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MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO

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Academic year: 2021

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MINISTÉRIO DO

TRABALHO E EMPREGO

Língua Portuguesa

Informática

Direit o Administ rativo

Atualidades

Ética no Serviço Público

Administ ração Financeira e Orçamentária

Legislação Específi ca

Gest ão de Pessoas nas Organizações

Administ ração de Recursos Materiais

Noções de Arquivologia

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05

2016 FOCUS CONCURSOS

Todos os direitos autorais desta obra são reservados e protegidos pela Lei nº 9.610/1998. Proibida a repro-dução de qualquer parte deste material, sem autorização prévia expressa por escrito do autor e da editora, por quaisquer meios empregados, sejam eletrônicos, mecânicos, videográficos, fonográficos, reprográficos, microfílmicos, fotográficos, gráficos e outros. Essas proibições aplicam-se também à editoração da obra, bem como às características gráficas.

APOSTILA PREPARATÓRIA PARA AGENTE ADMINISTRATIVO DO MTE

Organizadores:

Vitor Matheus Krewer , Marcelo Adriano Ferreira

DIRETORIA EXECUTIVA

Evaldo Roberto da Silva Ruy Wagner Astrath

PRODUÇÃO EDITORIAL

Vítor Matheus Krewer

DIAGRAMAÇÃO

Liora Vanessa Coutinho Willian Brognoli

CAPA/ILUSTRAÇÃO

Rafael Lutinski

DIREÇÃO EDITORIAL

Vítor Matheus Krewer Marcelo Adriano Ferreira

COORDENAÇÃO EDITORIAL

Vítor Matheus Krewer Marcelo Adriano Ferreira

REVISÃO

Vítor Matheus Krewer

NÍVEL MÉDIO

Conhecimentos Gerais e Específicos

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APRESENTAÇÃO

Prezado aluno,

Est e material foi concebido para que você tivesse a oportunidade de entrar em contato com os conteú-dos necessários para realizar a prova do seu concurso. Muit o esforço foi empregado para que fosse possível ch egar à síntese de conteúdos que aqui est á propost a. Na verdade, esse material é o resultado do trabalho dos escrit ores que se dedicam – há bast ante tempo – à preparação de candidatos para a realização de concur-sos públicos.

A sugest ão é que você faça um est udo sist emáti-co emáti-com o que est á nest e livro. Dit o de outra maneira: você não deve pular partes dest e material, pois há uma ideia de unicidade entre tudo que est á aqui publicado. Cada exercício, cada capítulo, cada parágrafo, cada li-nha dos textos será fundamental (serão fundamentais em sua coletividade) para que sua preparação seja ple-na.

Caso o seu objetivo seja a aprovação em um con-curso público, saiba que partilhamos desse mesmo ob-jetivo. Nosso sucesso depende necessariamente do seu sucesso! Por isso, desejamos muit a força, concentração e disciplina para que você possa “zerar” os conteúdos aqui apresentados, ou seja, para que você possa est

u-PROFESSOR

Pablo Jamilk

dar tudo que verá aqui e compreender bem.

Desejamos que todo esse esforço se transforme em quest ões corretas e aprovações em concursos.

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09

PROPOSTA DA APOSTILA PREPARATÓRIA PARA O CONCURSO DE AGENTE

ADMINISTRATIVO DO MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO

O presente material tem como objetivo preparar candidatos para o certame do MTE

Com a finalidade de permitir um estudo autodidata, na confecção do material foram utilizados diversos recursos didáticos, dentre eles, Dicas e Gráficos. Assim, o estudo torna-se agradável, com maior absorção dos assuntos lecio-nados, sem, contudo, perder de vista a finalidade de um material didático, qual seja uma preparação rápida, prática e objetiva.

Conhecimentos Básicos e Específicos

LÍNGUA PORTUGUESA

Compreensão e interpretação de textos de gêneros variados. Domínio da ortografia oficial. Domínio dos mecanismos de coesão textual. Domínio da estrutu-ra morfossintática do período. Emprego dos sinais de pontuação. Concordância verbal e nominal. Regência verbal e nominal. Emprego do sinal indicativo de cra-se. Acentuação gráfica. Reorganização da estrutura de orações e de períodos do texto. Correspondência ofi-cial (conforme Manual de Redação da Presidência da República). Aspectos gerais da redação oficial. Fina-lidade dos expedientes oficiais. Adequação da lingua-gem ao tipo de documento. Adequação do formato do texto ao gênero.

INFORMÁTICA

Noções de sistema operacional (ambientes Linux e Windows). Edição de textos, planilhas e apresentações (ambientes Microsoft Office e BrOffice). Programas de correio eletrônico (Outlook Express e Mozilla Thun-derbird). Segurança da informação. Procedimentos de segurança. Noções de vírus, worms e pragas virtuais.

NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO

Noções de organização administrativa. Centraliza-ção, descentralizaCentraliza-ção, concentração e desconcentração. Administração direta e indireta. Autarquias, fundações, empresas públicas e sociedades de economia mista. Ato administrativo. Conceito, requisitos, atributos, classifica-ção e espécies. Agentes públicos. Legislaclassifica-ção pertinente. Lei nº 8.112/1990: regime disciplinar (deveres e proibi-ções, acumulação, responsabilidades, penalidades). Dis-posições constitucionais aplicáveis. DisDis-posições dou-trinárias. Conceito. Espécies. Cargo, emprego e função pública. Poderes administrativos. Hierárquico, discipli-nar, regulamentar e de polícia. Uso e abuso do poder. Licitação. Princípios. Contratação direta: dispensa e ine-xigibilidade. Modalidades. Tipos. Procedimento. Controle da Administração Pública. Controle exercido pela Admi-nistração Pública. Controle judicial. Controle legislativo. Responsabilidade civil do Estado. Responsabilidade civil do Estado no direito brasileiro. Responsabilidade por ato comissivo do Estado. Responsabilidade por omissão do Estado. Requisitos para a demonstração da responsabi-lidade do Estado. Causas excludentes e atenuantes da responsabilidade do Estado. Regime

jurídico-adminis-trativo. Conceito. Princípios expressos e implícitos da Administração Pública.

ATUALIDADES

Tópicos relevantes e atuais na área de trabalho, em-prego e renda, desenvolvimento sustentável, cooperati-vismo e associaticooperati-vismo.

ÉTICA NO SERVIÇO PÚBLICO

Ética e moral. Ética, princípios e valores. Ética e de-mocracia: exercício da cidadania. Ética e função públi-ca. Ética no Setor Público. Decreto nº 1.171/ 1994 (Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal). Resoluções 1 a 10 da Comissão de Éti-ca PúbliÉti-ca da Presidência da RepúbliÉti-ca. Código de ÉtiÉti-ca do Ministério do Trabalho e Emprego, Portaria/MTE nº 2.973, de 20 de dezembro de 2010.

NOÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA:

Orçamento público. Conceito. Técnicas Orçamentá-rias. Princípios orçamentários. Ciclo Orçamentário. O orçamento público no Brasil. Plano Plurianual na Consti-tuição Federal. Diretrizes orçamentárias na ConstiConsti-tuição Federal. Orçamento anual na Constituição Federal. Es-trutura programática. Créditos ordinários e adicionais. Receita pública. Conceito. Classificação segundo a natu-reza. Etapas e estágios. Despesa pública. Conceito. Clas-sificação segundo a natureza. Etapas e estágios. Restos a pagar. Despesas de exercícios anteriores.

LEGISLAÇÃO ESPECÍFICA

Estrutura Regimental do MTE: Decretos nº 5.063/2004, nº 6.341/2008, nº 7.015/2009. Cadastro Geral de Empre-gados e DesempreEmpre-gados (CAGED): Lei nº 4.923/1965 e al-terações. Relação Anual de Informações Sociais (RAIS): Decreto nº 76.900/1975 e alterações, Instrução Norma-tiva MTPS nº 01, de 21 de fevereiro de 1992. Abono Sa-larial: Lei nº 7.998/1990 e alterações. Seguro-desempre-go: Lei n.º 7.998/1990 e alterações. Emissão de Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS): Decretos nº 21.175/1932 e nº 22.035/1932, Lei nº 9.049/1995. Economia Solidária: Decreto nº 5.811, de 21 de junho 2006. Regis-tro de entidades sindicais, Portaria/MTE nº 186, de 10 de abril de 2008 e Portaria/MTE nº 326, de 1º de março de 2013. Assistência e homologação na rescisão de contrato de trabalho, Instrução Normativa/SRT/MTE nº 15/2010.

