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Demanda por serviços de telecomunicações

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Academic year: 2017

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UNIVERSIDADE CATÓLICA DE BRASÍLIA

Pró-Reitoria De Pós-Graduação E Pesquisa

Mestrado Em Economia De Empresas

DEMANDA POR SERVIÇOS DE TELECOMUNICAÇÕES

Guido Fontgalland Junior

Dissertação apresentada à Universidade Católica de Brasília como parte dos requisitos para obtenção de título de Mestre em Economia de Empresas

ORIENTADOR: Prof. Dr. ADOLFO SACHSIDA

(2)
(3)
(4)
(5)
(6)

Dedico este trabalho de pesquisa a todos aqueles que estão envolvidos

nos ideais da educação.

Aos meus pais Odete e Guido e a minha filha Marina Fontgalland.

Ao Prof. Dr. ADOLFO SACHSIDA , orientador com indiscutível

competência acadêmica, por ter acreditado e incentivado a conclusão desta

etapa no longo caminho do conhecimento.

Aos professores do curso de mestrado em Economia de Empresas da

Universidade Católica de Brasília, pelos ensinamentos transmitidos e a todos

os funcionários.

À Lisaura Cronemberger e Constantino Cronemberger pela apoio e incentivo

(7)

SUMÁRIO

I. INTRODUÇÃO ... 7

II. REVISÃO DA LITERATURA... 10

A. MODELOS TEÓRICOS... 10

B. ESTUDOS EMPÍRICOS... 28

III. CASO BRASILEIRO DE TELECOMUNICAÇÃO ... 53

IV. METODOLOGIA ... 66

A. HIPÓTESES... 68

V. RESULTADOS E DISCUSSÃO: ELASTICIDADES ... 76

VI. CONCLUSÃO ... 81

(8)

LISTA DE TABELAS E GRÁFICOS

Tabela 1 – Demanda desejada por mensagens ... 48

Tabela 2 – Demanda desejada por terminais ... 51

Tabela 3 – Demanda desejada por terminais ... 51

Tabela 6 – Taxa de chamadas locais completas (%) ... 65

Tabela 7 – Sinais dos coeficientes em relação às tarifas ... 79

Gráfico 1 – Terminais fixos-milhões ... 56

Gráfico 2 – Pulsos – bilhões ... 57

Gráfico 3 – Taxa de crescimento – pulsos ... 57

Gráfico 4 – Taxa de crescimento – terminais instalados ... 58

Gráfico 5 – Terminais instalados ... 63

Gráfico 6 – Densidade telefônica entre número de instalações por número de habitantes ... 64

Gráfico 7 – Acessos por 100 habitantes ... 65

Gráfico 8 – Levantamento – 1998 à 2001 ... 66

Gráfico 9 – Assinantes – Centrais – Tarifação e Faturamento ... 71

Gráfico 10 – Domicílio – com telefone ... 72

Gráfico 11 – Telefones Instalados – Telebrás 1972 ... 73

Gráfico 12 – Telefones Instalados – PNAD 2001 ... 74

Gráfico 13 – Déficit (%) ... 74

Gráfico 14 – Déficit – quantidades terminais – 1 x 1000 ... 75

Gráfico 15 – Estimativa do n° de crescimento dos anos de 2000 e 2003.. 75

Apêndice – Gráficos das variáveis e base de dados……….... 87

(9)

Considerando que setor de telecomunicações está sofrendo

modificações em sua estrutura de mercado e os atos da agência reguladora -

com o objetivo de estabelecer parâmetros, algumas vezes de competitividade,

outros de controles -, os valores das elasticidades podem ser instrumentos de

avaliação como as concessionárias podem alcançar o ponto de equilíbrio

econômico-financeiro, tendo a agência reguladora, na condução das políticas e

estratégias do bem-estar da comunidade.

Palavras-chave: Telecomunicações; Elasticidades.

ABSTRACT

Considering that telecommunications sector is under modifications in its

market structure and, further, the acts of the regulatory agency - with the

objective of establishing parameters, some times of competitiveness, other

times of controls -, the values of the elasticities price and income can be

evaluation instruments as much concessionary companies, to reach the point

of economical-financial balance, as regulatory agency, in the conduction of

policies and strategies of the community's welfare.

(10)

I. INTRODUÇÃO

A mudança do papel do Estado, de produtor para regulador, introduz

demandas para os estudos da política econômica. O plano de tarifas e a

alocação de investimentos, a partir de 1998, são efetuados por firmas privadas

concessionárias dos serviços públicos de telefonia, que passam a atender ao

objetivo de maximização de lucros, diferentemente dos objetivos de

maximização de bem-estar social, comuns nas empresas estatais.

A idéia de universalização de acesso à telefonia pressupõe a

concessão de algum tipo de subsídio ou de crédito às camadas menos

favorecidas da população. A população pobre é definida como a parcela cuja

renda domiciliar per capita é insuficiente para atender ao valor das despesas

de consumo correspondente às necessidades básicas de seus membros. Na

verdade, ao contrário da televisão comum e do rádio, a existência de uma rede

de acesso é condição necessária para o ingresso nos serviços de telefonia e TV

a cabo; o uso da infra-estrutura, portanto, não é livre, dada a posse do

aparelho.

Considerando as características econômicas e a realidade nacional

do setor, é necessário avaliar os mecanismos disponíveis para a Agência

Nacional de Telecomunicações – Anatel induzir os concessionários privados a

estender a prestação dos serviços de telefonia à população ainda desprovida

desse serviço, de modo que maximize, de maneira equânime, o bem-estar

(11)

mecanismos regulatórios possíveis dependem, basicamente, dos instrumentos

e do conjunto de informações com os quais a Anatel pode contar.

O setor de telecomunicações é aquele, entre os de infra-estrutura,

que apresenta o maior dinamismo tecnológico na atualidade. As utilizações

potenciais da rede são cada vez mais numerosas, tais como transmissão e

recuperação de dados, transmissão de voz, som e imagem para fins científicos,

comerciais – especialmente de entretenimento –, tornando cada vez mais

tênues as fronteiras entre os setores de material eletroeletrônico, informática e

comunicações, bem como os limites entre os serviços de radiodifusão,

telefonia, transmissão de dados e serviços de valor adicionado.

A demanda por serviços de telecomunicação também se caracteriza

por um comportamento estocástico [Alencar (1998)]. Ela pode variar

enormemente com a hora do dia, o dia da semana ou do ano. Isso impõe sérias

implicações ao dimensionamento da rede, pois, por um lado, gera economias

de escala (o número de roteamentos possíveis cresce, proporcionalmente mais

que o número de troncos disponíveis em cada trecho ao longo do trajeto),

enquanto, por outro, torna recomendável a adoção de preços diferenciados

sujeitos à restrição de capacidade. Essa configuração garante à rede, ainda,

economias de escala importantes, já que é uma duplicação desnecessária

cabear o terminal, separadamente, para fazer chamadas interurbanas ou

internacionais, em vez de usar o mesmo cabo usado para as locais.

A rápida evolução tecnológica e a explosão da planta que

apresentou um crescimento significativo do número de terminais fixos

(12)

necessidade maior de informação aos reguladores para execução da sua

missão. Os reguladores podem ser forçados a recorrer à competição, com

maior freqüência do que o ideal, para regular atividades de mercado. Do

contrário, haverá poder de monopólio exercido em áreas de baixa atratividade

econômica, enquanto, em áreas mais atraentes, a Embratel – ou seus

sucedâneos e concorrentes – poderá instalar conexões diretas para grandes

clientes, via satélite, por exemplo.

