UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM DESIGN DE MODA
GUSTAVO DANTAS BERNARDES
A FILOSOFIA VEGAN INTRODUZIDA NA MODA
TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO
APUCARANA 2016
A FILOSOFIA VEGAN INTRODUZIDA NA MODA
Trabalho de Conclusão de Curso, apresentado como requisito parcial à obtenção do título de Tecnólogo, do Curso Superior de Tecnologia em Design de Moda, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Câmpus Apucarana.
Orientadora: Profª. M.ª Ana Maria Benini
APUCARANA 2016
Ministério da Educação
Universidade Tecnológica Federal do Paraná
Câmpus Apucarana
CODEM – Coordenação do Curso Superior de Tecnologia em Design de Moda
TERMO DE APROVAÇÃO
Título do Trabalho de Conclusão de Curso Nº 193 A filosofia vegan introduzida na moda
por
GUSTAVO DANTAS BERNARDES
Este Trabalho de Conclusão de Curso foi apresentado aos vinte e um dias do mês de junho do ano de dois mil e dezesseis, às vinte e duas horas, como requisito parcial para a
obtenção do título de Tecnólogo em Design de Moda, linha de pesquisa Processo de Desenvolvimento de Produto, do Curso Superior em Tecnologia em Design de Moda da UTFPR – Universidade Tecnológica Federal do Paraná. O candidato foi arguido pela banca examinadora composta pelos professores abaixo assinados. Após deliberação, a banca examinadora considerou o trabalho aprovado.
______________________________________________________________ PROFESSOR(A) ANA MARIA LEOPACI BENINI – ORIENTADOR(A)
______________________________________________________________ PROFESSOR(A) ANA CLÁUDIA DE ABREU – EXAMINADOR(A)
______________________________________________________________ PROFESSOR(A) NÉLIO PINHEIRO – EXAMINADOR(A)
“A Folha de Aprovação assinada encontra-se na Coordenação do Curso”.
casos de marcas que carregam em sua essência tal filosofia também são apresentados, o consumidor é abordado através da aplicação de um questionárioe as informações coletadas servem de base para a criação de uma marca baseada nos fundamentos Vegan.
ABSTRACT
BERNARDES, Gustavo Dantas. The Vegan philosophy introduced in Fashion. 2015. 140 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Tecnologia em Design de Moda - Federal Technology University - Paraná. Apucarana, 2016.
This project proposes the study, through a literature review, the concepts of vegan philosophy, and how this influences fashion. Case studies of brands that carry in its essence this philosophy are also presented, the consumer is addressed through the application of a questionnaire and the information collected are the basis for the creation of a brand based on Vegan fundamentals.
Figura 8: Gráfico da primeira questão. ... 25
Figura 9: Gráfico da segunda questão. ... 26
Figura 10: Gráfico da terceira questão. ... 26
Figura 11: Gráfico da quarta questão. ... 27
Figura 12: Gráfico da quinta questão. ... 27
Figura 13: Gráfico da sexta questão. ... 28
Figura 14: Gráfico da sétima questão. ... 29
Figura 15: Exemplo de camiseta utilizada na sétima questão ... 29
Figura 16: Perfil do Tumblr do artista GBVS. ... 33
Figura 17: Logo Veganize. ... 34
Figura 18 Exemplo de embalagem ... 34
Figura 19 - Referência de TAG ... 35
Figura 20: Imagem do público-alvo masculino. ... 35
Figura 21: Imagem do público-alvo feminino. ... 36
Figura 22: Painel de estilo de vida. ... 37
Figura 23: Painel de referência da macrotendência fascínio botânico. ... 38
Figura 24: Painel de cores da macrotendência. ... 39
Figura 25: Tendência Gender-Bender ... 40
Figura 26: Tendência tubo de ensaio. ... 40
Figura 27: Tendência militar. ... 41
Figura 28: Tendência da Bomber Jacket. ... 42
Figura 29: Painel da cultura digital Vaporwave. ... 44
Figura 30: Painel Vaporwave. ... 44
Figura 31: Shapes da coleçãp WAVE. ... 46
Figura 32: Mix da coleção WAVE. ... 47
Figura 33: Painel Semântico da coleção WAVE. ... 48
Figura 34: Cartela de cores da coleção WAVE. ... 50
Figura 35: Cartela de materiais da coleção WAVE. ... 51
Figura 36 Geração de alternativa look femenino 1 ... 52
Figura 37: Geração de alternativa look feminino 2. ... 52
Figura 38: Geração de alternativa look feminino 3. ... 53
Figura 39: Geração de alternativa look feminino 4. ... 53
Figura 40: Geração de alternativa look feminino 5. ... 54
Figura 41: Geração de alternativa look feminino 6. ... 54
Figura 42: Geração de alternativa look feminino 7. ... 55
Figura 43: Geração de alternativa look feminino 8. ... 55
Figura 44: Geração de alternativa look feminino 9. ... 56
Figura 45: Geração de alternativa look feminino 10. ... 56
Figura 47: Geração de alternativa look feminino 12. ... 57
Figura 48: Geração de alternativa look feminino 13. ... 58
Figura 49: Geração de alternativa look masculino 1. ... 58
Figura 50: Geração de alternativa look masculino 2. ... 59
Figura 51: Geração de alternativa look masculino 3. ... 59
Figura 52: Geração de alternativa look masculino 4. ... 60
Figura 53: Geração de alternativa look masculino 5. ... 60
Figura 54: Geração de alternativa look masculino 6. ... 61
Figura 55: Geração de alternativa look masculino 7. ... 61
Figura 56: Geração de alternativa look masculino 8. ... 62
Figura 57: Geração de alternativa look masculino 9. ... 62
Figura 58: Geração de alternativa look masculino 10. ... 63
Figura 59: Geração de alternativa look masculino 11. ... 63
Figura 60: Geração de alternativa look masculino 12. ... 64
Figura 61: Geração de alternativa look masculino 13. ... 64
Figura 62: Look 01 banca final ... 65
Figura 63: Look 02 banca final ... 66
Figura 64 : Look 03 banca final ... 67
Figura 65 : Look 04 banca final ... 68
Figura 66 : Look 05 banca final ... 69
Figura 67 Look 06 banca final ... 70
Figura 68 Página da VGNZ na web ... 117
Figura 69 Editorial WAVE ... 118
Figura 70 Editorial Wave ... 118
Figura 71 Editorial Wave ... 119
Figura 72 Editorial Wave ... 119
Figura 73 Editorial Wave ... 120
Figura 74 Editorial Wave ... 121
Figura 75 Editorial Wave ... 121
Figura 76 Editorial Wave ... 122
Figura 77 Editorial Wave ... 123
Figura 78 Editorial Wave ... 123
Figura 79 Editorial Wave ... 124
Figura 80 Editorial Wave ... 125
Figura 81 Editorial Wave ... 126
Figura 82 Editorial Wave ... 126
Figura 83 Editorial Wave ... 127
Figura 84 modelo da prancha... 128
Figura 85 modelo de prancha... 128
Figura 86 modelo da prancha... 129
Figura 87 modelo da prancha... 129
Figura 88 modelo da prancha... 130
2.2 LIBERDADE ANIMAL X MODA ...14
2.3 VEGANISMO E A MODA ...17
2.4 A FILOSOFIA VEGANA ATRAVÉS DA MODA BRASILEIRA ...19
3METODOLOGIA ...24
3.1 NATUREZA DA PESQUISA ...24
3.1.1 Análise dos Resultados ...25
4DIRECIONAMENTO MERCADOLÓGICO ...30 4.1 EMPRESA ...30 4.1.1 A marca ...31 4.1.2 Conceito da Marca ...32 4.1.3 Pontos de Venda ...32 4.1.4 Promoção ...32
4.1.5 Planejamento Visual e Embalagem ...33
4.2 PÚBLICO-ALVO ...35
4.2.1 Perfil do Consumidor ...36
4.2.2 Painel de Estilo de Vida...37
4.3 PESQUISA DE TENDÊNCIAS ...38 4.3.1 Sociocultural (macrotendência) ...38 4.3.1 Estética (microtendência) ...39 5DESENVOLVINTO DO PROJETO ...43 5.1 DELIMITAÇÃO PROJETUAL ...43 5.2 ESPECIFICAÇÕES DO PROJETO ...43 5.2.1 Conceito da Coleção ...43 5.2.1 Nome da Coleção ...45 5.2.2 Referência da Coleção ...45 5.2.3 Cores ...45 5.2.4 Materiais ...45 5.2.5 Formas e Estruturas ...46 5.2.6 Tecnologias ...46 5.2.1 Mix da Coleção ...47 5.3 PAINEL SEMÂNTICO ...48 5.4 CARTELA DE CORES ...50 5.5 CARTELA DE MATERIAIS ...51 5.6 GERAÇÃO DE ALTERNATIVAS ...52
5.7 ANÁLISE E SELEÇÃO JUSTIFICADA DAS ALTERNATIVAS ...65
5.8 FICHAS TÉCNICAS ...71
5.9 DOSSIÊ ELETRÔNICO ...117
6CONSIDERAÇÕES FINAIS ...132
REFERÊNCIAS ...133
APÊNDICE A ………..136
as esferas do consumo, inclusive na moda.
