Universidade xxxxxxx xx xxxxx xx xxxxx
Centro das Ciências Exatas e das Tecnologias
Laboratório de Física II - Prof. xxxxxx
Física Geral II Relatório Pêndulo Simples
xxxx xxxx xxxx xxxx xxxx Cidade - Estado Mês, Ano
Sumário
Introdução 1
Objetivo 2
Materiais 2
Procedimento 2
Análise dos dados 3
Questões 7
Referências Bibliográficas 9
Anexo 10
Introdução
Segundo Moysés, em seu livro Curso de Física Básica, volume 2, Fluidos, Oscilações, Calor e Ondas, as oscilações correspondem a vibrações localizadas e são encontradas em todos os campos da Física. A exemplo de sistemas mecânicos vibratórios estão pêndulos, diapasões, cordas de instrumentos musicais e colunas de ar em instrumentos de sopro.
Sendo assim, um pêndulo que é tirado de sua posição de equilíbrio e depois solto exemplifica uma oscilação em que o sistema, após serem estabelecidas as configurações iniciais, não é submetido à forças externas oscilatórias, e estabelece seu próprio período de oscilação, determinado pelos parâmetros que o caracterizam.
O pêndulo simples trata de um sistema onde uma massa m suspensa por um fio de comprimento l e massa desprezível, apresentam-se como no sistema abaixo.
Sistema 1, pêndulo simples
A massa m move-se sobre um círculo de raio l sob a ação do peso m.g (considerando g = gravidade) e da tensão T. Onde, decompondo a aceleração em componentes tangencial e radial, as equações de movimento são para um ângulo de desvio ɵ em relação à posição vertical de equilíbrio.
Objetivos
Entender o pêndulo simples como um sistema oscilante. Obter a aceleração da gravidade.
Realizar análise estatística de dados e comparar métodos de análise.
Materiais
01 Fio de nylon
01 Pequeno corpo de chumbo (peso de pesca) 01 cronômetro digital (erro instrumental: 0,001 s) 01 régua milimetrada (erro instrumental: 0,005 cm) Um cadarço de sapato
Procedimento
Com a fita métrica foi medido o comprimento do fio, obtendo-se 2,05cm; Para que o peso preso no fio fosse deslocado a 10°, mediu-se por trigonometria a
distância s (interpretada como cateto oposto), de 36cm, da posição de quilíbrio; Foi medido o tempo de oscilação do pêndulo montado (peso na ponta do fio) a
10° da posição de equilíbrio 20 (vinte) vezes seguidas;
Também a 10° da posição de equilíbrio, foi medido o período de 10 oscilações contínuas;
Os últimos dois passos foram repetidos a um ângulo de 20°, obtendo-se s2 = 75 cm.
Análise dos dados
A partir dos dados dos tempos de oscilação, foram calculados a média, o desvio-padrão e o desvio-padrão da média. Onde, para o cálculo da média ( ´T ), considerou-se:
´T = 1 n
∑
i=120 Xi
Para o cálculo do desvio-padrão ( σ ), considerou-se:
σ =
√
1n−1
∑
i=1 n(Xi− ´X)2
Para o cálculo do desvio-padrão da média ( ), que indica o quão dispersos os valores ϵ estão da média, considerou-se:
ϵ=
√
1n(n−1)
∑
i=1 n(Xi− ´X )2= σ
√
nConsiderando T10 como a medida de tempo de dez oscilações contínuas, calculou-se o
período T, dado pela equação:
T =T10
10
Para σ10, erro de T10, considera-se a soma do erro instrumental (0,01 s) com o erro aleatório, que, no caso, utilizou-se o tempo de reação do estudante que leu a medida (0,30 s), baseado na literatura, dado por:
σ10 = 0,3 s Assim, a propagação do erro de T, σT, dá-se por:
σT=T
√
(σ10T10)
2
=0,004 s
3
Medidas Tempo (s) para 10º Tempo (s) para 20º 1 2,72 ± 0,31 2,75 ± 0,31 2 2,69 ± 0,31 2,83 ± 0,31 3 2,68 ± 0,31 2,72 ± 0,31 4 2,66 ± 0,31 2,76 ± 0,31 5 2,70 ± 0,31 2,78 ± 0,31 6 2,67 ± 0,31 2,78 ± 0,31 7 2,71 ± 0,31 2,78 ± 0,31 8 2,69 ± 0,31 2,76 ± 0,31 9 2,69 ± 0,31 2,70 ± 0,31 10 2,64 ± 0,31 2,78 ± 0,31 11 2,66 ± 0,31 2,79 ± 0,31 12 2,70 ± 0,31 2,79 ± 0,31 13 2,71 ± 0,31 2,83 ± 0,31 14 2,67 ± 0,31 2,80 ± 0,31 15 2,69 ± 0,31 2,73 ± 0,31 16 2,69 ± 0,31 2,77 ± 0,31 17 2,69 ± 0,31 2,80 ± 0,31 18 2,67 ± 0,31 2,78 ± 0,31 19 2,67 ± 0,31 2,74 ± 0,31 20 2,66 ± 0,31 2,78 ± 0,31 ´T 2,68 2,77 σ 0,02 0,03 ϵ 0,01 0,01 T10 28,40 ± 0,31 28,61 ± 0,31 T 2,84 2,86 σT* 0,004 0,004
* Valores expressos com maior número de casas decimais para explicitar σT.
4
Com a finalidade de analisar a teoria, desprezando a resistência do ar e possíveis erros aleatórios, onde se considera um sistema harmônico, pode-se calcular o período. A partir da forma geral das oscilações livres do oscilador harmônico, dado por:
x (t)= Acos(ωt+φ)
Onde ω é a frequência do oscilador e φ é a fase.
