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aula
História da Ciência
As Hipóteses
e Variáveis
Objetivos
"Uma explicação é sempre algo incomple-to: sempre podemos suscitar um outro porquê. E esse novo porquê talvez leve a
uma nova teoria, que não só explique, mas também corrija a anterior."
Karl Popper
:: Karl Popper
Filósofo vienense, notável como teórico do fabilismo na teoria da ciência, e da sociedade aberta na política. Popper foi o grande defensor do critério de falseabilidade que substituiu o princípio de verificação (princípio de significância); substituiu ainda a teoria da indução pelo método dedutivo da prova; reinterpretou os fundamentos empíricos da ciência, a probabili-dade; rejeitou a antimetafísica dos vienenses, defendendo-a como progenitora de teorias cientificas e releu em novas bases, filósofos como Kant, Hegel, Stuart Mill, Berkeley, Bacon, Aristóteles, Platão e Sócrates, como forma de chegar aos pré-socráticos, para ele, os criadores da tradição de discurso crítico. Interessou-se também pela questão corpo-mente; pelo sentido ou não da história humana; pelo emergente drama da violência e foi um adversário confesso do totalitarismo. Por fim, rejeitou a diferença entre termos teóricos e termos observativos e fez valer a idéia reguladora da verdade.
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44.1.1
Introdução
No primeiro momento, a história da ciência pode parecer a descrição resultante do desenvolvimento dos conhecimentos científicos, anteriores e atuais. De tal modo que o último conhecimento aparece como o mais evoluído e conseqüente-mente o mais perfeito.
Isso nos faz pensar a história da ciência como uma história que se caracteriza por uma continuidade e evolução, o que não é verdade; a história da ciência não segue uma linha linear, acumulativa, mas se dá através de cortes que muitas vezes rompem com os conhecimentos anteriores, principal-mente os conhecimentos do senso comum.
Um conhecimento obtido permanece até ser contestado por outras interpretações dos fatos. Reforça-se, ao contrário, se os saberes obtidos, através de novas manipulações, o confir-mam.
Por exemplo, a teoria aceitou reconhecer numerosos elementos constitutivos do áto-mo muito antes da prova de sua existência ter sido demonstrada experimentalmente. Assim, os quarks, ínfimas partículas de ma-téria que compõem o próton foram desco-bertas e sua existência, em geral, aceita nos anos 60, mas sua realidade efetiva apenas recentemente foi demonstrada.
A busca da compreensão e de explicações universais cada vez mais abrangentes a respeito da realidade, conduzida por um processo de investigação científica, pode levar à formu-lação de leis e teorias.
Nesta aula, vamos analisar a natureza das leis e teorias, como surgem, quais seus objetivos, suas características e funções na ciência e qual o papel das hipóteses e variáveis na sua construção.
Assim, ao final de nossa aula, esperamos que você seja capaz de identificar as carac-terísticas de uma lei, de uma teoria e de uma hipótese e de como elas estão relacionadas. Esperamos também que você seja capaz de identificar as variáveis envolvidas em um fenômeno, bem como elaborar hipóteses de pesquisa.
De uma maneira simplificada, pode-se dizer que as leis são hipóteses gerais que foram testadas e receberam apoio experimental e que pretendem descrever as relações ou regularidades encontradas em certos grupos de fenômenos.
Por exemplo, as leis de Kepler, referentes às trajetórias dos planetas em torno do sol,
Anotações
Escreva suas idéias no espaço abaixo
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indicado que estas se apresentam em forma de elipse, pois os planetas estão sujeitos à atração gravitacional do sol.
As leis surgem da necessidade que se tem de encontrar explicações para fenômenos ou fatos da realidade. Os fatos ou fenômenos são apreendidos por meio de suas manifesta-ções, e o seu estudo visa conduzir a descoberta de aspectos invariáveis comuns aos diferentes fenômenos, por meio da classificação e da generalização.
As leis têm duas funções específicas: · Resumir grande quantidade de fatos.
· Permitir e prever novos fatos, pois se fenômeno ou fato se enquadrar em uma lei, ele se comportará conforme o estabelecido por ela.
Uma lei científica que descreve uma regularidade de coexis-tência, isto é, um padrão de coisas, geralmente é formulada da seguinte forma: sempre que tiver a propriedade x, então terá a propriedade y.
Por exemplo: a água ferve, quando aquecida a 100º, em recipientes abertos, no nível do mar.
Uma lei que descreve uma regularidade de sucessão, ou seja, um padrão nos eventos, afirma que sempre que uma coisa, tendo x, se encontra em determinada relação com outra coisa de certa espécie, esta última tem y.
