i\y ; H .10 i-'» ¦->; •c v 1 •'- A -;' ^ ?
Director
JDLIO BARATA
|' Ked. e Administração ALFÂNDEGA, 120 ¦. "¦' í V|V ''.-¦'¦'-'. -'0 réis
ANNO X
Rio de Janiero, Sexta-feira, 12 de Agosto de 1938
NUMERO 3.685
1
YUID
A.niD
— — = _ :_ — V) r- r-. (JJ . === '¦ "¦"¦¦' ¦ -^-SS . JH A MEDIADO
Froseguem as conferências entre o sr. Runciman,
o governo tcheco e os representantes das minorias
Sr. Runciman
LONDRES, 11 (Havas) — Proseguem afetivamente as con-rereneiás entre Lord Runciman, ) governo tcheque e os repre-jüiitantós das minorias.
Esta manhã Lord Runciman lomou pessoalmente parte na entrevista realizada entre os seus collabo-radores o os dele-gados dos sudetes, Kundtj Pe ters, Rosche Schiketanz e Se bckuvski. Depois da reunião um communicado anuunciou que os delegados sudetistas tinham exposto seu ponto de vista con-tinuando a entrevista sobre de-talhes das próximas negocia ções. A próxima reunião dos delegados tia minoria allemã com os collaboradores de Lord
'Ateste :.íRtinciman- tóò^-^s-e-u-éaliz^ápntiirJHiTeHioraHduhr-sobre os- inckien tes oceorridos recentemente en-tre tcheques e allemães.
Ainda não foi marcado o dia para uma entrevista entre o presidente- do conselho e os res-presentantes da minoria hun-gara, mas é provável que estít conferência se realize ainda esta semana ou nos primeiros dias da semana próxima. opinião dos círculos
henleinis-tas, antes da semana vindoura. Amanhã, Lord Runciman \i-ceberá ás 11 horas os deputado* Szúlíp, Jarose e Esterjhazy, re-presentantes do partido chris tão Social-Autonomista Hunga ro, que exporão os desiderata de seu partido num memorai»-dum'"'redigido em inglez. üs
autonomistas húngaros pedem a reconstrucção do Estado e u igualdade absoluta de direitos para todas as nacionalidades e collectividades regionaes. Pedem ainda a autonomia para a mi-noria húngara e reclamam s» convocação uma assembléa le-gislativa incumbida de modiíi car a constituição. No memo-randum , que apresentarão ama-nhã a Lord Runciman, os auto-nomistas húngaros criticam u solução proposta pelo governo tcheque e declaram-na insufíi-ciente.
De outro lado o presidente do conselho, Milan Hodza, pro-segue as negociações com ou delegados nacionalitarios. Esta tarde ás 17 horas celebrou-sb no Palácio Kolowrat e sob a presidência do prmieiro mini.-' tro uma reunião dos membros do governo tcheque e uma de legação dos allemães sudetes. Assistiram igualmente a esta reunião os representantes dos "clubs"
parlamentares de çol-ligação. No começo da reunião o sr. Milan Hodza expoz o pon to de vista do governo e o da commissão dos partidos de çol-ligação sobre os projectos actualmente em discussão que se referem ao estatuto da ítit-noria allemã- A próxima con-ferencia do governo com os de-legados dos sudetes realizar-se-á provavelmente a 17 deste mez e parece provável que nes-sa oceasião os representante!* da minoria allemã apresentem ao presidente do conselho um
Londres considera os preparativos militares
do Reich como nm «blnfft on agressão
contra a Tchecostauia
LONDRES, 11 (De 1». L. Bret, da Agencia Havas) --•'•Bluff V ou aggressão contra a Tchccoslovaquia; eis os dois termos do dilemma que os pre parativos militares do Reicfi apresentam aos círculos politi cos britannicos, preoccupadoh-com ás revelações que acabair de fazer o "Manchester Guar dian" c o "Yorkshire Post". Ninguém nega a cxacüdão das informações reproduzidas pela Imprensa, das quaes apparcnte mente os departamentos inte-ressados já tinham conhecimen Io ha vários dias. De outro Ia do, segundo informações colhi-das cm círculos parlamentares bem informados, não se faz cm Berlim mysterio nenhum, coro os addidos militares ás embai xadas naquella capital, dos pre parativos militares que estão sendo realizados.
O mesmo dilemma — "bluff" ou aggressão — é igualmente admittido nas espheras. mate chegadas ao governo britannico. mas no seio da maioria parla mentar as opiniões se dividem e esta differença de interpre tação se verifica também no gabinete. Alguns asseveram que a ostentação dos preparati-vos militares do Reich prova o
desejo de impressionar com *»./ ta exhibição de forças armada» não apenas o governo de Pr«#-< como ainda Londres. Paris
ffií^^^B^^^K % v ' -Í9B
¦La
m
BEM
¦
Presidente Benes ;; Varsovia, Moscou e Budanest e desarmar qualquer tentativa de resistência á determinação dos nazistas de resolver Jfo&a* maneira o problema dolflile mães dos sudetes. Outros* tentam que as medidas m
Regosija-se o
com o armistic]
iUrJFONDASENSAP DEmWM
TOK1Ü. 11 (Havas) - "Não
Japãb
.rv
teremos pá segunda guerra . Estas palavras que se ouvem ho-je em toda a parte, bem tradu-zem a impressão profunda de allivio produzida pela noticia do armistício entre a U.K.S.S. e o
SEMI MB IBB
bombardearam i-Clann c Han-Yano
nnaraearam wning e
Eleva-se a seíscentos o numero de mortos
B^Bl ^K^aHBIãB -^^^^HB! H^K^Kf ^SI^wil^B ^B *
Estragos causados pelas bombas de um avião japohé* íIANKEU, 11 (Havas) — Era
fipproximaclamente meio dia quando sessenta apparelhos japonèzes divididos em duas esquadrilhas arremessar a m mortíferas cargas de bombas «obre as íortificações de Wu. Charig e Han-Yang, visando especialmente as defesas Nord orlentaes da primeira das ci. dades mencionadas.
As bombas japonèzes não at tingiram o alvo. Fizeram en-tretanto, grande numero de vlctimas - mais de quatrocen tas foram mortas cm Wu. Chang c cerca de duzentos em Han-Yang o provocaram em dlfferentes pontos violentos Incêndios.
Em Wu-Chang além dos tíamnos causados ao collegio de Boone onde três funeciona-rios foram mortos pelos pro. jectis e varias dependências destruidas — as bombas arre-messadas pelos aviadores nip-ponleos damnificaram seria-mente a linha férrea que une Cantâo e Hankeu. Multas bombas explodiram nas pro_ ximiüades da estação de Wu-Chang em cujas paragens as vlctimas foram numerosas.
