Custos em Serviços
Prof°: Paulo Zenha
Contabilidade de custos
Contabilidade de Custos é a parte da ciência contábil
que se dedica ao estudo racional dos gastos feitos para
se obter um bem de venda ou de consumo, quer seja
um produto, uma mercadoria ou um serviço.
Contabilidade de custos
A contabilidade de custos pode ser definida como um específicos,
conjunto de
escrituração baseados em
apoiada por registros
regular de suporte
(contábil) e
(planilhas, rateios, cálculos, mensurar e elementos
controles)
informar utilizados
os custos para identificar,
das vendas de produtos, mercadorias e serviços
Contabilidade de custos
A Contabilidade de Custos nasceu da Contabilidade Financeira, quando da necessidade de avaliar estoques na indústria, tarefa essa que era fácil na empresa típica da era do mercantilismo.
Seus princípios derivam dessa finalidade primeira e, por isso, nem sempre conseguem atender completamente a suas outras duas mais recentes e provavelmente mais importantes tarefas:
controle e decisão.
Contabilidade de custos
Contabilidade de Custos é o ramo da função financeira que acumula, organiza, analisa e interpreta os custos dos produtos, dos inventários, dos serviços, dos componentes da organização, dos planos operacionais e das atividades de distribuição para determinar o lucro, para controlar as operações e para auxiliar o administrador no processo de tomada de decisão.
ORIGEM ORIGEM ORIGEM
ORIGEM E E E E EVOLUÇÃO EVOLUÇÃO EVOLUÇÃO DA CONTABILIDADE DE CUSTOS EVOLUÇÃO DA CONTABILIDADE DE CUSTOS DA CONTABILIDADE DE CUSTOS DA CONTABILIDADE DE CUSTOS
A Contabilidade de Custos nasceu com a Revolução Industrial, e tinha como objetivos:
a)Avaliação de inventários de matérias-primas, de produtos fabricados e de produtos vendidos, tudo ao final de um determinado período.
Estoques iniciais (+) Compras (-) Estoques finais (=) Custo das Mercadorias
FINALIDADE DA CONTABILIDADE DE CUSTOS
A Contabilidade de Custos ocupa-se da classificação, agrupamento, controle e atribuição dos custos, sendo que os custos coletados servem a três finalidades principais:
a)Fornecer dados de custos para a medição dos lucros e avaliação dos estoques.
b)Fornecer informações aos dirigentes para o controle das operações e atividades da empresa.
c)Fornecer informações para o planejamento da direção e a tomada de decisões.
Nomenclaturas e Conceitos
• Gasto é o sacrifício financeiro com que a entidade arca para a obtenção de um bem
• Investimento é o gasto ativado em função de sua vida útil
• Custo é o gasto relativo ao bem ou serviço utilizado na produção
•
•
•
Nomenclaturas e Conceitos
• Despesa é o bem ou serviço consumidos direta ou indiretamente para a obtenção de receitas
• Desembolso é o pagamento resultante da aquisição do bem ou serviço
• Perdaé o bem ou serviço consumidos de forma anormal e involuntária
Nomenclaturas e Conceitos
• variabilidade
– Custos fixos independem do volume de produção
– Custos variáveis mantêm uma relação direta com o volume de produção
Nomenclaturas e Conceitos
• facilidade de alocação
– Custos diretos são aqueles que podem ser diretamente apropriados aos produtos
– Custos indiretos alocação tem de ser feita de maneira estimada
Nomenclaturas e Conceitos
• auxílio à tomada de decisão
• – Custos não relevantes não se alteram, independendo da decisão tomada.
– Custos relevantes - diferenciais para subsídio à tomada de decisões.
