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2015 PROGRAMA DE AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO BÁSICA DO ESPÍRITO SANTO

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PAEBES ALFA

2015

PROGRAMA DE AVALIAÇÃO DA

EDUCAÇÃO BÁSICA DO ESPÍRITO

SANTO

(4)
(5)

César Roberto Colnaghi

Vice Governador do Estado do Espírito Santo Haroldo Corrêa Rocha

Secretário de Estado da Educação Eduardo Malini

Subsecretário de Estado de Administração e Finanças Caroline Falco Fernandes Valpassos

Gerente de Informação e Avaliação Educacional

Subgerência de Avaliação Educacional Fabíola Mota Sodré (Subgerente) Claudia Lopes de Vargas Denise Moraes e Silva Gloriete Carnielli

Subgerência de Estatística Educacional Denise Pereira da Silva (Subgerente) Andressa Mara Malagutti Assis (Estatística) Elzimar Sobral Scaramussa

(6)
(7)

Caro Educador,

O Estado do Espírito Santo completou, em 2015, o 16º ano do Programa de Avalia-ção da EducaAvalia-ção Básica (PAEBES). A implementaAvalia-ção de uma avaliaAvalia-ção em larga escala é imprescindível para um melhor monitoramento da qualidade e da equidade educa-cional. No decorrer dessa trajetória, o programa forneceu subsídios para a tomada de decisão e para o direcionamento de investimentos, com vistas à melhoria na qualidade da educação nas escolas, voltadas principalmente para a otimização do trabalho peda-gógico na construção de estratégias de aprendizagem.

A Coleção 2015 de divulgação do PAEBES apresenta os resultados das provas e dos questionários socioeconômicos aplicados nas turmas de 1º, 2º, 3º e 5º anos e 8ªsérie/9º ano do Ensino Fundamental e na 3ª série do Ensino Médio, possibilitando aos sistemas de ensino conhecer o desempenho de nossas crianças e jovens e refl etir sobre o que as escolas podem fazer para melhorar esse ensino.

Esse material precisa constituir-se em instrumento efetivo de consultas para gesto-res e professogesto-res no acompanhamento e no planejamento de intervenções, pois a ava-liação não se relaciona apenas à “aprovação” ou “reprovação” dos estudantes, como também à análise dos resultados, de modo a contribuir para que cada escola realize seu planejamento à luz das necessidades de aprendizagem dos alunos.

Nessa parceria, contamos com o compromisso dos nossos profi ssionais de Educação e aproveitamos para parabenizar a todos pelas melhorias conquistadas, o que, em última

(8)

SUMÁRIO

11

1. POR QUE AVALIAR

A EDUCAÇÃO NO

ESPÍRITO SANTO?

13

2. O QUE É AVALIADO

NO PAEBES ALFA?

18

3. COMO É A

AVALIAÇÃO NO PAEBES

ALFA?

(9)

55

4. COMO SÃO

APRESENTADOS OS

63

6. QUE ESTRATÉGIAS

PEDAGÓGICAS PODEM

57

5. COMO A ESCOLA

PODE SE APROPRIAR

DOS RESULTADOS DA

AVALIAÇÃO?

(10)
(11)

Apresentamos a Revista Pedagógica do PAEBES ALFA 2015.

Esta publicação faz parte da coleção de divulgação dos resultados da avaliação realizada no final do ano de 2015.

Para compreender os resultados dessa avaliação, é preciso responder aos seguintes questionamentos.

POR QUE AVALIAR A EDUCAÇÃO NO ESPÍRITO SANTO?

O QUE É AVALIADO NO PAEBES ALFA?

(12)
(13)

1

POR QUE AVALIAR A EDUCAÇÃO

NO ESPÍRITO SANTO?

(14)

12

PAEBES ALFA 2015 REVISTA PEDAGÓGICA

Para responder a essa pergunta, é preciso, em primeiro lugar, diferenciar avaliação externa de avaliação interna. Avaliação interna é aquela que ocorre no âmbito da escola. O edu-cador que elabora, aplica e corrige o teste para, em seguida, analisar seus resultados faz parte da unidade esco-lar em que o processo educacional é levado a efeito.

A avaliação externa em larga es-cala, por sua vez, constitui um procedi-mento avaliativo baseado na aplicação de testes e questionários padroniza-dos, para um grande número de estu-dantes. Esses testes são elaborados com tecnologias e metodologias bem definidas e específicas, por agentes externos à escola. A avaliação exter-na possibilita verificar a qualidade e a efetividade do ensino ofertado a uma determinada população (estado ou município, por exemplo).

Mas como os dados obtidos por esse tipo de avaliação podem con-tribuir para melhorar os processos educativos, no interior das escolas, e, consequentemente, os resultados das redes de ensino? Esse é um questio-namento muito observado entre as equipes gestoras e pedagógicas das escolas que recebem os resultados da avaliação externa.

É necessário ter em mente que a avaliação externa em larga escala tem como objetivo oferecer, por meio de seus resultados, um importante subsídio para as tomadas de decisão, inicialmente na esfera das redes de ensino. Os dados oriundos dos testes respondidos pelos estudantes formam um painel que ilustra o que está sen-do ensinasen-do e o que os estudantes estão aprendendo, em cada discipli-na e etapa avaliada; de posse dessas

informações, os gestores de rede po-dem envidar esforços no sentido de estabelecer políticas que contribuam para a melhoria do desempenho dos estudantes de toda a rede, e também têm a possibilidade de atuar em casos pontuais, como escolas ou regiões es-pecíficas que apresentem o mesmo tipo de dificuldade.

Além da dimensão da rede de ensino, as escolas, individualmente, podem e devem utilizar os resulta-dos da avaliação para verificar o de-senvolvimento, pelos estudantes, das habilidades esperadas para a etapa de escolaridade em que estão inse-ridos. É relevante lembrar que esses resultados precisam ser pensados à luz dos conteúdos curriculares tra-balhados pela escola: as Matrizes de Referência, base para a elaboração dos testes, devem estar relacionadas a esses conteúdos, sem, no entanto, substituí-los. As unidades escolares têm a possibilidade de observar se o currículo adotado contempla as habili-dades consideradas mínimas para que os estudantes consigam caminhar, a cada etapa vencida, rumo à aquisição dos conhecimentos necessários para se tornarem cidadãos críticos e cons-cientes de seu papel na sociedade.

Verificada a correlação Currículo X Matriz de Referência, gestores e pro-fessores podem atuar de diversas ma-neiras. Algumas estão indicadas nesta publicação, nas seções 5 - Como a es-cola pode se apropriar dos resultados da avaliação? e 6 - Que estratégias pe-dagógicas podem ser utilizadas para desenvolver determinadas habilida-des? O importante é descobrir as

estra-tégias mais adequadas para que todos os membros da comunidade escolar se apropriem dos resultados da avaliação,

compreendendo sua importância e seu significado para a vida dos estudantes, e concentrem seus esforços em levá--los a vencer as dificuldades apontadas por esses resultados.

Essas estratégias passam por um estudo acurado dos materiais disponi-bilizados para as escolas: os conteú-dos do site do programa, as revistas de divulgação de resultados, os encartes contendo os resultados da escola, em cada disciplina e etapa avaliada for-mam um conjunto robusto de informa-ções que merece atenção e análise.

Esse conjunto foi pensado com a intenção de fornecer, aos gestores e professores, o máximo de elementos para que possam avaliar, por meio de dados obtidos externamente à escola, como está o desempenho de seus es-tudantes, em comparação com as de-mais escolas da rede, e quais são os pontos que demandam uma atenção maior, no trabalho desenvolvido no in-terior da escola.

Desse modo, fica patente que as informações obtidas a partir dos testes da avaliação externa em larga escala, isoladamente, não solucionam os pro-blemas da educação brasileira, nem têm essa pretensão. A trilha que pode-rá levar a essa solução é a forma como os dados serão utilizados. E, nesse as-pecto, somente os educadores envol-vidos com o processo educacional po-derão estabelecer o melhor caminho a seguir.

As próximas seções têm o objeti-vo de auxiliá-los nessa trajetória, ofe-recendo informações relevantes para que a apropriação e a análise dos re-sultados da avaliação externa em lar-ga escala sejam produtivas para sua escola e para sua prática profissional.

(15)

2

O QUE É AVALIADO NO

PAEBES ALFA?

(16)

14

PAEBES ALFA 2015 REVISTA PEDAGÓGICA

MATRIZ DE REFERÊNCIA

O QUE É UMA MATRIZ DE REFERÊNCIA?

