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PROTOCOLO DE COOPERAÇÃO

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Academic year: 2021

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PROTOCOLO DE COOPERAÇÃO 

 

 

Considerando que a Escola Nacional de Bombeiros (ENB), enquanto associação privada sem  fins  lucrativos  à  qual  foi  concedido  o  reconhecimento  como  pessoa  coletiva  de  utilidade  pública (por Despacho publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º 102, de 3 de maio de  1997),  desenvolve  uma  atividade  de  formação  técnica  dos  bombeiros  portugueses,  tendo  como seus associados a Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) e a Liga dos Bombeiros  Portugueses (LBP); 

 

Considerando que a atuação meritória da ENB lhe valeu, igualmente, o reconhecimento como  autoridade  pedagógica  na  referida  área  de  formação  (n.º 1  do  artigo  8.º  do  Decreto‐Lei  n.º  293/2000, de 17 de novembro), assim como a atribuição de diversas certificações; 

 

Considerando que a ENB tem com objetivo formar, simultaneamente, bombeiros, sobretudo  voluntários,  e  outros  agentes  de  proteção  civil,  bem  como  empresas  e  outras  entidades  privadas,  e  cidadãos  capazes  de  responder  eficazmente,  nas  vertentes  técnica  e  humanista,  aos riscos naturais e tecnológicos emergentes da sociedade atual; 

 

Considerando  que  o  enquadramento  legislativo  vigente  introduz  uma  acrescida  exigência  formativa  ao  bombeiro  voluntário,  com  o  condicionamento  da  respetiva  progressão  em  função da frequência de um vasto leque de módulos formativos; 

 

Considerando que a missão da ENB assume vital importância face ao feixe de atribuições do  Estado,  impondo‐se  acautelar  a  efetiva  verificação  dos  requisitos  técnicos,  materiais  e  operacionais reclamados pela normal atividade da Escola; 

 

Considerando  que  o  Município  do  Barreiro  é  uma  pessoa  coletiva  pública,  de  população,  território e fins múltiplos, cujas atribuições e competências são igualmente confinantes com a  atividade prosseguida pela ENB;    Considerando que as atividades de formação e fomento a desenvoler pela ENB no Município  do Barreiro também devem ser tidas como relevantes, não só no já aludido domínio material  específico para que estão orientadas mas também no que concerne ao desenvolvimento local  que lhe está inerente;    Considerando que a Baía do Tejo, S.A., empresa do Setor Empresarial do Estado, proprietária  e  gestora  do  Parque  Empresarial  do  Barreiro,  vem  mantendo  uma  política  de  colaboração  ativa  com  a  comunidade  barreirense,  consubstanciada  no  caso  concreto  dos  bombeiros  através  do  Protocolo  de  cedência  das  instalações  do  atual  Quartel‐sede  da  Associação  Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Sul e Sueste (AHBV Sul e Sueste), celebrado em 29 

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Considerando  que  o  referido  Parque  Empresarial  do  Barreiro  possui  infraestruturas  adequadas  e  que  reúnem  todas  as  condições  indispensáveis  para  os  fins  específicos  do  presente  Protocolo,  conforme  as  plantas  anexas,  sendo  vontade  expressa  da  Baía  do  Tejo,  S.A.  ceder  a  título  gratuito  instalações  adequadas  para  o  funcionamento  de  uma  Unidade  Local de Formação no domínio do Salvamento e Desencarceramento Ferroviário (SDF) e, bem  assim,  uma  Unidade  Local  de  Formação  no  domínio  da  Busca  e  Resgate  em  Estruturas  Colapsadas (BREC); 

 

Considerando que o Quartel‐sede da AHBV Sul e Sueste, cujo Corpo de Bombeiros se constitui  como  um  dos  dois  principais  agentes  de  Proteção  Civil  do  concelho  do  Barreiro,  possui  as  condições adequadas para o apoio logístico inerente ao funcionamento de uma Unidade Local  de Formação (ULF) da ENB, nomeadamente instalações para ministrar a componente teórica  dos cursos de formação, alojamento, balneários e refeitório;    Considerando que o Corpo de Bombeiros da AHBV Sul e Sueste possui competência técnica  adequada para a gestão e manutenção dos equipamentos inerentes aos cursos de formação a  ministrar  nas  ULF  “Salvamento  e  Desencarceramento  Ferroviário  (SDF)”  e  “Busca  e  Resgate  em Estruturas Colapsadas (BREC)”; 

 

Considerando  ser  objetivo  estratégico  de  descentralização  física  das  infraestruturas  de  formação, enquanto fator determinante para o reforço da oferta formativa, nos domínios em  que  a  ENB  se  encontra  acreditada,  para  tal  criando  Unidades  Locais  de  Formação  em  domínios específicos e diferenciados; 

 