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GESTÃO DE PESSOAS NAS ORGANIZAÇÕES

Conceitos, importância, relação com os outros sis-temas de organização. A função do órgão de gestão de pessoas: atribuições básicas e objetivos, políticas e sistemas de informações gerenciais. Comportamento organizacional: relações indivíduo/organização, moti-vação, liderança. Avaliação de desempenho na Admi-nistração Pública Federal, Decreto nº 7.133, de 19 de março de 2010.

NOÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS

Classificação de materiais. Tipos de classificação. Gestão de estoques. Compras. Modalidades de compra. Cadastro de fornecedores. Compras no setor público. Edital de licitação. Recebimento e armazenagem. En-trada. Conferência. Critérios e técnicas de armazena-gem. Gestão patrimonial. Controle de bens. Inventário. Alterações e baixa de bens. Logística sustentável, De-creto 7.746/2012.

NOÇÕES DE ARQUIVOLOGIA

Conceitos fundamentais de arquivologia. Gerencia-mento da informação e a gestão de docuGerencia-mentos. Diag-nósticos. Arquivos correntes e intermediário. Protoco-los. Avaliação de documentos. Arquivos permanentes. Tipologias documentais e suportes físicos. Microfilma-gem. Automação. Preservação, conservação e restaura-ção de documentos.

NOÇÕES DE GESTÃO E FISCALIZAÇÃO DE CON-TRATOS E CONVÊNIOS

Transferências legais, Decreto nº 6.170/2007, Porta-ria InterminestePorta-rial nº 507/2011. Contratos de repasse. Termo de parceria. Lei nº 9.790/1999. Consórcio Público Lei nº 11.107/2005. 6 Lei nº 8.666/1993. Instrução Nor-mativa/SLTI/MP nº 02/2008.

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LÍNGUA

PORTUGUESA

PROFESSOR

Pablo Jamilk

Professor de Língua Portuguesa, Redação e Re-dação Ofi cial. Formado em Letras pela Universidade Est adual do Oest e do Paraná. Mest re em Letras pela Universidade Est adual do Oest e do Paraná. Doutoran-do em Letras pela Universidade Est adual Doutoran-do Oest e Doutoran-do Paraná. Especialist a em concursos públicos, é profes-sor em diversos est ados do Brasil.

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SUMÁRIO

13

SUMÁRIO

1. COMO ESTUDAR LÍNGUA PORTUGUESA ... 15

Introdução ...15

Morfologia: classes de palavras ...15

Artigo ...15

Questões Gabaritadas ...16

2. MORFOLOGIA ... 16

Adjetivo ...16

Classificação Quanto ao Sentido ...16

Classificação Quanto à Expressão ...16

Adjetivo x Locução Adjetiva ...16

Questões Gabaritadas ...19 Advérbio ...19 Questões Gabaritadas ...19 Conjunção ...20 Questões Gabaritadas ...20 Preposição ...21 Questões Gabaritadas ...21 Pronome ...21 Questões Gabaritadas ...24 Substantivo ...24 3. SINTAXE ...26 Sujeito ... 27 Predicado ... 28 Termos Integrantes ... 28 Vozes Verbais ... 28 Questões Gabaritadas ... 29

Tempos e Modos verbais ... 29

Formas Nominais do Verbo ...30

Complementos Verbais ...30 Questões Gabaritadas ...31 4. ACENTUAÇÃO GRÁFICA ...32 Antecedentes ... 32 Encontros vocálicos ... 32 Regras de Acentuação ... 32

Alterações do Novo Acordo Ortográfico ... 33

Questões Gabaritadas ... 33

5. CONCORDÂNCIA VERBAL E NOMINAL ...34

Conceituação ...34

Concordância Verbal ...34

Regras com Verbos Impessoais ... 35

Questões Gabaritadas ... 35 Concordância Nominal ...36 Questões Gabaritadas ... 37 6. CRASE ...37 Casos Proibitivos ... 38 Casos Obrigatórios ... 38 Casos Facultativos ... 39 Questões Gabaritadas ... 39 7. COLOCAÇÃO PRONOMINAL ... 40

Posições dos Pronomes – Casos de Colocação ...40

Colocação Facultativa ...41

Questões Gabaritadas ...41

8. REGÊNCIA VERBAL E NOMINAL ...42

Principais Casos de Regência Verbal: ...42

Questões Gabaritadas ...43

Regência Nominal ... 45

Questões Gabaritadas ... 45

9. PONTUAÇÃO ...45

Questões Gabaritadas ...46

Ponto Final – Pausa Total. ... 47

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SUMÁRIO

Dois-Pontos – Indicam Algum Tipo de Apresentação ... 47

Aspas – Indicativo de Destaque. ...48

Reticências (...) ...48 Parênteses ...48 Travessão ...48 Questões Gabaritadas ...48 10. ORTOGRAFIA ...49 Definição ...49

Emprego de “E” e “I” ...49

Empregaremos o “I” ...49

Orientações sobre a Grafia do Fonema /S/ ...50

Emprego do SC ...50

Grafia da Letra “S” com Som de “Z” ...51

Questões Gabaritadas ...51 11. INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS ...52 Tipologia Textual ... 52 Texto Narrativo ... 52 Texto Descritivo: ... 52 Texto Dissertativo ... 52

Leitura e Interpretação de Textos ... 52

Vícios de Leitura ... 53

Organização Leitora ... 53

12. ESTILÍSTICA: FIGURAS DE LINGUAGEM ...55

Figuras de Linguagem ... 55 Questões Gabaritadas ... 56 13. REESCRITURA DE SENTENÇAS ...56 Substituição ... 56 Deslocamento ... 57 Paralelismo ... 57 Variação Linguística ... 58 Questões Gabaritadas ... 58

14. SIGNIFICAÇÃO DAS PALAVRAS ... 60

Campo Semântico ...60 Sinonímia e Antonímia ...60 Hiperonímia e Hiponímia ...60 Homonímia e Paronímia ...60 Questões Gabaritadas ... 68 15. REDAÇÃO DE CORRESPONDÊNCIAS ...76 OFICIAIS ...76

Aspectos da Correspondência Oficial ... 76

Documentos Norteadores da Comunicação Oficial ... 77

Os Vocativos e Pronomes de Tratamento Mais Utilizados ... 78

Concordância dos Termos Relacionados aos Pronomes de Tratamento ... 79

Os Fechos Adequados para Cada Correspondência ... 79

Identificação do Signatário ... 79

Normas Gerais para Elaboração para Documentos Oficiais ...80

Destaques ...80 Documentos ... 83 Aviso ... 83 Ofício ...84 Memorando...84 Requerimento ...84 Ata ... 85 Parecer... 85 Atestado ... 86 Certidão ... 86 Apostila ... 86 Declaração ... 87 Portaria ... 87 Telegrama ... 88 Exposição de Motivos ... 88 Mensagem ...90 Fax ...90 Correio Eletrônico ...91 Questões Gabaritadas ...91

(13)

CAPÍTULO 01 - Como Estudar Língua Portuguesa

15

1. COMO ESTUDAR LÍNGUA

PORTUGUESA

Introdução

A parte inicial desse material se volta para a orienta-ção a respeito de como estudar os conteúdos dessa dis-ciplina. É preciso que você faça todos os apontamentos necessários, a fim de que sua estratégia de estudo seja produtiva. Vamos ao trabalho!

Teoria: recomendo que você estude teoria em 30 %

do seu tempo de estudo. Quer dizer: leia e decore as re-gras gramaticais.

Prática: recomendo que você faça exercícios em

40% do seu tempo de estudo. Quem quer passar tem que conhecer o inimigo, ou seja, a prova.

Leitura: recomendo que você use os outros 30% para

a leitura de textos de natureza variada. Assim, não terá problemas com interpretação na prova.

Níveis de Análise da Língua:

Fonético / Fonológico: parte da análise que estuda

os sons, sua emissão e articulação.

