INDICE
C
ARTA DOR
EITOR1
R
ELATÓRIO DE GESTÃO CONSOLIDADO3
1.
S
UMÁRIO EXECUTIVO3
2. A
TIVIDADE DOG
RUPOU.P
ORTO5
2.1
C
ARATERIZAÇÃO DAS ATIVIDADES DESENVOLVIDAS PELOG
RUPOU.P
ORTO6
2.1.1
I
NVESTIGAÇÃO6
2.1.2
F
ORMAÇÃO8
2.1.3
D
ESENVOLVIMENTO ECONÓMICO E SOCIAL10
2.2
B
REVE CARATERIZAÇÃO DA ATIVIDADE DAS ENTIDADES PARTICIPADAS DOG
RUPOU.P
ORTO12
2.2.1
INEGI
-
I
NSTITUTO DEE
NGENHARIAM
ECÂNICA EG
ESTÃOI
NDUSTRIAL12
2.2.2
INESC-PORTO
-
I
NSTITUTO DEE
NGENHARIA DES
ISTEMAS EC
OMPUTADORES DOP
ORTO12
2.2.3
IPATIMUP
-
I
NSTITUTO DEP
ATOLOGIA EI
MUNOLOGIAM
OLECULAR DAU
NIVERSIDADE DOP
ORTO13
2.2.4
IBMC
-
I
NSTITUTO DEB
IOLOGIAM
OLECULAR EC
ELULAR14
2.2.5
INEB
-
I
NSTITUTON
ACIONAL DEE
NGENHARIAB
IOMÉDICA15
2.2.6
CIIMAR
-
C
ENTROI
NTERDISCIPLINAR DEI
NVESTIGAÇÃOM
ARINHA EA
MBIENTAL16
2.2.7
ICETA
-
I
NSTITUTO DEC
IÊNCIAS ET
ECNOLOGIASA
GRÁRIAS EA
GRO-A
LIMENTARES16
2.2.8
A
SSOCIAÇÃOEGP-U.P
ORTO17
2.2.9
UPTEC
-
A
SSOCIAÇÃO DET
RANSFERÊNCIA DET
ECNOLOGIA DAA
SPRELA17
2.2.10
FGT
-
F
UNDAÇÃOG
OMEST
EIXEIRA18
3. A
NÁLISE DA SITUAÇÃO ECONÓMICO-
FINANCEIRA20
3.1
N
OTA INTRODUTÓRIA20
3.2
B
ALANÇO CONSOLIDADO23
3.3
D
EMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS CONSOLIDADOS26
3.4
D
EMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA CONSOLIDADOS29
B
ALANÇO CONSOLIDADO31
D
EMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS CONSOLIDADOS33
D
EMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA CONSOLIDADOS(
MÉTODO DIRETO)
34
A
NEXO AOB
ALANÇO CONSOLIDADO E ÀD
EMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS CONSOLIDADOS36
C
ERTIFICAÇÃOL
EGAL DASC
ONTAS61
INDICE
DOS
QUADROS
Q
UADRO1:
I
NDICADORES DEB
ALANÇO POR ENTIDADE–
2010
A2012
4Q
UADRO2:
I
NDICADORES DAD
EMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS POR ENTIDADE–
2010
A2012 4
Q
UADRO3:
O
UTROS INDICADORES POR ENTIDADE–
2010
A2012 5
Q
UADRO4:
S
ÍNTESE DA ATIVIDADE NO DOMÍNIO DAI
NVESTIGAÇÃO EM2012
PELO PERÍMETROU.P
ORTO7
Q
UADRO5:
A
TIVIDADE NO DOMÍNIO DAI
NVESTIGAÇÃO PELOSI
NSTITUTOS DE I&
D E DEMAIS ENTIDADES DO PERÍMETROU.P
ORTO 8Q
UADRO6:
S
ÍNTESE DA ATIVIDADE NO DOMÍNIO DAF
ORMAÇÃO EM2012
PELO PERÍMETROU.P
ORTO9
Q
UADRO7:
S
ÍNTESE DA ATIVIDADE NO DOMÍNIO DOD
ESENVOLVIMENTO ECONÓMICO E SOCIAL EM2012
PELO PERÍMETROU.P
ORTO 11Q
UADRO8:
M
ONTANTE FINANCIAMENTO VIA PRESTAÇÕES DE SERVIÇOS EM2012
PELO PERÍMETROU.P
ORTO11
Q
UADRO9:
E
NTIDADES INCLUÍDAS NO PERÍMETRO DE CONSOLIDAÇÃO EM2012 20
Q
UADRO10:
C
ONTRATOS DEF
INANCIAMENTO DAUPTEC 22
Q
UADRO11:
P
RINCIPAIS RUBRICAS DOA
TIVO LÍQUIDO–
2011
E2012 23
Q
UADRO12:
P
RINCIPAIS RUBRICAS DOSF
UNDOS PRÓPRIOS E DOP
ASSIVO–
2011
E2012 25
Q
UADRO13:
E
STRUTURA DEC
USTOS–
2011
E2012 26
Q
UADRO14:
E
STRUTURA DEP
ROVEITOS–
2011
E2012 27
Q
UADRO15:
E
VOLUÇÃO DOSR
ESULTADOS–
2011
E2012 28
Q
UADRO16:
E
VOLUÇÃO DOSI
NDICADORES ECONÓMICOS–
2011
E2012 28
1/64
C
ARTA DOR
EITORO ano de 2012 foi marcado por um quadro de instabilidade institucional no nosso país com grande impacto ao nível quer da autonomia universitária, quer do financiamento do Ensino Superior e da investigação. Este quadro tem vindo sucessivamente a ameaçar a sustentabilidade a médio prazo do Ensino Superior e do modelo de produção de ciência em Portugal.
Apesar de todo este contexto, o documento que agora se apresenta demonstra bem que a Universidade do Porto (U.Porto) tem, não só conseguido ultrapassar os desafios que lhe são sucessivamente colocados, mas também contribuído de forma positiva para o crescimento do investimento, do emprego e da competitividade do tecido social e económico, sendo catalisadora de novos processos de crescimento económico tão prementes no nosso país.
Esta situação resulta, certamente, em grande parte, do entrosamento e da interdisciplinaridade das atividades desenvolvidas no seio do Grupo U.Porto, bem como, da partilha de conhecimentos e recursos conducentes a níveis superiores de eficiência e eficácia, o que permitiu enfrentar com sucesso as dificuldades e os novos contextos em que nos movimentamos. A U.Porto está hoje, mais forte e com maior capacidade competitiva, tanto nacional, como internacionalmente: a qualidade da formação ministrada tem vindo ser cada vez mais reconhecida, a investigação desenvolvida tem revelado níveis elevados de qualidade e inovação e a valorização social e económica desse conhecimento tem apresentado um alcance crescente.
Hoje, a U.Porto reúne quase 32 mil estudantes dos quais mais de 10% são estrangeiros, provenientes de 111 países diferentes. Acolhe também muitas centenas de docentes e investigadores estrangeiros no âmbito de projetos científicos, congressos e outras iniciativas académicas. Para além do impacto económico e social da presença de estrangeiros na nossa região, esta dinâmica potencia a promoção internacional e aumenta a projeção do nosso país no estrangeiro.
Sendo responsável pela formação de muitos quadros qualificados das nossas empresas e instituições, a U.Porto muito contribui também por esta via para o desenvolvimento social e económico do país. Por outro lado, a relação com as empresas e outras instituições tem vindo a ser intensificada, em particular ao nível da investigação, do desenvolvimento de produtos, da prestação de serviços e da transferência de tecnologia. A produção científica da U.Porto tem aberto o caminho a uma cultura de inovação, a partir da qual o conhecimento adquire valor social e económico.
A valorização económica do conhecimento passa ainda pela promoção do empreendedorismo, proporcionando condições para a criação de spin-offs e para a incubação de empresas. Neste âmbito, a Universidade atingiu, em 2012, as 113 empresas residentes, ascendendo a mais de 900 o número de contratados por essas empresas, na sua esmagadora maioria capital humano qualificado.
2/64
Apesar das inconstâncias dos tempos atuais, continuaremos a trabalhar no sentido de encontrar novas soluções de gestão que aportem novas conquistas. Para tanto, contamos com o contributo de todos. Todos contam para que, através do seu conhecimento, do seu espírito de colaboração e equipa, do seu empenho e ambição possamos continuar a ser mais e melhor U.Porto, mais e melhor região, mais e melhor país.
