UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA
CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E TECNOLÓGICAS DEPARTAMENTO DE QUÍMICA
AMANDA RAIMUNDI PEREIRA
USO DE SISTEMA INTERATIVO BASEADO EM
PROJETOR
MULTIMÍDIA E CONTROLE “WIIMOTE”
DO NINTENDO EM AULAS DE QUÍMICA
AMANDA RAIMUNDI PEREIRA
USO DE SISTEMA INTERATIVO BASEADO EM
PROJETOR MULTIMÍDIA E CONTROLE “WIIMOTE”
DO NINTENDO EM AULAS DE QUÍMICA
Projeto de Monografia apresentada ao Curso de Química da Universidade Federal de Viçosa como exigência para a obtenção do título de Licenciado em Química.
ORIENTADOR: Prof. Efraim Lázaro Reis
UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA
CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E TECNOLÓGICAS DEPARTAMENTO DE QUÍMICA
AMANDA RAIMUNDI PEREIRA
USO DE SISTEMA INTERATIVO BASEADO EM
PROJETOR MULTIMÍDIA E CONTROLE “WIIMOTE”
DO NINTENDO EM AULAS DE QUÍMICA
Monografia aprovada em 02 de Julho de 2015.
_______________________________ __________________________________ Profa. Renata Pereira Lopes Moreira Profa. Odilaine Inacio de Carvalho Damasceno Departamento de Química – UFV Colégio de Aplicação – COLUNI/UFV Avaliadora do Trabalho Avaliadora do Trabalho
________________________________ ________________________________ Prof. Efraim Lázaro Reis Prof. Vinícius Catão de Assis Souza Departamento de Química – UFV Departamento de Química – UFV
Dedico este trabalho aos meus pais Maria Helena e Paulo César,
AGRADECIMENTOS
“Nada se constrói sem que alguém tenha sonhado com isso, alguém tenha acreditado que isso fosse possível e alguém tenha querido que isso acontecesse!...”
Charles Kettering
Agradeço, primeiramente, a Deus, por ser o meu melhor amigo e nunca me deixar só! Por ter me acompanhado durante todo o curso e me ajudar a escrever este trabalho. Agradeço a ele por cada passo dado e cada conquista, pois se cheguei até aqui com certeza foi pelas mãos do único que poderia ter me guiado.
Ao professor Efraim, meu orientador, por permitir a realização deste trabalho. Ao professor Vinícius, por ser um excelente profissional e pelas sugestões e paciência quando eu o solicitava durante o desenvolvimento deste trabalho.
Aos meus pais que fizeram dos meus sonhos os seus sonhos e acreditaram que eu conseguiria! Agradeço por todo cuidado, carinho, preocupação e dedicação nesses anos. Sem eles eu não conseguiria.
Às minhas irmãs, pelo companheirismo, sempre me ajudando.
Aos meus sobrinhos queridos, por me mostrarem o verdadeiro amor.
À minha amiga Jéssica, que esteve comigo desde a infância e dividiu cada momento desses longos anos estudando na UFV. Agradeço pela disponibilidade e paciência na leitura deste trabalho, pelas melhores conversas e amizade de sempre.
À amiga Rayane, por compartilhar comigo as alegrias e tristezas do final de uma graduação e pelos incentivos durante a escrita deste trabalho.
Às amigas da República, Cyntia, Deisy, Daiene, Jilma e Thuany que me fizeram enxergar a vida de maneira mais simples, dando valor aos pequenos gestos de amizade dentro da nossa querida “Alô Grau” (que eu morrerei de saudades). Obrigada pelos vários momentos de alegria e por sempre ouvirem meus desabafos com carinho.
Aos Sebosos da Química, grupo de amigos que vai deixar uma saudade enorme, Aline, Andreia, Andreza, Gabi, Jilma, Josi C., Josi S., Neia, Patty, Ray e Vini. Obrigada por entrarem na minha vida no momento em que eu mais precisei.
RESUMO
PEREIRA, Amanda Raimundi. Uso de sistema interativo baseado em projetor multimídia e controle “wiimote” do nintendo em aulas de química. Monografia de conclusão de Curso de Licenciatura em Química. Universidade Federal de Viçosa, Julho de 2015. Orientador: Prof. Efraim Lázaro Reis.
