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Relatório e Contas Consolidadas

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Academic year: 2021

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(1)

PT- Multimédia – Serviços de Telecomunicações e Multimédia, SGPS, S.A.

Sociedade Aberta

Sede: Av. 5 de Outubro, n.º 208, Lisboa Capital Social: 77.274.207 euros

Matriculada na Conservatória do Registo Comercial de Lisboa sob o n.º 8357

(2)

DADOS CHAVE ... 3

ÓRGÃOS SOCIAIS... 4

ESTRUTURA SIMPLIFICADA DA PT-MULTIMÉDIA ... 5

RELATÓRIO DE GESTÃO... 6

Principais Acontecimentos...6

Mercado de Capitais...9

Evolução dos Negócios... 12

Televisão por Subscrição e Internet de Banda Larga ... 12

Audiovisuais ... 15

Análise dos Resultados Consolidados... 17

Perspectivas Futuras... 25

Proposta de Aplicação de Resultados... 27

PARTICIPAÇÃO DOS MEMBROS DOS ÓRGÃOS SOCIAIS NO CAPITAL DA SOCIEDADE ... 29

LISTA DOS TITULARES DE PARTICIPAÇÕES SOCIAIS QUALIFICADAS ... 30

CONTAS CONSOLIDADAS... 31

DOCUMENTOS DE APRECIAÇÃO E CERTIFICAÇÃO DAS CONTAS CONSOLIDADAS... 84

Relatório e Parecer do Fiscal Único... 85

Certificação Legal das Contas Consolidadas... 87

Relatório de Auditoria Elaborado por Auditor Registado na CMVM... 90

RELATÓRIO DE GOVERNO DA SOCIEDADE ... 94

EXTRACTO DA ACTA DA ASSEMBLEIA GERAL ANUAL...136

(3)

DADOS CHAVE

(1) Em resultado do ajustamento da base de clientes na sequência da migração para os novos sistemas de gestão de clientes, aprovisionamento e facturação, o número de clientes de TV por Subscrição no final de 2004 foi de 1.449 mil. O número de clientes de internet de banda larga via cabo, ajustando este efeito, foi de 305 mil no final de 2004.

(2) Os números apresentados referem-se ao número total de clientes do serviço de TV por subscrição da TV Cabo. Saliente-se que a TV Cabo oferece vários serviços de TV por subscrição, suportados em diversas tecnologias, direccionados para diferentes segmentos de mercado (doméstico, imobiliário e hotelaria), com distinto âmbito geográfico (Portugal Continental e Regiões Autónomas) e com um número variável de canais em cada pacote. Como exemplo, a TV Cabo oferece mais de 15 pacotes e não existem canais que estejam disponíveis em todos os pacotes oferecidos. O canal mais amplamente distribuído pelos vários pacotes é o SIC Notícias, disponibilizado a cerca de 1,3 milhões de clientes.

(3) Os números apresentados incluem produtos em regime de promoção temporária (p.e., promoções do tipo “Try and Buy”), ligações em redes comerciais e contratos com promotores imobiliários ainda não activos.

TV por Subscrição e Internet de Banda Larga

Casas Passadas ('000) 2.666 2.551 4,5%

Com capacidades Interactivas 2.547 2.418 5,3%

Clientes TV por Subscrição (1,2) ('000) 1.479 1.449 2,1%

Cabo 1.090 1.066 2,2%

Satélite 389 383 1,7%

Adições Líquidas TV por Subscrição ('000) 30 54 (43,8%)

Cabo 24 17 37,6%

Satélite 6 37 (81,9%)

Taxa de Penetração Cabo (%) 40,9% 41,8% (0,9pp)

Subscrições Premium (2,3) ('000) 774 833 (7,1%)

Rácio Pay to Basic (%) 52,3% 57,5% (5,1pp)

Acessos Banda Larga ('000) 348 305 14,1%

Adições Líquidas Banda Larga ('000) 43 75 (42,7%)

Taxa de Penetração Banda Larga (%) 32,0% 28,6% 3,3pp

ARPU Global (Euro) 27,56 25,40 8,5%

Audiovisuais - Portugal

Bilhetes Vendidos ('000) 7.250 7.717 (6,1%)

(4)

ÓRGÃOS SOCIAIS

Membros da Mesa da Assembleia Geral

Presidente Cargo Vago1

Secretário Nuno Maria Macedo Alves Mimoso

Membros do Conselho de Administração

Presidente Miguel Horta e Costa Comissão Executiva

Presidente Zeinal Bava

Vogais Luís Miguel da Fonseca Pacheco de Melo Henrique Manuel Fusco Granadeiro

Duarte Maria de Almeida e Vasconcelos Calheiros José Manuel de Morais Briosa e Gala

Vogais Não Executivos2

José Augusto Castelhano Nunes Egreja3

Manuel Fernando Moniz Galvão Espírito Santo Silva Pedro Humberto Monteiro Durão Leitão

José Pedro Sousa de Alenquer Joaquim Aníbal Brito Freixial Goes

António Domingues

Luís João Bordallo da Silva Carlos Alpoim Vieira Barbosa

Fiscal Único

Efectivo Ascenção, Gomes, Cruz & Associado – SROC, Representada por Mário João de Matos Gomes

Suplente Pedro Matos Silva, Garcia Júnior, P. Caiado & Associados – SROC, Representada por Pedro João Reis de Matos Silva

1

Em Fevereiro de 2006, o Presidente da Mesa da Assembleia Geral, Miguel Galvão Teles, renunciou ao cargo, estando prevista a eleição de um novo Presidente na Assembleia Geral de Accionistas a realizar em 19 de Abril de 2006.

2

Em 31 de Janeiro de 2005, Joaquim Francisco Alves de Oliveira solicitou a suspensão temporária do seu mandato como Administrador não executivo, tendo apresentado a 31 de Maio de 2005 a sua renúncia definitiva ao cargo, com efeitos imediatos.

3

(5)

ESTRUTURA SIMPLIFICADA DA PT-MULTIMÉDIA

(1) Em 14 de Julho de 2005, a PT-Multimédia concretizou a venda da sua participação de 33,33% na Warner Lusomundo Sogecable após aprovação da Autoridade da Concorrência espanhola.

(2) Em 25 de Agosto de 2005, a PT-Multimédia concretizou a venda da sua participação na Lusomundo Serviços, SGPS, S.A., incluindo 80,91% da Lusomundo Media, SGPS, S.A. (já considerando a participação de 5,94% detida pela Portugal Telecom, SGPS, S.A.), à Olivedesportos – Publicidade, Televisão e Media, S.A., sociedade integralmente detida pela Controlinveste, SGPS, S.A.. Esta operação de venda havia sido anunciada no dia 28 de Fevereiro de 2005, tendo ficado a sua execução apenas sujeita à condição de emissão de uma decisão definitiva de não oposição pela Autoridade da Concorrência, condição que se verificou no dia 10 de Agosto de 2005.

TV Cabo Portugal 100% Cabo TV Açoreana 83,82% Cabo TV Madeirense 69,00% PT-Conteúdos Lisboa TV Sport TV Portugal 100% Lusomundo Moçambique

PT-Multimédia

TV por Subscrição

e

Internet de Banda Larga

Lusomundo Audiovisuais 100% Outras Participações Grafilme 55,56% Lusomundo Cinemas 100% 100% Lusomundo Media, SGPS Notícias Direct Vasp Gráfica Funchalense Global Notícias Rádio Notícias Outras Participações Açormédia 100% 33,33% 74,97% 50,00% 99,72% 82,67% 90,00% Lusomundo Serviços, SGPS Warner Lusomundo Sogecable(1) 33,33% Lusomundo España 100% Empresa DN Funchal 40,00% Jornal do Fundão 51,34%

Audiovisuais

Media

(2) 40,00% 50,00% Outras Participações 100% Naveprinter 99,98% TV Cabo Portugal 100% Cabo TV Açoreana 83,82% Cabo TV Madeirense 69,00% PT-Conteúdos Lisboa TV Sport TV Portugal 100% Lusomundo Moçambique

PT-Multimédia

TV por Subscrição

e

Internet de Banda Larga

Lusomundo Audiovisuais 100% Outras Participações Grafilme 55,56% Lusomundo Cinemas 100% 100% Lusomundo Media, SGPS Notícias Direct Vasp Gráfica Funchalense Global Notícias Rádio Notícias Outras Participações Açormédia 100% 33,33% 74,97% 50,00% 99,72% 82,67% 90,00% Lusomundo Serviços, SGPS Warner Lusomundo Sogecable(1) 33,33% Lusomundo España 100% Empresa DN Funchal 40,00% Jornal do Fundão 51,34%

Audiovisuais

Media

(2) 40,00% 50,00% Outras Participações 100% Naveprinter 99,98% TV Cabo Portugal 100% Cabo TV Açoreana 83,82% Cabo TV Madeirense 69,00% PT-Conteúdos Lisboa TV Sport TV Portugal 100% Lusomundo Moçambique

PT-Multimédia

TV por Subscrição

e

Internet de Banda Larga

(6)

RELATÓRIO DE GESTÃO

Principais Acontecimentos

Fevereiro

Assinatura de um contrato-promessa de compra e venda com Controlinveste, SGPS, S.A. para venda da participação na Lusomundo Serviços, SGPS, S.A., incluindo 80,91% da Lusomundo Media, SGPS, S.A.. A concretização da operação ficou sujeita à não oposição da Autoridade de Concorrência e a parecer vinculativo da Alta Autoridade para a Comunicação Social.

