tiv o da Justiç a d o T ra b a lh o , que já v in h a so fre n d o lim ita ç õ e s im p ostas p e lo S u p re m o T rib u n a l F e d e ra l e T rib u n a l S u p e rio r d o T ra b a lh o , é e x tin to .

D e u-se o seu e sva zia m e n to p ela ju ris p ru d ê n c ia n ã o só d o T rib u n a l S u p e rio r do T ra b a lh o (E . T S T 190), ao c o n c lu ir que, “ d e c id in d o ação c o le tiv a o u h o m olog and o acord o n e la h a v id o , o T S T e xerce o p o d e r n o rm a tiv o c o n s titu c io n a l, n ã o p o d e n d o c r ia r o u h o m o lo g a r c o n d iç õ e s d e tr a b a lh o q u e o S T F j u l g u e ite r a tiv a m e n te in c o n s titu c io n a is” , c o m o , ta m b é m , d o S u p re m o T rib u n a l F e d e ra l (R E 1 9 7 9 1 1 -9 / P E , 2 4 .0 9 .1 9 9 6 , R e l. M in . O c tá v io G a llo tti), q ue, a o in te rp re ta r o a rt. 114 da C o n s titu iç ã o F e d e ra l, d e c id iu q ue a Justiç a d o T ra b a lh o , n o e xe rc íc io d o p o d e r n o rm a tiv o , “ pode c ria r ob rig a ç õe s para as p artes e n v o lv id a s no s d issíd io s, desde que atue n o v a z io d e ix a d o p e lo le g is la d o r e n ã o se sob re p o n h a o u c o n tra rie a leg islação em v ig o r, sen d o -lh e ved ad o e stab elecer n o rm a s e cond ições vedadas p ela C o n s titu iç ã o ou d isp o r sobre m a té ria c u ja d is c ip lin a seja reservad a p ela C o n s titu iç ã o ao d o m ín io da le i fo rm a l” .

O o b je tiv o dessa ju ris p ru d ê n c ia fo i d e fin ir, c la ra m e n te , trê s im p o rta n te s fro n te ira s e resp ectivas regras de c o m p etência: o q ue é m a té r ia d e le i, ta re fa do le g isla d o r, e n ã o do ju lg a d o r; o que é m a té r ia d e n e g o c ia ç ã o c o le tiv a , in ic ia tiv a dos S in d ic a to s e em presas em c o n tra to s c o le tiv o s de tra b a lh o ; e o que é m a té r ia d e d is s íd io c o le tiv o , c o m re fle x o s d ire to s sob re a c o m p e tê n c ia n o rm a tiv a da Justiç a d o T ra b a lh o .

A id é ia in ic ia l fo i p e la su b stitu iç ã o d o p o d e r n o rm a tiv o p e la fu n ç ã o a rb itra i e q uand o de interesse de am bas as p artes, caso e m que o T rib u n a l d o T ra b a lh o fu n c io n a ria c o m o ó rg ão n ã o p ara c ria r n o rm a s e c o n d iç õ e s de tra b a lh o , m as para a rb itra r os p o n to s c o n tro v e rtid o s e que fossem c o locad os à sua apreciação de c o m u m acord o, p ro p o sta da q u a l fo i s u p rim id a a atuação a rb itra l . F o i m a n tid o o d issíd io c o le tiv o e c o n ô m ic o , s u je ito a sua p ro p o situ ra , n o e n ta n to , ao im p u ls o b ila te ra l dos interessad os, o que fic a c la ro p e lo te x to da E C 4 5 /0 4 , ao d is p o r que, “ recusando-se q u a lq u e r das p artes à neg o c ia ç ão c o le tiv a o u à a rb itra g e m , é fa c u lta d o às m esm as, de c o m u m acord o, a ju iz a r d issíd io c o le tiv o de n a tureza econôm ica, podendo a Justiça do T ra b a lh o d e c id ir o c o n flito , respeitadas as d isp osições m ín im a s leg ais de p roteção do tra b a lh o , b e m c o m o as conve n c io n a d a s a n te rio rm e n te ” .