– Custos de oportunidade - vantagens perdidas pelo
fato da empresa ter optado por um investimento ao
invés de outro
custos da qualidade
– – – –
Custos de prevenção –evitar defeitos Custos de Avaliação -verificação
Custos de Falhas Internas - detectadas Falhas Externas - devolução de produtos
Nomenclaturas e Conceitos
TERMINOLOGIA UTILIZADA
CUSTO DIRETO
É aquele que pode ser identificado e diretamente apropriado
a cada tipo de bem ou órgão ou objeto a ser custeado, no
momento de sua ocorrência, isto é, está ligado diretamente a
cada tipo de bem ou função de custo. É aquele que pode ser
TERMINOLOGIA UTILIZADA
CUSTO INDIRETO
São aqueles que apenas mediante aproximação podem ser atribuídos aos produtos por algum critério de rateio. São os materiais (como cola e verniz consumidos na fabricação de móveis) a mão de obra indireta (chefia, supervisão, operários que cuidam da manutenção de equipamentos) e os demais custos de fabricação (seguros, impostos, aluguel da fábrica).
TERMINOLOGIA UTILIZADA
CUSTO INDIRETO Exemplos:
1.mão-de-obra indireta: é representada pelo trabalho nos departamentos auxiliares nas indústrias ou prestadores de serviços e que não são
mensuráveis em nenhum produto ou serviço executado.
2.Materiais indiretos: são materiais empregados nas atividades auxiliares de produção, ou cujo relacionamento com o produto é irrelevante. São eles: graxas e lubrificantes, lixas etc.
3.Outros custos indiretos: são os custos que dizem respeito à existência do setor fabril. Exemplo: depreciação, seguros contra incêndios da fábrica, transporte e refeições da mão-de-obra etc.
TERMINOLOGIA UTILIZADA
CUSTOS FIXOS:
São aqueles que mantém um dimensionamento constante, independentemente do volume de operação, ou ainda, os custos de estrutura que permanecem período após período sem variações, não ocorrendo em conseqüência de variação no volume de atividade em períodos iguais.
TERMINOLOGIA UTILIZADA
CUSTOS VARIAVEIS:
São custos que variam de acordo com o objeto de custeio ou ainda,
em alguns casos que se modificam em função da variação do
volume/atividades das operações, ou seja, da variação na quantidade
SISTEMAS DE CUSTEIO
É um conjunto organizado, com objetivos definidos, de elementos interagentes e interdependentes que formam um todo.
Representa um conduto que recolhe dados em diversos pontos, processa-os e emite relatórios.
Custeio variável, absorção, ABC...
Esquema Básico de Custos
• Separação entre custo e despesa
• Apropriação dos custos diretos diretamente aos produtos
• Rateio dos custos indiretos
PROCESSO DE RATEIO DOS CUSTOS INDIRETOS
Receita
Resultado Indiretos diretos
Produto A
Produto B
Produto C Estoque
CMV Rateio
esquema básico de custos
Custos Despesas
CUSTEIO BASEADO EM CUSTEIO BASEADO EM CUSTEIO BASEADO EM CUSTEIO BASEADO EM
ATIVIDADES
ATIVIDADES
ATIVIDADES
ATIVIDADES
Introdução
Custeio baseado em atividades ou custeio ABC (Activity Based Costing) é um método de custeio que está baseado nas atividades que a empresa efetua no processo de fabricação de seus produtos. Esta é uma metodologia desenvolvida pelos professores americanos Robert Kaplan e Robin Cooper em meados da década de 80 (Harvard), voltada à análise de custos de atividades, seus direcionadores, objetos de custos focada para um tratamento especial de custos indiretos e sua junção com a metodologia: UP’ – Unidade de Produção© (UEP).
CUSTEIO ABC
O sistema de custeio ABC permite melhor visualização dos custos através da análise das atividades executadas dentro da empresa e suas respectivas relações com os objetos de custos permitindo aos gerentes uma atuação mais seletiva e eficaz sobre o comportamento dos custos da
organização.