O correspondente da Ageri-cia Havas visitou um dos balr ros populares de Yan-Shang, completamente destruído: os cadáveres retirados até então dos escombros sommavam mais de cem. mas as turmas de soccorro continuavam a trazer á li» novas vlctimas,
mortos c feridos, sepultadas entre as ruinas.
Os sessenta aviões que leva. ram a effeito a incussâo arre-messaram bombas de uma ai. tura de cerca de seis mil me-tros, tornando assim inútil a defesa das baterias anti.as-reas.
Nota-se que esta é a primei-ra vez que aviões japonèzes levam a effeito um bombar-delo sobre &s obras de defesa deste grupo de cidades. Até aqui todos os esforços da avl. ação nlpponlca de bombardeio concentravam-se no aerodró-mo de Hankeu, mas nunca ti-nha sido effectuada qualquer tentativa contra o arsenal de Han.Yang ou contra os quar-teis e depósitos de munições de Wu Chang.
Japão. Não é exaggerado affir. mar que a tensão verificada de> de que se produziu o priiftèíro incidente de fronteira, ha exac tamente um mez, envolveu Tokio numa atmosphera de guerra que um anno de hostilidades na Chi-na não tinha conseguido crear.
Não obstante a extrema re-serva que no correr das ultimas semanas se limitou estrictamen-te a reproduzir os communica dos officiaes do Ministério da Guerra, o "homem de rua" náo deixou nem tini único instante de acompanhar o desenvolvimento da situação na fronteira mand-chu.sovietica com um interesse que nunca tinham despertado as noticias procedentes dá frente chineza. Hoje a opinião publi-ca estai convencida de que o pe-rigo passou, embora a vizinhan-ça da U. R. S. S. possa re-servar para o futuro novas esca. ramuças de fronteira,
Os jornaes mostram-se eni ge-ral satisfeitos pela conclusão do armistício, mas pSa o publico em guarda contra todo optimis. mo exaggerado.
O" "Nichi-Nichi" declara que "esta trégua não significa de maneira nenhuma que a quês-tão esteja resolvida mas única-mente que o mal de agudo sz tornou chronico".
O "Mikado Shimbun" conside-ra que se os Soviets aproveita, rem a lição, o incidente são se terá produzido em vão.
Em geral todos os jornaes vêem no armistício um rude gol-pe para a China porquanto lhe tira qualquer esperança de au-xilio por parte da U.R.S.S.
res adoptadas pelo lteich sa» dictadas pela real intenção de oecupar militarmente a região ííos sudetes logo que forem tei-minadas as obras de fortifica (,-óes na fronteira occidental « ultimar a concentração de tro-|/as na Áustria.
Entre uma e outra desta» iu terpretações extremas existe a opinião emittida nos círculos mais chegados ao sr. Nevilie Chamberlain c que bem poderia ser o ponto de vista do primei-ro ministprimei-ro, a saber que as >n-tenções do Reich são ainda im precisas,. que a Allemanha pre-tende unicamente, por emquan-to, impressionar o adversário com esta exhibição de forças, afim de resolver em setembro ou outubro a questão dós su detes, embora seja bem possi-vcl que uma vez em poder dei-tes meios de pressão o governo allemão ceda á tentação de em* pregal-os e se deixe arrastai para além das suas primeiras resoluções, tal como teria acon tecido no caso da Áustria.
O sr. Chamberlain partirá, para a Escossia nos primeiros dias da semana vindoura e não resta duvida que acompanhará de perto os acontecimentos em-quanto durar o período de fé-rias do titular do Foreign Oí-fice. Como sempre acontece aliás, os ministros poderão ser promptamente convocados des-de que se apresente a necessi dade.
'-KIMrTEMPESTUOE
EM LONDRES
São consideráveis os
prejuízos
LONDRES, II (Havas) — Violenta tempestade abateu hoje á tarde sobre esta capital e seus arredores. Em Wembley a chuva torrencial inundou um campo de football. Os campeonatos de na-tação quasi foram interrompidos. Uma torrente de água de cersa de 15 centímetros de altura in-vadiu a piscina, mas immediata. mente equipes de operários fi-zeram uma barragem Impedindo que a água inundasse as depen-dencias do edifício. O aerodro. mo de Croydon ficou completa, mente inundado. Em vários lo-cães a enchente foi tão grande que conduetores se viram obri-gados a abandonar nas suas seus carros. Diversos hoeiros reben-tarem sob a pressão da água.Soldados nacionalistas em descanso após uma batalha
EM TODAS AS FRENTE;
obtêm vicioricB os nacionalistas
UM COMMUNICADO VERMELHO NAO ESCONDE A VIOLÊNCIA DA
OFFEN-SIVA FRANQUISTA EM HERRERA DEL DUQUE E CASTUERA
BURGOS, II (Havas) — O exercito da Estruinadura ultra, passou o casario de Alniorchoii e assegurou-se da.posse do cru-zamento' ferroviário- das-• linhas7 de Ciudad Rcaf-Badujoz e Bel-niez-AlinorcMÉj
Entre as ^Riçõcs tomadas fi-guram Almadjcra, Naranjo e Cuervo. *
As vanguardas nacionalistas encontram.Se a seis kilometros da importante cidade de Cabeza de Buey.
O exercito do centro consoli. dou as posições conquistadas
RACTIFICAP DO
ACCOR-DO SOBRE AS FRONTEIRAS
FRANOO-GERMANICAS
BERLIM, 11 (Havas) — O sr. François Poncet, embaixa-dor da França, procedeu hoje de manhã com o sub-secretario de Estrangeiro, sr. WoéVman, á troca dos instrumentos de ra-tifieação do accordo sobre as fronteiras franco - germânicas assignado em Paris a 16 de dezembro do anno passado.TELEGRAMMAS
EM RESUMO
Em Maresejo na Istria, foram recolhidas ao hospital onze pessoas em estado grave por terem co7iiiâo carne de um suino que tinha morrido de carbúnculo.
Embarcou para a França o sr. Djemil Mardam Bey presidente do conselho da Sy-ria.
TERMINARAM AS
MANOBRAS ALPINAS
0 PRESIDENTE LEBRUN E 0 SR. DALADIER
REGRESSARAM A PARIS
PARIS, 11 (Havas) — Com. municam de Briançon que ter-minaram esta tarde, com o des-file perante o presidente da Re-publica, o chefe do governo e o chefe do Estado Maior, do Exer-cito, as manobras alpinas em que tomaram parte nove bata. Ihões de caçadores, três meutos de infantaria, dois regi-mentos de artilharia de monta, mia, dois regimentos de cavalla-ria e dois regimentos de enge-nharia motorizada.
As manobras realizaram-se nas regiões das clicostas dos montes Oalibier, Laiüaret em Lameijc.
Mais de dez mil pessoas es-.palhadas pelos valles vizinhos
presenciaram o desfile das tro. pas.