Março

Lançamento em parceria com o portal do Grupo PT, o sapo.pt, do serviço Sapo Messenger que possibilita comunicações instantâneas entre clientes Netcabo e Sapo ADSL.

Abril

Aprovação em Assembleia Geral do pagamento de um dividendo em dinheiro de 0,50 euros por acção, o que representa uma distribuição de dividendos aos accionistas de 77,3 milhões de euros. O dividendo pago foi cerca de cinco vezes superior ao de 2004, o que demonstra o compromisso da PT-Multimédia em prosseguir uma política de remuneração accionista progressiva.

Foi igualmente aprovado em Assembleia Geral a proposta de realização de um programa de recompra de acções próprias (share buyback) através da emissão de warrants de estilo europeu, bem como a realização de um stock split com o desdobramento de uma acção para duas na sequência do qual o valor nominal de cada acção foi alterado de 0,50 euros para 0,25 euros.

Lançamento pela TV Cabo do serviço de subscrição e consulta da factura electrónica. Este serviço inovador não só potencia poupanças para a PT-Multimédia, como promove a protecção do meio ambiente uma vez que é eliminado o envio da factura em papel.

Maio

Lançamento do serviço de TV Digital, Funtastic Life. Este produto veio reforçar a oferta de conteúdos ao nível do entretenimento, filmes, séries, documentários, desporto, programação infantil e música, através da introdução de 10 novos canais de reconhecida qualidade pelos nossos clientes.

Reforço da oferta Premium de cinema com o lançamento do canal Lusomundo Happy, exclusivamente dedicado a filmes de comédia. Este canal veio completar e fortalecer a proposta de valor da oferta Premium de cinema que contava já com os canais Lusomundo Premium, Lusomundo Gallery e Lusomundo Action.

Melhoramento da oferta de banda larga com o aumento em quatro vezes, de modo gratuito e automático para todos os clientes, da largura de banda do acesso à Internet via cabo de 512kps para 2Mbps, e de 1 Mbps para 4 Mbps. Foi igualmente lançada nova oferta comercial com velocidade downstream de 8 Mbps.

(7)

Junho

Em Junho, a NetCabo foi eleita pelo segundo ano consecutivo como o Melhor ISP português pelos leitores da PC Guia, o título de informática e tecnologias de informação com maior tiragem a nível nacional. Este prémio Leitor é o reconhecimento da melhoria contínua da qualidade do serviço NetCabo, em resultado dos investimentos que têm sido realizados no reforço da rede e do serviço de apoio ao Cliente.

Julho

Concretização da venda da participação de 33,33% na Warner Lusomundo Sogecable, após aprovação da Autoridade da Concorrência espanhola.

Em Julho o site NetCabo foi reformulado para permitir uma navegação mais simples e intuitiva, e a área de cliente foi melhorada com a disponibilização de um maior número de serviços online.

O Sapo Messenger passou a permitir a realização de chamadas de voz e vídeo PC2PC grátis entre clientes NetCabo e clientes Sapo ADSL.

Agosto

Em 25 de Agosto de 2005, a PT-Multimédia concretizou a venda da participação na Lusomundo Serviços, SGPS, S.A., incluindo 80,91% da Lusomundo Media, SGPS, S.A., à Olivedesportos – Publicidade, Televisão e Media, S.A., sociedade integralmente detida pela Controlinveste, SGPS, S.A.. Esta operação de venda havia sido anunciada no dia 28 de Fevereiro de 2005, tendo ficado a sua execução apenas sujeita à condição de emissão de uma decisão definitiva de não oposição pela Autoridade da Concorrência, condição que se verificou no dia 10 de Agosto de 2005. O encaixe da PT-Multimédia com esta operação foi de 173,8 milhões de euros, sendo que 10,1 milhões de euros foram utilizados para pagamento da participação de 5,94% na Lusomundo Media, SGPS, S.A. detida pela Portugal Telecom, SGPS, S.A.

Setembro

Início de plano de expansão da rede de cabo para zonas de elevada densidade populacional adjacentes a zonas actualmente cabladas. O objectivo deste projecto é o acréscimo de 500 mil casas à rede da PT-Multimédia até ao final de 2007.

Reforço do Funtastic Life com a introdução do canal exclusivo Sport TV 2 que oferece uma programação complementar ao canal Premium Sport TV, apostando na cobertura diversificada das várias modalidades desportivas. Em Junho de 2006, este canal passará a fazer parte do pacote Premium Sport TV de forma a reforçar esta oferta.

Outubro

Reforço da oferta de canais com a introdução de cinco novos canais no serviço digital Funtastic Life, dois dos quais exclusivos da TV Cabo. Actualmente o pacote Funtastic Life inclui um total de 65 canais, 25 dos quais exclusivos desta oferta, 37 em português e 14 exclusivos da TV Cabo.

Lançamento de uma oferta de acesso Internet por ADSL baseada na oferta de wholesale da PT Comunicações com vista a permitir a venda de Internet de banda larga em zonas não cobertas pela rede de cabo.

Novembro

(8)

A 2 de Novembro a PT-Multimédia anunciou que irá propor na próxima Assembleia Geral de Accionistas a distribuição de um dividendo em dinheiro relativo ao exercício de 2005 de 0,275 euros por acção. Esta proposta representa um crescimento de 10% face ao dividendo por acção pago relativamente ao exercício de 2004.

Dezembro

Lançamento do serviço System Care, um serviço de assistência informática especializada com atendimento via telefone ou presencial para clientes com poucos conhecimentos de informática.

Acontecimentos Importantes Ocorridos Após o Fecho do Exercício

A 8 Fevereiro de 2006, a PT-Multimédia informou que a Sonaecom SGPS, S.A. fez um anúncio preliminar da sua intenção de lançar uma oferta pública de aquisição, não solicitada, sobre a totalidade do seu capital.

Em 6 de Março de 2006, a PT-Multimédia divulgou o relatório do seu Conselho de Administração sobre a oferta pública de aquisição anunciada preliminarmente pela Sonaecom SGPS, S.A. em 6 de Fevereiro de 2006, tendo recomendado aos seus accionistas que não aceitem a oferta.

A PT-Multimédia anuncia que na reunião do seu Conselho de Administração realizada em 6 de Março de 2006, foi deliberado propor na próxima Assembleia Geral de Accionistas um aumento de capital através de incorporação de reservas, seguido de uma redução de capital, o que resultará na criação de reservas distribuíveis adicionais de 220 milhões de euros. A redução do capital próprio da PT-Multimédia está sujeita a aprovação do Tribunal de Comércio de Lisboa, a qual poderá demorar cerca de seis meses.

(9)

Mercado de Capitais

Remuneração aos Accionistas

Desde 2003, a PT-Multimédia tem procurado privilegiar a remuneração dos seus accionistas através de dividendos e de programa de share buyback, de forma a proporcionar ao accionista um retorno ao nível dos mais altos no mercado português.

A Multimédia remunerou os seus accionistas através de dividendos pela primeira vez em 2004. Em 2005, a PT-Multimédia distribuiu dividendos no total de 77,3 milhões de euros e reforçou a sua remuneração accionista através da realização de um programa de recompra de acções próprias, que representou um total de 91,5 milhões de euros, demonstrando o seu empenho em manter níveis de remuneração accionista atractivos.

O favorável desempenho financeiro e operacional, bem como as animadoras perspectivas futuras, permitem à PT-Multimédia reforçar o seu compromisso de uma política de dividendos progressiva. Desta forma, o Conselho de Administração deliberou propor na próxima Assembleia Geral de 2005, a distribuição de um dividendo de 0,275 euros por acção, o que representa um crescimento de 10% face ao ano anterior.

Programa de

Share Buyback

Em 24 de Maio de 2005, a PT-Multimédia concluiu o programa de recompra de acções próprias (share buyback) através da emissão de put warrants de estilo europeu, a atribuir aos accionistas, na proporção de um warrant por cada acção detida. Assim, foi atribuído e creditado nas contas dos accionistas da Multimédia, um warrant por cada acção da PT-Multimédia detida e depositada, em 4 de Maio de 2005, em conta aberta junto de intermediário financeiro habilitado. Os put warrants conferiram aos respectivos titulares os seguintes direitos: (i) por cada dez put warrants, o direito a alienar uma acção da PT-Multimédia por si detida ao preço de exercício, no caso de opção pela liquidação física; ou (ii) receber, por cada put warrant, em dinheiro, um décimo da diferença positiva entre o preço de exercício e o preço de referência das acções da PT-Multimédia.

