LITERATURA E TELEVISÃO: O “AUTO DA COMPADECIDA” EM
SALA DE AULA
PAULINO, José Kelson Justino Paulino (UFCG) SOUZA, Dignamara Pereira de Almeida (UFCG)
RESUMO
Sabemos que as aulas de literatura no ensino médio e fundamental são marcadas por desinteresse e desestímulo. O aluno não vê atrativo nenhum nos encontros e acaba por excluir a leitura literária de seu convívio. Os meios de comunicação e os interativos estão cada vez mais presentes da vida do alunado, fazendo com que a escola perca espaço em seu cotidiano. Visando tais dificuldades, propomos uma estratégia nas aulas de literatura: a presença da televisão. Nós sabemos que o vídeo é um recurso que sempre dará bons resultados, desde que usado com inteligência e não como maneira aleatória ou de descanso do professor. Junto com ele deve haver uma mediação apropriada e que vá de encontro com o conteúdo estudado. A imagem e o som são pontos positivos no ensino, uma vez que o nosso estudante terá mais facilidade em absorver informações. Escolhemos o “Auto da Compadecida” como ferramenta de trabalho por que nela estão inseridos aspectos importantes para atrair o aluno: o cômico, a figura do anti-herói e a literatura regional. Com isso, poderemos trabalhar de maneira prazerosa e mostrar a importância de tal obra para a nossa literatura regional e a nacional, incentivando o aluno a fazer não somente a leitura do livro, mas procurar outras leituras que o atraiam. Para tal estudo contamos com a contribuição de Perrenoud e suas consideráveis teorias sobre as competências do professor, Martins e seus relevantes comentários sobre o ensino de literatura e suas urgentes mudanças. Nagamini nos mostra a importância da televisão em sala de aula, frisando o trabalho criativo e inovador do professor, ao usar tal recurso. Nessa perspectiva poderemos mesclar a literatura e televisão acrescentando bons resultados ao ensino e ao cotidiano escolar.
Palavras Nchave: Literatura e ensino; A televisão na escola; ensino inovador. A literatura em sala de aula
Muito se tem falado sobre a abordagem literária em sala de aula, problema esse que rodeia a cabeça de estudiosos e estrategistas que se preocupam com o desenvolvimento literário na escola. O ensino de literatura no grupo escolar geralmente é marcada por desmotivação e desinteresse e o que vemos em dias atuais é uma total repassagem do enredo de um livro, sem haver maior preocupação com a leitura da obra e a análise literária.
Muitas vezes o professor, visando apenas passar o conteúdo, sem se preocupar com o seu desenvolvimento aprofundado, o expõe de maneira mecânica, sem intuito nenhum de incentivar seus alunos. Concentra-se aqui um grande problema: qual estratégia usar em sala de aula, visando á motivação dos alunos, nas aulas de literatura?
Não é tarefa fácil para o docente está sempre se renovando perante aos quadros das novas tecnologias. Está cada vez mais complicado encarar uma turma de ensino médio, por exemplo, sem fazer a contextualização das aulas. O aluno está mais interessado em sua realidade, do que no distante contexto que o livro didático traz. Não se trata de abandonar o ensino tradicional, mas de mesclá-lo com o cotidiano do aluno. Inserir a internet, televisão, cinema e a música em aulas de literatura e ensino de maneira geral, vêm a ser ponto positivo em sala, uma vez que coisas desse tipo estão diretamente ligados a vida do nosso discente.
O aluno deve ser visto como sujeito ativo no cenário escolar, já que é nesta etapa que construirá seus pensamentos, opiniões e decisões. Em relação ao ensino de literatura, Martins (2006, p. 84), no livro Português no ensino médio e formação do professor, nos diz que ao longo da trajetória escolar, da educação infantil ao ensino médio, a leitura literária deveria ser mais valorizada como meio de o aluno desenvolver a criatividade e a imaginação na interação com textos que inauguram mundos possíveis, construídos com base na realidade empírica. Com isso, percebemos que o professor deve buscar meios que provoquem o aluno em sala, pois tal estímulo pode ser determinante na vida dele, seja qual for a área que pretende seguir.