Na oceasião em que o presi-dente da Republica e o chefe do governo felicitavam o general Touchon, que dirigiu as mano-bras, a grande massa de povo cantava a "Marselheza",
Depois da revista o présiden. te da Republica regressou de automóvel ao castello Vizille, perto de Grenobese, onde está passando as férias.
O sr. Dadier partiu para (ire-nohle, de onde regressará a Ha-ris por viü" aérea.
Durante o enterro do campeão sul-americano de box Júlio Suarez. a enorme ¦multidão que compareceu ao acto desobedeceu ás ordens da policia, que teve de proce-der energicamente afim de dispersar o povo que queria transportar o esquife para o Luna Park.
Os festejos commemora. tivos da data da reconquista de Buenos Aires iniciaram-se com uma salva de 21 tiros jun to á pyramlâe da Praça de Mala,
—Comminicam de Cordoba que durante o acto eleitoral dos estudantes da Universida-de originou-se renhido tiro-telo de que resultou a morte do estudante Alberto Santia. go. Ficaram feridos gravemen te os estudantes Garcia Mon-tana e Juan Carreras.
O valor das exportações argentinas nos sete primeiros mezes deste àririo attinge a 820.163.000 pesos contra .... 1.505.231.000 pesos em egual período do anno passado.
Ainda não foram desço-bertas as causas que motiva-ram o desastre aéreo em que morreram doze pessoas entre as quaes nove jornalistas es-trangeiros.
O rei Leopoldo visitará a corie da Hollunda a 21 do cor.
rcnlc
hontem. A aviação bombardeou intensamente as posições repu-blieanas. Na frente do Ebro e no sector de Segre a tranquillidade "é^emptet-av --- *^^m^^m MADRID, II (Havas) — Foi publicado o seguinte coninumi-cado: ,
"Frente da Extréniãdura — A offensiva rebelde continua nos séctorès de Herrera dei Duque e Castuera.
O adversário enviou para a 11-nha de frente importantes elfec-tivos e grande quantidade de ma. teria]. A mais -forte pressão 6 exercida entre os rios Gtuídlana e Gargalaiga e na Serra Oreal-lana.
As tropas republicanas
resis-tiram brilhantemente aos assai, tos dos rebeldes mas tiveram que recuar para as serras de Vai de i
Mornos e Jura, evacuando.a al-j». ideià' de Casa-tte -Dou IJedro. T?d- —
tros elementos das forças gover-náméntáes estabeleceram-se en. tretanto, na margem esquerda do Guadiana, bonibardeaudo;com a sua artilharia as novas;; posi-çôes nacionalistas. ¦ '^,;:v iw
No sector de Castuera as tro.. pas franquistas conseguiram, ã custa de pesadas perdas, con-quistar um pouco de terreno na direegão de Cabeza dei Buey, mas a sua progressão é lenta, graças ás muitas pequenas ser-ras da região que permitteni unia defesa efftcaz.
VIOLENTOS TIROTEIOS
NA PALESTINA
VARIAS PESSOAS FERIDAS - ALASTRA-SE 0
MOVIMENTO DE
Sr. MdcDonald JERUSALÉM, 11 ülavas) As tropas que effeètuánini buscas ria região de Naplou-se, foram atacadas a tiros de metralhadoras por terro-ristas escondidos nos outei-ros vizinhos, na oceasião em que regressavam aos seus acampamentos. As halas ai* cangaram Naplouse e feri-ram Ires pessoas dentro da própria habitação. Travou-se então rendida luta entre
varam obras. A o eoutraineslre da» ACTIVIDADE DOS EXTREMISTAS AMiMAM, (Transjordar uea) II (Havas) —Os ex-tremistas árabes fazem ac-lualmente fortíssima propa* guiada destinada a decidir que as tribos dos beduinos apoiem o movimento der»* bcllião na Palestina. Com-quanto essa propaganda não tenha ainda obtido effeito sensível, o emir Abdallah. afim de eontrabalançal-a. visitou as tribos importan-tes de Ralka e Benisaker. Por seu lado, as autorida* des militares tomaram toda» as medidas destinadas a li* mitar a aetividade dos ex* tremistas. O governo proc<v de igualmente á reorgani* zação dos postos da frontei* ra com a Hedjaz. O delega* do do alto commissario ins-peceionou esta semana es* sès postos com um technico. os soldados e os aj,
res que durou hora e meia. As baixas das duas parles são ainda desconhecidas.
No correr da tarde uni bando armado atacou uni grupo de operários judeus que reparavam a estrada perto de «úitliiiiiiu e apode-roíi-sc de um caminhão v
le-sso* ' O SR. MACDONALD APRE*
SENTOU UM
RELA-TORIO
LONDRES. II (Havas, — O sr. iMacDonald, minis-tro das Colônias, visitou hoje o primeiro ministro a quem IV/, um relatório de sua rcceiilc via«em á Pales* lin».
m
PAGINA 2
Rio de Janiero, Sexta-iei ra, 12 de Agosto de 1938
A BATALHA
Hwipf-S
NACIONALIZAÇÃO DOS SERVIÇOS PÚBLICOS Continua o Estado Novo a aprimorar o seu apparelho l' 'administrativo com a creação :': de apparelhos que acresçam e melhorem o rendimento das actividades dos seus servido-res e com a expedição de nor. i mas assecuratorias desse ren-, ¦¦¦ dimento.
::>:.. Por decreto-lei expedido pe. Io sr. Presidente da Republi-¦ :.ca, as repartições administra. ¦ ¦Uvas federaès terão, dóra a-.; vante, lotação fixa de pessoal, -.--,- .conforme as necessidades do Hi trabalho, entenâendo-se por lotação o numero de funecio-.:¦¦ narios de cada carreira, ou de ¦-. cargos isolados, bem como o numero e denominação de ¦ funeção dos extra-numerarios. ¦¦ que devem ter exercido em
cada repartição publica. A lotação básica das repar. . ¦ tições será fixada por decreto 4o Presidente da Republica, . nediante proposta do Departa
ssoes
L ¦ n r - min——-——' mento Administrativo do Ser-viço Publico. Afim de estudar as bases dessa lotação é in-stituiãa uma commissão com. posta de dez membros, sendo um representante de cada Mi. nisterio, designado pelo respe-divo ministro, sob a orienta-ção de um representante do Departamento Administrati-vo dó Serviço Publico elle de-signaáo.
. Racionalizando a organiza, ção da administração publica e provendo a essa organização de modo a que, com q numero estrictamente necessário de funecionarios, corresponda ás suas necessidades, o Estado Novo età realizando obra in-tellígente do maior alcance, de resultados immediatos, que passarão a ser permanentes. Não se lhe pôde recusar lou-vores por essa iniciativa e pe-Ia execução que lhe vem dan-do com a expedição de actos suecessivas, tendentes todos á essa mesma finalidade.
