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TORNO PARALELO
Variação da profundidade de corte
(Anel graduado)
• Divisões proporcionais ao passo do fuso.
• Isso significa que, quando se dá uma volta completa no anel graduado, o carro da máquina é deslocado a uma distância igual ao passo do fuso.
2
Cálculo da Aproximação do Anel graduado
ou o Deslocamento para cada divisão do anel
3
A = pf/ nºdiv.
Onde: A = aproximação do anel graduado
pf = passo do fuso
Aplicação
• Calcule quantas divisões (x) devem ser avançadas em um anel graduado de 200 divisões para se tornear uma superfície cilíndrica de diâmetro 50 mm, para deixá-la com 43 mm, sabendo que o passo do fuso é de 5 mm.
• Para calcular a penetração da ferramenta use pn = D - d 2 a) Cálculo da penetração: D = 50 d = 43 pn = D - d 2 pn = 50 – 43 = 3,5mm 2
b) Cálculo da aproxímação, A = pf/nº div. = 5mm/200div. = 0,025mm por divisão. c) Cálculo de x = 3,5mm/0,025mm por divisões = 140 divisões.
4 D p n d
a) Verificar paralelismo das faces planas de uma peça
b) Verificar a excentricidade interna e externa de peças presas na placa de um torno
a) Inclinação da espera
Este é o método mais prático e usado. Através dele, torneiam-se
normalmente os cones curtos internos e externos com bastante inclinação. A inclinação é igual à metade da conicidade.
Este método só permite trabalhar com avanço manual, onde aplicamos as seguintes fórmulas para cálculo da tg â e â.
b) Desvio do cabeçote móvel
Através deste método são construídos troncos de cones longos e de pequena inclinação.(fig.2.18-B).
Este método se processa desviando o cabeçote móvel. Permite trabalhar com avanços automáticos e manuais
e (d no desenho) = (D-d) L
2c
Neste tipo de torneamento são necessárias as seguintes condições: I) A peça deverá ser trabalhada entre pontos.
II) Só poder-se -á fazer troncos de cones externos.
III) Os troncos de cones terão que ser de pouca inclinação ou pouca conicidade
OBSERVAÇÃO:
Não é possível usar este método para construção de troncos de cones de muita conicidade, pois o deslocamento lateral é limitado.
e = (D-d) L
2c
Quando L = C e = (D – d)/2
e = excentricidade e deslocamento do cabeçote móvel D = diâmetro maior
d = diâmetro menor
c) Copiador para cones
Este método é utilizado para confecção de cones e troncos de cones precisos, roscas e peças em série. (fig. 2.18-C)
OBSERVAÇÃO:
Este método constrói cones e troncos de cones precisos, externos e internos, elimina a necessidade de ajustar o contraponto e não
interfere no uso do torno para o torneamento paralelo. Fórmula prática:
Os copiadores para cones podem ser simples ou telescópicos
I) SIMPLES – Quando precisamos usá-lo é necessário desligar o avanço transversal, o que se consegue desapertando o parafuso que prende a porca do fuso do carro transversal.
II) TELESCÓPICO – Difere do simples por possuir o parafuso
telescópico transversal, que elimina a necessidade de desligar o avanço transversal.
TORNEAMENTO CÔNICO COM DESALINHAMENTO
DO CABEÇOTE MÒVEL
14 Marca do desalinhamento e Cabeçote móvel sem desalinhamento Cabeçote móvel com desalinhamento “e”ALINHAMENTO DO CABEÇOTE MÒVEL
15 Obs.: Uso da placa de arraste
MEDIÇÃO DA CONICIDADE – CONTROLE DE QUALIDADE
MEDIÇÃO DA CONICIDADE – CONTROLE DE QUALIDADE
Régua de seno cuja distância entre cilindros é igual a 250 mm e a altura dos blocos padrão colocados sob um dos cilindros é de
10,500 mm, o ângulo formado entre a Régua de seno e a superfície plana de referência será de
RÉGUA SENO - APLICAÇÃO
Sen = H/L sendo: H = 10,500mm e L = 250mm Sen =10,500/250
CONE MORSE
Cone nº d D 1:K % 0 9,04 9,21 1:19,21 5,20 1 12,06 12,24 1:20,04 4,98 2 17,78 17,98 1:20,02 4,99 3 23,82 24,05 1:19,92 5,02 4 31,26 31,54 1:19,25 5,19 5 44,39 44,73 1:19,00 5,20 6 63,34 63,75 1:19,18 5,21 20 Conicidade Aplicação:ABERTURA DE ROSCAS NO TORNO
• Tipos de roscas
• Cálculo do recambio
22
ROSCAS
23 • Rosca é uma saliência de perfil constante em forma helicoidal,
que se desenvolve externamente ou internamente, ao redor de uma superfície cilíndrica ou cônica
TIPOS DE ROSCAS E USOS (QUANTO AO PERFIL)
24 a) Triangular – Fixação
b) Trapezoidal – Movimento
c) Quadrada – Choques e grandes esforços (morsas)
d) Dente de Serra – Grande esforço num só sentido (macacos) e) Redonda – Parafusos de grandes diâmetros
INDICAÇÃO DE ROSCAS - DESENHO TÉCNICO
25 Rosca métrica externa
INDICAÇÃO DE ROSCAS - DESENHO TÉCNICO
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Medidas que devem ajustar entre si: ● diâmetros maior, (uma das dificuldade da usinagem) ● menor e efetivo, ● passo
Rosca direita
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Avaliação:
Rosca direita e rosca esquerda
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Fig.2 - Rosca esquerda
(O filete é ascendente da esquerda para a direita) Aperto no sentido de giro anti-horário
Fig.1 - Rosca direita
(olhando de frente, o filete é ascendente da direita para a esquerda) Aperto no sentido de giro horário
Rosca esquerda e rosca direita
29 Mangueiras acetileno •-É na cor VERMELHA , com marcas entalhadas nas porcas
de conexão, rosca esquerda. Segurança para não ocorrer mudança de mangueira.
