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Academic year: 2021

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TÍTULO: APLICANDO A FITORREMEDIAÇÃO NO ESTUDO DE PLANTAS PARA A DEGRADAÇÃO DE PETRÓLEO CONTIDO NO SOLO.

TÍTULO:

CATEGORIA: EM ANDAMENTO CATEGORIA:

ÁREA: ENGENHARIAS E ARQUITETURA ÁREA:

SUBÁREA: ENGENHARIAS SUBÁREA:

INSTITUIÇÃO: CENTRO UNIVERSITÁRIO DAS FACULDADES METROPOLITANAS UNIDAS INSTITUIÇÃO:

AUTOR(ES): VICTÓRIA CAROLINE SILVEIRA SANTOS, ANA PAULA SOUZA SANTOS AUTOR(ES):

ORIENTADOR(ES): ANNELIESE DE OLIVEIRA LOZADA ORIENTADOR(ES):

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APLICANDO A FITORREMEDIAÇÃO NO ESTUDO DE PLANTAS 

PARA A DEGRADAÇÃO DE PETRÓLEO CONTIDO NO SOLO. 

 

1. RESUMO 

Com a sedimentação de rochas e de compostos orgânicos há milhões de anos,        além de um ambiente com características propensas, como pressão e alta        temperatura, os diversos tipos de substâncias foram realizando reações complexas        entre si, possibilitando a formação do petróleo. 

O presente trabalho apresenta o processo de fitorremediação e seus possíveis        seguimentos e apresenta duas espécies de plantas que diferenciaram na        fitorremediação. A   G. max e B. bizantha         se mostraram enficientes no processo de        fitorremediação e são muito promissoras nesse seguimento.    2. INTRODUÇÃO  A grande dependência mundial do petróleo e seus derivados para desenvolvimento  e manutenção de suas atividades industriais tem trazido alguns impactos negativos  para o meio ambiente. Durante a exploração, o refino, o transporte e as operações  de armazenamento do petróleo acabam acontecendo derramamentos acidentais  ocasionando a contaminação de solos e águas (rios, águas subterrâneas e  oceanos), e isso faz com que seja necessário a busca de técnicas/tecnologias que  possam ser aplicadas na remediação dos contaminantes. 

O petróleo é um composto complexo que contém vários materiais, sendo que os        hidrocarbonetos representam a maior porção. Sua composição química pode variar        de um campo petrolífero para isso, fazendo com que o petróleo tenha propriedades        físicas e químicas diferentes. Devido, especialmente, à sua complexidade, o        tratamento de áreas contaminadas por essas substâncias é bastante trabalhoso e        problemático.Existe uma técnica conhecida como Fitorremediação, a qual se utiliza        de sistemas vegetais para recuperar águas e solos contaminados por poluentes        orgânicos ou inorgânicos. 

 

3. OBJETIVO 

A primeira fase desse projeto tem como objetivo avaliar quais as espécies de        plantas que se destacam na fitorremediação de petróleo contidos no solo, levando        em consideração espécies que sejam fitodegradadoras, fitoextratoras ou        rizodegradadoras. Na segunda fase do projeto, será feita avaliação biológica das        espécies selecionadas e submete­las a experimentos para as concentrações do        contaminante. Já a a montagem de um protótipo, o qual será possível realizar o        mesmo processo de absorção da planta, e tratar o contaminante com seu processo        metabólico que acontece na espécie (e sua microbiota) que se mostrar mais        eficiente, porém de uma forma mecânica e biológica; levando em consideração o        conhecimento da fito e da biorremediação. 

Com a viabilização do projeto, os benefícios serão: a descontaminação do solo e        água através de uma forma mais “natural” do que os realizados com processos        químicos. Por fim, será avaliada também, a possibilidade da utilização do mesmo        processo para outro tipo de contaminantes, como metais pesados e outros        compostos..  

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4. METODOLOGIA 

A metodologia aplicada nesse artigo é qualitativa, pois a princípio não se avalia        valores e sim o aprofundamento no tema. Tem­se o embasamento do artigo em        pesquisa teórica, levando em consideração estudos acadêmicos e científicos. 

 

5. DESENVOLVIMENTO 

Solo é o material orgânico e/ou mineral, não solidificado na superfície da terra, que        serve como meio natural para o crescimento e desenvolvimento de diversos        organismos vivos (LIMA, 2010 apud CURI      et al.  , 1993). Em outras palavras          podemos dizer que o solo é a camada superficial da crosta terrestre, composto por        matéria orgânica, frações minerais, água, ar e organismos vivos. É considerado a        fonte de nutrição mais importantes para os vegetais, pois além de dar suporte físico        para o crescimento das plantas ainda é a fonte de nutrientes inorgânico, fornece a        água e um ambiente gasoso para o desenvolvimento dos seus sistemas (BIAZÃO,        2012 apud RAVEN       et al., 2007). O petróleo vem sendo utilizado pelo homem há        muitos anos, no entanto, somente no século XVIII, começou a ser usado        comercialmente, nas indústrias e na geração de energia. Hoje, além de muito        usado, seus subprodutos (com originário da indústria petroquímica) centenas de        novos produtos foram surgindo, muitos deles diariamente utilizados. (AGUIAR, 2006        apud PETROBRAS, 2005). 

