Equipamentos básicos de laboratório
Prof. Edney Neves – IFPR – Campus Campo Largo – Curso Técnico em Cerâmica
Aula 03
•
Balança Digital
• Equipamento utilizado para medir a massa de um corpo.
• Balança Analítica: possui um grau alto de precisão (pode chegar a 0,0001 g). Geralmente apresentam o prato para colocação de amostras protegido por portinholas de vidro corrediças, porque leves ou imperceptíveis correntes de ar podem levar instabilidade ao valor lido, ou até induzir a um grande erro de leitura.
• Balança Semi-analítica:possui um grau menor de precisão quando comparada com as balanças analíticas (pode chegar a 0,001 g).
Equipamentos básicos de laboratório
Equipamentos básicos de laboratório
•
Estufas
• Equipamento utilizado para secar (desidratar) de maneira controlada amostras. O aquecimento ocorre através de resistências elétricas, e o controle da temperatura é feito com o uso de um termostato.
• As estufas possuem um “respiro”, por onde ocorre a eliminação da água. Neste orifício pode ser introduzido termômetros para leitura de temperatura.
• Como avaliar se a secagem foi efetiva?
Equipamentos básicos de laboratório
•
Forno mufla
• Estes fornos são comumente utilizados em laboratórios cerâmicos para o processo de sinterização/calcinação de matérias-primas e composições cerâmicas.
• Trata-se de um forno elétrico que atinge temperaturas na ordem de 1300°C. Podendo dispor de controladores para realizar uma curva de queima similar a praticada na fábrica (com patamares e rampas).
Abrasímetro (Usado na determinação do PEI)
Agitadores (Utilizado para homogeneizar líquidos, como a
barbotina e esmalte)
Autoclave (Utilizado para determinar a resistência ao
gretamento das peças cerâmicas)
Binil e Trinil (Utilizado para testar esmalte e tintas)
Calcímetro Dietrich (Utilizado para determinar o teor de
carbonatos) Cabine de Aplicação
(Equipamento utilizado para esmaltar peças cerâmicas)
Equipamentos básicos de laboratório
Capela de exaustão (Local de manipulação de substâncias voláteis)
Cronômetro (Utilizado na determinação do tempo de
escoamento de barbotinas e esmaltes)
Picnômetro (Utilizado para determinar a densidade de
barbotinas e esmaltes)
Tanque de fervura (Utilizado para determinar a absorção de água
das peças cerâmicas)
Kit Mohs (Utilizado para determinar a resistência ao
risco) Flexímetro
(Equipamento utilizado para determinar a resistência mecânica)
Laminador refinador (Utilizado para refinar matéria-prima para
fabricação de tijolos)
Maromba (Utilizado para a fabricação de peças por
extrusão, como tijolos)
Medidor de curvatura (Utilizado para determinar a planaridade dos
revestimentos)
Mesa de medição (Utilizado para determinar o tamanho das
placas cerâmicas)
Secagem por infravermelho (Utilizado para determinar o teor de umidade) Prensa
(Equipamento utilizado para conformar o pó cerâmicp)
Equipamentos básicos de laboratório
Vibrotech (Utilizado para determinar a distribuição
granulométrica)
Peneiras (Utilizado separa partícula por tamanho)
Viscosímetro Copo Ford (Utilizado para determinar viscosidade de
barbotinas e esmaltes)
Viscosímetro Brookfield (Utilizado para determinar viscosidade de
barbotinas e esmaltes)
Moinho de martelos (Equipamento utilizado para moer, triturar e
homogeneizar matérias-primas) Moinho rápido
(Equipamento utilizado para moer, triturar e homogeneizar matérias-primas)
Equipamentos básicos de laboratório
Almofariz com pistilo (Usado na trituração e pulverização de sólidos)
Cápsula de porcelana (Peça de porcelana usada para evaporar
líquidos das soluções)
Cadinho (Peça geralmente de porcelana cuja utilidade é
aquecer substâncias a seco e com grande intensidade, por isto pode ser levado
diretamente ao Bico de Bunsen)
Materiais de porcelana
Funil de Buchner (Utilizado em filtrações a vácuo. Pode ser usado com a função filtro em conjunto com o
Kitassato)