José Carlos D. Marques dos Santos
3/64
R
ELATÓRIO DE GESTÃO CONSOLIDADONo cumprimento das disposições legais e estatutárias, o Conselho de Gestão da U.Porto submete à apreciação dos Senhores Membros do Conselho Geral, o RELATÓRIO DE GESTÃO CONSOLIDADO, o BALANÇO CONSOLIDADO, a DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS e dos FLUXOS DE CAIXA CONSOLIDADOS, assim como os respetivos anexos relativos ao exercício de 2012.
1. S
UMÁRIO EXECUTIVOO presente documento identifica e sintetiza as atividades mais relevantes desenvolvidas em 2012 pelas entidades que constituem o perímetro de consolidação da U.Porto (perímetro U.Porto), designadamente a Reitoria, as Unidades Orgânicas de Ensino e Investigação (UOs), os Serviços Autónomos (SAs)1, os laboratórios de I&D que estão associados à Universidade, bem como outras entidades participadas que prosseguem fins alinhados à sua missão, a saber:
CIIMAR - Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental;
Associação EGP-U.Porto;
FGT - Fundação Gomes Teixeira;
IBMC - Instituto de Biologia Molecular e Celular;
ICETA - Instituto de Ciências e Tecnologias Agrárias e Agro-Alimentares;
INEB - Instituto Nacional de Engenharia Biomédica;
INEGI - Instituto de Engenharia Mecânica e Gestão Industrial;
INESC-Porto - Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores do Porto;
IPATIMUP - Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto;
Loja da Universidade do Porto, Lda.;
UP SGPS - Universidade do Porto, SGPS Unipessoal, Lda.;
UPMÉDIA - Conteúdos Multimédia, Lda.;
UPTEC - Associação de Transferência de Tecnologia da Asprela.
1
Informação mais detalhada sobre as atividades desenvolvidas pela Reitoria, pelas Unidades Orgânicas de Ensino e Investigação e pelos Serviços Autónomos pode ser encontrada no Relatório de Atividades da U.Porto para o ano de 2012, disponível em: http://sigarra.up.pt/up/pt/conteudos_service.conteudos_cont?pct_id=17235&pv_cod=14a7azzTinSh.
4/64
Nos quadros seguintes apresenta-se a evolução, nos últimos 3 anos, de um conjunto de indicadores para cada uma das entidades que integram o perímetro U.Porto.
QUADRO 1:INDICADORES DE BALANÇO POR ENTIDADE –2010 A 20122
QUADRO 2:INDICADORES DA DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS POR ENTIDADE –2010 A 20122
2 Os dados apresentados correspondem, para cada um dos exercícios identificados, à informação individual da U.Porto, assim como à de cada uma das entidades que integram o perímetro U.Porto. Note-se contudo que, uma vez que no Grupo U.Porto, apenas a “entidade-mãe” utiliza o POC – Educação, sendo que as restantes entidades prepararam as suas demonstrações financeiras no quadro do SNC - Sistema de Normalização Contabilística (vide NOTA 9 do ANEXO AO BALANÇO CONSOLIDADO E À DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS CONSOLIDADOS), por questões de comparabilidade, para essas entidades, os valores evidenciados são os que resultam da reclassificação de SNC para o POC – Educação efetuada pela U.Porto.
Em milhares de Euros 2012 2011 2010 2012 2011 2010 2012 2011 2010 U.Porto 115.129 114.720 69.737 57.400 53.687 56.273 235.309 231.891 188.859 CIIMAR 1.238 1.199 2.572 1.921 909 1.305 4.865 3.490 3.523 Associação EGP-U.Porto 10.852 1.678 1.519 1.847 2.061 1.427 14.029 2.926 2.198 FGT 175 207 209 161 409 680 322 566 836 IBMC 11.239 18.436 10.650 541 426 1.064 13.153 20.735 13.448 ICETA 9.844 12.263 820 3.654 4.227 2.642 10.988 14.044 2.539 INEB 2.649 2.871 12 2.850 2.538 1.160 5.833 6.185 2.458 INEGI 2.207 2.424 2.341 28 124 152 7.748 8.663 7.625 INESC-Porto 2.254 1.482 2.355 33 113 109 7.607 5.606 4.908 IPATIMUP 807 962 685 6.788 6.465 7.847 3.596 4.202 4.904 Loja UP 39 45 13 35 43 61 42 50 70 UP SGPS 7 46 43 65 263 267 1 41 41 UPMÉDIA 3 13 13 3 6 6 4 52 58 UPTEC 9.817 14.878 15.358 3.337 6.276 65 26.362 29.032 22.381
Entidades Dívidas de Terceiros Disponibilidades Passivo
Em milhares de Euros 2012 2011 2010 2012 2011 2010 2012 2011 2010 2012 2011 2010 U.Porto 192.003 214.986 220.865 186.214 191.592 211.248 115.766 126.895 146.824 5.788 23.394 9.617 CIIMAR 4.303 4.116 4.152 4.193 4.355 4.149 1.842 1.927 1.619 110 (240) 2 Associação EGP-U.Porto 5.512 5.789 6.022 5.639 5.766 5.993 1.174 1.140 1.101 (127) 23 29 FGT 1.075 1.206 1.345 1.113 1.206 1.344 136 171 177 (38) 0 1 IBMC 10.641 11.122 10.754 10.605 10.623 10.645 4.212 3.849 4.337 36 499 109 ICETA 7.484 7.418 5.700 7.013 6.713 6.202 2.292 2.564 2.093 471 705 (503) INEB 2.936 6.478 2.265 2.632 5.968 2.195 945 913 1.008 304 510 70 INEGI 6.411 6.464 5.992 6.172 6.453 6.084 2.783 2.842 3.307 238 11 (92) INESC-Porto 11.869 11.314 10.043 11.855 11.296 10.030 3.936 3.889 4.767 14 17 13 IPATIMUP 5.462 5.663 5.603 5.380 5.872 5.629 1.713 1.840 2.166 82 (209) (27) Loja UP 153 200 144 151 197 174 23 30 38 2 4 (29) UP SGPS 10 10 40 29 7 55 - - - (20) 3 (14) UPMÉDIA 51 102 85 16 95 107 4 85 83 35 6 (22) UPTEC 1.641 1.340 457 2.238 1.770 811 310 172 164 (596) (430) (354)
5/64 QUADRO 3:OUTROS INDICADORES POR ENTIDADE –2010 A 20122
2. A
TIVIDADE DOG
RUPOU.P
ORTOA par do Relatório de Atividades da U.Porto para o ano de 2012, o presente documento estrutura a atividade desenvolvida no perímetro U.Porto segundo os temas estratégicos definidos pela Universidade - Investigação, Formação e Desenvolvimento Económico e Social. Esta estruturação torna mais imediato o acompanhamento de evoluções e tendências, viabilizando um conhecimento mais objetivo do Grupo U.Porto segundo a matriz estratégica aprovada.
Atentas estas três dimensões de análise, devidamente detalhadas nas próximas secções, conclui-se que a U.Porto tem crescido por força, não só das suas UOs e SAs, mas também das suas entidades associadas e que integram o seu perímetro. Será, ainda assim, importante garantir que esse crescimento se continue a perpetuar à custa, quer do entrosamento e interdisciplinaridade das atividades desenvolvidas no Grupo U.Porto, quer da partilha de conhecimentos e recursos tendo em vista um aumento da eficácia e da eficiência da gestão dos mesmos. Esta é uma preocupação que se afigura como legítima atentos, nomeadamente, os tempos de escassez económico-financeira que o Ensino Superior vive. Não restarão, pois, dúvidas de que há necessidade de encontrar novas soluções para a gestão que aportem para a U.Porto uma menor exposição às inconstâncias do financiamento, explorando-se para o efeito uma gestão mais integrada dos ativos institucionais da Universidade.
