Lipídios dietéticos e eficiência energética
Texto
(2) Jaide Almeida da Silva. LIPÍDIOS DIETÉTICOS E EFICIÊNCIA ENERGÉTICA. Dissertação apresentada ao Programa de Pósgraduação em Nutrição, como parte dos requisitos para obtenção do grau de Mestre em Nutrição.. Orientação: Prof Dr. Herrnando Flores. Co-orientação: Prof. Dr. Manoel Costa.. Recife-PE 2004.
(3) 1. UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO CENTRO DE CIENCIAS DA SAÚDE DEPARTAMENTO DE NUTRICAO. TITULO: Lipídios Dietéticos e Eficiência Energética.. AUTOR: Jaide Almeida da Silva.. APROVAÇAO DA TESE: 20/02/04. MEMBROS DA BANCA EXAMINADORA.. _________________________________________________________________ Prof ª.Drª. Débora Catarina Nepomuceno de Pontes Pessoa – UFPE _________________________________________________________________ Profª Drª. Florisbela de Arruda Câmara –UFPE ______________________________________________________________. Prof. Dr. Manoel da Cunha Costa -UPE.
(4) 2. Depois de algum tempo você aprende.... Que se levam anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá pelo resta da vida. E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso. Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos. Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática Aprende que a maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você já celebrou. Aprende que a mais dos seus pais em você do que você supunha. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás. Portanto plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores. você aprende que realmente pode suportar, que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida (William Shakespeare).
(5) 3. AGRADECIMENTOS. Gostaria de agradecer a todos que contribuíram para a realização deste estudo e, em particular: Ao Prof. Hernando Flores, pela atenção, orientação e ensinamentos dispensados durante elaboração do estudo. Ao Prof. Manoel Costa, pela orientação, incentivo e pela cordialidade que me recebeu no CENESP - ESEF / UPE . Aos meus pais José Almeida da silva e Maria José da silva, pela essencial ajuda durante todo o processo e dedico todo meu carinho, sem vocês não teria conseguido. As Professoras Florisbela Campos e Maria Helena Chagas, pela ajuda, atenção e incentivo. Ao Prof. Fernando Guimarães. Aos Professores do CENESP – ESEF / UPE Leonardo Delgado e Cláudio Barnabé, pela indispensável ajuda durante a fase experimental. Aos voluntários que participaram do estudo. Aos colegas do Mestrado, pela cumplicidade nos momentos alegres e difíceis em especial, as amigas Keyla Brandão e Alyne Cristine. A nutricionista Maria do Amparo. A Isinete Muniz, pelo incentivo e apoio em todos os momentos. Ao Departamento de Nutrição da UFPE. A Escola Superior de Educação Física (UPE) e ao Centro de Excelência Esportiva (CENESP), pela disponibilidade das instalações para a realização do estudo..
(6) 4. SUMÁRIO LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS. 05. LISTA DE ANEXOS. 06. LISTA DE TABELAS. 07. LISTA DE GRÁFICOS. 08. RESUMO. 09. ABSTRACT. 10. 1 INTRODUÇAO. 11. 2 OBJETIVO. 18. 3 MATERIAIS E MÉTODOS. 19. 3.1 Amostra. 19. 3.2 Medidas antropométricas. 20. 3.3 Exames bioquímicos. 20. 3.4 Eficiência energética. 20. 3.5 Análise estatística. 21. 4 RESULTADOS. 22. 5 DISCUSSÃO. 26. 6 CONCLUSÃO. 32. 7 REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS. 33. 8 ANEXOS. 43.
(7) 5. LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS.. HDL = High densid lipoprotein/proteína de alta densidade. LDL = Low densid lipoprotein/ proteína de baixa densidade. TG = Triglicerídeos. TMB = Taxa metabólica basal. HMG-CoA = Hidroximetil glutaril coenzima A sintetase GER = Gasto energético em repouso ACETIL COA = Acetil coenzima A VO2 = Volume de oxigênio. VCO2 = Volume de gás carbônico.
(8) 6. LISTA DE ANEXOS. 01. TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE ESCLARECIDO. 02. PARECER DO COMITÊ DE ÉTICA DE PESQUISA EM HUMANOS. 43. CCS/UFPE. 46. 03. CARDÁPIO DA DIETA RICA EM GORDURAS. 47. 04. FORMULÁRIO PARA DIÁRIO ALIMENTAR. 48.
(9) 7. LISTA DE TABELAS. 01. MASSA. CORPORAL,. CONSUMO. CALÓRICO E. LIPÍDIOS. DIETÉTICOS. 22. 02. CONSUMO DE OXIGENIO E LIPIDIOS DIETÉTICOS. 23. 03. LIPÍDIOS CIRCULANTES E GORDURA DIETÉTICA. 25.
(10) 8. LISTA DE GRÁFICOS. 01 GRÁFICO 1 - CONSUMO DE OXIGÊNIO EM REPOUSO. 24. 02 GRÁFICO 2 - CONSUMO DE OXIGÊNIO EM ATIVIDADE. 24.
(11) 9. Resumo Existe muita controvérsia na literatura a respeito da associação entre lipídios dietéticos, obesidade e doenças cardiovasculares. Até os dias atuais ainda não é possível estabelecer com embasamento cientifico as recomendações de ingestão de carboidratos e lipídios. O presente estudo teve como objetivo estudar os efeitos da dietas ricas em lipídios na eficiência energética de 10 voluntárias adultas saudáveis, as quais foram alimentadas durante 15 dias, com dieta rica em lipídios, em média 60% do valor calórico total, consumindo preparações culinárias comuns. Através da calorimetria indireta mediu-se o consumo de oxigênio das voluntárias durante repouso e atividade padrão em bicicleta ergométrica por 10 minutos antes e depois da dieta experimental. Os resultados indicam que houve aumento significativo (p<0,05) no consumo de oxigênio, o que pode explicar a manutenção do peso ou diminuição do mesmo, apesar da alimentação ser rica em calorias e gordura de origem animal, também não houve alteração nos lipídios séricos. Sendo assim os resultados indicam que o consumo de uma dieta com teor de gordura semelhante ao leite materno diminui a eficiência energética (aumenta consumo de oxigênio) em humanos o que pode explicar o não aumento do peso ou manutenção do mesmo, sem alterar lipídios séricos. Esses resultados indicam que conceitos largamente aceitos sobre a associação entre lipídios dietéticos e aumento de peso bem como, predisposição a hiperlipemias precisam ser revisados.
(12) 10. ABSTRACT. Much controversy in literature regarding the association between dietary lipídios, cardiovascular obesidade and illnesses exists. Until the current days still it is not possible to establish with cientifico basement the recommendations of ingestion of carboidratos and lipídios. The present study it had as objective to study the effect of the rich diets in lipídios in the energy efficiency of 10 healthful adult volunteers, which had been fed during 15 days, with rich diet in lipídios, average 60% of the value total caloric, consuming common culinárias preparations. Through the indirect calorimetria one before measured the consumption of oxygen of the volunteers during rest and activity standard in ergometric bicycle per 10 minutes and after the experimental diet. The results indicate that it had significant increase (p<0,05) in the consumption of oxygen, what can explain the maintenance of the weight or reduction of exactly, despite the feeding being rich in calories and fat of animal origin, also did not have alteration in the séricos lipídios. Being thus the results they indicate that the consumption of a diet with text of similar fat to maternal milk diminishes the energy efficiency (increases oxygen consumption) in human beings what can explain not the increase of the weight or maintenance of exactly, without modifying séricos lipídios. These results indicate that accepted concepts wide on the association between dietary lipídios and increase of weight as well as, predisposition the hiperlipemias need to be revised.