Espátula de porcelana (Utilizado para mover sólidos, com a vantagem
de possuir alta resistência ao ataque químico)
Bico de Bunsen (É a fonte de aquecimento mais utilizada em
laboratório)
Tela de amianto (Suporte para as peças a serem aquecidas. A função do amianto é distribuir uniformemente
o calor recebido pelo Bico de Bunsen)
Tripé (Sustentáculo para efetuar aquecimentos de soluções em vidrarias diversas de laboratório. É utilizado em conjunto com a Tela de
Amianto)
Materiais metálicos diversos
Pinça para cadinhos (Utilizado para manipulação de objetos aquecidos. Ex.: Transferência do cadinho
aquecido para o dessecador)
Triângulo (Formado por fios de arame e três tubos de
porcelana, que são acoplados no tripé. Utilizados para suportar cadinhos submetidos
ao aquecimento direto)
Garra / Anel para funil / Suporte Universal (Utilizados na montagem de equipamentos em
laboratório)
Vidro de relógio (Peça de Vidro de forma côncava, é usada em análises e evaporações. Não pode ser aquecida
diretamente)
Funil de haste longa (Usado na filtração e para retenção de partículas sólidas. Não deve ser aquecido) Proveta
(Serve para medir e transferir volumes de líquidos. Não pode ser aquecida)
Tubo de ensaio (Empregado para fazer reações em pequena escala, principalmente em testes de reação em
geral. Pode ser aquecido com movimentos circulares e com cuidado diretamente sob a
chama do Bico de Bunsen)
Becker ouBéquer (É de uso geral em laboratório. Serve para
fazer reações entre soluções, dissolver substâncias sólidas, efetuar reações de precipitação e aquecer líquidos. Pode ser
aquecido sobre a Tela de Amianto)
Dessecador (Usado para guardar substâncias em atmosfera
com baixo índice de umidade)
Materiais e vidrarias em geral
Bureta (Aparelho utilizado em análises volumétricas) Balão de fundo redondo
(Utilizado principalmente em sistemas de refluxo e evaporação a vácuo, acoplado
a Rotoevaporador)
Balão volumétrico (Possui volume definido e é utilizado para o
preparo de soluções em laboratório) Balão de fundo chato
(Utilizado como recipiente para conter líquidos ou soluções, ou mesmo, fazer reações com desprendimento de gases. Pode ser aquecido
sobre o Tripé com Tela de Amianto)
Pipeta graduada (Utilizada para medir pequenos volumes.
Mede volumes variáveis. Não pode ser aquecida)
Pipeta volumétrica (Usada para medir e transferir volume de líquidos. Não pode ser aquecida pois possui
grande precisão de medida)
Erlenmeyer (Utilizado em titulações, aquecimento de
líquidos e para dissolver substâncias e proceder reações entre soluções) Kitassato
(Utilizado em conjunto com o Funil de Buchner em filtrações a vácuo)
Funil de Separação (Utilizado na separação de líquidos não miscíveis e na extração líquido/líquido)
Materiais e vidrarias em geral
PissetaouFrasco lavador (Utilizado em lavagens, acerto do nível de
volume, fácil manipulação e controle) Bastão de vidro
(Utilizado na agitação e transferência de líquidos)
Placa de Petri (Utilizado para fins diversos, secagem,
cristalização, etc.)
Técnicas básicas
1. Técnicas de transferência de líquidos e sólidos
Retirada de líquidos de frascos
Obs.: Para verter o líquido de um frasco, faça-o sempre pelo lado oposto do rótulo.
Nunca coloque a tampa do frasco virada para baixo
Utilize o bastão de vidro para transferir o líquido
Quando for transferir um líquido de um béquer você
pode proceder desta maneira
Nunca cheire diretamente na boca do frasco, cheire através
de deslocamento de ar
Técnicas básicas
Técnicas de transferência de líquidos e sólidos
Transferência de sólidos
1. Pegue uma pequena quantidade de sólido com uma espátula.
2. Retire da espátula a quantidade desejada
Incline o frasco até a quantidade desejada cair no
recipiente (apenas para grandes quantidades)
Técnicas básicas
2. Aquecimento
O aquecimento pode ser realizado com bicos de gás, banhos (de água, de óleo, etc.), lâmpadas incandescentes entre outros.