DEfflM AS1MS PELO
IfE DA REPUBUCA
PRE»
i O presidente 'da Republica assi-fjnou os seguintes decretos:
Na jiasta da Fazenda:
¦ Nomeando pai;a as funeções de !'.: membro* da Primeira Gamara do • . Conselho'Superior de Tarifa du-. rante dois annos o official admi-..". nistvativo dos Alfândegas Hilde-brando Newton de Barccllos e •Octavio Ia>pch 3à Campos, e du-rante um anno, o dr. Antenor Rangel Filho o o official adminis-trativo das Alfândegas Alberto Solano Carneiro da Cunha; e pa-""'
ra. supplcntes, Rylvio Magalhães Figueira e o official administra-tlvo das Alfândegas Evaristo da Veiga e Souza.
'
— Nomeando para os funeções de membros -da Segunda Câmara do Conselho Superior de Tarifa ' • durante dois annos, o dr. Rodol-pho oi-terblad e o official admi-.... ..nistrritivn das Alfândegas Odilio ;. Martins de Araújo, e durante um anno, Gastão de Carvalho Brito e o official administrativo das Al-' Al-'¦¦ fandegas Polydoctes de Oliveira; í e para as fiiiícções do répresen-. tante da Fazenda o procurador de ípelegacias Fiscaes Carcilazo Vel-','¦
lasco Freire.
— Nomeando membros do. Pri-'•'ineiro Conselho cie Contribuintes: o dr. José Luiz Baptista e fiscal 'do imposto de consumo Jayme Pe-.'..-rides de Souza Guimarães, poi ,; tt-es annos: o dr. pctâyio Pereira . , Penna e o còntaMilsta Eduardo Lopes Rodrigues, por dois annos. "-¦
e o dr. Raiil de Araújo Maia e 0 official administrativo José Neves ...da Fontoura, por um anno: e para supplcntes, o official administra-tivo Ulysses de Oliveira Sampaio e o dr. Antônio Bezerra Cava!-canti.
! — Nomeando membros do Se-gundo Conselho de Contribuintes; o dr. Francisco César Brandão i Cavalcante e o official adminis-trativo Janserico de Assis, por três annos; o dr. Vicente de Paula Galliez c o official do imposto do consumo José Francisco de Mat-• toe, por dois annos; o dr. Genaro j Vidal Leite Ribeiro, por um an-.no; e para supplcntes, o official administrativo Orlando Baptista Bittencourt e José Pinto de Al J= meida Filho.'¦ — Nomeando: Villar Fiúza, da
Câmara, engenheiro do Domínio .-- da União junto ã Delegacia Fiscal . .no Amazonas: Luiz de Freitas . .Borges, desenhista do Domínio da "'União
junto á Delegacia Fiscal no ¦'Espirito Santo; o cx-colloctor fe-áeral em Escada, Pernambuco. ;¦ Solon de Bnrros Corrêa, para col-: lector federal em Maricá, no Fs-,. tado do Rio de Janeiro: e Lauro Santos, para guarda fiscal, no pos-\ to de Sambaqui, em Santa (t^.itha-'¦'¦'
rina.
-••' — Concedendo aposentadoria a '"Vicente
Passos Maia, collector fe-l dorafe-l em Guaporé, no Rio Grande 'do
Sul; ao patrão Théodoro Ale-xandre da Silveira e ao guarda .aduaneiro José Moreira Coelho.
,.. -r-: Aposentando o escrivão da -. eollectoria federal em Lorcna Boa-nesio Ferreira Lemos, nos termos da lei constitucional n. 8, de 16 de maio deste anno e o collector federal em Igaraipava, ambos em São Paulo, este nos termos do ar-figo 156, letra D, da Constituição Federal.
A BÊTGLHfl
ft —— ASSIUNATUHAS INTERIOR Redacção, nrlmliiistrnçfto e offlelnas RTJA DA ALFÂNDEGA N.« líl Dlrentor tJÚLIO BARATA
Director IÍ8-0714 Secretario 23-0198 , Telepliones da Reilacçflo : Redacture* «3-0413 Reportagem de Policia í»-iimis' Telephone offlclnl .... 2Í-88 Seccfto de Sports .... 23.U41S Telephtines da Administração : Gerente 83-0M» Contabilidade as-lüa» i iibllrldade 23,10» Advogado iS-0937 Semestre Anui. ... 6UKIU0 7U$Uu(l V CAPITAL E NlUTIlEltOY » Anno .... r Semestre MlSUWi iiiíuimEXPEDIENTE
O SR. JUVENAL KUN1'2 K NOSSO UNIÜO UOUllAUOUAposentando, de accordo com o dispostoSiio artigo 177 da Cons-tltutçaò Federal os fiscaes do im. posto de consumo, no Districto Federal. Antônio Dias Martins e na capital do Rio Grande do Nor-te, Dorival Hipnolito Ferreira Pen-na. tendo em- vista os bons servi-Cos prestados durante mais de 30 annos á Fazenda Nacional.
Promovendo a agentes fis-cães do imnosto de consumo: na capital de São Paulo e do interior do mesmo Estado, Orlando Was-hintrtpn de Oliveira.; no Distrlero Federal e ria capital de São Paulo, Onalrto Brs.ncante Machado; e na capital do Rio Grande do Norte e do interior do niesmo Estado, Al-cides da Câmara Moura; e no-meando, a pedido, os agentes fis-cães do mesmo imnosto — no !n-terior de Mntto Grosso. Manoel Valentino dos Santos, para o in-terior do Rio Grande do Norte: no Interior do Rio Grande do Sul, Emygdiq Madruga, para o interior de São Paulo: no interior do Pa-ra.ná. Oswaldo Miranda da Rocha Tavares, para o interior do Rio Grande do Sul; no interior do Cea-rá, Norbèrto Magalhães da Sil-veira, para o Interior do Paraná: no interior do Espirito Santo, José Barbosa e Mattos, para o interior do Ceará; e no Interior do Mara-nhfi.o, Sebastião Pereira de Souza, para o interior do Espirito Santo; e. nomeando para funecões Menti-cas, Ellamnnt. Rocha da Costa, no interior do Maranhão e Nildo Pes-soa Barreto, no interior de Màtto Grosso.
Promovendo: o escrivão na eollectoria federal em Suasuhy, Minas Geraes, João Damasceno Peroba a collector federal em ,)c-quei-y, no mesmo Estado; o ese.rl-vão da eollectoria federal em Car-mo de Parnnahyba, Minas Geraes, Athaydo da Cruz Fernandes para idêntico cargo em Araxâ, no mes-mo Estado: e remes-movendo o collo-ctor federal em Alt.inho, Pernam-ouço, Pantaleão Alves da Costa para a eollectoria em Bello Jar-dim, no mesmo Estado; e, a pe-flido, o despachante aduaneiro jun-to á Alfândega da cidade do Rio Grande, Gustavo Bartoni para idêntico logar na Alfândega de Porto Alegre.