(13) 11. 1. INTRODUÇÃO. Os lipídios compreendem uma grande variedade de substâncias químicas tais como gorduras neutras (triglicerídeos), ácidos graxos e seus derivados, fosfolipídios, glicolipídios, esteróis e carotenos. São moléculas que fornecem em torno de nove calorias e a principal forma de armazenamento de energia nos seres humanos, pois dos três principais nutrientes, este, é o único que pode ser armazenado em grandes quantidades porque o corpo contém células mesenquimais especializadas, adipócitos, exclusivamente para desempenhar esta função. Outra função importante das gorduras é que estas fazem parte de aproximadamente 50% das membranas celulares estando assim presentes em todos os tecidos do organismo. São nutrientes que desempenham funções no organismo humano, tais como: combustível metabólico, reserva energética, componente da estrutura das membranas celulares, além de promover absorção de vitaminas lipossolúveis e participar da formação de hormônios (Lichtenstein, 1998; Nelson, 2000; Orten, 1984). Os lipídios dietéticos são de grande importância na alimentação de lactentes crianças e adolescentes, pois são fonte importante de calorias, ácidos graxos essenciais, vitaminas lipossolúveis os quais são componentes imprescindíveis para o crescimento e desenvolvimento neste estágio da vida (Hardy, 1994; Lichtenstein, 1998). Durante décadas tem sido aceito como dogma que a alta ingestão de lipídios acarreta hiperlipemia e aumenta risco de doenças do coração, além de favorecer o aumento de peso corporal (Azevedo, 1979; Taubes, 2000; Varela 1986) Não existem estudos sistemáticos que permitam formular recomendações para ingestão de lipídios para humanos nem para animais de laboratório (Pessoa 1979; Varela.
(14) 12. 1986). As recomendações atuais (USDA, 1995; Kraus, 1996), estão baseadas em observações empíricas a nível epidemiológico, as quais sugerem que ingestões acima de 30% predispõem a obesidade, hiperlipemia e doenças cardiovasculares (Varela, 1986; Medeiros,1982; Taubes, 2000; Stallones, 1983, McNamara, 2000).. Porém estas. recomendações não se aplicam a menores de 2 anos de idade, pois dietas ricas em gorduras são necessárias para dar suporte ao alto requerimento calórico, rápido crescimento e possivelmente para maturação do sistema nervoso central típico desta idade (Hardy, 1994; Lichtenstein, 1998; AAPCN, 1992). O leite materno tem cerca de 50% de energia na forma de lipídios, conteúdo considerado, acima das recomendações atuais (USDA, 1995; Kraus, 1996), e é um alimento natural por excelência, sendo assim, cabe perguntar qual o conteúdo de gordura que se consideraria normal em uma dieta tendo em vista a falta de bases científicas para identificar o conteúdo de tal nutriente. Além disso, as reservas de lipídios corporais encontram-se em cerca de 80%, o que leva ao questionamento se as recomendações que limitam o conteúdo deste nutriente a menos de 25% de energia total tem de fato alguma base racional (Azevedo, 1979, Orten, 1984). Os carboidratos quando consumidos em excesso se transformam em gordura para ser armazenado, pois na forma de glicogênio sua reserva é muito limitada, devido a sua composição química (Montgomery, 1994; Lichtenstein, 1998; Nelson, 2000; Orten, 1984). Apesar da importante função dos lipídios no metabolismo intermediário, costumase relacionar sua presença na dieta a uma série de desordens metabólicas sem que haja a necessária base científica que justifique tal atributo. A prevalência de obesidade está aumentando no mundo (Popkin, 1994; Kuczumarski, 1994), mas as causas deste problema.
(15) 13. permanecem obscuras. Pode ser o resultado de uma tendência a ingestão excessiva de calorias em relação ao gasto, no qual este excesso é armazenado como triglicerídeos no tecido adiposo, porém os papéis relativos a um maior consumo e baixo gasto energético não estão bem esclarecidos (Roberts & Melvin, 2000). A prevenção e tratamento da obesidade são os principais desafios de saúde pública e embora perda de peso possa ser alcançada prontamente em experimentos, a manutenção do peso a longo prazo é freqüentemente mal sucedida (Pasman, 1999; Saris, 2001). Apesar de se atribuir a obesidade ao consumo de lipídios (Hill, 2000; Popkin, 1994 Bray, 1998), nos últimos trinta anos a prevalência de obesidade nos Estados Unidos aumentou em níveis epidêmicos enquanto que diminuiu-se o consumo deste nutriente (Taubes, 2000; Willet, 1998; Lichtenstein1998). Em conseqüência as dietas ricas em gordura não parecem ser a causa primária do excesso de gordura corporal e a redução deste nutriente na dieta não parece ser a solução (Willet, 1998 Lichtenstein1998). Deve ser discutida a importância de outros componentes dietéticos além dos lipídios no aumento da gordura corporal (Roberts & Melvin, 2000). Existem fortes evidências na literatura para questionar os lipídios dietéticos como fator que predispõe ao ganho de peso, hiperlipemias e doenças cardiovasculares (Medeiros, 1982; Willet, 1998; Lichtenstein, 1998; Taubes, 2000; McNamara 2000). Em cuidadosa revisão da literatura a respeito da teoria da dieta-coração foi encontrado um grande número de estudos científicos que contradizem a hipótese que a gordura dietética e alta taxa de colesterol tem papel principal nas doenças cardiovasculares e na aterosclerose (Kyrkogata, 2002; Weintraub, 2002; Taubes, 2000; Willet, 1998). Várias tribos africanas que se mantêm consumindo principalmente leite de camelo, que é mais gorduroso que o de vaca, fonte predominante de leite nos Estados Unidos, têm colesterol mais baixo que de americano, e.
(16) 14. as doenças cardiovasculares nas mesmas são raras. Outro exemplo são as pessoas de Masai que consumiam duas vezes mais ácidos graxo saturados que os americanos de mesma idade e sexo, e apresentaram menos achados patológicos em eletrocardiogramas, bem como poucas lesões ateroescleróticas complicadas (Mann et al, 1964; Mann et al, 1972). Foi observado que membros de duas tribos de mesma origem étnica com padrões dietéticos completamente diferentes no que diz respeito ao consumo de gordura dietética: uma tribo sedentária ingeria 9% do valor calórico total na forma de gordura saturada e a outra nômade chegava a consumir 73% na forma de gordura, e estas não possuíam diferenças significativas nos teores de lipídeos séricos, ocorrência de doenças cardiovasculares bem como variações de peso corporal, ambos os grupos eram magros (Murray, 1978). Quase 60% da população Sul africana apresenta sobrepeso e o consumo de energia na forma de gordura é menor que 22%, o que demonstra que problema de obesidade ocorre com ingestão de lipídios considerada baixa e o mesmo aplica-se a Arábia Saudita (Willet, 1998). Em mulheres com diagnóstico de câncer de mama observou-se que a diminuição no consumo de lipídios não tinha relação significativa com perda de peso (Rock, 2001). Em animais de laboratório foi mostrado que a alimentação hiperlipídica acarreta perda e estabilização de peso corporal em ratos adultos não conduzindo a obesidade (Pessoa, 1979) Além de não possuir potencial aterogênicos que comumente é atribuído a dietas com estas características (Medeiros, 1982). Estudo recente comparando-se dietas ricas em gorduras com dietas pobre em gorduras durante o período de doze meses foi observado que a dieta rica em lipídios provocou aumento nos níveis de HDL, diminuição nos triglicerídeos circulantes e diminuição no peso corporal (Foster, 2003)..