Bico de Bunsen Procedimento para ascender:
1. Feche completamente a entrada de ar;
2.Gire a válvula de gás do bico;
3.Abra lentamente a válvula de gás e aproxime a chama de um fósforo lateralmente, obtendo uma grande chama e luminosa, de cor amarela;
4.Abra lentamente a entrada de ar até a chama ficar azulada;
5.Caso a chama se apague ou haja combustão no interior do tubo, feche a entrada de gás e reinicie as operações anteriores;
6. Para apagar a chama, feche o registro que fornece gás ao bico, pois assim todo gás que está na mangueira é queimado pelo bico. Após feche a válvula do Bico de Bunsen.
(Fonte: Rosa G. et al.)
Bico de gás
Utiliza-se apenas em líquidos e sólidos não inflamáveis. O mais comum é o Bico de Bunsen.
Combustível = Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) Comburente = Ar atmosférico
Banho-maria
Utiliza-se para aquecimento de substâncias inflamáveis e com ponto de ebulição inferior a 100 °C.
Técnicas básicas
2. Aquecimento
O aquecimento pode ser realizado com bicos de gás, banhos (de água, de óleo, etc.), lâmpadas incandescentes entre outros.
Banho-maria elétrico. Fonte: Botulab.com.br 2.1 Aquecimento de tubo de ensaio e béquer
Inclinar o tubo de ensaio com uma pinça, aquecendo a substância não no fundo e sim lateralmente.
Para aquecer uma substância em béquer deve-se usar um tripé ou anel com uma tela de amianto (no sup. universal).
Balanças eletrônicas
- A balança deve ficar em locais sem vibração, oscilação brusca de temperatura e umidade;
- Após seu uso deve ser sempre limpa, retirando qualquer tipo de sujeira; - Nunca coloque líquidos ou sólidos diretamente na balança, estes devem estar em um recipiente (se necessário, fechar com tampa); - Os movimentos devem ser suaves e cuidadosos.
Técnicas básicas
3. Técnica de pesagem
Devido a sensibilidade alguns cuidados devem ser tomados, tais como não remover o prato da balança e não colocar substância que não estejam na temperatura ambiente.
Segurança no laboratório
Segurança no laboratório
Noções básicas de trabalho em laboratório
As atividades desempenhadas em um laboratório cerâmico podem apresentar umavariedade de riscos, devido presença de produtos químicos, presença de eletricidade, imprudência humana, equipamento em movimento, etc. (FRANCESCHI, 2013).
Para trabalhar em segurança você deve (ROSA, 2013):
1.Seguir rigorosamente as instruções fornecidas pelo professor;
2.Sempre usar jalecos de algodão durante os trabalhos no laboratório;
3.Em caso de acidente, procurar imediatamente o professor;
4. Saber a localização e como utilizar o chuveiro de emergência, extintores de incêndio e lavadores de olhos;
Segurança no laboratório
5.Usar, quando necessário, outros equipamentos de proteção, como luvas, óculos especiais e máscaras.
6.Não colocar sobre a bancada de laboratório bolsas, agasalhos ou qualquer material estranho ao trabalho que estiver realizando.
7.No ambiente do laboratório, evitar a ingestão de qualquer tipo de alimento, não beber e não fumar.
8.Nunca trabalhar sozinho no laboratório.
9.Fechar todas as gavetas e portas dos balcões que abrir.
10. Caindo produto químico nos olhos, boca ou pele, lavar abundantemente com água. A seguir, procurar o tratamento específico para cada caso.
11.No início da aula, a vidraria deverá ser inspecionada quanto à limpeza.
Segurança no laboratório
12.Evitar a retirada dos frascos de reagentes dos balcões.
13. Evitar o gasto além da quantidade necessária de qualquer reagente. Se for gasto mais do que o indicado no roteiro, poderá faltar reativo para si ou para o colega.
14.Se algum ácido ou produto químico for derramado, lavar o local imediatamente.
15.Nunca testar um produto químico pelo sabor.
16.Não é aconselhável testar um produto químico pelo odor, porém, caso seja necessário, não colocar o frasco sob o nariz. Deslocar com a mão, para a sua direção, os vapores que se desprendem do frasco. 17. Ler atentamente o rótulo do frasco e certificar-se que é a substância realmente desejada.
18.Não deixar frascos de reagentes destampados.
Segurança no laboratório
19.Ao transferir uma solução de um frasco de reativo para outro qualquer, ter o cuidado de manter o rótulo para cima, evitando danificá-lo.
20.Não trocar as tampas entre os frascos de reagentes diferentes e não introduzir pipetas que estejam sendo usadas com um tipo de reagente em frascos com reagentes diferentes. Caso isso aconteça, os reagentes ficarão contaminados e deverão ser substituídos.