O objetivo principal deste trabalho é fazer uma revisão da literatura

acerca da eficiência do mercado e do bem-estar da população, à luz da teoria

microeconômica, estudando o comportamento dos agentes econômicos do

setor. Além disso, objetiva-se estimar, por meio de um modelo econométrico,

a demanda por serviços de telecomunicação no Brasil, cujos dados poderão ser

coletados junto ao órgão regulador e/ou, também junto às nas empresas

(13)

II. REVISÃO DA LITERATURA

A. MODELOS TEÓRICOS

Análise do Processo de Transição do Setor:

Vinte anos atrás, os limites da indústria de telecomunicações eram

estáveis e bem definidos, como eram os serviços providos pelas companhias

de telefonia, que, ou eram nacionais, ou regularam monopólios que trouxeram

um corpo prontamente disponível de dados em uma base consistente. Hoje, os

limites da indústria têm bases variáveis, os mercados são fragmentados e

crescentemente competitivos Taylor (1999). A estimava de preços de

telecomunicações e da elasticidade de renda era mais fácil há vinte anos atrás,

em relação ao que é hoje.

Naquela época, os estudos da indústria de telecomunicações não

exigiam dos analistas lidar com mudanças rápidas e expansões de serviços,

não tinham que lidar com funções de demanda de firmas, ao invés de funções

de demanda de indústria, e não tinham que colecionar e organizar dados

primários. As telecomunicações de hoje exigem dos analistas o trabalho com

todos estes problemas e mais outros.

O propósito do trabalho foi prover uma avaliação do estado atual de

análise de demanda de telecomunicações, bem como uma descrição dos

(14)

Como perspectiva dos desafios, uma avaliação breve das

modificações nas políticas do setor de telecomunicação. O primeiro uso

substantivo de elasticidades de preço de telecomunicações se apresenta desde

1970, em grande parte, como conseqüência da inflação e da velocidade da

mudança tecnológica em transmissão das ligações interurbanas. Durante os

anos 50 e 60, mudanças tecnológicas tinham reduzido o custo de transmissão

interurbana, resultando em uma redução das tarifas fixas ou das taxas

interurbanas. A análise da demanda não teve nenhum papel na fixação dessas

novas taxas ou tarifas.

Nos anos 70, houve situações diferentes. Reduzindo a velocidade de

mudança tecnológica, reduzindo o custo de transmissão interurbana,

juntamente com a inflação, houve pressão nas taxas das chamadas

interurbanas com variações superiores, em lugar de efeito das contínuas

variações para baixo. Pressões eram feitas para aumentar taxas e tarifas locais,

mas o desejo forte por parte de reguladores era garantir as tarifas. Nessa

situação, a importância da elasticidade-preço ficou aparente. Com taxas

decrescentes, companhias de telefonia pequenas estariam mais sensíveis aos

incentivos, se mais alta fosse a elasticidade preço. Porém, os incentivos

mudam claramente com ajustes das taxas e tarifas para cima. Desde que as

rendas foram mais baixas, a elasticidade-preço foi ignorada. Como

conseqüência, as companhias interurbanas (AT&T, nos EUA, e a

TransCanadá Telephone System, no Canadá) começaram a usar econometria

fundamentada nas elasticidades, em relação aos aumentos de taxa, antes

(15)

Durante os anos 70, o foco estava quase completamente na

estimação de elasticidades do uso, e as elasticidades do preço do acesso

receberam pouca atenção, assim como as taxas locais que eram um dado

residual para compor a diferença entre a renda real e as rendas que seriam

projetadas para estimativa do crescimento dos mercados. Antes dos anos 70,

modelos de demanda de uso sofisticados para o mercado do EUA de ligações

interestaduais foram usados pela AT&T e Bell Canadá. Os modelos para as

ligações intra-estado tinham sido usados para determinar as taxas em mais três

ou quatros estados dos EUA. Um modelo de demanda de uso genérico

emergiu dentro do (então) Sistema da Bell, no qual uma medida de uso

(normalmente chamadas ou minutos) foi relacionada à renda, estimando uma

medida de tamanho de mercado (tipicamente o número de telefones) e hábito

(como normalmente medido pelo valor da variável).

A competição emergiu, nos EUA, no mercado de interurbanos e os

subsídios para as chamadas locais que, historicamente, vinham sustentando

artificialmente as baixas taxas locais estavam sendo corroídos, como

conseqüência de competição de matrizes de custo. O resultado foi o aumento

substancial da pressão para cima nas taxas locais, junto com uma exploração

extensa das possibilidades de substituir parte da taxa serviço local com serviço

medido.

A quebra do monopólio da AT&T, que se efetivou no dia 10. de

janeiro de 1984, não só era um evento significante para a reestruturação da

indústria de telefonia nos EUA, mas também porque os serviços de

(16)

Além disso, com a competição e a fragmentação do mercado, as

elasticidades das firmas ficaram distintas em relação às elasticidades do setor,

e outros cuidados tiveram de ser tomados, usando as elasticidades que tinham

sido calculadas com os dados de uma única companhia.

Outro modelo de estudo da demanda traz a necessidade de lidar com

os costumes ou perfil, as características das chamadas e das classes das

chamadas oferecidas pelas companhias de telefonia locais. Na prática,

serviços como: chamada em espera, siga-me, modos de chamadas ou serviços

vieram a ser oferecidos individualmente ou em pacotes. Os pacotes possuem

preços claramente menores que os artigos individuais.

Desafios Atuais e Futuros – Modelando Demanda de Telecomunicações:

O surgimento da competição conduziu à indisponibilidade de dados

de fontes de indústria tradicionais, isto é, as próprias companhias de telefonia.

Isto aconteceu, não de forma surpreendente, em razão de as companhias de

telefonia terem como informação estratégica qualquer dado ou modelo para

mensurar a elasticidade, que é considerada como um dos grandes segredos do

comércio.

Mesmo se o acesso para uma determinada companhia, aos dados

estratégicos de outra companhia não fossem um obstáculo, a fragmentação dos

serviços do mercado o são. Os dados individuais são restritos, embora

companhias locais nos EUA ainda façam muito do faturamento para as

(17)

de telecomunicações de um usuário, ou ramo de negócio, o técnico tem que

bater em várias portas.

Empresa, Indústria e Elasticidades dos Usuários:

Os modelos usados são, na maioria, os que permitem calcular a

elasticidade de preços cruzados. As elasticidades de preço obtidas são como os

exemplos:

(1) uma elasticidade de preço de cerca de -0.25 para residências que

usam só a companhia local para as chamadas de intra-regiões;

(2) uma ‘LEC’ – Local Exchange Carriers - estimam elasticidade de

cerca de -0.55 e uma elasticidade-cruzada de cerca de 0.35 para usuários

que usam múltiplas companhias para as chamadas de inter-região.

Escolha da Companhia:

Ainda podem ser usadas outras companhias com acesso por códigos

que requerem a discagem de dígitos adicionais (CSP = código de seleção de

prestadora). Isto deu origem à necessidade de desenvolver modelos que

explicam a escolha de um consumidor em relação à companhia primária. A

competição fez germinar no mercado de intra-regiões um elemento “do bem”

para o mercado.

O artigo de Dineen e Abrar (1999) provê uma análise retrospectiva

de modelos de demanda usados pela Bell Canadá em quinze períodos anuais.

(18)

telefônica opcional, modelo de regressão cross section de demanda dos

clientes residenciais e modelo de escolha da companhia. Na seção final do

artigo, são descritos modelos de demanda de acesso residencial, incluindo um

modelo de escolha binário simples de demanda para acesso para a rede e um

mais complexo para a demanda por linhas primárias e adicionais.