Por exemplo: sempre que uma pedra é joga-da na água, produzirá na superfície joga-da mes-ma umes-ma série de ondas concêntricas que se expandem de igual forma do centro à perife-ria.
A partir de certo estágio no desenvolvimento de uma ciên-cia, as leis deixam de estar isoladas e passam a fazer parte de teorias. Uma teoria é formada por uma reunião de leis, hipóteses, conceitos e definições interligadas e coerentes. As teorias têm um caráter explicativo ainda mais geral que as leis.
Por exemplo, a teoria da evolução explica a adaptação individual, a formação de novas espécies, a seqüência de fósseis, a seme-lhança entre espécies aparentadas, e vale para todos os seres vivos do planeta.
Portanto, uma teoria é um meio para interpretar, criticar e unificar leis estabelecidas, modificando-as para se adequa-rem a dados não previstos quando de sua formulação e para orientar a tarefa de descobrir generalizações novas e mais amplas.
As teorias caracterizam-se pela possibilidade de estruturar as uniformidades e regularidades, explicadas e confirmadas pelas leis, em um sistema cada vez mais amplo e coerente, relacionando-as, concentrando-as e sistematizando-as, com a vantagem de corrigi-las e de aperfeiçoá-las. Por outro
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lado, à medida que as teorias se ampliam, passam a expli-car, no universo dos fenômenos, cada vez mais uniformida-des e regularidauniformida-des, mostrando a interdependência existen-te entre elas.
Por exemplo: a teoria da gravitação univer-sal de Newton é muito mais ampla e
abrangente do que as leis de Kepler, pois, referindo-se especificamente às trajetórias dos planetas, indicou que estas são determi-nadas não apenas pela influência
gravitacional do Sol, ma também de outros planetas; a teoria de Newton explica tam-bém a lei de Galileu, ao postular uma força gravitacional, que especifica um modo de funcionamento.
Uma teoria nos fornece dois aspectos relacionados com os fenômenos: de um lado, um sistema de descrição e, de outro, um sistema de explicações gerais. Portanto, a teoria não é mera descrição da realidade, mas uma abstração, ela fornece significado aos fatos, dando direção à busca de fatos.
Tanto as leis como as teorias devem cumprir os seguintes requisitos:
· Devem ser gerais, ou seja, não devem explicar apenas casos particulares de um fenômeno.
· Devem ser comprovadas, ou seja, devem estar alavancadas (avalizadas, corroboradas ou assentadas) pela experimentação.
· Devem, quando possível, estar ‘matematizadas’, ou seja, devem poder expressar-se mediante funções matemáti-cas.
As teorias científicas têm validade até que sejam incapazes de explicar determinados fatos ou fenômenos, ou até que algum descobrimento novo comprovado se oponha a elas. A partir de então, os cientistas começam a elaborar outra teoria que possa explicar esses novos descobrimentos. A Ciência é conhecimento evolutivo e não estacionário.
Uma hipótese expõe o que procuramos em uma pesquisa. Os vários fatos em uma teoria podem ser logicamente anali-sados, e outras relações podem ser deduzidas além daquelas estabelecidas na teoria. Neste ponto não se sabe se essas deduções são corretas; a formulação da dedução, contudo, constitui uma hipótese, que se verificada, torna-se parte de uma construção teórica futura.
Assim, um teoria expõe uma relação entre fatos; se esta
relação existe, outras proposições que deveriam ser
verdadeiras podem ser deduzidas desta teoria. Tais proposi-ções deduzidas são as hipóteses.
A hipótese é uma proposição que pode ser colocada à prova para determinar sua validade; pode parecer contrária, ou de
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Hipóteses
:: proposições
Proposição é uma afirmação suscetível de ser verdadeira ou falsa, é algo que vai ser discutido ou defendido.
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:: conjeturas
acordo com o senso comum, pode ainda ser correta ou errada. Em qualquer caso, uma hipótese, conduz a uma verificação empírica, independendo do resultado, ela é uma questão proposta de tal maneira que uma resposta de algum tipo pode estar próxima a aparecer.
Portanto, obedecendo a um raciocínio lógico, a hipótese consiste na passagem dos fatos particulares para um esque-ma geral, ou seja, são supostas respostas para o probleesque-ma em questão.
Como outras formas de conhecimento, a hipótese é o reflexo do mundo material na consciência do homem, isto é, uma imagem subjetiva do mundo objetivo.
Na pesquisa, a hipótese passa por dois processos importan-tes: a sua correta formulação e o seu teste. Com o intuito de encontrar soluções para o estudo em questão, as hipóte-ses poderão ser comprovadas ou refutadas. Contudo, mes-mo refutada é uma fonte de conhecimentos sobre o proble-ma estudado.