As Matrizes de Referência indicam as habilidades que

se deseja avaliar nos testes do PAEBES ALFA. Importa re-gistrar que as Matrizes de Referência são uma parte do Cur-rículo, ou da Matriz Curricular: as avaliações em larga escala não pretendem avaliar o desempenho dos estudantes em todos os conteúdos presentes no Currículo, mas, sim, nas habilidades consideradas fundamentais para que os estu-dantes progridam em sua trajetória escolar.

As Matrizes de Referência relacionam os conhecimen-tos e as habilidades para cada etapa de escolaridade ava-liada, ou seja, elas detalham o que será avaliado, tendo em vista as operações mentais desenvolvidas pelos estudan-tes em relação aos conteúdos escolares que podem ser aferidos pelos testes de proficiência. No que diz respeito ao PAEBES ALFA, o que será avaliado está indicado nas Matrizes de Referência desse programa.

O Tópico ou o Tema agrupam um

conjunto de habilidades, indicadas pelos descritores, que possuem afini-dade entre si.

Os Descritores descrevem as habili-dades que serão avaliadas por meio dos itens que compõem os testes de uma avaliação em larga escala.

(17)

MATRIZ DE REFERÊNCIA LÍNGUA PORTUGUESA 1EF

T1. RECONHECIMENTO DE CONVENÇÕES DO SISTEMA ALFABÉTICO C1. Identificação de letras do alfabeto

D01 Reconhecer especificidades da linguagem escrita.

D02 Identificar letras do alfabeto.

D03 Diferenciar letras de outros sinais gráficos, como os números, sinais de pontuação ou de outros sistemas de representação.

D04 Distinguir, como leitor, diferentes tipos de letras.

C2. Uso adequado da página

D05 Reconhecer as direções e o alinhamento da escrita da língua portuguesa.

T2. APROPRIAÇÃO DO SISTEMA ALFABÉTICO C3. Reconhecimento da palavra como unidade gráfica

D06 Compreender a função da segmentação de espaços em branco, na delimitação de palavras em textos escritos (consciência de palavras). C4. Aquisição da consciência fonológica

D07 Identificar o número de sílabas de uma palavra (consciência silábica).

D08 Identificar sílabas e sons (consciência silábica e consciência fonêmica).

D09 Identificar relações fonema/grafema, som/letra (consciência fonêmica).

C5. Leitura de palavras, frases e pequenos textos D10 Ler palavras silenciosamente.

D11 Ler frases e pequenos textos, localizando informações explícitas contidas neles.

T3. USOS SOCIAIS DA LEITURA E DA ESCRITA

C6. Implicações do suporte e do gênero na compreensão de textos

D12 Reconhecer o local de inserção de determinada palavra numa sequência em ordem alfabética.

D13 Identificar gêneros textuais diversos.

D14 Reconhecer a finalidade de gêneros diversos.

T4. LEITURA: COMPREENSÃO, ANÁLISE E AVALIAÇÃO C7. Localização de informações explícitas em textos

D15 Localizar informações explícitas em textos de maior extensão ou em textos que apresentam dados.

D16 Identificar elementos que constroem a narrativa.

C8. Interpretação de informações implícitas em textos D17 Inferir informações implícitas em textos.

D18 Identificar assunto de textos.

T5. PRODUÇÃO ESCRITA C11. Escrita de palavras e frases

D28 Escrever palavras.

D29 Escrever frases.

(18)

16

PAEBES ALFA 2015 REVISTA PEDAGÓGICA

MATRIZ DE REFERÊNCIA MATEMÁTICA 1EF

T1. RECONHECIMENTO DE NÚMEROS E OPERAÇÕES

C1. Mobilizar ideias, conceitos e estruturas relacionadas à construção do significado dos números e suas representações D01 Associar quantidades de objetos/pessoas/animais à sua representação numérica.

D02 Associar um número natural à sua escrita por extenso.

D03 Comparar ou ordenar quantidades de objetos/pessoas/animais

D04 Comparar ou ordenar números naturais.

D05 Reconhecer números ordinais ou indicadores de posição.

C2. Mobilizar conceitos e propriedades numéricas, para resolver problemas

D06 Resolver problemas com números naturais, envolvendo diferentes significados da adição ou subtração.

D07 Resolver problemas com números naturais, envolvendo diferentes significados da multiplicação ou divisão.

C3. Mobilizar conceitos e propriedades numéricas para efetuar operações. D08 Efetuar a adição ou subtração de números naturais.

T2. NOÇÕES DE ESPAÇO E FORMA

C4. Reconhecer figuras geométricas planas ou espaciais D09 Identificar a representação de figuras bidimensionais.

D10 Identificar a representação de figuras tridimensionais.

C5. Localizar objetos em representações do espaço

D11 Identificar a localização ou movimentação de pessoas, objetos ou pontos em representação plana do espaço.

T3. NOÇÕES DE GRANDEZAS E MEDIDAS

C6. Mobilizar conceitos e propriedades relacionadas a grandezas e medidas para comparar, identificar ou efetuar medições D12 Comparar ou ordenar comprimento, altura e espessura.

D13 Identificar ou relacionar cédulas e moedas do Sistema Monetário Brasileiro.

D14 Estabelecer relações entre unidades de medidas de tempo.

C7. Reconhecer grandezas e suas diferentes unidades de medida D15 Identificar diferentes maneiras de medir uma grandeza.

D16 Ler horas em relógios digitais e/ou analógicos.

T4. TRATAMENTO DA INFORMAÇÃO

C8. Reconhecer informações e dados apresentados em gráficos, tabelas ou gêneros textuais D17 Identificar informações apresentadas em quadros ou tabelas.

D18 Identificar informações apresentadas em gráficos de colunas.

(19)

A elaboração dos itens do teste de Escrita tem como fundamento uma Matriz de Referência que indica o “O QUE” será avaliado, assim como ocorre com os de leitura.

No PAEBES ALFA, são quatro as habilidades aferidas no teste de escrita e que se encontram delimitadas na Matriz de Referência de Língua Portuguesa. Além do Tópico 5 – Produção Escri-ta, o qual engloba duas competências que apresentam três descritores que se desdobram em níveis de complexidade, avalia-se, também, uma habilidade apresentada em outra seção dessa Matriz de Referência, o D05, presente na Competência 2 do Tópico 1 e que é avaliada no âmbito da Leitura e da Escrita.

A seguir, apresentamos um recorte da Matriz de Referência de Língua Portuguesa do PAEBES ALFA, destacando o tópico relacionado à avaliação de Escrita.

MATRIZ DE REFERÊNCIA DE LÍNGUA PORTUGUESA PAEBES ALFA

Tópicos Competências Descritores

T1

Reconhecimento de convenções do sistema alfabético

C2

Uso adequado da página

D05

Reconhecer as direções e o alinhamento da escrita da Língua Portuguesa

T5

Produção escrita

C11

Escrita de palavras e frases

D28

Escrever palavras D29

Escrever frases

C12

(20)

3

Para elaborar os testes do PAEBES ALFA, é necessário estabelecer como se dará esse processo, a partir das habi-lidades elencadas nas Matrizes de Referência, e como será o processamento dos resultados desses testes.

COMO É A AVALIAÇÃO NO

PAEBES ALFA?

(21)

Leia o texto abaixo.

5

10

15

Curaçao, um simpático e colorido paraíso

Há uma lenda que explica a razão de Curaçao ser uma ilha tão colorida. Consta que um governador, há muitos anos, sentia dores de cabeça terríveis por todas as construções serem pintadas de branco e refletirem muito a luz do sol. Ele teria então sugerido algo a seus conterrâneos: colocar outras cores nas fachadas de suas residências e comércios; ele mesmo passaria a usar o amarelo em todas as construções que tivessem a ver com o governo. E assim nasceu o colorido dessa simpática e pequena ilha do Caribe.

E quem se importa se a história é mesmo real? Todo o colorido de Punda e Otrobanda combina perfeitamente com os muitos tons de azul que você vai aprender a reconhecer no mar que banha Curaçao, nos de branco, presentes na areia de cada uma das praias de cartão-postal, ou nos verdes do corpo das iguanas, o animal símbolo da ilha.

Acostume-se, aliás, a encontrar bichinhos pela ilha. Sejam grandes como os golfinhos e focas do Seaquarium, os lagartos que vivem livres perto das cavernas Hato, ou os muitos peixes que vão cercar você assim que entrar nas águas da lindíssima praia de Porto Mari. Tudo em Curaçao parece querer dar um “oi” para o visitante assim que o avista.