É m a n tid a a e x ig ê n c ia da te n ta tiv a p ré v ia d a n e g o c ia ç ã o c o le tiv a p ara s o lu c io n a r o c o n flito , c o m o , ta m b é m , a p o ss ib ilid a d e de a rb itra g e m , c o m o já p re via a C o n s titu iç ã o F e d e ra l de 1988, n ã o p od end o, desse m o d o , desde lo g o ser p ro p o sto o d is síd io c o le tiv o e c o n ô m ic o , sob pena de c a rê n c ia da ação, sem que se c o m p ro ve o e x a u rim e n to da v ia consensual o u a recusa de u m a das p artes e m neg ociar.

A in o va ç ã o está n o a ju iz a m e n to b ila te ra l, de c o m u m a c ord o, p o r p ed id o c o n ju n to das p a rte s p a ra o T r ib u n a l d o T ra b a lh o , s u b m e te n d o as q u e stõ e s c o n tro ve rtid a s para serem ju lg a d a s sob a fo rm a não de laud o a rb itra l, m as de sentença n o rm a tiv a .

T e m h a v id o u m a reação de a lg u n s s in d ic a to s c o n tra a b ila te ra lid a d e do im p u ls o p rocessual, e em a lg uns casos, c o m a lg u m tip o de ressonância nos T rib u n a is ,

Rev. T S T Brasília, vol. 71, n º 1 , ja n /a b r 2005 1 9 3

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que já a d m itira m que o m ú tu o c o n se n tim e n to e x is tiu se na ata da m esa red ond a da D R T a em presa não im p u g n o u as p retensões ou se não o fe z d u ran te o p ro c e d im e n to de neg ociação c o le tiv a , o que v e m le va n d o as em presas a reag ir, ta m b é m , de fo rm a vee m e n te , e m p re ju íz o da fa c ilita ç ã o da neg ociação c o le tiv a , o que desrecom end a a in te rp re ta ç ã o a m p lia tiv a que v isa a sup erar o re q u is ito c o n s titu c io n a l do m ú tu o c o n se n tim e n to que é um a c o n d iç ã o da ação, aind a que se alegar, c o n tra o m e sm o , o p rin c íp io da in a fa sta b ilid a d e da ju ris d iç ã o que não fic a afastada, apenas cond icionad a ao c u m p rim e n to de um a e xig ê n c ia , c o m o tantas o u tra s da le g isla ç ão p rocessual.

N o entanto, o p ed id o c o n ju n to não poderá desrespeitar as disposições m ín im a s de p ro te ç ã o do tra b a lh o , bem c o m o as convencionad as a n te rio rm e n te , d em onstradas p e la ju n ta d a do in s tru m e n to n o rm a tiv o antecedente, cujas cláusulas te rã o que ser m a n tid a s , só p o d e n d o s e r m o d ific a d a s e m s e n tid o m a is fa v o rá v e l p a ra os trab alhad ores.

Essas e xig ên c ia s e q ü iv a le m à in c o rp o ra ç ã o , nos c o n tra to s in d iv id u a is de tra b a lh o , das n o rm a s im p e ra tiv a s e das c o n q u ista s a d q u irid a s p e la c a te g o ria p ro fis s io n a l, fic a n d o , assim , atend id a a re ivin d ic a ç ã o sin d ic al da p ro ib iç ã o de decisão ju d ic ia l in p e ju s , não p re ju d ic a d a, n o e n ta n to , a neg ociação c o le tiv a c o m o o b je tiv o de a d m in is tra r crises da em presa, u m a v e z que está m a n tid o o p re c e ito c o n stitu c io n a l que assegura irre d u tib ilid a d e sa la ria l, sa lvo acordos c o le tiv o s e convenções c o le tiva s de tra b a lh o .

M o d ific a -s e , assim , o p o d e r n o rm a tiv o da Justiça do T ra b a lh o , p re v is to p e lo a rt. 114, § 2 o, da C o n s titu iç ã o F e d e ra l de 1988, que declara: “ R ecusando-se q u a lq u e r das p artes à n e g ociação o u à a rb itra g e m , é fa c u lta d o aos re sp e c tivo s sin d ic ato s a ju iz a r d is s íd io c o le tiv o , p o d e n d o a j u s t i ç a d o tr a b a lh o e s ta b e le c e r n o r m a s e c o n d iç õ e s, resp eitad as as d isp osições c o n ve n c io n a is e leg ais m ín im a s de p ro te ç ã o a o tra b a lh o ” , p a ra q u e , a g o ra , o d is s íd io c o le tiv o e c o n ô m ic o d e p e n d a d o c o n se n tim e n to dos e n v o lv id o s .