O presente trabalho busca discutir e chamar a atenção para a desestruturação do Ensino de Química nas escolas, que há tempos precisa de mudanças. Assim, este estudo tem como objetivo buscar propostas para uma melhoria na qualidade deste ensino, levando em consideração a importância das tecnologias para a compreensão de conceitos abstratos. O uso de tecnologias é cada vez mais frequente, principalmente entre os jovens, e aliá-las ao projeto pedagógico para novas propostas de ensino é mais vantajoso do que recusar essa importante ferramenta. Com isso busca-se propor uma forma de auxiliar a atuação dos professores de Química que consideram importante acompanhar o avanço tecnológico, mas atuam em escolas que dispõem de poucos recursos. Primeiramente foi analisado o que a literatura reporta sobre a influência de tecnologias no Ensino de Química, sendo uma pesquisa qualitativa, seguindo uma metodologia de proposição de aulas que utilizam um aplicativo simulador de quadro interativo, mas com um custo muito menor para as escolas, o Wiimote Whiteboard, analisando as principais vantagens e obstáculos na utilização desses recursos em aulas de Química. Esse aplicativo pode ser um excelente recurso para o ensino/aprendizagem e um grande aliado para melhorar a motivação dos alunos, considerando também alguns obstáculos como, problemas técnicos e o tempo de preparação de materiais realmente interativos.
ABSTRACT
PEREIRA, Amanda Raimundi. Use interactive system based on multimídia projector and control “wiimote” nintendo in chemistry’s class. Monograph of completion of Chemistry Course. Federal University of Viçosa, July 2015. Teacher: Efraim Lázaro Reis.
This paper aims to discuss and draw attention to the disruption of Chemistry Teaching in schools, which needs to be changed since long time. Thereby, this study purposes to search proposals for an improvement in the quality of this education, taking into account the importance of technologies for understanding abstract concepts. The use of technologies is increasingly common, especially among young people, and include them in the education program for new educational proposals is more advantageous than refuse this important tool. Through this, it seeks to propose a way to assist Chemistry teachers who consider important to follow the technological development, but work in schools that have few resources. First, the theory about the influence of technology in Chemistry Teaching was analyzed, being a qualitative research, and following a methodology of classes proposition using an interactive whiteboard application simulator, but with a lot lower cost to the schools, the Wiimote Whiteboard , analyzing the main advantages and obstacles in using these chemistry class resources. This application can be an excellent resource to teach and learn and a great ally to improve the motivation of students, also considering some obstacles, such as technical problems and the interactive materials preparation time.
Sumário
CAPÍTULO 1 - INTRODUÇÃO ... 8
1.1 Funcionamento do aplicativo Wiimote Whiteboard ... 10
1.2 Justificativa ... 12
1.3 Objetivos ... 13
CAPÍTULO 2 - REFERENCIAIS TEÓRICOS ... 14
2.1 O Ensino de Química nas escolas ... 14
2.2 A tecnologia no Ensino de Química ... 16
CAPÍTULO 3 - METODOLOGIA ... 20
3.1 Aspectos Gerais ... 20
3.2 A preparação de aulas que utilizam o aplicativo ... 21
CAPÍTULO 4 - O USO DO WIIMOTE WHITEBOARD NO ENSINO DE QUÍMICA . 22 4.1 Proposição do uso do Wiimote Whiteboard em aulas de Química ... 22
CAPÍTULO 5 – IMPLICAÇÕES DO USO DO WIIMOTE WHITEBOARD PARA O ENSINO DE QUÍMICA ... 27
8 CAPÍTULO 1
INTRODUÇÃO
A enorme variedade de recursos tecnológicos existentes no mundo contemporâneo tem proporcionado inúmeros avanços e facilidades. Hoje em dia, o indivíduo, quando necessita de alguma informação sobre um determinado assunto, utiliza-se da internet como fonte de pesquisa. Outro aspecto proporcionado pela internet é a possibilidade de manter contato com pessoas em qualquer lugar do mundo, utilizando-se de diferentes aportes tecnológicos voltados à comunicação. Além disso, o uso da tecnologia tem trazido importantes avanços no campo da saúde.
Percebe-se também que houve uma mudança significativa no ramo da educação, o que tem feito a sociedade repensar suas formas e maneiras de ensinar. Pois não é simplesmente a instalação de novas tecnologias nas salas de aula. É preciso o envolvimento e afinidade dos professores com as mesmas. É fundamental também que os educadores saibam lidar com os equipamentos que estão disponíveis em algumas escolas pois, muitas vezes, não são utilizados de forma adequada.
A tecnologia avança rapidamente e, apesar de facilitar o trabalho diário, trouxe também alguns pontos em que é necessário ter cautela. Os estudantes têm acesso às diferentes fontes de informações com o uso da internet. Porém, é preciso conferir se as fontes são confiáveis - saber selecionar as fontes consultadas. E mais do que isso, é preciso saber mediar essas informações. O fácil acesso às informações demanda um investimento maior dos professores na preparação das aulas, pois aquilo que os alunos encontram na internet muitas vezes é mais interessante do que as aulas tradicionais.