Os modelos desenvolvidos de OLS podem modelar o estudo de demanda

usando dados de séries temporais. O modelo básico pode ser descrito como o

exemplo abaixo:

Demand= α+β*Price+δ*Income+φ*Connections+λ*Dummies+ε (1)

• Trimestralmente: todos os dados que, durante vários anos, estavam

disponíveis com todas as variáveis;

• DUMMY: Variáveis sazonais e também variáveis para responder por

eventos incomuns que afetam a demanda;

• Um termo de erro aleatório, assumindo a distribuição normalmente e

independentemente.(iid)

• Todas as variáveis estão em logaritmos, assim os coeficientes

calculados (constantes) são as elasticidades.

• α,β,δ,φ,λ são os parâmetros a serem estimados.

Modelos de ponto-a-ponto:

Nesta especificação, o tráfego entre cada par de províncias foi

(19)

determinantes habituais da demanda, isto é, preço, renda e tamanho de

mercado e, além disso, agrega a direção do tráfego em relação às rotas. Cada

rota formou um par de equações simultâneas, que traduz a nova estrutura de

escolha do prestador do serviço:

A A B A A B A A B

A ice Income Lines Demand

Demand =α +β*Pr +δ* +φ* +λ* +ε (2)

B B A B B A B B A

B ice Income Lines Demand

Demand → =α +β *Pr → +δ* +φ* +λ* → +ε (3)

onde,

• Linhas: são linhas em serviço na área de origem das chamadas;

• Também são incluídas variáveis de dummy sazonais nos modelos;

• Um termo de erro aleatório assumido normalmente distribuído e

avaliando auto-correlação (AR1);

• Todas as variáveis estão em logaritmos; assim, as elasticidades de

preço não dependem do nível estimado.

Estes modelos são, consideravelmente, mais complexos que os

modelos de OLS, previamente usados. Ambos os problemas de

simultaneidade entre os pares de equações e as de agrupar série de tempo e

dados cross section tiveram que ser previamente ajustados.

Como todas as variáveis estão em logaritmos, a elasticidade

unidirecional é:

) 1 (

Pr γ2

(20)

a elasticidade direcional inversa é:

) 1 (

Pr γ2

γβ − = ∂ ∂ → → A B B A ice Demand (5)

γ =chamada recíproca ou coeficiente de callback.

Outro modelo é o que mensura o impacto de descontos em relação a

demanda e rendas, que usam dados de pós-subscrição do cliente.

i i i

i i

i ice wards Demographics CCI

Minutes =α+β*Pr +δ*Re +φ* +γ * +ε (6)

onde,

• Preço é receita média por minuto (ARPM – average revenue per

minuto) que varia, por clientes, devido a padrões de chamada

discrepantes e concentração;

• Recompensas: são dólares (descontos) para os pontos de gratificação;

• Demográficas: são dados individuais (preferência de idioma, por

linhas, urbana ou rural), (renda, educação, tamanho da casa etc.)

• CCI chamado índice de concentração é, uma medida do tamanho da

comunidade com residências de interesse: CCI = (minutos para atender

até 3 números / minutos totais)

• O termo de erro é assumido Gama distribuído

Em um ambiente competitivo, no qual concorrentes ganharam

partes significantes de mercado, uma companhia está não apenas interessada

em analisar o comportamento de seus clientes, em relação a como respondem

às alterações nas taxas e tarifas, mas também em como seus clientes e os

(21)

competidor. Se a companhia reduz suas taxas, e os competidores não respondem ela, verá o crescimento da demanda como sendo um

acontecimento provável por ação dos seus próprios clientes e pela migração de

alguns clientes dos competidores:

A forma modelo básico é:

T T

C T

T ice ice Incentives Demographics

Minutes =α+β*Pr +β*Pr +φ* +λ* +ε (7)

C C

C T

C ice ice Incentives Demographics

Minutes =α+β*Pr +δ*Pr +φ* +λ* +ε (8)

onde Escolha = 1 p/ Telecom escolhido = 0 p/caso contrário (9)

• Dados cross section em minutos e outras variáveis disponíveis durante

determinado mês (a subscrição individual i é omitida para

simplicidade);

• PriceT é ARPM average revenue per minuto para os clientes da

telecom;

• PriceC é ARPM average revenue per minuto para os clientes do

competidor;

• Incentivos são recompensas que induzem à troca, respectivamente, da

telecom e competidor;

• Demografia: é uma combinação de dados nivelados do cliente e do

bairro.

• Z é uma matriz de todas as variáveis nas duas equações de demanda e

(22)

Podem ser derivados dois tipos de elasticidades de preço do modelo:

• Elasticidades parciais ou condicionais quantificam o impacto de uma

mudança de preço em relação à demanda pela companhia escolhida;

• Elasticidades totais ou incondicionais quantificam o impacto de uma

mudança de preço em relação à demanda que permite mudanças da

companhia. A elasticidade total é uma probabilidade com base na média

das elasticidades parciais pelas duas companhias.

Modelos de Demanda para Acessos Locais:

Grupos de defesa do consumidor consideraram que pequenos

aumentos em taxas locais mensais teriam resultado significativo. Assim, a

elasticidade de preço de acesso se tornou um assunto importante.

O modelo básico de acesso residencial para a rede era uma equação

de escolha discreta simples da forma:

{

i

}

{

i

}

i

i X X

ob =exp β /(1+exp β )+ε

Pr (10)

onde,

• Probi é probabilidade de subscrição à rede por i domicilio;

• X é uma matriz de variáveis explicativas que incluem preço mensal,

preço de instalação, ocorrendo periodicamente, e dados demográficos

ao nível domicilio;

(23)

• dados detalhados aproximadamente de 37.000 domicílios de pesquisas e

estatísticas do Canadá;

• O modelo foi calculado criando uma variável: se i domicilio subscreve à

rede; = 0 caso contrário.

As metodologias empregadas evoluíram com a complexidade dos

mercados e com a natureza da informação requerida. Em um ambiente de

monopólio, as elasticidades de demanda e renda de mercado bastavam

quantificar os processos de mudanças de horários, de taxa de chamadas de

longas distâncias e de planos básicos. Como o processo de competição foi

intensificado, foram requeridas elasticidades por grupos específicos de

clientes, e os impactos para se estimar cada fatia de mercado se tornaram um

assunto importante.

Estimativas Semi-paramétricas de Intra-região, Elasticidades da Demanda:

Levy (2000) analisou as empresas de utilidade pública estatal

concessionárias-PUCs public usefulness concessionary- em relação à

competição no mercado para os serviços de telefonia intra-região.

Como LECs local exchange company abaixam os preços para

conhecer e testar a competição, as perdas de renda no mercado serão uma

função de parte do mercado perdido e a elasticidade de consumidor em relação

(24)

A teoria econômica prescreve que uma função de demanda

individual para chamadas depende de todos os preços da economia e da renda.

Para isto, pode ser mostrado que determinadas restrições na utilidade

funcionam em relação aos preços, e a demanda por minutos totais de uso para

chamadas de intra-região pode ser representada como uma função do preço

médio por minuto e da renda, i.e.:

) ,

(p I

f

MOU = (11)

MOU=minute of used

Enquanto se pode descrever demanda para um caso particular, as

demanda residenciais variam sobre suas preferências em relação às tarifas

praticadas (principalmente pela distribuição geográfica) o modelo genérico

usa as variáveis demográficas x e um termo de erro aleatório.

i i i i i

i i

I f p I f p I x

MOU = ( , )= ( , , )+ε (12)

ε β + +

=g p X

MOU ( ) (13)

onde,

• X é uma matriz de variáveis demográficas e variáveis de indicador

geográficas;

p é preço médio por minuto;

g uma função contínua; e

• MOU é minutos de uso da chamada de intra-região. Todas as

variáveis contínuas estão medidas, e o termo de erro – aleatório é

(25)

Calculando g por OLS, levando uma série expansão finita de g. Isto

envolve co-seno e seno que funcionam em relação a p à regressão em MOU.