Com a utilização constante e muitas vezes inconsequente do petróleo e seus        derivados, surge o risco de derramamentos acidentais nos diferentes áreas,        podendo haver a contaminação do solo e da água, sendo necessária a busca de        técnicas e tecnologias para que possa ser feita a remediação desse contaminante.  A palavra “petróleo” deriva a palavra grega       petra , que significa rocha, e do latim        oleum, que quer dizer óleo. “Óleo de rocha” é um dos sinônimos que melhor explica        sua origem a partir das rochas porosas, as quais funcionam como reservatório        subterrâneo para o petróleo, por milhões de anos (AGUIAR, 2006       apud DOMASK,    1984). A Indústria Petroquímica pode ser descrita por um longo processo, havendo        seis principais etapas, são elas: a exploração, o desenvolvimento, a produção, o        refino, o transporte e a distribuição (BIAZÃO, 2012 apud MILANI, 2007) 

As principais etapas que levam à contaminação, são os processos de produção e de        refino do petróleo, e o que mais causa a contaminação dos solos são os        vazamentos provenientes dos tanques de estocagem e da tubulação, e        derramamentos acidentais. Por conter uma mistura muito complexa de substância        em sua composição, (como benzeno, óxido de etileno, tolueno, etc.) o petróleo e        seus derivados são considerados perigosos poluentes ambientais. (BIAZÃO, 2012        apud WHITE     et al. , 2006).   Atualmente, muitas técnicas vêm sendo estudadas para a       degradação mais eficaz de contaminantes orgânicos, e já existem vários projetos de        processos diferentes para que isso aconteça, podendo ter como base, processos        químicos, físicos, químico­físicos e biológicos.O processo denominado remediação        é dado em razão do principal mecanismo responsável pela melhoria da qualidade        ambiental, podendo ser um mecanismo microbiológico ou vegetal. Quando o        principal fator de remediação são micro­organismos, o processo é denominado        biorremediação, pois esse processo acontece através de bactérias, fungos e etc. Já        quando as plantas representam o principal mecanismo de remediação ou quando        são essenciais para que o processo ocorra, é denominado fitorremediação        (BIAZÃO, 2012; AGUIAR, 2006). 

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A real origem e aplicação da fitorremediação e os conceitos de suas várias        derivações ainda apresentam­se controversos, pois para que a técnica seja aplicada        efetivamente, existem várias variáveis e é necessário um estudo mais aprofundado        do local a ser aplicado (ANDRADE et al., 2007). 

Essa pode ser definida como a combinação do uso de plantas para remover os        poluentes do solo ou reduzir sua toxicidade, sendo considerada uma tecnologia        efetiva não destrutiva, econômica e socialmente aceita para descontaminar solos        poluídos. Existem cinco principais seguimentos na Fitorremediação, são elas:        fitoextração, fitodegradação,    fitovolatização, fitoestimulação e fitoestabilização.         A primeira a ser citada é a       fitoextração, a qual é utilizada para remediação de metais        com o uso de plantas que podem acumular (em suas raízes e folhas) níveis de        matais até cem vezes maiores em seus tecidos do que outras plantas são        conhecidas como plantas hiperacumuladoras. A         fitodegradação é processo o qual          o poluente é absorvido e metabolizado, e utilizado para o crescimento da planta, é        mais utilizado quando o tipo de composto a ser tratado é orgânico. Já a        fitovolatilização é o processo em que as plantas e seus organismos associados        ajudam a remover os poluentes do meio pela volatilização dos mesmos. Há a        captura poluente, e após processos metabólicos o mesmo passa para a atmosfera        através do vapor de água volatilizado. O processo de      fitoestimulação é um      mecanismo no qual os micro­organismos associados à presença vegetal estão        envolvidos, direta ou indiretamente, na degradação de contaminantes. Ocorre        quando a estimulação é feita nas raízes da planta mudando as condições do solo e        aumentando sua aeração, combinado com o ajuste de umidade e favorecem o        crescimento de micro­organismos e, por consequência, acontece à biodegradação        de contaminantes.    Por fim, a     fitoestabilização é um conjunto de mecanismos        físicos, químicos ou físico­químicos. Na ação física os vegetais protegem o solo da        erosão, reduzindo o efeito da desagregação do solo e o seu transporte        contaminado. Já a ação química ocorre por meio da mudança química ou        microbiológica na região das raízes ou pela alteração química produzida pelo        contaminante. Em alguns casos, pode ocorrer a mineralização do poluente.        (AGUIAR, 2006; BIAZÃO, 2012; PIRES et al., 2005)  