Conceitos básicos
• O sistema de custeio baseado em atividades (ABC – Activity Based Costing) procura, igualmente, amenizar as distorções provocadas pelo uso do rateio.
• Atribui primeiramente os custos às atividades e posteriormente atribuir custos das atividades aos produtos.
• O fundamento básico deste sistema é a busca do princípio da causa, ou seja, procura identificar de forma clara, por meio de rastreamento, o agente causador do custo, para lhe imputar o valor.
Importância do ABC
• Proporciona informações gerenciais que auxiliam os tomadores de decisão.
• Por exigir controles pormenorizados, proporciona o
acompanhamento e correções devidas nos processos internos da empresa, ao mesmo tempo em que possibilita a implantação e o aperfeiçoamento dos controles internos da entidade.
IMPLEMENTAÇÃO DO ABC IMPLEMENTAÇÃO DO ABC IMPLEMENTAÇÃO DO ABC IMPLEMENTAÇÃO DO ABC
A implementação do ABC requer uma cuidadosa análise do sistema de controle interno da empresa. Sem este procedimento que contemple funções bem definidas e fluxo dos processos, torna-se inviável a aplicação do ABC de forma eficiente e eficaz. O ABC, por ser também um sistema de gestão de custos, pode ser implantado com maior ou menor grau de detalhamento, dependendo das necessidades de informações gerenciais para o gestor, o que está intimamente ligado ao ramo de atividade e porte da empresa.
Vantagens
• Informações gerenciais relativamente mais fidedignas por meio da redução do rateio;
• Adéqua mais facilmente às empresas de serviços, pela dificuldade de definição do que seja custos, gastos e despesas nessas entidades;
• Menor necessidade de rateios arbitrários;
• Atende aos Princípios Fundamentais de Contabilidade (similar ao custeio por absorção);
• Obriga a implantação, permanência e revisão de controles internos;
• Proporciona melhor visualização dos fluxos dos processos;
• Identifica, de forma mais transparente, onde os itens em estudo estão consumindo mais recursos;
• Identifica o custo de cada atividade em relação aos custos totais da entidade;
• Pode ser empregado em diversos tipos de empresas (industriais, comerciais e serviços, com ou sem fins lucrativos);
• Pode, ou não, ser um sistema paralelo ao sistema de contabilidade;
• Possibilita a eliminação ou redução das atividades que não agregam valor ao produto.
DESVANTAGENS DESVANTAGENS DESVANTAGENS DESVANTAGENS
• Gastos elevados para implantação;
• Alto nível de controles internos a serem implantados e avaliados;
• Necessidade de revisão constante;
• Leva em consideração muitos dados;
• Informações de difícil extração;
• Dificuldade de envolvimento e comprometimento dos empregados da empresa;
• Necessidade de reorganização da empresa antes de sua implantação;
• Dificuldade na integração das informações entre departamentos;
• Falta de pessoal competente, qualificado e experiente para implantação e acompanhamento;
• Necessidade de formulação de procedimentos padrões;
• Maior preocupação em gerar informações estratégicas do que em usá-las.
Custeio ABC
O Custeio ABC é dividido em duas partes ou seja em duas gerações:
1 – Visão exclusivamente funcional e de custeio dos produtos.
2 – Visão mais gerencial e voltada para contabilidade financeira.
Custeio ABC
1 º Passo – Identificação das Atividades Relevantes
Uma atividade é uma ação que utiliza recursos humanos, materiais, tecnológicos e financeiros para se produzir bens ou serviços.
No Custeio ABC o primeiro passo é identificar as atividades relevantes dentro de cada departamento.
Se a empresa possuir contabilidade por centro de custos o trabalho fica mais fácil, senão o trabalho será mais difícil e cansativo.