Conseqüentemente, é apresentada, no artigo, a equação de demanda:

I I m k i k i k

i kp kp X

MOU α π γ π + β +ε

     + =

=1 ) 2 sin( ) 2

cos( (14)

Conseqüentemente, enquanto cortes pequenos na tarifa estimularão

a demanda, cortes crescentes terão pequeno efeito adicional na demanda

global, e a elasticidade de ponto será influenciada para cortes grandes na

tarifa.

As implicações dos achados estabelecem que estimativas

econométricas podem continuar fazendo um papel de instrumento na política

reguladora, e os resultados indicam que os modelos podem ser usados tirando

proveito dos dados disponíveis, ou através de pesquisas estabelecendo uma

estratégia ou políticas de regulação, de acordo com o comportamento dos

mercados de oferta e demanda.

A política de price cap é comumente usada pelos reguladores para

buscar a eficiência das empresas e, presumivelmente, aumentar o bem-estar

dos consumidores. Porém, quando as demandas por serviços são

interdependentes, uma política mais rígida, ou um aumento no price cap, pode

reduzir o bem-estar social [Kang e Weisman (2000)].

O trabalho de Kang e Weisman examina se os consumidores

(26)

aumento do bem-estar do consumidor, quando as demandas forem

independentes e, reciprocamente, quando as demandas são interdependentes, o

price cap mais apertado pode reduzir o bem-estar do consumidor. Baseados no

modelo:

Q = a i - aiPi + biPj (16)

onde i e j são serviços com i diferente de j e αi > 0, P o preços dos serviços.

O exame de Prieger (2002) compara a inovação de produto sob a

política de price cap em telecomunicações nos EUA. O modelo econométrico

inclui um processo de conta (para inovação de produto), segue um processo de

análise da duração na criação de mais serviços, sob price caps. O modelo

também pode ser útil para outras colocações em relação ao processo de

regulação. A literatura de price caps, em relação à inovação, focaliza quase

exclusivamente a redução de custo, não a inovação de produto. O excedente

criado por um produto novo pode ser muito mais alto que o excesso de

reduções de custos para produtos existentes. Esse trabalho apresenta um

modelo econométrico para inovação de produto.

O modelo apresentado no trabalho, com os números de eventos para

os serviços novos, é avaliado em períodos (t) t = 1,…, T, e k = 1,…, que é a

dimensão ou variável que cobre categorias de serviço diferentes. A duração de

cada período é a mesma.

O modelo requer cuidado, porque o número de “durações” não

(27)

contas), porque os efeitos podem começar em um período e terminar em outro.

O parâmetro captura a dependência da duração. Quando < 1, há dependência

de duração positiva. Quando > 1, há dependência de duração negativa.

Aparentemente, o regime regulador teve um impacto grande, ao

menos em relação a alguns serviços de acesso mais importantes. Há problema

potencial nos movimentos de correlação e causalidade, porém, isso está além

da extensão da verificação do trabalho. Afora os resultados numéricos

específicos obtidos, a contribuição principal do trabalho é metodológica. O

modelo econométrico pode ser útil para explorar outros assuntos de regulação,

com outros dados e setores.

A modelagem elaborada por Chung (2001), com um sistema que

inclui os efeitos demográficos, segue uma aproximação para modificar a teoria

de demanda de consumidor “standard”, de forma que a variável

sócio-demográfica pode ser incorporada formalmente nos sistemas de demanda. As

aproximações permitem interpretações úteis da produção doméstica e da

despesa de subsistência.

O modelo começa com uma função de custo bem definida m*(u.p),

onde u é o nível de utilidade e p um vetor de preço. Considere um par de f(m

de funções, p|z) e h(p|z), onde h(p|z) é um vetor de J funções h1,…,h1 do

n-vetor p e um vetor de variáveis socio-demográficas z, e m é um scalar. São

introduzidas variáveis socio-demográficas no sistema de demanda nestas duas

funções:

(28)

se as condições seguintes são conhecidas: (1) para qualquer l > 0, lf(m de f,

p|z) = lf(m, p|z); e h é homogêneo de grau k em p; (2) f é não-negativo,

enquanto aumentando em m, e não-decrescente em p; e cada h1, j = 1,…,J, é

não-decrescente em p; e (3) f e h são côncavos dentro (m, p) e p,

respectivamente. Qualquer par de f(m de funções, p|z) e h(p|z), satisfazendo

estas condições, e o M(u resultante, p|z) é a função de custo modificada m*(u

de função, p), onde a função de utilidade indireta modificada correspondente

pode ser expressada como:

U(M, P|Z) U*(F(M DE º, P|Z, H(P|Z). (18)

onde,

• u*(m, p) é o núcleo função de utilidade indireta que corresponde ao

núcleo custo função m*(u, p); e

• F(M, p|z) = m é a função inversa de f(m, p|z) = M.

Aproximação de função onde k = 1 de forma que f e h são

homogêneos de grau um. A possibilidade de uma expressão de forma fechada

para a função de utilidade direta no caso estudado é crucial, uma vez que

permite aplicar a interpretação de produção doméstica.

É verificada a homogeneidade linear das funções que tornam todas

estas expressões possíveis, de forma que a relação entre o núcleo modificado

das funções de utilidade direta pode ser formulada explicitamente, podendo

(29)

O trabalho de Goel (2000) estuda o efeito de regulamento de price

caps em empresas reguladas que estão procurando uma inovação externa,

ainda incerta. O trabalho, incorporando no modelo a incerteza da inovação,

através de novas tecnologias incorporadas a produções, e o processo

imperfeito de recompensas às empresas, no uso de inovações técnicas. Em

contraste com a literatura existente, é colocado no artigo que a estratégia de

price cap mais apertada diminui os incentivos para redução de custo.

O modelo apresenta o regulador, fixando um price cap,

inicialmente, e empresas engajadas no processo. As pesquisas insinuam que as

empresas ou firmas mais prósperas movem a sua escala de produção em

relação a tecnologias diferentes ou para uma nova tecnologia. O price cap é

fixo e a produção marginal é validada inicialmente. Por conseguinte, não há

nenhum excesso de produção.

Com o passar do tempo, o regulador aperta o price cap para um

fator z.2. As razões por trás desse ajuste incluem incentivos de redução de

custo de “bedsitter” com um price cap mais apertado, e transferindo alguns

dos ganhos de inovação do processo aos consumidores. O investimento

permite a empresa, potencialmente, evitar o price cap e até mesmo a ganhar o

excesso das produções na fase de pós-inovação. Se nenhuma empresa tem

êxito no processo de inovação, o regulador pode relaxar o price caps

pós-inovação, RF da firma próspera pode destinar todo o excesso de produção

(PS), porém, EF da firma próspero pode destinar só uma fração de PS,

enquanto o permanecendo (1 - d) vai para o RF. O grau adequado poderia ser

determinado através de fatores, como leis de proteção de propriedade

(30)

A despesa de pesquisa da empresa regulada será dada por x, o gasto

de pesquisa do fomentador externo é determinado por y, os custos de pesquisa

são modelados e a produção marginal constante vale antes da redução do

custo, a inovação ocorrida é determinada através de c1, enquanto os custos

correspondentes, depois da redução de custo, se tornam c2, tal que c2 < c1. O

price cap inicial (P1) é fixo ao custo marginal (c1) e não há nenhum excesso

de produção neste caso. Com o passar do tempo, o regulador ajusta o price

cap por z. Então o price cap neste caso é dado por P2 = (c1 - z). O regulador

só considera o investimento atraente se P2 > c2. O excesso de produção de

pós-inovação correspondente ao PS2.