Além desses cinco principais tipos de fitorremediação, existem três técnicas que        estão correlacionadas com as plantas, são elas: Rizodegradação, Rizovolatização e        Rizoestabilização. De acordo com o Instituto de Física de São Carlos, o diferencial        dessas técnicas para as anteriores é que nesses processos o início da degradação        começa no Sistema Radicular, responsável pela fixação da planta no solo, atender        as exigências hídricas das folhas, ainda pode­se citar que é através da raiz que os        vegetais adquirem os nutrientes necessários para seu desenvolvimento; portanto,        essas três outras técnicas são realizadas, parte pelas plantas e parte pelos        micro­organismos associados à sua microbiota (PROCÓPIO et al., 2009). 

Existem muitos grupos de plantas que mostram um diferencial quando se fala de        fitorremediação, esses grupos incluem: leguminosas, hortaliças, espécies de porte        arbóreo e diversas plantas monocotiledôneas (AGUIAR         et al., 2012 apud Hynes         et al., 2004; Huang et al., 2005). 

Após avaliação de várias literaturas voltada para a fitorremediação de petróleo,        chega­se a duas espécies que se destacam na degradação desse contaminante,        sendo elas: Soja     Glycine max e a Branquiária         Brachiaria brizantha (AGUIAR, 2006;        SANTOS, 2006). Apesar de serem necessárias diferentes propriedades para que o       

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uso de uma planta seja indicado para a fitorremediação, existem características que        são mais adequadas para a utilização de plantas como fitorremediadoras, são elas:        o rápido crescimento, alto teor de produção de biomassa, vigor e tolerância à        poluição. Plantas com essas características, normalmente, podem ser utilizadas        como agentes de despoluição. (AGUIAR, 2006; LAMEGO, 2007).As espécies de        soja se destacaram, pois além de existirem literaturas especializadas no seu        potencial de vegetação fitorremediadora, possuem tolerância e resposta à toxidade        na presença do petróleo cru, além disso, foram avaliadas a biomassa radicular e        biomassa aérea (AGUIAR, 2006        apud ROSA, 2006; MARQUES         et al  , 2006).    Segundo estudos de produção inicial de biomassa, as espécies G. max e B.        bizantha mostraram­se tolerantes à presença de óleo na concentração de 3% v:v de        óleo 

6. RESULTADOS PRELIMINARES 

Apesar de não obtermos resultados quantificados, é visível que o uso da        fitorremediação é indicado na degradação do petróleo. As espécies indicadas no        trabalho serão avaliadas mais profundamente, levando em consideração o seu        crescimento, e suas respostas as diferentes concentrações de petróleo. Nas        próxima etapa do trabalho, serão feitos os experimentos biológicos e a avaliação da        produção da biomassa, entendendo como acontece o processo metabólico da        planta e microbiota presente no sistema raticulado.  7. REFERENCIA BIBLIOGRÁFICA 

 

 AGUIAR, C.R.C. Desempenho de soja e branquiária na fitorremediação de solos  contaminados por petróleo. Rio de Janeiro  ­ RJ, 2006  Disponível em:  <http://www.peamb.eng.uerj.br/trabalhosconclusao/2006/PEAMB2006CRCAguiar.pdf>  Acesso em: 16.agosto 2015  ANDRADE, J. de AUGUSTO; A.F.; JARDIM, I.C.S.F. Biorremediação de solos  contaminados por petróleo e seus derivados. 2010 ­ Disponível em:  <http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0100­46702010000300002&script=sci_arttext>  Acesso em: 08. agosto 2015  ANDRADE, J. C.; TAVARES, S. R. Fitorremediação – o uso de plantas na melhoria da  qualidade ambiental. São Paulo­ SP: Oficina de Textos, 2007.  BIAZÃO, T.C.  Utilização de Echinochloa Polystachya (Kunth) Hitchc. (POACEAE) na  fitorremediação de solo contaminado com petróleo. Curitiba­ PR ­ Disponível em:  <http://dspace.c3sl.ufpr.br:8080/dspace/bitstream/handle/1884/27525/R%20­%20D%20­%2 0BIAZAO%2c%20THALITA%20COLOMBO.pdf?sequence=1&isAllowed=y> Acesso em: 20.  agosto 2015  LAMBERT, L.F. de M. O uso da fitorremediação para recuperação de solos contaminados  por petróleo. Goiânia­ GO , 2012. Disponível em:  <http://www.ibeas.org.br/congresso/Trabalhos2012/XI­065.pdf> Acesso em: 16. agosto  2015  LIMA, M.R. de. O solo no meio ambiente. Guarapuava­PR, 2006. Disponível em:  <http://www.escola.agrarias.ufpr.br/arquivospdf/minicurso.pdf> Acesso em: 20 agosto 2015 

Referências

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