A INFLUÊNCIA DA PRÉ-ESCOLA NO DESENVOLVIMENTO PSICOMOTOR DA CRIANÇA
LINDETE DE AZEVEDO NASCIMENTO - [email protected]
RESUMO
O trabalho aqui descrito tem por objetivo apontar algumas contribuições de se utilizar a psicomotricidade na educação infantil, bem como verificar se de fato tais atividades são oferecidas de maneira satisfatória dentro dos centros de educação infantil na cidade de Anápolis – Goiás. Para tanto, buscou-se estudar alguns autores como, Samantha Cristina Macedo Périco, Geraldo Peçanha de Almeida, Adriana Falcão Duarte e Fátima Alves, que trazem em suas obras contribuições sobre o desenvolvimento integral de crianças, através da psicomotricidade. Além disso, também foram realizados questionários e aplicados a quatro professoras que atuam na Educação Infantil da rede municipal de ensino. Outro instrumento de análise, foram os vídeos-aulas ministradas por tais professores no período da pandemia e isolamento social que ocorre no mundo todo no ano de 2020. A partir disso, constatou-se que há uma preocupação por parte da equipe gestora e professores em oferecer atividades psicomotoras, uma vez que há um reconhecimento da sua importância e são realizadas tais atividades com frequência, mesmo se tratando de aulas na modalidade a distância.
Palavras-Chave: Educação infantil. Psicomotricidade. Desenvolvimento humano.
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INTRODUÇÃO
Sendo a psicomotricidade o estudo do corpo em movimento e em sua amplitude abrange os aspectos físicos (movimentos e força); aspectos emocionais e cognitivos, a educação infantil pode favorecer o desenvolvimento psicomotor ao proporcionar atividades lúdicas que levem a criança a experimentar e vivenciar movimentos e interações de forma livre e também mediada. Desse modo, a pesquisa que se propõe aqui, visa verificar e apontar, além de sua relevância, segundo autores como, Fátima Alves (2012 e 2016), Samantha Cristina Macedo Périco (2017), Adriana Falcão Duarte (2015), entre outros, as contribuições da psicomotricidade na educação infantil e para entender como são realizadas as ações que
ARTIGO CIENTÍFICO
contemplam o desenvolvimento motor das crianças na rede municipal de ensino de Anápolis – Goiás.
Na educação infantil deve se priorizar o explorar, descobrir e experimentar com significado. O desenvolvimento psicomotor não está ligado a práticas tradicionalmente escolares, afinal, muitas crianças que não frequentam a educação infantil desenvolvem habilidades motoras ao subir e descer de árvores ou correr em brincadeiras tradicionais. A escola precisa ressignificar seus espaços e práticas a partir de atividades que sejam realmente significativas.
Visto isso, o objetivo dessa pesquisa é verificar e apontar as contribuições da psicomotricidade na educação infantil, uma vez que as expectativas em torno do tema são bem positivas. Tendo em vista a importância desse desenvolvimento se torna imprescindível que professores, pais e sociedade interajam e conheçam o assunto em questão, para oferecer com qualidade tais atividades, bem como possibilitarem a participação de todos, em busca de construir uma sociedade mais justa.
A partir da inquietude de quais fatores podem ser transformados a fim de favorecer o desenvolvimento integral do ser humano, objetiva-se confirmar com a pesquisa se os Centro Municipal de Educação Infantil (CMEIs) oferecem às suas crianças de forma ampla e adequada essas atividades, que promovam o desenvolvimento das habilidades motoras com as crianças pequenas na Educação Infantil em Anápolis – Goiás. Cabe, então, apontar as expectativas que é interpelado pelo desejo de que com os resultados deste estudo, possa ampliar os conhecimentos sobre a importância da psicomotricidade, bem como saber como isso funciona nos CMEIs da rede municipal em Anápolis.
Dessa forma, este artigo traz informações que versam sobre concepções de psicomotricidade, dando uma breve explicação dos fatores relevantes a respeito do que é psicomotricidade. Em seguida, as aprendizagens a partir da psicomotricidade, fala-se de quais habilidades podem ser desenvolvidas ao fazer das atividades psicomotoras uma prática diária nas aulas da educação infantil, e não menos importante, tratará também da necessidade de se proporcionar um ambiente adequado para executar de modo eficiente tais atividades, ou os desafios para preparar o ambiente educativo.
Com a análise das entrevistas e observações, percebe-se que os professores pesquisados oferecem em suas aulas, atividades psicomotoras, deixando evidente que há uma preocupação com a formação global da criança. Um pensamento que vai de encontro com as
afirmações dos autores aqui estudados, pois, além de praticar a psicomotricidade é imprescindível que haja comprometimento dos profissionais da educação infantil. E isto foi evidenciado nas respostas do questionário e também nos vídeos apresentados, pois as mesmas se preocupam em dar a atividade adequada para a faixa etária e promovem práticas de brincadeiras em que as devolutivas demonstram que foram executadas conforme os objetivos estipulados para cada atividade.