A ilha, porém, tem mais do que belezas naturais. Descoberta apenas um ano antes do Brasil, Curaçao também teve um histórico [...] que rendeu ao destino uma série de atrações [...], como o museu Kura Hulanda, ou as Cavernas Hato. [...]

Disponível em: <http://zip.net/bhq1CS>. Acesso em: 11 out. 2013. Fragmento. (P070104F5_SUP)

(P070105F5) De acordo com esse texto, qual é o animal símbolo da ilha? A) A foca. B) A iguana. C) O golfinho. D) O lagarto.

Item

O que é um item?

O item é uma questão utilizada nos testes das avaliações em larga escala.

Como é elaborado um item?

O item se caracteriza por avaliar uma única habilidade, indicada por um descritor

da Matriz de Referência do teste. O item, portanto, é unidimensional.

Um item é composto pelas seguintes partes:

1.

Enunciado –

estímulo para que o estudante mobilize recursos cognitivos, visando solucionar o problema apresentado.

2.

Suporte –

texto, imagem e/ou outros recursos que servem de base para a resolução do item. Os itens de Matemática e de Alfabetização podem não apresentar suporte.

3.

Comando –

texto necessariamente relacionado à habili-dade que se deseja avaliar, delimitando com clareza a tarefa a ser realizada.

4.

Distratores –

alternativas incorretas, mas plausíveis – os distratores devem referir-se a raciocínios possíveis.

5.

Gabarito –

alternativa correta.

(22)

20

PAEBES ALFA 2015 REVISTA PEDAGÓGICA

Os itens originários desse descritor avaliam se os estudantes já conseguem fazer uso adequado de uma página de caderno com margens e pauta. Isto é, avaliam se eles já sabem respeitar os limites estabelecidos pela página e, tam-bém, se já dominam os princípios da direção da escrita – da esquerda para a direita e de cima para baixo.

D05 RECONHECER AS DIREÇÕES E O ALINHAMENTO DA ESCRITA DA

LÍNGUA PORTUGUESA

Na avaliação da escrita, as habilidades são avaliadas por meio de itens politômicos, nos quais não se pressupõe a existência de uma única opção ou situação correta, mas sim diferentes possibili-dades de acerto ou concordância. Assim, as respostas são ordenadas considerando uma progressão dos acertos.

A seguir, são apresentados exemplos de itens para cada uma das habilidades de escrita avalia-das pelo PAEBES ALFA.

(23)

D28 ESCREVER PALAVRAS

Os itens que avaliam essa habilidade foram elaborados de duas formas distintas:

Nesse tipo de item, apresenta--se ao estudante uma figura que deverá ser nomeada. Esse exem-plo pede a nomeação da figura ANEL.

Nesse formato, o Aplicador dita a palavra que deve ser escrita pelo estudante. Esse exemplo apresenta a avaliação da palavra FADA.

(24)

22

PAEBES ALFA 2015 REVISTA PEDAGÓGICA

D29 ESCREVER FRASES

Os itens que avaliam essa habilidade foram elaborados de duas formas distintas:

Observação: nesse item, avaliam-se aspectos ortográficos (realização dos fonemas em grafemas, hipossegmentação e hipersegmentação), assim como o uso de maiúscula no início da frase. No entanto, o domínio da acentuação gráfica, separação de sílabas e pontuação não é avaliado, pois essas conven-ções da escrita ainda estão em processo de desenvolvimento nessa etapa de escolaridade.

Os estudantes escutam uma frase ditada pelo Aplicador, a qual, de modo geral, se organiza em ordem direta (Sujeito + verbo + complemento), sem serem mui-to longas. Esse item pede a réplica da frase TALITA BRINCA DE BONECA COM AS AMIGAS.

(25)

Outra forma de avaliar essa habilidade é através da apresentação de uma imagem aos estudantes, a partir da qual se solicita que ele escreva uma frase coerente com a cena observada. Nesse formato de item, o es-tudante precisa criar e não apenas copiar uma frase. Assim, a realização dessa tarefa envolve também a in-terpretação da imagem.

Observação: nesse tipo de item são considerados, portanto, aspectos rela-cionados à coerência da frase em relação à imagem, assim como os aspectos relacionados ao domínio da ortografia e das convenções da escrita, como na escrita de frase ditada.

(26)

24

PAEBES ALFA 2015 REVISTA PEDAGÓGICA

D30 PRODUZIR TEXTOS

Os itens associados a esse descritor podem apresentar situações de produção distintas (narrativa a partir de suporte não verbal, lista de palavras ou bilhete), conforme a etapa de escolaridade avaliada.

Esses itens permitem que se avaliem diferentes dimensões/aspectos envolvidas(os) na sua realização, que são trata-dos como sendo itens diferentes. Os aspectos consideratrata-dos são:

A seguir, exemplos de item para avaliar esse descritor. ASPECTO 1

Análise discursiva (adequação à proposta) ASPECTO 2Análise linguística (elaboração do texto)

Nessa ótica, é verificado se o estudante produziu o texto conforme os padrões pré-estabelecidos pelo gênero textual elencado (bilhete, lista ou narrativa).

Nessa perspectiva, observam-se os aspectos ortográficos e morfossintáticos do texto elaborado pelo estudante.

Nesse tipo de item, o estu-dante deve elaborar um texto verbal a partir de um suporte não verbal como uma tirinha ou história em quadrinhos. Os elementos verbais permi-tidos no suporte devem limi-tar-se a onomatopeias.

(27)

Nesse item, o estudante deve listar o nome de cinco elementos que compõem a cena.

(28)

2ª ETAPA –

ORGANIZAÇÃO DOS CADERNOS DE TESTE

.

CADERNOS DE TESTE

Como é organizado um caderno de teste?

A definição sobre o número de itens é crucial para a composição dos cadernos de teste. Por um lado, o teste deve conter muitos itens, pois um dos objetivos da avaliação em larga escala é medir de forma abrangente as habilidades essenciais à etapa de escolaridade que será avaliada, de forma a garantir a cobertura de toda a Matriz de Referência adotada. Por outro lado, o teste não pode ser longo, pois isso inviabiliza sua resolução pelo estudante. Para solucionar essa dificuldade, é utilizado um tipo de planejamento de tes-tes denominado Blocos Incompletos Balanceados – BIB.

O que é um BIB – Bloco Incompleto Balanceado?

No BIB, os itens são organizados em blocos. Alguns desses blocos for-mam um caderno de teste. Com o uso do BIB, é possível elaborar muitos cadernos de teste diferentes para serem aplicados a estudantes de uma mesma série. Podemos destacar duas vantagens na utilização desse mode-lo de montagem de teste: a disponibilização de um maior número de itens em circulação no teste, avaliando, assim, uma maior variedade de habilida-des; e o equilíbrio em relação à dificuldade dos cadernos de teste, uma vez que os blocos são inseridos em diferentes posições nos cadernos, evitando, dessa forma, que um caderno seja mais difícil que outro.

são organizados em

blocos

Itens

que são distribuídos

em

cadernos.

CADERNO DE TESTE

CADERNO DE TESTE

26

(29)

2ª ETAPA –

ORGANIZAÇÃO DOS CADERNOS DE TESTE

.

Língua Portuguesa

Matemática

Escrita

80 itens divididos em: 16 blocos de

Língua Portuguesa com 5 itens cada de Matemática com 96 itens divididos em: 16 blocos 6 itens cada 30 itens divididos em: 6 blocos de Escrita com 5 itens cada

4 blocos (20 itens) de Língua Portuguesa 4 blocos (24 itens) de Matemática 1 bloco (5 itens) de Escrita

formam cadernos de Língua Portuguesa, Matemática e Escrita.

VERIFIQUE A COMPOSIÇÃO DOS CADERNOS DE TESTE

DO 1º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL DE:

16x

6x

12x

8x

12x

16x

CADERNO DE TESTE CADERNO DE TESTE CADERNO DE TESTE

(30)

Comparar resultados de diferentes avaliações, como o Saeb.

Avaliar com alto grau de precisão a proficiência de estudantes em am-plas áreas de conheci-mento sem submetê-los a longos testes.

Comparar os resultados entre diferentes séries, como o início e fim do Ensino Médio.

Existem, principalmente, duas formas de produzir a medida de desempenho dos estudantes submetidos a uma avalia-ção externa em larga escala: (a) a Teoria Clássica dos Testes (TCT) e (b) a Teoria de Resposta ao Item (TRI).

Os resultados analisados a partir da Teoria Clássica dos Tes-tes (TCT) são calculados de uma forma muito próxima às avaliações realizadas pelo professor em sala de aula. Con-sistem, basicamente, no percentual de acertos em relação ao total de itens do teste, apresentando, também, o percen-tual de acerto para cada descritor avaliado.