Em milhares de Euros 2012 2011 2010 2012 2011 2010 U.Porto 37.884 41.127 54.200 16.290 30.500 19.615 CIIMAR 3.977 3.915 3.097 314 44 398 Associação EGP-U.Porto 227 32 - (73) 78 139 FGT 67 182 1.629 (23) 6 (31) IBMC 10.295 6.634 7.072 243 717 174 ICETA 6.007 6.832 4.947 588 977 36 INEB 2.933 1.693 1.424 (31) 426 126 INEGI 2.988 2.445 2.129 808 495 418 INESC-Porto 7.412 5.006 4.462 336 436 357 IPATIMUP 3.469 3.124 3.302 (78) (535) (475) Loja UP - - - 10 14 (20) UP SGPS - - - (4) (3) 34 UPMÉDIA 3 2 6 41 7 (21) UPTEC 5.076 547 439 (512) (397) (250)
b EBITDA = Resultados operacionais + Amortizações + Provisões
Entidades Recebimentos de Projetos a
EBITDAb
aRecebimentos de projetos (em sentido lato) = Subsídios correntes (investigação/outros) + Subsídios de investimento (investigação/outros)
6/64 2.1 CARATERIZAÇÃO DAS ATIVIDADES DESENVOLVIDAS PELO GRUPO U.PORTO
2.1.1 INVESTIGAÇÃO
Pese embora os constrangimentos evidentes no acesso ao financiamento, a atividade associada à INVESTIGAÇÃO foi realizada em 2012 e, à semelhança dos anos anteriores, de forma regular, conduzida com rigor científico e no respeito pelos valores éticos, procurando um nível de excelência e de reconhecimento internacional entre os pares nas diversas áreas de conhecimento. Para tanto contribuiu o esforço desenvolvido, quer pelas entidades de investigação acolhidas nas UOs, quer pelos organismos de investigação e desenvolvimento com personalidade jurídica própria de que a U.Porto é associada. Todos estes organismos exerceram o direito de intervenção institucional na definição das orientações estratégicas referentes à investigação e à formação pós-graduada na sua área de atividade.
Com o objetivo de dinamizar uma política consolidada para as atividades de I&D+i, traduzida também numa maior articulação entre os grupos de I&D+i da U.Porto e os Institutos de Interface, foram iniciados os trabalhos do Conselho Coordenador da I&D+i3, tendo sido debatido, entre outros, o enquadramento da participação dos docentes da U.Porto em atividades de investigação. Foi também aprovada a proposta de consórcio do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da U.Porto, enquanto estrutura federativa dos grupos de investigação de qualidade da área da saúde, agregadora de equipamentos avançados suscetíveis de uso comum. Foram ainda criadas as Comissões Instaladoras do Pólo do Mar e do Media Innovation Lab, promovendo modelos de governo que envolvem os institutos de I&D e as Faculdades na dinamização integrada dos projetos a que se destinam. Esta crescente articulação entre os ativos da U.Porto tem como objetivo principal potenciar, também, a internacionalização, não só via transferência de tecnologia e projetos internacionais, mas também legitimando a oferta de formação pós-graduada (3º ciclo) interdisciplinar e com projeção internacional. Para o efeito, o Grupo U.Porto manteve a sua atividade de cooperação internacional em redes e associações, iniciada em anos anteriores. Em especial, foi privilegiada a adesão a redes e consórcios interdisciplinares financiados, com incidência em áreas de importância estratégica para a Universidade e que contavam já com outras instituições internacionais de referência.
Em termos de indicadores de atividade, sintetizados no QUADRO 4, as entidades do perímetro contribuíram de forma evidente para o número de projetos de investigação em execução na U.Porto, projetos que, na sua maioria visam a criação de conhecimento e desenvolvimento científico e tecnológico. As entidades associadas asseguravam, em 2012, cerca de 56% do total de projetos em execução pelo grupo alargado da U.Porto. A maioria destes projetos (cerca de 83%) foi desenvolvida no contexto nacional, assistindo-se, ainda assim, a um número muito relevante de projetos desenvolvidos no quadro internacional (cerca de 17%). De notar, também,
7/64
a elevada participação do Grupo U.Porto em redes de cooperação, quer no âmbito do Sistema Nacional e Europeu de Inovação, quer no âmbito dos Pólos de Competitividade e Clusters, resultado das Estratégias de Eficiência Coletiva nacionais. Já no que toca às publicações, as entidades associadas estiveram envolvidas num elevado número de publicações do Grupo U.Porto4 (38% do total das publicações ISI-WoS e 31% do total das publicações Scopus). Este resultado demonstra o elevado entrosamento das atividades desenvolvidas pelos vários ativos institucionais da Universidade.
QUADRO 4:SÍNTESE DA ATIVIDADE NO DOMÍNIO DA INVESTIGAÇÃO EM 2012 PELO PERÍMETRO U.PORTO
Investigação
UOs, SASUP, Reitoria
2012
Institutos de I&D e demais entidades que integram o
perímetro 2012 Consolidado 2012 Consolidado 2011 Total Sem UOs/RUPa Projetos de investigação
Nº projetos de investigação com financiamento
nacional liderados e em execução 226 355 581
1.030 Nº projetos de investigação com financiamento
nacional participados e em execução 191 317 236 427
Nº projetos de investigação com financiamento
internacional liderados e em execução 19 26 45
242 Nº projetos de investigação com financiamento
internacional participados e em execução 93 74 69 162
Montante de financiamento obtido via programas competitivos, nacionais e internacionais (milhões de Euros)
24,1 30,6 54,7 37,6
Redes e associações estrangeiras
Nº redes e associações estrangeiras 54 190 244 210
Produção científica
Nº documentos ISI-WoS e Scopus (Scimago) publicados ISI-WoS: 2.777 Scopus: 2.876 ISI-WoS: 1.125 Scopus: 938 ISI-WoS: 199 Scopus: 159 ISI-WoS: 2.976 Scopus: 3.035 ISI-WoS: 2.805 Scopus: 2.979 Reuniões científicas
Nº reuniões científicas internacionais organizadas 222 115 337 319
a
Atividades que não tenham participação de UOs ou Reitoria.
4
Alguns laboratórios de I&D avaliam a sua produção científica a partir do número de publicações, independentemente de estarem referenciados na ISI-WoS ou Scopus. Será assim de assegurar no futuro a harmonização em todas as entidades dos referenciais a nível dos indexadores relevantes para as publicações científicas.
8/64 QUADRO 5:ATIVIDADE NO DOMÍNIO DA INVESTIGAÇÃO PELOS INSTITUTOS DE I&D E DEMAIS ENTIDADES DO PERÍMETRO U.PORTO
Entidade Projetos investigação liderados Projetos investigação participados Financiamento via programas competitivos (milhões de Euros)
Nacionais Internacionais Nacionais Internacionais Nacionais e internacionais
CIIMAR 42 1 22 13 3,9 EGP - 1 - - - FGT - 1 51 11 1,0 IBMC 77 13 ND ND 11,0 ICETA 83 6 45 3 2,9 INEB 28 1 8 4 2,1 INEGI 21 1 32 7 2,7 INESC-Porto 46 2 98 28 5,2 IPATIMUP 58 - 61 8 1,9 Total 355 26 317 74 30,6 2.1.2 FORMAÇÃO
No que importa à FORMAÇÃO pré-graduada, a atividade desenvolvida pelo Grupo U.Porto está circunscrita, na generalidade, à atividade desenvolvida pelas UOs da Universidade, as quais, em articulação com a Reitoria, ajudaram a estabilizar os instrumentos internos relativos à acreditação prévia dos ciclos de estudos, atento o atual quadro normativo aplicável à avaliação da qualidade e à acreditação do Ensino Superior. Para o sistema interno de garantia da qualidade em muito contribuiu a atividade do CCMEUP - Conselho Coordenador do Modelo Educativo da Universidade do Porto, Conselho que tem assumido objetivos de transversalidade das atividades pedagógicas e de promoção da melhoria sustentada da qualidade da formação na U.Porto.
Dando seguimento aos trabalhos dos anos anteriores, foram publicados, em 2012, os resultados do inquérito aos diplomados em 2010, no âmbito do Observatório do Emprego da U.Porto, resultados que permitiram concluir que a empregabilidade dos diplomados da U.Porto é genericamente positiva, atenta a situação do país. O estudo permite ainda verificar uma elevada taxa de fidelização dos diplomados à U.Porto: 75% dos diplomados de 1º ciclo que prosseguiram estudos permaneceram na U.Porto, verificando-se, à semelhança dos resultados dos anos anteriores, que a continuidade dos estudos tem em vista a melhoria de qualificações para a inserção profissional, seguido do aprofundamento de conhecimentos e competências na sua área científica, bem como o desenvolvimento das capacidades pessoais. O inquérito aos diplomados em MI e 2.º ciclo (mestres) revela uma taxa de emprego situada nos 78%, melhor que a situação genérica do país.