21.Nunca tornar a colocar no frasco uma substância retirada em excesso e não usada. Ela pode ter sido contaminada.
22.Nunca pipetar líquidos cáusticos ou tóxicos diretamente. Para isso, utilize pipetadores.
23.Ao diluir ácidos, sempre adicionar lentamente o ácido sobre a água.
Segurança no laboratório
24.Ao pipetar, evitar o toque, com os dedos, na extremidade inferior da pipeta, para evitar a contaminação dos reagentes e acidentes com substâncias corrosivas. Para medir os volumes de líquidos, considerar como referência a linha horizontal que passe pelo ponto mais baixo da curva do menisco. Antes de acertar o volume desejado, retirar, com papel absorvente, o líquido que permanece aderido à parede externa da pipeta.
Segurança no laboratório
26.Ao aquecer tubos de ensaio diretamente na chama do bico de gás (bicos de Bunsen), observar que o líquido não pode exceder 50% da capacidade do tubo. Começar o aquecimento pela parte superior do líquido, com agitação constante, para obter um aquecimento regular. Utilizar agarradores de madeira e inclinar o tubo em um ângulo de aproximadamente 45°. A boca do tubo não deve ser direcionada para os seus colegas, evitando possíveis acidentes por extravasamento de líquido fervente. O aquecimento em banho-maria é mais seguro e pode ser feito em recipientes apropriados (copos de béquer) colocados sobre telas de amianto e estas sobre tripés de ferro.
Segurança no laboratório
27.Verificar sempre se não há vazamentos, desgastes ou corrosão em bicos de gás, mangueiras, conectores e botijões de gás. Regular adequadamente o fluxo de gás. Fechar a válvula ao final do experimento.
28.Não aquecer reagentes de qualquer espécie em sistemas fechados. Deve-se ter certeza de que o sistema está aberto para o meio externo antes de iniciar o aquecimento.
29.Não aquecer líquidos inflamáveis em chama direta.
30.Não jogar resíduos de solventes na pia ou ralo. Há recipientes apropriados para isso.
31.Não colocar papel filtro ou outros sólidos no esgoto da pia.
32. Não jogar vidro quebrado no lixo comum. Deve haver um recipiente específico para fragmentos de vidro.
Segurança no laboratório
33.No final da aula, os frascos dos reagentes deverão permanecer nos seus lugares e todos os materiais adicionais deverão ser minuciosamente limpos e dispostos da mesma maneira que estavam no início da aula.
34.Consultar o professor antes de fazer qualquer modificação no andamento da experiência e na quantidade de reagentes a serem usados.
Segurança no laboratório
Equipamentos de Proteção Individual – EPI utilizados em laboratórios
De acordo com Cienfuegos (2001) a seleção e uso dos EPI´s no laboratório devem ser efetuadosem associação com outros métodos de controle de riscos. Nesse sentido, o EPI deve ser visto como o último recurso no controle de exposição a riscos, sendo inicialmente implementadas outras medidas de segurança.
Os equipamentos de proteçãodevem estar ao alcance de todosos trabalhadores que desempenham suas atividades laborais em laboratórios. É importante que haja facilidade no seu acesso, assim como o conhecimento em usá-los corretamente.
Segurança no laboratório
Os principais equipamentos de proteção individual utilizados nos laboratórios são:
• Avental e roupas de proteção;
• Luvas;
• Protetores faciais/oculares;
• Protetores respiratórios.
Em alguns casos, e devido ao tipo de trabalho realizado, é recomendado sempre que entrar no laboratório usar: sapatos fechados,aventaleóculos de proteção.
Segurança no laboratório
Avental e roupas de proteção
No laboratório de cerâmica, quando desenvolvidas atividades com o manuseio de substâncias ou produtos químicos, recomenda-se o uso dematerial confeccionado com algodãotratado, pelo fato de queimar de forma mais lenta e para proteger o trabalhador de respingos de substâncias manipuladasin locu.
Além disso, o jaleco é de
fundamental importância para a
Segurança no laboratório
Luvas
Existem vários tipos de luvas de proteção, diferenciando-se em tamanho, material, tipo de punho, pigmentação, aderência, de acordo com sua aplicação. O processo cerâmico possui a etapa de secagem e sinterização, sendo comumente utilizado asluvas de raspa cano longo.