A inovação é uma chance de gerar o próximo nível de tecnologia. A

probabilidade de sucesso da inovação é determinada por uma distribuição

exponencial tal, que a probabilidade do RF inova a cada t1.

Dada a organização básica acima, serão considerados a conduta da

empresa regulada e o fomentador externo, alternativamente. Dessa forma, não

há nenhum excesso de produção antes da inovação, e as empresas tentam

maximizar os benefícios esperados.

A empresa regulada pode destinar todo o excesso de produção, se

tiver sucesso na inovação que reduz custos de produção C2. Porém, se EF

tiver êxito, RF ainda adquire uma proporção (I - d) do excesso de produção.

Aqui 0 £ d £ 1. Isto pode ser devido ao poder de negociação superior de RF

EF. Por exemplo, linhas de transmissão geralmente são gerenciadas através de

(31)

desenvolvida por um fomentador externo, pode demorar a adoção desta

tecnologia, ou não pode adotar nenhuma, na esperança de que outra firma

proponha uma invenção. Isso diminui o poder de negociação do fomentador

externo. RF escolhe seu nível de pesquisa que gasta x, para maximizar o

presente desconto valor (r que é a taxa de desconto) de excesso de produção

líquida.

(m = (r + h(x) + h(y)).) (19)

Um price cap mais ajustado diminui os incentivos para a redução de

custo, e as empresas tendem a reduzir o gasto de pesquisa. Dado o modelo

estilizado, este resultado é discrepante com os achados em outros trabalhos e

sugere que, enquanto existe a regulamentação de price cap atraente da

perspectiva dos consumidores, seus efeitos em relação às mudanças técnicas

poderão ser perversos.

B. ESTUDOS EMPÍRICOS

Um dos pontos explorados por Uri (2001) é saber se os

regulamentos de incentivo na forma price caps, aplicáveis ao serviço de

telecomunicações, resultaram em aumento na eficiência produtiva das

operadoras. No caso dos Estados Unidos, onde o princípio do price caps é

utilizado como instrumento de incentivo na indústria de telecomunicações

para operadoras de longa distância, entre 1988 a 1998, usando o modelo de

aproximação de DEA, não houve incremento identificável na eficiência

(32)

Minimizar θ,λ > 0

Sujeito a y – Ψλ> 0; θξ Ξλ >0; Ν λ = 1; λ > 0 (20)

O objetivo é determinar a eficiência relativa de cada LEC medido

pela relação de produção das contribuições para produções múltiplas e se, os

índices de eficiência apropriados contêm o peso das produções somadas

divididas pelas contribuições de peso somadas.

Lang e Lundgren (1991) analisam os dados de demanda residencial

de serviços de telecomunicação, quantidade de chamadas, números de

terminais instalados e volume de tráfego, considerando as variações

observadas durante as horas do dia e os dias da semana, em especial atenção

no comportamento da elasticidade. O resultado da estimação é resumido pela

própria elasticidade-preço (p é preço em hora/minuto) que foi

aproximadamente a mesma nos dois casos: θ=0,013 em junho θ= 0,016 em

setembro.

O estudo de Duffy (2001), que combina dados de pesquisa de

âmbito nacional no ano de 1998 com dados de pesquisa dos preços de serviço

de telefonia residencial em 90 cidades dos Estados Unidos, calculando a

demanda residencial por linhas de acesso adicional, supõe que as residências

urbanas são moderadamente sensíveis ao preço das tarifas dos serviços de

telefonia. A média das elasticidades encontrada foi de –0.590,

substancialmente acima das médias das linhas de acesso primárias. A

(33)

geralmente tem implicações diretas para um objetivo de política pública de

acesso à internet.

A demanda para linhas de acesso adicionais é modelada

semelhantemente a linhas de acesso primárias, usada em estudos passados de

acesso de telefone local. A probabilidade de uma residência exigir linhas de

acesso adicionais é determinado por:

(

=

)

=

(

β +ε

)

= obY F X

P Pr 1 (21)

onde Y = 1 indica que a residência tem mais de uma linha de acesso, e X é um

vetor de características domésticas, como renda, padrões demográficos e o

preço.

Assume mais adiante que as probabilidades preditas são descritas

pela distribuição de logistic de forma que:

(

β ε

)

ε

β+ + +

= X X

e e

P /1 , (22)

expressando a variável dependente como a relação a favor de um

domicílio ter mais de um rendimento para linha de acesso.

(

)

= Xβ +ε

e P

P/1 (23)

Finalmente, levando os rendimentos do modelo de logit familiar:

(

)

(

)

= β +ε

=In P P X

(34)

A elasticidade-preço para linhas de acesso adicionais é calculada,

aplicando o seguinte modelo:

(

p

)

ice

P

=βPr1

η , (25)

onde β é o coeficiente de preço, é derivado do logit calculado pelo modelo, e p

é a probabilidade prevista.

Já o trabalho de Pinaki e Srinivasan (1999) calcula elasticidades da

demanda de preço para uso de telefone, no qual foi verificado que a

elasticidade de preço de chamadas interurbanas na Índia é muito mais alta que

o observado em países desenvolvidos. Porém, a elasticidade da demanda de

preço para chamadas locais parece ser comparável à maioria de outros países.

Estas elasticidades justificam a reestruturação atual do processo de tarifas da

Telecom Índia. A Elasticidade das chamadas locais na índia é de –0,11 a –

0,31 dependendo da região e a elasticidade das chamadas de longa distância

na Índia é de –1,37 a –3,70, também dependendo da região.

Com dados bastantes ricos colhidos na Companhia de

Telecomunicação do Canadá, Dineen e Abrar (1998) estimaram a

elasticidade, considerando nível de renda, faixa etária, residência e outros

dados. São avaliadas as elasticidades informadas, para 1996, segundo à taxa

de penetração atual e preço, e o preço da instalação de uma linha nova com

(35)

Acesso Preço elasticidade resultados para o Canadá

Acesso Linhas adicionais

Acesso permanente -0.008 -0.48

Solicitações eventuais -0.003 -0.07

O resultado encontrado foi que a própria elasticidade de preço para acesso é

extremamente baixa, sendo –0.008, mas a elasticidade de preço por linhas

adicionais é significativo.

No trabalho de Harold Ware (1998), são examinados: (1) tendências

regulatórias, tecnológicas e econômicas orientadoras da diversificação e

competição das telecomunicações, e (2) esforços substanciais em investimento

e marketing das empresas de telecomunicações, para diversificar e entrar em

outros mercados via integração vertical, joint ventures e fusões. O Ato de

Telecomunicações de 1996 nos Estados Unidos (Telecommunications Act of

1996), regulações posteriores de mercado e evoluções tecnológicas trouxeram

preocupações, no sentido de que os proprietários das companhias locais

podem impedir a diversificação nos mercados locais e estimular competição

substancial entre mercados historicamente distintos (por exemplo, companhias

de longa distância entraram em mercados locais). A entrada de uma

companhia local demonstra que os benefícios da competição – menores tarifas

e serviços inovadores – se realizarão quando as companhias operadoras da

BellTelecom estiverem autorizadas a entrar nos mercados de longa distância.