Já no que toca à FORMAÇÃO pós-graduada, os organismos de investigação e desenvolvimento com personalidade jurídica própria de que a U.Porto é associada continuaram a assegurar um apoio determinante em alguns programas de pós-graduação da Universidade, em particular no que concerne ao acolhimento de estudantes bolseiros, também estrangeiros, e à supervisão de trabalhos de pós-graduação. Também neste âmbito,
destaca-9/64
se a atividade da Porto Business School, escola que tem tido uma notoriedade internacional crescente comprovada pela presença nos rankings internacionais. A maioria das entidades constitutivas do perímetro tem também assegurado a realização de ações de formação especializadas e desenhadas à medida das necessidades das empresas, ações essas que, em alguns casos, por serem dirigidas a entidades não residentes, se enquadram na estratégia de internacionalização adotada.
Os indicadores de atividade vertidos no QUADRO 6 evidenciam que o Grupo U.Porto conseguiu atrair cerca de 7 mil estudantes para as ações de formação não conferente de grau, para além dos cerca de 31.500 estudantes a frequentar os programas conferentes de grau. Em 2012, a U.Porto acolhia perto de 17 mil estudantes de pré-graduação (estudantes inscritos em programas de 1º ciclo e na componente de licenciatura dos Mestrados Integrados - MI) e cerca de 14.500 estudantes de pós-graduação (estudantes inscritos em 2º ciclo e na correspondente componente dos MI, ou em doutoramento/3º ciclo). O número de estudantes de pós-graduação tem vindo a ganhar maior representatividade, aproximando-se dos 46% do total da comunidade estudantil. Concomitantemente, cerca de 53% do total dos diplomados da U.Porto obtiveram, em 2012, o diploma de mestre MI, 2º ciclo ou 3º ciclo.
QUADRO 6:SÍNTESE DA ATIVIDADE NO DOMÍNIO DA FORMAÇÃO EM 2012 PELO PERÍMETRO U.PORTO
Formação UOs, SASUP, Reitoria 2012 Institutos de I&D e demais entidades que integram o perímetro 2012 Consolidado 2012 Consolidado 2011
Ciclos de estudos conferentes de grau
Nº estudantes inscritos em programas de 1º ciclo 9.654 NA 9.654 9.417
Nº estudantes inscritos em programas de MI 12.819 NA 12.819 12.794
Nº estudantes inscritos em programas de 2º ciclo 5.754 NA 5.754 5.744
Nº estudantes inscritos em programas de 3º ciclo 3.247 NA 3.247 3.609
Nº diplomados de 1º ciclo e licenciado MI 3.327 NA 3.327 3.233
Nº diplomados de MI (mestre) 1.781 NA 1.781 1.697
Nº diplomados de 2º ciclo 1.566 NA 1.566 1.688
Nº diplomados de 3º ciclo 401 NA 401 286
Ciclos de estudos não conferentes de grau
Nº estudantes inscritos em programas de formação contínua 5.371 1.763 7.134 6.996
Nº horas de formação ministradas 30.683 2.397 33.080 29.393
Programas de mobilidade
Nº estudantes em mobilidade out 1.032 NA 1.032 1.033
Nº estudantes em mobilidade in 1.560 NA 1.560 1.474
Nº docentes e investigadores em mobilidade out 84 4 88 104
10/64 2.1.3 DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO E SOCIAL
No domínio do DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO E SOCIAL, continuou a ser evidente o esforço levado a cabo pelos laboratórios de I&D que estão associados à Universidade, bem como por outras entidades participadas que prosseguem fins alinhados à sua missão, no sentido de criar mais e melhores condições para a transferência de tecnologia e o lançamento de novas empresas de base tecnológica no universo da U.Porto.
Este esforço foi reforçado pela contínua preocupação das UOs da U.Porto de, também elas próprias, promoverem uma relação de proximidade com as redes empresariais, relação potenciadora de sinergias quer no ensino, através por exemplo da elaboração de dissertações em ambiente empresarial, quer na investigação, via a prestação de serviços de I&D ou consultadoria tecnológica.
A par destas iniciativas deu-se, também, continuidade ao apoio e à promoção da propriedade intelectual, através de atendimento personalizado às comunidades docente, investigadora e discente, com vista a estimular a investigação com potencial de valorização económica. De referir, também, a forte aposta na criação de projetos e desenvolvimento de ações que fomentem o empreendedorismo, investindo o Grupo U.Porto cada vez mais na criação de competências, infraestruturas, serviços e eventos capazes de impulsionar o potencial empreendedor que existe no perímetro U.Porto.
A forte aposta de todos os atores institucionais da U.Porto para participar na definição e implementação das políticas de desenvolvimento económico e social tem sido também evidente, assumindo o Grupo U.Porto uma postura ativa em fóruns nacionais e internacionais de discussão e análise de cariz social, económica e política. Esta participação tem-se revelado importante para que a U.Porto possa melhor identificar os desafios que enfrenta, antecipando propostas de ação.
Ainda no domínio em apreço, será de evidenciar, naturalmente, o crescimento da UPTEC - Parque de Ciência e Tecnologia da U.Porto, que continuou a assumir-se como impulsionador da economia regional e nacional, tendo acolhido 41 novos projetos, em 2012, e totalizando 113 empresas residentes, com mais de 900 postos de trabalho criados.
11/64 QUADRO 7:SÍNTESE DA ATIVIDADE NO DOMÍNIO DO DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO E SOCIAL EM 2012 PELO PERÍMETRO U.PORTO
Desenvolvimento Económico e Social
UOs, SASUP, Reitoria
2012
Institutos de I&D e demais entidades que integram o
perímetro 2012 Consolidado 2012 Consolidado 2011 Total Sem UOs/RUPa
Projetos com empresas
Montante de financiamento obtido via prestações
de serviços (em milhões de Euros) 5,2 16,1 21,3 23,9
Transferência de tecnologia
Nº patentes nacionais e internacionais ativas 123 9 6 129 99
Nº patentes nacionais e internacionais concedidas 60 4 3 63 53
Nº comunicações de invenção processadas 41 7 7 48 28
Empreendedorismo
Nº empresas spin-off e start-ups existentes 113 113 108
Nº postos de trabalho criados nas empresas incubadas
911 911 1.100
Promoção da cultura científica e tecnológica e difusão do conhecimento
Nº participantes na Mostra Anual de Ciência,
Ensino e Inovação 14.610 14.610 14.526
Nº participantes na U.Jr 5.337 5.337 5.153
a
Atividades que não apresentem cotitularidade com as UOs ou Reitoria.
QUADRO 8:MONTANTE FINANCIAMENTO VIA PRESTAÇÕES DE SERVIÇOS EM 2012 PELO PERÍMETRO U.PORTO (MILHÕES DE EUROS)
Entidade Financiamento via
prestações de serviços U.PORTO 5,2 CIIMAR 0,3 EGP 5,4 FGT 0,9 IBMC 1,8 ICETA 1,1 INEB 0,1 INEGI 3,1 INESC-Porto 2,2 IPATIMUP 1,2 Total 21,3
12/64 2.2 BREVE CARATERIZAÇÃO DA ATIVIDADE DAS ENTIDADES PARTICIPADAS DO GRUPO U.PORTO5
2.2.1 INEGI-INSTITUTO DE ENGENHARIA MECÂNICA E GESTÃO INDUSTRIAL
O INEGI é uma associação privada sem fins lucrativos vocacionada para a realização de atividade de inovação de base tecnológica e transferência de tecnologia. O INEGI participa ativamente no desenvolvimento da indústria nacional contribuindo com conhecimento e competências distintas na área da Engenharia Mecânica e Gestão Industrial, assumindo a missão de contribuir para o aumento da competitividade da indústria nacional através da investigação e desenvolvimento, demonstração, transferência de tecnologia e formação nas áreas de conceção e projeto, materiais, produção, energia, manutenção, gestão industrial e ambiente.
Relativamente à atividade desenvolvida em 2012 será de referir a continuidade das ações dos últimos anos com vista à dinamização da atividade do INEGI, materializada nos três pilares de especialização: Investigação, Inovação e Transferência de Tecnologia e Consultoria e Serviços. No âmbito da Investigação, destacam-se as atividades estruturantes atinentes ao projeto cofinanciado pelo Sistema de Apoio às Infraestruturas Científicas e Tecnológicas (SAIECT), que contempla a “atualização e/ou reforço dos meios técnicos de suporte à atividade de
investigação e desenvolvimento”, com o objetivo de reforçar a capacidade de intervenção em domínios chave
para o desenvolvimento da indústria nacional em setores de elevado valor acrescentado (exemplo de investimentos: Laboratório de Energia Solar e Laboratório de Aerodinâmica e Calibração). Já no contexto das Estratégias de Eficiência Coletiva - Pólos de Competitividade e Tecnologia (PCT) que se enquadram na sua esfera de ação, o INEGI manteve-se, à semelhança dos anos anteriores, envolvido na atividade dos PCT, sendo de destacar a participação ativa no PRODUTECH, Pool_net, Cluster do Mar - OCEANO XXI e ENERGYIN – PCT da Energia. No contexto do segundo eixo - Inovação e Transferência de Tecnologia, o INEGI continuou a sua aposta na internacionalização, reforçando o volume de atividade na Europa de Leste, América do Sul e África do Sul. Finalmente, e no âmbito da Consultadoria e Serviços, o Instituto continuou a disponibilizar serviços de consultadoria vocacionados para as necessidades do tecido empresarial.