Morfológico: parte da análise que estuda a

estrutu-ra e a classificação das palavestrutu-ras.

Sintático: parte da análise que estuda a função das

palavras em uma sentença.

Semântico: parte da análise que investiga o

signifi-cado dos termos.

Pragmático: parte da análise que estuda o sentido

que a expressões assumem em um contexto.

Exemplos: anote os termos da análise.

O aluno fez a prova.

Morfologicamente falando, temos a se-guinte análise: O = artigo. Aluno = substantivo. Fez = verbo. A = artigo. Prova = substantivo.

Sintaticamente falando, temos a se-guinte análise:

O aluno = sujeito.

Fez a prova = predicado verbal. A prova = objeto direto.

Morfologia: classes de palavras

Iniciemos o nosso estudo pela Morfologia. Assim, é

mais simples para construir uma base sólida para a re-flexão sobre a Língua Portuguesa.

Artigo: termo que particulariza um substantivo.

Ex.: o, a, um, uma.

Adjetivo: termo que qualifica, caracteriza ou indica

a origem de outro.

Ex.: interessante, quadrado, alemão.

Advérbio: termo que imprime uma circunstância

sobre verbo, adjetivo ou advérbio. Ex.: mal, bem, velozmente.

Conjunção: termo de função conectiva que pode

criar relações de sentido. Ex.: mas, que, embora.

Interjeição: termo que indica um estado emotivo

momentâneo. Ex.: Ai! Ufa! Eita!

Numeral: termo que indica quantidade, posição,

multiplicação ou fração.

Ex.: sete, quarto, décuplo, terço.

Preposição: termo de natureza conectiva que

im-prime uma relação de regência. Ex.: a, de, em, para.

Pronome: termo que retoma ou substitui outro no

texto.

Ex.: cujo, lhe, me, ele.

Substantivo: termo que nomeia seres, ações ou

conceitos da língua.

Ex.: pedra, Jonas, fé, humanidade.

Verbo: termo que indica ação, estado, mudança de

estado ou fenômeno natural e pode ser conjugado. Ex.: ler, parecer, ficar, esquentar.

A partir de agora, estudaremos esses termos mais pontualmente. Apesar disso, já posso antecipar que os conteúdos mais importantes e mais cobrados em concur-sos são: advérbios, conjunções, preposições, pronomes e verbos.

Artigo

Termo que define ou indefine um substantivo, par-ticularizando-o de alguma forma. Trata-se da partícula gramatical que precede um substantivo.

Classificação:

Definidos: o, a, os, as.

(14)

16

LÍNGUA PORTUGUESA

Emprego do Artigo:

1 – Definição ou indefinição de termo.

Ex.: Ontem, eu vi o aluno da Sandra. Ex.: Ontem, eu vi um aluno da Sandra.

2 – Substantivação de termo:

Ex.: O falar de Juliana é algo que me encanta.

3 – Generalização de termo (ausência do arti-go)

Ex.: O aluno gosta de estudar. Ex.: Aluno gosta de estudar.

4 – Emprego com “todo”:

Ex.: O evento ocorreu em toda cidade. Ex.: O evento ocorreu em toda a cidade.

5 – Como termo de realce:

Ex.: Aquela menina é “a” dentista.

Observação: mudança de sentido pela flexão:

Ex.: O caixa / A caixa. Ex.: O cobra / A cobra.

Questões Gabaritadas

(IBFC) Veja as três palavras que seguem. Com-plete as lacunas com o artigo.___ púbis;___cal;__ mascote. Em concordância com o gênero das pala-vras apresentadas, assinale abaixo a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacu-nas. a. o/a/a b. a/a/o. c. o/o/a d. a/o/o Resposta: A

(MB) Assinale a opção em que a palavra desta-cada é um artigo.

a. Foi a pé para casa.

b. O aluno fez a prova a lápis. c. Chegamos a São Paulo no inverno. d. Convidaram a mãe para as férias. e. Não a deixaram de fora da festa.

Resposta: D

2. MORFOLOGIA

Adjetivo

Podemos tomar como definição de adjetivo a seguinte sentença “termo que qualifica, caracteriza ou

in-dica a origem de outro”. Vejamos os exemplos:

• Casa vermelha. • Pessoa eficiente. • Caneta alemã.

Veja que “vermelha” indica a característica da casa; “eficiente” indica uma qualidade da pessoa; e “alemã”

indica a origem da caneta. No estudo dos adjetivos, o mais importante é identificar seu sentido e sua classi-ficação.

Classificação Quanto ao Sentido

Restritivo: adjetivo que exprime característica que

não faz parte do substantivo, portanto restringe o seu sentido.

Exemplos: cachorro inteligente, menina dedicada.

Explicativo: adjetivo que exprime característica

que já faz parte do substantivo, portanto explica o seu sentido.

Exemplos: treva escura, animal mortal.

Classificação Quanto à Expressão

Objetivo: indica caraterística, não depende da

sub-jetividade.

Exemplo:Roupa verde.

Subjetivo: indica qualidade, depende de uma

aná-lise subjetiva.

Exemplo: Menina interessante. Gentílico: indica origem

Exemplo:Comida francesa.

Adjetivo x Locução Adjetiva

Essencialmente, a distinção entre um adjetivo e uma locução adjetiva está na formação desses elementos. Um adjetivo possui apenas um termo, ao passo que a locução adjetiva possui mais de um termo. Veja a diferença:

Ela fez a sua leitura do dia. Ela fez a sua leitura diária.

(15)

CAPÍTULO 02 - Morfologia

17

ADJETIVO LOCUÇÃO ADJETIVA A abdômen abdominal abelha apícola abutre vulturino açúcar sacarino águia aquilino alma anímico aluno discente anjo angelical ano anual arcebispo arquiepiscopal aranha aracnídeo asno asinino audição ótico, auditivo

B

baço esplênico bispo episcopal boca bucal, oral bode hircino boi bovino bronze brônzeo, êneo

C

cabeça cefálico cabelo capilar cabra caprino

campo campestre, bucólico ou rural cão canino

carneiro arietino Carlos Magno carolíngio

cavalo cavalar, equino, equídeo ou hí-pico

chumbo plúmbeo chuva pluvial cidade citadino, urbano cinza cinéreo coelho cunicular cobra viperino, ofídico cobre cúprico coração cardíaco, cordial crânio craniano criança pueril, infantil

D

dedo digital

diamante diamantino, adamantino dinheiro pecuniário E elefante elefantino enxofre sulfúrico esmeralda esmeraldino esposos esponsal

estômago estomacal, gástrico estrela estelar F fábrica fabril face facial falcão falconídeo farinha farináceo fera ferino ferro férreo

fígado figadal, hepático filho filial fogo ígneo frente frontal G gado pecuário gafanhoto acrídeo garganta gutural gato felino gelo glacial gesso típseo guerra bélico H

homem viril, humano

I

idade etário ilha insular irmão fraternal intestino celíaco, entérico inverno hibernal, invernal irmão fraternal, fraterno

J

(16)

18 LÍNGUA PORTUGUESA L laringe laríngeo leão leonino lebre leporino leite lácteo, láctico lobo lupino lua lunar, selênico

M

macaco simiesco, símio, macacal madeira lígneo

mãe maternal, materno manhã matutino, matinal mar marítimo marfim ebúrneo, ebóreo mármore marmóreo memória mnemônico mestre magistral

moeda monetário, numismático monge monacal, monástico morte mortífero, mortal, letal

N

nádegas glúteo nariz nasal neve níveo, nival noite noturno

norte setentrional, boreal nuca occipital

núcleo nucleico

O

olho ocular, óptico, oftálmico orelha auricular osso ósseo ouro áureo outono outonal ouvido ótico ovelha ovino P paixão passional pai paternal, paterno paixão passional pâncreas pancreático

pântano palustre pato anserino pedra pétreo peixe písceo ou ictíaco pele epidérmico, cutâneo pescoço cervical

pombo colombino porco suíno, porcino prata argênteo ou argentino predador predatório professor docente prosa prosaico proteína protéico pulmão pulmonar pus purulento Q quadris ciático R raposa vulpino rio fluvial rato murino rim renal rio fluvial rocha rupestre S selo filatélico serpente viperino, ofídico selva silvestre sintaxe sintático sonho onírico

sul meridional, austral

T

tarde vesperal, vespertino terra telúrico, terrestre ou terreno terremotos sísmico tecido têxtil tórax torácico touro taurino trigo tritício U umbigo umbilical

(17)

CAPÍTULO 02 - Morfologia 19 urso ursino V vaca vacum veia venoso velho senil vento eóleo, eólico verão estival víbora viperino vidro vítreo ou hialino virgem virginal virilha inguinal visão óptico ou ótico vontade volitivo voz vocal

Cuidados importantes ao analisar um adjetivo: • Pode haver mudança de sentido: • Homem pobre X Pobre homem.