O n ú m e ro de d issíd io s c o le tiv o s e c o n ô m ic o s, que já v e m cain d o , tend erá a d im in u ir: a n e g o c ia ç ão c o le tiv a p o d e rá ser fo rta le c id a e há a p o s s ib ilid a d e de a m p lia ç ã o da g reve nos casos de recusa da em presa e m n e g o c ia r o u em a u to c o m p o r- se.

D esap areceu, ta m b é m , d o te x to le g a l sobre d issíd ios c o le tiv o s e c o n ô m ic o s a expressão “ p od end o a ju s tiç a do tra b a lh o estab elecer n o rm a s e cond ições” , u m a v e z que a E C 4 5 /0 4 d isp õe apenas que é fa c u lta d o às partes, d e c o m u m a co rd o ,

a ju iz a r d is síd io c o le tiv o de n a tu re za e c o n ô m ic a , podend o a Justiça d o T ra b a lh o d e c id ir o c o n flito , respeitadas as d isposições m ín im a s legais de p roteção d o tra b a lh o , b em c o m o as conve n c io n a d a s a n te rio rm e n te .

N o m a is, o trâ m ite não se a lte ra q u a n to a o u tro s p o n to s, c o m o a le g itim id a d e p ara a g ir (C L T , arts. 8 5 7 e 8 5 8 ), a necessidade da assem b léia s in d ic a l (C L T , art.

8 5 9 ), a a u d iê n c ia de c o n c ilia ç ã o , o ju lg a m e n to e o c u m p rim e n to das decisões (C L T , arts. 8 6 0 a 8 6 7 ).

1 9 4 R e v . T S T , B r a s ília , v o l. 7 1 , n º 1, j a n / a b r 2 0 0 5

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Prejud icad as estão a ex te n sã o e a re visã o d a s d e c isõ e s p orq ue, com o o d issíd io c o le tiv o e c o n ô m ic o depende da in ic ia tiv a c o m u m às partes, os T rib u n a is d o T ra b a lh o p erd eram o p od er n o rm a tiv o , que era a fo n te da exte n sã o das decisões e a re vis ã o das sentenças n o rm a tiv a s .

O s d issíd io s c o le tiv o s ju ríd ic o s , assim consid erad os aqueles nos q uais a ação ju d ic ia l destina-se à d eclaração o u in te rp re ta ç ã o de n o rm a ju ríd ic a o u c o n tra tu a l, c o m o a c lá u su la de c o n tra to c o le tiv o , não s o fre ra m m o d ific a ç ã o , c o n tin u a n d o a p o ssib ilid a d e d o seu a ju iz a m e n to u n ila te ra l c o m a fin a lid a d e de ob ter, do J u d ic iá rio , a in te rp re ta ç ã o fin a l e d e fin itiv a do D ire ito .

A o p re ve r, sem esp e c ific a r, ações que e n v o lv a m o e xe rc íc io d o d ire ito de g reve, o e n te n d im e n to sob re a re fo rm a e xig e u m a p ré v ia v e rific a ç ã o a re sp e ito de aspectos re la c io n a d o s ao tem a.

N o sistem a da C o n s titu iç ã o F e d e ra l de 1988, a g reve, e m a tivid a d e s essenciais o u não essenciais, p o d ia ser levad a aos T rib u n a is d o T ra b a lh o , in c lu s iv e no s casos de g reve p o r a traso de salá rio s, p o r m e io de d issíd io s c o le tiv o s , in c lu s iv e para a ap reciação da sua a b u sivid a d e o u não, caso em que o T rib u n a l, a lé m de a v a lia r o m é rito da p a ralisa ç ã o dos serviç o s, decide, ta m b é m , m e d ia n te sentença n o rm a tiv a que s u b s titu i a c o n venção c o le tiv a fru strad a, os p le ito s que a g e rara m , te rm in a n d o , a ssim , o c o n flito c o le tiv o .