-
Mangueiras de combustível Oxy• Mangueiras de oxigênio-são de cor verde, tem a mão direita tópicos sem marcações sobre as porcas de conexão, rosca direita.
Regulador Acetileno P/ Cilindro
Válvula Manômetro Válvula
Corta Fogo p/acetileno
Parafuso prisioneiro
• avaliação: O que é parafuso prisioneiro?
• Avaliação: Como se aperta o parafuso prisioneiro?
• As roscas podem ser diferentes?
Fixação da roda do Ford ka
32 Prisioneiros e porcas substituem com vantagem os parafusos
Os regulamentos técnicos da Federação Internacional do Automóvel (FIA) autorizam o piloto/concorrente a usar a fixação por prisioneiro e porca em vez de parafuso, que resulta bem mais fácil encaixar a roda no cubo e também poupa cubos e tambores de desgaste da rosca devido ao coloca e tira constante de rodas nos carros de corrida. A Volkswagen, tínha prisioneiros de dois comprimentos, 48,5 mm e 52,5 mm, e porcas R-12, para venda a pilotos e preparadores.
Parafuso prisioneiro
• São parafusos sem cabeça com rosca em ambas as extremidades, sendo recomendados nas situações que exigem montagens e
desmontagens freqüentes.
• As roscas dos parafusos prisioneiros podem ter passos diferentes ou sentidos opostos, isto é, um horário e o outro anti-horário.
• improvisa-se um apoio com duas porcas travadas numa das extremidades do prisioneiro.
• Após a fixação do prisioneiro pela outra extremidade, retiram-se as porcas.
• A segunda peça é apertada mediante uma porca e arruela, aplicadas à extremidade livre do prisioneiro.
• O parafuso prisioneiro permanece no lugar quando as peças são desmontadas.
Tipos de parafusos- com ou sem cabeça
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Parafusos não passantes São parafusos que não utilizam porcas.
O papel de porca é desempenhado pelo furo roscado, feito numa das peças a ser unida.
Esses parafusos são fixados por meio de pressão. A pressão é exercida pelas pontas dos parafusos contra a peça a ser fixada.
Roscas Múltiplas
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Quanto maior o número de filetes melhor o apoio na porca
ROSCA DA VELA DE IGNIÇÃO
36
Vela de ignição
Rosca postiça
ABERTURA DE ROSCAS NO TORNO (FILETAR
)
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• Para filetar há necessidade de dois movimentos: • 1- Rotação da Obra
• 2- Translação da Ferramenta (avanço)
• Os avanços devem ser precisos e em cada passe deve-se
repetir rigorosamente o avanço anterior.
