PREFEITURA MUNICIPAL DE CAMPO NOVO DO PARECIS - MT SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE
PLANO MUNICIPAL DE SAÚDE
2022-2025
RAFAEL MACHADO PREFEITO MUNICIPAL
DALMO HENRIQUE THOMAZZI SECRETÁRIO MUNICIPAL DE SAÚDE MARCOS DA CUNHA RUFINO
PRESIDENTE DO CONSELHO MUNICIPAL DE SAÚDE FABIANA RODRIGUES DE OLIVEIRA ANTUNES
COORDENADORA DO DEPARTAMENTO DE GESTÃO EM SAÚDE JULYANNA E SILVA COSTA SCHRADER
ATENÇÃO BÁSICA
ELAINE APARECIDA DA SILVA SAMU - 192
JULYANNA E SILA COSTA SCHRADER ODONTOLOGIA
LENIR REGINA DA SILVA JACOBI GESTÃO, RECURSOS E CONVÊNIOS ROSANA MIOLA KLASEN
VIGILÂNCIA AMBIENTAL
PRISCILA CRISTINA SILVA DE SOUZA VIGILÂNCIA EPIDEMIOLOGICA ROSANA MIOLA KLASEN VIGILÂNCIA SANITÁRIA GEANE ULBERG DANTAS LABORATÓRIO MUNICIPAL ANTÔNIO DE JESUS FERRARIN
VIVIANE ALVES FERNANDES DIAS PETRY FARMÁCIA MUNICIPAL
JULIANA APARECIDA ANDRADE WESCHENFEKDER CENTRAL DE REGULAÇÃO E AUDITORIA
SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE
MISSÃO
Assegurar o bem estar da população, através das políticas públicas de saúde, com foco na promoção, prevenção, proteção e reabilitação, agindo isoladamente ou em parceria, garantindo o acesso humanizando dos serviços aos usuários e respeitando as diversidades.
VISÃO
Ser uma Secretaria estruturada e ágil, com a rede de atenção de saúde integrada, regulada, tendo excelência na oferta de serviços, visando uma população mais saudável, como modelo de gestão e inovação na saúde pública.
VALORES
Ética, Humanização, Transparência, Excelência, Valorização e Gestão participativa.
NEGÓCIO
Planejamento participativo, gestão solidária, promoção e execução de serviços de saúde pública no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).
SUMÁRIO
1. APRESENTAÇÃO ... 7
2. CARACTERIZAÇÃO DO MUNICÍPIO ... 8
2.1. HISTÓRIA DO MUNICÍPIO ... 8
2.2. ASPECTOS GEOGRÁFICOS ... 10
2.3. ASPECTOS ECONÔMICOS ... 10
2.4. ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO MUNICIPAL ... 11
2.5. EDUCAÇÃO ... 13
2.6. RENDA... 15
2.7. HABITAÇÃO ... 18
2.8. VULNERABILIDADE ... 19
3. ANÁLISE SITUACIONAL... 21
3.1. PERFIL DEMOGRÁFICO ... 21
3.2. NASCIMENTOS ... 23
3.2.1. TAXA DE NATALIDADE, GÊNERO E CRESCIMENTO VEGETATIVO ... 24
3.2.2. PERFIL DOS NASCIDOS VIVOS ... 26
3.3. PERFIL DE MORTALIDADE ... 32
3.3.1. MORTALIDADE INFANTIL ... 32
3.3.2. MORTALIDADE GERAL ... 33
3.3.3. MORTALIDADE POR GRUPO DE CAUSAS ... 36
3.4. MORBIDADE HOSPITALAR ... 38
3.4.1. PRINCIPAIS INTERNAÇÕES POR CAUSAS SENSÍVEIS À ATENÇÃO PRIMÁRIA 42 3.5. AGRAVOS DE NOTIFICAÇÃO ... 43
3.5.1. DENGUE, ZIKA E CHIKUNGUNYA ... 43
3.5.2. LEISHIMANIOSE E HANTAVIROSE ... 45
3.5.3. HANSENÍASE E TUBERCULOSE... 47
3.5.4. ACIDENTES POR ANIMAIS PEÇONHENTOS ... 50
3.5.5. INTOXICAÇÕES EXÓGENAS ... 51
3.5.6. ATENDIMENTO ANTIRRÁBICO ... 52
3.5.7. INFECÇÕES SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS (IST)... 55
3.5.8. HEPATITES VIRAIS ... 56
3.6. COBERTURA VACINAL ... 58
3.7. COVID-19 ... 60
4. MODELO DE GESTÃO ... 65
5. ESTRUTURA DO SISTEMA ... 66
5.1. ATENÇÃO BÁSICA ... 66
5.1.1. CONSULTAS... 67
5.1.2. SAÚDE BUCAL ... 69
5.1.3. VISITA DOMICILIAR ... 72
5.2. MÉDIA E ALTA COMPLEXIDADE ... 74
5.3. CONSÓRCIO INTERMUNICIPAL DE SAÚDE DA REGIÃO DO MÉDIO NORTE MATO-GROSSENSE ... 83
5.4. ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA ... 90
5.4.1. SISTEMA HORUS ... 93
5.5. VIGILÂNCIA EM SAÚDE ... 94
5.5.1. VIGILÂNCIA SANITÁRIA ... 94
5.5.2. VIGILÂNCIA AMBIENTAL ... 95
5.5.3. VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA ... 97
5.5.4. VIGILÂNCIA EM SAÚDE DO TRABALHADOR ... 97
5.6. GESTÃO... 98
5.6.1. REGULAÇÃO ... 99
5.6.2. CONSELHO MUNICIPAL DE SAÚDE ... 101
5.6.3. OUVIDORIA... 102
5.7. SAÚDE INDÍGENA ... 104
6. RECURSOS HUMANOS DA SAÚDE PÚBLICA ... 107
7. REDE FÍSICA INSTALADA ... 113
7.1. UNIDADES PRESTADORAS DE SERVIÇOS DE SAÚDE ... 113
7.2. PRINCIPAIS EQUIPAMENTOS EXISTENTES NA REDE DE SERVIÇOS PÚBLICOS ... 114
8. REDE DE ATENÇÃO À SAÚDE ... 117
8.1. FUNCIONAMENTO DAS UNIDADES DE SAÚDE PÚBLICA ... 117
9. RECURSOS FINANCEIROS DA SAÚDE ... 121
9.1. INDICADORES DE SAÚDE... 121
9.2. RECEITAS RECEBIDAS DA UNIÃO PARA A SAÚDE ... 123
9.3. RECEITAS RECEBIDAS DO ESTADO PARA A SAÚDE... 125
10. PREVISÃO DAS RECEITAS DA SAÚDE – 2022-2025 ... 126
10.1. RECEITAS PREVISTAS DA SAÚDE - 2022 ... 126
10.2. RECEITAS PREVISTAS DA SAÚDE – 2023 ... 127
10.3. RECEITAS PREVISTAS DA SAÚDE – 2024 ... 128
10.4. RECEITAS PREVISTAS DA SAÚDE – 2025 ... 129
10.5. RESUMO DAS RECEITAS DA SAÚDE – 2022-2025 (TODAS AS FONTES) ... 129
11. PREVISÃO DAS DESPESAS COM SAÚDE ... 130
11.1. DESPESAS DA SAÚDE POR SUB FUNÇÃO – 2022-2025 ... 130
12. GESTÃO DO TRABALHO E DA EDUCAÇÃO EM SAÚDE ... 131
13. CIÊNCIA, TECNOLOGIA, PRODUÇÃO E INOVAÇÃO EM SAÚDE E GESTÃO ... 132
14. DIRETRIZES, OBJETIVOS, METAS E INDICADORES ... 133
15. PLANO DE GOVERNO ... 157
16. PROPOSTAS 7ª CONFERÊNCIA MUNICIPAL DE SAÚDE ... 158
17. PROCESSO DE MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO ... 163
18. SISTEMAS DE INFORMAÇÕES EM SAÚDE DO MINISTÉRIO DA SAÚDE UTILIZADOS NO MUNICÍPIO ... 164
19. CONCLUSÃO... 165
1. APRESENTAÇÃO
O Plano Municipal de Saúde (PMS) para o período 2022 - 2025 é o instrumento central de planejamento que apresenta as diretrizes e os objetivos que norteiam a gestão das políticas de saúde no município, tendo como base o perfil demográfico, epidemiológico e sanitário de Campo Novo do Parecis, o Relatório da 7ª Conferência Municipal de Saúde, os projetos prioritários das Redes de Atenção à Saúde, o diagnóstico situacional realizado pelos gestores e as propostas do Plano de Governo para a saúde na gestão 2021 a 2024.