Tendo em conta que a Portugal Telecom, SGPS, S.A. e o Totta Ireland PLC renunciaram previamente à Assembleia Geral à opção de exercício com liquidação física dos warrants que lhe foram atribuídos, foi autorizada em Assembleia Geral a aquisição de 5.130.453 acções próprias correspondentes ao máximo de liquidações físicas possíveis. Assim, em resultado da liquidação física dos warrants, a PT-Multimédia recomprou 2.348.514 acções próprias, equivalente a 1,52% do seu capital à data. Para além destas aquisições, a PT-Multimédia não realizou qualquer outra operação de compra ou venda de acções próprias durante 2005.

As acções recompradas foram canceladas dando cumprimento à deliberação tomada pela Assembleia Geral de accionistas, tendo o capital sido reduzido em proporção, passando a ser de 77.274.207 euros.

Assim, no âmbito do programa de share buyback executado através da emissão de warrants, a PT-Multimédia pagou aos seus accionistas 91,5 milhões de euros.

Stock Split

(10)

Performance das Acções da PT-Multimédia

A cotação das acções da PT-Multimédia era de 9,65 euros em 31 de Dezembro de 2005 o que representa uma subida de 4,4% durante o ano. No mesmo período, o índice PSI-20 registou uma subida de 13,4% e o índice NASDAQ uma valorização de 1,4%.

Em 2005, a PT-Multimédia negociou um total de 64,4 milhões de acções, equivalente a uma média de cerca de 248 mil acções por sessão.

Evolução das Cotações da PT Multimedia

0 500.000 1.000.000 1.500.000 2.000.000 2.500.000

31-Dez 31-Mar 30-Jun 30-Set 31-Dez

6,0 7,0 8,0 9,0 10,0 11,0

Volume Preço Fecho

Evolução da cotação da PT Multimedia vs PSI 20 e NASDAQ

-20% -15% -10% -5% 0% 5% 10% 15%

Dez-04 Fev-05 Abr-05 Mai-05 Jul-05 Ago-05 Set-05 Nov-05 Dez-05

(11)

No final de 2005, a PT-Multimédia era a sétima empresa com maior capitalização bolsista (3,0 mil milhões de euros) cotada na Euronext Lisbon e a nona empresa com maior peso no PSI-20.

Capitalização Bolsista das Maiores Empresas Portuguesas em 31 de Dezembro de 2005 (mil milhões de euros)

9,9 9,7 7,6 4,3 4,0 3,1 3,0 2,9 2,4 1,6

(12)

Evolução dos Negócios

Televisão por Subscrição e Internet de Banda Larga

Casas Passadas ('000) 2.666 2.551 4,5%

Com capacidades Interactivas 2.547 2.418 5,3%

Clientes TV por Subscrição (1,2) ('000) 1.479 1.449 2,1%

Cabo 1.090 1.066 2,2%

Satélite 389 383 1,7%

Adições Líquidas TV por Subscrição ('000) 30 54 (43,8%)

Cabo 24 17 37,6%

Satélite 6 37 (81,9%)

Taxa de Penetração Cabo (%) 40,9% 41,8% (0,9pp)

Subscrições Premium (2,3) ('000) 774 833 (7,1%)

Rácio Pay to Basic (%) 52,3% 57,5% (5,1pp)

Acessos Banda Larga ('000) 348 305 14,1%

Adições Líquidas Banda Larga ('000) 43 75 (42,7%)

Taxa de Penetração Banda Larga (%) 32,0% 28,6% 3,3pp

ARPU Global (Euro) 27,56 25,40 8,5%

TV por Subscrição e Internet de Banda Larga 2005 2004 ∆ 05/04

(1) Em resultado do ajustamento da base de clientes na sequência da migração para os novos sistemas de gestão de clientes, aprovisionamento e facturação, o número de clientes de TV por Subscrição no final de 2004 foi de 1.449 mil. O número de clientes de Internet de banda larga via cabo, ajustando este efeito, foi de 305 mil no final de 2004.

(2) Os números apresentados referem-se ao número total de clientes do serviço de TV por subscrição da TV Cabo. Saliente-se que a TV Cabo oferece vários serviços de TV por subscrição, suportados em diversas tecnologias, direccionados para diferentes segmentos de mercado (doméstico, imobiliário e hotelaria), com distinto âmbito geográfico (Portugal Continental e Regiões Autónomas) e com um número variável de canais em cada pacote. Como exemplo, a TV Cabo oferece mais de 15 pacotes e não existem canais que estejam disponíveis em todos os pacotes oferecidos. O canal mais amplamente distribuído pelos vários pacotes é o SIC Notícias, disponibilizado a cerca de 1,3 milhões de clientes.

(3) Os números apresentados incluem produtos em regime de promoção temporária (p.e., promoções do tipo “Try and Buy”), ligações em redes comerciais e contratos com promotores imobiliários ainda não activos.

O negócio de TV por Subscrição atingiu 1.479 mil clientes no final de 2005 (1.090 mil clientes de TV por Cabo e 389 mil clientes de TV por Satélite), o que representa cerca de 41% das famílias com TV em Portugal. O crescimento moderado da base de clientes em 2005 foi afectado pelo processo de revisão e actualização da respectiva base de dados, decorrente da renovação dos sistemas de gestão de clientes, que ocorreu ao fim de dez anos de actividade.

(13)

A rede da PT-Multimédia ultrapassou as 2.666 mil casas passadas no final de 2005, um aumento de 4,5% face ao ano anterior. Cerca de 96% desta rede dispõe de bidireccionalidade, estando por isso apta a suportar serviços interactivos e de Internet de banda larga. A PT-Multimédia está empenhada na expansão da sua rede de cabo para áreas de elevada densidade populacional contíguas às actualmente cabladas. Este plano foi iniciado no terceiro trimestre de 2005 e irá continuar em 2006, prevendo-se que o número de casas passadas aumente durante 2006 em, aproximadamente, 300 mil.

A digitalização do Serviço de TV por Subscrição tem sido um projecto estrutural. No serviço de TV por Cabo, a PT-Multimédia tem vindo a substituir set-top boxes analógicas por digitais, o que vai permitir o desligamento total do sinal analógico nos canais Premium no primeiro semestre de 2006. Nas zonas em que o sinal analógico dos canais Premium já foi desligado, a PT-Multimédia verificou que as vendas de conteúdos Premium aumentaram entre duas a seis vezes, sendo de esperar que a conclusão deste projecto tenha um impacto positivo na base de clientes da TV Cabo. Na oferta de TV por Satélite, prevê-se que o upgrade do software de acesso condicionado e a troca de smart cards dos receptores digitais que possibilita a migração para o novo sistema de encriptação Aladin da Nagra, estejam concluídos no primeiro trimestre de 2006. Estas iniciativas são essenciais para a PT-Multimédia na medida em que permitem, por um lado, a minimização da fraude e, por outro, o aumento dos serviços disponíveis para o cliente. Em 31 de Dezembro de 2005, o número total de set-top boxes com acesso a serviços digitais alcançou as 508 mil unidades.

O serviço digital Funtastic Life tem registado uma forte adesão desde o seu lançamento em Maio de 2005, tendo atingindo 160 mil clientes em Dezembro de 2005. A PT-Multimédia reforçou o conteúdo do seu serviço de TV Digital em Outubro com a introdução de cinco novos canais, dois dos quais exclusivos. Desta forma, o serviço digital Funtastic Life tem actualmente uma oferta de 65 canais, que contempla 37 canais em português e 14 canais exclusivos da TV Cabo.

As subscrições Premium alcançaram 774 mil no final de 2005. O canal Sport TV continua a ser o conteúdo premium mais representativo, com 417 mil clientes.

Uma vez concluído o upgrade do software de encriptação no Serviço de TV por Satélite para o sistema Aladin da Nagra, o desligamento do sinal analógico dos canais Premium no serviço de TV por Cabo, e o upgrade de todos os sistemas de informação (Provisioning, Customer Relationship Management e Billing), a PT-Multimédia está novamente posicionada para retomar o caminho do crescimento. Com estas alterações, em particular com a referida alteração do sistema de encriptação, bem como com o desligamento do sinal analógico nos canais Premium no serviço por Cabo em quase todo o país, é de esperar que o ritmo de adições líquidas na base de clientes da TV Cabo aumente.

O número de clientes de Internet de banda larga aumentou 14,1% em 2005 para 348 mil, com 43 mil adições líquidas no total do ano. A penetração dos serviços de Internet de banda larga na base de clientes de TV por Cabo era de 32,0% em 31 de Dezembro de 2005, o que representa um aumento de 3,3pp comparativamente a 2004. Apesar do sucesso do produto pré-pago no ano de 2005, o peso relativo dos clientes de Internet de banda larga com velocidades de download de 2Mbps ou superiores representam mais de 50% da base de clientes residencial em 31 de Dezembro de 2005.

(14)

Evolução do Número de Clientes TV por Subscrição (milhares)

Clientes de Internet de Banda Larga(milhares)

(15)

Audiovisuais

Distribuição cinematográfica

Em linha com o que se passou em outros mercados, nomeadamente nos Estados Unidos, 2005 foi um ano em que os filmes produzidos registaram uma menor aceitação pelo público do que em anos anteriores. Em 2005, nos Estados Unidos, 19 filmes ultrapassaram a barreira de receitas de 100 milhões de dólares enquanto que, em 2004, essa barreira tinha sido ultrapassada por 24 filmes. Em Portugal, de acordo com dados do ICAM, 17 filmes ultrapassaram em 2005 a barreira de 1 milhão de euros contra 19 em 2004.