A q uestão que se p õe é c o m o c o m p o r d ive rso s dos seus aspectos que se re fle te m sobre o n o v o q u ad ro p rocessual sobre a g reve, a saber: a p ro ib iç ã o do d is síd io c o le tiv o e c o n ô m ic o p o r im p u ls o u n ila te ra l, só a d m itid o desde que a ju iz a d o de c o m u m a c ord o e n tre as p artes; a m anu te n ç ã o d o d is síd io c o le tiv o ju ríd ic o ; as ações ju d ic ia is p re vista s, sem esp ecificações sobre e xe rc íc io d o d ire ito de g re ve ; a p ro ib iç ã o c o n stitu c io n a l de greve abusiva, que im p lic a n a a u to riza ç ã o para a apuração da re sp o n sa b ilid a d e d o sin d ic a to o u d o tra b a lh a d o r, tra b a lh is ta , c iv il e p e n a l; e os m e io s ju d ic ia is de g a ra n tir o g re vista c o n tra atos a n ti-s in d ic a is.

C o n v é m sep arar situações para m e lh o r com p reensão d o n o v o q uad ro.

P rim e iro , a g reve e as pretensões dos trab alhad ores p ela m esm a re ivin d ic a d a s;

segundo, o d issíd io c o le tiv o ju ríd ic o e o d is síd io c o le tiv o e c o n ô m ic o p erante os T rib u n a is d o T ra b a lh o , e os d issíd ios o u ações in d iv id u a is , p erante as V a ra s do T ra b a lh o ; te rc e iro , a apuração da resp o n sa b ilid a d e p e lo s abusos c o m e tid o s d u rante a g reve.

A g r e v e n ã o se c o n fu n d e com os p le ito s p e la m e s m a r e iv in d ic a d o s p elos tra b a lh a d o re s, da m esm a fo rm a que o m e io não é o m e sm o que o fim v isa d o para a tin g i-lo , c o m o que pode h a v e r p le ito s c o le tiv o s sem g reve re s o lv id o s sem as via s ju d ic ia is p o r n eg ociação c o le tiv a s o u p elos m e io s p rocessuais c o m os d issíd io s c o le tiv o s , ig u a lm e n te sem g re ve , b em c o m o esses m e sm o s p le ito s p o d e m ser d e d u zid os em ju íz o acom p anhad os de g reve, c o m b in a n d o -se , nesse caso, d o is tip o s de ações: a a u to tu te la , p e rm itid a p e lo d ire ito do tra b a lh o , e o p rocesso ju d ic ia l - o que le va o T rib u n a l a d o is tip o s de decisão n um a só sentença n o rm a tiv a : o ju lg a m e n to do m é rito da g reve, para c o nsid erá-la ab usiva o u não, e de cada p retensão apresentada

R e v . T S T , B r a s í l i a , v o l. 7 1 , n 9 l , j a n / a b r 2 0 0 5 1 9 5

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p e lo s in d ic a to a u to r na in ic ia l, que será a c o lh id a o u re je ita d a , te rm in a n d o , a ssim , o c o n flito .

D is s íd io c o le tiv o ju r íd ic o não se c o n fu n d e c o m d is s íd io c o le tiv o e c o n ô m ic o

e m ra zã o d o seu o b je to , p o is aquele tra ta de p rocesso d e c la ra tó rio p ara d irim ir in c e rte za s de in te rp re ta ç ã o sobre fa to o u sobre d ire ito , enq uanto o d is síd io c o le tiv o e c o n ô m ic o te m p o r fin a lid a d e c ria r n o rm a s e cond ições de tra b a lh o , sendo am bos da c o m p e tê n c ia o rig in á ria dos T rib u n a is d o T ra b a lh o c o m re cu rso p ara o T rib u n a l S u p e rio r d o T ra b a lh o .