Esse instrumento de planejamento expressa o compromisso da gestão com a efetivação e o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) municipal em busca da universalidade, equidade e integralidade, objetivando a melhoria da atenção à saúde e da qualidade de vida da população.
O documento foi elaborado a partir de um amplo diagnóstico, em um processo de planejamento ascendente, envolvendo várias etapas e níveis de gestão, destacando a participação da população, representada pelos membros do Conselho Municipal de Saúde. Através das metas pactuadas, traduzimos os anseios e as necessidades da população em diretrizes, objetivos e ações a serem desenvolvidas, com a perspectiva de melhoria na atenção integral à saúde, em consonância com as diretrizes do Sistema Único de Saúde.
Desta forma o Plano Municipal de Saúde 2022-2025 expressa o compromisso da gestão com a implementação e o fortalecimento do SUS municipal em busca da universalidade, da equidade e integralidade, objetivando a melhoria da atenção à saúde e da qualidade de vida da população.
2. CARACTERIZAÇÃO DO MUNICÍPIO 2.1. HISTÓRIA DO MUNICÍPIO
O Município de Campo Novo do Parecis tem em seus aspectos históricos relações diretas com a história do Mal. Cândido Rondon. Em 1907, Cândido Rondon passou pela região em busca do Rio Juruena, atingiu o Rio Verde e seguiu para o norte em busca do Salto Utiariti, fronteando o sítio onde nasceria o futuro município.
O território de Campo Novo do Parecis foi trabalhado em duas direções pelos serviços de linha telegráfica: uma para oeste rumando para Utiariti e Juruena e outra para leste, em busca de Capanema e Ponte de Pedra.
Em fins de janeiro de 1914, o ex-presidente dos Estados Unidos da América, Theodore Roosevelt, passou defronte ao sítio de Campo Novo do Parecis, em viagem pela Amazônia, em Companhia de Rondon.
Imagem 01 – Vista aérea da Av. Rio Grande do Sul, em 1985.
Fonte: Prefeitura de Campo Novo do Parecis
A ocupação efetiva da região deu-se na década de setenta, com abertura de fazendas e a instalação de famílias de migrantes vindos de estados sulistas. No lugar da futura cidade, à beira da estrada entre Diamantino e Utiariti assentaram-se
diversas famílias. O local formava um cotovelo no ponto de encontro das retas conhecidas pelas denominações de Caitetu e Taquarinha.
Primeiramente a localidade foi chamada de Campos Novos, denominação que se confundia com a estação telegráfica de Rondon, na região de Vilhena. Aos poucos, o nome foi mudado para Campo Novo e em 1981, foi feita doação de 293 hectares de terras para formação de um patrimônio, com essa denominação.
A Lei nº 5.315, de 04 de julho de 1988, criou o município, já com o nome atual de Campo Novo do Parecis.
Imagem 02 –Campo Novo do Parecis - MT.
Fonte: Prefeitura de Campo Novo do Parecis
2.2. ASPECTOS GEOGRÁFICOS
Campo Novo do Parecis encontra-se inserido na mesorregião Norte mato- grossense na microrregião do Parecis, no Chapadão do Parecis e região de saúde médio-norte mato-grossense, possui vasta extensão territorial, com 9.427,238 Km².
Imagem 03– Mapa de localização de Campo Novo do Parecis - MT.
Fonte: Prefeitura de Campo Novo do Parecis
O clima é Equatorial e Tropical quente e úmido, temperatura média anual de 24ºC, maior máxima 36ºC, e menor 0ºC. O município está localizado 385 km de Cuiabá, o acesso à cidade pode ser feito, a partir da capital pela BR 364.
O município faz limites territoriais com: Brasnorte, Nova Maringá, Tangará da Serra, Nova Marilândia, Diamantino e Sapezal.
2.3. ASPECTOS ECONÔMICOS
Município vive um momento de expansão urbana e de verticalização da produção, tornando-se um grande polo de desenvolvimento regional. Destaca-se no cenário econômico como uma das mais sólidas fronteiras agrícolas mato-grossenses e brasileiras.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Campo Novo do Parecis em 2019 era dono do 4º maior PIB agropecuário do Brasil, com R$ 3,05 bilhões. Essa classificação se deu graças aos resultados obtidos com a produção de soja, milho, milho-pipoca, algodão, girassol, feijão e cana-de-açúcar, além da pecuária, que teve grande crescimento nos últimos anos.
Aliado a outros setores da economia, como o comércio, a indústria – que nos últimos anos tem crescido de forma exponencial, à prestação de serviços e à construção civil, que também cresce vertiginosamente, Campo Novo do Parecis tem uma das maiores rendas per capita de Mato Grosso, batendo na casa dos R$ 104 mil anuais.
O etanol também faz parte da história econômica de Campo Novo do Parecis. A instalação das usinas de etanol de milho impulsionam também outros segmentos da economia, como a pecuária de corte, através da grande oferta de DDG, resíduo do milho usado na alimentação bovina e o setor madeireiro com a produção de biomassa utilizada nas usinas.
2.4. ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO MUNICIPAL
A partir dos dados do Censo Demografico, o IDHM do município de Campo Novo do Parecis era 0,595, em 2000, e passou para 0,734, em 2010. Em termos relativos, a evolução do índice foi de 23,36% no município.
Gráfico 01 – Evolução do IDHM de Campo Novo do Parecis/MT - 1991, 2000 e 2010
Fonte: PNUD, Ipea e FJP e Censos Demográficos (1991, 2000 e 2010)
O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) é o valor que varia entre 0,000 e 1,000. Quanto mais próximo de 1,000, maior o desenvolvimento humano de uma localidade.
Como evidenciado anteriormente, o IDHM deCampo Novo do Parecis apresentou aumento entre os anos de 2000 e 2010, enquanto o IDHM de Mato Grosso passou de 0,601 para 0,725. Neste período, a evolução do índice foi de 23,36% no município, e 20,63% no estado.