Abertura de rosca no torno
Variador de Roscas e Avanço – Chaveta deslizante
Caixa de roscas e avanços Avental Alavancas de
Roscas e avanços Recâmbio
Caixa de roscas e avanços
Vara ou Fuso Chaveta
deslizante
Eixos montados sobre rolamentos e engrenagens tratadas termicamente
Avanços automáticos e abertura de rosca no torno
A ferramenta possui a forma do próprio tipo de filete
41
Cálculo de roscas
Ex. 1º) Confeccionar peça com rosca, passo de 10mm, em torno sem caixa de rosca e avanço cujo fuso tem passo de ½”
Solução: i = P peça/P fuso
i = Pp/Pf =10mm/1/2” = 10mm/25,4mm/2 = 10/12.7 = 100/127 ou i = 2x50/127x1 = 60x50/127x30 = Z1/Z2 xZ3/Z4 42 Pp Pf Z1/Z2 Z3/Z4
Trem de engrenagens do recâmbio
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Engrenagens em
Ferro fundido nodular (baixa rotação)
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Solução: Pp = 2 1/4fios/pol.s =1”/nº de fios/pol.s =1”/2 1/4 = 1”/9/4 = 4/9” i = Ppeça/Pfuso= 4/9”/12mm = 25,4 x 4/9 mm/12mm = 25,4x10/2 9/4 x 12 x 10/2 i = 127/135 = 127x1/9x15 = 127/90 x 100/150 = 127/90 x 50/75
i = Z1/Z2 x Z3/Z4 onde Z1=127 dentes, Z2=90 dentes, Z3=50 dentes e Z4=75 dentes
Ex. 2º) Abrir uma rosca com 2¼fios/polegadas em um torno sem caixa de roscas e avanços cujo passo do fuso tem 12mm
Pp
Pf
Z1/Z2 Z3/Z4
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Ex. 3º) Confeccionar uma rosca módulo de 2,5mm em um torno sem caixa de roscas e avanços
cujo fuso tem passo de 4mm Solução:
Rosca a executar: Módulo = 2,5mm Módulo da engrenagem, M = p/ Passo da peça = .M = 22/7 x 2,5mm Passo do fuso = 4mm i = P peça/ P fuso = 22/7 x 2,5mm/4mm = 55/28 = 5/4 x 11/7 = 50/40 x 110/70 i = Z1/Z2 x Z3/Z4 Pp Pf Z1/Z2 Z3/Z4 Z1 = 50 dentes Z2 = 40 dentes Z3 = 110 dentes Z4 = 70 dentes
Engrenagens comumente empregadas
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OUTRA FORMAS DE ABRIR ROSCA NO TORNO
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Verificadores de Roscas
Verificadores de Roscas
Calibradores fixos e ajustáveis
Controle de qualidade
LAMINADORES DE ROSCAS
• Neste processo a rosca é feita por compressão do material, sem formação de cavaco. São aplicados planos ou rodetes.
52 Laminador de roscas
Rosca Laminada x Rosca Usinada
A principal diferença entre a rosca laminada e usinada é a alta resistência mecânica nos filetes conformados pelo processo de laminação, o que é mostrado na orientação das fibras do material. A não geração de cavacos e a alta durabilidade da ferramenta também são vantagens do processo de laminação a serem
consideradas.
Se você desejar abrir uma rosca em segundos!
• Os rolos de laminação de roscas Fette podem ser usados em praticamente todas as maquinas de usinagem nas mais diversas posições.
Parafusos de qualidade
1ª lista de exercício de Máquinas Operatrizes
• 1º) Confeccione as peças do desenho anexo,
descrevendo o processo de fabricação, os
parâmetros de usinagem, a ferramenta de corte, a
potência de corte, tempo de corte e o controle de
qualidade.Considere o torno universal abaixo.
• 2º) através de esboços, explique os métodos para
confeccionar peças excêntricas no torno.
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Capacidade do Torno Universal
Altura das pontas = 250mm
Distância entre pontas = 1000mm
Diâmetro admissível sobre o carro transversal = 285mm Curso do carro transversal = 360mm
Curso do carro porta-ferramentas = 170mm
Cabeçote
Gama de velocidades, RPM= 40– 70– 145- 235– 300- 385– 450– 785– 1000-1200
Caixa dialmatic
Avanços longitudinais (72) = 0,126 a 2,225mm/rot Avanços transversais (72) = 0,083 a 1,476mm/rot Roscas Whitworth (36) = 30 a 2 fpp
Roscas Métricas (36) = 1 a 15mm Roscas Módulo (36) = 0,5 a 7,5 Mod Passo do fuso de guia = 4 fpp
Potência Instalada
Motor principal 50/60 ciclos, 1400/1700 = 5cv
Acessórios standard
Luneta fixa, luneta móvel, flange de arraste, conj. de refrigeração
Engrenagens do recâmbio = 20 – 25 – 30 – 35 – 40 – 50 -60 – 75 – 100 e 127
Acessórios opcionais
TORNO PARALELO - CATÁLOGO
TORNO COPIADOR 2D
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DEVER DE CASA:
COMO FUNCIONA
O COPIADOR 3D?
Nos Relógios comparadores com mecanismo simples de engrenagem e cremalheira, com curso total de 10 mm, mostrador dividido em 100 partes e
passo da cremalheira do fuso igual a 1mm, quando o apalpador se desloca de 1 mm, resulta:
- O pinhão R1 (de 15 dentes), avança 1 dente; a roda R2 (de 45 dentes), avança 3 dentes; o pinhão R3 (de 12 dentes), dá ¼ de volta; a roda R4 (de 40 dentes), avança 10 dentes; o pinhão R5 (de 10 dentes), dá uma volta completa e também o ponteiro que a ele está preso; a roda R6 (de 100 dentes), avança 1/10 de volta, fazendo com que o ponteiro do contador de voltas avance uma divisão, indicando assim, o deslocamento de 1 mm do apalpador.
- A mola espiral presa à roda R6, mantém todo o mecanismo sob tensão, fazendo com que os ponteiros e o apalpador voltem às suas posições primitivas, uma vez cessada a pressão sob a ponta do apalpador.
Vê-se que, se o apalpador se deslocar de 0,01 mm, o ponteiro só avançará uma divisão no mostrador.