TEORIA DE RESPOSTA AO ITEM (TRI) E

TEORIA CLÁSSICA DOS TESTES (TCT)

Ao desempenho do estudante nos testes padronizados é atribuída uma proficiência, não uma nota.

Não podemos medir diretamente o conhecimento ou a aptidão de um estudante. Os modelos mate-máticos usados pela TRI permitem estimar esses traços não observáveis.

Teoria de Resposta ao Item (TRI)

A Teoria de Resposta ao Item (TRI), por sua vez, permite a produ-ção de uma medida mais robusta do desempenho dos estudantes, porque leva em consideração um conjunto de modelos estatísticos capazes de determinar um valor/peso diferenciado para cada item que o estudante respondeu no teste de proficiência e, com isso, estimar o que o estudante é capaz de fazer, tendo em vista os itens respondidos corretamente.

A TRI nos permite

(31)

A proficiência relaciona o conhecimento do estudante com a probabilidade de acerto nos itens dos testes.

Cada item possui um grau de dificuldade próprio e parâmetros diferenciados, atribuídos através do processo de calibração dos itens.

A proficiência é estimada considerando o padrão de respostas dos es-tudantes, de acordo com o grau de dificuldade e com os demais parâ-metros dos itens.

Parâmetro A

Discriminação

Capacidade de um item de discriminar os estudantes que desenvolveram as habilidades avaliadas e aqueles que não as desenvolveram.

Parâmetro B

Dificuldade

Mensura o grau de dificuldade dos itens: fáceis, médios ou difíceis.

Os itens são distribuídos de for-ma equânime entre os diferen-tes cadernos de diferen-tesdiferen-tes, o que possibilita a criação de diversos cadernos com o mesmo grau de dificuldade.

Parâmetro “C”

Acerto ao acaso

Análise das respostas do estudante para verificar o acerto ao acaso nas respostas.

Ex.: O estudante errou muitos itens de baixo grau de dificulda-de e acertou outros dificulda-de grau ele-vado (situação estatisticamente improvável).

O modelo deduz que ele respon-deu aleatoriamente às questões e reestima a proficiência para um

(32)

30

PAEBES ALFA 2015 REVISTA PEDAGÓGICA

PADRÕES DE DESEMPENHO ESTUDANTIL

O QUE SÃO PADRÕES DE DESEMPENHO?

Os Padrões de Desempenho constituem uma caracterização das competências e habilidades desenvolvidas pelos estudantes de determinada etapa de escolaridade, em uma disciplina / área de conhecimento específica.

Essa caracterização corresponde a intervalos numéricos estabelecidos na Escala de Proficiência do PAEBES ALFA. Esses intervalos são denominados Níveis de Desem-penho, e um agrupamento de níveis consiste em um Padrão de Desempenho.

LÍNGUA PORTUGUESA

Apresentaremos, a seguir, as descrições das habilidades relativas aos Padrões de Desempenho do 1º ano do Ensino Fundamental, em Língua Portuguesa - Leitura e Escrita - e Matemática. Esses Padrões de Desempenho vêm acompanhados por exemplos de itens. Assim, é possível observar em que Padrão a escola e o estu-dante estão situados e, de posse dessa informação, verificar quais são as habilida-des já habilida-desenvolvidas e as que ainda precisam de atenção.

Padrão de Desempenho muito abaixo do mínimo esperado para

a etapa de escolaridade e área do conhecimento avaliadas. Para os estudantes que se encontram nesse padrão de desempenho, deve ser dada atenção especial, exigindo uma ação pedagógica intensiva por parte da instituição escolar.

LP - Até 400 pontos MT - Até 350 pontos

ABAIXO DO BÁSICO

Padrão de Desempenho básico, caracterizado por um processo

inicial de desenvolvimento das competências e habilidades corres-pondentes à etapa de escolaridade e área do conhecimento avalia-das.

LP - De 400 até 500 pontos

MT - De 350 até 450 pontos

BÁSICO

Padrão de Desempenho adequado para a etapa e área do

co-nhecimento avaliadas. Os estudantes que se encontram nesse pa-drão, demonstram ter desenvolvido as habilidades essenciais referen-tes à etapa de escolaridade em que se encontram.

LP - De 500 até 600 pontos

MT - De 450 até 550 pontos

PROFICIENTE

Padrão de Desempenho desejável para a etapa e área de

conhe-cimento avaliadas. Os estudantes que se encontram nesse padrão demonstram desempenho além do esperado para a etapa de escola-ridade em que se encontram.

LP - Acima de 600 pontos MT - Acima de 550 pontos

(33)

0 50 100 150 200 250 300 350 400 450 500 550 600 650 700 750 800 850 900 950 1000

LÍNGUA PORTUGUESA - LEITURA

ABAIXO DO BÁSICO

Os estudantes que se encontram neste Padrão de Desempenho apresentam as primeiras manifestações de habilida-des relacionadas à apropriação do sistema de escrita. Essas habilidahabilida-des dizem respeito tanto a aspectos gráficos – distin-ção entre letras e outras formas de representadistin-ção, como o desenho, por exemplo – quanto sonoros (consciência fonoló-gica). Dado o caráter inicial deste processo de reconhecimento de convenções do sistema alfabético, as habilidades de leitura são ainda incipientes neste Padrão.

A partir dos 250 pontos de proficiência, os estudantes já identificam algumas letras do alfabeto (especialmente as letras iniciais), quando apresentadas isoladamente ou em um conjunto de letras (sequência de três letras).

Os estudantes com proficiência a partir de 300 pontos, além das habilidades descritas anteriormente, identificam a sílaba inicial de uma palavra, especialmente em palavras formadas exclusivamente por sílabas no padrão CV (consoante/ vogal). Esse fato indica que os estudantes que se encontram neste nível de proficiência percebem as relações entre fala e escrita de forma mais sistemática.

Estudantes que estão no limite da passagem deste Padrão ao seguinte – entre 350 e 400 pontos –, além de terem consolidado as habilidades relacionadas à identificação de letras do alfabeto, reconhecem uma mesma letra, ou sequên-cia de letras, grafada em diferentes padrões gráficos (maiúscula, minúscula, de imprensa, cursiva). Esses estudantes leem silenciosamente palavras dissílabas e trissílabas, especialmente as paroxítonas, quando formadas exclusivamente por sílabas no padrão CV (consoante/vogal), ou por sílaba formada exclusivamente por uma vogal. Tal constatação indica que esses estudantes desenvolveram habilidades iniciais de leitura de palavras, sendo esse um marco importante de seu pro-cesso de alfabetização. Ainda no que tange à leitura, os estudantes que se encontram neste Padrão de Desempenho já realizam inferências em textos não verbais, em tirinhas, por exemplo.

(34)

32

PAEBES ALFA 2015 REVISTA PEDAGÓGICA

Esse item avalia a habilidade de diferenciar letras de outros sinais gráficos, como os números, os sinais de pon-tuação ou de outros sistemas de representação. O desen-volvimento dessa habilidade é importante ao processo ini-cial de alfabetização, pois contribui com a percepção de que a letra, por ser uma pauta sonora, possui um traçado específico, diferenciando-se, assim, de outras representa-ções gráficas.

Para resolver a tarefa proposta pelo item, o estu-dante precisa reconhecer, dentre as alternativas de

res-posta, aquela que apresenta somente letras. Nesse caso, significa identificar aquela que apresenta somente símbolos constitutivos do sistema de escrita alfabético.

Os estudantes que optaram pela alternativa C, o gaba-rito, desenvolveram a habilidade avaliada pelo item, porque marcaram corretamente a alternativa que apresenta a placa “ENTRADA PROIBIDA” como a imagem que mostra somen-te letras.

LEITURA

(P010007E4) Faça um X no quadradinho onde aparecem somente letras.

ENTRADA

PROIBIDA

(35)

0 50 100 150 200 250 300 350 400 450 500 550 600 650 700 750 800 850 900 950 1000

LÍNGUA PORTUGUESA - ESCRITA

ABAIXO DO BÁSICO

Os estudantes que se encontram nesse Padrão de Desempenho começam a desenvolver as habilidades relacionadas à aprendizagem do sistema de escrita.

Dado o caráter inicial desse processo, as habilidades de escrita são ainda incipientes. Isso significa que eles reconhe-cem que, na escrita, são usadas letras, embora ainda não saibam como agrupá-las de forma convencional tanto na leitura quanto na escrita.