Segundo Rivoltella (2007), o uso dos meios de comunicação tem sido cada vez mais frequente entre os jovens, e vem permitindo o acesso a várias atividades simultaneamente. Os jovens que não tem acesso a essas tecnologias muitas vezes são excluídos.Ele afirma que, “educar para os meios de comunicação é educar para
a cidadania”. Atualmente, ter um certo nível de compreensão dos fenômenos
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integrar a essa realidade, levando a tecnologia para a sala de aula, educando os jovens para a cidadania.
As novas tecnologias, se usadas de forma adequada e integrada ao projeto pedagógico, podem ser grandes aliadas dos professores na aproximação dos estudantes dessa nova geração. Até mesmo o celular, que é proibido em algumas escolas, pode ser um importante material de apoio. Geralmente os estudantes o levam para o colégio, mesmo sem poder, e utilizam escondidos, prejudicando o rendimento dos mesmos. Se criadas estratégias para a incorporação dos celulares nas escolas, este seria um ótimo recurso e sem custos para as mesmas (ALMEIDA, 2010).
Outra interessante maneira de inserção da tecnologia em sala de aula é o uso do quadro interativo. O quadro interativo consiste num local (uma superfície) para projetar a imagem do computador, na qual é possível controlar os recursos de forma interativa, utilizando caneta específica ou mesmo o dedo, dependendo da tecnologia utilizada (SILVA & TORRES, 2009).
Como esses quadros interativos possuem alto custo para as escolas, surgiu como alternativa o uso do Wiimote Whiteboard, um aplicativo desenvolvido por Johnny Chung Lee (pesquisador do Human-Computer Interaction Institute, da Carnegie
Mellon University nos Estados Unidos), similar a esses quadros interativos, mas com um preço mais acessível às escolas. (SILVA & TORRES, 2009).
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durante seu aprendizado. ” (CLARK & PAIVO, 1991; PAIVO, 1986, apud GIORDAN, 2013, p.196)
Para Baptista (2013), essa dificuldade de visualização dos aspectos tridimensionais é um questionamento comum entre os professores, e se deve aos poucos recursos que eram disponíveis para as representações: giz, lousa e retroprojetor. Mas atualmente, para minimizar essa dificuldade são utilizados vários recursos tecnológicos, como animações em 3D, que permitem uma melhor visualização e consequentemente um melhor entendimento dos modelos conceituais.
É preciso destacar que o quadro e o livro didático não deixaram de ser importantes, mas a didática tradicional tem sido complementada pelas tecnologias, como o computador, tablets, Datashow e quadro interativo, que favorecem uma aula mais dinâmica, criativa e com maior participação dos estudantes. Para melhor contribuir com o desempenho do professor, é preciso que as escolas possuam as tecnologias necessárias que auxiliem no desenvolvimento de um bom trabalho.
1.1 FUNCIONAMENTO DO APLICATIVO WIIMOTE WHITEBOARD
Para a utilização do aplicativo Wiimote Whiteboard é necessário, montar um esquema como o da figura 1, com os posicionamentos adequados. Um computador comum (3) conectado a um projetor multimídia (4). O Wii Remote (2), mais conhecido por Wiimote, é o controle do videogame Wii da Nintendo, que deverá ser mantido em uma posição adequada, para melhor visualização da caneta (1) contendo um LED emissor de luz infravermelha que são utilizados para controlar o computador. O Wiimote se comunica com o computador através do Bluetooth, associado ao software de código aberto, desenvolvido por Johnny Chung Lee, para controle do Wiimote, que detecta e calcula o posicionamento da caneta infravermelha. Caso o computador não possua uma conexão Bluetooth, é possível utilizar adaptadores USB de baixo custo compatíveis ao padrão do mesmo, o que permite estabelecer uma conexão com o controle. Estabelecida a conexão entre o Wiimote e o computador, o controle será reconhecido como um dispositivo de entrada e saída.
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[...] capta os movimentos que o jogador faz ao movê-lo, funcionando como uma espécie de mouse sem fios, através da combinação de várias tecnologias, tais como a utilização de acelerómetros, para a detecção de movimentos, e a utilização de uma câmera infravermelha para determinar a posição no espaço.
Figura 1. Digrama do Wiimote Whiteboard. Fonte: Conceição & Yamashita (2010).
Esse controle possui uma câmera para captar sinal infravermelho com muita precisão e eficiência, sendo possível detectar até quatro objetos emissores de infravermelho, com uma percepção quase imediata dos movimentos (COSTA, 2009, apud Conceição & Yamashita, 2010, p.20).
Para um bom funcionamento do Wiimote Whiteboard, é preciso que a caneta esteja em perfeito estado. Essa caneta infravermelha, necessária para a utilização do aplicativo, utiliza um LED, que emite o sinal infravermelho, que é detectado pelo controle Wiimote. A caneta pode ser construída, como mostrado na figura 2, seguindo alguns tutoriais encontrados na internet ou pode ser adquirida pronta em alguns sites.