2.2.2 INESC-PORTO-INSTITUTO DE ENGENHARIA DE SISTEMAS E COMPUTADORES DO PORTO
O INESC-Porto é uma associação privada sem fins lucrativos, que tem como atividade a investigação científica, o desenvolvimento tecnológico e a transferência e integração de conhecimento, tendo como base as tecnologias de informação, telecomunicações e eletrónica. O INESC Tecnologia e Ciência - INESC TEC é Laboratório Associado desde 2011, coordenado pelo INESC-Porto e tem como Unidades Associadas o LIAAD, o CRACS, o UGEI, o CISTER e como Parceiro Privilegiado, o HASLab.
5 A descrição detalhada das atividades desenvolvidas por cada uma das entidades consta dos respetivos relatórios de atividades/relatórios de gestão de 2012.
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Em 2012, o INESC-Porto desenvolveu as suas atividades segundo três eixos dominantes: (i) o Preenchimento global da fileira da produção do conhecimento – desde a ciência básica à transferência de tecnologia e valorização; (ii) a Diversificação de fontes de financiamento, onde o incremento na participação em projetos mobilizadores e projetos europeus compensou a diminuição ocorrida ao nível dos proveitos provenientes de atividades de serviços diretos de I&D; e (iii) a Ampliação do espectro geográfico de atuação – com intensificação de projetos e atividades noutros países e continentes, com especial relevo para o Brasil (constituição formal do INESC P&D Brasil). Para tal, o INESC-Porto procedeu (i) à consolidação do INESC-Porto, como instituição, e do Laboratório Associado, como rede organizada – com a integração/consolidação de grupos associados que reforcem a malha de cooperação e as massas críticas em áreas carenciadas; (ii) ao reforço das instalações – acomodando o crescimento em curso, criando novos espaços organizados, melhorando as condições materiais e laboratoriais para as pessoas (concluído o novo edifício FEUP/INESC-Porto que aloja a Infraestrutura Tecnológica para a Energia Sustentável e o novo Laboratório de Micro-redes e Veículos Elétricos); e (iii) ao reforço dos recursos humanos - em qualidade e quantidade, por valorização dos existentes, aceitação de adesões, contratações de alto nível e atração internacional.
2.2.3 IPATIMUP-INSTITUTO DE PATOLOGIA E IMUNOLOGIA MOLECULAR DA UNIVERSIDADE DO PORTO
O IPATIMUP é uma associação privada sem fins lucrativos cuja atividade principal é a investigação de translação e formação avançada em Biomedicina e Oncobiologia.
As atividades do IPATIMUP desenvolvidas em 2012 podem ser divididas em três categorias principais: Científicos, Educacionais/Formativos e Prestação de Serviços. Acresce que, para além da aposta forte na Investigação científica, o IPATIMUP tem vindo a desenvolver diversas atividades no domínio da valorização do conhecimento, procurando, também, a diversificação do financiamento obtido, tendo sido criada a Unidade Inovação e a Unidade Translação. Ao nível Científico, o IPATIMUP apresenta, desde a reformulação ocorrida em 2011, 3 linhas científicas fulcrais - Translational oncology: from early diagnosis to therapy selection, Epithelial neoplastic and
preneoplastic lesions e Population genetics: origin and evolution of genetic diversity in health and disease. De
mencionar também a criação de três novos grupos de investigação, “respondendo à evolução verificada de
autonomização de campos de investigação por parte de investigadores seniores”: Differentiation and Cancer, Glycobiology in Cancer e Expression Regulation in Cancer e a extinção dos grupos Carcinogenesis e Tumour Molecular Models. Nas atividades de Educação/Formação, destacou-se o treino avançado em áreas de
conhecimento que o IPATIMUP domina, bem como o treino de professores e alunos das escolas primárias e secundárias em assuntos relacionados com a Biologia. De evidenciar também, entre outros, a participação do IPATIMUP no Programa de Doutoramento em Biologia Básica e Aplicada (GABBA) e no Mestrado em Medicina Molecular e em Oncologia Molecular. O IPATIMUP manteve ainda uma estreita colaboração com o Health Cluster Portugal - Pólo de Competitividade em Saúde, quer isoladamente, quer em articulação com o IPO-Porto
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(Consórcio IPATIMUP – IPO) e o Centro Hospitalar de S. João. Quanto à Prestação de Serviços, esta tem vindo a ser realizada pela Unidade IPATIMUP Diagnósticos, que registou uma ligeira redução da faturação comparativamente a 2011, justificada pela diminuição dos exames realizados na área da Anatomia Patológica, em parte compensada pelos aumentos nas áreas de exames de Identificação Genética e de Suscetibilidade Genética.
De destacar ainda a criação da Unidade de Inovação, que “assegura a proteção de Propriedade Intelectual com
valor comercial, a exploração desse valor e estímulo à criação de empresas spin-off”, tendo procedido à
assinatura de um memorandum of understanding com a Portugal Capital Ventures, com o objetivo de “promover
o acesso de projetos de base tecnológica em fases de proof of concept, seed e early stage a investimento de capital de risco, agilizando e sistematizando os processos de deal flow, acompanhamento e exit”.
Finalmente, cumprirá referir que em fevereiro de 2012 foi igualmente criada a Unidade IPATIMUP Translação, com o objetivo de angariação de fundos externos, integração em redes internacionais e estabelecimento de parcerias estratégicas com a indústria. Esta Unidade terá uma atividade determinante no futuro do IPATIMUP, no âmbito da redução da dependência face ao Estado e à FCT.
2.2.4 IBMC-INSTITUTO DE BIOLOGIA MOLECULAR E CELULAR
O IBMC é uma associação privada sem fins lucrativos cuja atividade principal é a investigação e a formação avançada em Ciências Biológicas e Biomedicina, desenvolvendo as suas atividades de investigação interdisciplinar em áreas que incluem a Genética Humana e Doenças Genéticas, Biologia da Infeção e Imunologia, Biologia Estrutural e Molecular, Neurobiologia Básica e Clínica, e Mecanismos Adaptativos Celulares.
À semelhança dos anos anteriores, as atividades do IBMC desenvolveram-se segundo cinco eixos principais: Científicas, Educacionais/Formativos, Ciência e Sociedade, Transferência de Tecnologia e Prestação de Serviços. No contexto Científico, de relevar a criação, no âmbito do processo de reestruturação interna, de dois novos grupos de investigação - o Gene Regulation na Unidade Temática Molecular and Cellular Biology e o Genetics of
Cognitive Dysfunction na Unidade Temática Neuroscience, totalizando agora 39 grupos de investigação. Já no
contexto da Educação/Formação, o IBMC continuou a participar na formação anual de doutorados, acolhendo de forma regular estudantes de doutoramento a realizar o seu trabalho experimental no IBMC. De referir que foi submetida uma candidatura a um programa doutoral em Biologia Molecular e Celular (PDBMC) conjuntamente com o ICBAS/FCUP para acreditação pela A3ES (“O programa foi acreditado no início de 2013 e entrará em
funcionamento em setembro de 2013”). Participou ainda ativamente em vários programas doutorais (e.g.
Biologia Básica e Aplicada (GABBA), Biotecnologia Molecular e PLANTA) e promoveu de forma ativa a organização de seminários, cursos avançados e workshops para a formação dos seus estudantes. No contexto da Ciência e Sociedade, o IBMC continuou a promover a participação dos investigadores em visitas a escolas,
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seminários abertos, artigos de divulgação, tendo também incentivado as escolas a visitar a instituição e a conhecer melhor o trabalho realizado. O Instituto, através do seu gabinete de Transferência de Tecnologia, procurou também incentivar o desenvolvimento de investigação em consórcio e a formação de parcerias entre investigadores e empresas (dos três pedidos de patentes, um foi aceite, encontrando-se os restantes ainda em análise). Finalmente, e no que toca à Prestação de Serviços, o Centro de Genética Preditiva e Preventiva continuou a assegurar o aconselhamento genético integral aos doentes e familiares, envolvendo desde o teste genético até ao apoio psicológico e clínico.