Assim, nesse padrão, os estudantes demonstram já conseguir observar algumas regras de utilização da página, em-bora possam não obedecer aos limites das margens ou à necessidade de recomeçar a escrita na margem esquerda ao passarem de uma linha a outra do texto/caderno.

(36)

34

PAEBES ALFA 2015 REVISTA PEDAGÓGICA

Esse item avalia a habilidade de o estudante reconhecer e seguir as regras de utilização da página.

Para isso, solicitou-se a cópia da frase “A MINHA AVÓ TETÊ FAZ A MELHOR TORTA CAPIXABA DE TODO O ESPÍRITO SANTO.”, considerando-se para avalia-ção unicamente a ordem de alinhamento e direavalia-ção da escrita na página, ou seja, aspectos linguísticos não fizeram parte da avaliação proposta por esse item.

Nesse exemplo de escrita, é possível concluir que o estudante que a produ-ziu reconhece as regras de utilização da página, mas ainda apresenta dificulda-de em cumpri-las. Observa-se que ele respeitou as convenções dificulda-de direção da escrita, não ultrapassando as margens esquerda e direita, porém não conseguiu manter a sequência na mudança de linha, visto que mudou para a linha imediata-mente abaixo ao colocar a expressão “Espírito Santo”. Esse desvio sugere que o estudante tentou reproduzir exatamente a frase como ele a visualizou, uma vez que a referida expressão estava iniciando uma nova linha.

Considerando-se o início do processo de alfabetização em que se encontra esse estudante, nota-se que ele reconhece as letras como código da escrita, sabe agrupá-las de forma convencional e legível, mas não aplica algumas das regras básicas de convenção da norma padrão.

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BÁSICO

0 50 100 150 200 250 300 350 400 450 500 550 600 650 700 750 800 850 900 950 1000

LÍNGUA PORTUGUESA - LEITURA

Os estudantes que apresentam o Padrão de Desempenho Básico desenvol-veram as habilidades descritas no Padrão de Desempenho Abaixo do Básico. Além dessas habilidades, os estudantes com nível de proficiência entre 400 e 450 pontos realizam a leitura de palavras dissílabas ou trissílabas, paroxítonas, formadas por diferentes estruturas silábicas (sílaba no padrão CV, CVC, ditongo). Os estudantes que estão no limite da passagem deste Padrão de Desem-penho ao seguinte, entre 450 e 500 pontos, identificam o gênero ao qual per-tencem alguns textos mais familiares, como por exemplo, receita. Surgem, neste nível, as primeiras ocorrências da habilidade de leitura de frases na ordem direta (sujeito, verbo, objeto) com identificação de informações nelas explícitas. Tam-bém aparecem ocorrências de localização de informações explícitas (que se en-contram na superfície textual) em textos curtos e de gênero familiar ao contexto escolar, como parlendas e textos que informam sobre curiosidades. Em textos narrativos curtos (entre três e quatro linhas), os estudantes que apresentam este nível de proficiência identificam elementos, como o tempo em que ocorre um determinado fato e a personagem principal da narrativa.

Em seu conjunto, o desenvolvimento de habilidades de leitura relacionadas a este Padrão de Desempenho caracteriza um leitor que lê e interpreta peque-nos textos com alguma autonomia.

(38)

36

PAEBES ALFA 2015 REVISTA PEDAGÓGICA

Esse item avalia a habilidade de ler palavras silenciosamente. Nesse caso, trata-se de uma palavra trissílaba e paroxítona, característica da maior parte das palavras que compõem o vocabulário da Língua Portuguesa. Apesar da recor-rência de palavras com essas características, o fato de a palavra ser formada por sílaba não canônica, estrutura presente em todas as opções de resposta, pode ter contribuído para dificultar a realização da tarefa.

Para acertar o item, o estudante precisa ler integralmente as palavras apresentadas nas alternativas, atribuindo sentido as mesmas para, então, iden-tificar aquela que nomeia a figura que serve de suporte para a tarefa proposta pelo item.

Os estudantes que optaram pela alternativa A, o gabarito, identificaram cor-retamente que a palavra que nomeia a figura é “ESCADA”.

LEITURA

(P010352E4)

Veja a fi gura abaixo.

Qual é o nome dessa fi gura?

ESCADA

ESPADA

ESPALHA

ESTRADA

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BÁSICO

0 50 100 150 200 250 300 350 400 450 500 550 600 650 700 750 800 850 900 950 1000

LÍNGUA PORTUGUESA - ESCRITA

Os estudantes cuja proficiência está alocada no Padrão de Desempenho BÁSICO, além de demonstrarem já ter desenvolvido todas as habilidades de escrita descritas no ABAIXO DO BÁSICO, começam a escrever palavras dissíla-bas, trissílabas ou polissílabas e em diferentes padrões silábicos, como CV (con-soante/vogal), CVC (consoante/vogal/consoante), CVV (consoante/vogal/vogal), V (vogal) ou VV (vogal/vogal).

No entanto, como ainda se encontram em processo de aprendizagem da língua escrita, ao escreverem, esses estudantes o fazem a partir da hipótese silábica e/ou da silábico-alfabética. Isso significa que podem usar apenas uma letra para representar cada sílaba da palavra ou, ainda, que podem utilizar ora uma letra para cada sílaba, ora uma letra para cada som da palavra.

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38

PAEBES ALFA 2015 REVISTA PEDAGÓGICA

Esse item avalia a habilidade de escrever uma palavra com o apoio de ima-gem. Nesse caso, utilizou a imagem de um anel, um objeto que pode ser consi-derado familiar aos estudantes, além de ser um vocábulo conhecido.

A complexidade na escrita dessa palavra deve-se à sílaba inicial que é for-mada apenas por uma vogal e, comumente, é confundida com um artigo. Além disso, a letra “L”, na sílaba final, por ocasião da transição da oralidade para a escrita, pode ocorrer de ser substituída pela letra “U” ou “R”.

No caso apresentado como exemplo, observa-se que o estudante reconhe-ce a construção da palavra ANEL em quase toda a sua extensão, cometendo desvios apenas na última sílaba ao trocar o “L” final pelas letras “R” e “O.” Isso se deve, muito provavelmente, a uma memória fonológica construída a partir da oralidade e do cotidiano dos estudantes.

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PROFICIENTE

0 50 100 150 200 250 300 350 400 450 500 550 600 650 700 750 800 850 900 950 1000

LÍNGUA PORTUGUESA - LEITURA

De

500 a 600 pontos

Os estudantes que apresentam Padrão de Desempenho Proficiente de-senvolveram, além das habilidades de leitura descritas anteriormente, outras habilidades que ampliam suas possibilidades de interação com os textos como leitores.

Aqueles com proficiência entre 500 e 550 pontos ampliam habilidades re-lacionadas à consciência fonológica, identificando sílabas no padrão CV no final de palavras.

Com relação às habilidades relacionadas aos usos sociais de gêneros e su-portes textuais, inicia-se o desenvolvimento da habilidade de identificar gêneros textuais menos familiares, como a carta e a finalidade de textos, como bilhete, lista de compras, folheto, tabela de preços. Os estudantes que se encontram neste Padrão de Desempenho identificam também o assunto de textos verbais.

Os estudantes com proficiência entre 550 e 600 pontos, que se encontram, portanto, no limite para a passagem ao próximo Padrão de Desempenho, conso-lidaram habilidades relacionadas à consciência fonológica, como a de identificar sons iniciais e/ou finais de palavras formadas sílabas no padrão CV e também as relativas à leitura de palavras em diferentes extensões e padrões silábicos.

As habilidades relacionadas à localização de informações em texto se am-pliam, uma vez que os estudantes que se encontram neste nível localizam infor-mações em textos de diversos gêneros, podendo tal informação estar no início, meio ou fim do texto. Esses estudantes identificam o espaço entre os elementos que compõem uma narrativa. Ampliam-se, também, aquelas habilidades relacio-nadas à identificação de gênero, finalidade e assunto de textos, assim como se amplia a extensão dos textos que esses estudantes conseguem ler.

Além de inferirem informações em textos exclusivamente não verbais, des-de o Padrão anterior, os estudantes que apresentam este nível des-de proficiência inferem o sentido de uma palavra ou expressão.

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40

PAEBES ALFA 2015 REVISTA PEDAGÓGICA

Esse item avalia a habilidade de identificar gêneros textuais diversos. O gê-nero escolhido para a realização da tarefa é um convite, texto que circula em contextos próximos da vida cotidiana.