Considerando  que  a  Baía  do  Tejo,  S.A.  se  compromete  a  garantir  que  as  condições  das  instalações para ministrar as componentes práticas dos cursos de formação nos domínios do  salvamento e desencarceramento ferroviário, e da busca e resgate em estruturas colapsadas,  são mantidas ao longo do período de execução do presente Protocolo; 

 

Considerando  que  a  AHBV  Sul  e  Sueste  se  compromete  a  garantir  que  as  condições  das  instalações para ministrar as componentes teóricas dos cursos de formação nos domínios do  salvamento e desencarceramento ferroviário, e da busca e resgate em estruturas colapsadas  e,  bem  assim,  as  condições  das  instalações  para  o  apoio  logístico  (alojamento,  balneários  e  refeitório) são mantidas ao longo do período de execução do presente Protocolo;    ENTRE:    MUNICÍPIO DO BARREIRO, Pessoa Coletiva Pública n.º 506673626, com sede na Rua Miguel  Bombarda, 2830‐355 Barreiro, representado neste ato pelo seu Presidente, Carlos Humberto  Palácios Pinheiro de Carvalho, na qualidade de Primeiro Outorgante;    E: 

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BAÍA DO TEJO, S.A., Pessoa Coletiva n.º 502288698, com sede no Largo Alexandre Herculano,  Caixa  Postal  5001,  2831‐904  Barreiro,  representada,  respetivamente,  pelo  seu  Presidente  e  pelo seu Vogal do Conselho de Administração, Dr. Jacinto Guilherme Ramos Dias Pereira e Dr.  Paulo  Jorge  Candeias  Parreira  Gonçalves  Gamito,  com  poderes  para  o  ato,  na  qualidade  de  Segundo Outorgante; 

  E:   

ESCOLA NACIONAL DE BOMBEIROS, associação de direito privado sem fins lucrativos, Pessoa  Coletiva  n.º  503657190,  com  sede  na  Quinta  do  Anjinho,  Ranholas,  2710‐460  Sintra,  representada pelo seu Presidente da Direção, Dr. José Maria Oliveira Ferreira, com poderes  para o ato, na qualidade de Terceiro Outorgante;    E:    ASSOCIAÇÃO HUMANITÁRIA DOS BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DO SUL E SUESTE, associação  de  direito  privado  sem  fins  lucrativos,  com  reconhecida  utilidade  pública,  Pessoa  Coletiva  n.º 501144781,  com  sede  no  Parque  Empresarial  do  Barreiro,  Rua  44  –  nº  65,  Caixa  Postal  5005, 2831‐904 Barreiro, representada pelo seu Presidente da Direção, Eng. Eduardo Osvaldo  Louro da Silva Correia, com poderes para o ato, na qualidade de Quarto Outorgante. 

 

É  RECIPROCAMENTE  ACORDADO  E  REDUZIDO  A  ESCRITO  O  PRESENTE  PROTOCOLO,  SEM  PREJUÍZO DO EXERCÍCIO DAS ATRIBUIÇÕES E COMPETÊNCIAS LEGAL OU ESTATUTARIAMENTE  COMETIDAS  A  CADA  UM  DOS  OUTROGANTES,  O  QUAL  SE  REGE  PELAS  SEGUINTES  CLÁUSULAS:    CLÁUSULA 1.ª    O presente Protocolo visa a constituição de duas Unidades Locais de Formação no Barreiro,  com o fim de desenvolver atividades formativas para Bombeiros e outros agentes de proteção  civil,  contituindo‐se  como  Centro  de  Formação  nos  domínios  do  salvamento  e  desencarceramento ferroviário, e da busca e resgate em estruturas colapsadas. 

 

CLÁUSULA 2.ª   

O  Município  do  Barreiro  compromete‐se  a  colaborar  na  delimitação  (vedação)  dos  espaços  físicos  correspondentes  às  instalações  nas  quais  serão  ministradas  as  componentes  práticas  dos cursos de formação nos domínios do salvamento e desencarceramento ferroviário, e da  busca e resgate em estruturas colapsadas. 

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CLÁUSULA 3.ª   

A Baía do Tejo, S.A. compromete‐se a ceder as instalações a título de comodato para ministrar  as  componentes  práticas  dos  cursos  de  formação  nos  domínios  do  salvamento  e  desencarceramento  ferroviário,  e  da  busca  e  resgate  em  estruturas  colapsadas,  nos  termos  do que vier a ficar definido em contrato de comodato a celebrar entre a Baía do Tejo, S.A. e a  Escola Nacional de Bombeiros.    CLÁUSULA 4.ª    A Escola Nacional de Bombeiros compromete‐se a:   

a) Submeter  à  apreciação  e  concordância  da  Direção  da  Associação  Humanitária  dos  Bombeiros Voluntários do Sul e Sueste uma proposta de Regulamento de Funcionamento  e um Plano Anual de Ação das ULF;    b) Assegurar os custos decorrentes da execução do Plano Anual de Ação das ULF, de acordo  com um custo/formando que terá como referência uma estimativa a calcular e a acordar  mediante a análise específica de cada ULF;    c) Regularizar à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Sul e Sueste a parte  do custo/formando de referência resultante da utilização das instalações onde funcionam  as ULF, ou dos serviços daquela, mediante a apresentação de uma fatura descriminando  os custos envolvidos e liquidável nos 30 (trinta) dias subsequentes ao seu envio.    CLÁUSULA 5.ª   