2.2.5 INEB-INSTITUTO NACIONAL DE ENGENHARIA BIOMÉDICA
O INEB, associação privada sem fins lucrativos, tem por missão a constituição de uma interface entre a universidade, a indústria e os setores da saúde nas áreas da Engenharia Biomédica. O INEB adotou o mote “Engenharia que vive”, orientando a sua investigação para o desenvolvimento de tecnologias, equipamentos e materiais destinados a melhorar a qualidade de vida das pessoas, inspirando-se frequentemente nos sistemas vivos. O INEB partilha um edifício com o IBMC, integrando ambos o Laboratório Associado IBMC.INEB, o qual foi, juntamente com o IPATIMUP, um dos primeiros Laboratórios Associados estabelecidos no país.
Da atividade desenvolvida em 2012, constata-se a continuidade das ações promovidas nos anos anteriores, materializadas nas seguintes áreas de atuação: Científicas, Transferência de Tecnologia, Educacionais e Prestação de Serviços. As atividades Científicas concentraram-se quer no desenvolvimento de biomateriais e dispositivos implantáveis que possam contribuir para restaurar a função e a arquitetura de tecidos, quer no tratamento e a interpretação de dados médicos e biológicos, especialmente imagens e sinais biomédicos. As atividades de Transferência de Tecnologia, consideradas vitais para a projeção do INEB na sociedade, continuaram a constituir uma forma de geração de recursos, nomeadamente através do licenciamento de tecnologias. A forte aposta nas áreas de Knowledge Transfer e de Business Development and International
Projects começou a produzir resultados, de que revestem exemplos, a intensificação de contactos entre médicos
e investigadores e a concretização de algumas parcerias; a submissão de duas patentes e a realização de estudos de viabilidade em quatro outros casos. No contexto das atividades Educacionais, o INEB continuou a apostar no treino avançado de jovens investigadores, estando fortemente envolvido no Programa de Doutoramento e no Mestrado em Engenharia Biomédica, bem como no Programa de Doutoramento GABBA da U.Porto. O INEB tem ainda participado e promovido diversas ações de formação para professores e alunos das escolas primárias e secundárias, contribuindo para a melhoria da educação da população portuguesa em assuntos relacionados com a engenharia biomédica e com a ciência em geral.
O INEB contou ainda com a unidade de Prestação de Serviços, a SUIM (Services Unit for Interfaces and
Macromolecules), que proporciona serviços e formação tecnológica a centros de investigação e empresas nas
16/64 2.2.6 CIIMAR-CENTRO INTERDISCIPLINAR DE INVESTIGAÇÃO MARINHA E AMBIENTAL
O CIIMAR é uma associação privada sem fins lucrativos, dedicada à investigação, à divulgação e à transferência de tecnologia na área das Ciências Marinhas e Ambientais. O CIIMAR tem como objeto a prestação de serviços na área da atividade de investigação científica e desenvolvimento tecnológico no âmbito das Ciências do Mar e do Ambiente, designadamente no que toca ao desenvolvimento de atividades de atualização de conhecimentos, de formação e promoção da educação científica e tecnológica, de promoção da inovação e da realização de ações de transferência de tecnologia para o tecido empresarial, bem como, de apoio à decisão a nível das empresas e de organismos estatais.
Ao longo de 2012, o CIIMAR continuou a desenvolver uma série de programas horizontais, destacando-se a transferência de tecnologia e serviços avançados às empresas, a participação em plataformas e redes de conhecimento nacionais e internacionais e a formação avançada de quadros científicos e técnicos. No período em análise, a relação do CIIMAR com a comunidade empresarial foi conseguida à custa da participação em projetos de I&DT em parceria com empresas, utilizando os programas públicos de incentivo ao desenvolvimento da economia, nomeadamente o QREN; projetos de I&DT financiados diretamente pelas empresas, promovendo a transferência de conhecimento e tecnologia para o tecido económico; e consultoria científica e tecnológica, nomeadamente nas áreas da avaliação da qualidade ambiental e aquacultura. O CIIMAR é ainda uma entidade do SCTN acreditada pelo QREN para a prestação de serviços de I&DT e para a consultoria e serviços de apoio à inovação a PMEs. O compromisso do CIIMAR na formação avançada de investigadores foi visível pela participação em programas de pós-graduação, tanto a nível nacional (U.Porto e Universidade do Algarve), como a nível europeu (Erasmus Mundus). De registar ainda o papel de relevo que o CIIMAR tem adquirido na formação e promoção da educação científica e tecnológica na sociedade portuguesa, destacando-se a nível regional, os protocolos de cooperação celebrados com alguns municípios para a gestão científica e tecnológica dos respetivos Centros de Monitorização e Interpretação Ambiental - CMIAs.
2.2.7 ICETA-INSTITUTO DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIAS AGRÁRIAS E AGRO-ALIMENTARES
O ICETA, associação privada sem fins lucrativos, tem como objeto o desenvolvimento de atividades de investigação científica e tecnológica em I&D e em outras atividades científicas e técnicas nos domínios das Ciências Agrárias e Agro-Alimentares, nomeadamente a prestação de serviços, o ensino pós-graduado e a colaboração com organismos, empresas e instituições universitárias e não universitárias. O ICETA integra o CECA – Centro de Estudos de Ciência Animal, o CEQUP - Centro de Química da Universidade do Porto, bem como o CIBIO – Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos.
O ICECA desenvolve a sua atividade nas áreas da genética e conservação, ecologia e sanidade animal. O CEQUP, integrado no Laboratório Associado REQUIMTE, é um centro de investigação em Química de estrutura
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horizontal, que desenvolve a sua atividade em vários laboratórios localizados em diferentes instituições. O CIBIO desenvolve investigação fundamental e aplicada na área da biodiversidade, aos seus diferentes níveis: genes, espécies e ecossistemas, integrando especialistas em áreas complementares como a biologia molecular, genética, evolução, biologia de populações, taxonomia, ecologia ou gestão e ordenamento da paisagem. O CIBIO é a unidade líder do Laboratório Associado InBIO – Rede de Investigação em Biodiversidade.
2.2.8 ASSOCIAÇÃO EGP-U.PORTO
A Associação EGP-U.Porto, associação privada sem fins lucrativos, tem como objeto a constituição e gestão, no âmbito da U.Porto, de uma Escola de Negócios, designada Porto Business School, com o propósito principal de desenvolver, em especial, a articulação com as comunidades académica e empresarial, as atividades de investigação, a aplicação prática de conhecimentos e a formação avançada na área da Gestão ou outras para que a Associação se venha a considerar vocacionada, bem como a prestação de serviços conexos. Especificamente, a missão da organização passa por melhorar a qualidade da gestão e promover a mudança nas empresas e outras organizações, através da formação avançada a nível pós-graduado, da investigação aplicada e da consultoria.
A título de enquadramento estratégico, e tal como definido no seu Plano de Atividades de 2012, cumprirá destacar que a atuação global da Associação EGP-U.Porto assentou nos seguintes vetores, enquanto processos indutores para a concretização da sua missão: Posicionamento e diferenciação; Internacionalização; Investigação e inovação; e Aprofundamento da relação com os stakeholders.
Relativamente à atividade de ensino e formação desenvolvida em 2012 de referir que mantém uma organização idêntica à de 2011, estruturando-se nas seguintes grandes áreas de negócio: (i) MBA’s (MBA Magellan, que atingiu “65% de alunos estrangeiros” e o MBA Executivo; (ii) Pós-Graduações (16 cursos oferecidos); (iii) Formação para Executivos; e (iv) Serviços a Empresas e In-company.
2.2.9 UPTEC-ASSOCIAÇÃO DE TRANSFERÊNCIA DE TECNOLOGIA DA ASPRELA
A UPTEC tem por missão a promoção da criação de empresas de base tecnológica e a atração de centros de inovação de grandes empresas nacionais e internacionais, através de um modelo económico sólido, apoiado na transferência de conhecimento e tecnologia. Esta missão assenta sobretudo numa estratégia de clusterização próxima dos centros de produção de conhecimento da U.do Porto e na partilha de recursos e serviços.