O convite apresentado encontra-se em sua estrutura canônica, sendo pos-sível identificar as marcas características do gênero, como o nome do aniver-sariante, a data, o horário e o endereço da festa. A presença de tais elementos pode ter contribuído para a realização da tarefa.

Os estudantes que escolheram a opção B, o gabarito, demonstraram ter desenvolvido a habilidade avaliada pelo item, já que identificaram corretamente que o texto pertence ao gênero convite.

LEITURA

(P020063E4)Leia o texto abaixo.

Esse texto é um anúncio. um convite. uma notícia. uma propaganda.

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PROFICIENTE

0 50 100 150 200 250 300 350 400 450 500 550 600 650 700 750 800 850 900 950 1000

LÍNGUA PORTUGUESA - ESCRITA

De

500 a 600 pontos

As crianças que apresentam Padrão de Desempenho PROFICIENTE desen-volveram, além das habilidades descritas anteriormente, outras habilidades que ampliam suas possibilidades de interação com os textos enquanto escritores.

Esses estudantes apresentam uma escrita que pode ser, em alguns casos, ainda silábico-alfabética e, em outros, alfabética, escrevendo palavras de dife-rentes extensões e padrões silábicos – CV, VC, CVC, CVV – em conformidade com essas hipóteses de escrita.

Uma conquista importante das crianças que apresentam esse nível de profi-ciência é a habilidade de usar a página adequadamente, respeitando margens e a sequência adequada das palavras, inclusive quando há mudança de linha. Elas também produzem uma escrita alfabética de palavras de diferentes extensões e formadas por padrões silábicos variados: CV, VC, CVC, CVV, CVCC, CCVC.

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42

PAEBES ALFA 2015 REVISTA PEDAGÓGICA

A habilidade avaliada por esse item é a de escrita de palavra com o apoio de imagem. Para tanto, solicitou-se ao estudante a escrita da palavra ANEL, co-nhecida pelos estudantes dessa faixa etária.

A palavra em questão é dissílaba, no padrão silábico VCVC, sendo que a primeira sílaba é composta por uma vogal e, a segunda, formada por três letras. Uma das complexidades dessa tarefa reside justamente nessa diferença no número de letras em cada uma das sílabas da palavra ANEL, em que o estudan-te comumenestudan-te atribui à primeira sílaba a função de artigo, mesmo tratando-se de um vocábulo pertencente ao gênero masculino.

Outra dificuldade que se apresenta em função da transição da oralidade para a escrita é a troca do “L” final ora por “R”, ora por “U”. Nos casos apresenta-dos como exemplos, produziapresenta-dos por 2 estudantes diferentes, ocorreram esses dois tipos de troca nas sílabas finais.

No primeiro caso, o estudante trocou o “L” pelo “R”, o que pode ser resulta-do de uma interferência da oralidade. Já no segunresulta-do, deu-se a troca resulta-do “L” pelo “U”. Dessa forma, pode-se dizer que a escrita desses dois estudantes encontra--se em transição entre os níveis alfabético e ortográfico.

(45)

0 50 100 150 200 250 300 350 400 450 500 550 600 650 700 750 800 850 900 950 1000

AVANÇADO

LÍNGUA PORTUGUESA - LEITURA

Acima de

600 pontos

A principal característica dos estudantes que apresentam proficiência compatível com o Padrão de Desempenho Avançado é o fato de terem desenvolvido habilidades de leitura além daquelas esperadas para a etapa de escolarização em que se encontram. Este Padrão abriga vários níveis de desempenho, portanto as habilidades descritas apresentam diferentes níveis de complexidade, a depender do nível em que se encontram os estudantes.

Os estudantes que se encontram no nível até 650 pontos, além de localizarem sílabas iniciais e finais de palavras formadas exclusivamente pelo padrão CV, reconhecem sílabas mediais dessas palavras. Quanto às habilidades de leitura, elas se ampliam, tanto aquelas que se referem à apreensão de elementos que se encontram na superfície textual e à identificação de elementos da narrativa, quanto àquelas que dizem respeito à realização de inferências.

Ampliam-se também as habilidades relacionadas aos usos sociais da leitura e da escrita, o que indica que esses estu-dantes demonstram ter maior familiaridade com gêneros textuais diversos.

Os estudantes com proficiência entre 650 e 700 pontos desenvolveram habilidades mais sofisticadas, ligadas à cons-ciência fonológica, como a habilidade de identificar o número de sílabas de palavras de diferentes extensões e formadas por padrões silábicos diversos.

Quanto à leitura, a interação com textos narrativos revela que tais estudantes identificam o conflito gerador em narra-tivas. As habilidades de realização de inferência também se ampliam, pois os estudantes que se encontram neste nível de proficiência apresentam a habilidade de inferir o assunto de um texto a partir de seu título, de perceber o que provoca o efeito de humor num texto e de reconhecer o efeito de sentido produzido pelo uso de onomatopeias em poesias. A partir dos 700 pontos, os estudantes ampliam a habilidade de inferir informações em textos que conjugam linguagem verbal e não verbal, como tirinhas. Outra habilidade que aparece neste nível é a de identificar a relação entre pronomes anafóricos e seus referentes.

A partir dos 750 pontos de proficiência amplia-se a habilidade de inferir o sentido de uma palavra ou expressão em texto curto. Nesse intervalo, o estudante consegue identificar o interlocutor em textos como propagandas.

A partir dos 800 pontos de proficiência, observa-se a ampliação das habilidades de leitura anteriormente referidas, especialmente aquelas ligadas ao estabelecimento de relações lógico- discursivas entre partes ou elementos dos textos, como relações de causa e consequência e relações lógico-discursivas marcadas por conjunção temporal ou advérbio de tempo.

Observa-se, portanto, que as principais conquistas a partir deste nível de proficiência dizem respeito à capacidade de interagir com os textos percebendo as relações existentes entre as diferentes partes que os constituem.

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44

PAEBES ALFA 2015 REVISTA PEDAGÓGICA

Esse item avalia a habilidade de identificar o assunto de textos. O texto es-colhido como suporte apresenta informações a respeito dos bobos da corte em uma linguagem simples, o que pode ter contribuído para a realização da tarefa proposta pelo item.

Para acertar o item, os estudantes precisam articular as diversas informa-ções pontuais apresentadas pelo texto, entendendo-as como aquelas que con-tribuem para a compreensão do assunto global. Além disso, podem utilizar-se de estratégias de antecipação da leitura, ao lerem o título do texto e também a referência para inferirem o assunto do texto.

Os estudantes que marcaram a alternativa C, o gabarito, reconheceram cor-retamente o assunto do texto, demonstrando, assim, que identificaram entre as alternativas de resposta que “Os bobos da corte” é o assunto do texto.

LEITURA

(P010127E4)

Leia o texto abaixo.

Quem eram os bobos da corte? Eram palhaços?

Não! Eram comediantes! Eles viveram na Idade Média e eram plebeus

sustentados pelas cortes, assim como pintores e músicos. O objetivo dos

bobos da corte era fazer a população e a nobreza se divertirem.

Muita gente os chama de loucos, mas eram inteligentes e tinham talento para

muitas tarefas: malabarismo, dança, poesia. Até faziam críticas bem-humoradas

sobre os reis.

Disponível em: <http://www.recreio.com.br/fi que-ligado/quem-eram-os-bobos-da-corte-eram-palhacos>. Acesso em: 19 mar. 2013. Fragmento. (P010127E4_SUP)

Qual é o assunto desse texto?

A Idade Média.

A poesia.

Os bobos da corte.

Os pintores.

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0 50 100 150 200 250 300 350 400 450 500 550 600 650 700 750 800 850 900 950 1000

AVANÇADO

LÍNGUA PORTUGUESA - ESCRITA

Acima de

600 pontos

A principal característica dos estudantes que apresentam proficiência compatível com o Padrão de Desempenho AVANÇADO é o fato de terem desenvolvido habilidades de escrita além daquelas esperadas para a etapa de escolariza-ção em que se encontram. Esse Padrão abriga vários níveis de desempenho, portanto, as habilidades descritas apresen-tam diferentes níveis de complexidade, conforme o intervalo de proficiência em que se encontram os estudantes.

Os estudantes com até 650 pontos de proficiência começam, a partir de um ditado, a escrever frases curtas, no pa-drão sintático sujeito/verbo/complemento, com ou sem espaçamento correto entre as palavras. No caso de frases não di-tadas, produzidas a partir de uma gravura, inicia-se o desenvolvimento da habilidade de escrevê-las, ainda que no padrão de escrita silábico-alfabética, com ou sem uso de pontuação e de letras maiúsculas no início das frases.