Custeio ABC
• Vamos começar no nosso exemplo levantando as atividades relevantes:
Departamentos Atividades
Compras Comprar Materiais
Desenvolver Fornecedores Almoxarifado Receber Materiais
Movimentar Materiais Adm. Produção Programar Produção
Controlar Produção
Corte e Costura Cortar
Costurar
Acabamento Acabar
Despachar Produtos
Custeio ABC
• 2º Passo – Direcionadores dos Custos
• Direcionador de custos é o fator que determina o custo de uma atividade.
• Como as atividades exigem recursos para serem realizadas, deduz-se que o direcionador de custos seja a verdadeira causa dos seus custos.
• Para efeito de custeio de produtos, o direcionador deve ser o fator que determina ou influencia a maneira como os produtos consomem as atividades
Custeio ABC
• A rigor existem dois tipos de direcionadores:
• PRIMEIRO ESTÁGIO Direcionadores de custos dos recursos.
• SEGUNDO ESTÁGIO Direcionadores de custos das atividades
Custeio ABC
• O Primeiro identifica a maneira como as atividades consomem os recursos e serve para custear as atividades.
• O segundo identifica a maneira como os produtos consomem atividades e serve para custear produtos
CARACTERIZAÇÃO DO PROBLEMA
APLICAÇÃO DO ABC À SOLUÇÃO DO PROBLEMA
• Identificação das atividades relevantes
• Atribuição de custos às atividades
• Identificação e seleção dos direcionadores de custos
• Atribuindo custos dos recursos às atividades no modelo apresentado
• Atribuição dos custos das atividades aos produtos
Identificação das atividades relevantes
Atribuindo custos dos recursos às atividades no modelo apresentado
Atribuição dos custos das atividades aos produtos
Atribuição dos custos das atividades aos produtos
Atribuição dos custos das atividades aos produtos
Atribuição dos custos das atividades aos produtos
Atribuição dos custos das atividades aos produtos
Método Custeio Variável
Custo para Tomada de Decisão
Figura 3 – Representação do fluxo de recursos no sistema de custeio por absorção.
- Mão obra direta - Materiais diretos,
Custos Fixos
Estoques
• Custeio por absorção:todos os custos são considerados na produção, nos estoques e nos custos das vendas, quer sejam variáveis quer sejam fixos.
RESULTADO DAS VENDAS VARIÁVEIS
- MATÉRIA-PRIMA - MÃO-DE-OBRA
DIRETA - ENERGIA ELÉTRICA
(FORÇA) - COMBUSTÍVEIS DAS
MÁQUINAS FIXOS - MÃO-DE-OBRA
INDIRETA - DEPRECIAÇÃO -ALUGUEL- -ENERGIA ELÉTRICA CUSTOS DE
PRODUÇÃO
PRODUÇÃO EM ELABORAÇÃO
ESTOQUE DA PRODUÇÃO ACABADA
(-) C.P.V.
(=) RESULTADO BRUTO
VARIÁVEIS - DE VENDAS FIXAS
- ADMINISTRATIVAS - DE VENDAS DESPESAS
(-) DESPESAS DE VENDAS (-) DESPESAS
ADMINISTRATIVA S E DE VENDAS
LUCRO (=) RESULTADO
LÍQUIDO
Vantagens
Atende à legislação fiscal.
Desvantagens
A principal desvantagem do custeio por absorção consiste na utilização dos rateios, uma vez que dependendo do critério pode penalizar determinado produto e beneficiar outro.
Custeio Variável
É o método de custeio em que somente os custos claramente identificados com os produtos devem ser apropriados.
No processo de seleção e produção no sistema de custeio variável o fluxo dos componentes dos custos de produção são separados em dois grupos, os custos fixos e os custos variáveis,
Figura 4 – Representação gráfica do fluxo no custeio variável
- Mão obra direta - Materiais diretos, - Gastos gerais de
Fabricação
Processo Seleção e Produção
Custos Fixos
Custos Variáveis Estoques Resultado Do Período
Custeio variável: apenas os custos variáveis são considerados na produção, nos estoques e nos custos das vendas.