Ao considerar as dimensões que compõem o IDHM, também entre 2000 e 2010, verifica-se que o IDHM Longevidade apresentou alteração 9,49%, o IDHM Educação apresentou alteração 63,48% e IDHM Renda apresentou alteração 5,08%.
Em 2010, o IDHM de Campo Novo do Parecis ocupava a 920ª posição entre os 5.565 municípios brasileiros e a 13ª posição entre os municípios de Mato Grosso.
Gráfico 02 - Posição do IDHM do município de Campo Novo do Parecis/MT – 2010
Fonte: PNUD, Ipea e FJP e Censo Demográfico
2.5. EDUCAÇÃO
O IDHM Educação é composto por cinco indicadores. Quatro deles se referem ao fluxo escolar de crianças e jovens, buscando medir até que ponto estão frequentando a escola na série adequada à sua idade. O quinto indicador refere-se à escolaridade da população adulta.
A dimensão Educação, além de ser uma das três dimensões do IDHM, faz referência ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 4 – Educação de Qualidade.
Gráfico 03 - Fluxo escolar por faixa etária no município de Campo Novo do Parecis/MT - 2000 e 2010
Fonte: PNUD, Ipea e FJP e Censos Demográficos (1991, 2000 e 2010)
No município, a proporção de crianças de 5 a 6 anos na escola era de 89,33%, em 2010. No mesmo ano, a proporção de crianças de 11 a 13 anos, frequentando os anos finais do ensino fundamental, era de 88,99%. A proporção
68,30% 63,92% 30,56% 15,43%
89,33% 88,99% 67,02% 38,09%
% de 5 a 6 anos na escola
% 11 a 13 anos nos anos finais do ensino fundamental ou ensino fundamental completo
% 15 a 17 anos de idade com ensino fundamental completo
% 18 a 20 anos de idade com ensino médio
completo 2000 2010
de jovens de 15 a 17 anos com ensino fundamental completo era de 67,02%; e a proporção de jovens de 18 a 20 anos com ensino médio completo era de 38,09%.
Em 2000, 80,40% da população de 6 a 17 anos estavam cursando o ensino básico regular com menos de dois anos de defasagem idade-série. Em 2010, esse percentual era de 86,93%.
A taxa de Distorção idade-série no ensino médio era de 36,10%, em 2016, e passou para 29,50%, em 2017. Por sua vez, a taxa de evasão no fundamental foi de 2,60%, em 2013, para 2,20%, em 2014. A taxa de evasão no ensino médio foi de 17,50%, em 2013, e, em 2014, de 13,70%.
Gráfico 04 - Distorção idade-série no ensino médio e evasão no ensino fundamental e médio no município - Campo Novo do Parecis/MT – 2013 a 2017
Fonte: PNUD, Ipea e FJP
O indicador da Expectativa de anos de estudo sintetiza a frequência escolar da população em idade escolar. Mais precisamente, ele indica o número de anos de estudo que uma criança que inicia a vida escolar no ano de referência terá completado ao atingir a idade de 18 anos.
0,00%
5,00%
10,00%
15,00%
20,00%
25,00%
30,00%
35,00%
40,00%
2013 2014 2015 2016 2017
Taxa de Distorção idade-série no ensino médio Taxa de evasão no fundamental Taxa de evasão no ensino médio
No município, esse indicador registrou 8,83 anos, em 2000, e 9,19 anos, em 2010, enquanto Mato Grosso registrou 9,02 anos e 9,29 anos, respectivamente.
Outro indicador que compõe o IDHM Educação e mede a escolaridade da população adulta é o percentual da população de 18 anos ou mais com o ensino fundamental completo. Esse indicador reflete defasagens das gerações mais antigas, de menor escolaridade. Entre 2000 e 2010, esse percentual passou de 31,47% para 54,34, no município, e de 35,82% para 53,20%, no estado.
Em 2010, considerando-se a população de 25 anos ou mais de idade no município de Campo Novo do Parecis, 7,31% eram analfabetos, 49,60% tinham o ensino fundamental completo, 31,65% possuíam o ensino médio completo e 10,06%, o superior completo. Em Mato Grosso, esses percentuais eram, respectivamente, 10,82%, 48,29%, 33,03% e 10,47%.
Gráfico 05 - Escolaridade da população de 25 anos ou mais de idade no município - Campo Novo do Parecis/MT – 2010
Fonte: PNUD, Ipea e FJP e Censo Demográfico
2.6. RENDA
Os valores da renda per capita mensal registrados, em 2000 e 2010, evidenciam que houve crescimento da renda no município de Campo Novo do
Ensino fundamental completo; 49,60%
Ensino médio completo; 31,65%
Analfabetos;
7,31%
Superior completo; 10,06%
Parecis entre os anos mencionados. A renda per capita mensal no município era de R$ 657,92, em 2000, e de R$ 823,32, em 2010, a preços de agosto de 2010.
Gráfico 06 - Evolução das proporções de pessoas extremamente pobres, pobres e vulneráveis à pobreza inscritas no CadÚnico após o bolsa família no município - Campo Novo do Parecis/MT - 2014 a 2017
Fonte: PNUD, Ipea e FJP e CadÚnico - MDH (2014 e 2017)
No Atlas do Desenvolvimento Humano, são consideradas extremamente pobres, pobres e vulneráveis à pobreza as pessoas com renda domiciliar per capita mensal inferior a R$70,00, R$140,00 e R$255,00 (valores a preços de 01 de agosto de 2010), respectivamente.
Dessa forma, em 2000, 12,35% da população do município eram extremamente pobres, 23,83% eram pobres e 50,11% eram vulneráveis à pobreza;
em 2010, essas proporções eram, respectivamente, de 0,73%, 2,18% e 13,98%.
Analisando as informações do Cadastro Único (CadÚnico) do Governo Federal, a proporção de pessoas extremamente pobres (com renda familiar per capita mensal inferior a R$ 70,00) inscritas no CadÚnico, após o recebimento do Bolsa Família passou de 4,35%, em 2014, para 3,51%, em 2017.
0,00%
10,00%
20,00%
30,00%
40,00%
50,00%
60,00%
70,00%
80,00%
90,00%
2014 2015 2016 2017
% extremamente pobres inscritas no CadÚnico após Bolsa Família
% pessoas pobres inscritas no CadÚnico após Bolsa Família
% pessoas vulneráveis à pobreza inscritas no CadÚnico após Bolsa Família
Já a proporção de pessoas pobres (com renda familiar per capita mensal inferior a R$ 140,00), inscritas no cadastro, após o recebimento do Bolsa Família, era de 21,01%, em 2014, e 26,85%, em 2017. Por fim, a proporção de pessoas vulneráveis à pobreza (com renda familiar per capita mensal inferior a R$ 255.00), também inscritas no cadastro, após o recebimento do Bolsa Família, era de 32,21%, em 2014, e 62,64%, em 2017.
O índice de Gini no município passou de 0,68, em 2000, para 0,45, em 2010, indicando, portanto, houve redução na desigualdade de renda.1
Na análise dos dados do Censo Demográfico, entre 2000 e 2010, a taxa de atividade da população de 18 anos ou mais, ou seja, o percentual dessa população que era economicamente ativa no município, passou de 74,87% para 75,64%. Ao mesmo tempo, a taxa de desocupação nessa faixa etária, isto é, o percentual da população economicamente ativa que estava desocupada, passou de 6,27% para 5,46%.