1. Concepções de psicomotricidade e habilidades motoras
Sabe-se que nem sempre houve uma preocupação com a criança e seu desenvolvimento na infância. Levou muito tempo para que a sociedade e as políticas públicas dessem crédito a fatores que pudessem contribuir para que as crianças tivessem uma infância saudável e assim tornarem-se adultos mais completos. Durante muito tempo as instituições de ensino foram consideradas a escola da estática, em que os alunos eram quietos, cadeiras enfileiradas, em que se escrevia e lia, ou lia e escrevia (ensino tradicional).
Ao que tudo indica, hoje a realidade, não é mais mesma, já que cada vez mais é oferecido aos alunos um novo modelo de educação, que procura trabalhar além das habilidades cognitivas e não menos importantes, às habilidades motoras do ser humano.
Desenvolver-se integralmente (cognitivo, social, afetivo e motor) têm se tornado objetivo de grande parte das escolas, colocando como centro deste desenvolvimento a Educação Infantil.
Os CMEIs (Centro Municipal de Educação Infantil), que por vez eram conhecidos apenas como creches, tinham como função básica o cuidar. Dessa forma, poucas eram as preocupações em torno do desenvolvimento cognitivo ou motor das crianças. Mesmo nas creches acontecia o ensino tradicional, o qual era pautado em atividades repetitivas e à base de treinamentos diários.
Em 1998 surgiu o Referencial Curricular Nacional para Educação Infantil (RCNEI), cuja função era direcionar as práticas pedagógicas para as crianças pequenas. Dessa forma, seriam apresentados conteúdos de qualidade contribuindo para o crescimento saudável do corpo e mente e há uma mudança significativa em relação ao atendimento nas creches. O acesso passa a ser para todas as crianças, sendo respeitados e garantidos todos os seus direitos de aprendizagem nos campos cognitivos, físicos, emocionais, sociais e afetivo (DESPORTO, 1998).
No ano de 2017, é lançada a Base Nacional Curricular Comum ou BNCC, que oferece eixos norteadores que são as interações e brincadeira, seis direitos de aprendizagem que são:
conviver, brincar, participar, explorar, expressar e conhecer-se e os campos de experiência que são: o eu, o outro e o nós; corpo, gestos e movimentos; traços, sons, cores e formas;
escuta, fala, pensamento e imaginação; espaços, tempos, quantidades, relações e transformações. O campo corpo, gestos e movimentos destaca a importância das experimentações, pois sendo elas ricas e diversificadas em gestos, mímicas, posturas e movimentos expressivos constituem uma linguagem vital com a qual as crianças se expressam, se comunicam e elaboram conhecimentos sobre si e sobre o universo social e cultural. Sendo assim, fica bem evidente que é imprescindível o uso da psicomotricidade na educação infantil (TREVISAN, 2020).
A psicomotricidade é uma prática pedagógica que trabalha os movimentos físicos, a fim de melhorar o comportamento e fazer com que a criança interaja com o meio e harmoniosamente com o seu próprio corpo, contribuindo com os aspectos motor, cognitivo e afetivo da criança, ou seja, trata-se do desenvolvimento global. Sendo assim, há uma grande necessidade em praticar a psicomotricidade e seus fatores como lateralidade, organização, noção espacial e esquema corporal, pois o ato de se movimentar está diretamente ligado aos aspectos mentais.
Duarte (2015), declara que “a psicomotricidade é a ciência que estuda o homem através do seu corpo em movimento e em relação ao mundo interno e externo e, de suas possibilidades de perceber, atuar e agir com o outro, com os objetos e consigo mesmo”
DUARTE, 2015, p. 22). Essa concepção permite que se compreenda que desenvolvimento das habilidades motoras é um fator essencial para a vida do ser humano, ficando evidente que isso deve se dar na infância, para que ocorra de modo eficiente.
Para Alves, (2012), “os primeiros anos de vida têm uma importância capital: o desenvolvimento da inteligência, da afetividade, das relações sociais é tão rápido que sua realização determinará em grande parte as capacidades futuras” (ALVES, 2012, p. 21). O trabalho com os movimentos deve ser realizado de acordo com as etapas da vida, por serem distintos em cada fase. Outro fator relevante é que habilidades não desenvolvidas na infância perduram para a fase adulta, pois a criança que não expressa seus anseios através das brincadeiras, pode tornar-se um adulto cheio de entraves, como ter dificuldades em expor suas
ideias e executar movimentos, e este último se torna evidente, pois o corpo fala através dos movimentos corporais.
Esse fator deixa ainda mais evidente a relevância das práticas psicomotoras logo nos primeiros anos da criança, uma vez que é importante que a criança tome consciência do seu próprio corpo para se reconhecer no outro, o que favorece o desenvolvimento psicológico, além de condicionar outras aprendizagens como, lateralidade, situar-se no espaço, dominar o tempo e adquirir habilmente a coordenação dos seus gestos e movimentos, assim desenvolve também o senso de responsabilidade, a solidariedade e o sentimento de justiça (ALMEIDA, 2014).