Segurança no laboratório
Protetores faciais/oculares
Este tipo de equipamento deve estar disponível para todos os trabalhadores que desempenham atividades laborais em locais onde ocorre o manuseio ou armazenamento desubstâncias químicas ou
risco de estilhaçosoufaíscas.
As características relacionadas a este equipamento são:
•Não deve haver distorção de imagens ou limitação do campo visual; •Devem apresentar resistência aos produtos que serão manuseados; •Devem ser confortáveis e apresentar facilidade na limpeza e conservação; •Devem possuir tratamentos antirrisco e antiembaçante.
•Devem apresentar certa leveza, proteção lateral e cordão de segurança.
Segurança no laboratório
Protetores respiratórios (máscaras)
Os protetores respiratórios tem por objetivos evitar a inalação de vapores orgânicos, névoas oufinas partículas, devendo ser utilizados exclusivamente quando as medidas de proteção coletiva não existirem, não forem suficientes ou não haver condições de serem implantadas. É importante que estes EPI´s estejam sempre higienizados, e caso os filtros estejam saturados, precisam ser substituídos.
Segurança no laboratório
Equipamentos de emergência utilizados em laboratórios
Lavador de olhos
Equipamento formado por dois pequenos chuveiros de média pressão, acoplados a uma bacia metálica, cujo ângulo permite o direcionamento correto do jato de água. São equipamentos que devem ser instalados em locais de manuseio de produtos químicos, e em situações onde há maior risco de projeção de contaminantes ou da possibilidade de haver maior risco de queimaduras por calor.
Segurança no laboratório
Extintores de incêndio (H2O – PQS – CO2)
De acordo com as possíveis causas de incêndios ou explosões é importante que os laboratórios de uma forma geral tenham em seu interior os seguintes tipos de extintores.
a) Água (H2O)
Utilizado para fogo classe A – materiais sólidos. Ex.: madeira, borracha, papel, plástico, etc.
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b) Pó químico seco (PQS)
Segurança no laboratório
c) CO2
Utilizado em fogo classe B – líquidos inflamáveis. Ex.: álcool, gasolina, óleo diesel, tintas, vernizes, etc. Utilizado em fogo classe C – equipamentos elétricos energizados. Ex.: serra circular, policorte, betoneira, painéis elétricos, etc.
FISPQ
Ficha de Informações de Segurança de Produtos Químicos
De acordo com aABNT NBR 14725a FISPQ é um meio de o fornecedor transferir informações essenciais sobre os perigos de um produto químico (incluindo informações sobre o transporte, manuseio, armazenagem e ações de emergência) ao usuário deste, possibilitando a ele tomar as medidas necessárias relativas àsegurança,saúdee
meio ambiente.
A FISPQ também pode ser usada para transferir essas informações para trabalhadores, empregadores, profissionais da saúde e segurança, pessoal de emergência, agências governamentais, assim como membros da comunidade, instituições, serviços e outras partes envolvidas com o produto químico.
FISPQ
Além disso, a norma estabelece quais informações e como serão divididas na FISPQ. Por meio de seções.
1 Identificação do produto e da empresa 2 Identificação de perigos
3 Composição e informações sobre os ingredientes 4 Medidas de primeiros-socorros
5 Medidas de combate a incêndio
6 Medidas de controle para derramamento ou vazamento 7 Manuseio e armazenamento
8 Controle de exposição e proteção individual 9 Propriedades físicas e químicas 10 Estabilidade e reatividade 11 Informações toxicológicas 12 Informações ecológicas
13 Considerações sobre tratamento e disposição 14 Informações sobre transporte 15 Regulamentações 16 Outras informações
FISPQ
Onde encontrar a FISPQ?
Referências Bibliográficas
Laboratório Virtual de Química do Campus da UNESP de Bauru. Vidrarias. Disponível em http://www2.fc.unesp.br/lvq/prexp02.htm. Acesso em 02 de março de 2015.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT.NBR 14725-4:Produtos químicos — Informações sobre segurança, saúde e meio ambiente Parte 4: Ficha de informações de segurança de produtos químicos (FISPQ). Rio de Janeiro: ABNT, 2009.
FRANCESCHI, ALESSANDRO DE. Tecnologias e Processos Industriais III. Santa Maria: UFSM, CTISM, Rede e-Tec Brasil, 2013.
ROSA, GILBER; GAUTO, MARCELO; GONÇALVES, FÁBIO. Química analítica: práticas de laboratório. Porto Alegre: Bookman, 2013.