A p u ra ç ã o da resp o n sa b ilid a d e p e lo s abusos c o m e tid o s d urante o e xe rc íc io d o d ire ito de g reve e fe tiva -se nas esferas p ró p ria s: na c rim in a l, m e d ia n te b o le tim de o c o rrê n c ia , in q u é rito p o lic ia l e, no caso de denúncia do M in is té rio P ú b lic o d o E stad o, processo c rim in a l perante a Justiça C o m u m ; na c iv il, p o r m e io de ação de ind enização p o r d a n o m a te ria l e m o ra l p ro p o sta p e lo lesado e que agora é tra n s fe rid a para a J u s tiç a d o T ra b a lh o ; n a e sfe ra tra b a lh is ta , m e d ia n te m e d id a s d is c ip lin a re s d o e m p re g a d or, c o m o a ad ve rtê n c ia , a suspensão d is c ip lin a r e a dispensa p o r ju s ta causa, afetas à esfera da Justiça do T ra b a lh o m e d ia n te d issíd io s o u ações in d iv id u a is p erante as V aras do T ra b a lh o , o que não se a ltera, c om o, tam b ém , as ações in d iv id u a is p ara a fa sta r o u p u n ir atos a n ti-s in d ic a is.

G re v e em a tiv id a d e s n ã o e s s e n c ia is c o m p o rta , n o p la n o c o le tiv o , d is síd io c o le tiv o ju ríd ic o de c o m p etência o rig in á ria dos T rib u n a is do T ra b a lh o , o b je tiv a n d o d e c la ra r a sua ab u sivid a d e o u n ã o , u m a v e z que se m a n te ve o te x to c o n s titu c io n a l que ved a o seu e xe rc íc io a b u sivo , c o m o que n ã o p o d e ria d e ix a r de h aver, n o p la n o p ro ce ssu a l, u m m e io corresp ond ente p ara que o tem a possa ser re s o lv id o . O d is síd io c o le tiv o ju ríd ic o é ação da q u a l re su lta sentença d e c la ra tó ria e m que o m é rito da g re ve p o d erá ser a va lia d o . N ã o se tra ta , n o caso, de d issíd io c o le tiv o e c o n ô m ic o que só p o d erá ser a ju iz a d o de c o m u m a c o rd o e n tre as p artes e que te ria o u tra fin a lid a d e , q u a l seja, o ju lg a m e n to das p retensões dos g re vista s, o que n ã o é o caso d o d is síd io c o le tiv o ju ríd ic o , que te m p o r o b je tiv o u n ic a m e n te in te rp re ta r fa to s e d ire ito . C aberá, to d a via , d issíd io c o le tiv o e c o n ô m ic o , se as p artes, de m o d o b ila te ra l, n ã o de fo rm a u n ila te ra l, re s o lv e re m p ro m o v ê -lo p ara sub m eter as re iv in d ic a ç õ e s dos g re vista s à decisão dos T rib u n a is . N a d a im p ed e, nesse caso, d is síd io c o le tiv o e c o n ô m ic o p ara ju lg a r as p retensões c u m u la d o c o m p ed id o d e c la ra tó rio d o m é rito da g reve.

G re v e em a tiv id a d e s e s se n c ia is a d m ite d issíd io c o le tiv o e c o n ô m ic o e ju ríd ic o p ro m o v id o p e lo M in is té rio P ú b lic o do T ra b a lh o p erante os T rib u n a is d o T ra b a lh o , h a ve n d o am eaça de g rave lesão ao inte re sse p ú b lic o . Q u a n to às in ic ia tiv a s dos p a rtic u la re s , sin d ic ato s e em presas, as m esm as m ed id as a c im a relatad as p ara g reves e m a tiv id a d e s não essenciais d e ve m ser a d m itid a s, nos m esm os casos.

O rd e n s ju d ic ia is p ara cessação de atos a n ti-s in d ic a is o u m a n u te n ç ã o de s e rv iç o s e e q u ip a m e n to s in d isp e n sá ve is p o d e m ser p le itea d a s, q u e r p e ra n te os T rib u n a is , quand o h o u v e r d issíd io s c o le tiv o s p o rq ue o acessório segue o p rin c ip a l, q u e r p erante as V aras do T ra b a lh o , n o caso de in e xistê n c ia de d issíd io s c o le tiv o s .

1 9 6 R e v . T S T , B r a s ília , v o l . 7 1 , n º 1, j a n / a b r 2 0 0 5

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R e sta m o u tro s aspectos a re sp e ito dos q uais o in té rp re te pode chegar a m a is de u m a c onclusão.