Na primeira expressão, a noção é de ser desprovido de condições financeiras; na segunda, a ideia e de indiví-duo de pouca sorte ou de destino ruim.

Questões Gabaritadas

(CESGRANRIO) Em “Ele me observa, incrédu-lo”, a palavra que substitui o termo destacado, sem haver alteração de sentido, é:

a. feliz b. inconsciente c. indignado d. cético e. furioso Resposta: D

(VUNESP) Indique o verso em que ocorre um adjetivo antes e outro depois de um substantivo:

a. O que varia é o espírito que as sente b. Mas, se nesse vaivém tudo parece igual c. Tons esquivos e trêmulos, nuanças d. Homem inquieto e vão que não repousas! e. Dentro do eterno giro universal

Resposta: E

Advérbio

Trata-se de palavra invariável, que imprime uma cir-cunstância sobre verbo, adjetivo ou advérbio. É

impor-tante saber reconhecer os advérbios em uma sentença, portanto anote esses exemplos e acompanhe a análise.

• Verbo. • Adjetivo. • Advérbio.

Categorias adverbiais: essas categorias resumem

os tipos de advérbio, mas não essencialmente todos os sentidos adverbiais.

Afirmação: sim, certamente, claramente

etc.

Negação: não, nunca, jamais,

absolutamen-te.

Dúvida: quiçá, talvez, será, tomara.

Tempo: agora, antes, depois, já, hoje, ontem.

Lugar: aqui, ali, lá, acolá, aquém, longe.

Modo: bem, mal, depressa, debalde,

rapida-mente.

Intensidade: muito, pouco, demais, menos,

mais.

Interrogação: por que, como, quando,

onde, aonde, donde. • Designação: eis.

Advérbio x Locução Adverbial

A distinção entre um advérbio e uma locução adver-bial é igual à distinção entre um adjetivo e uma locução adjetiva, ou seja, repousa sobre a quantidade de termos. Enquanto só há um elemento em um advérbio; em uma locução adverbial, há mais de um elemento. Veja os exemplos:

• Aqui, deixaremos a mala. (Advérbio)

• Naquele lugar, deixaremos a mala. (Locução adverbial)

• Sobre o móvel da mesa, deixaremos a mala. (Locução adverbial)

Questões Gabaritadas

(FCC) Érico Veríssimo nasceu no Rio Grande do Sul (Cruz Alta) em 1905, de família de tradição e fortuna que repentinamente perdeu o poderio econômico. O advérbio grifado na frase acima tem o sentido de: a. à revelia. b. de súbito. c. de imediato. d. dia a dia. e. na atualidade. Resposta: B

(AOCP) A expressão destacada que NÃO indica tempo é

(18)

20

LÍNGUA PORTUGUESA

a. “...mortes entre os jovens, especialmente nos países...”

b. “...Mais recentemente, me admiro com a co-ragem...”

c. “...diagnosticar precocemente doenças men-tais.”

d. “...O que temos até então é um manual...” e. “...um milhão de pessoas morrem anualmen-te...”

Resposta: A

Conjunção

Pode-se definir a conjunção como um termo invari-ável, de natureza conectiva que pode criar relações de sentido (nexos) entre palavras ou orações. Usualmente, as provas costumam cobrar as relações de sentido ex-pressas pelas conjunções, desse modo, o recomendável é empreender uma boa classificação e memorizar algu-mas tabelas de conjunção.

Classificação das Conjunções

Coordenativas

Ligam termos sem dependência sintática. Isso quer dizer que não desempenham função sintática uns em relação aos outros.

Exemplos: Machado escreveu

contos e poemas.

Drummond escreveu poemas e entrou para a história.

Categoria Conjunção Exemplo Aditiva E, nem, não só... mas

também, bem como, como também.

Pedro assistiu ao fil-me e fez um cofil-men- comen-tário logo após.

Adversativa Mas, porém, contu-do, entretanto, toda-via, no entanto.

A criança caiu no chão, todavia não

chorou.

Alternativa Ou, ora...ora, quer...

quer, seja...seja. Ora Márcio estu-dava, ora escrevia

seus textos.

Conclusiva Logo, portanto, as-sim, então, pois (após o verbo).

Mariana estava do-ente; não poderia vir, pois, ao baile.

Explicativa Que, porque, pois (antes do verbo), porquanto.

Traga o detergente, porque preciso la-var essa louça.

Subordinativas

Ligam termos com dependência sintática:

Integrantes: Introduzem uma ORAÇÃO

SUBOR-DINADA SUBSTANTIVA.

Exemplos: É fundamental que o

país mude sua política.

Maria não disse se faria a questão.

Adverbiais: Introduzem ORAÇÃO

SUBORDINA-DA ADVERBIAL.

São 9 tipos de conjunção:

Causal: já que, uma vez que, como, porque.

Comparativa: como, tal qual, mais (do)

que.

Condicional: caso, se, desde que, contanto

que.

Conformativa: conforme, segundo,

conso-ante.

Consecutiva: tanto que, de modo que, de

sorte que.

Concessiva: embora, ainda que, mesmo

que, apesar de que, conquanto.

Final: para que, a fim de que, porque.

Proporcional: à medida que, à proporção

que, ao passo que.

Temporal: quando, sempre que, mal, logo

que.

Exemplos: Já que tinha dinheiro,

resolveu comprar a motocicleta.

Questões Gabaritadas

(FCC) Ainda que já tivesse uma carreira solo de sucesso [...], sentiu que era a hora de formar seu próprio grupo. Outra redação para a frase aci-ma, iniciada por “Já tinha uma carreira...” e fiel ao sentido original, deve gerar o seguinte elo entre as orações: a. de maneira que. b. por isso. c. mas. d. embora. e. desde que. Resposta: C

(FCC) Segundo ele, a mudança climática con-tribuiu para a ruína dessa sociedade, uma vez que eles dependiam muito dos reservatórios que eram preenchidos pela chuva. A locução conjun-tiva grifada na frase acima pode ser corretamente substituída pela conjunção:

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INFORMÁTICA

PROFESSOR

Katia Quadros

Graduada em Processamento de Dados. Especialis-ta em TI – Desenvolvimento Web – PUC-PR. Analist a de sist emas. Ex-examinadora para concursos públicos. Professora de Informática desde 1998 em cursos téc-nicos. Professora de Informática e Arquivologia desde 2008 para Concursos Públicos presenciais e à dist ân-cia. Comentarist a de quest ões e autora de materiais de concursos públicos. Orientadora de est udos para concurso.

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SUMÁRIO

97

SUMÁRIO

1. SISTEMAS OPERACIONAIS ...99

Introdução ... 99

O Que Faz um Sistema Operacional... 99

Gerenciador de Processos ... 99

Conceitos Básicos ...102

Sistemas Operacionais: Windows 7 ...106

Sistemas Operacionais: Windows 10 ... 111

Sistemas Operacionais: Linux ...115

Software Livre ...116

Questões Gabaritadas ...121

2. SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO ... 121

Introdução ...121

Conceitos De Segurança da Informação ...121

Golpes, Ameaças e Ataques ... 127

Segurança da Informação: Conclusão ...130

Questões Gabaritadas ...130

3. CORREIO ELETRÔNICO ... 131

Outlook Express...131

Mozilla Thunderbird ... 133

4. MICROSOFT OFFICE E BROFFICE ...134

Microsoft Office: Microsoft Word 2013 ... 134

Microsoft Office: Excel 2013 ... 143

PowerPoint 2013 ... 150

Broffice ... 152

Broffice Calc ... 152

Broffice Writer ... 152

Broffice Impress ... 156

Microsoft Office e BROffice: Conclusão ...157

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CAPÍTULO 01 - Sistemas Operacionais

99

1. SISTEMAS OPERACIONAIS

Introdução

Neste capítulo vamos estudar Sistemas Operacio-nais. Este assunto é amplamente cobrado pela banca CEBRASPE/CESPE. Estudaremos o Sistema Operacional Windows nas versões 7 e 10 e também, Linux.