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Figura 2. Caneta com um LED emissor infravermelho (a), interruptor push button (b) e espaço para a pilha (c).
1.2 JUSTIFICATIVA
A partir da experiência adquirida nos dois anos de participação do PIBID (Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência), foi possível perceber algumas falhas no sistema escolar, que na teoria não é perceptível. Muitas vezes as escolas disponibilizam muitos recursos tecnológicos, mas não oferecem condições para que os professores utilizem. É notável também o envolvimento dos alunos com a tecnologia, tanto quanto a exclusão de alguns por ela, por falta de uma base ou condições financeiras.
Apesar de ser proibido na escola, a maioria dos alunos levava os celulares e a diversão era utilizá-los mesmo que escondido do professor. Percebeu-se também que a maioria dos alunos demonstravam certa empolgação e envolvimento, quando a aula era ministrada com o auxílio de tecnologias, como datashow. Porém, muitos professores não optavam por aulas com esses recursos por se desmotivarem pelas dificuldades enfrentadas na escola, como por exemplo a falta de um responsável pela montagem dos aparelhos, ficando como responsabilidade do professor a preparação de todo material, e isso exige um tempo que muitos não possuem. Muitas vezes
(a)
(b)
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também, não há um espaço disponível fora da sala de aula para a realização dessas atividades, e para o professor é inviável que ele se desloque de sala em sala, desmontando e montando todo o material antes de cada aula.
Ouve-se muitos questionamentos a respeito do desinteresse dos alunos em sala de aula. Mas, será que é possível mudar tal situação? Pensando na melhor maneira de contribuir para o aprendizado da Química, e levando em conta que é uma disciplina que exige dos alunos um entendimento a nível submicroscópico, e que a tecnologia muito pode contribuir nesse aspecto, foi escolhido o simulador de quadro interativo como foco desse trabalho. Assim, busca-se propor uma forma de auxiliar a atuação dos professores de Química que consideram importante acompanhar o avanço tecnológico, mas atuam em escolas que dispõem de poucos recursos.
1.3 OBJETIVOS
14 CAPÍTULO 2
REFERENCIAIS TEÓRICOS
Neste capítulo é apresentado o referencial teórico que embasou esta pesquisa, a qual está organizada da seguinte forma: primeiramente é apresentado estudos realizados sobre o Ensino de Química nas escolas, e em um segundo momento é feita uma abordagem sobre a influência da tecnologia na compreensão de conceitos abstratos e sua importância para o Ensino de Química.
2.1 O ENSINO DE QUÍMICA NAS ESCOLAS
A escola precisa ser um local onde possamos assegurar ao indivíduo uma formação significativa. A realidade pode ser precária, mas a motivação precisa partir de alguém, ela é um fator chave para o sucesso da aprendizagem, pois quando alunos e professores se sentem motivados terão o prazer de realizar qualquer tarefa relacionada à disciplina. O grande problema, no Ensino de Química, citado por muitos autores é a falta de planejamento dessa disciplina, que causa desmotivação em grande parte dos alunos. Sendo assim, é necessária uma reestruturação do Ensino de Química nas escolas, o mais rápido possível.
O Ensino de Química na maioria das escolas brasileiras tem sido pautado na transmissão de informações por parte dos professores e na recepção passiva por parte dos alunos, com uma alta dose de informações, que nem sempre são devidamente tratadas, dificultando a conexão do que é abordado em sala de aula e sua aplicação no dia a dia. Realidade bem diferente da proposta apresentada pelos Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino Médio (PCNEM, parte III, p.31):
O aprendizado de Química pelos alunos de Ensino Médio implica que eles compreendam as transformações químicas que ocorrem no mundo físico de forma abrangente e integrada e assim possam julgar com fundamentos as informações advindas da tradição cultural, da mídia e da própria escola e tomar decisões autonomamente, enquanto indivíduos e cidadãos.
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cidadania e o tratamento dos conteúdos programáticos não tem sido adequado. A desestruturação do Ensino de Química é tanta que muitos afirmaram que ele não serve para nada. Os autores concluem que, para reverter essa situação é preciso buscar um novo paradigma educacional que reformule o ensino, propondo novos conteúdos, metodologias, organização do processo de ensino/aprendizagem e métodos de avaliação.
O Ensino de Química nas escolas apresenta muita defasagem, e esse problema tem se estendido ao longo de muitos anos. Muitos alunos não compreendem os conceitos básicos, pois as aulas lhe parecem confusas e não fazem ligações com suas realidades, criando certa repulsão por parte dos estudantes.