A  Associação  Humanitária  dos  Bombeiros  Voluntários  do  Sul  e  Sueste  compromete‐se  a  garantir que as condições das instalações, infraestruturas e equipamentos e demais requisitos  indispensáveis ao bom e normal funcionamento das ULF, sejam mantidos ao longo do período  de execução do presente Protocolo.    CLÁUSULA 6.ª   

1 ‐  Para  o  acompanhamento  da  atividade  das  ULF  e  resolução  de  todas  as  questões  emergentes  da  aplicação  do  presente  Protocolo  é  criada  uma  Comissão  de  Acompanhamento. 

 

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3 ‐  Para a composição da Comissão de Acompanhamento, o Município do Barreiro, a Baía do  Tejo, S.A., a Escola Nacional de Bombeiros, a Liga dos Bombeiros Portugueses (delegável  na Federação dos Bombeiros do Distrito de Setúbal), a Autoridade Nacional de Proteção  Civil,  através  do  Comando  Distrital  de  Operações  de  Socorro  de  Setúbal,  e  a  Associação  Humanitária  dos  Bombeiros  Voluntários  do  Sul  e  Sueste,  designarão,  cada  um(a)  um  membro. 

 

4 ‐  A  Comissão  de  Acompanhamento  será  presidida  pela  Escola  Nacional  de  Bombeiros,  a  cujo representante cabe voto de qualidade. 

 

5 ‐  A  Comissão  de  Acompanhamento  reunirá  em  sessão  ordinária  uma  vez  por  semestre  e  extraordinariamente  sempre  que  requerido  por  qualquer  um  dos  outorgantes  do  presente Protocolo.    CLÁUSULA 7.ª    1 ‐  O prazo de cedência das instalações a que se refere a Cláusula 3.ª será de 5 (cinco) anos a  contar da data de assinatura do presente Protocolo, com previsão de renovação por iguais  períodos sucessivos de um ano, caso o presente Protocolo não seja rescindido a qualquer  tempo  por  mútuo  acordo  ou  denunciado  por  qualquer  das  partes,  com  a  antecedência  mínima de 180 (cento e oitenta) dias em relação ao seu termo inicial ou a qualquer uma  das suas renovações, sem prejuízo do previsto no número seguinte. 

 

2 ‐  Acordam,  desde  já,  os  outorgantes  que  o  prazo  para  denúncia  do  comodato  a  celebrar  referido no número anterior não se poderá aplicar à Baía do Tejo, S.A. caso se justifique,  por imperiosa necessidade de requalificação e gestão do património desta, a desocupação  das  instalações  a  comodatar,  bastando,  para  o  efeito,  a  invocação  desta  exceção  devidamente fundamentada e justificada. 

 

3 ‐  O  incumprimento  da  cláusula  4.ª  do  presente  Protocolo,  não  obriga  a  Associação  Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Sul e Sueste ao cumprimento do aviso prévio  previsto no número 1 da presente cláusula.    4 ‐  O incumprimento da cláusula 5.ª do presente Protocolo, não obriga a Escola Nacional de  Bombeiros ao cumprimento do aviso prévio previsto no número 1 da presente claúsula.    5 ‐  A faculdade prevista nos números 3 e 4 da presente cláusula só poderá ser exercida se,  verificado e notificado à outra parte o incumprimento, a parte faltosa não sanar, integral e  satisfatoriamente  a  situação  no  prazo  máximo  de  30  (trinta)  dias,  a  contar  da  data  de  receção dessa notificação. 

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O presente Protocolo é feito em quadriplicado e entrará em vigor na data da sua assinatura  pelos outorgantes.      Barreiro, 27 de julho de 2014      O Presidente da Câmara Munipal do Barreiro        ________________________________________  Carlos Humberto Palácios Pinheiro de Carvalho          Baía do Tejo, S.A.  O Presidente do Conselho de Administração        _____________________________________  Jacinto Guilherme Ramos Dias Pereira  O Vogal do Conselho de Administração        _____________________________________ Paulo Jorge Candeias Parreira  Gonçalves Gamito          O Presidente da Direção da Escola Nacional de Bombeiros        ________________________________________  José Maria Oliveira Ferreira          O Presidente da Direção da Associação Humanitária  dos Bombeiros Voluntários do Sul e Sueste        ________________________________________  Eduardo Osvaldo Louro da Silva Correia   

Referências

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