Reforça também a importância de se trabalhar os movimentos, principalmente pelo fato de que não é positivo pular etapas. Cada fase da vida da criança deve ser vivida, pois é essencial que as aprendizagens ocorram no tempo adequado. O uso e domínio do próprio corpo e seus movimentos permite à criança a exploração do mundo, tornando-se ponto de partida para absorção de novas aprendizagens. A falta de equilíbrio e domínio do corpo poderá acarretar prejuízos para o desenvolvimento infantil, pois isso fará com que o sujeito desacredite de si mesmo, uma vez que diversas habilidades motoras são necessárias para o sucesso escolar.
Sendo assim, percebe-se que a psicomotricidade envolve os aspectos emocionais; ou os sentimentos e as emoções. Os aspectos cognitivos; ou o processamento das informações, os quais estão relacionados à atenção, concentração, memória, aspectos sequenciais, questões auditivas e visuais, ou seja, todos os fatores ligados à aprendizagem.
Périco (2017) afirma que:
A psicomotricidade possui fundamentação numa concepção unitária de pessoa;
sendo assim, a educação fundamentada nesses princípios deve fornecer hábitos, ideias e sentimentos para formação da identidade e da personalidade, e possibilita a formação de pessoas com responsabilidade social, com maior capacidade de administração de suas emoções, com maior domínio e cuidado com o corpo, ou seja, favorece o desenvolvimento da sociedade, visto que, com seres mais maduros de maneira integral, o sistema é favorecido (PÉRICO, 2017, p. 27).
Isso possibilita ao ser maiores oportunidades para conviver e participar da sociedade em que vive de forma mais efetiva, consciente de suas atitudes e escolhas, podendo transformar a comunidade da qual faz parte. Desenvolver-se integralmente proporciona compreender e lidar com sentimentos bons e ruins, facilitando harmonia nas vivências.
Para Périco (2017, p.16), “uma perspectiva psicomotora coloca o movimento humano como mediador do conhecimento, sendo instrumento de criatividade, expressão de si mesmo, releitura do real, obtenção de informação do mundo externo”. No entanto, percebe-se que não é comum proporcionar às crianças momentos de livre interação com os demais e o ambiente.
No entanto, há que se notar que são nos momentos de livre expressão do movimento que se vai construindo uma aprendizagem global.
Por meio do corpo, dos movimentos e das interações é que a criança adquire habilidades fundamentais para que cresçam saudáveis, tornando-se necessário o estímulo do desenvolvimento físico atrelado ao intelectual. Uma vez que na exploração dos movimentos experimentam diversos sentimentos, alegria, prazer em ganhar, frustrações em perder ou demorar em conseguir realizar algo e isso influenciará no processo de aprendizagem, notadamente com melhor aproveitamento (PÉRICO, 2017).
Isso indica que quando o indivíduo toma consciência do próprio corpo e é capaz de reconhecer suas possibilidades e limitações, coordena seu esquema corporal, de modo seguro, eficiente e ágil, sendo que aquele que é desajeitado e incoordenado, acaba sendo prejudicado efetivamente.
2. Aprendizagens a partir da psicomotricidade
Atuar na educação infantil utilizando a psicomotricidade é garantir aos alunos diversas possibilidades. Sujeitos com suas capacidades e habilidades bem desenvolvidas cooperam para o bem comum, uma vez que pessoas capazes de controlar suas emoções, admitir positivamente as frustrações da vida, respeitar a si mesmo e ao outro e aceitar as diferenças, contribuem para que a sociedade seja mais humana.
Tendo em vista que atualmente às crianças passam a maior parte do tempo dentro de suas casas, limitadas a computadores, celulares e outras tecnologias, distanciando-se cada vez mais das brincadeiras que utilizam os movimentos, as criações e as relações, a escola deve suprir tais necessidades e é a educação infantil que deverá ter o compromisso com a formação e o desenvolvimento global em suas dimensões intelectual, física, afetiva e social.
A infância é a base de várias outras experiências que serão vivenciadas durante a vida de uma pessoa e sabendo disso o professor de educação infantil deve ter a convicção de que trabalhar a psicomotricidade não é apenas um momento para brincar, mas sim uma
oportunidade para oferecer uma formação que irá preparar o indivíduo para um bom desempenho social.
A psicomotricidade irá influenciar através das experiências e das práticas vivenciadas pela criança o reconhecimento do seu esquema corporal, facilitará o engajamento social, reconhecer-se-á dentro do espaço em que vive, aprenderá a trabalhar em equipe, obedecerá às regras, expressara-se melhor, diminuirá a agressividade, melhorará os relacionamentos e o equilíbrio mental, além de tantos fatores que contribuirá para a valorização da identidade e autoestima da criança, aliando pensamento e ação.