De acordo com Barros (2013), os adeptos eliminam do seu consumo todos os bens e serviços que envolvem animais não humanos, seja na alimentação, nos testes para cosméticos, medicamentos, ou ainda na confecção do vestuário. O Veganismo é uma filosofia que trata da liberdade animal, relativa ao domínio que os humanos, na sua condição de seres pensantes, têm em relação às demais espécies animais, não pensantes. Trata, assim, das relações de exploração dos animais humanos para com os animais não humanos, podendo estes ser classificados como um tipo de minoria como os próprios veganos costuma olo ar: é uma “filosofia de vida” que pensa e defende todos os direitos dos animais.
A Organização AV (American Vegan Society1) diz que o Veganismo é a compaixão em ação. E ao longo do estudo deste público e de suas dificuldades em consumir produtos de moda sem nenhum elemento de origem animal, tem-se a necessidade do desenvolvimento de vestuário que não caracterize um adepto a essa filosofia de vida, e sim de uma marca com uma identidade vegan2. Tem-se, então, o estudo da relação do vegano com a moda, a fim de preencher uma carência no mercado, com produtos onde o consumidor possa ter a segurança e a certeza que cada processo de produção foi pensado e planejado para que não contenha nada derivado da exploração animal.
1
Do inglês, Sociedade Vegana Americana.
2
1.1 DEFINIÇÃO DO PROBLEMA
Levando em consideração os preceitos do Veganismo, e a carência de marcas de moda que conheçam essa filosofia e se proponham a atender esse público: Como criar uma marca de produtos de moda que ofereça e garanta que em seus processos de desenvolvimento e produção não haja nada que provenha do reino animal?
1.2 JUSTIFICATIVA
Uma das consultoras de etiqueta mais renomadas do país, Glória Kalil (2007), afirma que moda é oferta, estilo é opção. Assim sendo, moda não se trata apenas de roupas, está envolvido aos estilos de vida e causa influência direta na vida das pessoas, relação a seus hábitos de consumo e comportamento, individuais e coletivos. Em meio a diversos estilos de vida encontrados existem os Veganos, que de acordo com a organização American Vegan caracterizam-se por um grupo de pessoas que têm como base a ideologia de que os seres humanos devem viver sem a exploração dos animais.
Estes indivíduos não adquirem nada derivado ou testado em animais, e esta escolha não se restringe apenas à alimentos e cosméticos, diz respeito a tudo que possa ser consumido, inclusive produtos de moda
Ao se fazer uma breve pesquisa de mercado, a fim de encontrar marcas de moda que abordem os princípios Vegan, foi encontrada algumas marcas nacionais de calçados, carteiras e bolsas. Já na questão do vestuário propriamente, foram en ontradas pou as opções. Algumas mar as de amisetas om frases omo “ oma mais salada” “respeite os animais” “be vegan3” om pou a informação de moda.
Foi encontrada uma marca do segmento feminino, com uma proposta minimalista, e outra para ambos os públicos (feminino e masculino), que ao longo do trabalho serão estudadas, com peças mais básicas. Todas com lojas físicas acessíveis apenas à grandes metrópoles e com preços não tão populares, que serão abordadas detalhadamente no decorrer do trabalho.
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1.3.1 Objetivo Geral
Desenvolver uma marca de vestuário que proponha um design jovem e atemporal e que tenha como base os princípios da filosofia Vegana. Esta marca não deseja caracterizar superficialmente esse estilo de vida, mas representar e oferecer uma identidade Vegana ao produto final.
1.3.2 Objetivos Específicos
- Estudar a Filosofia Vegana;
- Explorar a relação do vegano com a moda;
- Entender as particularidades do vegano enquanto consumidor de moda; - Desenvolver produtos de moda que não tenham nada de origem animal em todo seu processo;
2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
2.1 O ESCLARECIMENTO DA FILOSOFIA VEGAN
A palavra Vegan foi estabelecida por Donald Watson (1910 - 2005), que fundou a organização Vegan Society4, no Reino Unido na década de 1940. Esta organização vem pregando por todos esses anos uma nova filosofia de vida: onde as pessoas optam por recusar o uso de tudo que seja derivado, testado ou oriundo da exploração dos animais. A alimentação proposta pela filosofia é totalmente vinda do reino vegetal, portanto, os veganos consomem apenas frutas, grãos, legumes, sementes, nozes, cogumelos, entre outros, excluindo assim não só a carne vermelha, mas o peixe e as aves. Os veganos também não consomem produtos lácteos como o leite, manteiga, queijo, iogurte; tampouco ovos, mel e gelatina animal.
Um dos maiores portais online de notícias sobre os direitos dos animais, a ANDA (Agência de Notícia de Direitos Animais), afirma que quando a Vegan Magazine5 foi fundada em 1962, desde então a Vegan Society vem ajudando milhares de pessoas a abandonar produtos animais e adotar uma postura mais compassiva em relação aos não humanos, o meio ambiente e sua própria saúde. Um dos filósofos e professores mais lidos sobre esse assunto é o australiano Peter Singer nascido em 1946, tendo publicado sua obra Animal Liberation6 em 1975, propondo debates justificados sempre pela ética, sobre o uso de animais em testes de laboratórios, criação intensiva para o abate, entre outras práticas que caracteriza como de crueldade cometidas pelo homem. Singer (1975) diz que todos os animais são iguais, sem o especismo7, pois afirma que pela razão ou princípio ético, onde se defenda a igualdade dos homens, obriga-se a ter a mesma consideração para com os animais. Um Vegan não é um indivíduo que apenas diz amar os animais, de acordo com a Vegan Society (2016), ele pensa em tudo o que os bichos passam e
4
Do inglês, Sociedade Vegana.
5
Do inglês, Revista Vegana.
6
Do inglês, Libertação Animal.