Gráfico 07 - Situação ocupacional da população de 18 anos ou mais de idade no município - Campo Novo do Parecis/MT - 2010
Fonte: PNUD, Ipea e FJP e CadÚnico - Censo Demográfico
1O índice de Gini é uma das medidas de desigualdade de renda constantes do Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil. Seu valor pode variar entre 0 e 1 e, quanto maior, maior a desigualdade de renda existente.
% Informais;
18,06%
% Ocupados formais ; 53,45%
% Desocupados;
4,13%
% Inativos; 24,36%
No município, o grau de formalização entre a população ocupada de 18 anos ou mais de idade passou de 53,18%, em 2000, para 74,75%, em 2010.
2.7. HABITAÇÃO
Sobre as condições de habitação da população, entre os anos de 2013 e 2016, não houve alteração no percentual da população residente em domicílios com abastecimento de água, abarcando, em 2016, 100,00%.
No percentual da população em domicílios com coleta de resíduos sólidos, destaca-se que não houve alteração no período, alcançando 100,00% da população em 2016.
Gráfico 08 - Percentual de domicílios com água, esgoto e com coleta de lixo no município - Campo Novo do Parecis/MT - 2016
Fonte: PNUD, Ipea e FJP e SNIS (2016)
2.8. VULNERABILIDADE
A Vulnerabilidade Social diz respeito à suscetibilidade à pobreza, e é expressa por variáveis relacionadas à renda, à educação, ao trabalho e à moradia das pessoas e famílias em situação vulnerável. Para estas quatro dimensões de indicadores mencionadas, destacam-se os resultados apresentados na tabela a seguir:
Tabela 01 - Vulnerabilidade no município - Campo Novo do Parecis/MT - 2000 e 2010
INDICADORES TOTAL
2000
TOTAL 2010 CRIANÇAS E JOVENS
% de crianças de 0 a 5 anos de idade que não
frequentam a escola 81.27 59.00
% de 15 a 24 anos de idade que não estudam nem
trabalham em domicílios vulneráveis à pobreza 11.01 4.64
% de crianças com até 14 anos de idade extremamente
pobres 19.30 1.19
ADULTOS
% de pessoas de 18 anos ou mais sem ensino
fundamental completo e em ocupação informal 45.25 25.10
% de mães chefes de família, sem fundamental completo
e com pelo menos um filho menor de 15 anos de idade 12.50 12.14
% de pessoas em domicílios vulneráveis à pobreza e
dependentes de idosos 0.56 0.45
% de pessoas em domicílios vulneráveis à pobreza e que
gastam mais de uma hora até o trabalho - 0.21
CONDIÇÃO DE MORADIA
% da população que vive em domicílios com banheiro e
água encanada 92.88 98.87
Fonte: PNUD, Ipea e FJP. Fonte: Censos Demográficos (2000 e 2010).
A situação da vulnerabilidade social no município de Campo Novo do Parecis pode ser analisada pela dinâmica de alguns indicadores: houve redução no percentual de crianças extremamente pobres, que passou de 19,30% para 1,19%, entre 2000 e 2010; o percentual de mães chefes de família sem fundamental
completo e com filhos menores de 15 anos, no mesmo período, passou de 12,50%
para 12,14%.
Neste mesmo período, é possível perceber que houve redução no percentual de pessoas de 15 a 24 anos que não estudam nem trabalham e são vulneráveis à pobreza, que passou de 11,01% para 4,64%.
Por último, houve crescimento no percentual da população em domicílios com banheiro e água encanada no município. Em 2000, o percentual era de 92,88%
e, em 2010, o indicador registrou 98,87%.
3. ANÁLISE SITUACIONAL 3.1. PERFIL DEMOGRÁFICO
Mediante utilização de estimativas populacionais preliminares, elaboradas pelo Ministério da Saúde/SVS/DASNT/CGIAE, o gráfico 09 traz as transformações ocorridas na população de Campo Novo do Parecis no período que compreende os anos de 2018 a 2020.
Gráfico 09 – Evolução populacional no município de Campo Novo do Parecis, entre os anos de 2017 a 2020.
Fonte: 2000 a 2020 – Estimativas preliminares elaboradas pelo Ministério da Saúde/SVS/DASNT/CGIAE
Nesse intervalo, a população total passou de 33.743 habitantes para 36.148.
O desenvolvimento da economia regional e a melhora da esperança de vida ao nascer são fatores que corroboram o avanço da população de Campo Novo do Parecis mesmo em tempos de estabilidade demográfica.
Direcionando a análise populacional ao gênero dos munícipes, têm-se os dados demonstrados na Tabela 02, onde, a população masculina, apresentou-se em maior número em todos os anos analisados.
33.743
34.558
35.360
36.148
32.500 33.000 33.500 34.000 34.500 35.000 35.500 36.000 36.500
2017 2018 2019 2020
Tabela 02 - Gênero da população residente do município de Campo Novo do Parecis, análise dos anos de 2017 a 2020.
ANO
POPULAÇÃO FEMININA
POPULAÇÃO MASCULINA
POPULAÇÃO TOTAL
Nº % Nº % Nº %
2017 16.497 48,9 17.246 51,1 33.743 100 2018 16.955 49,1 17.603 50,9 34.558 100 2019 17.411 49,2 17.949 50,8 35.360 100 2020 17.861 49,4 18.287 50,6 36.148 100
Fonte: 2000 a 2020 – Estimativas preliminares elaboradas pelo Ministério da Saúde/SVS/DASNT/CGIAE
Ao avaliar a população de Campo Novo do Parecis segundo sua faixa etária e sexo, foram obtidos os seguintes dados que compuseram a Tabela 03.
Tabela 03 - Faixa etária e sexo da população residente de Campo Novo do Parecis, análise dos anos de 2017 a 2020.
Faixa Etária 2017 2018 2019 2020
Masculino Feminino Masculino Feminino Masculino Feminino Masculino Feminino 0 a 4 anos 1.617 1.548 1.666 1.594 1.696 1.621 1.711 1.635 5 a 9 anos 1.492 1.395 1.510 1.421 1.540 1.458 1.587 1.512 10 a 14 anos 1.557 1.425 1.600 1.454 1.641 1.482 1.664 1.494 15 a 19 anos 1.663 1.547 1.672 1.544 1.692 1.550 1.730 1.572 20 a 29 anos 3.336 3.237 3.401 3.310 3.460 3.389 3.513 3.459 30 a 39 anos 2.930 2.851 2.949 2.898 2.962 2.940 2.970 2.979 40 a 49 anos 2.273 2.193 2.301 2.256 2.331 2.318 2.362 2.379 50 a 59 anos 1.448 1.401 1.501 1.496 1.550 1.589 1.597 1.679
60 a 69 anos 651 608 702 669 754 730 806 794
70 a 79 anos 216 225 234 241 253 257 273 275
80 anos e + 63 67 67 72 70 77 74 83
Total 17.246 16.497 17.603 16.955 17.949 17.411 18.287 17.861
Total Geral 33.743 34.558 35.360 36.148
Fonte: 2000 a 2020 – Estimativas preliminares elaboradas pelo Ministério da Saúde/SVS/DASNT/CGIAE
Observa-se predominância de população entre as faixas etárias de 20 a 49 anos, demonstrando grupo economicamente ativo, responsáveis pela movimentação da economia do município. Campo Novo do Parecis têm indicando para um crescimento da população idosa e diminuição do numero de nascimentos .