Alves (2016) compreende que:
A criança tem de brincar para conhecer e vivenciar aquilo que não queremos que ela esqueça e isto deve acontecer desde cedo na escola, mais precisamente, no maternal e na pré-escola. Imobilizar uma criança é desperdiçar o compromisso de querer que ela aprenda. Um período da vida da criança, onde ela deve viver intensamente, é a primeira infância, e devemos oferecer como professores, situações desafiadoras aos nossos alunos. Dessa forma, a criança conseguirá aprender e passará a ter vontade de buscar respostas. Podemos deixar a criança nesse período brincar, se soltar, isso é aprendizagem (ALVES, 2016, p. 42).
Desse modo, para que o desenvolvimento seja integral, é preciso ampliar os repertórios, oferecendo aos estudantes, oportunidades de interação com diferentes linguagens de maneira articulada. O professor como educador deverá garantir a intencionalidade das atividades planejadas, observando como a criança está realizando tais atividades e saber constantemente onde cada aluno se encontra, afim de regular o percurso educativo de acordo com isso (ALVES, 2016).
Promover a interação, brincadeiras, jogos, momentos lúdicos e desafiadores, práticas diversificadas servem como estímulo para novas descobertas e aprendizagens. As habilidades adquiridas a partir da psicomotricidade permitirão maior facilidade no engajamento das séries seguintes, bem como nas suas relações com o outro, o ambiente, os objetos e vivências sociais.
3. Os desafios para preparar o ambiente educativo
Para se obter melhor aproveitamento e eficácia em qualquer atividade diária, seja no trabalho, ou nos afazeres domésticos é necessário se ter um planejamento, ou uma estratégia para agir de forma mais eficiente. Na escola não é diferente, pois o planejamento e
organização do ambiente educativo se tornam imprescindíveis, para possibilitar o uso de ferramentas e a utilização do tempo e espaço de modo produtivo.
E como há diversos fatores que favorecem, ou não o trabalho com a psicomotricidade, Almeida (2014), ressalta a importância de se criar um ambiente educativo adequado, a partir de fatores preponderantes, como a concepção, comportamento, compromisso, materiais e os espaços direcionados a esta prática. Para Almeida (2014);
A razão dos insucessos de muitas experiências educacionais pode estar na dificuldade de a escola construir ambientes educativos com as características peculiares de seu corpo docente, com as estruturas apresentadas por suas localidades e com recortes de cada método ou teoria de ensino em prol de sua escola (ALMEIDA, 2014, p. 20).
Muitas unidades escolares possuem diversidade de material, no entanto não existe qualidade nas atividades psicomotoras, pois muitas vezes essas atividades são realizadas apenas para passar o tempo, ou como brincadeira, e por falta de planejamento não há uma intencionalidade, fazendo-se necessário que por trás dos materiais exista um profissional, que seja capaz de usar, explorar e fazer interferências adequadas, buscando o desenvolvimento integral das crianças (ALMEIDA, 2014).
Sendo assim, é fundamental que o professor se familiarize com o local de trabalho, analisando todas as possibilidades dos espaços. É indispensável também, que se conheça a comunidade em que está inserido, bem como as crianças e suas necessidades sociais, motoras e afetivas.
Desse modo, para realizar um bom trabalho de psicomotricidade na educação básica é necessário que todo trabalho seja planejado pelo professor, tendo em vista que o profissional da educação precisa ter objetivos bem definidos e estes sejam conduzidos com responsabilidade, dinamismo e comprometimento. A concepção deve ser clara, a fim de alcançar o que se propõe (ALMEIDA, 2014).
Conduzir as crianças da educação infantil com muita responsabilidade é o primeiro passo para construir conceitos e atitudes significativas nas mesmas. Reconhecer as carências e buscar alternativas para que sejam capazes de atingir novos resultados é valioso e faz toda diferença, já que se torna perceptível que o engajamento profissional cria ambientes mais saudáveis.
Outro fator importante é o comportamento do professor, que deverá ser um constante observador que associa motricidade à afetividade, pois estes devem estar lado a lado.
Conduzir as diversas situações e saber fazer as intervenções necessárias ao invés de aplicar punições. Valorizar as relações vividas, bem como as relações com o outro, a fim de favorecer a humanização das crianças. Ter o compromisso em oferecer atividades que estejam de acordo com as necessidades da comunidade a ser atendida e melhorar sempre, qualificando a sua prática (ALMEIDA, 2014).
Além disso, sabe-se que aprender exige tempo, que precisa de muito esforço por parte da criança, reafirmando a importância de comunicar, encorajar, motivar e envolver-se como pessoa, e por causa disso há a necessidade de que o professor conheça, através das suas observações diárias, em que nível de desenvolvimento se encontra cada criança, e ofertar atividades adequadas; tendo em vista que é difícil para a criança superar emoções dolorosas, como as perdas, ou quando não conseguem realizar um desafio, tornando imprescindível a formação humana do professor, para que ele possa interferir com o intuito de amenizar tais fatores; angústia do fracasso e medo dos julgamentos fazem parte da vida humana, no entanto se tratando das crianças, devem ser observadas e cuidadas para não causar entraves futuros.