7
Especismo: de acordo com Siger (1975), especismo define-se pela discriminação, sem fundamento daqueles pertencentes a uma espécie diferente.
Além da emissão de gases poluentes, que consequentemente são responsáveis por problemas climáticos, é de se observar que a área de solo usada para pasto, poderia ser uma área produtiva para agricultura, podendo assim ter mais opções de alimentos cultivados.
Entretanto, existe outra vertente do Veganismo, um pouco menos radical, que é o Vegetarianismo. O vegetariano exclui a carne animal de sua alimentação, porém ainda consome leite, ovos, mel e derivados. A Organização Centro Vegetariano (2016) afirma que a justificativa dos vegetarianos em não serem veganos é que ainda não consideram ter as condições que lhes permitam excluir produtos animais do vestuário, produtos de higiene, entre outros. Por outro lado, alguns dos argumentos usados pelos vegetarianos a fim de justificar a não exclusão destes outros produtos de origem animal – restringindo sua prática apenas à alimentação – é o fato de que alguns produtos veganos são mais caros e ainda de difícil acesso. Há também quem seja vegetariano apenas por motivos de saúde, sem se preocupar, diretamente, com a causa animal. Ainda de acordo com a Organização Centro Vegetariano (2016), em relação a saúde muitas pessoas adaptam-se ao vegetarianismo por motivos de que, com a alimentação sem carne, muitas doenças são evitadas ou o seu risco minimizado.
Vegan ou vegetariano, a alimentação sem a base de carne, é uma opção saudável e benéfica ao organismo, como de acordo com a Society Vegan (2016), ter uma alimentação a base de plantas ricas em proteína, ferro e cálcio, entre outras vitaminas e minerais, tendem a ter um teor menor de gordura saturada, rico em fibras, ajuda a prevenir alguns dos maiores problemas de saúde do mundo moderno, como, por exemplo, a obesidade.
Já no que diz respeito à crenças e fé, muitos tornam-se vegetarianos por motivos de compaixão pelos seres vivos em geral, e assim, assumem a postura contra o abatimento de animais de qualquer espécie, na tentativa de minimizar o que é visto pelos adeptos à causa como sofrimento. Os vegetarianos podem chegar a ser julgados pelos veganos, pois dizem tentar minimizar o sofrimento da vida animal, porém acabam o fazendo pela metade: os bichos ainda continuam sendo explorados de outras maneiras tão cruéis quanto o próprio abate em si.
Outra forma que veganos lutam pelos direitos dos animais, é se filiando a organizações ativistas, chegando até a invadir laboratórios, sítios, desfiles (como será abordado no próximo capítulo), entre outros lugares denunciados por maus tratos de animais. Barros (2013) afirma que a justificativa destas atitudes é que acreditam ser a única forma de possuir uma vida livre de crueldade e sofrimento.
De acordo com o site Estilo Vegan (2015), muitas religiões originadas da antiga Índia são adeptas da filosofia Vegan, como o Hinduísmo, Budismo e especialmente o Jainismo. Dentre os deuses e simbolismo do Jainismo, existe a Ahisma, que significa em sânscrito8 não fazer o mal, evitar qualquer tipo de violência (hisma), tanto para humanos e não humanos, pois acreditam que todos os seres vivos possuem alma, incluído animais e plantas, tendo cada um sua importância, que deve ser respeitada com amor e compaixão.
Outra razão que fundamenta a filosofia Vegana é a negação de produtos que tenham sido testados em animais, como produtos de higiene pessoal, limpeza de casa, cosméticos e medicamentos. De acordo com a organização PEA – Projeto Esperança Animal (2016), criada em 1998, há relatos e vários exemplos de testes feitos em animais, como por exemplo, o uso de coelhos para testar a ação nociva de ingredientes químicos em seus olhos. Imobilizados e com clips de metal em suas pálpebras para manter os olhos bem abertos, cientistas aplicam neles produtos químicos, não anestesiados.
Geralmente é necessário, em média, 78 horas para a obtenção de resultados, porém a prova pode durar cerca de 18 dias. Além de testar nos dois olhos do animal (para reduzir gastos, sendo necessária uma menor quantidade deles para o teste), esses processos podem acarretar em hemorragias e inflamações, levando a cegueira do animal. No final são mortos, para averiguação de reações internas das
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Com 68 votos a favor, 55 contra e nove abstenções, o parlamento catalão aprovou a iniciativa legislativa popular, proposta por 180 000 cidadãos, que pediam a proibição das touradas, considerada uma das marcas culturais de Espanha. Num comunicado hoje divulgado, o Observatório Nacional das Culturas Tauromáquicas, em França, afirmou estar confiante que o Tribunal Constitucional espanhol irá invalidar o voto parlamentar (DN GLOBO, 2010).
Segundo a organização Sociedade Vegana (2016), não podemos considerar touradas, corridas de animais, cavalhadas, caça, pesca, vaquejadas, e outras formas de tortura como sendo esportes ou manifestações culturais sendo elas demonstrações grosseiras e cruéis do homem para com as espécies.
2.2
LIBERDADE ANIMAL X MODA
De acordo com Lipovetsky (1989), o fenômeno moda nas sociedades contemporâneas é estereotipado como universo de glamour, fetiche, futilidade e superficialidade. Entretanto, por trás dessa visão generalizada o conceito de moda interfere muito na vida das pessoas, seja nos seus relacionamentos, nas suas atitudes; dessa forma sua função vai muito além das futilidades que a ligam.
A sociedade na década de 1960, segundo análise de Lipovetsky (1989), em relação a moda sofreu transformações significantes, onde a Alta Costura perde espaço, dando lugar ao prêt–à-porter que reorganiza a sociedade de maneira mais democrática, permitindo que as outras classes pudessem ter acesso à moda.
O Império do Efêmero, obra de Lipovetsky (1989), ainda enfatiza que uma das vertentes do prêt-à-porter é a possibilidade de permitir, que o ser humano expresse
sua individualidade e personalidade por meio da moda. Essa individualidade é um elemento promotor da liberdade de escolha, sendo não somente a respeito do vestuário, mas também de estilo de vida, atitudes e comportamentos das pessoas.
Com a liberdade de estilos, surge então não somente uma única moda, mas outras que podem coexistir e serem misturadas. Com essa diversidade de estilos, contribui-se para o desenvolvimento do consumismo exacerbado, da obsolência de produtos, e de toda a formação do sistema de moda baseado no efêmero. Segundo a obra de Lipovetsky (1989), a moda permite o convívio das pessoas, construindo o meio social a partir de suas regras, imposições quanto aos comportamentos, e quanto aos relacionamentos. Dessa forma ele defende a ideia de que a moda é um dos motores essenciais que regem a sociedade.
Mas isto não se restringe apenas à sociedade na década de 60, quando o livro foi publicado, estes conceitos se difundem até os dias atuais. Em seu livro intitulado “ arketing e oda” Co ra (2007) diz que:
A mudança é o único fator constante na moda. A indústria é a iniciadora da mudança, mas é no varejo que os fatores racionais se unem para induzir o consumidor a comprar artigos de moda. O processo de escolha de um produto de moda depende da forma como uma pessoa seleciona, organiza e interpreta as informações recebidas para criar uma imagem significativa do mundo em que vive. Ao escolher um produto de moda, o consumidor espera receber o poder da recompensa, ou seja, da aceitação social da escolha realizada (COBRA, 2007, p.27).