Este quantitativo pode ser caracterizado pela mudança da estrutura da “pirâmide etária”, onde a crianças tem sido menor do que a adulta respectivamente.
3.2. NASCIMENTOS
O Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos (SINASC) reúne dados epidemiológicos referentes aos nascimentos em todo território nacional. Através desse sistema é possível identificar as condições de nascimento da criança: peso ao nascer, duração da gestação, tipo de parto realizado, idade da mãe, entre outros fatores que influenciam o estado de saúde da criança.
O SINASC foi implantado no município de Campo Novo do Parecis em janeiro de 2010, tendo como fonte de dados a Declaração de Nascido Vivo (DN), documento do Ministério da Saúde, cujo preenchimento é realizado nas maternidades para todos os nascidos vivos.
O Cartório de Registro Civil de Campo Novo do Parecis, no ano de 2020, registrou 717 crianças no total. Entre os anos de 2014 a 2020 foram registradas 4.633crianças neste cartório (Tabela 04).
Tabela 04 -Registro civil de nascimento emitido no Cartório de Registro Civil - 2º Ofício, em Campo Novo do Parecis, 2014-2020.
ANO TOTAL
Nº
2014 574
2015 640
2016 618
2017 632
2018 706
2019 746
2020 717
2014-2020 4.633
Fonte: Cartório de Registro Civil e Anexos - 2º Ofício/CNP – 2020 e TabWin/SINASC/VE/VS/SMS/CNP – 2021..
Segundo o banco de dados do SINASC, em 2020 nasceram 790 crianças de mães residentes de Campo Novo do Parecis, destas 70% (556) nasceram em
hospitais e outros locais da cidade, e 30% (234) nasceram em outros municípios do estado de Mato Grosso e do país.
Tabela 05 - Nascidos vivos em Campo Novo do Parecis segundo o município de residência da mãe, 2014-2020.
ANO
RESIDÊNCIA
TOTAL DE NASCIDOS VIVOS CAMPO NOVO DO
PARECIS
OUTROS MUNICÍPIOS
Nº % Nº % Nº %
2014 466 75,9 148 24,1 614 100
2015 519 75,0 173 25,0 692 100
2016 489 69,1 219 30,9 708 100
2017 508 69,0 228 31,0 736 100
2018 583 76,1 183 23,9 766 100
2019 558 75,0 188 25,0 746 100
2020 556 70,0 234 30,0 790 100
2014 - 2020 3.679 73,2 1.373 26,8 5.052 100
Fonte: TabWin/SINASC/VE/VS/SMS/CNP – 2021.
3.2.1. TAXA DE NATALIDADE, GÊNERO E CRESCIMENTO VEGETATIVO
Em 2020, a taxa de natalidade de Campo Novo do Parecis foi de 21,9 por mil habitantes. Houve uma estabilização da taxa no município nos anos de 2015 e 2016, e um discreto aumento em 2017 e 2018, com decréscimo em 2019 e ligeiro aumento em 2020 (Tabela 06).
A diminuição ou aumento da taxa de natalidade está relacionada com a fertilidade masculina e feminina, bem como outros fatores sociais, culturais e econômicos. Dessa forma, geralmente a taxa de natalidade nos países desenvolvidos é menor, enquanto nos países em desenvolvimento, na maioria das vezes, a taxa é superior. Isso se deve, por exemplo, ao desconhecimento ou déficit na divulgação de métodos contraceptivos ou a questões culturais como tradições familiares e religiosas.
A propensão da população brasileira nas últimas décadas tem sido a diminuição da natalidade. O contrário ocorre em Campo Novo do Parecis, visto que é um município considerado novo, com crescimento populacional importante, devido a migração da população em busca de oportunidades de trabalho, entre
outros. Nos anos de 2014-2018 a taxa de natalidade passou de 19,7 em 2014 para 22,2 em 2018; apesar do decréscimo de 2019, a média dos anos analisados ainda apontam um crescimento populacional.
Em relação a diferença de gêneros dos nascimentos, observa-se que, dos 790 nascidos do ano de 2020, 51,6% (408) foram do gênero masculino, enquanto 48,4% (382) pertenciam ao gênero feminino. Entre os anos de 2014 a 2020 nasceram 5.052 crianças, sendo 48,9% do gênero masculino e 51,1% do feminino, aproximadamente.
Tabela 06 - Taxa bruta de natalidade por 1.000 nascidos vivos em Campo Novo do Parecis, segundo o número de nascidos vivos de mães residentes e população residente, 2014-2020.
ANO
NASCIDOS VIVOS (GÊNERO)
TOTAL
NATALIDADE Masculino Feminino
N (%) N (%) N (%)
2014 314 51,1 300 48,9 614 100 19,7
2015 359 51,9 333 48,1 692 100 21,6
2016 373 52,7 335 47,3 708 100 21,6
2017 351 47,7 385 52,3 736 100 21,9
2018 396 51,7 370 48,3 766 100 22,2
2019 274 36,7 380 63,3 746 100 21,0
2020 408 51,6 382 48,4 790 100 21,9
2014-2018 2.475 48,9 2.485 51,1 5.052 100 21,4
Fonte:TabWin/SINASC/VE/VS/SMS/CNP – 2021.
O crescimento do município também pode ser evidenciado através do crescimento vegetativo, que indica o crescimento populacional em um território, determinado pela taxa de natalidade, subtraída à taxa de mortalidade. O crescimento vegetativo é considerado alto quando atinge índices maiores que 4%, moderado se estiver entre 1% e 2%, e baixo quando atinge 1% ou menos, podendo chegar aos índices negativos de crescimento.
Em Campo Novo do Parecis, nos anos de 2014 a 2020, a taxa de crescimento vegetativo foi sempre positiva, indicando que o número de nascimentos foi superior ao número de mortes.
O crescimento permaneceu alto nos anos estudados, sendo que no ano de 2020 a taxa era de 17,1% (Tabela 07). O crescimento vegetativo está relacionado com as condições socioeconômicas e culturais de uma região, assim, quanto melhor a qualidade de vida e infraestrutura, maior é o crescimento populacional.
Tabela 07 - Crescimento vegetativo em Campo Novo do Parecis, segundo a taxa de natalidade e a taxa de mortalidade, 2014-2020.
ANO CRESCIMENTO VEGETATIVO
2014 15,7
2015 18,0
2016 17,5
2017 18,2
2018 18,2
2019 17,6
2020 17,1
Fonte: SINASC/SIM/VE/VS/SMS/CNP – 2021 e Datawarehouse/SES-MT
3.2.2. PERFIL DOS NASCIDOS VIVOS
De maneira geral, o parto normal ou vaginal reúne, em relação à cesárea, uma série de vantagens, o que o torna a forma ideal de dar à luz. Além disso, é natural, tem menor custo e propicia à mulher uma recuperação bem mais rápida.
Ressalta-se, além disso, a importância do parto normal para ajudar a completar a maturidade da criança: ao passar pela bacia da mãe, o bebê tem seu tórax comprimido, o que ajuda a expelir a água porventura depositada em seus pulmões, facilitando-lhe a respiração e diminuindo o risco de problemas respiratórios.