Com base nos dados do ICAM, a receita de bilheteira decresceu em Portugal 6,8% em 2005, contra um decréscimo de 8,9% nos EUA em igual período, basicamente em resultado do acréscimo do número de filmes lançados e de uma excelente performance do filme português “O Crime do Padre Amaro”.

Em 2005, a PT-Multimédia, através da sua participada Lusomundo Audiovisuais, distribuiu 93 filmes que foram responsáveis por 46% das receitas de bilheteira nas salas de cinema portuguesas. Entre os lançamentos efectuados são de destacar os títulos “Madagáscar”, “A Guerra dos Mundos”, “Uns Compadres do Pior”, “Million Dollar Baby”, “Chicken Little”, “Flight Plan”, King Kong”, “Crónicas de Narnia” e “O Crime do Padre Amaro”. De entre os 10 filmes de maior receita do ano, seis foram lançados pela PT-Multimédia.

Exibição cinematográfica

A PT-Multimédia tem actualmente um circuito com 178 salas de cinema, que totaliza 32.381 lugares, o que representa um acréscimo de 30 novas salas ao circuito de cinema operado.

Durante 2005, a PT-Multimédia reorganizou o seu negócio de exibição cinematográfica de forma a dinamizar a actividade e aumentar a rentabilidade do negócio, procedendo ao encerramento de cinemas não rentáveis, ao redimensionamento de alguns deles, e à abertura de novas salas em zonas de elevada densidade populacional.

Assim, a PT-Multimédia inaugurou novos cinemas no Funchal, Porto, Coimbra e Viseu, com seis, sete, dez e seis salas, respectivamente. Também no multiplex de Almada, onde já operava 12 salas, a PT-Multimédia adicionou duas novas salas às já existentes. O total de salas de cinema inauguradas durante 2005 foi de 31, tendo ainda procedido ao encerramento da sala de Torres Novas. Adicionalmente, durante o ano de 2005, a PT-Multimédia remodelou algumas salas de cinema do seu circuito com o objectivo de melhorar a qualidade de serviço, procurando redimensionar algumas das salas de cinema menos rentáveis.

O número de bilhetes vendidos registou um decréscimo de 6,1% durante 2005, tendo atingido 7.250 mil bilhetes. Esta redução, idêntica à verificada em outros mercados Europeus e Americanos, é essencialmente explicada pelo menor número de blockbusters lançados em 2005 a nível mundial, mas também pelo aumento de concorrência entre os distribuidores de cinema, o que tem implicado que a maioria dos melhores filmes seja lançada quase em simultâneo pelos vários operadores. Apesar da redução no número de bilhetes vendidos, as salas de cinema da PT-Multimédia tiveram uma performance melhor que o mercado de exibição cinematográfica, que se estima tenha decrescido 7,1% em 2005, segundo dados do ICAM. Tal como a distribuição de vídeo, a exibição cinematográfica tem sido penalizada pelo elevado nível de fraude na duplicação e venda de DVD.

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Distribuição de Vídeo

Pela primeira vez desde o seu lançamento, o formato DVD decresceu, relativamente ao ano anterior, em cerca de 15% em termos de unidades vendidas e em cerca de 7% em valor. A aparente subida do preço médio deve-se à significativa redução de vendas de DVD’s através de jornais, uma vez que no retalho em geral o preço médio de filmes neste formato diminuiu. Esta redução de preços é essencialmente determinada pela crescente pressão concorrencial entre os vários operadores no mercado, bem como pelo elevado nível de fraude do formato DVD que se continua a registar em Portugal.

Estima-se que em 2005 o volume das vendas de filmes em DVD tenha representado cerca de 98% das vendas totais da actividade de vídeo, tendo o formato VHS ficado limitado a alguns filmes infantis.

Ao longo de 2005, a PT-Multimédia lançou os filmes de maior volume de vendas do mercado, dos quais se destacam “The Incredibles”, “Cinderella”, “Bambi”, “Guerra dos Mundos”, “Million Dollar Baby”, “Tarzan 2”, “Noddy Salva o Natal”, “Pacha e o Imperador 2” e “Franjinhas e o Carrossel Mágico”, entre outros.

Direitos

Durante o ano de 2005 o negócio de venda de direitos teve uma evolução bastante favorável assente essencialmente no seguinte:

ƒ Lançamento de um novo canal de cinema, Lusomundo Happy;

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Análise dos Resultados Consolidados

A análise efectuada em seguida deverá ser lida em conjunto com as demonstrações financeiras consolidadas e as correspondentes notas anexas.

Desde 1 de Janeiro de 2005, as demonstrações financeiras consolidadas da PT-Multimédia foram preparadas de acordo com as Normas Internacionais de Relato Financeiro adaptadas na União Europeia (“IFRS”), conforme normativo aplicável às empresas cotadas em bolsa de valores da União Europeia, tendo sido aplicado para o efeito o “IFRS 1 – First-Time Adoption of International Financial Reporting Standards”, e sendo a data de transição para efeitos de apresentação destas demonstrações financeiras 1 de Janeiro de 2004. A informação financeira de períodos anteriores foi reajustada de acordo com os IFRS de forma a permitir uma correcta comparação.

Na sequência da decisão de venda da Lusomundo Serviços (negócio de media da PT-Multimédia), este segmento de negócio foi apresentado nas demonstrações financeiras consolidadas, até à data efectiva de alienação, como operações descontinuadas, de acordo com as normas dos IFRS.

A PT-Multimédia alterou durante 2005, o método de consolidação da Sport TV, empresa detida em 50% pela PT Conteúdos, de equivalência patrimonial para o método proporcional, na decorrência da implementação dos IFRS e do incremento da participação naquela empresa de 33,3% para 50%, e em virtude da sua gestão ser efectuada conjuntamente com o outro accionista. De forma a proporcionar a correcta análise comparativa dos Resultados Consolidados da PT-Multimédia em 2005 e 2004, estes foram ajustados através da consolidação proporcional da Sport TV.

Por outro lado, as demonstrações financeiras individuais continuaram a ser preparadas de acordo com os princípios contabilísticos geralmente aceites em Portugal (“PGAAP”), sendo a reconciliação do valor do capital próprio em 31 de Dezembro de 2005 e do resultado líquido do exercício findo nessa data, atribuível aos accionistas da Empresa, entre as demonstrações financeiras individuais (em PGAAP) e as consolidadas (em IFRS), conforme segue:

Resultado líquido Capital próprio

Em PGAAP 114.402.459 431.035.222

Obrigações com o desmantelamento de activos (IAS 16) (162.625) (1.416.119)

Transacções de sale and lease back (IAS 17) 176.868 (677.993)

Provisões para reestruturação (IAS 37) (2.971.775) 4.395.766

Amortização do goodwill (IAS 36) 9.586.951 21.669.524

Ganhos com a venda da Lusomundo Serviços (10.100.388) (8.310.608)

Alocação do goodwill gerado na aquisição de empresas (IFRS 3) (2.765.833) (4.148.748) Despesas de instalação e investigação e desenvolvimento (IAS 38) 3.466.171 (4.857.203)

Custos diferidos (IAS 38) 37.933 (49.194)

Equity swaps sobre acções próprias (IAS 39) - (8.520.000)

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Resultados Consolidados

Demonstração de Resultados Consolidados

Receitas de Exploração 628,5 598,8 5,0%

TV por Subscrição e Internet de Banda Larga 553,0 513,3 7,7%

Audiovisuais 86,9 91,5 (5,0%)

Outras e Eliminações Inter-companhias (11,5) (6,1) 89,6%

Custos Operacionais, excluindo Amortizações 433,2 420,0 3,1%

Custos com o Pessoal 43,9 43,7 0,4%

Custos Directos dos Serviços Prestados 201,3 185,0 8,9%

Custos de Telecomunicações 33,0 26,8 23,1%

Custos de Programação 138,3 126,9 9,0%

Outros Custos Directos 30,0 31,3 (3,9%)

Custos das Mercadorias Vendidas 13,2 18,3 (27,7%)

Marketing e Publicidade 20,3 24,2 (16,0%)

Serviços de Suporte 40,3 38,2 5,6%

Manutenção e Conservação 20,1 14,8 36,1%

Fornecimentos e Serviços Externos 82,1 83,1 (1,2%)

Provisões e ajustamentos 9,9 5,7 75,1%

Impostos, excluindo impostos sobre rendimento 0,8 4,3 (81,4%)

Outros Custos Operacionais 1,2 2,9 (58,2%)

Resultados Operacionais Antes de Amortizações (EBITDA) 195,3 178,8 9,2%

Amortizações 61,9 51,4 20,4%

Resultado Operacional 133,4 127,4 4,7%

Outros Custos / (Proveitos) (1,6) 77,2 n.s

Imparidade do Goodwill 0,0 28,0 (100,0%)

Mais / (Menos) Valias na Alienação Imobilizado 0,1 (1,8) n.s.