Ter em vista que é importante a utilização de material, no entanto, buscar alternativas com o que se tem. A partir das concepções e o conhecimento construído o professor poderá criar um rico ambiente educativo, ainda que os materiais não sejam os ditos apropriados.
Qualquer espaço físico pode se tornar um ambiente educativo, desde que o professor esteja preparado para oferecer as relações e atividades que estejam e sejam pensadas em privilegiar àquelas crianças (ALMEIDA, 2014).
Almeida (2014), afirma ainda que:
A criança vai encontrar uma porção de obstáculos pelo caminho. Estes obstáculos são bons momentos para que elas possam desenvolver mecanismos e ferramentas de inserção social. Mas nem só de perda, de problemas e de dores se constrói um homem forte. A alegria, a brincadeira e a ludicidade também fazem parte da construção do homem (ALMEIDA, 2014, p. 27).
Tendo a criança que passar por cada etapa da vida se torna necessário que estes momentos sejam realizados de forma lúdica, para que tenham prazer em aprender, respeitando sempre a idade própria para cada vivência e que não há necessidade de ultrapassar ou pular
alguma fase, pois é preciso que seu corpo e mente se desenvolvam de modo equilibrado (ALVES, 2016).
Isso reforça a importância de tornar o ambiente educativo um espaço que propicie a expressão das crianças, pois é neste local que ela fará suas criações e recriações através do faz de conta e de atividades que favoreçam seu pleno desenvolvimento. Significa também que será oportunizada a experimentar, testar, errar e tirar suas conclusões, pois lhe será oferecido à construção de suas próprias aprendizagens.
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
A pesquisa qualitativa foi idealizada para ser iniciada utilizando referências bibliográficas para mostrar a relevância do tema. Iniciou-se então, a fase dessa pesquisa tendo inspiração nas várias referências com autoridade para discutir o tema. Após isso, foi feito uma coleta de dados, que a princípio, seria realizada no próprio ambiente, em dois Centros de Educação Infantil, da rede municipal de ensino em Anápolis, um deles situado no bairro Viviam Parque e outro situado no bairro Jundiaí, que atende crianças de um a cinco anos, configurando uma amostra. No entanto, vivemos um momento inesperado, o qual nos fez buscar outros meios para findar a pesquisa proposta. Devido ao momento de pandemia (COVID 19) vivido em nosso país, e também no mundo, as escolas têm oferecido o ensino a distância, ou aulas remotas, desse modo, a coleta de dados se deu através de questionários realizados com quatro profissionais (professoras), de educação infantil do município de Anápolis, sendo duas funcionárias do bairro Viviam Parque e duas que trabalham no bairro Jundiaí e por questões de afastamento social, os questionários foram enviados via e-mail para cada uma delas.
A primeira etapa teve como ferramenta principal, as leituras falando sobre psicomotricidade (pesquisa bibliográfica). A outra parte (pesquisa de campo), foi elaborada de acordo com o problema e objetivos levantados no início da pesquisa. Sendo que para, aplicação do questionário, primeiramente, as professoras receberam um convite via Whatsapp com o intuito de verificar a disponibilidade de contribuírem com a pesquisa e após aceitarem, receberam o questionário por e-mail. Foi perguntado também, se as professoras estavam dispostas a enviar suas aulas semanais, para que fossem observadas as propostas, bem como
as devolutivas dos alunos, para de fato comprovar a efetividade das atividades psicomotoras que são realizadas e suas contribuições.
Recebidos, respondidos e devolvidos os questionários, bem como as aulas virtuais e suas devolutivas, iniciou-se o processo de leitura para comprovação da importância baseada nos autores estudados. A análise dos vídeos das aulas remotas mostrou o empenho, dedicação e seriedade com que as professoras ofereceram atividades diversificadas de modo a atender as necessidades e o desenvolvimento integral das crianças. Diante disso, as análises baseadas nas respostas de um questionário contendo 16 perguntas, sendo subjetivas e discursivas foram apresentadas em forma de texto.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Os resultados aqui mensurados foram coletados a partir de questionários enviados via e-mail e devolvidos do mesmo modo e através de vídeo-aula, enviados pelas professoras pesquisadas. As aulas online variam o tempo de acordo com a necessidade observando os conteúdos, sendo que os Centros de Educação Infantil em que foram realizadas as análises o planejamento contempla toda a rotina; calendário, chamadinha, janelinha do tempo, alfabeto, formas geométricas, numerais, o tema semanal e uma atividade diária, que pelo menos uma vez na semana precisa ser psicomotora.
A partir desse cenário, o questionário foi aplicado a quatro professoras, ambas do infantil V, pré-escola (antigo jardim II) em um centro de educação infantil da rede pública de Anápolis, sendo que três delas com idade entre 40 e 50 anos e uma entre 30 e 40 anos. Todas com formação em pedagogia e três pós-graduadas. Duas dessas professoras exercem a profissão a menos de dez anos e duas a mais de dez anos. As quatro consideram importante a formação continuada devido a fatores como; melhorar a didática, por adquirir maior propriedade na hora de transmitir o conteúdo, aprimoramento pessoal e profissional e o fato da descoberta de novas maneiras de planejar, ensinar, organizar o conhecimento, de avaliar e de se relacionar com o aluno.