(17) 15. Em indivíduos normais submetidos à dietas com altos teores de lipídios ocorre uma adaptação metabólica, na qual há uma derivação do metabolismo energético para utilização de ácidos graxos livres em vez de glicose como substrato energético (Azevedo, 1979). Estudos em ratos e humanos sugerem que entradas modestas de diglicerídeos possam ter efeito benéfico no metabolismo de lipídios. Comparado com consumo de triglicerídeos, o consumo de diglicerídeos pode produzir menor elevação das concentrações pós-prandial plasmáticas de triglicerídeos em humanos (Taguchi, 2000; Watanabe, 1997) e mais baixas concentrações séricas de triglicerídeos em ratos (Hara 1993; Murata 1997) e humanos em jejum (Yamamoto, 2001). Consumo de diglicerídeos também reduz acúmulo de gordura corporal total (Watanabe, 1997) e gordura visceral (Murase, 2001) em ratos e humanos (Nagão 2000; Watanabe, 1998). O consumo de diglicerídeos em lugar de triglicerídeos não altera o gasto energético, mas produz efeitos metabólicos, como aumento da oxidação de gordura, que pode estar associada com controle do apetite (Kamphuis, 2003). O principal combustível metabólico durante o jejum, exercício, e períodos entre as refeições são os lipídios, pois os níveis de glicose diminuídos, estimulam as células alfa das ilhotas de Langheram a liberar glucagon o que estimula a neoglicogênese e a lipólise. Em dietas ricas em lipídios, os ácidos graxos são utilizados como combustível metabólico e para evitar a conversão de glicose a acetil CoA, o que seria um “desperdício” para o organismo, a piruvato desidrogenase é inibida e a única fonte de acetil CoA é a beta oxidação sem prejuízos para as células (Nelson, 2000; Montgomery, 1994). Um aumento na ingestão energética em conseqüência da ingestão de uma dieta hiperlipídica pode estimular o gasto energético em ratos evitando ganho de peso (Lionetti et al. 1996 a; b; Iossa et al. 1997). A exposição de ratos ao frio e a uma dieta de alto teor de.
(18) 16. gordura melhora a habilidade para utilizar gordura como combustível metabólico, prevenindo assim obesidade (Iossa et al. 2001). Dietas hiperlipídicas aumentam a velocidade de oxidação de ácidos graxos no fígado e músculo esquelético de ratos, o que contribui para a prevenção do excesso de gordura corporal (Mollica, 1999) acredita-se que em humano ocorra da mesma forma. Existem agentes desacopladores que enfraquecem ou destroem completamente o acoplamento forte normal da oxidação e fosforilação. Estes compostos podem ser naturais como a bilirrubina e ácidos graxos livres, que possuem propriedades hidrofóbicas que permitem a pronta difusão através das membranas mitocondriais e depois de introduzidos na matriz em forma protonada, estes liberam um próton e dissipam o gradiente de prótons, eles reduzem assim a relação fosforilação/oxidação. Quando desacoplada a velocidade de oxidação aumenta e a fosforilação diminui resultando em formação de calor (Nelson, 2000; Montgomery, 1994). Metabolismo e técnicas de medição A taxa de metabolismo basal (TMB), é uma das informações fisiológicas mais importantes em estudos nutricionais clínicos e epidemiológicos, seja para determinar as necessidades energéticas ou calcular o gasto energético de indivíduos ou populações (Wahrlich, 2001). Esta é definida como a quantidade de energia necessária para a manutenção das funções vitais do organismo, sendo medida em condições padrão de jejum, repouso físico e mental em ambiente tranqüilo com controle da temperatura, iluminação e sem ruídos (Busztein, 1989; Garrow, 1974; Harris & Benedict, 1919) . A TMB é o principal componente do gasto energético diário podendo representar de 50% (nos indivíduos mais fisicamente ativos) a 70% (nos mais sedentários) do total de energia gasta diariamente (Wahrlich, 2001; Clark, 1991)..
(19) 17. A TMB ou gasto energético em repouso (GER), pode ser estimado de forma grosseira através de fórmulas. Porém uma das formas de determinação mais precisa de realizar esta medida é através do método de calorimetria indireta (Patiño,1990). A calorimetria indireta é uma técnica não invasiva que pode ser bem aplicada em varias situações tais como pesquisas científicas estudos clínicos e associada a outras técnicas em estudo de campo (Schutz, 1996), onde o gasto energético é estimado através da medição das trocas respiratórias especificamente por meio de mensurações de consumo de oxigênio (VO2) e produção de gás carbônico (VCO2), (Silva et al 1998; Ferrannini, 1988; Murgastroyd, 1993). Através da calorimetria indireta é possível não só calcular a taxa de energia gasta como também estimar a taxa de utilização de substratos (Schutz ,1996). Numa tentativa de melhor compreender os mecanismos envolvidos na perda de peso ou estabilização do mesmo em indivíduos que consomem um dieta rica em gordura, foi desenvolvido este estudo e a seguinte hipótese: o consumo de uma dieta rica em gordura leva a diminuição de peso corporal devido a uma maior utilização de lipídios, o que leva a uma maior concentração de ácidos graxos livres nos espaços intramitocondriais, os quais devem produzir um desacoplamento da cadeia respiratória de elétrons com conseqüente diminuição da eficiência do sistema produtor de energia, mais combustível será necessário para a mesma quantidade de trabalho. Podendo assim embasada na revisão da literatura e em estudos realizados anteriormente contribuir com informações importantes relativas a dietas rica em gorduras e eficiência energética tornando possível que profissionais de nutrição, possam prescrever se assim optarem, com segurança e embasamento cientifico dietas com estas características tendo em vista a escassez de trabalhos ligados a este tema bem como exploração pelos meios de comunicação de massa..
(20) 18. 2. OBJETIVOS. Geral Estudar os efeitos da dieta rica em lipídios na eficiência energética.. Específicos Avaliar níveis de lipídios séricos na dieta habitual e na dieta rica em gordura Identificar correlações entre lipídios séricos e gordura dietética. Verificar diferenças no consumo calórico, massa corporal e consumo de oxigênio antes e após consumo de dita rica em lipídeo..
(21) 19. 3. MATERIAIS E MÉTODOS. 3.1 AMOSTRA. O estudo foi realizado com 10 voluntárias adultas com idade entre 23 e 55 anos, estudantes ou funcionárias da Universidade Federal de Pernambuco, sedentárias ou praticantes de atividade física, que apresentaram níveis de lipídios séricos normais. Todos as participantes deram sua autorização por escrito (anexo 1) de acordo com as normas éticas exigidas pela resolução n° 1961/ outubro de 1996 Conselho Nacional de Saúde. (Aguiar, 1998.) O protocolo de estudo foi submetido e aprovado pelo Comitê de Ética de Pesquisa em Humanos da Universidade Federal de Pernambuco em agosto de 2002 (anexo 2 ). Durante o período prévio a dieta experimental foi realizado o registro de consumo alimentar para determinar a ingestão diária de energia total e de gordura da dieta habitual dos voluntários por um período de 7 dias. Na fase experimental que durou 15 dias, as voluntárias receberam dieta rica em lipídios com preparações culinárias comuns (cardápio em anexo3) as quais foram calculadas para fornecer 60% da energia total na forma de lipídios. A ingestão foi “ad libtum” com rigoroso registro de consumo (anexo 4). A apuração dos dados de consumo alimentar, antes e durante dieta experimental, foi feita utilizando tabelas de composição de alimentos (Franco, 1995; Pinheiro, 2001).
(22) 20. 3.2 MEDIDAS ANTROPOMÉTRICAS. PESO E ESTATURA A estatura foi determinada no início do experimento utilizando-se o antropômetro e o peso corporal determinado utilizando-se balança eletrônica antes da dieta experimental e em seguida a cada dois dias durante os 15 dias de experimento, em condições-padrão seguindo protocolo (WHO, 1986).. 3.3 EXAMES BIOQUÍMICOS Os exames bioquímicos foram realizados no Laboratório de Análises Clínicas do HUOC (Hospital Universitário Oswaldo Cruz - UPE), utilizado-se o Sistema ROCHE/HITACHE. Coletou-se 5ml de sangue para dosagem dos lipídios circulantes das voluntárias e através do teste colorimétrico enzimático foi determinado colesterol total e frações HDL, LDL e os níveis de triglicerídeos das voluntárias no dias 0, e 15. do. experimento após jejum de 12 horas.. 3.4 EFICIÊNCIA ENERGÉTICA O consumo de oxigênio foi determinado através do método de espirometria de circuito aberto ( Medical Graphics – Vo2000), no qual o indivíduo inala o ar ambiente e o aparelho que possui uma célula para O2 e outra para CO2 analisa os gases no ar expirado. Através da análise de gases é possível identificar qual o substrato energético que está sendo utilizado bem como determinar indiretamente o metabolismo energético (Schutz, 1996;.