Outros Custos / (Proveitos) não Recorrentes (1,7) 51,0 n.s.

Resultado Antes de Resultados Financeiros e Impostos 135,0 50,2 168,9%

Custos (Ganhos) financeiros 0,8 2,5 (68,5%)

Juros Suportados Líquidos 6,1 3,4 78,6%

Outras Perdas / (Ganhos) Financeiros (1,8) (0,1) n.s.

Perdas / (Ganhos) em Empresas Associadas (3,5) (0,7) n.s.

Resultados Antes de Impostos 134,2 47,6 181,6%

Imposto Sobre o Rendimento (35,2) 75,5 n.s.

Resultado das Operações Continuadas 99,0 123,1 (19,6%)

Resultado das Operações Descontinuadas 14,1 2,5 n.s.

Interesses Minoritários (1,4) (2,8) (50,1%)

Resultado Consolidado Líquido 111,7 122,9 (9,1%)

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Receitas Consolidadas de Exploração

As receitas consolidadas de exploração aumentaram 5,0% para 628,5 milhões de euros em 2005. As receitas operacionais reflectem o impacto negativo decorrente da revisão e actualização feitas na base de clientes, uma vez que a facturação a clientes em determinadas situações de mora nos respectivos pagamentos não foi reconhecida em resultados.

Apesar do impacto negativo da não relevação de receitas incertas, o total de receitas da actividade de TV por Subscrição e Internet de banda larga aumentou 7,7% em 2005, para 553,0 milhões de euros, representando 88,0% do total de receitas da PT-Multimédia e reflectindo o crescimento da base de clientes, o aumento de preço dos serviços de TV por Subscrição e a crescente penetração do serviço de Internet de banda larga. As receitas da venda de publicidade também contribuíram positivamente para este aumento, tendo atingido 21,5 milhões de euros em 2005.

As receitas operacionais do negócio de Audiovisuais diminuíram 5,0% em 2005, para 86,9 milhões de euros. Este decréscimo é essencialmente justificado pela redução das receitas de bilheteira nos cinemas, resultante do número reduzido de êxitos cinematográficos lançados nos primeiros nove meses de 2005. No entanto, este panorama menos favorável alterou-se no quarto trimestre de 2005, tendo as receitas de exploração do negócio de Audiovisuais aumentado em 8,0% face a igual período de 2004, essencialmente devido ao aumento significativo da venda de direitos, quer para canais de cinema de TV por Subscrição, quer para canais de televisão de sinal aberto.

Relativamente ao nível de receitas verificado em 2004, as receitas do negócio de Audiovisuais em 2005 reflectem o efeito negativo de: (i) alinhamento do período fiscal da Warner Lusomundo (objecto de fusão na Lusomundo Cinemas em 2004) com o adoptado pela PT-Multimédia, que se traduziu na incorporação de mais um mês de actividade em 2004, e (ii) fim do contrato de distribuição de consolas Playstation e respectivos jogos, bem como de vídeos da Columbia (produtora de cinema do Grupo Sony) em Abril de 2004.

Resultados Operacionais antes de Amortizações (EBITDA)

O crescimento de EBITDA em 2005 e a respectiva margem foram condicionados por: (1) investimento adicional em programação (11,4 milhões de euros) resultante do reforço da oferta de Televisão com o lançamento do pacote Funtastic Life e de novos canais Premium, bem como do aumento de custos com o canal Sport TV; (2) aumento do custo de telecomunicações (6,2 milhões de euros) decorrente da expansão de rede e da ampliação da cobertura bidireccional da rede existente; (3) aumento das operações de manutenção e reparação de rede (5,3 milhões de euros) para assegurar elevados níveis de serviço e o upgrade de velocidades de downstream no acesso de banda larga à Internet, bem como a digitalização dos serviços Premium; e (4) aumento dos ajustamentos relativos a dívidas de clientes (4,2 milhões de euros) essencialmente relativas a cobranças duvidosas.

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Custos Operacionais Consolidados

Os custos operacionais consolidados, excluindo amortizações, totalizaram 433,2 milhões de euros em 2005, registando um aumento de 3,1% em resultado dos aumentos verificados em custos directos, manutenção e reparação e provisões e ajustamentos.

Os custos com pessoal mantiveram-se estáveis em 2005, totalizando 43,9 milhões de euros, equivalente a 7,0% das receitas consolidadas de exploração. O número de colaboradores aumentou em 86, para 1.388 no final do ano, reflectindo o aumento de pessoal no negócio de Audiovisuais decorrente da abertura de novas salas de cinema ao longo do ano.

Os custos directos dos serviços prestados aumentaram 8,9% em 2005, para 201,3 milhões de euros. Esta rubrica, cujas principais componentes são custos de programação e custos de telecomunicações, representa 32,0% das receitas consolidadas de 2005. Os custos de programação aumentaram 9,0% em 2005 face ao ano anterior, totalizando 138,3 milhões de euros. Este aumento deve-se essencialmente ao lançamento de novos canais, em particular o novo canal Premium de cinema Lusomundo Happy e os canais adicionais incluídos no serviço Funtastic Life que vieram enriquecer consideravelmente a oferta de TV por Subscrição da PT-Multimédia. Adicionalmente, os custos de telecomunicações correspondentes ao aluguer da rede de fibra óptica à PT Comunicações aumentaram em 23,1% em 2005. Este aumento está essencialmente relacionado com a expansão de rede, o aumento da capacidade desta para suportar maiores níveis de download e o serviço de TV Digital.

Os custos das mercadorias vendidas registaram uma diminuição de 27,7% em 2005, para 13,2 milhões de euros, essencialmente em resultado de menores vendas de vídeos e videojogos no negócio de Audiovisuais, devido à cessação em 2004 do contrato de distribuição dos vídeos da Columbia, e de consolas Playstation da Sony e respectivos jogos. Os custos das mercadorias vendidas representam 2,1% das receitas consolidadas em 2005.

Os custos de marketing e publicidade diminuíram 16,0% em 2005, para 20,3 milhões de euros, reflectindo uma maior racionalização dos custos com publicidade e com campanhas promocionais. Os custos de marketing e publicidade representam 3,2% das receitas consolidadas.

Os custos com serviços de suporte, que incluem maioritariamente os custos de outsourcing relativos a sistemas de informação, call centers e logística, aumentaram 5,6% em 2005, para 40,3 milhões de euros. Este aumento deve-se essencialmente ao acréscimo de custos com os serviços de apoio a clientes para suportar o lançamento do novo serviço digital, o processo de digitalização do serviço Premium e a migração para os novos sistemas de informação. Paralelamente, verificou-se um aumento dos custos de outsourcing relativos a sistemas de informação inerente à entrada em funcionamento dos novos sistemas implementados. Os custos com serviços de suporte representam 6,4% das receitas consolidadas.

Os custos de manutenção e reparação aumentaram 5,3 milhões de euros em 2005, para 20,1 milhões de euros, uma vez que o crescimento da base de clientes de TV por Subscrição, a digitalização dos serviços Premium e a expansão do serviço de banda larga, bem como o aumento das velocidades downstream do mesmo, exigem uma intensificação dos trabalhos de manutenção e reparação de rede, de forma a garantir níveis mais elevados de qualidade de serviço.

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As provisões e ajustamentos aumentaram 4,2 milhões de euros em 2005, para 9,9 milhões de euros. O aumento desta rubrica, que representa 1,6% das receitas totais consolidadas, deveu-se essencialmente a critérios prudenciais no registo de ajustamentos relativos a dívidas de clientes de TV por Subscrição e Internet de banda larga com atrasos de cobrança.

As amortizações de imobilizado corpóreo e incorpóreo aumentaram em 20,4%, para 61,9 milhões de euros. Esta rubrica, que representa 9,9% das receitas consolidadas do ano, aumentou devido ao investimento realizado na aquisição do direito de uso de capacidade em dois transponders adicionais.

Resultado Consolidado Líquido

O resultado consolidado líquido do exercício, atribuível aos accionistas da empresa, foi de 111,7 milhões de euros em 2005, que compara com 122,9 milhões de euros em 2004. Excluindo efeitos não recorrentes, nomeadamente a mais-valia da venda do negócio de media em 2005 e os itens extraordinários em 2004, o resultado líquido do ano teria crescido 9,7%.

Os encargos financeiros líquidos ascenderam a 6,1 milhões de euros em 2005, que compara com 3,4 milhões de euros em 2004, o que reflecte o aumento de custos financeiros em contratos de locação de novos transponders.

Os outros ganhos financeiros líquidos totalizaram 1,8 milhões de euros em 2005, incluindo o registo de um ganho financeiro de 3,5 milhões de euros na operação de share buyback, correspondente à diferença da cotação média da acção da PT-Multimédia entre a data de emissão dos warrants e a data de fixação do preço de referência dos mesmos (data de exercício). Esta rubrica inclui também despesas financeiras diversas, em particular comissões bancárias e respectivas taxas.