Quando perguntadas sobre as leituras realizadas sobre o assunto em questão, duas responderam que leram mais de uma obra sobre psicomotricidade e duas disseram que realizaram a leitura de apenas um livro. Concordam entre si sobre a importância de se realizar
atividades psicomotoras pelo menos três vezes na semana e relatam que nas unidades em que trabalham a coordenação pedagógica exige que essas atividades ocorram de forma efetiva e frequentemente. Para melhor analisar os resultados e preservar a identidade dos sujeitos da pesquisa, as professoras, serão identificadas pelas siglas: “A, H, R e V”.
Em relação à professora A, ela se sente preparada para contribuir com a formação global ou integral dos seus alunos, por ser uma professora pesquisadora e porque está sempre aprimorando os seus conhecimentos com cursos e pós-graduações a fim de se tornar uma profissional de excelência. A professora H, se sente preparada pelo fato de se preocupar com as atividades propostas, pesquisando e adequando-as a realidades e necessidade das crianças.
A professora R, acredita que já faz parte da sua rotina e prática escolar a utilização de atividades psicomotoras e sempre as utiliza em suas aulas e acrescenta que se tornou natural introduzi-las em suas aulas, pois reconhece a sua importância. A professora V, complementa falando sobre a importância de se preocupar com a individualidade de cada aluno, repensando a organização dos espaços e conteúdos. Acrescenta ainda que a formação integral vai além da escola, e tem que haver parceria entre as famílias, a escola e a comunidade.
Duarte (2015) oferece um acréscimo ao pensamento da professora V, ressaltando as possibilidades de desenvolvimento a partir da psicomotricidade, a importância do papel do meio escolar e assegura que os pais não podem se isentar da sua responsabilidade como educadores, pois os princípios de convivência devem ser ensinados às crianças por seus genitores ou responsáveis;
A educação psicomotora deve ter por objetivo inicial ensinar a criança ficar sentada, adquirir boa postura, ouvir, etc., posteriormente, será atingir a capacidade de receber ordens, concentrar-se, usar a memória, executar tarefas do começo ao fim. O progresso pode ser lento, mas o objetivo principal é o de não deixar lacunas entre as etapas de desenvolvimento. A educação psicomotora na idade escolar necessita da ajuda educativa dos pais, e do meio escolar não para simplesmente ensinar comportamentos motores, mas permitir-lhe exercer a sua função de ajustamento, individual ou com outras crianças (DUARTE, 2015, p. 108).
Foi perguntado também se ao longo do ano letivo são perceptíveis algumas mudanças nos comportamentos e/ou movimentos que sejam referências psicomotoras e a citação de alguns exemplos. A professora A respondeu que ao longo do ano letivo trabalhar a psicomotricidade promove às crianças um bom desenvolvimento e que são nítidos os avanços na coordenação motora grossa e fina, fator que contribuirá na escrita na fase da alfabetização.
Além disso, possibilita para que a criança seja mais criativa, dinâmica, concentrada, com mais responsabilidades e empatia pelo outro.
Mais uma vez, se reforça a necessidade das atividades psicomotoras, uma vez que não havendo o desenvolvimento de tais habilidades, será dificultado o engajamento da criança na alfabetização. Oportunizar que as crianças adquiram tais experiências se torna imprescindível na educação infantil. Duarte (2015), também faz tal associação:
A pré-escola deve oferecer condições para que as crianças desenvolvam harmoniosamente suas potencialidades; estimulem seu desenvolvimento físico, afetivo, emocional e social; adquirir habilidades necessárias para a aprendizagem da leitura, escrita e cálculo; despertar a criatividade como auto expressão; propiciar a interação com as crianças e os adultos com os quais convive; desenvolver o senso crítico, para que a criança possa agir e encontrar soluções adequadas para as situações cotidianas (DUARTE, 2015, p. 80).
Isso irá corroborar com as demais respostas das professoras, primeiro a H, que enfatiza a consciência corporal, destreza ao caminhar e realizar outros movimentos, sejam eles de natureza da coordenação grossa ou fina, equilíbrio, a socialização, afeto e o intelecto como mudanças relevantes no decorrer do ano. Em relação a professora R, menciona-se a capacidade de comunicação e socialização, e também cita que as crianças aprendem a expressar seus desejos e necessidades de forma eficiente e se permitem lançar em novos desafios, além de aprenderem de forma mais rápida. Por outro lado, a professora V, acrescenta que a função motora, o desenvolvimento intelectual e afetivo está intimamente relacionado. E por meio das atividades psicomotoras desenvolvem-se as capacidades sensoriais, perceptivas e motoras, proporcionando melhor coordenação e auxiliando no processo de ensino aprendizagem.