Os métodos utilizados nas aulas de químicas na maioria das escolas são ainda muito tradicionais e a Química é considerada pelos alunos uma disciplina difícil. De acordo com Nascimento e Lemos (2011, p.2), essa situação pode ser revertida:
Existem metodologias que podem favorecer essa motivação como aulas bem preparadas, dinâmicas, jogos, aulas experimentais, discussões e debates em sala de aula. A partir destas, em sala de aula de Química, os professores podem diversificar conteúdos e estratégias de ensino, contribuindo para o desenvolvimento do aprendizado em Química, da capacidade crítica e da curiosidade dos alunos.
Para Clementina (2011) o Ensino de Química auxilia os alunos a analisar criticamente a realidade, condição para o exercício da cidadania. E o grande problema relacionado a essa disciplina é fazer com que o aluno compreenda as teorias e modelos em nível microscópico e fenômenos observados em escala macroscópica, onde muitas vezes a escola não oferece condições para a realização de experimentos. A autora ainda critica a “introdução prematura de certos conceitos ‘modernos’ “, que dificultam ainda mais o entendimento da ciência para os estudantes. Apontando também a importância de se atentar para que o mundo da ciência não se distancie do cotidiano dos alunos.
Para Nunes e Adorni (2010), os alunos não percebem o significado ou validade do que estudam, causando dificuldades em aprender. O Ensino de química geralmente vem sendo trabalhado de forma que os conteúdos pareçam distantes da realidade dos alunos, não despertando interesse e a motivação deles. Muitos professores baseiam suas práticas, na maioria das vezes, priorizando a memorização de conceitos.
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ser dividido com todos os membros que compõem o contexto escolar. Dessa forma, cabe a nós, professores, atualizar nossos conhecimentos, estando expostos a estudos atuais que possam auxiliar em nossa formação continuada, ajudar os alunos a entenderem o quanto a Química é importante e está presente em tudo que existe. Considerando também a responsabilidade do governo na valorização do Ensino de Química, disponibilizando mais materiais e recursos para que a disciplina e os profissionais da área possam avançar fazendo uso de novas tecnologias, atualmente inseridas no ambiente escolar e na vida dos alunos.
2.2 A TECNOLOGIA NO ENSINO DE QUÍMICA
O uso de aulas experimentais, é apontada como uma das estratégias para minimizar a dificuldade de aprender dos estudantes, mas nem sempre é possível aumentar o número de atividades experimentais devido à falta de recursos das escolas, portanto, o uso de tecnologia vem sendo a melhor solução para auxiliar os professores num processo de ensino/aprendizagem mais significativo.
Para Morais (2007), uma sabedoria popular que muito conhecemos, nunca fez tanto sentido como nos dias de hoje: “Uma imagem vale mais do que mil palavras!” Segundo a autora, a cor, o movimento e a imagem, aliados possibilitam a compreensão de conceitos difíceis, podendo ser um recurso multimídia de sucesso para o ensino, que tem maior poder em atrair os jovens do que palavras na explicação de conceitos abstratos. Para a autora, um dos maiores desafios de inovação pedagógica e tecnológica enfrentados pelo sistema de educação, é a implementação das Tecnologias de Informação e Comunicação nas escolas.
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Segundo Almeida (2007), a inserção de tecnologias em sala de aula evidencia novos espaços de ensinar e aprender, que possibilita trazer o mundo para o interior da escola, porém não basta fornecer aparelhos tecnológicos, é preciso que professores e alunos dominem essas tecnologias, e mais do que isso precisam usá-las se esforçando para o desenvolvimento de letramentos digitais. Para ela, o uso dessas tecnologias favorece na transformação de uma sociedade menos discriminatória e menos excludente.
Boer, Vestena e Souza, afirmam que o mercado dispõe de inúmeras ferramentas tecnológicas para o uso da sociedade e também das escolas, como por exemplo a utilização de quadros interativos, sendo esses recursos tecnológicos, muitas vezes, capazes de transpor barreiras que a muitos anos só seriam disponibilizadas por meio de imagens impressas. Mas essa modernidade não substitui o professor, nem o quadro negro, essas ferramentas apenas fazem parte do material didático atual e podem facilitar o processo de ensino-aprendizagem. Exigindo assim qualificação do professor, que além do domínio da matéria deve aprender a utilizar essas tecnologias. Segundo esses autores, as tecnologias podem ainda substituir parte das atividades realizadas nos laboratórios, com os alunos podendo acompanhar virtualmente fenômenos de difícil visualização ao vivo. Carolei e Lowe (2006 apud Boer, Vestena e Souza), mostram a relevância do uso das novas tecnologias, como um recurso visual:
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Para Queiroz (2009), o fato da Química ter um caráter abstrato é a principal origem das dificuldades de aprendizagem. “A natureza complexa da Química se deve,
em grande parte, ao fato de esta ser uma ciência essencialmente visual, que exige o
domínio sobre os modos e convenções das representações ser plenamente
compreendida”. A Química pode apresentar três níveis representacionais na expressão de um modelo: macroscópico, submicroscópico e simbólico, o que representa para muitos um grande obstáculo à aprendizagem. Para a construção de conhecimentos é preciso ajudar os estudantes a conhecer e utilizar adequadamente essas representações, sendo possível assim desenvolver a capacidade de visualização em Química.