P rim e iro , a in é rc ia d o M in is té rio P ú b lic o d o T ra b a lh o m esm o d iante de g reve em a tiv id a d e essencial c o m p o ssib ilid a d e de lesão ao interesse p ú b lic o e o m o d o de s u p ri-la , u m a v e z que não s e ria ra z o á v e l c o n c lu ir que, nesse caso, so m e n te a P ro c u ra d o ria p o d e ria ing ressar com m ed id as ju d ic ia is , m esm o p o rq ue a re fo rm a abre espaço p ara d ive rso s tip o s de ações a re sp e ito de g reve, que não afastam , p o r e xe m p lo , a p o ssib ilid a d e de a ç ã o c iv il p ú b lic a , c o m o a que a O rd e m dos A d vo g a d o s do B ra s il (S P ) ing ressou na p ro lo ng ad a g re ve dos fu n c io n á rio s p ú b lic o s do P o d e r J u d ic iá rio d o E sta d o de São P a u lo , o u o in te r d ito p r o ib itó r io em casos de lesão ao p a trim ô n io o u à posse que algum as em presas v in h a m p rop ond o, com sucesso, perante a Justiça c o m u m e que ag ora, a nosso ver, tra n sfe re m -s e para a Justiça d o T ra b a lh o .

S eg und o, a a m p litu d e das ações c o n tra atos a n ti-s in d ic a is. T e rã o d ive rso s fin s : a p ro te ç ã o dos rep resentantes sin d ic a is e de tra b a lh a d o re s na em presa, te n d o em v is ta a sua atuação na g reve e as g a ran tia s leg ais que o p ro te g e m ; a tu te la de to d o tra b a lh a d o r, que d eve te r g a ran tia s c o n tra dispensas in ju s tific a d a s d u ran te a g reve o u lo g o após o seu té rm in o ; a defesa da lib e rd a d e de o p in iã o d o tra b a lh a d o r;

o d ire ito de p u b lic a ç ã o e d is trib u iç ã o de m a te ria l de interesse dos tra b a lh a d o re s; a defesa d o d ire ito de re u n iã o em assem b léia p ara d e lib e ra r sobre a g reve e o seu d e s e n v o lv im e n to ; a p u n iç ã o da v io la ç ã o d o d e ve r de b o a -fé , g a ra n tia re cíp ro c a a am b as as p a rte s ; o d ire ito de u sa r m e io s p a c ífic o s te n d e n te s a p e rs u a d ir os tra b a lh a d o re s a a d e rire m à g reve; a arrecadação de fu n d o s; a anulação de m ed id as do e m p re g a d or destinadas a con stra n g e r o tra b a lh a d o r a com p arecer ao tra b a lh o c o m o o b je tiv o de fru s tra r o u d ific u lta r o e x e rc íc io do d ire ito de g reve o u de p erm a n ec e r c o n fin a d o n o in te rio r d o e sta b e le c im e n to p restand o serviç o s na g reve;

o d ire ito dos g re vista s de im p e d ir a c o n tra ta ç ã o de sub stitu to s, s a lvo nos casos e m que é p e rm itid a ; ações que são a d m issíve is ta n to na g re ve em a tivid a d e s essenciais c o m o n ã o essenciais.

A entid a d e p a tro n a l o u a em presa, a lé m das ações já ind icad as, p od e rão ing ressar c o m processos ju d ic ia is re la tiv o s ao e xe rc íc io d o d ire ito de g reve, desde que s o fra m u m a lesão, e fe tiv a o u p o te n c ia l, c o m a fin a lid a d e de e v ita r atos de b o ic o ta g e m , de sabotagem , atos que p ossam causar dano à pessoa o u à p ro p rie d a d e , a lé m da o b rig a ç ão , da entid ad e sin d ic a l e dos tra b a lh a d o re s, de m a n te r equipes para asseg urar os s e rv iç o s c u ja p a ra lisa ç ã o re s u lte em danos a pessoas o u p re ju íz o irre p a rá v e l p e la d e te rio ra ç ã o irre v e rs ív e l de bens, e dos se rviç o s necessários à reto m a d a das a tivid a d e s.

C o m o se v ê , as ações so b re g re v e ta n to p o d e rã o s e r c o le tiv a s c o m o in d iv id u a is , perante os T rib u n a is o u as V a ras do T ra b a lh o , de acord o com o seu o b je to .

R e v . T S T , B r a s í l i a , v o l. 7 1 , n º 1, j a n / a b r 2 0 0 5 1 9 7

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