Essa aceitação no meio social comentada por Cobra impulsiona o consumismo, mas não com o objetivo de transformar o ser humano em escravo do capitalismo. Porém, de acordo do Lipovetsky (1989) tem-se o objetivo de libertá-lo, permitindo que este constitua sua identidade, a partir do que a sociedade oferece e fornece, garante a inserção dele como parte do grupo social.
É essa libertação que o indivíduo conquista, de poder criar sua própria identidade. A partir da década de 60, vários movimentos surgiram, frutos da liberdade, como diz Cidreira (2005):
Uma conjuntura sócio-econômica-cultural impulsiona o aparecimento de uma série de explosões de expressões juvenis a partir de meados da década de 60 e início da década de 70. Movimentos como o psicodelismo, o feminismo, uma certa revitalização da volta à natureza, festivais de música que se transformam em verdadeiros happenings de liberação, vertigem, a proposição de uma nova forma de relação, em que se privilegia o amor livre, movimentos estudantis e as comunidades hippies, entre outros (CIDREIRA, 2005, p.36).
liberdade de expressão e liberdade sexual. Sinais relevantes de tentativas juvenis que, mesmo diferentes, têm em comum o propósito de levar a uma transformação substancial da sociedade e promover a liberdade. Em 1968, houve a ascensão do movimento estudantil, que tomou as ruas em várias partes do mundo, com o objetivo de contestar a sociedade, seus sistemas de ensino e a cultura em diversos aspectos, como a sexualidade, os costumes, a moral e a estética, consequentemente refletindo na sua forma de vestir.
A busca pela liberdade não se restringe apenas a uma particularidade sociocultural da década de 60, conforme comentado acima. É, no entretanto, partindo deste período que questionamentos sociais e mudanças econômicas foram feitos, contribuindo para o surgimento de novos estilos de vida, desde os Hippies e até mesmo a Filosofia Vegan.
[...] permeado por mudanças sociais e econômicas que caminharam junto com questionamentos de ordem moral daqueles que vislumbravam possibilidades de mudanças sociais mais amplas, em nome da liberdade e da igualdade. Singer, por sua vez, escreve em um momento do século XX, no qual outros movimentos sociais e libertários começam a (re)surgir com mais força: feministas, ambientalistas, movimento de contra-cultura, movimento hippie. Em contextos latinos, presenciamos uma época de ditaduras, que desencadeiam manifestações e reações mundo afora. Um período pós-guerra mundial e de intensa reivindicação por liberdade, seja “demo r ti a” através de regimes políti os que garantem direitos por lei seja “revolu ion ria” em termos de uma li ertação para além da esfera jurídica estatal – caso dos socialistas, anarquistas e dos movimentos de contra-cultura (FERRIGNO, 2012, p.45).
Considerando a moda como fator importante, como coloca Lipovetsky (1989), sabe-se que ela interfere diretamente no comportamento, e isto não seria diferente com relação à influência na vida de um adepto ao veganismo. Os Veganos, além de restringir o uso de produtos de moda que contenham derivados dos animais, por
falta de opção no mercado, querem transmitir seus ideais acerca desta filosofia, e assim têm a necessidade de constituir uma identidade própria, de fazer parte de um grupo social no qual estes valores sejam reconhecidos.
Portanto, é também responsabilidade da moda, enquanto fator sociocultural e também mercadológico, pensar no público Vegan. A moda precisa atender e inovar esse nicho de mercado, permitindo não só a libertação do indivíduo, representado nas suas escolhas com relação ao consumo, mas também refletindo na libertação animal, considerando os princípios Veganos como preceito ético do desenvolvimento de seus produtos e serviços.
2.3
VEGANISMO E A MODA
Os Veganos são contra qualquer produto de vestuário e aviamentos que sejam de origem animal, artigos de pele, lã, seda, pérolas, plumas entre outros são excluídos do seu guarda-roupa, e trocados por couro sintético e tecidos orgânicos.
A fim de conscientizar as pessoas, a Organização ULA (União Libertária Animal) (2015) tem em sua página da web vários artigos explicando o porquê de não consumir produtos de pele animal. Em um dos assuntos abordados pela organização, mostra dados de que o Brasil é um grande produtor de peles de chinchilas, para a exportação. Por exemplo, é necessário o abate de 200 chinchilas para a confecção de um único casaco de pele:
A pele de animais era usada pelos chamados homens das cavernas para lhes aquecer os corpos. Hoje em dia ela virou um “luxo desne ess rio” j que culturalmente foi criado um status sobre ela. Esse status provém, mesmo que de forma alienada, da necessidade de se afirmar perante terceiros, demonstrando poder. Isso não engloba apenas o financeiro já que hoje em dia a pele, dentre muitos outros artigos, se popularizou muito; mas também o poder de opressor ostentando oprimido, os animais. Sua caça morta e lhe adornando o pescoço (União Libertária Animal, 2015).
Stella McCartney, designer de relevância global, é um dos grandes exemplos de ser contra este tipo de exploração, e em parceria com a Organização PETA (People for the Ethical Treatment of Animals) comentou em entrevista ao site Vista-se:
informações do site. Seus tecidos utilizados na confecção dos sapatos também não tem nada de origem animal. Muitos veganos indignados com as atrocidades que a indústria da moda pode fazer com os animais, tornam-se ativistas e chegam até a invadir passarelas. Por exemplo, tem-se o caso dos ativistas da PETA (People for the Ethical Treatment of Animals9) em novembro de 2012, que segundo noticiou a BBC (British Broadcasting Corporation) em 2012, invadiu a passarela durante o evento da marca americana Victoria’s Secret.
Tal ato foi motivado pela presença da supermodelo Gisele Bündchen, que na época havia fechado contrato para fazer uma campanha milionária de uma empresa de casacos de pele. Quando Bünd hen desfilava no famoso evento “Victoria's Secret Fashion Show", ativistas, portavam artazes que diziam “Gisele: fur crum” ou traduzido para o português “Gisele: es ria de peles” figura 1 . Os manifestantes logo foram retirados pelos seguranças, porém a notícia prontamente se espalhou pela imprensa internacional.
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Figura 1: Ativistas protestam contra contrato assinado por Gisele Bündchen, durante seu desfile.
Fonte: BBC (2012).
2.4 A FILOSOFIA VEGANA ATRAVÉS DA MODA BRASILEIRA
A moda é um fenômeno sociocultural que diz respeito às sociedades que vivem dentro da lógica capitalista. No formato tradicional, onde é feito um novo lançamento a cada seis meses, até mesmo se tratando de fast fashion com várias coleções durante uma temporada, o consumidor acaba sendo impulsionado a consumir novamente mesmo que não necessite de fato, apenas desejando o novo. Isto proporciona o desenvolvimento de novos mercados dos mais diversos segmentos. Um destes mercados engloba o público vegano, ainda pouco trabalhado devido as suas particularidades com relação ao consumo. O mercado de moda brasileiro, enquanto trata das características do público vegano com limitações, acaba por deixar de lucrar neste segmento.
No entanto, realizou-se neste estudo um levantamento de marcas brasileiras que dizem atuar para o público vegano. Depois de encontradas e selecionadas algumas marcas, estendeu-se a pesquisa em seus respectivos sites e páginas em mídias sociais (Facebook), para entender que tipo de produto de moda estas marcas oferta, qual a sua abrangência em termos geográficos e faixas de preços praticadas.
Norte do Brasil. A empresa está localizada da cidade do Rio de Janeiro, com duas lojas localizadas no Shopping Leblon, e no Shopping Rio Sul. Seus produtos variam de brincos, colares, bolsas, anéis, pulseiras; e os preços variam de R$ 62,00 a R$850,00, de acordo com o produto escolhido.