Os benefícios da cesárea planejada incluem: conveniência, maior segurança para o bebê e menos trauma no assoalho pélvico da gestante, que, além disso, conta com a vantagem de não passar pela dor do parto. As potenciais desvantagens descritas em estudos observacionais incluem: maior morbimortalidade materna, efeitos psicológicos adversos, problemas em futuras gestações (como ruptura da cicatriz uterina), maior risco de feto morto no nascimento e morbidade neonatal.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que a taxa ideal de cesáreas não ultrapasse 15% do total de partos, sendo indicada nas situações de
risco a saúde da mãe e filho. Porém, esse tipo de parto é prevalente nos nascimentos de Campo Novo do Parecis, ultrapassando significativamente o índice recomendado pela OMS.
Tabela 08 - Parto normal e parto cesáreo, segundo o tipo de parto e número de nascidos vivos de mães residentes, em Campo Novo do Parecis, 2014-2020.
ANO
PARTOS
NORMAL CESÁREO TOTAL
N (%) N (%) N (%)
2014 177 28,8 437 71,2 614 100
2015 198 28,6 494 71,4 692 100
2016 213 30,4 495 69,9 708 100
2017 224 30,4 512 69,6 736 100
2018 259 33,8 507 66,2 766 100
2019 215 28,8 530 71,2 745 100
2020 201 25,5 589 74,5 790 100
2014-2020 1.487 29,4 3.564 70,6 5.051 100
Fonte: TabWin/SINASC/VE/VS/SMS/CNP – 2021 e DataWarehouse/SES-MT
Nos anos de coorte (2014-2020), 70,6% dos partos foram cesarianas e apenas 29,4% foram normais. Entre os anos de 2017 e 2018 é possível observar uma discreta diminuição de cesarianas e, consequentemente, um discreto aumento do parto normal, chegando a representar no ano de 2018 a 33,8% (259) dos partos (Tabela 08).
Tabela 09 - Nascidos vivos segundo o local do parto, em residentes, em Campo Novo do Parecis, 2014-2020.
ANO
LOCAL DO PARTO
HOSPITAL DOMICÍLIO OUTROS
ESTABELECIMENTOS DE SAÚDE
OUTROS TOTAL
N (%) N (%) N (%) N (%) N (%)
2014 614 100 - - - - - - 614 100
2015 692 100 - - - - - - 692 100
2016 706 99,7 1 0,1 1 0,1 - - 708 100
2017 734 99,7 1 0,1 - - 1 0,1 736 100
2018 766 100 - - - - - - 766 100
2019 741 99,4 2 1 0,1 1 0,1 745 100
2020 789 99,9 - - 1 0,1 - - 790 100
2014-2020 5.042 99,8 04 0,1 3 0,05 2 0,04 5.051 100 Fonte: TabWin/SINASC/VE/VS/SMS/CNP – 2021 e DataWarehouse/SES-MT
Em 2020, a concentração de partos ocorreu 99,9% no ambiente hospitalar.
Dos 5.051 nascimentos ocorridos no período de 2014-2020, o percentual de partos hospitalares foi de 99,8% (Tabela 09).
A idade da mãe dos nascidos vivos influencia na morbimortalidade infantil, na prematuridade e no baixo peso ao nascer. Estes tendem a ser mais frequentes nos nascidos de mães nos dois extremos da distribuição etária, menores de 20 anos e maiores de 35 anos de idade.
A maior prevalência de nascidos vivos nos anos de 2014 a 2020 foi de mães na faixa etária de 20 a 34 anos de idade, representando uma proporção de 71%, sendo que em 2020 este indicador atingiu a marca de 71,4%. Apesar de representar menos de 2% do total de nascimentos, a gestação em menores de 15 anos representa um problema social e de saúde pública, devido às repercussões biológicas, psicológicas, e sociais que podem ser acarretadas nesta faixa etária. Além disso, requerem uma atenção especial dos serviços de saúde tanto na prevenção como na atenção ao pré-natal por tratar-se de gestação de risco.
Tabela 10 - Nascidos vivos por idade materna na ocasião do parto, em Campo Novo do Parecis-MT, 2014-2020.
ANO
IDADE DAS MÃES (EM ANOS)
≤14 15 a 19 20 a 34 >35 e + Total
N (%) N (%) N (%) N (%) N (%)
2014 8 1,3 126 20,5 430 70,0 50 8,2 614 100 2015 6 0,8 133 19,2 491 71,0 62 9,0 692 100 2016 10 1,4 148 20,9 492 69,5 58 8,2 708 100 2017 7 1,0 134 18,2 533 72,4 62 8,0 736 100 2018 4 0,5 138 18,0 545 71,1 79 10,3 766 100 2019 7 0,9 114 15,3 535 71,8 89 11,9 745 100 2020 3 0,4 119 15,0 564 71,4 104 13,1 790 100 2014-2020 45 0,9 912 18,0 3.590 71,0 504 9,9 5.051 100 Fonte:TabWin/SINASC/VE/VS/SMS/CNP – 2021 e DataWarehouse/SES-MT
O objetivo do acompanhamento Pré Natal é assegurar o desenvolvimento da gestação, permitindo o parto de um recém-nascido saudável, sem impacto para a saúde materna, inclusive abordando aspectos psicossociais e as atividades
educativas e preventivas. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o número ideal de consultas seria igual ou superior a 6 (seis).
As ações de saúde do município estão voltadas para a cobertura de toda a populaçãoalvo da área de abrangência da unidade de saúde, assegurando consultas de pré-natal intercaladas entre médico e enfermeiro, garantindo a continuidade no atendimento, no acompanhamento e na avaliação do impacto destas ações sobre a saúde materna e perinatal.
Entre 2014 e 2020, 77% das gestantes realizaram 7 (sete) ou mais consultas de pré-natal, evidenciando a melhoria na atenção ao pré-natal no município. No ano de 2020, 0,1% das mães deixaram de realizar as consultas, 4,3% realizaram de uma a três consultas, 22% gestantes participaram de quatro a seis consultas e 73,5%
foram nascidos vivos de gestantes que passaram por sete ou mais consultas de pré- natal.
Tabela 11 - Nascidos vivos de mães residentes de Campo Novo do Parecis, de acordo com a quantidade de consultas de pré-natal realizadas, 2014-2020.
ANO
NASCIDOS VIVOS DE MÃES SEGUNDO A QUANTIDADE DE CONSULTAS DE PRÉ-NATAL
NENHUMA 1 A 3 4 A 6 7 E + IGNORADO TOTAL
N (%) N (%) N (%) N (%) N (%) N (%) 2014 3 0,5 29 4,7 103 16,8 477 77,7 2 0,3 614 100 2015 5 0,7 26 3,8 151 21,8 510 73,7 - - 692 100 2016 2 0,3 26 3,7 169 23,9 511 72,2 - - 708 100 2017 4 0,5 26 3,5 121 16,4 578 78,5 7 0,9 736 100 2018 - - 19 2,5 96 12,5 650 84,8 1 0,1 766 100 2019 5 0,6 17 2,3 137 18,4 583 78,2 3 0,4 745 100 2020 1 0,1 34 4,3 174 22,0 581 73,5 - - 790 100
2014-2020 20 0,4 177 3,5 951 18,8 3.890 77,0 13 0,2 5.051 100
Fonte: TabWin/SINASC/VE/VS/SMS/CNP – 2021 e DataWarehouse/SES-MT.