Fique atento às novidades do Windows 10, pois o exa-minador gosta delas!

A maioria das funcionalidades são iguais em todas as versões do Windows. Funcionalidades como copiar, re-nomear, mover arquivos. Conceitos de unidades, pastas, nomes de arquivos.

Procure estudar as versões do Windows na prática, pelo menos tenha uma dessas versões instalada em seu computador.

Linux também é cobrado. O examinado cobra de ma-neira diferente do Windows. Através de conceitos e os comandos e diretórios.

O Que Faz um Sistema Operacional

Quando instalamos um Sistema Operacional, esta-mos de certa forma definindo um gerente para os recur-sos do nosso computador. E o que é preciso gerenciar em um computador? Um dos itens que precisam ser geren-ciados são os programas (softwares) que você costuma

utilizar quase ao mesmo tempo.

Um programa é basicamente um conjunto de instru-ções que, ao serem executadas pelo computador, com a ajuda de um Sistema Operacional, realizam determina-das tarefas. Essa “lista de instruções” deve ser armaze-nada de forma que a mesma possa ser utilizada a qual-quer momento - para tanto, precisamos guardar essas instruções em arquivos armazenados no HD de nosso computador.

Para que um programa possa ser executado no seu computador, primeiramente, o código do programa (lista de instrução) é transferido do HD para a memória prin-cipal, quando disponível na memória prinprin-cipal, o pro-cessador tem acesso às instruções e poderá então ler e executar cada uma das instruções. Cada instrução pode corresponder a uma entrada ou saída de dados, como, por exemplo, obter os dados que digitamos no teclado ou imprimir documentos na impressora.

Programas em execução são chamados de proces-sos. Um processo é formado por três partes principais,

são elas:

01. o código do programa (lista de instruções);

02. os dados processados pelo programa; 03. o contexto que consiste no conjunto de in-formações adicionais sobre o processo - como e onde estão armazenados os dados e instruções. Para que um programa qualquer possa ser executado em um computador, o Sistema Operacional precisa

executar um conjunto de funções básicas.

Fazendo um paralelo com o mundo real, para que um ator possa representar um papel em uma peça, um conjunto de funções básicas de suporte precisou ser fei-tas: um local precisou ser reservado para o espetáculo, o cenário precisou ser montado, a iluminação precisou ser preparada, os atores contratados... Se não fosse esse trabalho de suporte, o ator não poderia atuar. Assim, para que um programa qualquer possa ser executado no seu computador, nos bastidores o Sistema Operacional realizará um conjunto de funções básicas: (1) o gerencia-mento dos processos; (2) o gerenciagerencia-mento da memória disponível no seu computador; (3) o gerenciamento dos arquivos existentes no computador; e (4) o gerenciamen-to dos dispositivos de entrada e saída.

Gerenciador de Processos

O conceito mais importante em sistemas operacio-nais é o de processos, e entendê-los é fundamental para todo estudante interessado em conhecer como os siste-mas operacionais funcionam realmente.

Todas as ações que ocorrem no seu computador gi-ram em torno de processos, pois, como dissemos antes:

processos são programas em execução e, sendo

as-sim, todos os aplicativos que usamos são na verdade pro-cessos. Mas, como os processos são criados a partir do código de seus respectivos programas? E como preparar os diversos componentes do computador (memória, HD, processador) para que os processos possam ser executa-dos normalmente?

Para que você possa entender melhor estes conceitos, vamos fazer a seguinte comparação do que ocorre no computador com um exemplo bem simples: uma mesa de estudos. Você deve ter muitas atividades escolares que precisam de sua dedicação e esforço para serem realizadas. Provavelmente, você tem um lugar preferido para estudar, mas vamos considerar que você tenha uma mesa de estudos própria com gavetas onde é guardado todo seu material escolar e nela são feitos todos os seus trabalhos das mais diversas disciplinas (matemática, português, física, química etc.).

Vamos dizer que exista para cada disciplina uma lista de exercícios a ser resolvida. Então para estarmos prontos, qual o primeiro passo a ser realizado? Poderí-amos considerar a ação de pegar das gavetas e colocar sobre a mesa as listas de exercícios que serão resolvidas,

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100

INFORMÁTICA

assim você terá acesso direto às questões para resolvê--los um de cada vez.

Se considerarmos que nossa mesa de estudos é a me-mória do computador, e que nós somos o processador, então, os programas são as listas de exercícios e quando a colocamos sobre a mesa, estamos deixando elas pron-tas para serem resolvidas, ou seja, neste momento, cada lista deixa de ser apenas uma folha guardada na gaveta (ou HD, se considerarmos os programas) para se tornar parte de uma atividade, ou seja, de um processo.

Associado a cada processo criado, existe uma quantidade de memória reservada, conhecida como

espaço de endereçamento do processo, onde o processo pode ler e gravar dados. Nessa área de memória, encon-tramos: (1) o código do programa que será executado e (2) os dados que são usados pelo programa.

Para que o Sistema Operacional gerencie os pro-cessos, primeiro ele deve ser capaz de: (1) criá-los, (2) reservar memória e (3) colocar os processos numa fila de espera para uso do processador. O próprio Sistema

Operacional é um conjunto de vários processos que tam-bém compartilham a CPU para serem executados.

Gerenciador de Memória

A memória é um componente importante do com-putador que deve ser cuidadosamente gerenciado, pois apesar da grande evolução da tecnologia e do aumento crescente da memória dos computadores, os programas estão crescendo na mesma proporção e assim o Sistema Operacional precisa lidar com as limitações da capaci-dade da memória para organizar os processos que estão em execução.

Voltando ao exemplo da mesa de estudos. Imagine se todo o material sobre a mesa de estudos estiver bagun-çado. Papéis amontoados em um canto, livros espalhados e uma pilha de rascunhos jogados em sua frente, você conseguiria estudar nessa desorganização?

Apesar de que muitos estudantes tentam estudar em uma montanha de livros e papéis, é muito mais fácil reservar um tempo para organizar sua mesa de estu-dos, aproveitando de maneira organizada toda a área da mesa, é exatamente isso que o Sistema Operacional re-aliza.

Identificar quais partes da memória estão em uso e quais não estão, reservar espaço para os processos e deixar disponível as áreas que forem liberadas por um processo ativo ou quando um processo é encer-rado, são essas as atividades executadas pelo Siste-ma Operacional, assim, os prograSiste-mas não precisam se preocupar em como obter a memória necessária para ser executado.

Mas, quando o espaço de endereçamento não é su-ficiente para todos os processos ativos, o que o Sistema Operacional pode fazer? Uma solução simples seria en-cerrar alguns programas, liberando a área de memória deles, mas tornaria os computadores mais limitados com relação à quantidade de processos ativos. Então, o que

podemos fazer?

No exemplo da mesa de estudos, vamos dizer que você está montando um painel para sua aula de biolo-gia e a cartolina ocupa quase toda a área de sua mesa, e agora não existe espaço suficiente para o restante do material, pois você ainda precisa deixar disponível o seu livro de biologia e as revistas para o recorte de figuras, mas apenas um deles pode ficar sobre a mesa e durante toda a atividade você precisa de todo o material, o que fazer para que você não perca tanto tempo na constru-ção desse painel?

Utilizando uma das gavetas da mesa de estudos para guardar o livro exatamente na página que você estava pesquisando ou as revistas nas páginas que serão re-cortadas, você poderá realizar uma troca rápida entre as ações que serão executadas e, apesar do uso da gaveta tornar mais lento, ela permite que você possa realizar todas as atividades necessárias.

Assim funciona no computador quando existem pro-cessos demais para a quantidade de memória.

O Sistema Operacional gerencia as trocas de da-dos entre a memória e o HD quando não existe es-paço de endereçamento suficiente para todos os pro-cessos, na aula de gerenciamento de memória, você aprenderá mais sobre essas atividades e as ações que são necessárias para a organização da memória – Memória Virtual.