A televisão como ferramenta de ensino.
Em dias atuais os meios de comunicação, juntamente com a tecnologia interativa, se fazem presente na vida do aluno e conseqüentemente do próprio professor. Infelizmente, ainda existe uma forte resistência a tais meios, pois ora os professores falam das dificuldades como desculpa, ora acreditam no tradicional livro como fonte primária de ensino. Não podemos ir contra tais professores, as
conservadas páginas ainda são aspecto puro no ensino e as dificuldades de adequação, apesar de preocupante, já é fator esperado. Os educadores tratam de adiar essa discussão dizendo que sempre haverá tempo para voltar a falar disso, no dia em que as novas tecnologias da informação transformarem verdadeiramente suas próprias condições de trabalho (Perrenoud, 2000, p. 126). Pois bem, esse dia chegou e com ele as preocupações de um melhor ensino.
Não podemos cegar perante as emergências educacionais, como o desinteresse nas aulas de literatura. O aluno precisa entender a importância de tal aspecto em sua formação e na sociedade. Para isso o professor, competindo com as novas tecnologias, deve expor o ensino de maneira mais prazerosa. Essa falta de interesse advêm, primeiramente, do mito que literatura é muito difícil (Martins, 2006, p. 92), e os alunos acreditam que o que provoca essa dificuldade é justamente a escolha de clássicos da literatura expostos pelo livro didático. Precisamos entender que para ele se tornar um “leitor fluente”, deve tornar-se, primeiramente, um “leitor”.
Com o objetivo de prender atenção do alunado, podemos aliar-nos a meios consideráveis como a televisão. Devemos entender que as novas tecnologias da informação e da comunicação transformam espetacularmente não só nossas maneiras de comunicar, mas também de trabalhar, de decidir, de pensar (Perrenoud, 2000, p.125). Com a consciência do poder da televisão e outros meios, então por que não levá-la para dentro da sala de aula?
Nagamini (2004) em seu livro Literatura, televisão, escola – estratégias para leitura de adaptações, nos traz uma constatação curiosa. A autora nos diz que o aluno muitas vezes, tende a trocar o texto literário por adaptações que deste são feitas para o cinema ou para a TV. Assim, temos uma realidade no mínimo intrigante: assistir ao livro (p. 15), isso deixa evidente a necessidade de aliar esses dois meios.
Não se deve simplesmente trabalhar com a televisão de maneira aleatória, mas antes deve haver um estudo sobre os objetivos que se pretende alcançar com tal estratégia. Sabemos que tal meio tem seus pontos positivos e negativos, mas se trata de selecionar os traços relevantes, antes de desenvolvê-los em sala de aula, pois ouvimos freqüentemente que ela proporciona um “saber em gotas”, um saber
de jogos televisivos, que enriquece realmente apenas aqueles que desenvolveram estruturas de recepção, na escola ou no trabalho (Perrenoud, 2000, p.137), ou seja, a preparação não deve ser apenas do professor, mas deve haver a preocupação de instruir também o aluno, pois ele deve ver tudo com olhos críticos e formadores de opinião.
Os estudos literários devem ser trabalhados de forma mais atraente, pois como sabemos, os meios de comunicações estão tomando cada vez mais o espaço da literatura, então ela deve adaptar-se a era dos recursos tecnológicos e comunicacionais, se fazendo integrar-se a um ambiente global, informacional, no qual o texto literário possa funcionar como objeto imaginativo, inserido nas práticas culturais (Martins, 2006, p. 97).
Sabemos que a juventude sempre procura os meios mais prazerosos para se fazer algo, nos estudos não é diferente. O espetáculo visual e sonoro, sempre trazidos pelos meios de comunicação, atrai mais que as páginas frias de um livro. Não queremos dizer que a televisão deve ficar acima do livro, mas mostrar que, de fato, isso já está acontecendo e parece que o meio que nos resta é juntar esses dois aspectos com o intuito de fazer com que a literatura se torne algo mais presente.