RESULTADO DAS VENDAS VARIÁVEIS
- MATÉRIA-PRIMA - MÃO-DE-OBRA DIRETA - ENERGIA ELÉTRICA (FORÇA) - COMBUSTÍVEIS DAS
MÁQUINAS CUSTOS DE
PRODUÇÃO
PRODUÇÃO EM ELABORAÇÃO
ESTOQUE DA PRODUÇÃO ACABADA
(-) C.P.V.
VARIÁVEIS - DE VENDAS
FIXAS - ADMINISTRATIVAS - DE VENDAS DESPESAS
(-) DESPESAS VARIÁVEIS DE VENDAS
(-) CUSTOS FIXOS DE PRODUÇÃO
LUCRO (=) RESULTADO
LÍQUIDO (=) MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO
(-) DESPESAS ADMINISTRATIVAS
(-) DESPESAS FIXAS DE VENDAS
FIXOS
- MÃO-DE-OBRA INDIRETA - DEPRECIAÇÃO - ALUGUEL - ENERGIA ELÉTRICA (ILUM) - SUPERVISÃO
Vantagens
Não esconde lucro no estoque e sua variação não interfere no cálculo do resultado do período;
Por conta da separação dos custos em fixos e variáveis, fornece mais facilmente dados necessários para o planejamento de lucro e simulação de resultados;
É um sistema mais compreensível aos gestores, facilitando uma melhor avaliação de desempenho para correção de rumos.
Desvantagens
Não aceitação pela legislação tributária para fins de avaliação de estoques.
Fere Princípios Fundamentais de Contabilidade,
Demonstração do Resultado
Vendas Líquidas R$ 48.000,00 (-) CPV R$ ( 16.000,00) (-) Despesas variáveis R$ ( 4.000,00) (=) Margem de Contribuição R$ 28.000,00 (-) Custos fixos R$ ( 12.000,00) (-) Despesas Fixas R$ ( 6.000,00) (=) Lucro Líquido R$ 10.000,00
CONCLUSÃO
Do ponto de vista decisorial, verifica-se que o custeio variável tem condições de propiciar muito mais rapidamente informações vitais à empresa;
também o resultado medido dentro do seu critério é mais informativo à administração.
Mediante a utilização de ajustes contábeis a empresa poderá adequar essa modalidade gerencial às exigências legais.
Contabilidade de Custos
Analise Custo – Volume – Lucro
Prof.° Paulo Zenha
• Uma das principais funções da contabilidade de custos consiste em fornecer subsídios para a tomada de decisões.
Nesse sentido, a identificação e distinção de gastos
conforme sua variabilidade em variáveis e fixos torna-se
• A relação entre custos fixo e variáveis consiste em importante etapa na analise de formação de preços e projeção de lucros obtidos a diversos níveis possíveis de produção e vendas .
• Para ilustrar o efeito da relação conjunta entre custos, volumes e lucros, analisaremos o seguinte exemplo:
Uma sorveteria comercializa sorvetes a quilo. O sorvete costuma ser comercializado a $ 16,00 por Kg.
O gestor da empresa quer analisar o comportamento de seus custos e lucros para diferentes volumes mensais de vendas, predeterminando em 1.000 e 2.000 Kg de sorvete vendido.