(23) 21. Roberts 1997, McArdle, 1992). O consumo de oxigênio foi medido antes e depois da dieta experimental. Para se determinar o metabolismo de repouso as voluntárias foram submetidas a jejum de 12h e a repouso de 30 min em posição supina antes de medir consumo de oxigênio por um período de 10 min em ambiente tranqüilo, com controle de temperatura e luminosidade. E para se determinar o metabolismo durante atividade as voluntárias foram expostas a esforço padronizado em bicicleta ergométrica elétrica a 25 watts medindo-se o consumo de oxigênio por um período de 10 min. Nas duas medições foram desprezados os três primeiros minutos que refletiam o período de adaptação do indivíduo aos aparelhos.. 3.5 ANÁLISE ESTATÍSTICA Foram utilizados procedimentos estatísticos convencionais para análise dos dados e descrição dos resultados tais como media e desvio padrão, teste “t” de Student e regressão linear simples (Snedecor & Cochran, 1967; Wilkinson, 1990) com ajuda de programas de microcomputador adequados (STATIGRAPHICS, EXCEL). Para verificar as diferenças de consumo de oxigênio, massa corporal, valor calórico da dieta e níveis de lipídios séricos foi utilizado o teste “t” de Student e para verificar correlações entre lipídios séricos e gorduras dietéticas foi utilizado a regressão linear simples..
(24) 22. 4. RESULTADOS Pode-se observar que houve um aumento sinificativo da ingestão energética e de lipídios (p<0,05), porém não houve diferenças significativas da massa corporal (Tabela 1). TABELA 1 MASSA CORPORAL, CONSUMO CALÓRICO E LIPÍDIOS DIETÉTICOS.. Parâmetros. Dieta habitual. Dieta hiperlipídica. t. 2062,35 ± 290,95. 2666,82 ± 314,20. -4,46*. % lipídios da dieta. 31,65± 5,00. 60,71 ± 1,45. -17,63*. Massa corporal Kg. 58,37 ± 7,62. 57,78 ±7,96. 0,16. Valor calórico total da dieta. *. Diferenças significativas (p<0,05).
(25) 23. O consumo de oxigênio teve aumento significativo (TABELA 2) quando se consumiu uma dieta rica em lipídio, tanto no repouso (GRÁFICO 1) quanto no exercício (GRÁFICO 2), o que indica diminuição na eficiência energética.. TABELA 2 CONSUMO DE OXIGENIO E LIPIDIOS DIETÉTICOS. Parâmetro. Dieta habitual. Dieta hiperlipídica. t. Consumo O2 em repouso l/10min. 2,15 ± 0,37. 3,19 ± 0,47. -5,42*. Consumo O2 em atividade l/10min. 8,89 ± 1,50. 10,25 ± 0,97. -2,41*. *Diferenças significativas (p<0,05).
(26) 24 GRÁFICO 1 CONSUMO DE OXIGÊNIO EM REPOUSO. 5 4,36. 4,5. Oxigênio L/ 10min. 4 3,22. 3,5. 3,16. 3,13 2,86. 2,74. 3 2,5. 2,17. 2,11. 2,67. 2,6. 2,15. 3,37. 3,14 2,57. 2,49. 2,32. 2,02. 1,78. 2 1,5. 3,31. 1,37. 1 0,5 0 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. 10. Voluntários. Dieta habitual. Dieta hiperlipídica. GRÁFICO 2 CONSUMO DE OXIGÊNIO EM ATIVIDADE 14 12. 10,75. Oxigenio L/ 10min. 10. 11,5. 10,98 10,05 9,22. 8,21. 9,49 8,57. 10,15 9,12. 9,82. 10,14 9,73. 10,35. 10,95 10,08. 10,55. 8,03. 8,03. 8 6. 5,09. 4 2 0 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. Voluntários. Dieta habitual. Dieta hiperlipídica. 8. 9. 10.
(27) 25. Apesar do alto consumo de lipídios na dieta não houve alteração nos lipídios sanguíneos (TABELA 3) o que demonstra não haver relação entre o consumo de lipídios e concentração de lipídios séricos em indivíduos saudáveis.. TABELA 3 LIPÍDIOS CIRCULANTES E GORDURA DIETÉTICA. Parâmetros. Dieta habitual. Dieta Hiperlipídica. t. r. p. Colesterol Total mg/dl. 180,6 ± 20,18. 178,9 ± 20,45. 0,27. -0,11. 0,63. Colesterol HDL mg/dl. 61,3 ± 13,8. 65,8 ± 15,45. -0,95. -0,15. 0,50. Colesterol LDL mg/dl. 100,9 ± 20,2. 101,3 ± 18,43. -0,06. -0,09. 0,67. Triglicerídeos mg/dl. 91,8 ± 56,17. 58,5 ± 26,96. 2,45. -0,29. 0,20. *Diferenças significativas (p<0,05).
(28) 26. 5. DISCUSSÃO A relação entre lipídios dietéticos hiperlipemias, hipertensão, aterosclerose doenças cardiovasculares e obesidade continua sendo um dos assuntos mais controvertidos nos estudos de nutrição na atualidade (Stallones, 1983; Willet, 1998; Lichtenstein, 1998). O resultado deste estudo sugere uma revisão, a respeito da verdadeira associação entre consumo de gordura dietética e desordens metabólicas tais como aumento de peso e hiperlipemias. O mesmo desperta interesse, pois apresenta a possibilidade de se utilizar uma dieta rica em lipídios com segurança e embasamento científico, com objetivo de diminuição de massa corporal sem afetar lipídios sangüíneos. Sabe-se que a obesidade é conseqüência do desequilíbrio entre consumo e gasto de calorias (Roberts & Melvin, 2000; Lichtenstein, 1998), sendo os lipídios dietéticos apontados como grandes vilões no aumento de massa corporal (Hill, 2000; Popkin, 1994; Bray, 1998), porque acredita-se que dietas com altos percentuais de gordura, têm geralmente maior densidade calóricas e são mais saborosas, o que conduz a um aumento no consumo calórico (Prentice, 1996; Lichtenstein, 1998). Todavia nossos resultados contradizem tal afirmação, além disso é esquecido que outros fatores como a falta de atividade física, predisposição genética, stress podem influenciar no desequilíbrio energético. Estudos com dietas isocalóricas ou hipocalóricas pobres em gordura apresentam diminuição na ingestão de alimentos (Ducan, 1983) e em peso corporal (Sheppard, 1991; Kendall, 1991), porém é difícil saber se a perda de peso é devido a diminuição da densidade energética pela remoção da gordura ou pela diminuição do sabor da dieta tendo em vista que a gordura é responsável pelo sabor da comida (Lichtenstein, 1998). Na análise de.
(29) 27. nossos resultados pôde-se observar que houve boa aceitação da dieta lipídica, tendo em vista que a ingestão energética “ad libtum” aumentou em média 29,3% com preparações culinárias comuns como estrogonofe, feijão tropeiro, arroz refogado (anexo 3). Houve um aumento significativo na ingestão energética e de lipídios, porém não houve alteração significativa do peso corporal (este teve uma tendência a diminuir), confirmando resultados anteriores, onde apesar da ingestão energética e de lipídios ter se mantido acima das recomendações, os voluntários não apresentaram alteração significativa da massa corporal (Araújo, 1975; Azevedo, 1979). Estudos como o nosso de curto prazo não encontraram associação entre alto consumo de calorias e gorduras dietética com obesidade (Katan, 1997; Cooling, 2000) Estudo em animais adultos alimentados com dieta hiperlipídica apresentaram resultados semelhantes ao nosso onde este tipo de dieta acarretou perda e estabilização de peso corporal não conduzindo a obesidade (Pessoa, 1979). A suplementação dietética com diglicerídeos em humanos traz benefícios como diminuição de massa corporal, gordura visceral e hepática o que traz benefícios para saúde dos indivíduos (Nagão, 2000). Isto indica evidência para o consumo de dietas com alto teor de lipídios, com objetivo de controle e manutenção de peso corporal e contradiz estudos que sugerem que a gordura dietética leva ao aumento de peso (Roll, 1995; Lissner 1995). Além disso, uma diminuição no conteúdo da gordura dietética leva ao maior consumo de carboidratos o que pode ser prejudicial, sabe-se que a diminuição dos lipídios na dieta dos americanos pode ter levado ao aumento da obesidade a níveis epidêmicos nos últimos anos (Stallones, 1983; Willet, 1998). Um consumo maior de carboidratos seja este simples ou complexo não só reduz os níveis de colesterol LDL e HDL como aumenta os triglicerídeos séricos (Lichtenstein, 1998), isto demonstra uma desvantagem para dietas.