Temos ciência das inúmeras adaptações de livros que existem e que tais, geralmente, fazem acréscimos ou reduções a obra original, isso justifica-se por causa do tempo que será exibido, o público alvo e o horário de exibição. Por este motivo, deve ser incentivado a leitura do livro, uma vez que este é considerado bem mais completo e lá se encontra as reais mensagens que um autor deseja passar, fazendo com que haja em sala de aula uma discussão sobre as diferenças entre o livro e a série ou minissérie exibida na TV. Com isso a adaptação deve ser acrescentada ao estudo da obra e não substituída. O vídeo deve ser tratado e trabalhado em sala de aula como mais um instrumento que contribui para o desenvolvimento de leitores (Nagamini, 2004, p. 11), sendo assim, ao assistir o vídeo, o aluno terá no mínimo curiosidade de consultar o escrito original, e verificará que a leitura pode ser prazerosa também.
Apesar de alguns críticos sempre fazerem relações entre o livro e suas adaptações, com o intuito de inferiorizar um ou outro. Deixemos claro que esse não
é nosso propósito, pois através de um estudo aprofundado sobre este tema, percebemos que são linguagens diferentes e por isso um sempre irá se utilizar de aspectos que no outro não será possível.
“Auto da Compadecida”: ensino e prazer.
O “Auto da compadecida” é uma peça de teatro escrita em 1955 pelo autor Ariano Suassuna. A peça é um drama cômico, que encena a história de João grilo e Chicó e suas aventuras no sertão, com o intuito de sobreviver a fome e as desgraças. Em 1999 foi exibida pela Rede Globo de Televisão em forma de minissérie, dividida em quatro capítulos. Na versão para TV aparecem alguns acréscimos no corpo de personagens, como o cabo Setenta, Rosinha e Vincentão. As supressões acabam por excluir personagens como o Palhaço, o Frade, o Sacristão, Encourado, justamente por este motivo, deve-se frisar em sala de aula a importância da leitura do livro.
Diante da estratégia de se trabalhar com o “Auto da Compadecida” em sala de aula, surgem alguns questionamentos: como trabalhar e por que trabalhar? A essas dúvidas podemos sugerir algumas propostas. Este trabalho objetiva mostrar os motivos de tal série ser tão popular e causar o interesse por quem assiste. Neste caso nosso real alvo são os alunos do ensino médio, que já devem ter um pouco de noção literária.
O “Auto da Compadecida”, conhecida no Brasil inteiro traz traços que despertam o interesse dos demais. A minissérie desperta a atenção pelos seguintes motivos: identificação, o cômico, os anti-heróis João Grilo e Chicó, a literatura de cordel.
A minissérie causa identificação, principalmente no Nordeste, por causa da linguagem, repleta de termos regionais e pela facilidade de entendimento, já que não mostra rebusco algum. O programa também mostra um nordestino esperto, cheio de idéias e coragem. João Grilo escapou de muitas confusões devido a sua esperteza. Quem não se lembra do “gato que descomia dinheiro”, que numa tentativa de sobreviver, acabou por inventar isso e enganar seu maior alvo, os ambiciosos patrões: o padeiro e sua mulher. O causo do sangue na bexiga também não fica
atrás, dessa vez os personagens queriam driblar seu assassino, emprestando uma gaita que fazia reviver. Querendo agradar os patrões e também ganhar algum vintém, João inventa um tal de testamento da cachorra, jogada de mestre. Tavares fala de João Grilo como uma nova encarnação de Pedro Malazarte (...). outro antepassado ilustre seu é Lazarilho de Tormes, o guia de cego que luta para sobreviver no meio da miséria e da violência, sendo forçado a tornar-se sagaz, trapaceiro e por vezes cruel (2005, p.180). Esses momentos servem para mostrar que o aluno se interessa por histórias interessantes e personagens espertos, isso causaria identificação de imediato em quem assiste, incentivando-o a procurar outras leituras.