O ano de 2012 caracterizou-se por um forte crescimento para o Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto (UPTEC), que continuou a apostar na criação de um contexto estimulante, junto dos pólos da U.Porto, para a produção de conhecimento e tecnologia em novas áreas com potencial de crescimento e com vocação exportadora, bem como para a transformação do conhecimento em inovação empresarial, dinamizando um
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conjunto relevante de eventos e iniciativas. Tal contexto resultou na criação de mais de 900 postos de trabalho em várias áreas de especialização tecnológica.
Durante o ano foram acolhidos 41 novos projetos, tendo-se atingido um total de 113 empresas residentes (97
startups e 16 centros de inovação) e 12 empresas graduadas, distribuídas pelos diversos pólos: (i) UPTEC TECH -
69 empresas: 15 incubação, 42 incubação e 12 Centros de Inovação; (ii) UPTEC PINC - 27 empresas: 3 pré-incubação, 19 incubação e 5 Centros de Inovação; (iii) UPTEC BIO - 10 empresas: 2 pré-incubação e 8 incubação; e (iv) UPTEC Mar - 7 empresas: 1 pré-incubação e 6 incubação.
Em termos de infraestruturas do UPTEC, iniciaram-se as obras de construção da segunda fase do Edifício Central do Parque (com capacidade para 72 empresas tecnológicas) e do Centro de Incubação do Pólo do Mar (32 empresas) e inaugurou-se o Centro de Inovação.
Uma referência ao facto de a U.Porto/UPTEC ter vencido o “Prémio Valorização do Conhecimento e Fomento do Empreendedorismo 2012”, promovido pela COTEC, na categoria “Estratégias de Comercialização de Tecnologias”.
2.2.10 FGT-FUNDAÇÃO GOMES TEIXEIRA
A FGT, fundação privada sem fins lucrativos, tem por objeto a promoção e o desenvolvimento científico, tecnológico, cultural e económico do País, através de ações que envolvam a U.Porto. Para tanto, a FGT promove o diálogo e a cooperação da Universidade com pessoas singulares e coletivas, públicas, privadas ou cooperativas, com vista à prossecução dos seus objetivos, apoia atividades de investigação fundamental e aplicada de qualidade, promove a difusão de conhecimentos científicos e tecnológicos no exterior da Universidade, nomeadamente através do desenvolvimento de ações no âmbito da educação contínua de nível universitário, e apoia e facilita o funcionamento de contratos de prestação de serviços à comunidade em articulação com a U.Porto.
Ao longo de 2012 a Fundação deu continuidade ao seu papel enquanto plataforma de contacto entre a Universidade e a comunidade exterior, tendo contribuído para a concretização de iniciativas envolvendo projetos de investigação, atividades culturais e a prestação de serviços à comunidade. Cumprirá destacar a 8ª edição da iniciativa “Universidade Júnior”, que continua a revelar-se um êxito, tendo mesmo atingido o número máximo de participantes desde a sua primeira realização.
Importa salientar que, em cumprimento do Programa de Assistência Económica e Financeira a Portugal e da Lei n.º 1/2012, de 3 de janeiro, foi determinada a realização de um censo dirigido às fundações, nacionais ou estrangeiras, que prosseguissem os seus fins em território nacional, com vista a proceder à avaliação do respetivo custo/benefício e da sua viabilidade financeira e decidir sobre a sua manutenção ou extinção, sobre a continuação, redução ou cessação dos apoios financeiros concedidos, bem como sobre a manutenção ou
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cancelamento do estatuto de utilidade pública. Uma vez concluído o processo de avaliação, o Conselho de Ministros6 recomendou a extinção da FGT, proposta esta que foi acolhida pelo Conselho de Gestão da Universidade e aprovada pelo Conselho Geral da FGT em 18 de julho de 2013.
Refira-se que, no decurso de 2012, como não tinha sido tomada qualquer decisão quanto à proposta de extinção apresentada, a atividade da FGT foi desenvolvida na perspetiva da sua continuidade, ainda que obviamente condicionada.
2.2.11 UPSGPS-UNIVERSIDADE DO PORTO,SGPSUNIPESSOAL,LDA
A UP SGPS, empresa detida a 100% pela U.Porto, tem como objeto a gestão de participações sociais noutras sociedades como forma indireta do exercício de atividades económicas, desde que tais sociedades desenvolvam atividades que sejam compatíveis com as finalidades e interesses da U.Porto. De notar que, em 20 de setembro de 2013, o Conselho de Gestão da U.Porto, acolhendo as recomendações do relatório nº. 14/2013, do Tribunal de Contas7, decidiu extinguir a UP SGPS.
A UP SGPS participa atualmente nas sociedades (i) LOJA DA UNIVERSIDADE DO PORTO,LDA., que procura ser um veículo de comunicação interno e externo da U.Porto, contribuindo para a criação de uma imagem institucional coesa e integrada da Universidade e, por essa via, para a valorização da notoriedade da instituição junto dos seus públicos-alvo; (ii) UPMÉDIA - CONTEÚDOS MULTIMÉDIA, LDA., que apresenta como missão conceber e desenvolver soluções de comunicação multimédia e audiovisual em ciência, tecnologia e inovação, como interface entre a U.Porto e a sociedade. Refira-se que no início de 2013, procedeu-se à dissolução e liquidação desta sociedade, em cumprimento com o deliberado em Assembleia Geral. Note-se que o Conselho de Gestão da U.Porto tinha anteriormente procedido à análise da sua viabilidade e interesse para a missão da Universidade, tendo concluído que face à sua situação e, não se justificando a sua manutenção para o cumprimento da missão da U.Porto, se deveria proceder à sua liquidação; e (iii) NET - NOVAS EMPRESAS E
TECNOLOGIAS,SA., que visa promover e apoiar a criação e o desenvolvimento de pequenas e médias empresas que explorem negócios novos ou utilizem tecnologias inovadoras, prestando para tal diversos serviços de consultoria.
Em suma, analisadas, sinteticamente, as atividades realizadas pelo Grupo U.Porto no ano de 2012, a partir de um exercício de consolidação e de síntese, será de concluir pela importância que as Instituições de I&D e demais entidades que integram a esfera da U.Porto assumem designadamente a nível da formação não conferente de grau, da I&Di (projetos de investigação, contratos de prestação de serviços e publicações) e da
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Resolução do Conselho de Ministros n.º 79-A/2012.
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internacionalização do Grupo U.Porto, concorrendo para a plena concretização dos objetivos estratégicos que a Universidade se propôs atingir até 2015.
3. A
NÁLISE DA SITUAÇÃO ECONÓMICO-
FINANCEIRA3.1 NOTA INTRODUTÓRIA
No exercício de 2012, o perímetro de consolidação foi constituído pelas entidades constantes do QUADRO 9. Os fundamentos para a sua inclusão encontram-se evidenciados na NOTA 1 do ANEXO AO BALANÇO CONSOLIDADO E À DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS CONSOLIDADOS.
QUADRO 9:ENTIDADES INCLUÍDAS NO PERÍMETRO DE CONSOLIDAÇÃO EM 2012
Institutos de interface Ano de inclusão no perímetro de
consolidação
INEGI - Instituto de Engenharia Mecânica e Gestão Industrial 2009
INESC-Porto - Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores do Porto 2009 IPATIMUP - Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto 2009
IBMC - Instituto de Biologia Molecular e Celular 2009
INEB - Instituto Nacional de Engenharia Biomédica 2009
CIIMAR - Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental 2009 ICETA - Instituto de Ciências e Tecnologias Agrárias e Agro-Alimentares 2009
Outras associações privadas sem fins lucrativos e fundações Ano de inclusão no perímetro de consolidação
Associação EGP-U.Porto 20098
UPTEC - Associação de Transferência de Tecnologia da Asprela 2009
FGT - Fundação Gomes Teixeira 2008
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Constituída em 5 de junho de 2008, a EGP-UPBS fundiu as atividades no domínio da formação para executivos até então desenvolvidas pela Escola de Gestão do Porto e pelo Instituto de Investigação e Serviços da Faculdade de Economia (ISFEP). A EGP - Escola de Gestão do Porto, unidade orgânica da U.Porto, incluída na consolidação de contas até 2008, foi extinta ao abrigo da alínea a), nº 4, artigo 108º dos novos estatutos da U.Porto. Em junho de 2011, a EGP - University of Porto Business School foi transformada na Associação EGP-U.Porto através de alteração estatutária.