A duração da gestação é medida a partir do primeiro dia do último período menstrual normal, sendo expressa em dias ou semanas completas. Conceitua-se uma gestação pré-termo aquela que possui menos de 37 semanas completas,
gestação a termo aquela com 37 semanas a menos de 42 semanas completas, e por fim, a gestação pós-termo é aquela com 42 semanas completas ou mais. É importante avaliar a idade gestacional (IG) dos nascimentos para ponderar o risco de morbimortalidade dos Recém-Nascidos (RN), visando proporcionar assistência adequada.
A IG é importante também para identificar e facilitar a relação entre o peso de nascimento do RN e as semanas de gestação, a fim de avaliar o crescimento e desenvolvimento intrauterino. Dos 5.051 nascimentos ocorridos no período estudado, 90,4% foram a termo (gestação entre 37 e 41 semanas), 9% foram prematuros (gestação menor que 37 semanas) e 0,3% foram pós-termo (gestação de 42 semanas ou maior).
Em 2020, 92% dos nascimentos foram a termo e 7,7% pré-termo (Tabela 12).
A melhora da saúde dos neonatos é evidenciada pelo alto índice de nascimentos a termo, o que reflete em uma baixa morbidade dos RN.
Tabela 12 - Proporção de nascidos vivos pré-termo, a termo e pós-termo em Campo Novo do Parecis, segundo a idade gestacional em semanas, 2014-2020.
ANO
IDADE GESTACIONAL (IG) TOTAL DE
NASCIDOS VIVOS PRÉ-TERMO* A TERMO* PÓS-TERMO* IGNORADO
≤36 SEM 37 A 41 SEM 42 E + SEM
N (%) N (%) N (%) N (%) N (%)
2014 78 12,7 526 85,7 8 1,3 2 0,3 614 100
2015 73 10,6 616 89,0 3 0,4 - - 692 100
2016 76 10,7 629 88,8 3 0,4 - - 708 100
2017 55 7,5 678 92,1 2 0,3 1 0,1 736 100
2018 56 7,3 707 92,3 - - 3 0,4 766 100
2019 57 7,6 688 92,3 - - - - 745 100
2020 61 7,7 727 92,0 - - 2 0,2 790 100
2014-2020 456 9,0 4.571 90,4 16 0,3 8 0,1 5.051 100 Nota: *Pré-Termo: menos que 37 semanas de gestação; A Termo: 37 a 41 semanas de gestação; Pós Termo: 42 ou + semanas de gestação.
Fonte: TabWin/SINASC/VE/VS/SMS/CNP – 2021 e DataWarehouse/SES-MT.
Como o próprio nome sugere a proporção de nascidos vivos com baixo peso ao nascer é um índice que mede percentualmente, a frequência de nascidos vivos de baixo peso (inferior a 2.500g), em relação ao total de nascidos vivos.
A ocorrência de baixo peso ao nascer expressa retardo do crescimento intrauterino ou prematuridade, representa um importante fator de risco para a morbimortalidade neonatal e infantil, sendo um preditor da sobrevivência infantil.
Quanto menor o peso ao nascer, maior a probabilidade de morte precoce.
Em conformidade com o DATASUS, é aceitável internacionalmente uma proporção de baixo peso ao nascer inferior a 10%. Em Campo Novo do Parecis, nos anos estudados (2014-2020) esse índice permaneceu abaixo de 10%.
No ano de 2020, esse índice era de 6,2%, enquanto a proporção em relação ao peso adequado ao nascer no mesmo ano, foi de 87,9%. Sendo assim, no ano de 2020 nasceram um total de 49 crianças com baixo peso (<2500g), 695 recém- nascidos com o peso adequado (entre 2500g a 3999g) e 46 foramclassificados com sobrepeso (≥4000g) (Tabela 13).
Tabela 13 -Nascidos vivos com baixo de peso ao nascer, peso adequado ao nascer e sobrepeso ao nascer em Campo Novo do Parecis, segundo o total de nascidos vivos de mães residentes e o peso ao nascer, 2014-2020.
ANO
NASCIMENTOS BAIXO PESO AO NASCER ADEQUADO
AO NASCER**
SOBREPESO AO NASCER***
TOTAL MBPN BPN TOTAL
N N N (%) N (%) N (%) N (%)
2014 2 49 51 8,3 533 86,8 30 4,9 614 100 2015 6 45 51 7,4 607 87,7 34 4,9 692 100 2016 8 47 55 7,8 611 86,3 42 5,9 708 100 2017 5 37 42 5,7 662 89,9 32 4,3 736 100 2018 8 44 52 6,8 684 89,3 30 3,9 766 100 2019 12 45 57 7,6 640 85,9 48 6,4 745 100 2020 11 38 49 6,2 695 87,9 46 5,9 790 100 2014-2020 52 52 357 7,0 4.432 87,7 262 5,1 5.051 100 Nota: MBPN – Muito Baixo Peso ao Nascer (Menos de 1.500g); BPN – Baixo Peso ao Nascer (Entre 1500 e 2.499g);
**Adequado ao Nascer (2.500 a 3.999g);
***Sobrepeso ao Nascer (acima de 4.000g).
Fonte: TabWin/SINASC/VE/VS/SMS/CNP – 2021 e DataWarehouse/SES-MT
3.3. PERFIL DE MORTALIDADE
O estudo da mortalidade consiste em uma série de indicadores que permitem a análise descritiva das condições de saúde de uma população, o perfil de mortalidade, a investigação epidemiológica e a avaliação de intervenções saneadoras.
As informações sobre a mortalidade no município são provenientes do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, tendo como fonte de dados a Declaração de Óbito (DO), documento oficial de dados sobre óbitos para a área de saúde no país.
3.3.1. MORTALIDADE INFANTIL
A taxa de mortalidade infantil exprime o número de crianças de um determinado local que morre antes de completar um ano de vida, por mil nascidos vivos. Este indicador é de grande relevância por avaliar a qualidade de vida dos indivíduos. Através dele, avalia-se a eficácia dos serviços públicos ofertados a população, tais como: saneamento básico, sistema de saúde (disponibilidade de medicamentos, vacinas, exames e etc.), assistência médica e hospitalar – maternidade, educação, alimentação adequada, entre outros.
Tabela 14 - Taxa de mortalidade infantil, por mil nascidos vivos, segundo o número de óbitos em menores de um ano de idade e o número de nascidos vivos de mães residentes, em Campo Novo do Parecis, 2014-2020.
ANO TAXA DE MORTALIDADE INFANTIL
MUNICÍPIO
2014 13,0
2015 17,4
2016 15,5
2017 5,5
2018 10,4
2019 11
2020 15,1
Fonte: SINASC/SIM/VE/VS/SMS/CNP - 2021 e DataWarehouse/SES-MT.
A OMS considera aceitável um índice de mortalidade infantil de 10 mortes para cada mil nascimentos. Em Campo Novo do Parecis, entre os anos de 2014 a 2020, apenas no ano de 2017 o índice de mortalidade infantil ficou abaixo de 10 óbitos. No ano de 2020 a taxa de mortalidade infantil ficou em 15,1, um aumento importante se comparado ao ano anterior (Tabela 14).