Segundo Popper, as leis e teorias científicas, mesmo as mais bem estabelecidas, são sempre hipóteses, inventadas livre-mente para predizer e explicar os fenômenos. O que as tornaria científicas é sua falseabilidade, ou seja, o poderem, em princípio, ser refutadas pela experiência. É claro que as teorias de fato aceitas num dado momento não podem já ter sido refutadas. Mas é importante que sejam refutáveis, pois caso contrário não teriam pontos de contato com a realida-de. O progresso da ciência seria, assim, o resultado de um
processo constante de conjeturas e refutações, de
substituição de hipóteses falseadas por hipóteses melhores e não falseadas, porém sempre falseáveis.
Embora essa visão da ciência aparentemente rompa de forma radical com a noção original, há aí um elemento importante o realismo. Essa posição filosófica é, em termos simples, a de que, embora falíveis, as teorias científicas devem ser entendidas como tentativas sérias, e cada vez melhores, de descrever uma realidade objetiva, ainda quan-do transcenda o nível quan-dos fenômenos, ou seja, aquilo que é diretamente perceptível aos sentidos. A construção científica do conhecimento continua, nessa perspectiva realista, dando vazão da melhor forma possível ao nosso arraigado desejo de compreender o mundo real, de descobrir como e por que funciona.
Características das Hipóteses:
· A hipótese deve ser clara: a clareza se refere ao modo como foi enunciada, isto é, constituída por termos que ajudam realmente a entender o que se pretende afirmar e indiquem de modo compreensível os fenômenos a que se referem.
· A hipótese deve ser verificável pelos processos
científicos: não deve conter julgamentos morais, embora
possa estudar julgamentos de valor.
· A hipótese deve ser específica: o enunciado deve ser especificado, dando as características para identificar o que deve ser observado e incluindo uma referência aos indícios que serão usados.
Conjetura ou conjectura é um juízo ou opinião sem fundamen-to preciso, é uma suposição ou hipótese.
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· A hipótese deve ser plausível: isto é, deve indicar uma situação possível de ser admitida, de ser aceita. · A hipótese deve ser consistente: a consistência indica que o enunciado não está em contradição nem com a teoria e nem com o conhecimento científico mais am-plo, bem como que não existe contradição dentro do próprio enunciado.
Veja os exemplos abaixo: em uma pesquisa que se propu-nha estudar a viabilidade e as condições de execução de cursos a distância, via Internet, foram formuladas as se-guintes hipóteses:
· A infra-estrutura da Internet no Brasil possibilita o desenvolvimento de cursos a distância.
· Existe demanda por cursos a distância via Internet para profissionais da área de Comunicação.
· As ferramentas da Internet possibilitam a realização de cursos a distância interativos.
Uma hipótese não é enunciada em forma interrogativa e nem em forma condicional, mas é uma afirmação, provisó-ria, que se faz, em forma de sentença declarativa.
A formulação da hipótese está relacionada com o problema da pesquisa e correlacionada com as variáveis, estabelecen-do uma união entre teoria e realidade com o sistema
referencial e a investigação. Tal condição exige que seja elaborada com evidências e sem ambigüidades.
As variáveis são aspectos, propriedades, características individuais ou fatores, observáveis ou mensuráveis de um fenômeno.
Alguns exemplos de variáveis:
· na física: massa, peso, velocidade, energia, força, im-pulso, atrito etc..
· nas ciências sociais: inteligência, classe social, sexo, salário, idade, ansiedade, preconceito, motivação, agres-são, frustração e muitas outras.
· na economia: custo, tempo, qualidade, produtividade, eficiência, desempenho etc.
Segundo a relação que expressa, uma variável pode ser classificada em:
· Variável independente: é aquela que é fator
determinante para que ocorra um determinado resultado; é a condição ou causa para um determinado efeito ou conseqüência; é o estímulo que condiciona uma resposta. · Variável dependente: é aquele fator ou propriedade que é efeito, resultado, conseqüência ou resposta de algo que foi estimulado; não é manipulada, mas é o efeito observado como resultado da manipulação da variável independente.
· Variável de controle: é aquele fator ou propriedade que poderia afetar a variável dependente, mas que é
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neutralizado ou anulado, através de sua manipulação deliberada, para não interferir na relação entre a variável independente e a dependente.
· Variável interveniente: é aquele fator ou propriedade que teoricamente afeta o fenômeno observado. Esse fator, no entanto, ao contrário das outras variáveis, não pode ser manipulado ou medido.