Quando instalamos um Sistema Operacional, ele já configura um espaço no HD para utilizar como Memória Virtual.

A memória RAM possui capacidade limitada, com isso ao executarmos vários processos simultaneamente, não fosse a memória virtual, nosso computador iria tra-var, ter o chamado piripaque!!!!

Quando a memória RAM está com a capacidade total comprometida, e queremos executar mais um software, por exemplo, o Sistema Operacional faz a troca de arqui-vos: Envia para a memória virtual o que está na memó-ria RAM e não estamos utilizando e assim libera espaço para a nova execução.

(25)

CAPÍTULO 01 - Sistemas Operacionais

101

Olha o S.O. fazendo a troca de arquivos:

Gerenciador de Arquivos

Agora, imagine as gavetas de sua mesa de estudos. E se, ao abrirmos elas, todo o seu material escolar es-tiver desorganizado? Você provavelmente perderia um bom tempo procurando por seus livros, revistas, listas de exercícios e qualquer material que precisasse.

Mas, se todo o conteúdo das gavetas estivesse orga-nizado com áreas nas gavetas dedicadas para cada uma

das disciplinas, então, seria mais prático e simples pro-curar por um determinado livro ou revista. E é exata-mente dessa forma que os sistemas operacionais geren-ciam os dados armazenados.

Assim, os programas podem acessar os dados arma-zenados nos discos através das chamadas de sistemas do Sistema Operacional relacionada à manipulação de arquivos, e ações como criar, ler, gravar e remover ar-quivos podem ser realizadas nos processos de forma simples.

O conceito de diretório ou pasta de arquivos está relacionado à maioria dos sistemas operacionais como uma forma de agrupar os arquivos, possibi-litando uma forma de organização hierárquica em que, dentro de um diretório, podem existir arquivos e outros diretórios.

Essa estrutura pode ser comparada a uma árvore, pois no decorrer do tempo ela vai formando uma rede de diretórios e arquivos interligados a partir de um di-retório raiz.

Para os programas encontrarem os arquivos, eles precisam saber o nome de caminho, que é a sequência de diretórios a partir do diretório raiz para chegar ao arquivo, um exemplo simples seria o nome de caminho do arquivo listMat.txt, que seria:

/disciplinas/listas/matemática/listaMat.txt

Mas, não é apenas através do nome de caminho que podemos encontrar um arquivo. Para cada processo, existe um diretório de trabalho atual que indica a par-tir de qual diretório o processo está manipulando, dessa forma, não é necessário que o programa informe o ca-minho completo para chegar ao arquivo, basta verificar a partir do diretório de trabalho que pode ser mudado durante a execução do programa.

Além da informação do nome de caminho, a maio-ria dos sistemas operacionais atuais criou mecanismos de segurança de dados e só com permissões dadas ao usuário os diretórios e arquivos podem ser acessados ou alterados.

Por exemplo, cada processo recebe o código de iden-tificação do usuário que o executou, através desse códi-go, é verificado o nível de acesso ao arquivo, no momento em que ele for aberto, assim, o programa verifica se tem permissão de ler o conteúdo do arquivo e até mesmo alterá-lo.

Gerenciador de Dispositivos de Entrada e Saída

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operacio-102

INFORMÁTICA

nais é controlar todos os disposit ivos de entrada e saída de dados, como, por exemplo: teclado, mouse, monit ores, discos e impressoras. As partes do Sist ema Operacional responsáveis pelos disposit ivos de E/S (Entrada/Saída) devem permit ir uma forma simples de comunicação en-tre os disposit ivos e o rest ante do sist ema (por exemplo: o gerenciador de memória, o sist ema de arquivos, e o gerenciador de processos) e que seja o mais indepen-dente possível do tipo de disposit ivo, assim, diversos har-dwares podem ser acessados com os mesmos meios de comunicação (interface).

Para entender melhor esse tipo de controle, vejamos a relação de gerenciamento de um sist ema de arquivos e o controle necessário ao disposit ivo de disco onde os dados est ão armazenados. Apesar do gerenciamento de dados ser feit o através de uma est rutura de diretórios e arquivos, os diversos tipos de disposit ivos de armaze-namentos de dados não tratam os dados como arquivos em diretórios, na verdade, os dados são armazenados em blocos de tamanho fi xo, em que cada um tem um ende-reço de onde são lidos e alterados.

Para o controle do processo de leit ura e escrit a, os disposit ivos possuem integrados a eles um componente eletrônico capaz de controlar o rest ante do disposit ivo e assim servindo como uma interface para o mesmo atra-vés de troca de sinais elétricos.

Esse componente eletrônico é conhecido como con-troladora ou adaptador do disposit ivo e é através dela que o Sist ema Operacional se comunica com o disposit i-vo de entrada e saída.

Claro que parte do controle do disposit ivo de entrada e saída fi ca a cargo de componentes dos sist emas ope-racionais, que são módulos de código que depende do disposit ivo, esses componentes são conhecidos como dri-vers de disposit ivos e através deles podemos ter acesso às controladoras.

Assim, os módulos que são independentes do disposi-tivo, como o sist ema de arquivos, podem tratar da leit ura e escrit a de dados independente de qual disposit ivo será utilizado, podendo ser um HD, um disquete, um leit or de CD/DVD.

Quando você conect a um mouse na porta USB do seu computador o que acontece?

Imediatamente o S.O. identifi ca esse hardware.

E isso acontece devido ao Sist ema Operacional já tra-zer em sua est rutura diversos drivers básicos, como o da maioria dos mouses, por exemplo.

• Essa tecnologia de reconhecimento auto-mático do Hardware recebe o nome de Plug and Play: Conect e e use!

DRIVER é um software que faz com que o Sist ema

Operacional reconheça um hardware.

E quando você conect a a impressora no seu tador? Você abre o Word e tenta imprimir e seu compu-tador se fi nge de morto? Ou seja, não reconhece uma impressora inst alada. Isso acontece devido ao S.O. não ter drivers de impressoras na sua est rutura. É preciso inst alar esse driver.

Segundo: Vicente Pires Lust osa Neto Roberta De Souza Coelho

Logo, um sist ema operacional deve ser capaz de ge-renciar: Processos Memória Dispositivos Arquivos/Pastas

Conceit os Básicos

Alternado entre Janelas

Atalhos para alternar entre janelas:

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DIREITO

ADMINISTRATIVO

PROFESSOR

Robson Fach ini

Experiência em concursos públicos desde 1999, ten-do siten-do aprovaten-do nos cargos de agente administ rativo da prefeit ura de Ranch aria – SP, recenciador do IBGE, agente de escolta e vigilância penit enciária – SP, agen-te de segurança penit enciária – SP, agenagen-te penit enciá-rio – PR, agente penit enciáenciá-rio federal – MJ, analist a do tribunal de contas do DF e atualmente aprovado para o cargo de audit or de controle externo do tribunal de contas dos municípios do est ado de Goiás. Formado em tecnologia em gest ão pública pelo inst it uto tecnológico da Universidade Federal do Paraná e pós graduando em MBA em gest ão pública. Professor de direit o ad-minist rativo em cursos preparatórios para concursos desde 2010.