Trevor (1996) modela dinamicamente a habilidade de uma

(36)

sobre o lucro. O modelo é consistente com o pós Ato de Telecomunicações de

1996, para o mercado americano. O modelo demonstra que um órgão oficial

poderia escolher preços de insumos e de produção para desencorajar novas

empresas a produzirem. O impacto da contenção regulatória ou

comportamento do órgão oficial é examinado. Conclui-se que os preços dos

insumos podem conduzir a um pequeno crescimento nos insumos próprios de

uma nova empresa e que uma continuada supervisão de preços de insumos e

produção pode ser necessária.

Na análise de Zolnierek e Eisner (2000), são examinados modelos

de entrada no mercado das novas companhias americanas de telefone locais.

Foi construído e estimado um modelo Logit, usando informações de códigos

de distribuição numéricos de mercados locais de telefone e correspondentes

renda, densidade e características regulatórias desses mercados. Os achados

sustentam que a idéia convencional de que as facilidades de ingresso pelas

novas competidoras locais é mais provável de acontecer em grandes mercados

urbanos de telefone. Além disso, com exceção de territórios servidos pela

Ameritech, novos ingressos são mais prováveis de ocorrer em áreas de serviço

da Bell Operating Company (BOC).

Outra possível explicação é que as agências reguladoras, ambas ao

nível estatal e federal, tinham sua atenção na competição da BOC dentro de

cada território. Além disso, temendo, por exemplo, o atendimento rural, os

agentes reguladores podem negar aos competidores potenciais a autorização

para competir em territórios independentes. Examinando o período mais

(37)

um competidor em um território da BOC Bell Operating Company, e o grau

de entrada de pelo menos um competidor em um território independente.

Outra exceção notável para os padrões de entradas observados em

áreas servidas pela BOC Bell Operating Company acontece em territórios da

Ameritech. Em recentes períodos, os padrões de entrada em áreas da

Ameritech se assemelham a esses territórios independentes em lugar de outras

BOC.

Enquanto se pode sugerir que a Ameritech não é receptiva para

competição como outra BOC, também se pode sugerir que as taxas de

Ameritech sejam mais próximas aos custos e, então, ofereça menos

oportunidades de arbitragem para competidores. A possibilidade posterior

ilustra a necessidade de precaução na interpretação dos resultados da análise,

ou seja, uma falta de entrada competitiva em territórios da Ameritech pode

indicar que, por causa de qualquer estimativa da eficiência da empresa, ou

reavaliação da taxa de eficiências através dos reguladores, oportunidades de

lucro são menos atraentes para concorrentes potenciais em territórios da

Ameritech do que em outros territórios da BOC.

Talvez a explicação mais provocante para este fenômeno é que os

competidores, em territórios da Ameritech, estão escolhendo estratégias de

revenda como uma alternativa de entrada na base da empresa concessionária.

A análise apresentada aqui provê uma investigação inicial nos

determinantes de padrões de entrada em mercados de telefone locais. Como

(38)

Telecomunicações de 1996, competidores são mais prováveis de entrar em

áreas urbanas altamente povoadas.

As conclusões alcançadas aqui são baseadas em dados sistemáticos,

e cobrem todos os mercados de telefone locais norte-americanos. Porém, o

trabalho deveria ser visto apenas como uma investigação inicial nos

determinantes de padrões de entrada em mercados de telefone locais. Visto

desta maneira, a análise ilustra a necessidade de trabalho adicional nesta área.

Há muitos aspectos de competição local que necessitam de estudo.

As conclusões alcançadas acima sugerem alguns aspectos particulares. A

compreensão da competição local melhora, quando o tráfego de rede e dados

fica disponível. Tais dados proverão informação que indica se as presenças de

mercado medidas nesse trabalho são, na realidade, significantes. Da mesma

forma, enquanto os dados comparativos empregados na análise ao nível de

LATA (Local Access and Transport Area), a desagregação dos mercados

urbanos e rurais pode melhorar a habilidade para identificar fatores que afetam

padrões de entrada de novas operadoras.

Outra área de pesquisa sugerida pela análise trata dos padrões

observados nos territórios atendidos pela Ameritech, porque os padrões de

entrada diferem dos observados em outros territórios das BOC, e porque a

empresa revende uma porcentagem alta das linhas relativas às demais BOCs.

As empresas parecem adotar estratégia de entrada de revenda para instalações

(39)

Enquanto a análise manteve o foco nas características de mercado

que afetam a entrada, uma análise futura deveria avaliar diferenças nos

padrões de entrada de habitante, de empresas regionais e de âmbito nacional.

Igualmente, uma pesquisa futura pode examinar padrões de entrada com

diferencial entre companhias de longa distância tradicionais, que podem entrar

no mercado de telefonia local para os segmentos empresariais, e para

empresas com experiência em outras linhas de negócio.

Ros (1999) reexamina os efeitos da privatização e competição na

expansão da rede e sua eficiência. Usando um “fixed model”, verificou que, no

período de 1986-1995, os países que possuíam pelo menos 50% dos ativos dos

seus principais provedores de telecomunicações no setor privado tinham

significativamente mais linhas instaladas por 100 habitantes e, com grau

menor em relação à taxa de crescimento de número de linhas de telefones por

100 habitantes. Não há evidência, porém, de que a privatização conduz a um

maior crescimento de linhas por 100 habitantes, em países cujo o PIB per

capita é menor que US$ 10,000. A privatização é positivamente associada ao

crescimento do número de linhas por empregado da empresa de

telecomunicação, enquanto a competição não afeta a expansão da rede,

afetando positivamente a eficiência, medida em número de linhas por

empregado. A fim de contar com uma possível endogeneidade das variáveis

individuais de privatização e competição, todas as equações são estimadas,

usando também variáveis instrumentais aproximadas.

Os sistemas de telecomunicações em países em desenvolvimento

sofrem de numerosas deficiências, as quais incluem: exigências para serviços

(40)

baixa produtividade, e rendas desviadas para outros setores da economia. As

importantes opções de política usadas por um número crescente de países,

desenvolvidos e em desenvolvimento, são privatização e competição. Na

esperança de melhorar o desempenho das telecomunicações com respeito a

variáveis fundamentais, alguns países privatizaram, ou tudo, ou uma parte dos

ativos de telecomunicações, ou a competição foi permitida dentro de certos ou

de todos os setores da indústria.

O propósito do trabalho foi examinar que efeito tem a privatização

ou a competição, usando variáveis de telecomunicações fundamentais, como

expansão de rede e eficiência. Teoricamente, o tipo de propriedade e estrutura

de mercado de uma indústria é fator determinante de variáveis fundamentais

como produção, preço, e eficiência técnica. Porém, em comparação com

outras indústrias, os efeitos de privatização e de competição em

telecomunicações precisam ser examinados mais de perto, devido à presença

de economias significantes, uma proporção grande de ativos que são

aplicados, estimando-se um componente político forte.

Por meio de dados recentes da União de Telecomunicações

Internacional (ITU, 1997) e de outras fontes, são examinados os efeitos da

privatização e da competição em variáveis de telecomunicações no período de

1986-1995. Ao longo da análise de dados, são examinados os efeitos de

privatização e da competição para todos os países, independente do nível de

(41)

Efeitos da Eficiência Técnica:

Até que ponto a teoria econômica prediz mudanças em eficiências

alocativas ou técnicas como resultado de mudanças em relação à propriedade

e à estrutura das empresas ou do mercado? Enquanto a literatura econômica

contém hipóteses de testes dos efeitos da competição entre empresas em

relação ao desempenho de setor, os efeitos teóricos da propriedade estão

menos claros. Adicionalmente, é importante entender as peculiaridades do

setor de telecomunicações, porque ele é caracterizado por economias

significantes, por quantias grandes de ativos que são aplicados, e pela

existência de um componente político forte.