Veja um exemplo: as crianças que foram bloqueadas em suas ações, mostram-se mais agressivas do que aquelas que não o foram. - Variável independente: ter ou não ter o bloqueio;
- Variável dependente: grau de agressividade;
- Variável interveniente: a frustração (o bloqueio conduz à frustração e esta à agressividade).
Como as variáveis se referem aos aspectos observáveis ou mensuráveis, elas podem ser classificadas, segundo o tipo:
· Variáveis qualitativas: são caracterizadas pelos seus atributos ou aspectos qualitativos e relacionam aspectos não somente mensuráveis, mas também definidos descri-tivamente. Os elementos do conjunto original são agrupa-dos em classes ou categorias (classificação) distintas, obedecendo a determinado critério classificatório. Nas variáveis qualitativas não existem ordem, hierarquia ou proporção.
Por exemplo: sexo, estado civil, raça, nacio-nalidade, histeria, psicose etc.
· Variáveis quantitativas: são determinadas em relação aos dados ou proporção numérica, são os atributos ou aspectos que podem ser quantificados. As variáveis quan-titativas são sempre resultados de um processo de conta-gem ou mensuração.
Por exemplo: peso, altura, idade, temperatu-ra, volume, massa, renda familiar etc.
As variáveis são propriedades que podem variar entre indiví-duos, objetos ou coisas e outros.
Veja o exemplo abaixo: na pesquisa que se propunha estu-dar a viabilidade e as condições de execução de cursos a distância, via Internet, foram identificadas as seguintes variáveis:
· Existência de infra-estrutura de rede adequada para
atendimento das necessidades do curso a distância.
· Demanda por cursos a distância por parte dos
profissio-nais de Comunicação.
· Capacidade das ferramentas Internet produzirem um
ambiente interativo que assegure o aproveitamento do curso pelos participantes.
Na pesquisa científica, a variável correlaciona-se em dois níveis: o conceitual e o empírico. No primeiro caso,
enume-As Hipóteses e Variáveis
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ram-se as propriedades de interesse imediato para o estudo e estabelecem-se as relações entre elas. No segundo, a análise estabelece as associações existentes entre as variá-veis, tal como ocorreu nos dados ou fatos observados, e deve-se verificar se estas relações se ajustam ao modelo conceitual.
Vimos que a teoria é que fundamenta a direção da pesquisa, estabelecendo um elo entre o que é conhecido e o desco-nhecido, ou da própria teoria tiram-se deduções lógicas que representam outros tantos problemas e hipóteses.
As teorias nunca atingem a totalidade de aspectos dos fenômenos da realidade. Estabelecem relações entre aspec-tos não diretamente observáveis, sendo geralmente expres-sas por vários enunciados sistematizados. Sendo a finalida-de da ciência finalida-descobrir uma relação sistemática dos fenôme-nos, somente os seus aspectos comuns e invariáveis são levados em consideração, estabelecendo-se com eles os elos de ligação da estrutura existente. As propriedades individu-ais e próprias de cada fenômeno, isoladamente, são
desconsideradas pelas teorias.
À medida que as teorias se ampliam, mais uniformidades e regularidades explicam o universo dos fenômenos, mostran-do a interdependência que há entre eles.
A teoria se manifesta como uma eterna hipótese que man-tém viva a necessidade da indagação, da investigação, fazendo da ciência um edifício em permanente construção.
1. Comente e dê a sua interpretação à afirmação abaixo de Popper:
“As teorias (...) só podem ser entendidas como tentativas de solução de problemas e em relação com as situações-proble-ma.”
2. Considere a seguinte hipótese:
“A habilidade de distinguir as categorias gramaticais aumen-ta com a idade cronológica e com o nível educacional.” a) Quais são as variáveis que você identifica?
b) Que relação existe entre elas?
c) Como você poderá testar tal hipótese?
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Síntese da Aula
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GOODE, William J. e HATT, Paul K. Métodos em pesquisa
social. São Paulo: Nacional, 1979.
KAPLAN, Abraham. A conduta na pesquisa: metodologia para
as ciências do comportamento. São Paulo: EPU; EDUSP,
1975.
LAKATOS, Eva Maria e MARCONI, Marina de Andrade.
Funda-mentos de metodologia científica. São Paulo: Atlas, 1996.
http://members.tripod.com/alkimia/intro_science.htm http://www.inf.ufsc.br/metodos-estatisticos/conteudo/ 6pagina2.htm http://www.nib.unicamp.br/slides/analise/ http://www.assis.unesp.br/~egalhard/metcien.htm