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SUMÁRIO

161

SUMÁRIO

1. NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO, ESTADO E GOVERNO ...163

Conceito de Direito ... 163 Ramos do Direito ... 163 Conceito de Direito Administrativo... 163 Objeto do Direito Administrativo ... 163 Fontes do Direito Administrativo ... 164 Sistemas Administrativos ... 164 Noções de Estado ... 165 Formas de Estado ... 165 Poderes do Estado ... 166 Noções de Governo ... 166 Sistemas de Governo ... 167 Formas de Governo ... 167 Questões Gabaritadas ... 168

2. NOÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA E TÉCNICAS ADMINISTRATIVAS ...168

Conceito de Administração Pública ... 169 Classificação da Administração Pública ... 169 Comparação entre Governo e Administração Pública ... 169 Administração Pública Direta ... 170 Administração Pública Indireta ... 170 Organização Administrativa da União ...171 Técnicas Administrativas ... 172 Criação dos Entes da Administração Indireta ... 174 Autarquia ... 174 Fundação Pública ...175 Empresas Estatais (Empresa Pública e Sociedade de Economia Mista) ... 176 Empresa Pública ... 176 Sociedade de Economia Mista ...177 Entidades Paraestatais ... 178 Questões Gabaritadas ...180

3. ÓRGÃOS PÚBLICOS E AGENTES PÚBLICOS ... 181

Órgão Público ...181 Agentes Públicos ... 183 Questões Gabaritadas ... 185

4. REGIME JURÍDICO ADMINISTRATIVO E PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 186

Regime Jurídico Administrativo ... 186 Princípios Fundamentais da Administração Pública ... 186

5. PODERES ADMINISTRATIVOS ...190 Poder Hierárquico ...191 Poder Disciplinar ... 192 Poder de Polícia ... 192 Poder Regulamentar ... 194 Abuso de Poder ... 195 Questões Gabaritadas ... 196 6. ATOS ADMINISTRATIVOS ...196

Conceito de Atos Administrativos ... 197 Características de Atos Administrativos ... 197 Outros Conceitos Pertinentes ao Tema ... 197 Elementos ou Requisitos de Validade dos Atos Administrativo ... 198 Atributos dos Atos Administrativos ... 200 Classificações de Atos Administrativos ...201 Espécies de Atos Administrativos ... 203 Extinção dos Atos Administrativos / Desfazimento do Ato Administrativo ...205 Convalidação ... 206

7. CONTROLE DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ... 207

Classificação do Controle da Administração Pública ...207 Espécies de Controle da Administração Pública ...210

8. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO ...213

Responsabilidade Civil (Direito Civil) ... 214 Classificação da Responsabilidade Civil ... 214 Responsabilidade Civil do Estado em Decorrência da Atuação da Administração Pública ... 215 Responsabilidade Civil do Estado em Decorrência de Atos Legislativos ... 217

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162

SUMÁRIO

Responsabilidade Civil do Estado em Decorrência de Atos Judiciais... 218 Ação de Reparação de Danos ... 218 Ação Regressiva ... 219 9. LICITAÇÃO ...219 Base Constitucional... 219 Competência Legislativa ... 219 LEI 8.666/93 ... 220 Contratação Direta ...222 Questões Comentadas ...225

10. LEI 8.112/90 – ESTATUTO DOS SERVIDORES PÚBLICOS CIVIS DA UNIÃO ... 225

Título I – Das Disposições Preliminares ...226 Título II - Do Provimento, Vacância, Remoção, Reditribuição e Substituição ...227 Título III – Dos Direitos e Vantagens ...234 Título IV – Do Regime Disciplinar...243 Processo Administrativo Disciplinar ...247 Da Seguridade Social do Servidor ...253 Questões Gabaritadas ...257

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CAPÍTULO 01 - Noções de Direito Administrativo, Estado e Governo

163

1. NOÇÕES DE DIREITO

ADMINISTRATIVO, ESTADO E

GOVERNO

O direito administrativo é o conjunto de regras que orientam a atuação da administração pública e o exercí-cio das atividades administrativas do Estado.

Sendo assim, o direito administrativo é a espécie de direito que tem por objetivo definir as regras que orien-tam a atuação do Estado como administrador da coisa pública.

Sendo o direito administrativo uma espécie de direi-to, para o bom entendimento da matéria, neste bloco ire-mos conhecer o conceito de direito, os raire-mos do direito, o conceito e objetos do direito administrativo, as fontes do direito administrativo e os sistemas administrativos.

Conceito de Direito

Para uma boa compreensão do conceito de direito administrativo, ou seja, do que é o direito administrativo, e também qual a finalidade do direito administrativo, é importante, em primeiro, plano compreender de forma objetiva o que é o direito.

Direito é um conjunto de normas impostas coativa-mente pelo Estado, que vão regular a vida em sociedade, possibilitando a coexistência pacífica das pessoas.

Ramos do Direito

O direito é dividido em dois ramos distintos, são eles: o direito privado e o direito público.

Direito Privado

O direito privado é caracterizado pela regulamen-tação de interesses PRIVADOS. Neste ramo do direito, existe um conflito entre particulares, ou seja, em um dos lados da disputa tem um particular, seja este uma pessoa física, ou uma pessoa jurídica, e do outro lado tem-se ou-tro particular, tanto faz se ele é pessoa física ou pessoa jurídica.

Em regra, o direito privado não regula relações entre particulares e o Estado. Eventualmente o Estado pode integrar um dos polos regulados pelo direito privado, conforme veremos logo adiante.

Característica marcante do direito privado é a relação jurídica de igualdade estabelecida entre

as partes. Essa relação jurídica de igualdade também é chamada de relação jurídica horizontal.

O direito administrativo não faz parte do ramo do di-reito privado, e como exemplos desse ramo do didi-reito tem-se o direito civil o direito empresarial, dente outros.

Direito Público

O direito público é caracterizado pela regulamenta-ção dos interesses públicos e o seu objetivo é a resoluregulamenta-ção

de conflitos que envolvam tais interesses contra os inte-resses dos particulares. Nestes casos, em um dos lados do conflito está o Estado, representante dos interesses da coletividade, e do outro lado da disputa tem-se o particu-lar (tanto faz esse particuparticu-lar ser pessoa física ou pessoa jurídica), representando os seus próprios interesses.

No direito público, o Estado tem um tratamento pri-vilegiado diante do particular, ou seja, as normas que regulam o direito público conferem prerrogativas espe-ciais ao Estado diante do particular, o que impede um tratamento igualitário entre as partes.

A característica marcante do direito público é a relação jurídica de desigualdade estabelecida entre

os polos. Assim sendo, no direito público as partes são tratadas com distinção de direitos, obrigações e respon-sabilidades. Essa relação jurídica de desigualdade tam-bém é chamada de relação jurídica vertical.

O fundamento dessa relação jurídica vertical entre o Estado e o particular, arbitrada pelo direito público é encontrado no princípio da supremacia do interesse público, tal princípio preconiza que os interesses

pú-blicos (da coletividade) se sobrepõem aos interesses pri-vados, e sendo o Estado o procurador dos interesses da sociedade, a ele são conferidos poderes especiais para conseguir defender o interesse da coletividade.

O direito administrativo faz parte do ramo do direi-to público, e como outros exemplos do direidirei-to público temos o direito constitucional, penal, processual penal, tributário, dentre outras searas do direito.

Conceito de Direito Administrativo

O professor Hely Lopes Meirelles conceitua o direi-to administrativo como sendo “o conjundirei-to harmônico de princípios jurídicos que regem órgãos, agentes e ativi-dades públicas que tendem a realizar concreta, direta e imediatamente os fins desejados pelo Estado”.

A professora Maria Sylvia Di Pietro define o Direi-to Administrativo como “o ramo do direiDirei-to público que tem por objeto os órgãos, agentes e pessoas jurídicas ad-ministrativas que integram a Administração Pública, a atividade jurídica não contenciosa que exerce e os bens de que se utiliza para a consecução de seus fins, de na-tureza política.”

Objeto do Direito Administrativo

O direito administrativo tem dois objetos, a adminis-tração pública e o exercício das atividades administra-tivas do Estado.

O direito administrativo tem por objetivo regular as relações da administração pública, sejam estas relações de natureza interna entre as entidades que a compõe, seus órgãos e agentes; ou relações de natureza externa entre a administração e os administrados.

Além de ter por objeto a administração pública, tam-bém é foco do direito administrativo o desempenho das atividades públicas, tanto exercidas pelo próprio estado, por meio da administração pública, ou exercidas por al-gum particular, como no caso das concessões,

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permis-164

DIREITO ADMINISTRATIVO

sões e autorizações de serviços públicos.

Resumidamente, pode-se dizer que o direito adminis-trativo tem por objeto a administração pública e também as atividades administrativas, independente de quem as exerça.

Fontes do Direito Administrativo

O termo fonte dá ideia do lugar onde algo começa a surgir. Sendo assim, por fontes do direito administrativo, deve-se entender os lugares onde encontramos as suas regras.

Todavia o direito administrativo não é codificado, dessa forma, não é possível encontrarmos um código que contemple as normas de direito administrativo como acontece com o direito penal, civil, processual penal, dentre outros. Para encontrarmos as normas de direito administrativo temos que recorrer a diversas fontes.