Segundo Gilbert (2005, apud QUEIROZ, 2009) os modelos podem existir por meio da utilização de um ou mais dos cinco modos de representação, o que complica ainda mais o Ensino de Ciências:
O modo concreto (tridimensional e feito de materiais resistentes, por exemplo, plástico); o modo verbal (que descreve as entidades, suas relações em uma representação e explora as metáforas e analogias nas quais o modelo se baseia, podendo ser oral ou escrito); o modo simbólico (símbolos, fórmulas e equações químicas e expressões matemáticas); o modo visual (bidimensional: gráficos, diagramas, animações e simulações em computador) e o modo gestual (movimentos do corpo ou partes dele).
Predominando na Química, os modos: concreto, visual e simbólico. A utilização do quadro interativo, que é o foco deste trabalho, utiliza alguns desses modos de representação para facilitar o ensino-aprendizagem de Química, o visual e o simbólico, descrito e exemplificado no Quadro 1.
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MODO SUBMODO EXEMPLO
VISUAL (BIDIMENSIONAL)
GRÁFICOS
Gráfico de energia potencial x distância internuclear (poço potencial) para a formação da molécula de hidrogênio.
DESENHOS
Representação, através de bolinhas, das partículas presentes em uma solução
aquosa de sal de cozinha.
TABELAS
Tabela contendo dados de afinidade eletrônica e energia de ionização para alguns elementos da tabela periódica.
ANIMAÇÕES
Simulação, produzida por computador, das partículas e de sua movimentação e
interações durante a dissolução de sal de cozinha em água.
MODELOS VIRTUAIS
Desenho pseudo-tridimensional produzido por computador, mostrando
as três dimensões da estrutura do fulereno.
SIMBÓLICO
SÍMBOLOS QUÍMICOS Símbolo químico do elemento magnésio FÓRMULAS QUÍMICAS Fórmula química do cloreto de sódio EQUAÇÕES
QUÍMICAS
Equação química representando a combustão de magnésio metálico
EXPRESSÕES MATEMÁTICAS
Expressão matemática da Lei de Coulomb Verbal (oral ou escrito)
20 CAPÍTULO 3
METODOLOGIA
Neste capítulo será abordado a metodologia de pesquisa utilizada. Primeiramente é exposto o tipo de pesquisa utilizada, e a seguir as informações a respeito da preparação das aulas.
3.1 ASPECTOS GERAIS
Através de experiências no PIBID, foi verificado um maior interesse dos alunos por aulas que fogem do modelo tradicional, aulas mais dinâmicas, principalmente aulas que utilizassem recursos tecnológicos. Baseando-se nessa experiência e na nova tecnologia simuladora do quadro interativo, surgiram ideias para o desenvolvimento deste trabalho.
O presente estudo se enquadra no paradigma da pesquisa qualitativa, tendo como metodologia a proposição de aulas, utilizando um aplicativo simulador do quadro interativo. Serão utilizadas a pesquisa bibliográfica e eletrônica como auxílio para a construção do embasamento teórico.
Este trabalho apresenta três temas de aulas, que utilizam o aplicativo com o intuito de melhorar o aprendizado da Química e facilitar a explicação de conceitos. Os temas das aulas são: Modelos Atômicos, Cinética e, Funções de Compostos Orgânicos para primeiro, segundo e terceiro ano do Ensino Médio, respectivamente. Esses temas foram escolhidos pensando na importância dos recursos visuais para a compreensão dos mesmos.
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é feito o processo de calibragem, onde a caneta é acionada nos pontos indicados quando exibidos na projeção, delimitando assim, a área que será utilizada como quadro interativo (Conceição & Yamashita, 2010). Assim, ao longo do trabalho as propostas de aulas serão discutidas e avaliadas apontando as vantagens e desvantagens desse aplicativo e suas implicações para o Ensino de Química.