Isso mostra que a atuação consciente do professor, possibilita grandes aprendizagens, pois o professor como mediador deve garantir a intencionalidade educativa e para tanto se faz necessária uma formação sólida que possibilite uma reflexão contínua sob sua ação pedagógica e desse modo garantir condições para que haja desenvolvimento integral.
Para finalizar, foi pedido que dessem exemplos de atividades psicomotoras que aplicam e apontassem as habilidades desenvolvidas por meio delas. Foram sugeridas: dança e música: conhecimento do próprio corpo. Circuito com obstáculos: atenção, equilíbrio, lateralidade e controlar as emoções. Corrida: coordenação motora e equilíbrio. Atividades com prendedores e transferência de objetos: movimento de pinça, controlar força e
movimento. Brincadeiras com músicas e bolas: controlar o ritmo, agilidade, reflexos e lateralidade. Brincadeira corre cotia: atenção, coordenação motora ampla, velocidade e agilidade. Morto-vivo: atenção, agilidade, coordenação motora ampla, pular corda:
coordenação motora ampla, esquema corporal, orientação espacial e temporal, equilíbrio, lateralidade e tônus muscular.
Os exemplos demonstram que não são apenas atividades altamente elaboradas que beneficiam as vivências e desenvolvimento de habilidades, mas também as brincadeiras e atividades que utilizam recursos de baixo custo favorecem de forma eficaz o aprimoramento de habilidades significativas.
Com base nos vídeos apresentados e baseados na quantidade de alunos por turma, percebe-se que a participação dos alunos costuma variar, pois não realizam todas as atividades propostas, mas independente das participações, o plano de aula é executado com as devidas mediações e intervenções das professoras, sendo que elas dispõem de tempo para atender as dúvidas das crianças e pais. As atividades seguem como no modo presencial, buscando ampliar o grau de dificuldade para que ocorra avanço na aprendizagem, sendo perceptível o prazer com o qual as crianças participam das atividades psicomotoras, demonstrando entusiasmo e interesse, além disso, exploram as possibilidades do ambiente e experimentam as ações fazendo descobertas com significado.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Levando-se em consideração os aspectos e resultados encontrados por meio dessa pesquisa,pode-se dizer que nem sempre a psicomotricidade foi uma preocupação na educação infantil, ou até mesmo nas séries seguintes. O fato é que a educação vai se transformando, no entanto a passos lentos. O importante é que devido a vários avanços, hoje se percebe que há uma preocupação maior em relação ao desenvolvimento integral da criança. Isso porque é perceptível que a educação não se trata apenas de fazer com que os indivíduos aprendam a ler e escrever, mas também adquirir conhecimentos e habilidades úteis à sua atuação efetiva na sociedade em que vive.
Depois de apontadas as contribuições da psicomotricidade para o desenvolvimento infantil verifica-se que de fato, tais atividades são oferecidas e realizadas na educação infantil em Anápolis, e o que eram apenas expectativas tornaram-se ao longo de toda a pesquisa elementos evidentes, demonstrando tanto, a importância das práticas psicomotoras, quanto o
envolvimento das professoras, pois elas oferecem atividades diversificadas, de acordo com a faixa etária das crianças.
No entanto, fica para uma próxima análise, verificar como as práticas psicomotoras ocorrem no modo presencial, tendo em vista que as aulas online não atingem a todo o público da educação infantil. De fato, ocorrem nas aulas remotas, mas fica ainda uma inquietude sobre com qual frequência ocorrem presencialmente, já que através dos vídeos outros fatores devem ser levados em consideração (como a disponibilidade dos pais ou responsáveis, o modo de aplicabilidade, entre outros), e também como é a disponibilidade e intervenções das professoras durante a realização das atividades.
A partir das respostas adquiridas através do questionário e da observação das vídeos- aulas ficou evidenciado que o problema levantado no início da pesquisa foi comprovado através das referências bibliográficas, que as escolas devem sim, oferecer atividades que promovam o desenvolvimento das habilidades motoras para as crianças pequenas, pois segundo os autores estudados é imprescindível o uso da psicomotricidade na educação infantil.
Os objetivos elencados foram alcançados, pois foi verificado e apontadas as contribuições da psicomotricidade na educação infantil, investigou-se também que as práticas psicomotoras realmente ocorrem de maneira eficaz, mesmo não sendo diariamente, entendendo o cenário atual de aulas remotas. Analisou-se nas vídeo-aulas que as profissionais da educação infantil oferecem atividades psicomotoras às crianças e foram identificadas de que maneira os jogos, brinquedos e brincadeiras são oferecidos para favorecer o desenvolvimento psicomotor, no entanto, não se pode afirmar que tais atividades são realizadas do mesmo modo em que ocorre nos Cmeis, isso porque as professoras contam com o auxílio dos pais que por vezes podem não utilizar a mesma mediação e interferências.