Uma das marcas de sapatos mais conhecidas é a Insecta Shoes, confeccionado sapatos artesanais (figura 2). Os calçados são feitos com a utilização de roupas usadas, com os mais diversos tipos de estampa, e os solados são feitos de garrafas PET descartadas. Possui uma loja física na cidade de Porto Alegre, no Rio de Janeiro, e em Brumadinho, que fica em Minas Gerais. Seus calçados variam de R$249,00 a R$279,00, segundo informações do próprio site da marca.
Figura 2: Calçados InsectaShoes. Fonte: Insecta Shoes (2015).
Outra marca brasileira que aborda a filosofia Vegan é a Canna, onde seus acessórios são produzidos de forma artesanal, com material e mão de obra brasileira. Produzem carteiras, bolsas, cases e chaveiros (figura 3). Vendas apenas online, e seus produtos custam de R$ 20,00 até R$320,00.
Figura 3: Bolsa Studio Canna. Fonte: SudioCanna (2015).
Referente ao vestuário foi encontrada poucas opções. Uma delas é a marca Svetlana, do Rio de Janeiro, que produz peças com materiais sintéticos e vegetais para o segmento feminino (figura 4). A estilista da marca, Mariana Iacia, fez estágio com Stella McCartney e segue sua filosofia.
Figura 4: Peças Svetlana. Fonte: Svetlana (2015).
Figura 5: Peças King55. Fonte: Svetlana (2015).
Uma marca que trabalha com vestidos de noiva e festa é a da estilista Renata Buzzo (figura 6), onde suas peças são confeccionadas 90% manualmente, utilizando tecidos como tule, crepe, algodão e linho.
Figura 6: Vestido de noiva Renata Buzzo. Fonte: Svetlana (2015).
A mais recente marca brasileira que também aborda a filosofia Vegan é a
Nicole Bustamante – Vegan Goods (figura 7). Seus produtos são produzidos em
escala pequena, tendo suas estampas feitas a mão usando a natureza como forma de inspiração. Sua venda é online, porém tem também a loja física na cidade de São Paulo. Vendem mais camisas, camisetas e alguns vestidos, variando de R$60,00 até R$110,00.
Figura 7: Peças Nicole Bustamante – Vegan Goods.
Fonte: Nicole Bustamante – Vegan Goods (2015).
3.1
NATUREZA DA PESQUISA
Este projeto é baseado, a princípio, na pesquisa bibliográfica, que de acordo com Lakatos e Marcon (2009), tem como base a busca de conhecimentos científicos através de fontes secundárias, abordando bibliografia já publicada sobre o assunto escolhido, como livros, artigos acadêmicos, monografias, entre outros. No entanto, por se tratar de um tema pouco abordado, esta pesquisa encontrou uma escassez de materiais científicos como livros, concentrando a maior parte de busca por informações em artigos e publicações virtuais, e sites de instituições Veganas.
Apesar de pouco material científico, para complementar as informações, foi necessário a construção de um questionário, assim usando um método de pesquisa considerada quantitativa, que de acordo com Richardson (1989) possui como diferencial a interpretação precisa, usando o emprego de métodos científicos, construções de gráficos, garantindo com mais precisão dos resultados. Para coletar tais informações é necessário criar um questionário (apêndice A), criado no mês de abril, contendo 07 questões de múltipla escolha, onde foi divulgada em grupos de interesse vegano no Facebook, e para pessoas conhecidas adeptos ao veganismo , assim analisando os resultados para melhor compreender sobre o assunto.
O estudo de caso foi aplicado nas análises das marcas de mercado. E posteriormente para coletar informações do público-alvo, e entender seu comportamento em relação a moda, aplicou-se um questionário e finalmente os resultados foram analisados.
3.1.1 Análise dos Resultados
Foi realizado um questionário (apêndice A) via Google Docs, com o objetivo de comprovar a necessidade ou a possibilidade de criação de uma marca baseada na filosofia vegan . O questionário foi divulgado para contatos veganos, e também divulgado em um grupo denominado “ogros veganos” grupo fe hado na rede so ial Facebook, direcionado para a troca experiência, receitas, entre outros. O inquérito é composto por sete questões de múltipla escolha, referente ao comportamento na hora de consumir produtos de moda. Foram coletadas 32 respostas.
Na primeira questão, foi perguntado se o entrevistado era realmente adepto a filosofia vegan, Todos os entrevistados confirmaram, de acordo com o gráfico abaixo:
Figura 8: Gráfico da primeira questão. Fonte: Google Docs (2016).
A importância dessa questão se dá, pelo fato de que se esta fosse negativa, o indivíduo seria considerado nos resultados, sendo descartado nas etapas seguintes. O resultado unânime é justificado pelo direcionamento da pesquisa, como abordado no início do capítulo.
Figura 9: Gráfico da segunda questão. Fonte: Google Docs (2016).
Das 32 respostas, 19 pessoas têm entre 25 á 28 anos (52%), sendo 14 pessoas (38,9%) na faixa de 20 até 24 anos. Com essas informações será utilizada na construção do perfil do público. Porém é importante ressaltar que houve um potencial expressivo entre jovens com idade de 20 até 24 anos.
Na terceira questão (figura 10), foi perguntado se ao consumir produtos de moda, os entrevistado já tinha deixado de comprar algo, por ser de material derivado animal (como penas, couro, etc). De acordo com o gráfico abaixo, 94,4% dos entrevistados já deixaram de consumir algum produto por ser de origem animal, sendo que apenas 2 pessoas (5,6%) optaram pelo não.
Figura 10: Gráfico da terceira questão. Fonte: Google Docs (2016).
A quarta pergunta, indagou-se ao entrevistado onde ele costuma comprar roupas, dando as opções de compras em shoppings, comércio de rua, bazares/ brechó, e na internet
Figura 11: Gráfico da quarta questão. Fonte: Google Docs (2016).
Observou-se que boa parte dos entrevistados ficou dividida entre o comércio de rua e por compras via internet, com 14 votos cada (38,9%), porém o porcentual menor fazem compras no shopping, com 6 votos (19,7%).
Na quinta pergunta, foi questionada qual peça do vestuário os entrevistados já deixaram de comprar por conter algum material ou aviamento derivado do animal.
Figura 12: Gráfico da quinta questão. Fonte: Google Docs (2016).
Pode-se observar que 61,1% (22 pessoas) já deixaram de consumir jaquetas, casacos ou blusas. Outra porcentagem que se mostrou relevante foi a de calça e
Figura 13: Gráfico da sexta questão. Fonte: Google Docs (2016).
Felizmente todos os entrevistados se interessaram pelo projeto, assim justificando não só a importância do questionário, como de toda a pesquisa, que de existe um interesse por uma marca que pensa de acordo com os princípios da filosofia vegana.
Na sétima e ultima questão foi mostrada uma camiseta (figura 15), e perguntado o quanto o consumidor estaria disposto a pagar por esse produto se fosse de uma marca 100% vegan, as alternativas variam de valores de R$40,00 até acima de R$150,00. Foi observado que 47,2% (12 votos) pagariam até R$80,00, que também 44,4% (16 votos) pagariam até o valor de R$140,00.
Figura 14: Gráfico da sétima questão. Fonte: Google Docs (2016).
Os critérios para os preços estipulados para a camiseta foi com base em valores que geralmente se é pago em camisetas de qualidade e durabilidade. Serviu também para observar se o cliente pagaria mais caro por ser um produto 100% vegan.