Os ganhos em empresas associadas totalizaram 3,5 milhões de euros em 2005, o que compara com ganhos de 0,7 milhões de euros em 2004. Esta rubrica inclui ganhos na Lisboa TV de 1,6 milhões de euros.

O custo relativo ao imposto sobre o rendimento totalizou 35,2 milhões de euros em 2005, que não se pode comparar com o ano de 2004 onde foi reconhecido um imposto diferido activo com o efeito líquido de 75,5 milhões de euros, essencialmente relativo a prejuízos fiscais gerados em exercícios anteriores, uma vez que só em 2004 se considerou estarem reunidas as condições da sua recuperação futura .

(22)

Capex

Em 2005, o Capex totalizou 185,5 milhões de euros, o que representa 29,5% das receitas consolidadas da PT-Multimédia. Este valor de Capex deve ser entendido como extraordinário, já que não se deve repetir no futuro próximo e justifica-se essencialmente com investimentos em: (1) negociação no quarto trimestre de um compromisso de médio prazo para aquisição de direito de utilização de capacidade de rede de telecomunicações (65,7 milhões de euros); (2) contratação de direito de uso de capacidade de satélite no negócio de TV por Subscrição para um quinto e sexto transponders (33,4 milhões de euros) até ao final da sua vida útil, que se estima que termine em Dezembro de 2016; (3) aquisição de set top boxes no âmbito do programa de digitalização (18,8 milhões de euros); e (4) rede, de forma a melhorar a oferta e a qualidade dos serviços de TV por Subscrição e de Internet de banda larga (8,0 milhões de euros). Estes investimentos potenciam a curto e médio prazos o incremento da actividade de TV por Subscrição e de Internet de banda larga, com um elevado nível de qualidade. Excluindo os itens que não representam saídas imediatas de fundos, o Capex apresenta um aumento de 60,9% em 2005, para 86,5 milhões de euros, representando 13,8% das receitas consolidadas da PT-Multimédia.

O Capex da área de Audiovisuais ascendeu a 1,4 milhões de euros em 2005, essencialmente resultante da abertura de novas salas de cinemas e dos investimentos de manutenção e remodelação das salas existentes.

EBITDA menos Capex

O EBITDA menos Capex foi de 9,8 milhões de euros em 2005, que compara com 105,6 milhões de euros em 2004. A descida deste indicador resulta do significativo e mais que proporcional aumento de Capex face ao EBITDA. Ajustando o Capex pelos itens que não representam saídas imediatas de fundos, isto é, a capitalização dos transponders e capacidade de rede de telecomunicações, o EBITDA menos Capex totaliza 108,8 milhões de euros, equivalente a um crescimento de 3% face a 2004.

Free Cash Flow

EBITDA menos Capex 9,8 105,6 (90,8%)

Itens não monetários incluídos no EBITDA 1,5 (1,7) n.s.

Variação do fundo de maneio 64,1 8,5 n.s.

Cash flow operacional 75,4 112,5 (33,0%)

Aquisição de investimentos financeiros 0,0 (77,3) n.s.

Alienações de investimentos financeiros 163,7 0,0 n.s.

Juros pagos (1,7) (8,5) (79,4%)

Impostos sobre o rendimento pagos por subsidiárias (4,0) (3,6) 10,5%

Outros movimentos (11,3) 3,2 n.s.

Free cash flow 222,0 26,3 n.s.

Milhões de Euros 2005 2004 ∆ 05/04

Equipamento Terminal 18,8 11,7 60,5%

Infra-estrutura de TV por Subscrição 31,2 31,5 (0,9%)

Capacidade de Satélite 33,4 19,4 71,9%

Capacidade de Rede de Telecomunicações 65,7 0,0 n.s

Outros 36,5 10,6 245,9%

Total Capex 185,5 73,2 153,6%

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Em 2005, o cash flow operacional apresentou um decréscimo de 33,0%, fixando-se em 75,4 milhões de euros, em resultado da diminuição do EBITDA menos Capex, este último influenciado pelos investimentos anteriormente mencionados. No entanto, este decréscimo foi parcialmente compensado por melhorias alcançadas na gestão do fundo de maneio. O free cash flow aumentou de 26,3 milhões de euros para 222,0 milhões de euros, essencialmente devido ao recebimento de 163,7 milhões de euros provenientes da alienação da Lusomundo Serviços.

Balanço Consolidado

Em 31 de Dezembro de 2005, o rácio de endividamento (“gearing”) [Dívida Líquida/(Dívida Líquida + Capital Próprio)] ascendia a 19,3% e o indicador de financiamento do activo por capitais permanentes [(Capital Próprio + Dívida de Longo Prazo)/Total do Activo] era de 59,8%. Por sua vez, a comparação da Dívida Líquida com o EBITDA foi de 0,5 vezes, o que compara com 1,1 vezes em 2004. O rácio de cobertura dos encargos financeiros líquidos pelo EBITDA foi de 31,8 vezes.

Activo Corrente 273,0 262,9

Caixa e Equivalentes e Aplicações Financeiras de Curto Prazo 41,7 28,3

Contas a Receber 171,4 176,1

Existências, líquidas 37,1 34,3

Impostos a Recuperar 10,9 9,5

Custos Diferidos e Outros Activos Correntes 11,9 14,7

Activo não Corrente 727,8 856,1

Investimentos em Empresas Subsidiárias e Associadas 24,7 48,0

Outros Investimentos 0,0 1,3

Activos Fixos Intangíveis 294,4 319,1

Activos Fixos Tangíveis 259,8 277,7

Activos por Impostos Diferidos 114,9 165,2

Outros Activos não Correntes 34,0 44,8

Total do Activo 1.000,8 1.119,0

Passivo Corrente 336,3 294,0

Dívida de Curto Prazo 22,3 41,4

Contas a Pagar 210,3 168,0

Acréscimos de Custos 43,8 62,8

Proveitos Diferidos 7,5 7,1

Impostos a Pagar 8,4 11,0

Provisões e Outros Passivos Correntes 43,9 3,8

Passivo não Corrente 225,9 315,6

Dívida de Médio e Longo Prazo 159,3 221,0

Contas a Pagar 43,8 1,2

Provisões e Outros Passivos não Correntes 22,7 81,7

Responsabilidades com Benefícios de Reforma 0,0 8,8

Impostos Diferidos 0,0 2,9

Total do Passivo 562,1 609,7

Capital Próprio antes de Interesses Minoritários 429,1 498,1

Capital 77,3 78,4

Prémio de Emissão de Acções 159,3 159,3

Acções Próprias (8,5) 0,0

Reservas e Resultados Transitados 89,4 137,5

Resultado Líquido 111,7 122,9

Interesses Minoritários 9,6 11,2

Capital Próprio 438,7 509,3

Total do Passivo e Capital Próprio 1.000,8 1.119,0

(24)

Dívida Líquida Consolidada

Em 31 de Dezembro de 2005, a dívida líquida consolidada da PT-Multimédia ascendia a 104,9 milhões de euros, uma diminuição de 97,1 milhões de euros face a 2004. Ajustando o valor da dívida líquida de 2004 pela desconsolidação do negócio de media, verificou-se uma diminuição de 51,4 milhões de euros.

A divida líquida em 2005 inclui o encaixe proporcionado pela venda do negócio de media (163,7 milhões de euros) e é também afectada pelo impacto da remuneração accionista verificada em 2005, quer através do pagamento de dividendos (77,3 milhões de euros), quer do programa de share buyback concluído em Maio (91,5 milhões de euros).

Capital Próprio

Em 31 de Dezembro de 2005, o capital próprio excluindo interesses minoritários ascendia a 429,1 milhões de euros, uma diminuição de 69,0 milhões de euros em relação a 31 de Dezembro de 2004, essencialmente em resultado de: (1) pagamento de dividendos relativos ao exercício de 2004, de 77,3 milhões de euros; (2) dispêndio de 91,5 milhões de euros com o programa de share buyback realizado em Maio de 2005; e (3) resultado líquido de 2005 de 111,7 milhões de euros.

Em 1 de Junho de 2005, a PT-Multimédia reduziu o seu capital de 78.448.464 euros para 77.274.207 euros, através do cancelamento de 2.348.514 acções próprias, as quais tinham sido anteriormente adquiridas no âmbito do programa de share buyback executado durante o ano, nomeadamente através do exercício da opção de liquidação física dos warrants emitidos.

Nos termos da legislação em vigor, as reservas distribuíveis aos accionistas são apuradas com base nas demonstrações financeiras individuais, preparadas de acordo com o Plano Oficial de Contabilidade. Em 31 de Dezembro de 2005 essas reservas distribuíveis ascendiam a, aproximadamente, 167 milhões de euros.

O Conselho de Administração da PT-Multimédia irá propor na próxima Assembleia Geral de Accionistas o aumento de capital através de incorporação de reservas, seguido da sua redução, do que resultará um acréscimo das reservas distribuíveis de 220 milhões de euros. A redução do capital está sujeita a aprovação do Tribunal de Comércio de Lisboa.