(30) 28. ricas em carboidratos, pois diminuição de HDL e aumento de triglicerídeos estão associados a aumento do risco de doenças cardiovasculares. Este tipo de padrão alimentar está se tornando popular também aqui no Brasil o que pode trazer, a exemplo dos Estados Unidos, resultados desastrosos para a saúde. Em nosso experimento ocorreu um aumento significativo no consumo de oxigênio, quando se consumiu uma dieta rica em lipídios, tanto no repouso como no exercício, o que indica que nos indivíduos alimentados com dietas ricas em gorduras, devido a uma maior utilização de lipídeos, ocorreu um acréscimo na concentração de ácidos graxos livres nos espaços intramitocondriais, os quais produziram um desacoplamento da cadeia respiratória de elétrons com conseqüente diminuição da eficiência do sistema produtor de energia, sendo assim, foi necessário uma maior quantidade de substrato energético para a mesma quantidade de trabalho que pode ter contribuído para o não aumento de peso nas voluntárias. Indivíduos magros são capazes de ajustar o balanço energético à oxidação de gordura em 7 dias de consumo com dietas ricas em lipídios (Schrauwen, 1997; Azevedo, 1979) sendo assim o nosso experimento durou 15 dias com intuito de se obter uma margem se segurança e esclarecer possíveis questionamento a respeito. Foram encontrados resultados de consumo de oxigênio semelhante aos nossos em estudos realizado em animais de laboratórios alimentados com dieta rica em gordura, (Lionetti, 1996 a; b; Iossa, 1997) e quando os mesmos foram expostos ao frio, houve um aumento na habilidade dos músculos para queimar gordura como substrato energético (Iossa, 2001). Em humanos submetidos a treinamento houve também uma maior habilidade dos músculos para queimar lipídios quando alimentados com dietas rica em gordura e expostos a treinamento físico (Smith, 2000). Em nosso experimento tanto no repouso como na.
(31) 29. atividade a dieta hiperlipídica estimulou uma maior queima de gordura o que indica adaptação das voluntárias à dieta, e está de acordo com estudo anterior no qual um grupo de indivíduos alimentados com dietas rica em gordura apresentou maior TMB e oxidação de gorduras que outro grupo que consumia dieta pobre em gordura (Cooling, 1998). Estes tipos de estudo levam a questionar o papel dos gorduras dietéticas no desenvolvimento de obesidade, e sugere que é necessário levar em consideração outros fatores tais como predisposição genética, fatores emocionais, ambientais entre outros antes de afirmar que a gordura dietética é principal componente da obesidade. Em nossos resultados a respeito dos lipídios séricos não foi encontrado alteração significativa dos mesmos, o que reforça estudos anteriores que não encontraram relação entre lipídios dietéticos e hiperlipemias (Stallones, 1983; Willet, 1998; Varela, 1986; McNamara, 2000). Análise de dados clínicos e epidemiológicos disponíveis indicam que para população geral o colesterol dietético não tem nenhuma contribuição significante para aterosclerose e risco de doença cardiovascular (McNamara, 2000; Weintraub, 2002). Os lipídios dietéticos estão associados ao aumento do colesterol sanguíneo (Shaefer, 1981; Keys 1959), porém em estudo anterior foi observado que o organismo humano é capaz de adaptar-se a uma dieta lipídica no período de sete dias (Azevedo, 1979). Em estudo recente observou-se que indivíduos alimentados com dietas rica em gordura, acompanhados por um período de doze meses apresentaram níveis de colesterol HDL aumentados e triglicerídeos circulantes diminuídos (Foster, 2003), em ratos foi observado que uma dieta com 60% de gordura de origem animal (banha) apresentou menor capacidade aterogênica do que em dieta com menor proporção 25% de gordura de mesma.
(32) 30. origem, e também não houve alteração dos níveis de colesterol circulantes (Varela, 1986; Pessoa, 1979). As bases bioquímicas podem explicar porque uma dieta rica em lipídios não alteraria os níveis de colesterol sanguíneo, sabe-se que existem mecanismos homeostáticos responsáveis pelo controle da produção do colesterol endógeno. Em dietas rica em lipídeos há uma grande formação de corpos cetônicos sendo assim a enzima HMG-CoA-sintetase estará toda desviada para formação do mesmo, estando assim indisponível para formação de colesterol tendo em vista que a mesma é uma enzima ponto chave do metabolismo de colesterol, pois participa da primeira reação de formação do mesmo (Nelson; 2000; Orten, 1984). As tendências atuais para promoção de saúde enfatizam a importância de se reduzir ingestão de gordura dietética. Porém, como a gordura dietética está reduzida, o conteúdo de carboidrato sobe tipicamente, e a redução desejada de concentrações de colesterol plasmático freqüentemente é acompanhada por uma elevação de triglicerídeos (Parks, 2000; Lichtenstein, 1998; Mensink, 1992). Pela análise da dieta habitual a maioria dos indivíduos de nosso experimento, com exceção de três, já consumiam uma dieta com lipídios acima das recomendações atuais que preconizam um consumo de lipídios > 30% das calorias totais da dieta para todos os indivíduos maiores de 2 anos de idade (USDA 1995; Kraus, 1996) e todos eles possuíam peso e lipídios séricos normais o que reforça a idéia de que para indivíduos normais o conteúdo de lipídios dietético não produz aumento de peso ou altera lipídios séricos..
(33) 31. Vale salientar que a voluntária que apresentou menor conteúdo de lipídios dietético foi também quem apresentou maior nível de colesterol sérico. Em nosso experimento houve diminuição, porém não significativa de triglicerídeos circulantes, resultado diferente de estudos anteriores onde houve marcante diminuição de triglicerídeos quando se consumiu uma dieta rica em lipídios (Azevedo, 1979; Araújo, 1975; Seakins, 1970). Este fenômeno pode ter ocorrido devido a maioria dos indivíduos já consumirem uma conteúdo de lipídios maior do que o recomendado e apresentarem níveis de triglicerídeos já baixo, pois é bem conhecido o efeito de dietas diminuídas em carboidratos para controle de triglicerídeos circulantes (Azevedo, 1979; Araújo, 1975; Seakins, 1970; Parks, 2000; Lewis, 1977; Foster, 2003). Este estudo contribui com informações importantes a respeito de dieta ricas em lipídios e eficiência energética, e levanta questionamentos a respeito do papel das mesmas em doenças cardiovasculares e aumento de peso..
(34) 32. 6. Conclusões. Diante do resultados pode-se concluir que: 1. Que houve boa aceitação da dieta lipídica e o valor calórico total aumentou significantemente em média 29,3%. 2. Não houve diferenças significativas entre a massa corporal anterior e posterior a dieta. 3. Houve aumento significativo do consumo de oxigênio tanto no repouso como no exercício após introdução da dieta rica em lipídios. 4. Não houve diferenças significativas nos níveis de triglicerídeos, colesterol total, colesterol LDL e colesterol HDL quando comparou-se dieta habitual e dieta experimental. 5. Não houve correlação entre consumo de lipídios e aumento nos lipídios séricos. Sendo assim os resultados indicam que o consumo de uma dieta com teor de gordura semelhante ao leite materno diminui a eficiência energética (aumenta consumo de oxigênio) em humanos o que pode explicar o não aumento do peso ou manutenção do mesmo, sem alterar lipídios séricos. Os resultados sugerem que dietas ricas em lipídios podem ser utilizadas com o objetivo de perda de peso sem alterar os lipídios circulantes. Estes resultados reforçam a necessidade de se reavaliar os conceitos a respeito dos efeitos adversos dos lipídios na dieta..