• Os dados mensais da empresa estão apresentados na tabela abaixo:
Descrição Valor ($)
Energia elétrica 200,00
Aluguel 2.400,00
Sorvete (por Kg) 8,00
Salários e encargos 1.600,00
Condomínio 700,00
Telefone 100,00
Embalagens para sorvete (por Kg de sorvete) 2,00
• Para poder analisar o comportamento dos custos é necessário separar os gastos fixos e variáveis, conforme tabela abaixo:
Gastos Fixos Valor ($)
Energia elétrica 200,00
Aluguel 2.400,00
Gastos Variáveis Valor ($)
Sorvete (por Kg) 8,00
Embalagens para sorvete (por Kg de sorvete) 2,00
• Da análise de gastos fixos e variáveis, pode ser feita a seguinte análise entre custos, volumes e lucros:
Descrição
Vendas = 1.000 unidades Vendas = 2.000 unidades
Total ($) Unitário ($) Total ($) Unitário ($)
Receita 16.000,00 16,00 32.000,00 16,00
Gastos variáveis 10.000,00 10,00 20.000,00 10,00
Gastos fixos 5.000,00 5,00 5.000,00 2,50
Gastos totais 15.000,00 15,00 25.000,00 12,50
Lucro 1.000,00 1,00 7.000,00 3,50
• Realizando a analise Custo, Volume e Lucro da tabela anterior, pode- se concluir:
a) Os gastos variáveis unitários e fixos totais não se alteram;
b) Os gastos fixos unitários são reduzidos; como consequência, o gasto unitário total é reduzido e o lucro unitário aumenta de $ 1,00 para $ 3,50, um aumento de 250%.
• Os gastos fixos totais são variáveis unitariamente e os gastos variáveis totais são fixos unitariamente. Assim, em função da existência de gastos fixos, a empresa apresentaria significativa elevação de seus lucros.
• Agora na tabela abaixo, temos diversos volumes de vendas:
Volume
Gasto Fixo Gasto Variável
Total ($) Unitário ($) Total ($) Unitário ($)
1 5.000,00 5.000,00 10,00 10,00
10 5.000,00 500,00 100,00 10,00
• Conforme visto na tabela anterior , enquanto os gastos fixos totais e variáveis unitários mantêm-se inalterados, os gastos variáveis totais aumentam proporcionalmente ao aumento de vendas e o gasto fixo unitário cai exponencialmente, em função daeconomia de escala.
Exercícios
1°) A Agrícola Arco-íris projeta vendas futuras iguais a $ 600.000,00.
Quais os custos totais da empresa previstos para esse volume de vendas, sabendo que para um total de vendas líquidas de $ 400.000,00; os custos totais foram iguais a $ 280.000,00 ; incluindo $ 30.000,00 de custos fixos ?
Exercícios
2°) Os produtos da Alfabeto Ltda costumam ser comercializados por $ 20,00 a unidade. O volume mensal de produção e vendas da empresa é de aproximadamente 80.000 unidades, o que representa 65% da capacidade instalada. Sabendo-se que seus custos fixos mensais são iguais a $ 300.000,00 e o custo variável unitário é igual a $ 8,00. Supondo que a empresa eleve sua produção e vendas para 100.000, calcule:
a) Qual será o impacto nos custos totais unitários em decorrência do
Exercícios
3°) A Fábrica de guarda-chuva Chuvisco Ltda. Está trabalhando com capacidade ociosa de 40%. Seus produtos têm custo variável igual a $ 3,00 por unidade, preço de venda igual a $ 6,50 cada, o que gera um custo variável total igual a $ 50.700,00. Os custos fixos da empresa são estimados em $ 19.000,00. Após contratar uma empresa de pesquisa mercadológica, a empresa verificou que, caso reduzisse seus preços em apenas 15%, aumentaria suas vendas em 35%. Valeria a pena reduzir o preço ?
Exercícios
4°) A companhia Industrias do Sol produz um artigo que vende por $ 18,00 a unidade. Os custos fixos de produção são iguais a $ 100.000,00 por mês, e o custo variável, $ 8,00 por unidade. O volume mensal de produção e vendas é de 20.000 unidades.
Com o aumento da demanda por seus produtos, a empresa espera aumentar sua produção e vendas para 30.000 unidades/mês.
Pede-se:
a) Qual será o impacto nos custos totais unitários em decorrência do aumento de produção e vendas de 20.000 para 30.000 unidades ?
b) Qual será o reflexo no lucro ?