Figura 15: Exemplo de camiseta utilizada na sétima questão
filosofia vegan, e que esse consumidor está disposto a pagar caro por esses produtos.
4 DIRECIONAMENTO MERCADOLÓGICO
4.1 EMPRESA
A empresa chama-se Veganize Indústria e Comércio de Confecções Ltda., sendo uma organização de porte médio, que de acordo com a BNDES (2016) tem a renda operacional bruta por ano menor ou igual a que R$ 90 milhões, com sede oficial na cidade de São Paulo.
Na sede oficial encontram-se instalados os setores: comercial, marketing, almoxarifado, desenvolvimento, prototipagem e expedição. Os demais setores são terceirizados, porém como a Veganize tem como base a filosofia vegana em seus princípios, antes essas empresas passarão por uma avaliação rigorosa, para certificar que todas estão de acordo com as leis trabalhistas, e se nada no processo produtivo tenha algo derivado do animal.
Será contratado um gestor de design, que será o responsável pela avaliação das empresas, certificando a origem dos produtos e materiais (como tecidos, aviamentos, estamparia, até mesmo complementos como sacolas, embalagens, etc) não tenha nada que venha da exploração de animais e humanos.
O responsável irá visitar tais empresas terceirizadas (facção de estamparia ou costura, corte, lavanderia, bordado, malharia, aviamentos, etc) e após avaliarem condições de trabalho dos funcionários, certificar fornecedores (como de tecidos, estamparia entre outros) e como a empresa faz o despejo de lixo e restos de
materiais é que a Veganize irá contratar os serviços da empresa. Assim sendo, se tudo estiver certo com base nas leis trabalhistas é que teremos o controle para afirmar que o produto final pode ser considerado vegano. Aprovada, a empresa terceirizada ainda poderá passar por outras avaliações e visitas durante o tempo que processo produtivo.
Na sede oficial, situada na cidade de São Paulo, o ambiente do escritório da Veganize será com paredes brancas, quadros de artistas, grafites, artistas que inspiram de acordo com o conceito da marca, bem iluminado e ventilado, visando o conforto de seus funcionários.
A empresa inicialmente realizará a confecção somente da peça piloto, logo em seguida transferindo a produção em longa escala para empresas terceirizadas de confiança, que atendam às exigências da Veganize.
Por ser um conceito pouco trabalhado, a marca tem apenas a King55, citada anteriormente, como concorrente direto por ser uma marca que diz ser vegan. Já os concorrentes indiretos são as marcas Spitifire, Farm e Supreme por serem marcas que apresenta um visual semelhante ao conceito da Veganize.
4.1.1 A marca
O nome nasceu na junção das palavras Vegan e Legalize, assim sendo a Veganize quer legalizar a liberdade de escolha, a liberdade animal, e a liberdade de estilo. O que diferencia a Veganize de outras marcas é que seus produtos são todos projetados para serem 100% vegan, garantindo para o consumidor que nada do seu processo, da escolha das matérias até a finalização da compra, foi usado nada derivado do animal. Todo esse processo será demonstrado no site da marca, para que os clientes e os concorrentes possam acompanhar o ciclo de produção dos produtos, demonstrando assim, o compromisso da marca com a filosofia e também com o consumidor,
A marca acredita que disseminando o veganismo através da moda, ajuda a minimizar o sofrimento animal e a divulgar o estilo de vida. Suas referências de estilo vem do street wear, que de acordo com a FFW (2016) é um estilo que surgiu no final da década de 1970, início da década de 80, ligadas diretamente ao skate e surf. Ao longo do tempo foram incorporado elementos punk e do hip hop e tem como características forte desse estilo peças oversized, em moletom, como logos grandes
urbanas para seu estilo, garantindo para o consumidor que nada no seu processo, tanto de desenvolvimento até a produção utilize material ou processo derivado do animal. Quem consome Veganize, consome liberdade, busca novas culturas, novas experiências, e acredita que é possível um mundo sem a exploração dos animais.
4.1.3 Pontos de Venda
As vendas da Veganize, de início acontecerão somente na loja virtual, para que clientes do Brasil inteiro possam ter acesso.
O site apresentará varias seções, tendo uma delas o cadastro de clientes, para receber novidades e promoções via e-mail. Ainda no site além como conceito da marca, fotos da coleção, haverá uma aba referente aos fornecedores da marca, para que o consumidor puder ler pesquisar e ter a certeza de que nada foi derivado do animal.
Além da forma de pagamento em cartão, boleto, a Veganize disponibiliza no site as medidas das peças, para facilitar na compra.
4.1.4 Promoção
O departamento de marketing, responsável pela promoção da marca, organizará reuniões entre organizações e coletivos veganos, para eventos que possa contribuir para disseminar a cultura Vegan. Promovendo saraus mensais, a Veganize pretende fazer parcerias com organizações veganas e de protetora dos animais para promover campanha de adoções de animais, onde o cliente que adotar
algum filhote ou algum animal resgatado de mals tratos, terá desconto em qualquer produto da loja com 50% de desconto.
Além de garantir que roupas, bolsas e acessórios nada foi derivado do animal, a marca pretende também fazer parcerias, com a marca de calçados Insecta Shoes.
A marca também terá paginas no Facebook, Instagram, Snapchat, para divulgar o trabalho, mostrando fotos, vídeos do processo produtivo até a coleção. As redes sociais também vão servir como um canal direto com o cliente. Todos os comentários e criticas serão lidos e levados em consideração.
4.1.5 Planejamento Visual e Embalagem
Para idealizar o estilo da marca, sua logo foi projetada apenas nas consoantes da marca (VGNZ) e dispostas com referências do grafite. Já o aspecto da fonte “derretendo” foi inspirada nas manipulações de imagens feitas pelo artista GVBS, onde ele escolhe fotos de pessoas pelo Instagram e fazem-nas derreterem, postando essas imagens no seu perfil no tumblr, como pode ser visto na figura 16.
Figura 16: Perfil do Tumblr do artista GBVS. Fonte: GVBS x Savage Art (2016).
Figura 17: Logo Veganize. Fonte: Autoria própria (2016).
Já em questão as embalagens, como a venda será apenas via internet, a marca tem como uma caixa estilizada com a logo, por onde serão enviadas as mercadorias via correio. Suas medidas foram baseadas nas caixas já utilizadas pelos correios.
Figura 18 Exemplo de embalagem Fonte: Autoria própria (2016).
A tag também foi idealizada com o estilo da marca, nelas vem informações como tamanho, código de barras, e com ícones das redes sociais, com o intuito de divulgação. Ela será fixada na peça com barbante ou fita.
Figura 19 - Referência de TAG Fonte: Autoria própria (2016).
4.2 PÚBLICO-ALVO
Figura 20: Imagem do público-alvo masculino. Fonte: Tumblr (2016).
Figura 21: Imagem do público-alvo feminino. Fonte: Tumblr (2016).
4.2.1 Perfil do Consumidor
São homens e mulheres, entre 23 a 28 anos, são de diversas classes econômicas, e públicas pode ser adepto ou simpatizantes a filosofia vegan.
Graduados ou recém-formados, são descolados e gostam de uma vida sem rotina, trabalham envolvidos com arte, design, cinema, fotografia, moda ou música, levam um estilo de vida nada convencional. Totalmente urbanos, porém adoram viajar para lugares novos, paisagens ou culturas diferentes, possuem a mente aberta para o novo. São pessoas informadas com a saúde, praticam esportes, e gostam da vida noturna.