(35) 33. 7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS AGUIAR, C. M; VARANDAS, T.E; ASFORA, K. K; SANTOS, M DO C.M.S; BEZERRA, S. R. S; PINHEIRO, J. T. Pesquisa em seres humanos: Normalização para apresentação de protocolos. Recife, Universidade de Pernambuco, 1998. p.66-84. AMERICAN ACADEMY OF PEDIATRICS COMMITTEE ON NUTRITION: Statement on cholesterol. Pediatrics. 1998.101:141-7. AMERICAN ACADEMY OF PEDIATRICS. National cholesterol education program : report of the expert panel on blood cholesterol level in children and adolescents. Pediatrics. 1992. 89:525-84. ARAÚJO, C.R.C. DE. Manipulação dietética dos triglicerídeos. Recife, Universidade Federal de Pernambuco, Instituto de nutrição, 1975.44p.Tese AZEVEDO, M.C.N. DE A. Adaptação metabólica a alimentação hiperlipídica. Recife, Universidade Federal de Pernambuco, Instituto de Nutrição, 1979.44p.Tese BRAY GA; POPKIN B M Dietary fat intake does affect obesity!1–3. Am J Clin Nutr. 1998. 68: 1157–73. BURSZTEIN, S; ELWYN, D.H; ASKNSY, J; KINEY, J.M. Energy Metabolism, Indirect Calorimetry, and Nutrition. Baltimore: Williams e Wilkins. 1989 CLARCK, H.D; HOFFER, L.J. Reappraisal of the resting metabolic rate of normal young mem. American journal of clinical nutrition. 1991,53: 21-26. COOLING J; BLUNDELL J. Differences in energy expenditure and substrate oxidation between habitual high fat and low fat consumers (phenotypes). Int J O bes Relat Metab Disord. 1988 jul.22 (7):612-8..
(36) 34. COOLING J; BLUNDELL J. Lean males Righ and low-fat phenotypes – different rountes for achieving energy balance. Int J O bes Relat Metab Disord. 2000 Dec. 24 (12):1561-6 DUCAN K.H; BACON J.A; WEINSIER R.L. The effects of high and low energy density diet on satiety,enrgy intake, and eating time of obese and no obese subjects. Am J clin Nutr. 1983; 37:763-7. FOSTER G.D; WYATT H.R; HILL J.O; MCGUCKIN B.G; BRILL C; MOHAMMED B.S; SZAPARY P.O; RADER D.J; EDMAN J.S; KLEIN S. A Randomized Trial of a Low-Carbohydrate Diet for Obesity. N. Engl. J. Med. May 22, 2003. 348(21):2082– 2090. FERRANNINI, E. The theoretical bases of indirect calorimetry: A review. Metabolism, 1988.37:287-301. FRANCO, G. Tabela de composição de alimentos. Editora Atheneu. 9a edição 1995. GARROW, J. S. Energy Balance and Obesity in Man. Amsterdam: North-Holland. 1974. HARA K; ONIZAWA K; HONDA H; OTSUJI K; IDE T; MURATA M. Dietary diacylglycerol-dependent reduction in serum triacylglycerol concentration in rats. Ann Nutr Metab. 1993. 37:185–91. HARDY S.C; KLEINMAN R.D. Fat and Cholesterol in the diet of infants and young children. Implications for growth, development, and long-term health. J Pediatr 1994.125:S69-77. HARRIS, J.A. & BENEDICT, F.G. A Biometric Study of Basal Metabolism in Man. Boston: Carnegie Institution of Washington. 1919.
(37) 35. HILL J.O. Dietary Fat Intake and Regulation of Energy Balance: Implications for Obesity1,2. J. Nutr. 2000. 130:284S-288S. IOSSA, S; LIONETTI, L; MOLLICA, M.P; CRESCENZO, R; BARLETTA, A; LIVERINI, G. Effect of cold exposure on energy balance and liver respiratory capacity in post-weaning rats fed a high-fat diet. British Journal of Nutrition. 2001.(1) 89 – 96. IOSSA S; LIONETTI L; MOLLICA M.P; CRESCENZO R; BARLETTA A; LIVERINI G. Effect of long-term high-fat feeding on energy balance and liver oxidative activity in Rats. British Journal Of Nutrition. 2000. 84:(3) 377-385 IOSSA S; MOLICA M. P; LIONETTI L; BARLETTA A. LIVERINI G. Energy balance and liver respiratory activity in rats fed on na energy dense diet. British Journal Of Nutrition. 1997. 77: 99 – 105. KAMPHUIS, M.J.W ET AL. Diacylglycerols affect substrate oxidation and appetite in humans1,2,3. American Journal of Clinical Nutrition. 2003. 77(5):1133-1139. KATAN M.B; GRUNDY S.M; WILLETT W.C. Beyond low-fat diet. Clin Diabet.1997. 337:563-6. KENDALL A; LEVITSKY D.A; STRUPP B.J; ET AL Weight loss on a low-fat diet: consequence of the imprecision of the control of food intake in humans. Am J clin Nutr 1991. 53:1124-29. KEYS , A. ET AL. Prediction of serum cholesterol responses of man to changes in fat in diet. The Lancet.1959.959. KRAUS R.M; DECKELBAUM R.J; ERNEST N; FISHER E; HOWARD B.V; KNOPP R.H ; ET AL. Dietary guideline for healthy American adults: a statement for health.
(38) 36. professionals from nutrition Committee, American Heart Association. Circulation 1996. 94:1795-1800. KYRKOGATA M. S. Presentation A hypothesis out-of-date: The diet–heart idea. Journal of Clinical Epidemiology. 2002. 55:1057–1063 KUCZMARSKI M; FLEGAL K.M; CAMPBELL S.M; JOHNSON C.L. Increasing prevalence of overweight among US adults. The National Health and Nutrition Examination Surveys, 1960 to 1991. JAMA. 1994. 272:205–11. LEWIS S.B; WALLIN J.D; KANE J.P; GERICH J.E. Effect of diet composition on metabolic adaptations to hypocaloric nutrition: comparison of high carbohydrate and high fat isocaloric diets. Am J Clin Nutr. 1977. 30:160-70. LICHTENTEIN A.H ET AL Dietary Fat Consumption and health. Nutrition Reviewes, vol 56, 5, May 1998;S3-S28. LIONETTI L; IOSSA S; BRAND M.D; LIVERINI G. Relationship between membrane potential and respiration rate in isolated liver mitochondria from rats fed anergy dense diet. Molecular and Cellular Biochemistry .1996a. 158:133 – 138. LIONETTI L; IOSSA S; BRAND M.D; LIVERINI G. The mechanism of stimulation of respiration in isolated hepatocytes from rats fed an energy-dense diet. Nutritional biochemistry 1996b. 7: 571-576. LISSNER L; HEITMANN B.L. Dietary fat and obesity: evidence from epidemiology. Eur J Clin Nutr. 1995. 49:79-90. MCARDLE, W.D; KATCH, F.I; KATCH, V.L. Fisiologia do exercício: Energia, nutrição, Desempenho Humano. Rio de Janeiro, terceira edição, Editora Guanabara Koogan S.A. 1992.510p..
(39) 37. MACNAMARA, D.J. Dietary cholesterol and arteriosclerosis. Biochimica at Biophysica Acta (BBA) – Molecular and Cell Biology of Lipids. 2000.Vol.1529 (Issue 1-3):310-320. MANN G.V; SHAFFER R.D; ANDERSON R.S; SANDSTEAD H.H. Cardiovascular disease in the masai. J Atheroscler Res.1964.4:289–312. MANN GV, SPOERRY A, GRAY M, JARASHOW D. Atherosclerosis in the Masai. Am J Epidemiol. 1972. 95:26–37. MEDEIROS, MARIA DO CARMO. Dieta hiperlipidica e risco de doenças cardiovasculares. Recife, Universidade Federal de Pernambuco, Instituto de Nutrição, 1982.44p.Tese MENSINK R.P; KATAN M.B. Effect of dietary fatty acids on serum lipids and lipoproteins: a meta-analysis of 27 trials. Arterioscler Thromb Vasc Biol.1992. 12:911-9. MOLLICA M.P; IOSSA S; LIVERINI G, SOBOLL. Stimulation of oxygen consumption following addition of lipid substrates in liver and skeletal muscle from rats fed a hight-fat diet. Metabolism. 1999. 48:(10)1230-1235. MONTGOMERY, R; CONWAY, T; SPECTOR, A. Bioquimica : Uma abordagem dirigida por casos. São Paulo, 5 °edição, Editora Artes Médicas. 1994. 447p. MURASE T; MIZUNO T; OMACHI T, ET AL. Dietary diacylglycerol suppresses high fat and high sucrose diet-induced body fat accumulation in C57BL/6J mice. J Lipid Res. 2001. 42:372–8. MURRAY, M.J. ET AL. Serun cholesterol, triglycerides and heart disease of nomandie and sedentary tribesmen consuming isoenergetic diet of higth and low fat content. Brit.J.Nutr. 1978.39:159-163,.