Outro traço que agrada o telespectador (neste caso o aluno) seria o tom cômico dado a minissérie. Todos nós sabemos que o alunado sempre dá mais atenção a aulas dinâmicas e mais interativas. Nesse caso o humor de Ariano Suassuna vai despertar e causar discussões entre eles. É mais fácil lembrarmos de uma piada ou um comentário divertido do que a fala do professor que passou horas falando sobre a escola Barroca, sem nenhum tipo de atrativo em seu discurso.
A literatura de cordel presente na obra nos faz lembrar dos divertidos e criativos causos que compõem as aventuras de João e Chico. Os textos anônimos da tradição popular em que se baseiam os escritos de Suassuna fazem com que a minissérie se torne algo mais próximo a nós, nordestinos ligados na cultura popular. O gato que descomia dinheiro, o testamento da cachorra, o castigo da soberba faz com que o nosso aluno se delicie com a criatividade de tais histórias, fazendo-o pensar sobre a nossa literatura regional, valorizando-a e incentivando sua leitura.
Os personagens principais, João Grilo e Chicó, falam por si só, numa questão atrativa. Em meio a tantos filmes e minisséries regados com beleza, bondade, inocência e coragem do herói, eis que surgem esses dois personagens, que só tiram a coragem como característica. Na imaginação do público, quem nunca sonhou em ter um amigo esperto como João Grilo?
Moniz em seus escritos nos diz que enquanto protagonista da história narrada ou encenada, o anti-herói reveste-se de qualidades opostas ao cânone axiológico positivo: a beleza, a força física e espiritual, a destreza, dinamismo e capacidade de
intervenção, a liderança social, as virtudes morais (Disponível em:
http://www.fcsh.unl.pt/invest/edtl/verbetes/A/anti_heroi.htm Acesso em: 20 de setembro de 2011), ou seja, enquanto um típico herói se caracteriza por esses traços, os nossos anti-heróis seriam os desprovidos de beleza, os fracos, excluídos e imorais. Podemos dizer que Suassuna quis parodiar o mocinho tradicional, e sua criação foi positiva, uma vez que os anti-heróis, geralmente, são mais populares que os heróis, já que causa identificação com o público. Tavares diz que
João Grilo e Chicó reproduzem a tradição circense de mostrar um palhaço espertalhão, cheio de recursos, que gosta de se meter em situações arriscadas, e outro palhaço ingênuo, meio covarde, que se deixa influenciar pelo outro e as vezes acaba atrapalhando-o. Os dois tipos, observa Suassuna, são exemplarmente batizados pelo povo com as denominações de O palhaço e o Besta. (2005, p. 181)
Chegamos a conclusão que João e Chicó não tem, de maneira nenhuma, vocação para símbolos exemplares, já que são mentirosos e enganadores, mas conquistaram o público como grandes nomes.
Literatura e televisão: sugestões de ensino.
Sabemos que exibir uma minissérie em sala de aula, não é tarefa fácil. Antes de qualquer coisa, deve haver um amplo planejamento sobre o tempo das aulas. Uma aula tem em média quarenta e cinco minutos. Na televisão a obra foi dividida em quatro capítulos de, em média, quarenta minutos.
Sugerimos mostrar um capítulo por aula, mas não se deve simplesmente exibir os episódios. Um questionário sobre cada capítulo deve ser repassado aos alunos, como forma de avaliação. Ao final da exibição da minissérie, o quinto encontro deve ser uma discussão sobre a obra em confronto com sua adaptação para TV, levando em conta as questões passadas para os alunos. Para isso, os alunados devem ler a obra completa antes da exibição do programa de TV.