3.2 A PREPARAÇÃO DE AULAS QUE UTILIZAM O APLICATIVO
Antes de começar a aula é fundamental que todos os materiais estejam devidamente montados. É preciso um tempo de preparação antes da aula, visto que o aplicativo precisa ser calibrado, a calibração é rápida, podendo ser feita em segundos, mas o tempo é necessário para ajustar as posições corretas que os aparelhos devem permanecer. Esse tempo necessário pode variar, mas provavelmente o professor gastará no máximo vinte minutos para os ajustes. Esse é um “dificultador”, pois como é necessário um tempo antes da aula, é fundamental que tenha um espaço fora da sala de aula, que nem sempre é disponibilizado nas escolas, e quando tem apenas um espaço, é preciso entrar em acordo com outros professores que também utilizam esses recursos. O tempo que os professores gastariam para montar o equipamento, quando não há nenhum responsável pela montagem dos aparelhos, é também um “dificultador”, sendo necessário chegar muito mais cedo para testar o computador e o datashow para que se tenha um perfeito funcionamento.
Para preparar essa aula é preciso tempo e dedicação do professor para que ela não se torne apenas uma transmissão e recepção de informações. Paralelo a uma boa preparação, é importante que o professor saiba conduzir a aula para que obtenha maior participação dos alunos e que alcance o objetivo da construção do conhecimento.
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Depois de tudo montado e ligado, aparecerá um comando para calibragem do aplicativo. Depois de calibrado, está pronto para o início da aula, ficando a cargo do professor a maneira de conduzi-la. As aulas propostas, discutidas a seguir, são apenas sugestões, podendo ser utilizado em qualquer aula, sempre que possível.
CAPÍTULO 4
O USO DO WIIMOTE WHITEBOARD NO ENSINO DE QUÍMICA
Neste capítulo serão apresentados alguns temas de aulas, nas quais a utilização do Wiimote Whiteboard facilita a explicação de conteúdos e o entendimento dos alunos, auxiliando ainda na avaliação das aulas pelo professor.
4.1 PROPOSIÇÃO DO USO DO WIIMOTE WHITEBOARD EM AULAS DE
QUÍMICA
AULA 1- MODELO ATÔMICO
A primeira proposta é uma aula para o primeiro ano, com o tema Modelos Atômicos. A introdução ao conceito de átomos é geralmente muito confusa para os alunos, principalmente por ser, na maioria das vezes, no primeiro ano, a primeira vez que o aluno tem contato com a Química. O fato de não enxergarmos o átomo e ter sempre suposições de como seria sua estrutura, causa uma grande rejeição pelos alunos dificultando o processo ensino/aprendizagem. Atualmente, já é possível ver o átomo através do microscópio de varredura por efeito túnel 2, mas apesar de comprovada a sua existência, ainda é um tema muito abstrato e exige dedicação dos professores para ajudar na compreensão dos alunos.
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usar da criatividade para conseguir alcançar o entendimento dos alunos, é importante buscar a participação destes durante a explicação, e com o aplicativo é fácil voltar em qualquer assunto sempre que necessário. Depois de passar o conteúdo da aula para os alunos, é importante que o professor avalie se a sua aula foi produtiva. Uma sugestão de avaliação dessa aula com o uso desse aplicativo, é a divisão da turma em cinco grupos, fazendo um sorteio para que cada grupo fique com um dos modelos, depois de dez minutos de discussão entre os grupos, cada grupo apresenta a frente da sala o seu modelo, suas principais características e o desenhe no quadro interativo, o grupo do modelo posterior faria a mesma coisa, destacando as principais diferenças do anterior para o posterior, deixando livre para todos os alunos questionar e opinar sobre os modelos. Com os desenhos dos alunos no “quadro interativo” será mais fácil para o professor perceber se ouve um aprendizado significativo e em quais pontos será preciso retomar.
Uma outra maneira de utilizar esse aplicativo para atividades em grupos com os modelos atômicos, seria o professor montar todo o material do Wiimote whiteboard, com o datashow posicionado de cima para baixo, apontado para a superfície da mesa – que deverá ser lisa e branca – na qual os alunos poderão ficar em volta. Assim a imagem da tela do computador é projetada na mesa e estará mais próxima dos alunos, facilitando ainda mais a interação entre alunos e professores. Porém esta, é uma alternativa que engloba apenas turmas pequenas.
AULA 2 – CINÉTICA
A segunda proposta de aula é com o tema Cinética, conteúdo estudado por alunos do segundo ano. Para essa aula, a utilização do aplicativo é muito importante, pois é um tema que geralmente tem-se resumido a cálculos matemáticos e memorização de fórmulas e nomenclatura de compostos, deixando de lado os aspectos conceituais que necessita de um entendimento a nível submicroscópico.
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submicroscópico. Assim esse aplicativo pode ser muito útil também para a explicação do tema cinética, representando as partículas com desenhos feitos pelo próprio professor na hora da explicação ou outras figuras que melhor contribua para o entendimento do aluno. Esse aplicativo facilita nas representações simbólicas das equações envolvidas nas reações e também podem ser usadas animações desenvolvidas por alguns programas, feito pelo professor ou encontradas na internet.