(40) 38. MURATA M; IDE T; HARA K. Reciprocal responses to dietary diacylglycerol of hepatic enzymes of fatty acid synthesis and oxidation in the rat. Br J Nutr. 1997.77:107–21. MURGATROYD, P.R; SHETTY, P.S; PRENTICE, A.M. Techniques for the measurement of human energy expenditure: A practical guide. Inter Journ Obes and Rel met Dsord. 1993. 17:549-568. NAGAO T; WATANABE H; GOTO N; ONIZAWA K; TAGUCHI H; MATSUO N; YASUKAWA T; TSUSHIMA R; SHIMASAKI H; ITAKURA H. Dietary diacylglycerol suppresses accumulation of body fat compared to triacylglycerol in men in a doubleblind controlled trial. J Nutr. 2000.130:792–7. NELSON, DAVID L; MICHAEL M. COX. Lenhinger principles of biochemistry, 3ª edição. New York.Worth publishers. 2000. ORTEN J.M; NEUHAUS O. Bioquímica Humana. 10ª edição, Editora Panamericana Buenos Aires. 1984. PARKS E.J; HELLERSTEIN M.K. Carbohydrate-induced hypertriacylglycerolemia: historical perspective and review of biological mechanisms1–3. Am J Clin Nutr. 2000. 71:412–33. PASMAN W.J; SARIS W.H; WESTERTERP-PLANTENGA M.S. Predictors of weight maintenance. Obes Res.1999. 7:43–50. PATIÑO, J. F. Determinación del gasto energético básico / Basal metabolic rate determination. Rev. Colomb. 1990. 5 (2): 116-118..
(41) 39. PESSOA, D.C.N. DE P. Alimentação hiperlipidica e obesidade em ratos. Recife, Universidade Federal de Pernambuco, Centro de Ciências da Saúde, Deparatmento de nutrição, 1979.35p.Tese PINHEIRO A.B.V; LACERDA E.M.A; BENZECRY E.H; GOMES M.C.S; COSTA V.M. Tabela para avaliação de consumo alimentar em medidas caseiras., 4ª edição, Ed Atheneu, São Paulo /Rio de Janeiro/Belo Horizonte. 2001. POPKIN B. M. The nutrition transition in low-income countries: an emerging crisis. Nutr. Rev. 1994. 52:285-298. PRENTICE A.M; POPPIT S.D. Importance of energy density and macronutrients in the regulation of energy intake. Int J Obes. 1996.20 (suppl 2):S18–23. ROBERT. A. ROBERGS SCOTT, O ROBERTTS. Exercice Phisiologhy: Exercice,. Performance and Clinical Aplications. Editora Mosby. 1997.Capitulo 6 p.127-143. ROBERTS, S.B; MELVIN B. HEYMAN. Dietary Composition and Obesity: Do We Need to Look beyond Dietary Fat?1,2.Journal of Nutrition. 2000.130:267S. ROCK, C.L; THOMSON, C; CAAN, B.J; FLATT, S.W; NEWMAN, V; RITENBAUGH, C; MARSHALL, J.R; HOLLENBACH, K.A; STEFANICK, M.L; PIERCE, J.P. Reduction in fat intake is not associated with weight loss in most women after breast cancer diagnosis - Evidence from a randomized controlled trial. Cancer. 2001. 91(1):25-34. ROLLS B.J. Carbohydrate, fats and satiety. Amer J Clin Nutr. 1995.61:960S- 67S. SARIS W.H. Very low calorie diets and sustained weight loss. Obes Res 2001. 9(suppl): 295S–301S..
(42) 40. SCHAEFER, E.J ET AL. The effects of a low cholesterol, high polynsaturated fat and low fat diets on plasma lipid and lipoprotein cholesterol level in normal and hypercolesterolemic subjects. American Journal of Clinical Nutrition.1981.34: 1758. SCHRAUWEN, P; LICHTENBELT W.D.M; SARIS W.H; WESTERTERP K.R. Changes in fat oxidation in response to a high-fat diet. American Journal of Clinical Nutrition.1997. 66: 276-282. SCHUTZ Y; DEURENBERG P. Energy Metabolism: Overview of recent Methods Used in Human Studies. Ann Nutr Metab. 1996. 40:183-193. SEAKINS, A. FLORES, H. Dietary fat and serum triglycerides. West Indian Medical journal. 1970. 19:119. SEIDELL J. The impact of obesity on health status: some implications for health care costs. Int J Obes Relat Metab Disord. 1995.19(suppl):S13–6. SENEDECOR, G; COCHRAN, W. Statical methods. Ames, I.A: The Iowa State University Press.6 th. Ed.; 1967 SILVA, P.R.S; ROMANO A.; YAZBEK J.R.P; CORDEIRO, J.R; BATTISTELLA L.R. Ergoepirometria computadorizada ou calorimetria indireta : um método não invasivo de crescente valorização na avaliação cardiorrespiratória ao exercício. Rev Bras Med Esporte. 1998. 4(5) 147-158. SHEPPARD L; KRISTAL A.R; KUSHI L.H. Weight loss in women participating in a randomized trial of low fat diet. Am J clin Nutr.1991. 54:821-8. SMITH S.R; JONGE L; ZACHWIEJA J.J; ROY H; NGUYEN T; ROOD J; WINDHAUSER, M; VOLAUFOVA J; BRAY G.A. Concurrent physical activity.
(43) 41. increases fat oxidation during the shift to a high-fat diet1–3. Am J Clin Nutr. 2000. 72:131–8. STALLONES, R. A. Ischemic Heart Disease and lipids in blood and diet. Annual Review of Nutrition. 1983. 155-185. TAGUCHI H. WATANABE H. ONIZAWA K. ET AL. Double-blind controlled study on the effects of dietary diacylglycerol on postprandial serum and chylomicron triacylglycerol responses in healthy humans. J Am Coll Nutr. 2000. 19:789–96 TAUBES, G. The soft science of dietary fat. Science. 2001. 291 5513. USDA. Nutrition and your health. Dietary Guiderlines for American. U.S. Dept Health and Human Service : Fourth Ed, Home and Garden Bulletin n0 232;1995. VARELA, M.R. Dieta hiperlipidica e aterogenicidae em ratos, São Paulo, Universidade de São Paulo, Faculdade de Ciências farmacêuticas, 1986,79p.Tese WAHRLICH V; DOS ANJOS L.A: Aspectos históricos e metodológicos da medição e estimativa da taxa metabólica basal: uma revisão da literatura.Cad Saude Pública. Rio de Janeiro. 2001. 17(4):801-817. WATANABE H; ONIZAWA K; TAGUCHI H; ET AL. Effects of diacylglycerols on lipid metabolism in human. Nippon Yukagaku Kaishi 1997;46:309–14. WATANABE H, ONIZAWA K, TAGUCHI H, ET AL. Nutritional characterization of diacylglycerols in rats. J Jpn Oil Chem Soc. 1997. 46:301–7. WATANABE H, NAGAO T, GOTO N, ET AL. Long-term effects of dietary diacylglycerols on body fat metabolism in man. Nippon Yukagaku Kaishi. 1998. 47:369–76..