Capítulo 1: “O testamento da cachorra” –
Discussões: A linguagem do filme; Comparações com o cordel “o testamento da cachorra”; Tradição popular e a paixão de cristo; A crença popular; A avareza do padeiro; O pecado a luxúria; A presença da religiosidade; A esperteza de João Grilo; A pobreza no sertão nordestino;
Capitulo 2: “O gato que descome dinheiro”
Discussões: Comparações com o cordel “O cavalo que defecava dinheiro”; Chicó: O nordestino e a mania de aumentar; A ganância do padre e do bispo; A igreja e os favorecimentos a camada superior da população; As leis da igreja e os mecanismos de obediência; A falta de humanidade; Regionalismo: O cangaceiro e a tradição nordestina; Devoção e temor: a religiosidade da camada popular;
Capítulo 3: “A peleja de Chicó contra os dois ferrabrás”
Discussões: A contradição nordestina: coragem e medo; Quermesses: tradição popular; A mulher e a submissão a família; Hipocrisia eclesiástica; A inocência do nordestino; O preconceito com a mulher adúltera;
Capítulo 4: “O dia que João Grilo se encontrou com o Diabo”
Discussões; A religiosidade do cangaceiro; A triste morte de João Grilo; A naturalidade ao enfrentar a morte; A visão nordestina do céu; O instinto de grandeza do religioso; A imagem do inferno e do demônio de acordo com o senso comum; O preconceito racial; Introdução da religião espírita como algo negativo; Nossa Senhora: simples e humilde como o Nordestino; Morte de solidão: realidade sertaneja; Arrependimento antes da morte;
OBS: a discussão deve ser feita somente na quinta aula. O professor deve fazer um questionário sobre cada capítulo, visando as discussões anteriormente citadas neste quadro e desenvolver um diálogo com o aluno.
Um comentário final
Sabemos que trabalhar com literatura em sala de aula não é tarefa fácil. Justifica-se pelo desinteresse dos alunos e até mesmo pela falta de planejamento do professor. Pesando nisso, uma idéia válida seria a inclusão da televisão (não como aparelho, mas como programas de TV) e do cinema em sala. Atualmente, a vida dos alunos é marcada por esses dois itens e nada melhor que dinamizar a aula usando tais recursos.
O Auto da Compadecida em sala de aula em forma de minissérie, seria um ponto relevante a ser discutido, uma vez que tal obras trazem aspectos que causam a identificação com o público, fazendo com que o aluno se interesse e procure outras leituras na mesma área ou até mesmo em áreas afim.
Não podemos deixar que a “literatura pura” perca mais espaço nas escolas. Até os vestibulares entendem essa necessidade e colocam filmes em seus programas de estudos. A televisão não deve ser vista como ameaça, mas como incentivador, pois ela veio para acrescentar e provocar discussões em sala de aula. Lembremos também que não se deve colocar um filme ou série em sala aleatório, esse deve ir de encontro ao programa escolar.
Atualização de metodologia nunca foi algo fácil de se compor, mas devemos ter a consciência que precisamos urgentemente inovar nossos meios, uma vez que a sociedade evolui a cada dia e junto com ela nossos alunos, por isso é preciso que haja maior envolvimento dos professores na escola, para que se forme certa sensibilidade perante as necessidades dos alunos e da escola e contínua evolução. Referencias Bibliográficas
NAGAMINI, Eliana. Literatura, Televisão e escola: estratégias para leitura de adaptações. São Paulo: Cortez, 2004. Ed. 11.
SUASSUNA, Ariano. Auto da Compadecida. Rio de Janeiro: Agir, 2005. Ed. 35. MARTINS, Ivanda. A literatura no ensino médio: quais os desafios do professor?. IN: Português no ensino médio e formação do professor. São Paulo:Parábola Editorial, 2006. Ed. 3.
PERRENOUD, Philippe. Dez novas competências para ensinar. Tradução: Patrícia Chittone Ramos. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 2000.
Referências Interativas
Moniz, Antonio. Anti-Herói. Artigo do site: E-Dicionário de Termos Literários. Disponível em: <http://www.fcsh.unl.pt/invest/edtl/verbetes/A/anti_heroi.htm>. Acesso em: 20 de setembro de 2011)
http://www.adorocinema.com/filmes/auto-da-compadecida/ Referência de Minissérie
AUTO da Compadecida. Adriana Falcão, João Falcão e Guel Arraes. Rio de Janeiro. 1999. Português.