Efeitos de Propriedade:

As economias neoclássicas são relativamente neutras nos efeitos de

propriedade; já as economias institucionais novas ( Levy e Spiller 1996) –

provêm eventos importantes nos efeitos de incentivo de competição e tipos

discrepantes de estrutura de propriedade. A privatização é a transferência do

setor público para o setor privado da propriedade de ativos produtivos,

distribuindo-os e estimando o fluxo de lucro residual gerado. De acordo com a

literatura, o tipo de propriedade tem efeitos significativos no comportamento e

no desempenho das firmas; mudanças em direitos de propriedade alteram as

estruturas de incentivo enfrentadas por decisão dos fabricantes. Em geral, uma

mudança na distribuição de direitos de propriedade conduz a uma estrutura

diferente de incentivos para a administração e, conseqüentemente, para as

(42)

Melhorias de eficiência previstas, associadas com privatização, são

devidas, principalmente, a mudanças na relação de principal agente, e em

custos de transação associados com supervisão. A administração de uma

empresa é considerada como agentes (no caso de propriedade privada) dos

acionistas, ou (no caso de propriedade pública) do governo pelo qual eles são

responsáveis. Uma suposição crítica no debate da privatização é a afirmação

de que a alternância de público para a propriedade privada resulta em

objetivos mais precisos e mensuráveis por parte dos donos, criando ambiente e

incentivos para monitorar e controlar a administração. Na administração,

supervisão e monitoramento na propriedade pública serão buscados objetivos

não comerciais, provavelmente, e os indivíduos podem ter menos incentivo

para mostrar que os recursos são eficazmente usados. Por outro lado, a

propriedade privada é comparada com um nível mais alto de supervisão de

administração e com decisões financeiras mais comerciais e oportunas. Isso é

o resultado principalmente do objetivo exclusivo de maximização de lucro da

propriedade privada.

Efeitos de competição:

Uma das virtudes principais da competição, enfatizada na literatura

econômica, é seu papel como mecanismo que estimula eficiência interna. É

um princípio bem estabelecido que, na ausência de economias significantes de

equilíbrio, a competição resulta da técnica e eficiência alocativas. A literatura

de NIE também prediz que aquela competição terá efeitos positivos em

eficiência técnica. Competição gera informação. Assim, custos de informação

são ameaçadores para os donos da empresa, embora seja quem possui os

(43)

estimam os lucros revelam informação importante sobre os custos de um

empreendimento e eficiência de uso de contribuição. Se o mercado for

competitivo, lucro e preços ajudarão a determinar as contribuições para o

equilíbrio. Assim, a competição pode ter efeitos diretos na eficiência interna

da empresa.

Modelos de regressão:

A privatização das telecomunicações e a competição são

positivamente associadas com maior expansão de rede e com a eficiência.

Uma análise econométrica das variáveis dependentes pode determinar se,

mantendo outros fatores constantes, privatização e competição permanecem

positivamente associadas com expansão de rede e do grau de eficiência.

No trabalho, apresenta-se uma análise econométrica dos efeitos da

privatização do setor de telecomunicações em relação à competição,

analisando as variáveis fundamentais do setor, como expansão de rede e dos

índice de eficiência. Os resultados indicam que os países que têm 50% dos

ativos dos provedores de telecomunicações no setor privado têm linhas

instaladas com taxas significativamente mais altas por 100 habitantes. Porém,

não há evidência de que a privatização determina crescimento mais alto em

linhas por 100 habitantes, nos países cujo PIB per capita é menor que US$

10,000.00. A privatização é positivamente associada com mais linhas

principais por empregado e crescimento em linhas por empregado, enquanto a

competição não é considerada para afetar expansão de rede, mas é considerada

para afetar eficiência, positivamente, como medido em linhas por empregado.

(44)

competição, todos os modelos foram calculados, usando também variáveis

instrumentais.

Os resultados também indicam que os países que têm 50% dos

ativos dos provedores de telecomunicações no setor privado e competição para

a licença em quaisquer serviços locais, interurbanos ou internacionais, têm

níveis mais altos de eficiência que os países que, ou privatizaram há pouco, ou

permitiram competição. Como resultado, nos países que privatizaram suas

redes e não permitem competição em serviços básicos, podem não garantir

tarifas mais baixas na utilização ou expansão de rede, ao contrário, se eles

também tinham permitido competição, há prováveis perdas de eficiência

técnicas.

Áreas para pesquisa adicional incluem várias possibilidades.

Primeiro, uma análise mais detalhada de como as privatizações ocorreram

permitiria investigação qualitativa e quantitativa que pode ajudar a explicar os

resultados obtidos no trabalho. Isto permitiria analisar os fatores adicionais,

como o tipo de regulamento que é aplicado à empresa recentemente

privatizada, se o balanceamento das tarifas aconteceu antes da privatização e

se havia compromissos no contrato de concessão que requereram aumento

significativo em linhas. Segundo, usar variáveis que mensurem o processo de

concorrência, possibilitando identificar se o grau de competição no mercado

seria um modelo frutífero. Finalmente, calculando produtividade de fator total,

(45)

Röller e Waverman (2001) investigam como a infra-estrutura de

telecomunicações afeta o crescimento econômico, usando dados de 21 países

da OECD, por um período de 20 anos, para examinar os impactos que o

desenvolvimento nas telecomunicações podem ter tido. Calcula-se um modelo

juntamente com uma função de produção para o investimento em

telecomunicação, encontrando-se evidência de uma ligação de causalidade

positiva significante. De forma interessante, a massa crítica parece estar a um

nível de infra-estrutura de telecomunicações que é próximo do serviço

universal.

Uma medida de demanda de telecomunicações é modelar ambos: a

demanda e a provisão para telecomunicações. A equação de função de

produção agregada é, então, como segue:

Inyitikxit +δ′jdit′ +viit, (26)

GDPit= f(Kit,HKit,TELECOMit,t). (27)

TELECOMit=h(GDPit /POPit,TELPit). (28)

Investimento:

TTIit=g(TELPitZit). (29)

Infra-estrutura:

(46)

O coeficiente em TELECOM na equação (30) serve para a

estimativa da relação causal entre a infra-estrutura de telecomunicações e a

produção econômica, bem como para diferenciar os dois efeitos, isto é, a

elasticidade de renda de infra-estrutura de telecomunicações e o impacto da

indústria de TELECOM no PIB.

Para a equação de demanda, a demanda efetiva é relacionada

significativamente inversa ao preço para telefonar. É calculada a elasticidade

de demanda e é significativamente maior que 1, demonstrando uma demanda

elástica. Relativamente ao efeito de renda, considera-se a demanda para

infra-estrutura de telecomunicações relacionada positivamente com o PIB real, com

a elasticidade de renda que é bastante grande e muito significante. Este achado

é importante, porque previamente discutimos que há causalidade entre

infra-estrutura de TELECOM e o crescimento, provavelmente por efeito de renda.

Donald e Sappington (1997) analisam os determinantes da escolha

entre regulação de tarifas e regulação de incentivos na indústria de

telecomunicações dos EUA. Constataram que o Estado é mais tendente a

selecionar regulação de incentivo: quando utilizou regulação de incentivo no

passado, e quando o lucro das firmas sob regulação “tarifa de retorno”

aumenta para acima da média da indústria.