São fontes do direito administrativo a lei, a jurispru-dência, a doutrina e os costumes (praxe administrativa). Veja a seguir as características de cada uma das fontes.

Lei

Em decorrência do princípio fundamental da legali-dade, que orienta todo o direito administrativo, a lei é a fonte primária e principal do direito administrativo. A lei vincula a atuação da administração pública dos três poderes e de todas as esferas da federação.

No entanto, para entendermos melhor o significado do termo lei e da sua finalidade, é importante classificá--la em dois tipos: Lei em sentido estrito e Lei em sentido amplo.

Lei em sentido estrito são os atos legislativos que ino-vam o ordenamento jurídico, tais como as leis comple-mentares, ordinárias e delegadas.

Lei em sentido amplo é um termo mais amplo que inclui qualquer tipo de norma aplicada à administração pública, independente do órgão estatal que a produziu. Neste caso, entende-se por lei a própria Constituição Federal, as leis ordinárias, complementares, delegadas, medidas provisórias, decretos, resoluções, portarias e qualquer outro ato que seja de obediência obrigatória pela administração pública.

O direito administrativo adota como fonte principal a lei em seu sentido amplo.

Jurisprudência

A jurisprudência é o resultado de vários julgados realizados pelo poder judiciário sobre determinada ma-téria que caminham num mesmo sentido, serve como paradigma para o julgamento de novas ações judiciais referentes aos mesmos temas.

Em regra, a jurisprudência não vincula a atuação da administração pública, somente serve como ponto de orientação, mas como exceção tem-se as súmulas vincu-lantes que foram introduzidas no ordenamento jurídico brasileiro pela emenda constitucional nº 45. As súmulas vinculantes são publicadas pelo Supremo Tribunal

Fe-deral (STF) depois de reiteradas decisões num mesmo sentido e seu conteúdo vincula a administração pública dos poderes legislativo, executivo e judiciário da União, Estados, DF e municípios.

Doutrina

A doutrina é o resultado do trabalho dos estudiosos do direito administrativo. São livros que têm a finalida-de finalida-de tentar sistematizar e melhor explicar o conteúdo das normas de direito administrativo, os quais podem ser utilizados como critério de interpretação de normas, bem como auxiliar a produção normativa.

A doutrina não vincula a atuação da administração pública, ela é só uma fonte de orientação.

Devido ao fato de a doutrina representar o entendi-mento do seu autor sobre as regras do direito adminis-trativo, essa fonte do direito apresenta várias contradi-ções, pois é comum que em alguns pontos os autores tenham entendimentos distintos de um ou outro instituto jurídico.

Costumes Administrativos (Praxe Administrativa)

Os costumes são práticas reiteradas observadas pelos agentes administrativos diante de determinada situação quando há lacuna da norma.

Os costumes somente podem ser utilizados para orientar a atuação da administração pública na falta de lei determinando o que deve ser feito. Sendo assim, o costume não pode substituir a lei, mas somente pode ser utilizado para tampar uma lacuna deixada na lei pelo legislador.

Sistemas Administrativos

São os regimes que dispõe o Estado para realizar o controle de legalidade dos seus atos administrativos. E estes podem ser classificados em sistema francês ou in-glês. Veja a seguir.

Sistema Francês / Dualidade da Jurisdição / Contencioso Administrativo

Pelo sistema francês, o poder judiciário não tem com-petência para fazer controle de legalidade dos atos da administração pública.

Neste caso existe duas justiças, uma justiça comum para julgar os particulares e uma justiça administrativa que tem a competência de julgar os atos da administra-ção pública.

Neste sistema, os atos praticados pela administração pública não podem ser anulados pelo poder judiciário. Existem tribunais de natureza administrativa que têm a competência de realizar o controle de legalidade dos atos administrativos e caso seja necessário, anulá-los.

As decisões desses tribunais administrativos têm efeito de coisa julgada, pois não podem ser revistas pelo poder judiciário, haja vista o fato de o poder judiciário

(33)

CAPÍTULO 01 - Noções de Direito Administrativo, Estado e Governo

165

não realizar controle de legalidade dos atos da adminis-tração pública.

O sistema administrativo francês não é o sistema administrativo para controle de legalidade dos atos da administração pública.

Sistema Inglês / Jurisdição Única / Sistema não Contencioso

Pelo sistema inglês, o poder judiciário tem competên-cia para fazer controle de legalidade dos atos da admi-nistração pública.

Neste caso, existe uma única justiça, representada pelo poder judiciário e este tem competência para julgar tanto processos que envolvam particulares como tam-bém processos que envolvam a administração pública.

Todos os conflitos entre a administração e o adminis-trado e ainda entre a administração e os seus agentes, podem ser levados até o poder judiciário, e só este tem o poder de decidir com força de coisa julgada. É impor-tante observar que neste sistema, a administração pode julgar conflitos, todavia mesmo que ela já tenha julgado ou esteja julgando um conflito, o particular pode acionar o poder judiciário e este poderá desfazer o resultado do julgamento feito pela administração pública, pois as de-cisões da administração pública não tem força de coisa julgada.

Esse é o modelo de sistema administrativo adotado pelo Brasil.

Ainda que as decisões da administração pública não tenham força de coisa julgada, isso não impede que a administração pública julgue conflitos. Todavia, estes conflitos podem ser levados para solução perante o po-der judiciário e é este quem tem o popo-der de dizer qual é o direito aplicável ao caso.

Para entender melhor o assunto, basta comparar o sistema inglês com o francês, enquanto no primeiro existe uma justiça com competência para julgar poder público e particulares, no sistema francês existe uma justiça para julgar o poder público e outra para julgar o particular.

Noções de Estado

Neste tópico nós iremos estudar o Estado. Abordare-mos o conceito de Estado, os elementos que o integram, seus poderes e suas funções.

Conceito de Estado

O termo Estado pode ter várias interpretações, por exemplo, tal termo é geralmente utilizado para nos re-ferirmos aos Estados-membros, entes que compõe a República Federativa do Brasil (ex. São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso, Sergipe etc.). No entanto, neste tópico, devemos associar a palavra Estado à ideia de país. Neste sentido, podemos conceituar Estado como sendo a pessoa jurídica territorial soberana.

Analisando o conceito de Estado, encontramos alguns elementos que devem ser bem compreendidos, veja a

se-guir:

Pessoa: capacidade para contrair direitos e

obrigações.

Jurídica: É a pessoa constituída através de

uma formalidade documental (de uma convenção entre pessoas físicas), seu contraponto é a pessoa física ou humana.

Territorial soberana: quer dizer que

dentro do território do Estado, este detém a so-berania, ou seja, sua vontade prevalece ante a das demais pessoas (sejam elas físicas ou jurídicas). Podemos definir soberania da seguinte forma, sobe-rania representa independência na ordem internacional (lá fora ninguém manda no Estado) e supremacia na or-dem interna (aqui dentro quem manda é o Estado).

Elementos do Estado

Os elementos que compõe o Estado são três: o territó-rio, o povo e o governo soberano.

Território: é a base fixa do Estado (solo,

subsolo, mar, espaço aéreo).

Povo: é o componente humano do Estado.

Governo Soberano: é o responsável pela

condução política do Estado, por ser tal governo soberano, temos que este não se submete a ne-nhuma vontade externa, pois, relembrando, lá fora o Estado é independente e aqui dentro sua vontade é suprema.

Observação: A palavra povo não

pode ser substituída por população, cida-dão, nem por nenhuma outra similar.

Formas de Estado

Existem duas formas de Estado: Estado unitário e Es-tado federado.

Estado Unitário

Estado unitário é o termo utilizado para se referir aos países caracterizados pela centralização política.

Neste tipo de país existe um poder político central que emana sua vontade por todo o território nacional.

Em um Estado unitário, existe relação de hierarquia e subordinação entre o poder político central e os po-deres políticos regionais e locais, ou seja, Estados-mem-bros e municípios em regra não existem e quando exis-tem não são dotados de competências políticas, pois as competências políticas são exclusivas do poder político central. Neste caso, Estados-membros e municípios são subordinados a vontade do poder político central.

O Brasil não é um Estado unitário.

Referências

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