Nn pasla da Agricultura: Approvando a transferencia da concessão outorgada á Electro-Chimica Brasileira S. A., e dlserl-mina os favores já concedidos pelo mesmo decreto.
Declarando caduca a autor;-zaeão conferida a João Alves de Oliveira o Edson de Carvalho pa-ra, por sociedade que organizai, pesquisar minérios de cobre, es-tanho. nicltel e seus associados, e bem assim, pedras preciosas e semi-preciosas, em Pedra Branca o Corijunha nos Estados da Pa-rahyba r- Rio Grande do Norte.
Autorizando, a titulo provistj-rio: Oswaldo Affonso Teixeira de Assiinipcão, a pesquisar ferro em Sarapuhy. município de Piedade, em São Paulo; Bernardlno Salomè de Quelroga, a pesquisar gaz nu-tural em terrenos do marinha, no litoral de Santos. São Paulo; Fran-cisco de Assis Fonseca, a pesqui-sar minei-lo de ferro, em Belchior, município de Gaspar, Santa Ca-tharina; Francisco Ftavio Fonta-na, a pesquisai' minério de ferro, no município de Rio Branco, no Paraná; Sociedade de Mineraçáu e Metallurgica. a pesquisar a ja-zida de velframita, na região iU Serro cTÁrvore, município de En-cruzilhada. Rio Grande do Sul: João Farias Filho, a pesquisar ouro de alluvião em um treeho do rio Cassiporé, no Amapá, Pará; Companhia Ribeira S- A., a pes-quisar ouro, chumbo e eobre, na localidade de Estreito, districto de Epitacio Pessoa, município du Bo-cayuva, no Paraná; d. EstherCer-queira de Carvalho Netto, a lavra da Fonte de Água Mineral, Poço de Quilambô, no município de Tacanga, em Pederneiras, São Paulo; e a Werner Lohner, a pen-quisar ouro em um terreno de sua propriedade, em Olaria, districto de Jaguaruna, município de Pe-quy, Pará de Minas, em Minas Geraes
Foi nomeado chefe de
se-cção da 8"
Circumscri-pdo de Recrutamento
Foi nomeado para o cargo dr- Chefe de SeceAo da 8" Cir-Cumsorlpção de Reerutamnnto d major Augusto Soares dos Santos, do ü" Regimento e in-hnluriu.
SOLIDARIEDADE
As doutrinas extremistas fefem a dignidadehu-mana, porque annullam tolalniente o homem, diluiii-do-o na massa anonyma e tirando-lhe tudo o que o caracteriza e distingue como pessoa livre.
O coüectivismo marxista, oriundo do absurdo ulu-losopliico de uma igualdade irreal e illusoria, trans-forma o ser humano em autômato, em simples coisa ou simples numero a augmentar o total do povo. Pela i
mesma cartilha lê o fascismo, que só vê o homem na corporação e o confunde praticamente com a machiua ou o encara como mero agente da producção.
No regimen que adoptámos, foi possivel evitar os dois escolhos e attingir um equilíbrio racional, que nos liberta daquelle individualismo feroz e damninho de liberaloides, ao passo que nos afasta do collecti vismò utópico e materialista. O indivíduo fica situa-do dentro das lindes, que o seu valor e a sua vocação lhe assignalam. Mus, ao mesmo temo, sob o influxo de um corporativismo moderado, identifica-se com o seu grupo natural, o syndicalo da sua profissão, a en-tidade do Estado, a que se filia pela regra dos seus próprios deveres. A solidariedade, no sentido chris> ! tão do termo, suhstituc assim aquella fusão na massa, que é o distinclivo dos regimens destruidores da per-sonalidade.
Ora, a solidariedade ou o solidarismo, se quize-rem, c uma virtude. No cadastro das grandezas educas, esse espirito de aproximação com os nossos seme* lhantes se veste com o bello nome evangélico de carl-dade e é a mais pura forma do amor ao próximo.
O Estado Novo incorporou-a ao índice das quali* dades moraes, indispensáveis ao homem brasileiro, porque não se comprehende Estado Novo sem
soli-dariedade, isto é, sem a união ca harmonia de todos os brasileiros, quer dentro dos quadros profissionaes, quer no âmbito muito mais largo do próprio Estado. 6 homem não foi construído para o isolamento. Pre-cisa, para a plenitude de sua vida, da família, de grel, da tribu, da sociedade. Eliminando partidos, derru» bando os clans regionaes, extinguindo os corrílhos ne* potislas, o Estado Novo deveria crear uma categoria nova e mais perfeita de solidariedade. Oeou-a, effee-li vãmente, congraçando todos os filhos da mesma pa-tria no seio generoso da própria Nação. A mora) do novo homem, cuja consciência se vae agora plasman-do, exige, portanto, que elle cultive o sentimento da solidariedade, que significa, na ordem pratica, cci-dia-lidade entre os membros do mesmo governo, união dos cidadãos em torno dos ideaes communs, sacrifício de pequenos ou grandes interesses, que não coinci-dam com os interesses geraes.
Dessa solidariedade temos magnífico exemplo na composição dos Exércitos. Para o militar, a unidade .não é o indivíduo: é a tropa. O militar vive na tropa "
c para a tropa, guardando, é claro, todas as suas re» servas pessoaes <> típicas de talento, de iniciativa e de bravura, mas collocando-as todas, em qualquer transe,
ao serviço da tropa, que é o conjuneto dos soldados e nunca o soldado isolado. Ahi está a imagem perfeita da solidariedade, que o Estado Novo impõe e procouiza: o valor pessoal, desenvolvido até o auge, mas applica-do sempre em beneficio da collectividade, com o sen-tido superior, altruísta e christão do "viver para ou-trem" de Augusto Comle e do "aniac-vos uns aos ou» tros" de Jesus Christo.
JVLIO BARATA
""^^» 1
RESENHA POLÍTICA
CHEGARÃO AO RIO, NA PRO XIMA TERÇA-FEIRA, 0 IN-TERVENTOR ADHE.MAR DE BARKOS E 'IODOS OS SE-CRÈTARIOS DO GOVERNO
PAULISTA
S. PAULO. 11 (A. N.) -Está definitivamente marcada para o dia 13, pela manhã, a partida dos membros do gover-no do Estado para o Rio de Janeiro, aonde vão agradecer a visita do si. Getulio Vargas a São Paulo,
Integrarão á comitiva, que partirá em avião especial da "Vasp",
o interventor federal e sra.. Adhemar de Bar ros; sr. Udeeio Bueno de Camargo, che-fe da Casa Civil; capitão .loa-quim Ferreira de Souza, da Casa Militar; srta. Magdalena Mendes Cajado, auxiliar de ga binete da interrentoria; srs. Guilherme Winter, secretario da Viação: Mariano Wendel, secretario da Agricultura; Ce sar Lacerda Vergueiro, secrn tario da Justiça; Dalisio Men-na Barreto, secretario da Scgu-rança Publica; secretario da Educação csra, Álvaro Guião; secretario da Fazenda e sra. Salles Júnior; Prestes Maia, pi efeito da capital, e director do Departamento das Muniei palidades e sra. Izidro Gon çalves.