A análise de Breslaw e Pizante (1989) em relação à demanda de

telecomunicação tem tradicionalmente estrutura de lag. A literatura explorada

pelos autores sugere que um lag de quatro trimestres seja suficiente para

abranger os efeitos de uma mudança de preço. O trabalho apresenta evidência

(47)

mais longo – talvez até vários anos. Primeiro, usando dados da Bell Canadá, é

mostrado que 75% do efeito é alcançado em nove trimestres para serviços

corporativos. Uma análise semelhante, que usa dados residenciais trimestrais e

modelagem, demonstrou que 95% dos efeitos aconteceram em 2,5 anos. O uso

de tal lag resulta em valores muito mais plausíveis para o coeficiente de

tamanho de mercado do que acontece em modelos com lags mais curtos.

Também é apresentada evidência baseada em resultados de pesquisa que

sugerem que os consumidores são geralmente bastante ignorantes acerca do

verdadeiro nível de preços de telecomunicação, e assim fornece algumas

conclusões sobre o comprimento desses lags.

Durante a última década, a prestação de serviços de

telecomunicação de voz no EUA mudou, de monopólio para um enorme grau

de competição. Como conseqüência, é diminuída a necessidade de

regulamentos assim que as regras severas de competição substituem as tarefas

previamente administradas pelo FCC e as comissões estatais. No Canadá, esta

liberalização aconteceu a uma taxa muito mais lenta, e, em razão disso, a

Canadian Radio Television and Telecommunications Commission (CRTC)

teve que desempenhar um papel muito mais ativo na determinação dos preços

dos serviços. Certamente, este pode não ser o melhor dos mundos, porém, uma

externalidade positiva da necessidade da Comissão em avaliar as

conseqüências das mudanças de taxa propostas é um cenário altamente

desenvolvido de modelos de demanda. Esses modelos foram desenvolvidos

pelo grupo de análise de demanda da Bell Canadá e também por

Telecomunicações de CNCP e terceiros interessados e colocados recentemente

sob escrutínio público durante estudos iniciais da CRTC para revisar as

(48)

monitorar seu progresso, desenvolvendo modelos de demanda para os

serviços.

Um dos pontos geralmente aceitos pelos vários modelos de

demanda de telecomunicações é "formação de hábito". Especificamente, um

ajuste completo para uma determinada mudança de preço leva tempo. As

razões por que tal ajuste não seja alcançado em um único período são

variadas: incluem restrições tecnológicas, rigidezas institucionais e

persistência de padrões de consumo habituais. Um modelo corretamente

especificado tem que responder por este elemento dinâmico, especificando

corretamente um processo lag – os mais comuns são o lag Koyck e o lag de

distribuição polinomial. Embora a estrutura de lag não requeira uma

especificação a priori do comprimento do lag, um comprimento entre 3 e 5

trimestres é especificado. O trabalho explora o argumento de que, pelo menos

em alguns setores, a estrutura de lag apropriada é maior – tipicamente da

ordem de três anos. Lags dessa ordem geram estimativas de elasticidade muito

diferentes, comparadas a modelos com lags mais curtos, não só para preço,

mas também para renda e tamanho de mercado. Além disso, as conseqüências

na renda de uma mudança de taxa são muito diferentes, não só por causa da

mudança do parâmetro de avaliação, mas também por causa da velocidade de

ajuste.

Durante a última década, houve um aumento significativo no nível

de competição no mercado de longa distância. Nos EUA, isto pode ser medido

diretamente em termos de mercado – em 1990, 755 operadoras compraram o

acesso da Bell Operating Companies, enquanto a AT&T levou 84% de todos

(49)

Canadá, com o serviço de mensagem de voz (MTS), oferecido em base de

monopólio pela Telecom Canada Members, a competição só pôde ser

averiguada pelo impacto colateral dos EUA, crescimento dos revendedores

canadenses e a presença aumentada da Unitel, o carrier comum alternativo.

Mesmo em um monopólio regulado, a competição resultou em queda do preço

real da intra-Bell MTS em 40%, entre 1987 e 1990. Considerando que as taxas

geralmente foram fixas significativamente acima do custo (e taxas de acesso

abaixo do custo), a conseqüência de tal pressão descendente nas taxas de MTS

é a redução da disponibilidade de subsídios cruzados para o acesso, resultando

em pressão maior nas taxas locais. Citando Bell Canada:

"Se a competição fosse introduzida em serviço de longa distância, a

receita da Bell Canada diminuiria, e o subsídio de serviços locais diminuiria.

As taxas locais muito provavelmente teriam que aumentar substancialmente".

Como se pode observar, a magnitude de tais aumentos depende, de forma

crítica, da disputa de receita que surge como conseqüência de uma redução em

taxas de MTS. As implicações políticas seguem diretamente.

O CRTC (órgão regulador) promoveu audiências em 1991 para

examinar um requerimento da Unitel Inc. para prover serviço de longa

distância. A Comissão tem que confrontar o fato de que qualquer "competição

total" é desejável, implicando que as taxas de longa distância devem cair

enquanto as locais aumentam, ou que algum grau de acordo é necessário, tal

que um concorrente novo também tem que fazer uma "contribuição" para

(50)

Um aumento significante da tarifa para serviço local é percebido

como politicamente inaceitável, tendo sérias conseqüências no bem-estar. Por

outro lado, uma contribuição significativa pelo concorrente novo pode resultar

em que tal entrada não será mais economicamente viável, o que corrói muitos

dos benefícios potenciais, estáticos e dinâmicos da competição. A avaliação

dos custos de cada uma dessas eventualidades depende crucialmente do grau

de disputa de receita que seria o resultado de uma redução da taxa de MTS. Se

MTS é não-elástico, e a velocidade de ajuste é rápida, então uma redução

grande de taxa resultará em uma redução de receita significativa e imediata.

Reciprocamente, se MTS é elástico, e/ou a velocidade de ajuste é baixa, então

uma redução grande de taxa pode traduzir em uma redução de receita muito

mais limitada, ocorrendo em um período maior de tempo.

Para investigar a estrutura de defasagem, os modelos convencionalmente

definidos devem calcular o tamanho de mercado.

Log (Q) = α + βlog(p) + τlog(y) +δlog(M) (30)

Demanda de Serviço de Telex Nacional – um Estudo Econométrico:

A seguir, seguem os resultados obtidos pelo método dos mínimos

quadrados ordinários, em relação ao trabalho de Arteiro (1987), acerca da

demanda de serviços de Telex Nacional, para um espaço amostral variando

entre abril de 1980, e março de 1985. Todas as variáveis utilizadas foram

(51)

Tabela 1: Demanda Desejada por Mensagens

Na tabela anterior, destaca-se que a inclusão das onze dummys não

provocou efeitos significativos nos resultados da equação, tendo a variável e

os empréstimos bancários demonstrado ser um bom indicador do nível de

atividade produtiva dos usuários. Conseqüentemente, selecionamos a primeira

equação como aquela que apresentou os melhores resultados, tanto quanto aos

valores das estatísticas t-student, quanto ao valor apresentado pelo coeficiente

de determinação e pelo teste de Durbin Watson. Adicionalmente, os sinais dos

coeficientes estimados por esta equação são os previstos pela Teoria

Econômica.

Ainda dentro do item de Demanda por Mensagem, foram realizados

alguns testes com a equação de pulsos por terminal. Para tanto, utilizamos as

mesmas variáveis explicativas testadas na equação anterior.

Nesta equação, a variável terminais ativados assume um papel que

Imagem

Tabela 1: Demanda Desejada por Mensagens
Tabela 2: Demanda Desejada por Terminais
Gráfico 1: Terminais fixos – milhões
Gráfico 3: Taxas de crescimento - pulsos
+7

Referências

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