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Participações empresariais Ano de inclusão no perímetro de
consolidação
UP SGPS - Universidade do Porto, SGPS Unipessoal, Lda. 20099
Loja da Universidade do Porto, Lda. 2009
UPMÉDIA - Conteúdos Multimédia, Lda. 2009
Pelo impacto que tiveram no exercício económico de 2012, destacam-se os seguintes factos: a redução do financiamento do Estado face a 2011, a contabilização do acréscimo de custo associado ao pagamento do subsídio de férias de 2013, a alteração do perímetro de consolidação face a 2011 e a alteração à Lei de Enquadramento Orçamental. Destacam-se ainda as obras da segunda fase do Edifício Central da UPTEC e o arranque das obras do Centro de Incubação do Pólo do Mar, o arranque das obras de construção do novo
Campus da Porto Business School, assim como a conclusão do novo edifício do INESC-Porto. Por fim,
salientam-se os contratos de financiamento de projetos de investimento, mobilidade e investigação que o Grupo U.Porto se encontra a executar.
REDUÇÃO DO FINANCIAMENTO DO ESTADO FACE A 2011- Apesar da redução no financiamento do Estado que se tem vindo a concretizar (-9% em 2011 e -21% em 2012), a U.Porto prosseguiu, em 2012, a sua missão com um elevado padrão de qualidade no ensino e investigação, para o qual contribuiu a continuação do esforço de racionalização na utilização de recursos e de diversificação das fontes de financiamento, apesar da conjuntura económica desfavorável.
CONTABILIZAÇÃO DO ACRÉSCIMO DE CUSTO ASSOCIADO AO PAGAMENTO DO SUBSÍDIO DE FÉRIAS DE 201310- Em abril de 2013 foi publicado o Acórdão n.º 187/2013 do Tribunal Constitucional, que considerou inconstitucional o artigo 29º da Lei n.º 66-B/2012, de 31/12 que previa a suspensão do pagamento de subsídio de férias ou equivalente, nomeadamente, aos trabalhadores e dirigentes das fundações públicas de direito privado. A Lei n.º 39/2013 de 21 junho veio regulamentar a reposição, em 2013, do subsídio de férias para os trabalhadores públicos,
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A Universidade do Porto, SGPS foi excluída do processo de consolidação em 2008 ao abrigo do ponto 12.4.4 – Exclusões de consolidação do POC – Educação, por não constituir entidade materialmente relevante.
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Esta situação apenas se encontra refletida em sede das contas consolidadas, uma vez que à data do RELATÓRIO DE GESTÃO E CONTAS (individual) da U.Porto, tinha acabado de ser conhecida a decisão do Tribunal Constitucional. Por esse motivo, no ponto 7 (Factos subsequentes) do RELATÓRIO DE GESTÃO foi colocada a seguinte nota justificativa: “Durante a elaboração do presente relatório e após encerramento das contas do exercício de 2012 em 4/4/2013, foi publicado o acórdão nº 187/2013 do Tribunal Constitucional, em 5/4/2013, que considera inconstitucional o artigo 29º da Lei n.º 66-B/2012, de 31/12. Uma vez que a Lei do Orçamento ainda se encontra em vigor, o Orçamento do Estado terá de ser retificado para acomodar esta nova realidade de forma a avaliar em concreto o verdadeiro impacto desta decisão do Tribunal Constitucional, este facto não foi refletido nas demonstrações financeiras.”
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aposentados, reformados e demais pensionistas. Face a estes desenvolvimentos, a U.Porto projetou o impacto da reposição do subsídio de férias de 2013 aos seus trabalhadores e contabilizou o acréscimo de custo estimado, no montante de 8.623 milhares de Euros.
ALTERAÇÃO DO PERÍMETRO DE CONSOLIDAÇÃO FACE A 2011- No exercício de 2012, o perímetro de consolidação foi alterado, uma vez que a Fundação Instituto Arquiteto José Marques da Silva (FIMS) deixou de integrar a presente consolidação de contas (vide NOTA 1 do ANEXO AO BALANÇO CONSOLIDADO E À DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS CONSOLIDADOS).
ALTERAÇÃO À LEI DE ENQUADRAMENTO ORÇAMENTAL - Em virtude da aplicação do n.º 5 do artigo 2º da Lei n.º 22/2011 de 20 de maio, a U.Porto foi integrada no perímetro orçamental e incluída na lista de entidades reclassificadas, tendo ficado sujeita à aplicação dos artigos 24º e 25º da Lei de Enquadramento Orçamental e à prestação de contas na ótica da contabilidade pública. Tal implicou o desenvolvimento de um módulo próprio no ERP PRIMAVERA, que foi colocado em produtivo no início de 2012, assim como a criação de uma nova estrutura central responsável por todos os aspetos relacionados com a contabilidade pública.
CONSTRUÇÃO DOS EDIFÍCIOS DA UPTEC- Com vista ao reforço das suas infraestruturas, em 2012, a UPTEC deu início às obras da segunda fase do Edifício Central, arrancou com as obras do Centro de Incubação do Pólo do Mar, tendo entretanto inaugurado o seu Centro de Inovação. No final de 2012, a UPTEC tinha registado cerca de 5.727 milhares de Euros de investimentos em curso relativos aos investimentos a decorrer nos pólos da Asprela, das Indústrias Criativas e do Porto de Leixões. Refira-se que até 31 de dezembro de 2012, a UPTEC tinha celebrado contratos de subsídios a fundo perdido, no montante de 17.566 milhares de Euros, conforme consta no quadro seguinte:
QUADRO 10:CONTRATOS DE FINANCIAMENTO DA UPTEC
Em milhares de Euros
Subsídios Valor subsídio Valor recebido Valor a receber
Anterior Quadro Comunitário - Asprelaa 2.011 2.011
-Rede de Promoção e Progr. Empreendedorismo Tecnol. Norte 232 73 159
Reforço infra-estruturas específicas PINC 1.172 700 472
Consolidação do Parque Ciência e Tecnologia da UP 11.078 5.160 5.918
Criação incubadora Ciências do Mar do Pólo do Mar 3.074 129 2.945
Total 17.566 8.073 9.493
23/64 3.2 BALANÇO CONSOLIDADO
Em 2012, não se verificaram, em termos globais, alterações significativas, quer no ATIVO, quer no PASSIVO e, por essa via, a estrutura do BALANÇO CONSOLIDADO manteve-se face a 2011.
ESTRUTURA DO ATIVO E DETALHE DAS PRINCIPAIS RUBRICAS
Em 2012, o ATIVO LÍQUIDO da U.Porto ascendeu a 837.091 milhares de Euros, o que representou um acréscimo de 1% face a 2011. Tal como se pode constatar pelo QUADRO 11, verificou-se uma ligeira alteração em termos da sua estrutura entre o ATIVO FIXO E O ATIVO CIRCULANTE.
O ATIVO FIXO,que representou 70% do ATIVO LÍQUIDO, ascendeu a 584.362 milhares de Euros e registou uma variação positiva de 3%.
O ATIVO CIRCULANTE, que se cifrou em 244.237 milhares de Euros, registou uma diminuição de 4.076 milhares de Euros, equivalente a uma variação negativa de 2%, e passou a representar 29% do ATIVO LÍQUIDO.
QUADRO 11:PRINCIPAIS RUBRICAS DO ATIVO LÍQUIDO –2011 E 2012
As rubricas que mais contribuíram para o acréscimo do ATIVO LÍQUIDO foram as IMOBILIZAÇÕES CORPÓREAS E os INVESTIMENTOS FINANCEIROS,tendo este efeito sido parcialmente anulado pelo decréscimo dasDÍVIDAS DE TERCEIROS. As IMOBILIZAÇÕES CORPÓREAS cresceram, em 2012, 12.547 milhares de Euros principalmente como resultado do acréscimo das rubricas de EQUIPAMENTO BÁSICO e EQUIPAMENTO ADMINISTRATIVO (essencialmente devido à aquisição de equipamento de investigação e de equipamento informático, nomeadamente relativo ao projeto de
Em milhares de Euros
Valor % Valor % Absoluta Relativa
Imobilizado 584.362 70% 568.820 69% 15.542 3% Imobilizações incorpóreas 225 0,03% 322 0,04% (97) (30%) Imobilizações corpóreas 574.075 69% 561.529 68% 12.547 2% Investimentos financeiros 10.061 1% 6.969 1% 3.092 44% Circulante 244.237 29% 248.312 30% (4.076) (2%) Existências 1.495 0,2% 1.466 0,2% 29 2% Dívidas de terceiros 164.087 20% 168.178 20% (4.091) (2%) Disponibilidades 78.654 9% 78.668 10% (14) (0,02%) Acréscimos e diferimentos 8.492 1% 10.146 1% (1.654) (16%) Total 837.091 100% 827.278 100% 9.812 1%