Frequentam bares, baladas, saraus, exposições de arte, festivais de música. Podem ser heteros, gays, bissexuais, não importa, são pessoas que procuram a liberdade, tanto nas escolhas da vida como na forma de se vestir.
Além de amigo dos animais, são vaidosos e empoderados, transparecem sua cultura e ideias na hora de se vestir, com turbantes, tranças, dreads, tingimentos capilares.
4.2.2 Painel de Estilo de Vida
Figura 22: Painel de estilo de vida. Fonte: Autoria própria (2016).
Para a construção do painel de estilo de vida, foram utilizados varias imagens, a primeira quer transparece a liberdade sexual. Foi usada também a artista Frida Kahlo, rementindo ao interesse do público pela arte, e por ela ser uma importante figura de empoderamento feminino. Logo ao lado, tem a imagem do cantor e Dj Zebra Katz, com influência do hip hop e club music, é referência de personalidade underground, e vem trazendo influência da vida noturna. Logo abaixo tem a imagem do álbum do rapper Kendrick Lamar, intitulado “Good Kid M.A.A.D City” lançado em 2013, referência de Hip Hop e R&B. A sua esquerda, é a imagem de uma mão segurando um mapa, transmitindo o interesse do público em conhecer lugares novos, explorar outras culturas. Ao lado tem a figura de várias pessoas, dentre várias idades, divertindo em um rio, remetendo a liberdade e igualdade. Abaixo, a imagem de um cachorro, demonstrando o amor e respeito pelos animais, seguindo ao lado da palavra Vegan, deixando clara a filosofia na vida do publico, tem a
De acordo com o portal de tendências Use Fashion (2016), uma das tendên ias de omportamento é o “fas ínio otâni o”. Nele us a tons ex ti os enérgicos, vibrantes unidos a um ar de mistério encontrado em flores, folhas e vegetais. Inspira-se nas formas e cores da natureza, permitindo interpretações estéticas diferentes. Pode diversificar do romântico, variando entre os tons pastéis, ou até com cores mais fortes com sobrepõe tons escuros.
Na construção do desenvolvimento desse projeto, será utilizado referências de palmeiras, folhas, reflexos de água, e ainda de borboletas e escamas remetendo a natureza que a tendência traz.
Figura 23: Painel de referência da macrotendência fascínio botânico. Fonte: Use Fashion (2016).
Figura 24: Painel de cores da macrotendência. Fonte: Use Fashion (2016).
4.3.1 Estética (microtendência)
O portal referência em moda no Brasil, o portal Fashion Forward (FFW), traz algumas tendências estéticas para o inverno 2016. Baseado nas passarelas, uma das tendên ias mais presentes no inverno 2016 é o “Gender-Bender” movimento que trata do fim da diferença do guarda-roupa masculino e feminino, misturando peças ditas “mas ulinas” para o universo feminino e vice e versa. Essa tendência vem trazendo peças de alfaiataria e cores neutras. Para o desenvolvimento da coleção, será agregada dessa tendência a mistura do guarda roupa feminino e masculino, e trazendo também algumas peças com referência na alfaiataria.
Figura 25: Tendência Gender-Bender Fonte: FFW (2016).
Outra tendên ia estéti a que o portal FFW des reve é o “tu o de ensaio” um retorno fashion inspirado na década de 1960, mais conhecido como vestido tubinho. Hit encontrado entre as marcas quais de Londres, os vestidos encontram-se em várias dimensões, formas, decotes e tamanhos.
Figura 26: Tendência tubo de ensaio. Fonte: FFW (2016).
Ainda segundo o portal FFW (2016), uma das tendências masculinas é o militar, que vai além do simples camuflado, vem trazendo referências nos militares de alto escalão e seus longos casacos cheios de patentes. Encontradas com um ar mais urbano em parkas com hoodies, e jaquetas esportivas. Para essa tendência, a marca vai utilizar de peças mais estruturadas e buscando referências no camuflado militar.
Figura 27: Tendência militar. Fonte: FFW (2016).
Uma peça que vem em várias coleções na temporada de inverno 2016, segundo o FFW (2016) são as jaquetas Bomber. Vindas da aviação, no começo do século 20, voltaram a ser peça chave do guarda roupa masculino. Elas fazem ótimo par com calças de alfaiataria ou mesmo usadas por cima de costumes, como na Givenchy, uma maneira muito atual de dar um ar despretensioso e rebelde à elegância da roupa social. Louis Vuitton, Diesel, Margiela e Burberry, entre outras muitas grifem fizeram suas versões da bomber, de maneira mais tradicional e bem-acabada ou com detalhes bordados e estampas.
Figura 28: Tendência da Bomber Jacket. Fonte: FFW (2016).
Para a o desenvolvimento da coleção, a Veganize, soma a inspiração na natureza, dita na macrotendência, vai misturar os guarda-roupas masculinos e femininos, algumas referências de alfaiataria com calças e camisas, e vestido tubinho remetendo um pouco a década de 60, o camuflado militar, e as bomber jacket.
5 DESENVOLVINTO DO PROJETO
5.1 DELIMITAÇÃO PROJETUAL
Com base nos fundamentos da filosofia vegana, a Veganize tem todo o cuidado na escolha dos materiais, aviamentos, tecidos, para garantir que o produto seja 100% vegan.
Está no DNA da marca buscar referência no street wear , cultura hip hop, pop e em novas culturas, assim sendo a Veganize busca trazer produtos com uma identidade visual forte, com estampas e peças que podem agradar vários estilos.
5.2 ESPECIFICAÇÕES DO PROJETO
5.2.1 Conceito da Coleção
Pensando no comportamento dos ativistas veganos, de sair da sua zona de conforto e lutar pela liberdade de outro ser, a Veganize idealiza essa coleção a todos pelo ato de bravura e coragem. Porém, seus atos são mal interpretados, muitas vezes são julgados como bandidos, fora da lei por invadirem sítios, fazendas, ou fábricas para resgatem animais explorados pela indústria da pecuária, ou cosmética. Assim sendo a coleção trás várias toucas do estilo motoqueiro, associadas ao omportamento dito “errado” dos veganos omo forma de protesto e omo a mar a se posiciona em relação ao ativismo vegano, trazendo toucas estilizadas em diversas ores garantindo a identidade “preservada” e influen iando o ato pela luta contra a exploração dos animais.
E associando a liberdade animal, e a liberdade de escolha, A Veganize, traz um novo conceito, onde o preconceito não existe, quebrando tabus de gênero e raça, todos são livres. Transparecendo com peças que ditas como femininas em modelos masculinos, vice e versa, até nas cores escolhidas. Buscado texturas em elementos na natureza aliada à macrotendência (reflexos de água, escamas de lagartos e peixes, palmeiras e borboletas), também misturadas com o universo dos painéis da cultura virtual chamada Vaporwave, a Veganize propõe um visual atemporal.
Figura 29: Painel da cultura digital Vaporwave. Fonte: Tumblr (2016).
Figura 30: Painel Vaporwave. Fonte: Tumblr (2016).
5.2.1 Nome da Coleção
WAVE.
5.2.2 Referência da Coleção
A coleção WAVE vem trazendo uma onda de liberdade, tanto nas peças como em conforto, estilo e 100% vegan. Aliada às tendências, a coleção traz estampas coloridas misturadas ao universo Vaporwave, e referências do street wear, intrínseco na marca.