Dívida de Curto Prazo 22,3 41,4 13,5 8,9 66,0%

Empréstimos bancários 12,6 25,7 6,6 6,1 92,7%

Outros empréstimos 0,0 6,0 0,0 0,0 n.s.

Locações financeiras 9,7 9,8 6,9 2,8 40,5%

Transponders 8,5 6,0 6,0 2,5 41,3%

Dívida de Médio e Longo Prazo 159,3 221,0 203,0 (43,7) (21,5%)

Empréstimos bancários 34,6 38,3 36,4 (1,8) (4,9%) Outros empréstimos 0,0 9,0 0,0 0,0 n.s. Empréstimos de accionistas 0,0 67,3 67,3 (67,3) (100,0%) Locações financeiras 124,7 106,5 99,3 25,4 25,5% Transponders 122,8 98,1 98,1 24,7 25,2% Dívida Total 181,7 262,3 216,4 (34,8) (16,1%) Disponibilidades 41,7 28,3 26,3 15,4 58,6% Empréstimos a accionistas 35,0 32,0 33,8 1,3 3,7%

Dívida Líquida Consolidada 104,9 202,0 156,4 (51,4) (32,9%)

(1) Valores pro-forma em 31 de Dezembro de 2004 excluindo a dívida da Lusomundo Serviços, SGPS, S.A.

(25)

Perspectivas Futuras

A PT-Multimédia tem como objectivo continuar a liderar o sector de multimédia em Portugal, procurando desenvolver o potencial de crescimento da sua base de clientes e gama de serviços, explorando oportunidades de penetração adicional através da introdução de novos conteúdos, do desenvolvimento de oferta triple-play e da melhoria dos níveis de qualidade do serviço prestado. O ambiente competitivo em que a PT-Multimédia actua vai continuar a exigir um enfoque constante na eficiência operacional, bem como na exploração de sinergias resultantes da integração e consolidação das várias áreas de negócio, em particular ao nível da redução de custos e da geração de receitas adicionais.

A PT-Multimédia está bem posicionada para aproveitar o crescimento do mercado de Pay-TV em Portugal Portugal tem um elevado potencial de crescimento em termos de penetração de Pay-TV. A PT-Multimédia tem vantagens competitivas que a tornam na empresa melhor posicionada para beneficiar desse crescimento. A cobertura da sua rede de cabo deverá aumentar do actual nível de 70% de casas passadas, para mais de 85% em finais de 2007. Adicionalmente, a PT-Multimédia detém ainda uma plataforma DTH. Através destas duas plataformas a PT-Multimédia cobre 100% dos lares portugueses. A PT-Multimédia tem ainda uma forte vantagem competitiva decorrente da sua dimensão, do grande reconhecimento das suas marcas e da capilaridade da sua rede de distribuição.

A PT-Multimédia tem um potencial acrescido para aumentar a sua receita média por subscritor (“ARPU”) O actual ARPU é inferior ao verificado em diversos mercados Europeus. Assim, existe o potencial de o aumentar, através da migração de subscritores do pacote básico para pacotes de maior valor. A penetração de canais Premium pode considerar-se ainda baixa quando comparada com outros mercados Europeus, deixando margem para um crescimento significativo.

A PT-Multimédia tem a oportunidade de aumentar a sua base de subscritores de serviços de Internet de banda larga

Não obstante a penetração de Internet de banda larga nos lares portugueses que dispõem de computadores pessoais ser uma das mais altas na Europa, o previsível aumento da penetração de computadores pessoais deixa margem para um forte crescimento futuro. Acresce que, quando comparada com líderes de televisão por cabo na Europa e nos Estados Unidos da América, que evidenciam taxas de penetração na sua base de clientes superiores a 50%, a PT-Multimédia apresenta ainda um considerável potencial de crescimento (actualmente com níveis de 32%).

A PT-Multimédia tem ainda a oportunidade de lançar serviços de voz

A PT-Multimédia planeia lançar comercialmente no final do terceiro trimestre de 2006 o serviço de voz sobre IP (VoIP), sujeito à autorização do regulador. Existe um potencial significativo de crescimento, quer em receitas adicionais de voz, quer por via de uma maior penetração de serviços de Pay-TV e Internet de banda larga e da diminuição do churn.

A PT-Multimédia tem uma infra-estrutura que permite continuar a lançar serviços inovadores de qualidade superior a preços competitivos

O contínuo investimento na sua rede e sistemas de informação, que nos últimos três anos ascendeu a 286 milhões de euros, possibilitam à PT-Multimédia oferecer hoje serviços de Internet de banda larga de alta velocidade e TV digital em mais de 2,6 milhões de lares. Durante 2006 e 2007, a rede irá ser alargada a 3,2 milhões de lares e, por sua vez, a implementação da nova arquitectura na rede de fibra irá potenciar uma qualidade de serviço ainda superior e o desenvolvimento de novos serviços interactivos.

A PT-Multimédia está bem posicionada para continuar a crescer o seu EBITDA

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de voz e a redução da taxa de churn, que acarretam custos marginais relativamente baixos, diluição dos custos fixos, e assim levarão à expansão de margem no futuro.

A PT-Multimédia está empenhada em manter altos níveis de remuneração accionista

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Proposta de Aplicação de Resultados

1. No exercício findo em 31 de Dezembro de 2005, de acordo com as demonstrações financeiras individuais, apurou-se um resultado líquido de 114.402.458,60 euros.

2. De acordo com a lei e os estatutos da sociedade, 5% desse resultado líquido destina-se ao reforço da reserva legal, até que esta represente 20% do capital.

3. Deste modo, dando cumprimento ao disposto na lei e nos estatutos, o Conselho de Administração propõe que 5.720.123 euros, correspondentes a 5% do resultado líquido do exercício, se destinem a reserva legal.

4. O Conselho de Administração, atenta a actual situação financeira e patrimonial da PT Multimédia e a afectação obrigatória do resultado líquido do exercício acima mencionada, propõe que do resultado líquido do exercício seja pago a título de dividendos o montante de 85.001.627,70 euros, correspondendo a um dividendo de 0,275 euros por acção.

5. A parcela remanescente do resultado líquido do exercício, de 23.680.707,90 euros será transferida para resultados transitados.

6. Considerando ainda que a verba global de 85.001.627,70 euros prevista em número anterior para dividendos foi calculada, como é tradicional, na base de um dividendo unitário por acção emitida (no caso 0,275 euros por acção), e que não é possível determinar com exactidão o número de acções próprias que estarão em carteira à data do pagamento de dividendos sem limitar a capacidade de intervenção da sociedade, designadamente sobre a liquidez dos seus títulos, propõe-se que se delibere, em relação à deliberação de distribuição de dividendos constante do número quatro que:

a. A cada acção emitida seja pago o dividendo unitário de 0,275 euros que presidiu à elaboração da proposta;

b. Não seja pago, transitando para resultados transitados, o quantitativo unitário correspondente às acções que, no primeiro dia do período de pagamento de dividendos, pertencerem à própria sociedade.

(28)

O Conselho de Administração,

Miguel Horta e Costa, Presidente do Conselho de Administração

Zeinal Bava, Presidente da Comissão Executiva

Luís Miguel da Fonseca Pacheco de Melo, Vogal da Comissão Executiva

Henrique Manuel Fusco Granadeiro, Vogal da Comissão Executiva

Duarte Maria de Almeida e Vasconcelos Calheiros, Vogal da Comissão Executiva

José Manuel de Morais Briosa e Gala, Vogal da Comissão Executiva

José Augusto Castelhano Nunes Egreja, Vogal do Conselho de Administração

Manuel Fernando Moniz Galvão Espírito Santo Silva, Vogal do Conselho de Administração

Pedro Humberto Monteiro Durão Leitão, Vogal do Conselho de Administração

José Pedro Sousa de Alenquer, Vogal do Conselho de Administração

Joaquim Aníbal Brito Freixial Goes, Vogal do Conselho de Administração

António Domingues, Vogal do Conselho de Administração

Luís João Bordallo da Silva, Vogal do Conselho de Administração

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PARTICIPAÇÃO DOS MEMBROS DOS ÓRGÃOS SOCIAIS NO CAPITAL DA SOCIEDADE

Nos termos e para os efeitos do artigo 447º do Código das Sociedades Comerciais, presta-se a seguinte informação quanto às participações financeiras detidas pelos membros do Conselho de Administração e pelo Fiscal Único da PT-Multimédia, à data de 31 de Dezembro de 2005:

Membros do Conselho de Administração

Miguel Horta e Costa, Presidente do Conselho de Administração, não é titular de acções da PT-Multimédia. Zeinal Bava, Presidente da Comissão Executiva, é titular de 89.196 acções da PT-Multimédia.

Luís Miguel da Fonseca Pacheco de Melo, Administrador, não é titular de acções da PT-Multimédia. Henrique Manuel Fusco Granadeiro, Administrador, não é titular de acções da PT-Multimédia.

Duarte Maria de Almeida e Vasconcelos Calheiros, Administrador, não é titular de acções da PT-Multimédia. José Manuel de Morais Briosa e Gala, Administrador, não é titular de acções da PT-Multimédia.