Tendo em vista que a metodologia aplicada foi suficiente para a obtenção dos resultados. Desse modo, fica ainda mais explícito a necessidade de enriquecer as aulas na educação infantil proporcionando tarefas desafiadoras, uma vez que saber escolher as atividades de aprendizagem é uma competência essencial. Ter atitudes responsáveis com o outro, afetividade e escuta atenta para perceber as necessidades infantis, garantindo aos alunos diversas possiblidades para que se desenvolvam como pessoa e se sintam plenos e felizes.
ABSTRACT
The work described here aims to point out the importance of using psychomotricity in early childhood education, as well as verifying whether in fact such activities are offered satisfactorily within early childhood education centers in the city of Anápolis - Goiás.
Therefor, we sought to study some authors who bring contributions in their works on the integral development of children, through psychomotricity. In addition, questionnaires were also carried out and applied to four teachers who work in Early Childhood Education in the municipal school system. Another instrument of analysis was the video-classes taught by such teachers in the period of the pandemic and social isolation that occurs worldwide in the year 2020. From this, it was found that there is a concern on the part of the management team and teachers in offering psychomotor activities, since there is a recognition of its importance and such activities are carried out frequently, even in the case of distance classes.
Keywords: Early childhood education. Psychomotricity. Human development.
REFERÊNCIAS
ALVES, Fátima – A infância e a psicomotricidade: a pedagogia do corpo e do movimento.
Prefácio de Vitor da Fonseca. RJ: Wak Editora, 2016.
ALVES, Fátima – Psicomotricidade: corpo, ação e emoção – Rio de Janeiro: Wak Editora, 2012.
ALMEIDA, Geraldo Peçanha de, Teoria e prática em psicomotricidade: jogos, atividades lúdicas, expressão corporal e brincadeiras infantis. 7. Ed. RJ: Wak Editora, 2014.
DESPORTO, B. M. (1998) REFERENCIAL CURRICULAR NACIONAL PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL. Acesso em 22 de dezembro de 2020, disponível em SLIDESHIRE: pt. Slideshare.net/Mirabenvenuto/referencial-curricular-nacional-para-a- educação-infantil-vol-1-rcnei-vol1
DUARTE, Adriana Falcão – Psicomotricidade e suas implicações na alfabetização. Ed.
São Paulo: All Print Editora, 2015.
PÉRICO, Samantha Cristina Macedo – Crescer brincando brincar para crescer:
contribuições da psicomotricidade e da ludicidade para o desenvolvimento infantil / Coautores: Lia Regina Conter, Gabriela Aparecida de Assis. 1.ed. – Curitiba: Appris, 2017.
TREVISAN, R. (2020). O QUE SÃO OS CAMPOS DE EXPERIÊNCIA DA EDUCAÇÃO INFANTIL. Acesso em 22 de dezembro de 2020, disponível em NOVA ESCOLA: https://novaescola.org.br/
APÊNDICE
QUESTIONÁRIO/ENTREVISTA
Objetivo Geral
Verificar e apontar as contribuições da psicomotricidade na educação infantil para entender como são realizadas as ações que contemplam o desenvolvimento motor das crianças na rede municipal de ensino de Anápolis - Go.
DADOS DO ENTREVISTADO 1- Sexo: ( ) Feminino
( ) Masculino
2- Idade:
( ) 20 a 30 anos ( ) 30 a 40 anos ( ) 40 a 50 anos
3- Formação acadêmica: __________________________________________________
4- Alguma especialização qual (is)? _________________________________________
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5- Tempo de Profissão:
( ) menos de 10 anos ( ) 10 anos ou mais
PERGUNTAS RELACIONADAS A FORMAÇÃO CONTINUADA 6- Você possui formação continuada na área da educação?
( ) Sim
( ) Não
7- Você considera importante o aprimoramento da formação do professor:
( ) Sim ( ) Não
8- Na sua opinião qual a relevância da formação continuada para a prática educacional em sala de aula:
( ) Melhora na didática
( ) Maior propriedade na hora de transmitir o conteúdo ( ) Aprimoramento pessoal
( ) Aprimoramento profissional
( ) Outra. Qual? ________________________________________
9- Realizou alguma leitura sobre psicomotricidade nos últimos meses:
( ) Sim, apenas um livro.
( ) Sim, mais de um livro.
( ) Não.
10- Acha importante desenvolver atividades psicomotoras?
( ) Sim, sempre.
( ) Não.
( ) De vez em quando.
11- Quantas vezes por semana são realizadas as atividades psicomotoras:
( ) Uma vez.
( ) 2 a 3 vezes.
( ) Todos os dias.
12- A coordenação pedagógica exige de forma efetiva que ocorra as atividades de psicomotricidade:
( ) Sim.
( ) Não.
( ) As vezes.
13- Você se sente preparada (o) para contribuir para a formação global ou integral das crianças?
( ) Sim ( ) Não
Por quê? ___________________________________________________________________
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14- O que se espera com realização da psicomotricidade?
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15- Ao longo do ano letivo são perceptíveis algumas mudanças nos comportamentos e/ou movimentos que sejam referências psicomotoras? Cite algumas.
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16 – Descreva algumas atividades realizadas e as habilidades que devem ser adquiridas em cada uma delas.
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