Os secretários de Estado re-gressarão para esta eapital, dia 16. O sr. Adhemar de Barros permanecerá durante
Continuará servindo no
Centro de Instrucção de
Artilharia de Costa
Foi autorizada a perman-cia, até 31 de Dezembro de 1938. do major Ary Luiz Mon-teiro da Silveira, no centro de Instrucção de Artilharia de Costa, tendo em vista seus co-nhecimentos technlcos e con. forme solicitação do general Chefe da Missão Militar Ame. ricana. O referido major foi transferido do Quadro Suí>-pi ementar para o Ordinário e classificado no 5" G. A. C"..
"pagamentos
NA
PREFEITURA
Serão pagas hoje, as seguln-tes folhas — 1" série, livros 53 a 58; 2» serie, pessoal operário, livros 232, 241 a 250, 255, 264 á 270, 321 e 221. Contractados da Directoria de Assistência meücs de maio e junho. 3* seceâo — Iria Ferreira Cardoso. Pre. dios oceupaclos pela Directoria de Utilidade Publica, mez de ju-ntío. Vende-se na Estação de Cordovil Os terrenos seguintes nn Quadra P. T. ns de Nume-ron: 85<!) — 513.9! — «);¦ — 113!) 8785 — H'J8 — 85.-. T na Quadra N. O. ns de Nu meros: 21.Vi — 0300 — 8<i(i!i —' 083J iniü* i: nn Quadra a. r. us úc Números: 038» — nvr< — ficou - 1(531 fi 15» Trutn-sc nn ,\vcn!dii Kln iinun'1), n ii7, sob., cm prea»
IlICÍlCS
alguns dias na capital do paiz, liT.tando de assumptos de inte-resse do Estado.
REGRESSOU A CURITYBA O GENERAL RAYMUNDO
SAMPAIO
CURITYBA, 11 (A. N.) -O general Raymundo Sampaio deverá regressar hoje, a esta capital, de sua viagem ao ésj
te paraense até a foz do Iguas su', onde inspecionou a unida-de militar ali aquartellada.
HOMENAGEADO EM GARI-BALDI, O INTERVENTOR
CORDEIRO DE FARIA GARIBALDI, 11 - R. G. do 'Sul (A. N.) — Realizou-se no 'Hotel
paráo um banquete of. íerecido ao interventor Cordel
A harmonia de classes é e
sempre foi o objectivo da
nossa legislação social
A legislação trabalhista, sendo uma legislação essenci. almente social, não provém, sem duvida, de uma luta de classe. Promana evidente-mente, de uma situação de harmonia nas relações entre o patrão e o operário, com o ponto de vista commum de es. tabelecer e alimentar uma condição de prosperidade per-manente entre os que traba-lham num mesmo ramo de actividade bem suecedida. E\ pode.se dizer uma expressão feliz que exclue, de forma de-finitiva, a idéa de luta e de reivindicações descabidas, e, por isso mesmo, perigosas.
Todas as leis sociaes do Bra-sil, que formam hoje o èdifi-cio majestoso, dentro do qual se movimentam, sem os con-tratempos de choques e con. tra-choques, as forças propul-soras da nossa economia, se-jam ellas chamadas patrões ou operários, têm como obje-ctivo a justiça social, fundada nos resistentes e profundos alicerces da collaboração e orientada pelo espirita eleva, do de uma harmonia indes-tructivel.
Sem embargo disto, não fal-ta quem por ahi não incorra no erro de suppôr. demonstran do a mais profunda ignoran. cia do assumpto, que essas lelp. em logar de reconhece-rem, crearam artificialmente' o problema social. E' verdade que esse problema sob o pon. to de vista brasileiro, apresen-ta uma feição que, pela sua sinei^aridade, não node ser rimada ou comparada a de outros povos de situações dif-férehtes. cnier geo*raphica e economicamente, nuer no que diz respeito ao terreno social propriamente dito.
Em regra; esses povos vivem angustiados por uma luta de classes sem tréguas, circum-stancia que, felizmente, não decorre em nosso paiz. onde os conflictos do trabalho'não to-ma ram, nuncp, 9 fp!cão extre. ma de um loiwinouo desejo de uma. pIp«,<:p piiminài* a ou-tra, como suecede quasi sem-pre nos paizes de pequena ex-pansão territorial e de exces-siva população. Nessa situa-ção tristíssima de absoluta carência de espaço para abri. gar, gerações numericamente avantajadas. é que reside,
po-de-se dizer, as lutas ali desen. cadeadas em torno da aboli-ção da propriedade privada, da divisão de terras e da so. cialização dos meios de proclu-cção. No clima político e so. ciai do Brasil essas idéas não se adaptam, e nem tampouco aliciam adeptos. Ha nelle lo-gar para todos, e as suas ricas possibilidades econômicas des afiam a acção do homem, sem os inconvenientes da felicida-de nos, perturbarem ou preju. dicarem a acção de outros.
O problema social brasileiro toma, neste caso, uma feição singular e inteiramente dlffe-rente da de outros povos.
Emquanto estes lutam e porfiam em proletarizar as classes abastadas, nós nos es-forçamos no sentido de des. proletarizar, elevando, tanto .quanto possivel, o trabalhador á categoria de proprietário, dif fundindo e generalizando, em vez de eliminar, a proprieda. de privada, ambicionada mui-to rasoavelmente por esta e por aquella classe.
Por este e por vários outros de egual importância e de idênticos sentimentos, é que a legislação social brasileira não conservou, e. até despre. sou, certas formulas consagra-das na legislação análoga de outros paizes, circu.mstapcia que lhe deu a virtude de des,. pedir-se do caracter de sim-plés obra de contemplação doutrinaria.
E' claro que não temos a veleidade de suppol.a perfeita e em situação de não carecer de retoques ou modificações. Justamente por se tratar de uma organização nova, sujei-ta ainda aos precalcos de uma experiência, que só o s^èmpo completará e dirá a final, é que toda a critica lhe será útil, como elemento de decau-tação necessário á sua effici-encia e aos seus effeitos.