Então, substituindo a equação (onde são considerados ângulos muito pequenos e, por tanto, sen θ~¿θ ):
ω=
√
gNa equação: τ =2 π ω E assim: τ =2 π
√
l gUtilizando-se da aceleração gravitacional g = 9,80 m/s2, baseado na literatura. Temos que:
τ =2 π
√
2,059,80=2,87 s
Para cálculo da propagação do erro de τ , considerou-se o erro de medida para o comprimento l do fio como σl = 0,005 m, tem-se:
στ=τ
√
(σl 2 l)2
=0,003 s
Então, τ = 2,870 s ± 0,003 s
Analisando ´T e T percebe-se que há uma diferença de período mesmo para oscilações sob o máximo de 10°. Sabe-se que na prática existem diversas interferências que podem influenciar nos valores obtidos, como resistência do ar e tempo de reação humana (considerado nos cálculos dos erros, inclusive). Pode-se considerar também a dissipação de energia como um fator relevante.
5
Esperava-se que T fosse, de fato, maior que ´T , uma vez que com a dissipação de energia, no decorrer das oscilações contínuas, o pêndulo começa a perder o alcance máximo (que seria o alcance da primeira oscilação) e por isso, menor tempo de oscilação. ´T pode ter assumido valor maior que T devido ao cenário do experimento, onde a dissipação de energia pode não ter sido observada através dos cálculos, já que analisando as medidas feitas após muitas oscilações, há diluição de erro, comparado ao erro experimental atribuído à medidas individuais. Sugere-se, então, que sejam
realizadas mais medidas de oscilações individuais para este procedimento experimental, a fim de uma melhor observação da dissipação de energia. Na análise dos dados do experimento, também não foi considerada a propagação de erro para ´T , uma vez que trata-se de medida direta, mesmo existindo um tempo de reação atribuído a cada uma das 20 medidas.
As mesmas observações de comparação entre T e ´T foram feitas para o ângulo de 20°, indicando que a esta variação ainda não foi suficiente para novos resultados.
Através do experimento com o pêndulo simples é possível medir-se a gravidade. Assim, para o sistema sob o ângulo de 10°:
g= l ( T 2 π) 2 g = 2,05
(
2,84 2 π)
2=10,02 m s2Para propagação de erro de g, fez-se:
σg=g
√
(σl 2l) 2 +(σT 2 T) 2 = 0,01 ms2Considerou-se que σl não existe.
Então, para 10°, g = 10,02 ± 0,01 (
m
s2 ). Para o sistema sob o ângulo de 20°,
encontrou-se g2 = 9,88 ± 0,01 (
m s2¿ .
Pode-se analisar que os valores de gravidade encontrados diferenciam-se do valor esperado na literatura pelos motivos de influência de erros atribuídos ao experimento já explicados na análise dos dados de período.
6
Questões
1) Quais são os parâmetros relevantes na determinação do período do
pêndulo simples?
Para ângulos menores que 10º o parâmetro relevante é o comprimento do fio.
2) Determine para pequenas oscilações a equação de movimento de um pêndulo simples.
Considerando um sistema de pêndulo simples, como uma massa m suspensa por um o de comprimento l e massa desprezível. A massa m move-se sobre um círculo de raio l sob a ação do peso m: g (considerando g = gravidade) e da tensão T. Onde, decompondo a aceleração em componentes tangencial e radial, as equações de movimento são para um ângulo de desvio θ em relação à posição vertical de quilíbrio. Dadas as equações de movimento em relação à aceleração radial e tangencial respectivamente temos:
m. ar=−m. l .(dθ dt) 2 =m. g . cos θ−T m. aθ=−m. l.(d 2 θ dt2 )=m. g . sen θ
Tem-se a equação de movimento do pêndulo simples:
d2θ dt2=
−g
l senθ
Medindo o ângulo θ em radianos, tem-se, para ângulos pequenos, θ ≪1⇒senθ ≅ θ
Logo, para pequenos desvios da posição de equilíbrio estável, a equação de movimento de pêndulo simples se reduz à equação de oscilação harmônica, dada por:
d2θ dt2 +
g l θ
que corresponde à: θ+¿g l θ=0 ´ ¿ 7
3) Obtenha a solução para a equação da questão anterior.
Usando a equação de Euler, dada por:
eix = cos x + i senx
Tomando a equação diferencial do oscilador: ´
x+ω2x=0
Temos que, para determinar x(t), vamos usar apenas a parte real da equação de Euler: / x(t)=ℜ[z(t)] Onde: z (t )= A ei(φ+ω2) Já que eix =cosx+i senx
A solução do pêndulo simples é dada ´por:
x (t )=ℜ
[
z (t)]
=A . cos (ωt +φ)4) Determine a equação de movimento de um pêndulo simples para valores
de oscilações em segunda ordem.
De acordo com a expansão da série de Taylor sin θ = θ−θ3/3 ..., truncando os dois primeiros termos da série, pois os elementos seguintes são muito pequenos, temos que:
senθ ≅θ−θ
3 6
A partir dos cálculos já detelhados, tem-se:
θ−θ3 6 d2θ dt2 ≈ g l .¿ ) 8
Referências Bibliográficas
H.M Nussenzveig. Um curso de física básica: Volume 2, Edgar Blucher, São Paulo (2003).
HALLIDAY, DAVID. Fundamentos de física, Volume 2: Gravitação, Ondas e
Termodinâmica. Rio de Janeiro (2009).