3.3.2. MORTALIDADE GERAL
A mortalidade geral em Campo Novo do Parecis nos anos estudados (2014- 2020) tem se mantido relativamente constante. O maior índice de mortalidade registrado ocorreu no ano de 2020, apresentando um valor de 4,7 mortes por mil habitantes. Entre 2014 e 2020, houve 952 mortes (Tabela 15).
Tabela 15 -Taxa bruta de mortalidade, por 1.000 hab., segundo o número total de óbitos em residentes de Campo Novo do Parecis, 2014-2020.
ANO
ÓBITOS POR GÊNERO MASCULINO FEMININO TOTAL DE
ÓBITOS TAXA
MORTALIDADE
N (%) N (%) N (%)
2014 84 67,2 41 32,8 125 100 4,0
2015 72 61,5 45 38,5 117 100 3,6
2016 100 74,6 34 25,4 134 100 4,1
2017 95 76,0 30 24,0 125 100 3,7
2018 98 66,2 50 33,8 148 100 4,3
2019 87 66,4 43 33,6 130 100 3,7
2020 117 91,2 55 31,8 172 100 4,7
2014-2020 653 68,7 299 31,3 952 100 4,0
Fonte: TabWin/SIM/VE/VS/SMS/CNP - 2021 e DataWarehouse/SES-MT.
Na análise, verificou-se que a mortalidade masculina é superior que a feminina. Dessa forma, em todos os anos estudados o número de mortes de pessoas do gênero masculino representou maior número, sendo 68,7% dos falecimentos, enquanto o gênero feminino representou 31,3% dos óbitos. As causas de morte masculina são variadas, sobressaindo as causas externas (acidentes, homicídios, suicídios e outros) como principais, sendo consequência dos diferentes tipos de violências instauradas na sociedade brasileira e camponovense.
Vale lembrar ainda que em 2020 houve o início da pandemia de COVID-19, que em nosso município foi responsável por 31 óbitos no período, perfazendo 18%
do total dos óbitos.
A mortalidade segundo a idade mede a participação dos óbitos em cada faixa etária, em relação ao total de óbitos. Dessa forma, elevadas proporções de óbitos de menores de um ano de idade estão associadas a más condições de vida e de saúde.
Enquanto isso, o deslocamento da concentração de óbitos para grupos etários mais elevados reflete a redução da mortalidade em idades jovens – sobretudo na infância – e o consequente aumento da expectativa de vida da população.
A mortalidade do público adulto é impactante no município. Entre os anos de 2014- 2020, a mortalidade atingiu mais os adultos na faixa etária de 40 a 59 anos de idade, representando 26,8% dos casos, seguido da população com 70 anos ou mais: 22%, e dos adultos jovens entre 20 a 39 anos, com 21,6% da proporção. A população idosa (acima de 60 anos) quando somada corresponde a uma proporção de 35,9% das mortes.
No ano de 2020, foram registrados 172 óbitos no município, dentre eles, 6,9% mortes em menores de um ano de idade, 2,3% de 10 a 19 anos, 19,7%
possuíam idades entre 20 a 39 anos, 27,9% dos óbitos foram na faixa etária de 40 a 49 anos, 15,1% entre 60 a 69 anos, e por fim, 25% das pessoas que vieram ao óbito possuíam idade igual ou superior a 70 anos (Tabela 16).
Tabela 16 - Óbitos em residentes, segundo a idade, em Campo do Parecis, 2014-2020.
ANO
ÓBITOS POR IDADE
FETAL <1 1 A 4 5 A 9 10 A 19 20 A 39 40 A 59 60 A 69 70+ IGN TOTAL
Nº % Nº % Nº % Nº % Nº % Nº % Nº % Nº % Nº % Nº %
2014 5 4,0 8 6,4 3 2,4 - - 7 5,6 31 24,8 39 31,2 13 10,4 19 15,2 - - 125
2015 6 5,1 12 10,3 - - - - 4 3,4 24 20,5 31 26,5 12 10,3 28 23,9 - - 117
2016 8 6,0 11 8,2 1 0,7 - - 4 3,0 32 23,9 32 23,9 20 14,9 26 19,4 - - 134
2017 - - 4 3,2 1 0,8 - - 5 4,0 32 25,6 35 28,0 17 13,6 28 22,4 3 2,4 125
2018 8 5,0 8 5,4 2 1,3 3 2,0 1 0,7 26 17,0 39 26,0 23 15,5 36 24,3 2 1,4 148
2019 - - 11 8,4 - - - - 2 1,5 27 20,6 32 24,4 22 16,8 30 22,9 7 5,3 131
2020 2 1,1 12 6,9 2 1,1 - - 4 2,3 34 19,7 48 27,9 26 15,11 43 25,0 - - 172
2014-2020 29 3,0 66 6,9 9 0,9 3 0,3 27 2,8 206 21,6 256 26,8 133 13,9 210 22,0 12 1,5 952
Fonte: TabWin/SIM/VE/VS/SMS/CNP - 2021 e DataWarehouse/SES-MT.
3.3.3. MORTALIDADE POR GRUPO DE CAUSAS
Em 2020 o perfil de morbimortalidade sofreu alteração com o advento da Pandemia pelo novo coronavírus SARS CoV-2, em se tratando de Mortalidade por grupos de causas, por exemplo, tem-se “Algumas doenças infecciosas e parasitárias”
como principal causa no ano referido, conforme mostra o gráfico 10.
Gráfico 10 - Número de óbitos em residentes por grupos de causas dos capítulos CID-10, em Campo Novo do Parecis, 2014-2020.
Fonte: SIM/VE/VS/SMS/CNP – 2021 e DataWarehouse/SES-MT.
0 10 20 30 40 50 60
Algumas doenças infecciosas e parasitárias Neoplasias (tumores) Doenças sangue órgãos hematopoéticos e alguns transtornos imunitários Doenças endócrinas nutricionais e metabólicas Transtornos mentais e comportamentais Doenças do sistema nervoso Doenças do aparelho circulatório Doenças do aparelho respiratório Doenças do aparelho digestivo Doenças da pele e do tecido subcutâneo Doenças do sistema osteomuscular e do tecido conjuntivo Doenças do aparelho geniturinário Gravidez, parto e puerpério Algumas afecções originadas no período perinatal Malformações congênitas Causas externas Sintomas, sinais e achados anormais de exames clínicos e de laboratórios não classificados em outra parte
2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020
Em meio às medidas de condições de vida, as causas de óbitos são consideradas umas das informações de maior relevância para o conhecimento da situação de saúde de uma população, subsidiando o planejamento e a administração de programas.
A causa básica revela a doença inicial da sequência que levou ao falecimento, imaginando-se que o óbito não teria ocorrido na sua ausência e, portanto, ela deve orientar as ações em saúde no sentido de sua prevenção.
Na mortalidade proporcional segundo o grupo de causa foram evidenciadas as principais causas de morte, por grupo, na população residente em Campo Novo do Parecis.
As quatros principais causas de óbitos nos anos estudados foram: Algumas doenças infecciosas e parasitárias (como mencionado anteriormente) 22,9%; causas externas 20,9%, doenças do aparelho circulatório com 14,5% e neoplasias apresentando 7,8%. Estes quatro principais grupos corresponderam a 66,1% dos óbitos em residentes, no período de 2014 a 2020 (Gráfico 10).