No intervalo entre 650 e 700 pontos na Escala de Proficiência, os estudantes demonstram ganhos significativos quanto à escrita. Observa-se, pois, o início de uma transição de uma escrita alfabética para uma escrita com observância de algumas regras ortográficas, especialmente as contextuais: uso de “l” ou “u” em final de palavra; uso de “ss”, “ç” ou “c”, dentre outras. Os estudantes escrevem, ainda, palavras com dígrafos, marcas de nasalização e irregularidades ortográfi-cas, como o uso de “s”/“z”; “s”/“c”; “x”/“ch”; “g”/“j”; “ss”/“ç”.

No caso da escrita de frases ditadas, observa-se, na maioria dos casos, o uso de espaçamento entre palavras, o que nem sempre acontece quando se trata da escrita de frases a partir de imagens. Nesse caso, observa-se a plausibilidade da frase escrita em relação à cena apresentada, embora possam aparecer equívocos ortográficos decorrentes da seme-lhança entre os modos de articulação de alguns sons (transcrição da fala para a escrita). Esses equívocos também ocorrem no caso da escrita de frases ditadas.

Nesse padrão, tem início o desenvolvimento de habilidades necessárias à produção de uma escrita ortográfica: ob-servância de regras que orientam o uso de letras que podem representar um mesmo som em diferentes contextos; uso adequado de marcas de nasalização; uso de letras que podem representar um mesmo som em contextos semelhantes.

Além disso, os estudantes começam a desenvolver a habilidade de produzir textos de gêneros mais familiares a partir da proposição de uma situação comunicativa: “escrever um bilhete para transmitir um recado a alguém e/ou um convite para determinado evento”.

A partir dos 750 pontos de proficiência, os estudantes também já conseguem produzir uma história a partir de uma cena ou sequência de cenas (tirinha/história em quadrinhos) que apresentam: personagens praticando ações em uma se-quência temporal; uso de articuladores, como marcadores temporais (“então”, “depois”); uso de recursos coesivos, como pronomes, que contribuem para a continuidade temática do texto sem torná-lo repetitivo.

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46

PAEBES ALFA 2015 REVISTA PEDAGÓGICA

Esse item avalia a habilidade de produzir texto, a qual é avaliada em dois aspectos: adequação à proposta e análise linguística.

Nesse caso, apresentou-se uma história em quadri-nhos, de quatro cenas, organizadas em uma progressão lógica e cronológica dos fatos.

No exemplo de escrita apresentado, o estudante pro-duziu um texto plausível, contendo um personagem prati-cando ações em uma sequência temporal que corresponde à ordem dos quadrinhos, demonstrando utilizar elementos de coesão para evitar a repetição de termos.

Apesar de ser um texto de curta extensão, o estudante utilizou recursos coesivos de forma adequada e eficiente. Além disso, a escrita do estudante apresenta-se como or-tográfica na maior parte da sua produção, apesar de dois desvios, do mesmo tipo e natureza, ocorridos nas palavras “SOUTAR” e “SOUTOU” (linhas 2 e 3, respectivamente). Em conformidade com a natureza do desvio, nas duas ocor-rências houve a troca da letra “L” por “U”, como é comum acontecer na transição da oralidade para a escrita.

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ABAIXO DO BÁSICO

0 50 100 150 200 250 300 350 400 450 500 550 600 650 700 750 800 850 900 950 1000

MATEMÁTICA

Os estudantes que se encontram neste Padrão de Desempenho manifes-tam os primeiros sentidos de números. Eles demonstram ser capazes de identi-ficar igualdades e desigualdades numéricas por meio da contagem, indicando o desenvolvimento da habilidade relativa ao estabelecimento de relações e com-parações numéricas. Nessa linha, ao compreender as noções de quantidade, os estudantes estabelecem relações cognitivas com pequenos números, suas representações e uso em diferentes situações cotidianas.

Constata-se, também, que os estudantes que se encontram neste Padrão começam a evidenciar habilidades matemáticas relativas à consciência direcio-nal, ou seja, eles estão começando a projetar as dimensões espaciais do corpo no espaço imediato, demonstrando o apoderamento de conceitos espaciais so-bre o movimento ou localizações de objetos no ambiente.

A partir dos 200 pontos de proficiência, os estudantes associam figuras bidimensionais presentes na composição de objetos do cotidiano, quando, por exemplo, percebem que as faces laterais de uma pirâmide são triângulos.

Os estudantes com proficiência entre 250 e 300 pontos são capazes de diferenciar o maior do menor, o mais alto do mais baixo, o mais curto do mais comprido, a partir da comparação entre objetos. Eles também reconhecem cé-dulas e moedas do Sistema Monetário Brasileiro e associam objetos do cotidia-no à forma de figuras tridimensionais, quando, por exemplo, relacionam esfera à bola e cubo à caixa, além de identificar informações apresentadas em gráficos de coluna.

Os estudantes com proficiência entre 300 e 350 pontos, além das

habili-dades descritas anteriormente, começam a resolver problemas envolvendo o significado de juntar da adição e retirar da subtração com apoio de figuras e com quantidades menores que 10. Eles também reconhecem os números ordi-nais, mas identificam até o nono elemento de uma posição. Além de identificar a posição de um personagem a partir de uma referência, utilizando-se das noções de mais próximo/perto, eles são capazes de comparar e ordenar comprimento, altura e espessura.

Devido à presença ainda incipiente de habilidades matemáticas neste Pa-drão de Desempenho, torna-se necessário que a escola amplie o contato com atividades que sejam significativas, de forma a possibilitar o desenvolvimento de

(50)

48

PAEBES ALFA 2015 REVISTA PEDAGÓGICA

Esse item avalia a habilidade de os estudantes compararem comprimento de objetos.

Para resolvê-lo, os respondentes devem perceber que cada veículo apre-sentado no suporte possui um comprimento distinto e que o caminhão é o mais comprido na comparação com os demais. Os estudantes que escolheram a al-ternativa B possivelmente desenvolveram a habilidade avaliada.

Questão ##

M010096G5

Observe os desenhos dos veículos abaixo.

(51)

BÁSICO

0 50 100 150 200 250 300 350 400 450 500 550 600 650 700 750 800 850 900 950 1000

MATEMÁTICA

De

350 a 450 pontos

Os estudantes que apresentam o Padrão de Desempenho Básico desen-volveram todas as habilidades descritas no Padrão de Desempenho Abaixo do Básico. Além daquelas habilidades, os estudantes com nível de proficiência en-tre 350 e 450 pontos reconhecem os números ordinais, identificando até a 15ª posição de um elemento, bem como resolvem problemas envolvendo outros significados da adição (acrescentar) e subtração (separar) com e sem apoio de figuras. Resolvem problemas envolvendo a multiplicação, mas com apoio de figura.

No Campo Geométrico, constata-se que esses estudantes identificam pro-priedades comuns e diferenças entre figuras bidimensionais, o que evidencia uma sistematização das habilidades que lhes permitem projetar para a dimen-são plana o objeto representado tridimensionalmente, quando, por exemplo, relacionam a roda de um carro à sua forma circular, além de associar objetos do mundo físico a sólidos geométricos (cubo e pirâmide).

Os estudantes com proficiência entre 350 e 400 pontos conseguem re-lacionar conceitos e propriedades matemáticas dos quatro domínios quando mobilizam habilidades em situações da vida cotidiana, que não exigem maior formalização. Esses estudantes também realizam a leitura e a interpretação de dados matemáticos apresentados em gráficos de colunas, além de identificar intervalos de tempo (hora, dia, semana, mês e ano) em situações envolvendo se-quências de eventos e localizam informações, em pequenos textos, envolvendo significado numérico. Demonstram, ainda, ser capazes de relacionar os valores entre cédulas e moedas do Sistema Monetário Brasileiro e identificar o registro por extenso de alguns números naturais.

Percebe-se no intervalo entre 400 a 450 pontos marcos cognitivos signifi-cativos no campo numérico, pois esses estudantes, além de resolver problemas envolvendo as ações de comparar e completar quantidades e manipulam o al-goritmo da adição e subtração sem reagrupamento.

Ao considerar esse conjunto de habilidades, evidencia-se a necessidade de continuar a desenvolvê-las, sobretudo, as que dizem respeito aos Campos Geométrico e Grandezas e Medidas, que necessitam de uma intervenção mais efetiva da escola em diálogo com outras Áreas do Conhecimento.

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50

PAEBES ALFA 2015 REVISTA PEDAGÓGICA

Esse item avalia a habilidade de os estudantes lerem informações e dados apresentados em gráficos de colunas.