PONTO DE EQUILIBRIO
Os gestores financeiros precisam saber o nível mínimo de faturamento que suas empresas devem atingir de forma a não operar no prejuízo. Esse nível é conhecido como ponto de equilíbrio
O ponto de equilíbrio é um importante indicador para
a gestão financeira. Sua determinação pode orientar a
formulação das metas de faturamento da empresa,
revelando o faturamento mínimo que ela deve buscar.
Custos fixos: são os custos cujo valor total não se altera independentemente da quantidade de bens ou serviços produzidos. Porém o custo fixo unitário se altera de forma inversamente proporcional à quantidade produzida. Ex.: custo de aluguel.
Custos variáveis: são os custos que, em bases unitárias possuem um valor que não se altera quando mudam as quantidades produzidas, porém, cujo valor total é diretamente proporcional à quantidade produzida. Ex.: custo de matérias-primas.
Custo total (CT): é a soma de custos variáveis (CV) e custos fixos (CF):
Calculo do ponto de equilíbrio
O ponto de equilíbrio ocorre quando a receita total se iguala a despesa total
Rt = Ct Sendo:
Rt = Qtd x Pvuxq Ct = CF+CVtxq Então:
Qtd =
RT: Receita total CT: Custo total CVT: Custo variável
Cvu: Custo variável unitário CF: custo fixo total
Margem de Contribuição
A expressão abaixo:
MCu = (PVu – CVu) Onde:
Margem de contribuição unitária é igual ao preço de venda unitário deduzido o custo variável unitário.
Esse valor representa a parcela do produto que deve ser suficiente para o pagamento das despesas ou custos fixos e para a formação do lucro
Calculo da receita de equilibrio
• RT= PVu x (CF / MCu)
• RT = CF /
• RT =
PercMCu: o valor em percentual da Margem de contribuição unitária em relação ao preço de venda unitário.
Formação do Preço de Venda
• A formação do preço de venda é vital para a saúde financeira da empresa. Se o preço calculado estiver abaixo do preço de custo, a empresa terá prejuízo. Caso o preço de venda calculado seja muito alto, incompatível com a expectativa do consumidor, não terá o retorno desejado no nível de vendas.
• O método de formação do preço de venda leva em consideração o conceito de margem de contribuição e o estabelecimento de um mark-upsobre o preço de custo.
Formação do Preço de Venda
• O preço de venda praticado por uma empresa, em um contexto competitivo, é determinado pelo mercado. De forma geral o preço de mercado é estabelecido pelas regras clássicas de oferta e demanda.
• Entretanto mesmo atuando em um mercado que não permita à empresa ditar preços, esta deve gerenciar adequadamente os custos e a formação dos preços de seus produtos.
Formação do Preço de Venda
• De forma geral a faixa de preço de venda de um produto situa-se entre o seu preço de custo e o preço de mercado, que é função do valor percebido pelos clientes e das relações de oferta e demanda em um mercado competitivo.
Formação do Preço de Venda
Preço Preço de mercad o
Faixa de preço a ser praticada em mercados competitivos
Formação do Preço de Venda
• O modelo de formação de preço será montado a partir da atividade operacional da empresa.
• Considerando os custos para obtenção do produto para ser colocado a venda, e assim obter a receita operacional da empresa
Formação do Preço de Venda
Etapa 1 Calculo do CPV
Etapa 2 Calculo do
Mark-up
Etapa 3 Calculo do preço
de venda
O preço calculado é adequado a realidade do mercado
?
Determina r preço do produto
não
sim
Formação do Preço de Venda
• TM =
TM: taxa de marcação de mark-up
: despesas variáveis sobre o preço de venda em termos percentuais : margem de contribuição em termos percentuais
Formação do Preço de Venda
• PV = TM x (CVu)
TM: taxa de marcação de mark-up
Referências
MARTINS, Eliseu. Contabilidade de Custos. 7ª ed.
São Paulo: Atlas, 2000.