5.2.3 Cores
As cores escolhidas foram extraídas do painel semântico (item 5.3 e 5.4), que será apresentado posteriormente. Aliada também a macrotendência, as cores variam de tons claros e escuros de verde e azul, rosa, roxo, cinza, um pouco de laranja além do branco e preto, que são cores chaves da marca.
5.2.4 Materiais
Na preocupação de garantir que nada veio derivado do animal, os materiais a Veganize propõe o uso de tecidos com fibras de 100% algodão, fibras naturais e algumas fibras sintéticas. Os tecidos escolhidos foram sarja 100% algodão, helanca, superflex, neoprene e malha telinha, todas feitas a partir do poliéster, com uma pequena porcentagem de elastano. Tem variações de jeans, malha e moletom, todas 80% algodão, e 20% em elastano.
Será também usado em algumas peças couro sintético, derivados do poliuretano (PU).Os aviamentos serão utilizados botões de plásticos, e zíper de plástico e metal.
Figura 31: Shapes da coleçãp WAVE. Fonte: Autoria própria (2016).
5.2.6 Tecnologias
A tecnologia que será bastante utilizada nessa coleção é o processo de sublimação, para realizar as estampas da coleção. Além de obter um resultado melhor de cores e praticidade, outra justificativa para utilizar esse processo, que os dejetos da sublimação são todos destinados para a reciclagem, ao contrário se fosse feita em silk por exemplo.
5.2.1 Mix da Coleção
Figura 32: Mix da coleção WAVE.
Figura 33: Painel Semântico da coleção WAVE. Fonte: Autoria própria (2016).
O painel foi construído a partir de imagem do universo Vaporwave, ligadas a macrotendência que é remeter elementos da natureza. Foi escolhido o fundo de água, e imagens de palmeiras, borboletas, conchas e escamas transmitindo formas e estruturas. Além da disposição das fotos, remetendo a simetria que o vaporwave transmite, foram inseridos os pilares e o busto greco-romano.
Figura 34: Cartela de cores da coleção WAVE. Fonte: Autoria própria (2016).
5.5 CARTELA DE MATERIAIS
Figura 35: Cartela de materiais da coleção WAVE. Fonte: Autoria própria (2016).
Figura 36 Geração de alternativa look femenino 1 Fonte: Autoria própia (2016)
Figura 37: Geração de alternativa look feminino 2. Fonte: Autoria própria (2016).
Figura 38: Geração de alternativa look feminino 3. Fonte: Autoria própria (2016).
Figura 39: Geração de alternativa look feminino 4. Fonte: Autoria própria (2016).
Figura 40: Geração de alternativa look feminino 5. Fonte: Autoria própria (2016).
Figura 41: Geração de alternativa look feminino 6. Fonte: Autoria própria (2016).
Figura 42: Geração de alternativa look feminino 7. Fonte: Autoria própria (2016).
Figura 43: Geração de alternativa look feminino 8. Fonte: Autoria própria (2016).
Figura 44: Geração de alternativa look feminino 9. Fonte: Autoria própria (2016).
Figura 45: Geração de alternativa look feminino 10. Fonte: Autoria própria (2016).
Figura 46: Geração de alternativa look feminino 11. Fonte: Autoria própria (2016).
Figura 47: Geração de alternativa look feminino 12. Fonte: Autoria própria (2016).
Figura 48: Geração de alternativa look feminino 13. Fonte: Autoria própria (2016).
Figura 49: Geração de alternativa look masculino 1. Fonte: Autoria própria (2016).
Figura 50: Geração de alternativa look masculino 2. Fonte: Autoria própria (2016).
Figura 51: Geração de alternativa look masculino 3. Fonte: Autoria própria (2016).
Figura 52: Geração de alternativa look masculino 4. Fonte: Autoria própria (2016).
Figura 53: Geração de alternativa look masculino 5. Fonte: Autoria própria (2016).
Figura 54: Geração de alternativa look masculino 6. Fonte: Autoria própria (2016).
Figura 55: Geração de alternativa look masculino 7. Fonte: Autoria própria (2016).
Figura 56: Geração de alternativa look masculino 8. Fonte: Autoria própria (2016).
Figura 57: Geração de alternativa look masculino 9. Fonte: Autoria própria (2016).
Figura 58: Geração de alternativa look masculino 10. Fonte: Autoria própria (2016).
Figura 59: Geração de alternativa look masculino 11. Fonte: Autoria própria (2016).
Figura 60: Geração de alternativa look masculino 12. Fonte: Autoria própria (2016).
Figura 61: Geração de alternativa look masculino 13. Fonte: Autoria própria (2016).
5.7
ANÁLISE E SELEÇÃO JUSTIFICADA DAS ALTERNATIVAS
Figura 62: Look 01 banca final Fonte: Autoria própria (2016).
O top cropped será feita de tecido Piquet Viena na cor verde, bem estruturado e duplo, remetendo as escamas e linhas orgânicas do painel. Por cima trá um chalé em telinha branca, e tem um viés na cor pink para melhor acabamento e estética. A calça em modelo pantalona, também na cor verde, cintura alta e bem ampla, terá fechamento em botão em estilo alfaiataria, remetendo a micro tendência.
Figura 63: Look 02 banca final Fonte: Fonte: Autoria própria (2016).
O vestido inspirado no modelo “tu o de ensaio” remetendo a mi ro tendên ia vem com uma versão em moletom, com capuz e bolso canguru com a estampa militar, também remetendo a tendência militar. Complementando esse look, serão também confeccionados um shorts e top com a malha de telinha, na cor laranja inspirado nas escamas e linhas orgânicas do painel.
Figura 64 : Look 03 banca final Fonte: Autoria própria (2016).
Será feito um camiseta com as mangas no modelo raglã com a estampa camuflada, remetendo a micro tendência militar, e o jeans largo e escuro, com rasgos tem referências um pouco o militar e também vem com a identidade da marca.
Figura 65 : Look 04 banca final Fonte: Autoria própria (2016).
A camiseta de manga longa será em super flex verde, estampado escamas por meio do processo de sublimação, lembrando as formas orgânicas do painel, e o jeans azul, 91% algodão e 9% de elastano bem justo e rasgado com referências militares e da identidade da marca.
Figura 66 : Look 05 banca final Fonte: Autoria própria (2016).
A camiseta será regata com estampa camuflada remete a tendência militar. A bomber jaquet, que é tendência forte para o inverno 2016, tem recortes em couro sintético, e sobreposições de sarja e malha telinha com as cores inspirados no painel semântico. A calça será no estilo legging de neoprene azul marinho.
Figura 67 Look 06 banca final Fonte: Autoria própia (2016)
Será feita uma camisa longa em tecido verde, com fechamento em botões de plásticos, e uma saia de sarja cinza, todos remetendo a tendência da alfaiataria. E por cima uma camiseta mais larga de malha de telinha verde, remetendo as formas do painel semântico.
5.9 DOSSIÊ ELETRÔNICO
O site foi projetado na página Wix, onde ele permite criar o site, tendo abas com informações sobre a marca, uma para vender as roupas, um com as fotos da coleção, e outra aba com o conceito e notícias da marca.
Figura 68 Página da VGNZ na web Fonte: Autoria própia (2016)
Figura 69 Editorial WAVE Fonte: Autoria própia (2016)
Figura 70 Editorial Wave Fonte: Autoria própia (2016)
Figura 71 Editorial Wave Fonte: Autoria própia (2016)
Figura 72 Editorial Wave Fonte: Autoria própia (2016)
Figura 73 Editorial Wave Fonte: Autoria própia (2016)