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Ciênc. saúde coletiva vol.16 número9

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Academic year: 2018

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Salles SAC. Homeopatia, Universidades e SUS:

resistências e aproximações. São Paulo: Editora

Hucitec; 2008. v. 1. 210p.

Wania Maria Papile Galhardi

1

Nelson Filice de Barros

2

1

Faculdade de Medicina de Jundiaí.

2

Faculdade de Ciências Médicas, Unicamp.

O livro de Salles nos remete à reflexão de um

cami-nho para a institucionalização da homeopatia,

mos-tra o resultado de sua pesquisa realizada como Tese

de Doutorado, na qual analisa o movimento de

in-serção desse método no SUS e em Universidades e

Faculdades do Brasil, demonstra a relação que se

es-tabelece entre a racionalidade médica homeopática e

a biomedicina sob o ponto de vista de médicos não

homeopatas em seu cotidiano do exercício

profissio-nal. A autora construiu a obra em quatro capítulos.

No capítulo inicial

relata o movimento histórico

da Medicina Homeopática no Brasil, e aponta como

tensão que motivou esse estudo a interface das duas

medicinas no campo da saúde e os aspectos

ideoló-gicos, culturais e técnico-científico, envolvidos para

a implantação, a consolidação, na relação entre os

profissionais, e no modelo da assistência

homeopá-tica no SUS.

O segundo capítulo

trata da construção da

pes-quisa, da justifica e escolha dos sujeitos estudados

com o objetivo de conhecer, por meio de entrevistas

semiestruturadas, as representações do contato e das

forças de aproximação e oposição percebidas pelos

médicos da clínica, gestores, docentes e/ou

pesqui-sadores, que atuam nas instituições onde a

raciona-lidade médica homeopática e a biomedicina

convi-vem para: a assistência à saúde, as atividades de

for-mação na graduação médica e/ou em curso de

espe-cialização.

No terceiro capítulo

traça uma visão geral da

institucionalização da homeopatia em cidades

bra-sileiras na atualidade, do processo de implantação

do atendimento homeopático nos municípios

estu-dados e dos sujeitos entrevistados.

No quarto capítulo a autora analisa os

resulta-dos do estudo organizando-o por sujeito

entrevis-tado e categorizando tematicamente as suas “falas”.

Para os Docentes –

Abrindo Portas: um gesto propositor e fatores

mo-tivadores no contexto acadêmico

para a inserção da

homeopatia nas Faculdades, considera as reformas

curriculares, a comprovação científica da

homeopa-tia como aproximação da academia e homeopahomeopa-tia,

os limites da biomedicina e a aceitação da

homeopa-tia como complementar, a intervenção homeopática

como um ideal de boa prática e a identidade

pro-fissional da especialidade homeopática como

pré-requisito para sua legitimação.

A resistência à homeopatia: como é construída e

como se pronuncia

é

sentida como resistência

ide-ológica e banalização da eficácia, com

medicamen-tos homeopáticos ultradiluídos de difícil

aceita-ção, e o suposto não atendimento imediato das

queixas agudas pela homeopatia.

A conservação da cultura: obstáculos que se

apre-sentam à presença da homeopatia no campo da

saú-de,

aqui a autora aborda a repercussão da cultura

hegemônica da biomedicina.

Nas repercussões da aproximação entre as duas

medicinas,

a impressão é do saber homeopático

ser desconhecido ou não levado em conta no

cam-po da saúde. Destaca a academia como influência

para o saber homeopático enquanto espaço de

prática, ensino e pesquisa.

Para os gestores do SUS

-Um “Acanhado” gesto propositor com menos

po-lítica institucional e mais empreendimento pessoal

ou de grupo,

aqui aponta as iniciativas individuais

de homeopatas ou de grupos, que de alguma

ma-neira se propõem a atender os usuários com

ho-meopatia.

Um apoio dos gestores à homeopatia como

com-promisso político e defesa dos princípios do SUS,

considerados os princípios do SUS na garantia de

acesso à assistência homeopática, dificultado pela

escassez de médicos homeopatas e resistência a

outras práticas, mas defendida pela ausência de

efeitos colaterais dos medicamentos, alto custo da

biomedicina e satisfação do usuário.

Como fatores que dificultam a ampliação da

As-sistência Homeopática

, está a homeopatia como

um saber conthegemônico, recusada pela

ra-zão científica, e apontada como descrédito no

que-sito da ação imediata e direta.

As formas de resistências (pontuais)

foram

per-cebidas pela autora nas palavras

preconceitos

e

ce-ticismo

, no destaque do modelo hospitalocêntrico

e na educação médica como fator de permanência

da hegemonia, nas dificuldades de organização da

assistência homeopática na rede, na falta de

co-nhecimento sobre a homeopatia, em atitudes do

homeopata que reforçam a exclusão e mais a

dis-puta de mercado de trabalho entre as duas

racio-nalidades médicas.

Para os médicos do SUS:

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