Para a resolução desse item, eles devem perceber que o gráfico apresenta quatro colunas, as quais indicam a quantidade de animais de cada espécie que João tem em seu sítio. O comando solicita que os estudantes apontem o animal que João tem em maior quantidade nesse sítio, logo, eles devem selecionar o animal que está associado à coluna de maior altura. Os estudantes que escolhe-ram a alternativa C possivelmente desenvolveescolhe-ram a habilidade avaliada.

Questão ## M010354E4

O gráfi co abaixo apresenta a quantidade de animais que João tem em seu sítio.

QUANTIDADE DE ANIMAIS ANIMAIS 20 15 10 5 0

CACHORRO GAT O PORCO GALINHA

De acordo com esse gráfi co, qual animal João tem em maior quantidade nesse sítio?

CACHORRO.

GALINHA.

GATO.

PORCO.

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PROFICIENTE

0 50 100 150 200 250 300 350 400 450 500 550 600 650 700 750 800 850 900 950 1000

MATEMÁTICA

De

450 a 550 pontos

Neste Padrão de Desempenho, é perceptível um aumento do grau de complexidade das habilidades do Campo Nu-mérico que pode ser verificado quando esses estudantes demonstram resolver problemas de multiplicação e divisão com e sem apoio de figura. Eles são capazes de identificar o 20º elemento de uma posição e manipular o algoritmo da adição e subtração sem reagrupamento e identificar o registro por extenso de números naturais até 30. Amplia-se também o pensamento geométrico, uma vez que eles demonstram identificar retângulos, círculos e triângulos com base na análise de figuras construídas pela justaposição de outras figuras.

Os estudantes que se encontram no intervalo de 450 a 500 pontos de desempenho, no que se refere a Grandezas e Medidas, conseguem estabelecer trocas entre cédulas e moedas em situações-problema. Demonstram, no que se refere a habilidades de medida de tempo, que reconhecem horas exatas e meia hora em relógios digitais e analógicos. No Cam-po Espaço e Forma, os estudantes que se encontram neste Padrão demonstram que identificam propriedades geométri-cas que lhes permitem diferenciar figuras planas, como o triângulo, o retângulo e o círculo, em representações que com-binam essas formas. Além disso, identificam a localização/movimentação de objetos em mapas tomando como referência noções de perto/longe, direita/esquerda. No Campo Tratamento da Informação, identificam informações apresentadas em gráficos de coluna, bem como identificam, em diferentes gêneros textuais, informações relativas ao significado numérico.

Os estudantes com proficiência entre 500 e 550 pontos, além de ter desenvolvido as habilidades dos Padrões ante-riores, demonstram utilizar o sentido de número com mais propriedade. Eles resolvem problemas de multiplicação envol-vendo o significado de dobro e triplo com e sem apoio de figura, problemas de divisão envolenvol-vendo a ideia de metade com e sem apoio de figura. No Campo Geométrico, identificam figuras bidimensionais em desenhos formados pela composição de retângulos, círculos e triângulos, bem como associam objetos do mundo físico à representação de sólidos geométricos (cubo, pirâmide, cilindro e cone), o que representa uma maior abstração das propriedades que envolvem essas figuras.

Ao observar o conjunto de habilidades que estão localizadas neste Padrão de Desempenho, constatam-se marcos cognitivos significativos no Campo Numérico, Geométrico e no Campo das Medidas, demonstrando que os estudantes cuja proficiência se encontra nesse intervalo encontram sentido para seu objeto de estudo de maneira significativa. Esses estudantes percebem a relação existente entre a Matemática e o mundo.

(54)

52

PAEBES ALFA 2015 REVISTA PEDAGÓGICA

Esse item avalia a habilidade de os estudantes calcularem a adição de nú-meros naturais sem reagrupamento.

Para resolvê-lo, esses estudantes devem reconhecer que o sinal operatório apresentado no item traz consigo a ideia de adição, de juntar as quantidades apresentadas. Uma das estratégias possíveis para a resolução é utilizar o algo-ritmo da adição, escrevendo-o na forma vertical, alinhando as parcelas à direita, de modo que os algarismos de cada ordem fiquem alinhados verticalmente, e calculando a adição em cada uma delas. Outra estratégia possível é o método da complementação, a partir do qual os estudantes juntam as quantidades pro-postas (12 e 5) partindo de 12 e acrescentando 5 unidades, de uma em uma (13, 14, 15, 16, 17), concluindo que a resposta correta é a alternativa D.

Questão ##

M010056G5

Resolva a operação abaixo.

12 + 5

Qual é o resultado dessa operação?

7

8

16

17

(55)

AVANÇADO

0 50 100 150 200 250 300 350 400 450 500 550 600 650 700 750 800 850 900 950 1000

ACIMA DE 550 PONTOS

MATEMÁTICA

Acima de

550 pontos

A principal característica dos estudantes que apresentam proficiência com-patível com o Padrão de Desempenho Avançado é o fato de terem desenvolvi-do habilidades matemáticas além daquelas esperadas para a etapa de escolari-zação em que se encontram.

Os estudantes que se encontram no nível entre 550 a 600 pontos desen-volveram as habilidades dos níveis anteriores. Além disso, demonstram ampliar o conhecimento relativo aos sólidos geométricos, passam a reconhecer o cone e a esfera, bem como identificar em calendários os dias da semana, meses e anos.

Os estudantes cuja proficiência se localiza no intervalo de 600 a 650 pon-tos consolidaram a habilidade de identificar igualdades e desigualdades numé-ricas por meio da contagem, indicando o desenvolvimento da habilidade relativa ao estabelecimento de relações e comparações numéricas sem apoio de figu-ras. Eles também demonstram resolver problemas relativos à divisão sem apoio de figuras com grau de complexidade maior que nos Padrões anteriores, bem como extrair informações de gráficos de colunas.

Constata-se que estudantes com proficiência localizada acima de 650 pon-tos consolidaram as habilidades relativas à resolução de problemas envolven-do as ações de juntar, separar, acrescentar e retirar quantidades sem apoio de figuras. Eles consolidaram também as habilidades relativas ao reconhecimento de figuras tridimensionais, extração de informação em gráficos de colunas, iden-tificação de intervalo de tempo e problemas envolvendo divisão sem apoio de figuras.

(56)

54

PAEBES ALFA 2015 REVISTA PEDAGÓGICA

Esse item avalia a habilidade de os estudantes reconhecerem e relaciona-rem, em situações-problema, as unidades usuais de medida de tempo: anos e meses.

Para resolvê-lo, eles devem ter desenvolvido a noção de tempo e percebê--lo como um componente do sistema de medidas usado para sequenciar even-tos, comparar suas durações e seus intervalos. Em seguida, devem converter o número de anos em meses, demonstrando reconhecer que um ano corres-ponde a 12 meses. O conhecimento mobilizado pelos estudantes para resolver o problema passa também pelo conceito de ano como um grupo de 12 meses sequenciados. Os estudantes que escolheram a alternativa B possivelmente de-senvolveram a habilidade avaliada.

Questão ##

M020109G5

Letícia fez aulas de teatro durante 1 ano.

Durante quantos meses Letícia fez aulas de teatro?

10

12

15

30

(57)

4

COMO SÃO APRESENTADOS OS

RESULTADOS DO PAEBES ALFA?

(58)

56

PAEBES ALFA 2015 REVISTA PEDAGÓGICA

O processo de avaliação em larga escala não acaba quan-do os resultaquan-dos chegam à escola. Ao contrário, a partir desse momento toda a escola deve analisar as informações recebi-das, para compreender o diagnóstico produzido sobre a apren-dizagem dos estudantes. Em continuidade, é preciso elaborar estratégias que visem à garantia da melhoria da qualidade da educação ofertada pela escola, expressa na aprendizagem de todos os estudantes.

Para tanto, todos os agentes envolvidos – gestores, profes-sores, famílias – devem se apropriar dos resultados produzidos pelas avaliações, incorporando-os à discussão sobre as práticas desenvolvidas pela escola.

O encarte de divulgação dos resultados da escola traz uma sugestão de roteiro para a leitura dos resultados obtidos pelas avaliações do PAEBES ALFA. Esse roteiro pode ser usado para interpretar os resultados divulgados no Portal da Avaliação – http://www.paebesalfa2onda.caedufjf.net/ – e no encarte Escola à Vista!

(59)

5

Apresentamos, a seguir, um Estudo de Caso de

apro-COMO A ESCOLA PODE SE

APROPRIAR DOS RESULTADOS

Referências

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