O que, entretanto, não é possivel deixar de encarecer e louvar, sejam quaes forem os seus defeitos, é a feição de completa harmonia de classes em que ella se alicerçou, pre-vendo, e evitando sabiamen. te, á possivel luta de classes, ao enve»; de reconhecel-a. pa-ra depois remedlal-a. sem po. der evital.a. como. aliás tem acontecido em tontos outros paizes.
ro de Faria pelo prefeito mu. nicipal desta cidade. Falou, saudando o chefe do executivo do Estado, o sr.- Ruy Pertlno, tendo o sr. Isaac Nadler feito o brinde de honra ao Presi-aente Getulio Vargas. ESPERADO EM BENTO
GON-CALVES, O INTERVENTOR GAÚCHO
BENTO GONÇALVES, 11 (A. N.) — O interventor Cordeu'ò de Faria, que se acha iazen-do uma excursão pelo interior do Estado, é esperado hoje, neste município.
SERÁ" HOMENAGEADO NO ESTADO Do RIO, O PRESl-DENTE GETULIO VARGAS PETROPOLIS, 11 (A. N.) — Activam.se os preparativos, nesta cidade, para a grande concentração operaria, que se vae realizar na próxima se-mana em Nictheroy em honra ao Presidente Getulio Vargas. Haverá vários trens especlaea, para a capital do Estado, os quaes conduzirão os trabalha-dores para a manifestação ao Chefe do Governo Nacional.
SERÁ' HOiMENAGEADO O EX-SECRETARIO DO
INTERIOR DE PER- , NAMBUCO
RECIFE, 11 (A. N.) — O prefeito da cidade e todos os secretários de Estado, of fere. cerão, amanhã, no Grande Ho tel, um almoço ao sr. Arthur Moura, que se exonerou das funeções de secretario do In-terior de Pernambuco.
0 REGRESSO DO
MINIS-TRO DO TRABALHO
WALDEMAR FALCÃO
Proseguem os
prepara-tivos das grandes
home-nagens que lhe serio
prestadas
Proseguam os preparativos das homenagens que os amigos e ad-miradores do ministro Waldemar Falcão estão organizando para lhe serem ui estadas por oceasião tle.^sua proJílma .chegada a esta capital, .:.
Além .das homenagens que se-rã o prestadas pela colônia cea-vence, domiciliada nesta capital, deverão dásumir amplas propor-ções as manifestapropor-ções das classes trabalhistas.
BEBAM
CAFÉ
GLOBO
O MICI.IIOH B o MAIS SAHOH.080 UOM ATE' A' ULTIMA UOTTA I I
UUAHDliM AS OAPAq ('Ulí TttM VAI.OU —
ACCUMULAÇJES
REMUNERADAS
No processo em que o ministro da líducaciin c Suude pede escla-recimèntos r-obre a situação do funecionario José Luiz Pereira, em face do decreto-lei n. 24. o sr. Francisco Campos, ministro da Justiça, manifestou-se de ac-cordo com a resolução proferida a respeito pelo Conselho Federal, do Serviço Publico Civil, baseada 110 parecer uo relator, sr. Jansen de Mello.
A consull'1 se refere ao caso do futíceiomírio José Luiz Pereira, que, sendo funecionario efüecti-vo da Directoria Rugional dos Correios «• Telegraphos, exerce, também, no Serviço de Febre Aniarella. rio Districto Federal, ns funeçõoü de dactylographo e pergunta sr> <• caso so enquadra 11a lei das accumulaçõos rcmiuic-radas.
O parecei' concluo opinando que, apesar oc não estar o caso vortente comprohondldo na se-jjunda paro do artigo l" do de-orcto-lel n IM, de 29 rio iK'\'crn-bro de 10117. Lrata-ie dr
aecumu-NOTICIAS
do Ministério da Guerra
COMMENTARIO DO DIA
O DESEMBARQUE DOS JAPONEZES
NACORÉA
Major AMADEU SUSINl RIBEIRO O desembarque que os
ja-punezes levaram a effeito na península de Coréa, em 1904, por surpresa, antes da de-claração de guerra á Bussia, trouxe ao Japão as seguir»-tes vantagens: posição de flanco relativamente á mas-sa principal dos exércitos; base mais segura ás opera-ções iniciaes, pela proximi-dade aos centros japonezes; possibilidade de um movi-mento convergente dos seus exércitos; maior facilidade de reabastecimento e liber-dade de manobra para a es-quadra japoneza, que em-quanto não conseguisse der-rotar a esquadra russa, nào poderia conquistar o domínio do mar.
Os primeiros portos oc-cupados pelos japonezes ío-ram os seguintes: Chemuipo, a um dia de marcha de Seul, capital da Coréa, e onde se reuniam as suas estradas principaes; Fusan e Masam-pho, portos mais approxima-dos do Japão, e Gensan, si-tuado na parte scptentrional da península de Coréa, e ba ae de operações da esquadra de observação a Vladivostock, onde se encontrava uma for-ça naval russa.
As Operações iniciaes fo-ram executadas no dia seis de fevereiro; nâ véspera o Imperador dirigira ao Exer cito e á Marinha a seguinte declaração:
"Para assegurar a paz no Extremo Oriente e a tran quillidade de nossos corações, demos ordem, desde o amu> passado, a nosso governo do negociar com a Rússia. Cer-tamente o governo russo ja mais teve a sincera intenção de conservar a paz no Ex-tremo Oriente, e disso fomos obrigados a nos convencer-Como, depois da nossa, a ma-nutenção da integridade ds
China e da Coréa é indispen-savel á segurança do JapSti demos ordem a nosso gov«' no de romper as relações com a Rússia e decidimos to-mar livremente todas as di*. posições necessárias paft manter nossa segurança".
"Fazendo
appello ã vosst fidelidade e vossa bravura nós vos confiamos a missão de conservar intacta a glorie do Império".
A dez de fevereiro, o Japão declarou òfficialmente a guer-ra, e, esse foi o primeiro dia de mobilização da Rússia que organizou então o Exet' cito da Mandchuria com 1 seguinte composição: 2o Cot po de Exercito Siberiano; 3' Corpo de Exercito Siberiano a formar-se; 1» Divisão de Infantaria Siberiana de re serva; Cossacos do Transbai-kal. Este Exercito sob o commando do tenente gen« ral Lennewitsch, com cerca ¦ de 159.000 homens, sem contar artilharia, tropas te chnicas e Guarda da Frontel ra, foi mais tarde subdividida em linhas geraes da seguintt forma: Destacamento do Sul, ao Sul de Mukden; Destaca' mento do Norte, próximo a Vladivostock; Exercito de re-serva nas proximidades ik Karbin.