(44) 42. WEINTRAUB W.S Is atherosclerotic vascular disease related to a high-fat diet?. Journal of Clinical Epidemiology. 2002. 55:1064–1072 WILKINSON L. Systat: The Sistem for Statics. Evanston,Il: Systat;1990 WILLETT, W.C. Dietary fat and obesity: An unconvincing relation. American Journal Of Clinical Nutrition. 1998.68(6):1149 –1150. WILLETT, W.C. Is dietary fat a major determinant of body fat? American Journal Of Clinical Nutrition. 1998. 67(3): S556-S562. WORD HEALTH ORGANIZATION. REPORTE OF WORKING GROUP. Use and interpretation of antropometric indicators of nutritional status. Bulletin of world health organization. 1986.64:929-941. YAMAMOTO K, ASAKAWA H, TOKUNAGA K, ET AL. Long-term ingestion of dietary diacylglycerol lowers serum triacylglycerol in type II diabetic patients with hypertriglyceridemia. J Nutr. 2001.131:3204–7.
(45) 43. ANEXOS 1 TERMO DE CONSSENTIMENTO LIVRE ESCLARECIDO Nome: ______________________________________ Data de nascimento(dd/mm/aa):____________________________ Projeto de Pesquisa: LIPÍDIOS DIETÉTICOS E EFICIÊNCIA ENERGÉTICA Investigador (es): Jaide Almeida da Silva, mestranda, Universidade Federal de Pernambuco; Hernando Flores, Professor titular, Universidade Federal de Pernambuco; Manoel da Costa, professor substituto, Escola Superior de Ed Física /UPE. Propósito da pesquisa: breve introdução sobre obesidade e objetivos A prevalência de obesidade aumentou nos últimos anos e a causa deste problema permanecem obscuras, envolve uma série de componentes dentre eles hereditariedade e dieta,. Devido ao escasso conhecimento a cerca dos mecanismo envolvidos no controle de peso este estudo que envolve lipídeos dietéticos e consumo de oxigênio, torna-se importante para elucidar os mecanismos do controle de peso corporal e do metabolismo energético Procedimentos: Se você concordar em participar, você virá ao laboratório de bioquímica e fará todas as refeições durante 15 dia. Para determinar o metabolismo basal você terá de ficar de jejum por 12 hs e em repouso de 30min na posição supina para se medir consumo de oxigênio por um período de 10 min. Para determinar o metabolismo durante o exercício utilizar-se-á uma bicicleta ergométrica em teste de esforço padrão durante o qual será medido o consumo de oxigênio por 10 min. Será determinado seu perfil lipídico durante os dias 0, e 15 de consumo de dieta rica em gordura o qual será realizado no Laboratório de Análises Clínicas do HUOC (Hospital Universitário Oswaldo Cruz) Você terá também que anotar todo o seu consumo dietético 15.
(46) 44. dias antes e durante todo o período de dieta experimental. Se você desejar, nós lhe enviaremos os resultados da análise assim que estiverem prontos e compartilharemos os resultados de todas as análise. Se você não desejar ser informado dos seus resultados nós só o contaremos se estes mostrarem alguma anormalidade. Danos Potenciais desconfortos ou inconvenientes: Eventualmente durante o procedimento de medir consumo de oxigênio a pressão que o aparelho exerce sobre o músculo masseter poderá provocar desconforto. Benefícios potenciais Um benefícios por participar do estudo é contribuir para elucidar os mecanismos do controle de peso corporal e do metabolismo energético . Assim como ter conhecimento do seu perfil lipidíco e consumo de oxigênio. Benefícios para a população em geral oferecer alternativas de dietas controle do peso corporal. Confidencialidade: Todas as informações sobre você serão estritamente confidenciais, e nada que possa identifica-lo será publicado sem seu consentimento. Só os pesquisadores terão aceso aos dados. Os dados com seu nome serão destruídos, junto com informações de contato, depois que as amostras forem analisadas e você for informada do resultado ( se assim desejar) .Os dados sem ligações com a seu nome serão mantidos indefinidamente. Seu sangue não será utilizado para qualquer outro teste ou propósito que os que declarados aqui. Reembolso: Você não terá que gastar dinheiro nem tão pouco será pago par participar da pesquisa. Você recebera todas as refeições durante o período experimental por participação. Participação: A participação é voluntária. Se você escolher não participar não haverá nenhum problema. Se escolher participar deste estudo poderá desistir a qualquer momento. Você terá acesso a.
(47) 45. atendimento médico e dietético para agravos ou desconforto á sua saúde que por ventura vier a ocorrer. Patrocínio Todos os gastos com esta pesquisa serão de inteira responsabilidade do Laboratório de Bioquímica da Nutrição. Se você quiser saber sobre a fonte dos recursos, por favor discuta isto com o investigador responsável, Dr Hernando flores. Ética O protocolo de estudo e esta forma de consentimento forma revisados e aprovados pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Centro de Ciências da Saúde da Universidade Federal de Pernambuco. Consentimento: Eu Declaro que os procedimentos descritos acima me foram explicados e que todas minhas perguntas foram respondidas a minha satisfação. Fui informado do direito de não participar e do direito de abandonar o estudo, sem nenhum tipo de sanção para mim ou para qualquer membro da minha família. Foram também explicados os possíveis danos e desconfortos, e entendo os benefícios de participar do estudo. Eu sei que posso esclarecer agora, ou no futuro, qualquer dúvida que tiver sobre o estudo e ou procedimentos do estudo. Tenho ciência de que os registros que possam me identificar serão mantidos em sigilo e que nenhuma informação que permita me identificar será divulgada, sem minha permissão, amenos que viole a lei. Eu concordo em participar por este meio. ______________________________________________ Nome e idade da pessoa que está dando consentimento _______________________________________ Nome de pessoa que obteve o consentimento ______________________________________ Nome responsável pela pesquisa. _______________________ data assinatura. ______________________________ data e assinatura _______________________________ data e assinatura.
(48) 46. ANEXO 2 Parecer do Comitê de Ética de Pesquisa em humanos CCS/UFPE.
(49) 47. ANEXO 3 CARDÁPIO DA DIETA RICA EM GORDURAS ARROZ-DE-CARRETEIRO ARROZ-DOCE STROGONOFE DE CARNE STROGONOFE DE GALINHA BIFE A MILANESA CRÈME ROSADO ARROZ REFOGADO MAIONESE DE PEIXE SOPA DE VERDURA FRANGO COM CALABRESA FEIJÃO-TROPEIRO ARROZ CHINÊS FRANGO AO MOLHO DE AMEDOIN BACALHAU GRATINADO MUNGUZÁ FRANGO A PARMEGIANA C/ MOLHO BRANCO BIFE Á PARMEGIANA C/ MOLHO BRANCO FRANGO FRITO ORIENTAL.
(50) 48. ANEXO 4 FORMULÁRIO PARA DIÁRIO ALIMENTAR Data. Alimento. Quantidade Medida Caseira.
(51)
Documentos relacionados
O texto de Jacques-Alain Miller, “Efeito de retorno à psicose ordinária”, fruto de um seminário de língua inglesa em Paris, é extremamente importante para a clínica
Muitos são escravos negros que apanharam muito quando em vida no corpo físico, eram levados para locais isolados de seus familiares e amigos, locais onde morriam atrofiados,
Luiz é graduado em Engenharia Elétrica com ênfase em Sistemas de Apoio à Decisão e Engenharia de Produção com ênfase em Elétrica pela PUC/RJ e possui Mestrado
Em Campinas, São Paulo, o Ambulatório de Violência contra Criança e Adolescentes (VCCA), localizado no Hospital das Clínicas (HC) da Universidade Estadual de
Discutir os benefícios alcançados até o momento (físico, econômico, social, etc); discutir as estratégias que os usuários vêm utilizando para lidar com a
A espectrofotometria é uma técnica quantitativa e qualitativa, a qual se A espectrofotometria é uma técnica quantitativa e qualitativa, a qual se baseia no fato de que uma
A Psicologia, por sua vez, seguiu sua trajetória também modificando sua visão de homem e fugindo do paradigma da ciência clássica. Ampliou sua atuação para além da
Planta do observatório astronómico idealizado por Monteiro da Rocha, a ser construído no Pátio da Universidade [desenho aguarelado].. UCFCT Observatório