AULA 3 – FUNÇÕES DE COMPOSTOS ORGÂNICOS
A terceira proposta de aula é a de Funções de Compostos Orgânicos, conteúdo visto, geralmente, por alunos do terceiro ano. A maioria dos alunos tem dificuldade de compreender as estruturas das moléculas desenhadas nos quadros, que dificulta a identificação das funções e a possível nomenclatura dos compostos. Para essa aula uma interessante combinação é o uso desse aplicativo juntamente com outros programas, como o ACD/3D, que facilita a visualização das moléculas. Esse programa ACD/3D é muito útil, pois as moléculas podem ser facilmente desenhadas em sua fórmula estrutural sendo mostrada em várias formas, inclusive na tridimensional, podendo movê-la em qualquer direção.
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Figura 1: Fórmula estrutural do álcool etílico desenhada no programa ACD/3D.
As figuras 2 e 3 mostram a mesma molécula do álcool numa melhor visualização que ajuda os alunos a entender qual a função da estrutura. Em apenas um clique a forma estrutural da molécula de álcool pode ser vista em várias outras formas, como a de vareta e bola (figura 2) e a de vareta (figura 3), com cores diferentes para átomos diferentes, o que melhora ainda mais a visualização. Outro benefício é que com a ajuda do mouse essas moléculas podem se mover em qualquer direção.
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Figura 3: Modelo de vareta da molécula de álcool etílico
27 CAPÍTULO 5
IMPLICAÇÕES DO USO DO WIIMOTE WHITEBOARD PARA O ENSINO DE
QUÍMICA
Em um dos trabalhos lidos e citado anteriormente, a autora cita a frase: “Uma
Imagem vale mais que mil palavras!”. Se tratando do Ensino de Química, ela foi muito bem colocada e faz pensar naquela velha pergunta de uma pessoa que explica o máximo e não sabe mais o que fazer para que o outro o entenda: “Entendeu, ou quer que eu desenhe?”. A química exige uma compreensão que vai além de apenas ouvir o que o professor tem a falar, devemos procurar todas as maneiras possíveis de fazer com que o aluno entenda. Se a imagem é um dos melhores caminhos para uma melhoria no Ensino de Química, então devemos investir nesse recurso, e se preciso for, para que os nossos alunos entendam melhor o conteúdo, “desenhamos” para eles.
Como é possível perceber, o Wiimote Whiteboard, se usado de maneira correta, pode ser um grande aliado para bons resultados no Ensino de Química. Integrando essa metodologia diferenciada no dia a dia dos alunos podemos motivá-los, favorecendo uma melhor visualização do conteúdo, aumentando os rendimentos dos mesmos em salas de aula. A proposta do uso do aplicativo é muito boa, visto que ele fornece uma representação, em níveis, que não seria possível sem a ajuda de programas computacionais. Além de facilitar a preparação e o desenvolvimento da aula para o professor.
Ficou comprovado que a utilização desse aplicativo facilitou e acelerou a aquisição de conhecimentos, possibilitando ao professor voltar em qualquer parte da aula a qualquer momento, melhorando a visualização de modelos conceituais e aumentando a participação na construção das atividades. Esse quadro é apenas mais uma ferramenta de ensino, sendo que o professor deve estar plenamente preparado para lidar com tal tecnologia, pois só assim surtirá o efeito desejado. (SILVA; TORRES, 2009).
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montado em um espaço fora da sala de aula, assim quando quisesse utilizar o aplicativo ficaria mais fácil para o professor só levar a turma até o local, não perdendo tempo com as montagens, sendo que na maioria das vezes, muitos não utilizam esses recursos por não terem tempo disponíveis para prepará-lo. Mas infelizmente, não há essa disponibilidade de espaço na maioria das escolas.
Outra desvantagem desse aplicativo é que ele precisa ser calibrado toda vez que é ligado, podendo dar alguns erros na tela que atrasaria o início da aula, como aconteceu algumas vezes durante os testes feitos para a realização deste trabalho. Esse aplicativo também obtém melhores resultados se acompanhados de outros programas, como por exemplo o ACD/3D citado anteriormente. Exigindo uma certa habilidade dos professores para manuseá-los.
Contudo, este aplicativo é uma excelente ideia para uma ajuda na reformulação do Ensino de Química. Já se entende que o Ensino de Química precisa ser reestruturado e os professores precisam repensar a maneira de ensinar. O que nos cabe é adequar as realidades dos alunos, usando a Química de modo a aproximarmos e não afastarmos, como tem acontecido. Esperamos que este estudo colabore para uma maior valorização do Ensino de Química nas escolas e para conscientização dos professores.
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