A composição dos exerci tos japonezes desembarcados na Mandchuria foi a seguin te: I exercito composto di 1]2 Divisão da Guarda, 2' Divisão de Infantaria, 12' Divisão .de Infantaria, sob o commando do general Kuroki; II Exercito comprchendendo as 3", 4', 5'" e 6* Divisões de Infantaria, 1" Brigada de Ca-vallaria e 1' Brigada de Ar-tilharia, sob o commando do general Barão Oku; III Exer-cito formado pelas 1' e 2' Divisões de Infantaria e Ar-tilharia Pesada, commandado pelo general Nogi.
wk
NOTICIÁRIO DA DIRECTORIA PRO
VISORIA DAS ARMAS
APRESENTAÇÃO DE OFFICIAES Apresentaram-ae, hontem, á esta Directoria os seguintes officiaes : a) — Pur motivo de transito : capitão João ao Couto Ramos, do 8" R. C. 1., por ter de seguir destino; «
b) — Com permissão, nesta capital: neiinum,
c) — Por outros motivos : gc-neral de divisão José Maria Fran-co Ferreira, inspector do i" G.R. M.. por tei regressado de São Paulo, aonde fora em ' manobras do Curso de Informações; gene-ral de brigada Amaro de Azam-buja Villanova, por ter assumido a presidência da C. O. F. F.; tenentes-coroneis üugenió Pereira de Almeida, do Q. S. de Art., por ter daixüdo a presidência da C. O. F. l'\; Alberto Gloria Puget, por ter sido transferido para a Reserva; Oscar Apocalipse, do Q. S. de Inf., por ter sido nomeado chefe da 15» C. R.; Francisco Pereira da Silva Fon-seca, por ter passado o comman-do interino da i« Bda. A. e re-assumido o commando do 1,2" &. A. M.j ma.10/ Paulo Joaquim Lo-pes, por ter sido reformado por conveniência do regimen; capi-tães Alta»- Franco Ferreira, do Q. S. de Cav., por ter regres^ s^do de São Paulo, acompanhado o exmo, sr, general Franco Fer-raira; Romulo Fabrize, do Q. S. de Art., )iov conclusão de licença para tratamento de saúde; Fran-cisco Roberto de Figueiredo Bar. reto, da CjD. I. desta D. P. A., por ter deixado as funeções de adjunto do gabinete da D. P. A., que assumir* em 28—VII—938, e assumido a chefia da S[S 1,' da Dl, da S|D I.; Gentil João' Lo-bato, do 25° B. C., por ter pas-sado a addido a esta Directoria, a 2 do corrente; primeiros tenen-tes Carlos de Mesquita .Caldas, por ter de recolher-se ao 2" R. A. M-> curpo a que pertence; Henrique Ramos do Moura, do R. A. N., por haver sido transferi-do transferi-do 2o Esauadrão de Trem para esse regimento, ao qual se reco-lhe.
OFFICIAES TRANSFERIDOS São transferidos ;
Da 3* companhia do Corpo de Praçus da K. Av. M. para o 8o R. li, 0 Capitão Clovis Andrade de Magalhu.c!1! Gomes; e, do Q. O. (12° R. I. I, para o Q. S.. o 1» tenente Ad.iipho Roca üiegues, que, pelo BI., de S desto mez, foi dbsignaol ajudante de ordens do exmo. ai. general Eduardo Guedes Atcolorado.
DES1.IGAMKXTO DE OFFICIAL
Seja desligado de addido a e.-ta Directoria o tenente-coronel de Eu. genharla Ângelo Francisco Notai-.?, por ter terminado um Inquérito Policial Militar de que estava en-carregado.
INSPECCAü DE SATJDK Ao sr. director da D. S. bl. ao-Incito providencias no sentido cia ser inspeccionado de saúde, pem rCHpaciiva J. M. S., o «ajiitao Ho-mulo Knbrlzc, do Qiudro Suppic-mentur rte. Artilharia, vitto ter oonoluido, hontem, a licença du jinli» ««it» íworooacfto» um cujo
gozo se achava. — (Mensagím» mero 201 de 10 de agovto At IAS da S/D. A.;
NOTA MINISTERIAL O excellentlsslmo senhor miTilí-tro concedeu ao primeiro teiietw Aloysio de Andrade Falcão, do ,V R. C. I., mais (8> oito dia3 li dispensa do serviço e perniisjü para permanecer neste capitai-afim de attender pessoa de sai família, gravemente enferma. •• (Nota do Ministério da Guerra n'i- : mero 1.324-M, de 11 do agosto a' 1938.).
FÜNCÇOES »E COMMAN-DANTE DA COMPANHIA
DO C. M. R. J Designo paia exercer a» to' ccõe.s de commandaiitc da Como»-nhia do Colleglo Militar do Rio de Janeiro, sem ônus para a Fazenít Nacional, o eapitfto Ernesto Leiit Machado, do III/4.» Regimento ;ll Infantaria, o qual se acha test» capital com oito dias de dispcnii do serviço. — (Propo?t,i n. 2.344 de 11 de agosto de 1938 da S/D. '•'
TRANSFERENCIA DE CAPITÃO
Dé ordem do excellentlssirní l.l nhor ministro, transfiro, a P^1 do, do 9.« para o 14.» ReglraenU de Infantaria, o capltíio OswiM» Pereira de Brito. — (Proposta nu-mero 2.481, de 8 de agosto de US» da S/D. 1.)
PROROGAÇÃO DK 1'UAZu PARA ENTREGA DK
IN-QUERITO POLICIAL MILITAR
• Cqncçdo, de accordo cem o PJ' ragrapho quarto do artigo 1H ?• Ç. 'Jt M., vinte dias de proroja-çâo de
'
prazo para a entrega « Inquérito Policial Militar cie qu« está encarregado o excellentissinw senhor general Newton Cavale»»-ti. — (Documento fichado sob nu-mero 09.432, de 9 de agosto «' 1938 da DIrectoria Provisória «' Armas).
DESIGNAÇÃO DE CAPITÃO Foi designado para servir i>* Inspectoria Geral do Ensino «« Exercito, como adjuneto, o »W tao João Gualberto Zoron.
DISPENSA DO SERVIÇO Concedo, ao major Epip'ia!>:0 Alves Pequeno Filho, do 4." «• C. D. e qu* se acha n*^*. l'ap,'j tal com nermissão, dez dias dispensa d*o serviço para descoíw
das férias, afim de ultimar ^ tratamento.
FALLECIMENTO I)K OFFJ-CIAES (DA RESERVA *>
REFORMADO) Conforme communicação do dv rector da Directoria de Hecrm» mento, falleceram a !•" « 8~" corrente:
Em Porto Alegre, o capitão £ primeira claose d« Reserva (ia i' mclra Linha Arthur BaptlHa » Oliveira - (Officio n. 006-Oabln» te, de 8 de agosto de IMS d" v rectorla do Recrutamento)
-- No Hospital Militar de ^ tyba, o segundo tenente reforn do Bftlblno de Carvalho- - ^ cto n. 90«-Gnbliiete, de í **¦»„,
to do io.".s do Directoria do «" tunientoi.