José Augusto Castelhano Nunes Egreja, Administrador, não é titular de acções da PT-Multimédia.

Manuel Fernando Moniz Galvão Espírito Santo Silva, Administrador, não é titular de acções da PT-Multimédia. Pedro Humberto Monteiro Durão Leitão, Administrador, não é titular de acções da PT-Multimédia.

José Pedro Sousa de Alenquer, Administrador, não é titular de acções da PT-Multimédia. Joaquim Aníbal Brito Freixial Goes, Administrador, é titular de 150 acções da PT-Multimédia. António Domingues, Administrador, não é titular de acções da PT-Multimédia.

Luís João Bordallo da Silva, Administrador, não é titular de acções da PT-Multimédia. Carlos Alpoim Vieira Barbosa, Administrador, não é titular de acções da PT-Multimédia. Fiscal Único

(30)

TITULARES DE PARTICIPAÇÕES SOCIAIS QUALIFICADAS

Nos termos da alínea e) do nº1 do artigo 8º do Regulamento nº 4/2004 da CMVM, presta-se a seguinte informação quanto às participações qualificadas detidas por terceiros no capital da PT-Multimédia à data de 31 de Dezembro de 2005:

A Portugal Telecom, SGPS, S.A. (“PT”) detém directamente 180.609.700 acções da PT-Multimédia, correspondentes a 58,43% do capital e dos direitos de voto. Os membros dos órgãos de Administração e de Fiscalização das empresas que se encontram em relação de domínio ou de grupo com a PT possuem 173.645 acções da PT-Multimédia, equivalentes a 0,06% do capital e dos direitos de voto. Em termos globais, a participação directa e indirecta da PT na PT-Multimédia é de 58,49% à qual corresponde idêntica percentagem de direitos de voto.

O Banco Espírito Santo, S.A. (“BES”) detém directa e indirectamente 7,65% do capital da PT-Multimédia e dos direitos de voto. No quadro seguinte apresenta-se a participação do BES calculada nos termos do n.º 1 do art.º 20.º do Código dos Valores Mobiliários.

O Banco Português de Investimento, S.A. (“BPI”) detém directa e indirectamente 4,21% do capital da PT-Multimédia e dos direitos de voto. No quadro seguinte apresenta-se a participação do BPI calculada nos termos do n.º 1 do art.º 20.º do Código dos Valores Mobiliários.

O Santander Totta detém um total de 30.854.134 acções da PT-Multimédia, 30.575.090 acções através do Banco Santander Totta, S.A., e 279.044 acções através do Banco Santander de Negócios, S.A., representativas de 9,98% do capital e dos direitos de voto.

A Colaney Investments Limited é titular de um total de 6.938.600 acções da PT-Multimédia representativas de 2,24% do capital social e dos direitos de voto.

Entidade Nº Acções % do Capital Social

Banco Espírito Santo, S.A. 8.051.331 2,60%

Sociedades que estão em relação de domínio ou de grupo com o BES 15.496.317 5,01%

Elementos dos Órgãos Sociais do Banco Espírito Santo, S.A. 111.270 0,04%

Total 23.658.918 7,65%

Entidade Nº Acções % do Capital Social

Banco Português de Investimento, S.A. 364.578 0,12%

Fundos geridos pela BPI Gestão de Activos 716.938 0,23%

Fundos de Pensões geridos pela BPI Pensões 11.806.634 3,82%

BPI Vida – Companhia de Seguros Vida, S.A. 126.661 0,04%

(31)
(32)

PT-Multimédia – Serviços de Telecomunicações e Multimédia, SGPS, S.A.

Demonstrações dos Resultados Consolidados por Naturezas para os Exercícios Findos em 31 de Dezembro de 2005 e 2004

(Montantes expressos em euros)

Notas 2005 2004 OPERAÇÕES CONTINUADAS RECEITAS: Prestação de serviços 6 582.906.275 544.300.745 Vendas 6 34.095.138 40.851.232 Outras receitas 6 11.452.940 13.605.103 (a) 628.454.353 598.757.080

CUSTOS, DESPESAS, PERDAS E GANHOS:

Custos com o pessoal 7 43.917.989 43.727.890

Custos directos dos serviços prestados 8 201.336.349 184.950.030

Amortizações 26 e 27 61.919.611 51.420.176

Custo das mercadorias vendidas 13.199.148 18.253.065

Marketing e publicidade 20.295.907 24.168.671

Serviços de suporte 40.317.922 38.196.688

Manutenção e reparação 20.102.357 14.773.022

Fornecimentos e serviços externos 9 82.094.964 83.062.232 Provisões e ajustamentos 32 9.902.107 5.655.508

Impostos indirectos 800.841 4.309.389

Outros custos correntes 1.195.525 2.859.229

Total dos custos correntes (b) 495.082.720 471.375.900 (c)=(a)-(b) 133.371.633 127.381.180

Imparidade - 28.000.000

Perdas/(ganhos) com a alienação de activos 70.599 (1.810.220) Outros custos/(proveitos) (1.675.949) 51.000.136 (d) (1.605.350) 77.189.916

Resultado antes de resultados financeiros e impostos (e)=(c)-(d) 134.976.983 50.191.264

Juros líquidos 6.143.383 3.440.154

Perdas em variações cambiais, líquidas 688.080 827.686 Perdas / (ganhos) em activos financeiros, líquidos (737) 2.076.409 Ganhos em empresas participadas, líquidos (3.539.915) (742.753) Outros proveitos financeiros, líquidos 11 (2.488.436) (3.053.734) (f) 802.375 2.547.762

Resultados antes de impostos (g)=(e)-(f) 134.174.608 47.643.502 Imposto sobre o rendimento 12 (35.183.210) 75.502.408 Resultado das Operações Continuadas 98.991.398 123.145.910

OPERAÇÕES DESCONTINUADAS

Resultado das operações descontinuadas 13 14.050.473 2.514.982 Resultado consolidado líquido 113.041.871 125.660.892 Atribuível a:

Interesses minoritários 14 1.372.111 2.751.310

Accionistas da PT-Multimédia 111.669.760 122.909.582 Resultado líquido por acção

Básico 16 0,36 0,78

Diluído 16 0,36 0,78

O anexo faz parte integrante destas demonstrações de resultados consolidados

(33)

PT-Multimédia – Serviços de Telecomunicações e Multimédia, SGPS, S.A.

Balanços Consolidados em 31 de Dezembro de 2005 e 2004 (Montantes expressos em euros)

Notas 2005 2004

Activo Activo corrente

Caixa e equivalentes de caixa 17 41.716.762 28.316.779

Contas a receber - clientes 18 122.857.893 130.374.893

Contas a receber - outros 19 48.513.158 45.724.438

Existências 20 37.100.598 34.277.467

Impostos a recuperar 21 10.868.168 9.455.344

Custos diferidos 22 9.880.445 5.333.120

Outros activos correntes 23 2.055.544 9.370.611

Total do activo corrente 272.992.568 262.852.652

Activo não corrente

Investimentos em empresas participadas 24 24.729.863 47.991.140

Outros investimentos 25 30.867 1.277.047

Activos intangíveis 26 294.402.974 319.131.264

Activos tangíveis 27 259.775.039 277.714.467

Activos por impostos diferidos 12 114.891.618 165.191.581

Outros activos não correntes 23 33.977.966 44.824.838

Total do activo não corrente 727.808.327 856.130.337

Total do activo 1.000.800.895 1.118.982.989

Passivo Passivo corrente:

Empréstimos obtidos 28 22.342.872 41.379.623

Contas a pagar - fornecedores 29 160.518.144 136.608.316

Contas a pagar - outros 29 49.766.541 31.380.692

Acréscimos de custos 30 43.794.775 62.759.872

Proveitos diferidos 31 7.538.826 7.112.698

Impostos a pagar 21 8.446.620 11.043.104

Provisões correntes 32 41.798.744 1.373.444

Outros passivos correntes 33 2.055.544 2.378.434

Total do passivo corrente 336.262.066 294.036.183

Passivo não corrente:

Empréstimos de médio e longo prazo 28 159.308.964 220.986.202

Contas a pagar - outros 29 43.807.315 1.186.562

Provisões não correntes 32 3.580.091 61.135.562

Benefícios de reforma - 8.846.352

Passivos por impostos diferidos 12 33.282 2.877.987

Outros passivos não correntes 33 19.134.217 20.604.590

Total do passivo não corrente 225.863.869 315.637.255

Total do passivo 562.125.935 609.673.438

Capital próprio

Capital social 34 77.274.207 78.448.464

Prémios de emissão de acções 34 159.288.231 159.288.231

Acções próprias 34 (8.520.000) -

Reserva legal 34 7.039.998 1.535.803

Outras reservas 34 1.983.104 7.397.370

Resultados acumulados 192.055.109 251.441.557

Capital excluindo interesses minoritários 429.120.649 498.111.425

Interesses minoritários 14 9.554.311 11.198.126

Total do capital próprio 438.674.960 509.309.551

Total do capital próprio e do passivo 1.000.800.895 1.118.982.989

O anexo faz parte integrante destes balanços consolidados

Referências

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